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Divirta-se e boa leitura

E.M.Pinto

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Defesa Sistemas de Armas

Taiwan confirma produção de mísseis de cruzeiro

http://www.spacewar.com/images/missile-hsiung-feng-3-bg.jpgSugestão: Novo Brasuk

TAIPÉ — O governo de Taiwan confirmou pela primeira vez que está produzindo, em larga escala, mísseis de cruzeiro, apesar do bom momento nas relações com a China.

“A produção em massa de armas domésticas como as chamadas por seus nomes de código Chichun (Lança Falcão) e Chuifeng (Perseguindo o vento) acontece sem problemas”, declarou o vice-ministro da Defesa, Chao Shih-chang, ao Parlamento.

“Os problemas com as peças vitais e os componentes que haviam paralisado a fabricação foram solucionados”, disse.

O projeto Chichun diz respeito aos mísseis de cruzeiro Hsiungfeng 2E, uma resposta de Taiwan ao míssil americano Tomahawk.

Chuifeng é um projeto para desenvolver um míssil supersônico para atacar navios.

Fonte: AFP

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Fotos do Dia Inteligência

Lula defende WikiLeaks: quem divulga não é culpado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu e prestou sua solidariedade nesta quinta-feira ao fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, preso nesta semana em Londres por acusações de crimes sexuais.

O australiano, cujo site causou alvoroço na diplomacia norte-americana ao divulgar milhares de documentos sigilosos sobre as relações diplomáticas do governo dos EUA, teve sua atitude valorizada pelo presidente em um discurso de defesa à liberdade de expressão.

“Aparece o tal do WikiLeaks e desnuda a diplomacia que parecia inatingível, parecia a mais certa do mundo, e aí começa uma busca. Não sei se colocaram cartaz como nos tempos do faroeste, procura-se vivo ou morto, e prenderam o rapaz”, disse Lula.

“Se ele leu, é porque alguém escreveu. O culpado não é quem divulgou, o culpado é quem escreveu. Portanto, em vez de culpar quem divulgou, culpem quem escreveu a bobagem, porque senão não teria o escândalo que tem”, acrescentou.

“Então, Wikileaks, minha solidariedade pela divulgação das coisas”, disse.

Líderes e autoridades diplomáticas mundiais têm divergido sobre as atitudes de Assange, com alguns países condenando a divulgação dos documentos do Wikileaks e outras autoridades compartilhando a opinião de Lula.

Em tom irônico, Lula disse que a presidente eleita Dilma Rousseff tem que alertar seus ministros sobre os perigos do vazamento de informações.

“Eu não sei se meus embaixadores passam esses telegramas, mas a Dilma tem que saber e falar para os seus ministros. Se não tiver o que escrever, não escreva bobagem, passa em branco a mensagem”, disse o presidente.

Assange, que vive periodicamente na Suécia, foi acusado este ano de conduta sexual imprópria por duas voluntárias suecas do WikiLeaks. O australiano, que nega as acusações, foi preso em Londres em consequência de um mandado internacional por essa acusação.

Apesar da prisão, o WikiLeaks prometeu que continuará divulgando detalhes dos despachos confidenciais norte-americanos. Até agora, apenas uma pequena parte foi publicada.

Fonte: G1 via Hangar do Vinna

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Conflitos Geopolítica

EUA executam guerra secreta no Iêmen

http://ldrlongdistancerider.com/images/obama-in-yemen.jpgOs Estados Unidos executam uma guerra secreta no Iêmen que mata cinco vezes mais civis do que terroristas, informa nesta quinta-feira o jornal britânico The Times.

Nos 12 últimos meses, os EUA lançaram quatro ataques com mísseis cruzeiros contra alvos da Al Qaeda na Península Arábica, nos quais morreram 200 civis e apenas 40 terroristas, diz a publicação.

Os detalhes desses ataques só foram divulgados depois de o WikiLeaks publicar vazamentos diplomáticos segundo os quais o governo iemenita fingiu várias vezes ser responsável pelas operações para encobrir Washington.

Fontes do governo iemenita deram ao jornal britânico detalhes dos ataques e o custo de vidas civis, algo que vinham suspeitando há tempo grupos de defesa dos direitos humanos.

Segundo os serviços de inteligência americanos, Al Qaeda deslocou seu centro de operações da fronteira afegão-paquistanês para o Iêmen.

Umar Farouk Abdulmutallab, o nigeriano de 23 anos que tentou atentar contra um avião com destino a Detroit (EUA) no Natal passado, recebeu treinamento nesse país árabe.

Funcionários ienemistas disseram ao The Times que EUA lançaram em dezembro passado duas ofensivas usando mísseis ‘cruzeiro’ a partir de navios da Marinha, aos quais seguiram outro em janeiro e um quarto em maio.

O míssil atingiu um suposto acampamento da Al Qaeda, na província sulina de Abyan, em 17 de dezembro, matou 41 moradores locais, entre eles 14 mulheres e 21 crianças.

O governo iemenita pediu a Washington que suspendesse os ataques depois de o lançamento de maio acabasse com a vida de um líder tribal leal ao governo que negociava a entrega de um membro da Al Qaeda quando a ofensiva ocorreu. O terrorista foi o único que alcançou saiu ileso.

Vazamentos do WikiLeaks, o presidente iemenita, Ali Abdala Saleh, tratou o tema com o general David Petraeus, chefe do comando central americano em 11 de janeiro.

Saleh acusou os EUA de terem errado o alvo após a morte de civis em um ataque contra Al Qaeda em Abyan, em dezembro do ano passado.

As forças americanas tentam caçar Anwar al-Awlaki, um jihadista americano que se refugiou em uma região montanhosa do sul do Iêmen descrita por alguns como mais perigosa do que a de Tora Bora, no leste do Afeganistão.

Fonte: Terra

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Negócios e serviços Tecnologia

A Embraer já iniciou a construção da sua nova fábrica de materiais compósitos em Évora

http://www.abril.com.br/imagem/embraer-trabalho-436.jpg

A Embraer já iniciou a construção da sua nova fábrica de materiais compósitos em Évora. A fábrica deverá estar pronta até ao final de 2011 permitindo assim a fabricação em instalações com 30660 metros quadrados de estruturas muito complexas para integração em aeronaves desta construtora brasileira. Os primeiros componentes deverão começar a sair da fábrica de Évora em 2013. A segunda fábrica da Embraer – especializada na produção de estruturas metálicas para aeronaves começará brevemente.

As duas fábricas representam para a construtora brasileira um investimento superior a 48 milhões de euros e serão o elemento fundador de um cluster aeronáutica português nesta cidade alentejana que em breve começará a contribuir para a construção do KC-390 o avião transportador militar pelo qual Portugal já expressou interesse que tem congregado intenções de compra em vários países.

Fonte: Defpro Via Quintus

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Conflitos História

Hoje na História: 1987 – Começa a Primeira Intifada na Faixa de Gaza

Cartaz usado no período da Primeira Intifada, representando os territórios ocupados e Israel

Os palestinos viram o incidente como um ato deliberado de retaliação à morte de um judeu em Gaza alguns dias antes. No dia seguinte, tomaram as ruas em protesto, queimando pneus e atirando pedras e coquetéis molotov contra os policiais e tropas israelenses. Até que, em Jabalya, uma patrulha do exército de Israel atirou contra os manifestantes, matando um jovem de 17 anos e ferindo outros 16. Em 10 de dezembro, paraquedistas israelenses foram enviados a Gaza para sufocar a violência e os distúrbios se espalharam pela Cisjordânia, também ocupada por Israel.

Nove de dezembro marcou o início formal da Intifada, mas demonstrações de pequena escala e atos de violência dirigidos contra israelenses vinham em escalada crescente durante meses. O ano de 1987 marcou o 20º aniversário da conquista por Israel da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Após a Guerra dos Seis Dias, Israel instalou administrações militares nos territórios ocupados e anexou permanentemente Jerusalém Oriental. Com o respaldo do governo de Tel Aviv, colonos israelenses mudaram-se para os territórios ocupados, tomando terras palestinas. Em dezembro de 1987, 2200 colonos armados ocuparam 40% de Gaza, enquanto 650 mil palestinos em condições de pobreza ficaram concentrados nos outros 60%, fazendo da porção palestina uma das áreas mais densamente povoadas do mundo.

Política

A revolta da população palestina passou logo a ser controlada por líderes que formaram o Comando Nacional Unificado da Revolta que tinha vínculos com a OLP (Organização pela Libertação da Palestina). Embora as imagens de jovens palestinos lançando pedras contra as tropas de Israel tenham dominado o noticiário da televisão, o movimento espalhou entre toda a sociedade palestina. Setores proprietários e grupos de mulheres juntaram-se aos militantes em greves, boicotes e outras táticas mais sofisticadas em sua luta por conquistar a soberania palestina.

Em julho de 1988, o rei da Jordânia, Hussein, renunciou a toda responsabilidade administrativa da Cisjordânia, reforçando, por conseguinte, a influência palestina sobre o território. Em novembro de 1988, a OLP aprovou a proclamação do estabelecimento de um Estado palestino independente. Entrementes, a Intifada persistia e por ocasião de seu primeiro aniversário mais de 300 palestinos já haviam sido mortos, mais de 11 mil, feridos, e muitos outros presos.

Processo de paz

Nas últimas semanas de 1988, Yasser Arafat surpreendeu o mundo ao denunciar o terrorismo, reconhecendo o direito do Estado de Israel a existir e autorizando o início das negociações de paz com Israel. Em 1992, Yitzhak Rabin, líder do Partido Trabalhista israelense, tornou-se primeiro ministro, comprometendo-se a se envolver imediatamente no  processo de paz. Congelou novos assentamentos israelenses nos territórios ocupados e a Intifada foi suspensa depois de cinco anos.

Em 1993, negociações secretas entabuladas em Oslo resultaram na assinatura da histórica declaração de princípios em Washington. O acordo determinou a retirada das tropas israelenses de Gaza e da cidade de Jericó e o estabelecimento de um governo palestino com autoridade sobre grande parte da Cisjordânia.

A despeito das tentativas de setores extremistas de ambos os lados de sabotar o processo de paz por meio da violência, os israelenses completaram sua retirada em maio de 1994. Em julho, Arafat entra em Jericó e estabelece seu governo. Em 1994, Arafat, Rabin, e o ministro do Exterior, Shimon Peres receberam em conjunto o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços de reconciliação.

Em 1995, Rabin foi assassinado por um extremista de direita judeu num comício pela paz em Tel Aviv e o processo de paz israelo-palestino, sob o governo de seus sucessores, Shimon Peres, Benjamin Netanyahu e Ehud Barak entrou num impasse para em seguida ser desmantelado.

Em setembro de 2000, irrompeu a Segunda Intifada, após Ariel Sharon, líder do partido direitista Likud, visitar o Monte do Templo, um local de grande significado religioso, controlado pelos muçulmanos.

Fonte: Opera Mundi

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Fotos do Dia Geopolítica

Moscou pede a Otan que explique plano de defesa da Polônia e países bálticos

EFE  —  O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, pediu nesta quinta-feira explicações à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre o plano de defesa da Polônia e das repúblicas bálticas diante de uma possível agressão russa, que foi revelado pelo site WikiLeaks.

“Com uma mão a Otan fecha conosco um acordo sobre cooperação conjunta e com a outra decide que é preciso se defender. Quando a Aliança é mais sincera? Fizemos esta pergunta e esperamos resposta”, declarou Lavrov, citado por agências russas.

O ministro ressaltou que a “Rússia tem direito” de pedir explicações à Otan sobre o plano elaborado depois do alerta causado pela guerra russo-georgiana pelo controle da separatista Ossétia do Sul, em agosto de 2008.

A Chancelaria russa já havia expressado esta semana sua “perplexidade” pelos planos aliados, “mais ainda, quando na cúpula Rússia-Otan, foi adotada há pouco uma declaração conjunta na qual se diz com clareza que a segurança dos países da Aliança e da Rússia é interdependente”.

O embaixador russo na Otan, Dmitry Rogozin, pediu à Otan que suspenda o plano denominado “Eagle Guardian” (Águia Guardiã) para a Polônia e as três repúblicas bálticas (Estônia, Letônia e Lituânia).

Outra fonte militar informou à agência russa “Interfax” que o plano aliado de defesa dos bálticos e Polônia não era um segredo para Moscou, já que tem vários anos de existência.

A esse respeito, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, destacou nesta quinta-feira a positiva cooperação que a Aliança mantém com a Rússia, agora que ambas as partes já não representam uma ameaça recíproca.

Segundo os documentos vazados pelo WikiLeaks, a Otan elaborou em janeiro passado um plano de defesa da Polônia e das três repúblicas bálticas (Estônia, Letônia e Lituânia) diante de um possível ataque russo.

No marco desse plano, a Aliança estaria disposta a desdobrar nesses territórios até nove divisões aliadas dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e da própria Polônia, aos quais se somariam navios americanos e britânicos, e tropas de assalto que desembarcariam em portos poloneses e alemães.

Recentemente, a Chancelaria russa criticou os EUA por desdobrarem mísseis Patriot na Polônia a apenas 60 quilômetros de Kaliningrado, embora reconheça que não representam uma ameaça para sua segurança.

Moscou propôs à Otan a assinatura de um acordo vinculativo que limite a presença de tropas e armamento pesado no território dos novos países-membros da Aliança, ou seja, os antigos membros do Pacto de Varsóvia (Polônia, Romênia, Bulgária, República Tcheca e Eslováquia) e os bálticos.

Fonte:  Terra

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Conflitos Geopolítica

Brasil-EUA: desconfianças mútuas

Cristiano Romero

Pode haver uma explicação para a fritura sofrida pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, na reta final do governo Lula. Como se sabe, a possibilidade de o chanceler permanecer no cargo na gestão Dilma foi descartada publicamente pelo presidente. Lula também o desconvidou, na véspera, a participar de reunião do G-20 em Seul. A razão pode ser o Irã.

O chanceler defendeu posição desapaixonada sobre o envolvimento do Brasil com o regime de Mahmoud Ahmadinejad. Isso fica claro em comunicação feita a Washington pela embaixada dos Estados Unidos em Brasília e vazada pelo site WikiLeaks. Ainda inédito, o documento narra encontros, ocorridos em agosto do ano passado, de delegação chefiada pelo general James L. Jones, assessor de segurança nacional do presidente Barack Obama, com autoridades brasileiras.

Numa das conversas, Amorim classifica de “excelente” o aceno feito por Obama ao Irã logo no início do mandato – o líder americano ofereceu um “novo começo” aos iranianos. “Se eles não responderem, então, o que eles querem?”, indagou o chanceler. Ele esclareceu que a relação Brasil-Irã não é profunda, mas “pragmática” e dominada por preocupações de natureza comercial, e que não deveria ser supervalorizada.

“Nós não somos “buddies” [camaradas]”, assegurou Amorim, segundo telex assinado pela diplomata Lisa Kubiske. Em seguida, ele diz que está preocupado com a ideia de se proibir o Irã de enriquecer urânio para fins pacíficos.

Essa é, sem dúvida, uma abordagem distinta da que prevaleceu mais tarde, quando Lula se engajou com o líder iraniano, chamando-o, inclusive, de “companheiro”. Já havia a desconfiança, em Brasília, de que o chanceler não aprovava a aventura brasileira no Irã, um tema sensível não só para os EUA, mas também para a maioria dos parceiros tradicionais do Brasil. A empreitada não deu certo e Lula acabou vendo sua imagem internacional se desgastar.

Setores do Itamaraty sempre viram em temas como o Irã uma oportunidade para o Brasil reafirmar sua independência em relação aos EUA. Na questão nuclear, a preocupação é legítima. Se o país assiste, impávido, à comunidade internacional impedir uma nação de enriquecer urânio com fins pacíficos, não demorará muito e o veto chegará ao Brasil. Ocorre que, se o regime iraniano não tem a mesma reputação do brasileiro, não parece razoável que o país se alie aos aiatolás para defender interesses que são comuns apenas na aparência.

Os relatos vazados pelo WikiLeaks revelam um grau acentuado de desconfiança mútua entre Brasil e EUA. Os brasileiros foram francos e pragmáticos. Ao debater o uso de bases militares colombianas para combate ao narcotráfico, Amorim lembrou que oficiais americanos já sugeriram que a tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina seria “um alvo legítimo” dos EUA, caso atividades terroristas fossem descobertas lá.

O assessor presidencial Marco Aurélio Garcia disse que o tema das bases “cheirava à Guerra Fria” e era surpreendente, uma vez que as Farc nunca estiveram tão fracas quanto agora. Ele foi além ao afirmar que a única ameaça de segurança para os EUA na América Latina vem do México. E desqualificou a descoberta de que as Farc possuem armas de destruição de tanques, fabricados pela Suécia e vendidos originalmente à Venezuela. “Não há tanques em conflitos de insurgência”, afirmou.

A então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, admitiu ao general James Jones que é “desconcertante” ser questionada pela imprensa sobre bases americanas na Colômbia. Para ela, iniciativas como essa abrem a porta para “radicais” interessados em criar problemas na região.

Amorim e Marco Aurélio disseram que não têm interesse em fazer uma mediação entre os EUA e a Venezuela e propuseram que os americanos criem um canal direto com Hugo Chávez. “Amorim sugeriu que um bom diálogo EUA-Venezuela teria também um impacto na situação doméstica da Venezuela porque muitos da oposição a Chávez têm laços com os EUA”, relata o telex.

Ao tratar de Honduras, Amorim criticou Chávez, dizendo que ele queria transformar o presidente Manuel Zelaya (deposto por um golpe de Estado) num “mártir”. O chanceler disse que o governo brasileiro convenceu Chávez de que “os EUA podem influenciar o que acontece em Honduras” e, por isso, precisavam ser consultados. Amorim censurou também o governo americano por não agir de forma mais firme contra o então governo transitório de Honduras e por ter feito concessões demais a Roberto Michelletti, o presidente interino.

Em outro trecho do telex, Amorim critica a decisão americana de retirar a Bolívia do ATPDEA, o sistema de preferências tarifárias criado para oferecer alternativas econômicas aos países andinos produtores de cocaína. Já Marco Aurélio Garcia queixou-se do bloqueio, pelos EUA, da venda de aviões Super Tucano na região.

Numa outra passagem, Marco Aurélio sustenta que o presidente de Cuba, Raul Castro, é mais pragmático e menos ideológico que seu irmão Fidel. O assessor vê Cuba, diz o relato da embaixada americana, seguir o mesmo caminho do Vietnã e Raul, um líder da transição. Diz ainda que só faz sentido o Brasil ajudar Cuba a construir um porto de grande calado se os EUA desenvolverem uma relação comercial com aquele país.

Cristiano Romero é editor-executivo e escreve às quartas-feiras.

Fonte: VALOR ECONÔMICO

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Fotos do Dia Geopolítica

Duas aeronaves russas Il-38 ASW interrompem exercícios militares entre EUA e Japão

Um exercício militar conjunto entre os Estados Unidos e o Japão que está sendo realizado no Mar do Japão foi suspenso quando duas aeronaves de guerra anti-submarina russas Il-38 “May” voaram sobre a área, informou nessa quarta-feira o canal japonês NHK citando o ministério da defesa japonês.

Os exercícios bi-anuais Keen Sword foram suspensos devido ao receio que as aeronaves russas pudessem obter dados ultra-secretos, informou o canal de televisão.

Cerca de 34.000 militares japoneses, com 40 navios de guerra e 250 aeronaves juntaram-se a cerca de 10.000 soldados norte americanos com 20 embarcações militares e 150 aeronaves para participar dos exercícios no Mar do Japão, na costa da ilha de Okinawa.

A agenda dos exercícios, o qual deve continuar até o dia 10 de dezemebro, inclui missões de defesa aérea e mísseis integrada, base de segurança, apoio aéreo aproximado, disparo real, defesa marítima e busca e salvamento.

Fonte: RIA Novosti – Tradução: Cavok


Sobre o Il 38

Texto Plano Brasil

Autores: E.M.Pinto e Rustam (Moscow- Rússia)

Fotos: Rustam

O IL-38  foi a resposta soviética de uma aeronave destinada  para localizar e destruir submarinos, a aeronave foi concebida para efetuar reconhecimento aéreo e eletrônica e executar a colocação de minas marítimas.  O avião é equipado com  sistema de busca “Berkut-38 e sistemas eletrônicos automatizados para navegação,  CVM-264.



A aeronave faz a busca utilizando  sonobóias descartaveis  modelos RSL-1, RSL-2, RSL-3 e bombas oguiadas Omaboe-25-12D, sistemas de busca aerea TMA-60 ou TMA-73 além do radar de bordo. As aeronaves utilizam torpedos AT-2M, bombas anti-submarino e minas.



A aeronave é baseada na célula da versão civil IL-18.  entretanto a versão militar apresenta diferenças estruturais cuja asa é deslocada 3 m para frente e a fuselagem é reforçada. O sistema de propulsão é baseado em 4 motores HPT AI-20M com hélices AB-64 de 4,5 m de diâmetro.

A aeronave é equipada com banheiro e com compartimentos para acomodar a tripulação submetida a patrulhas longas.



A cabine é dividida em duas partes com o cockpit e a cabine dos operadores de sistemas (navegação, radar, armas, guerra eletrônica). Esta área é equipada com banheiro e camas dobráveis, armários e mesas.



A aeronave foi incorporada na Marinha Soviética em  17 de Janeiro de 1969 e a primeira Frota a ser considerada operacional foi a do Norte em Março 1968. A aeronave foi utilizada em exercícios militares pela primeira vez  durante exercícios  “Oceano” em 1970.

O Il 38 caracteriza-se por ser uma aeronave capaz de efetuar voos de longa duração, simplicidade e o conforto de pilotagem, até mesmo  em altitudes extremamente baixas. A aeronave também apresenta alto índice  de automação dos processos de gestão e tarefas especiais.

A produção em série da aeronave  continuou até Fevereiro de 1972. Com 65 aeronaves construídas. Em 1977, cinco aeronaves  foram adquiridas pela Índia. Até hoje, o IL-38 continua a ser a aeronave naval mais segura da Rússia, tendo registrado apenas um incidente grave, efetuado por falha humana.

A Marinha Russa pretende submeter os seus IL 38 à um extenso programa de revisão e adaptação para sistemas em estado de arte, o programa deve elevar a vida útil das células por mais 10 anos, altura em que serão substituídos por uma nova plataforma.

Expecula-se que a Marinha Russa esteja estudando inúmeras plataformas inclusive modelos ocidentais, entretanto, é mais provável que a futura aeronave de patrulha e salvamento da Marinha seja baseada em um novo turbo-helices Russo a ser desenvolvido e inclusive as aeronaves Sukhoi Super jet e o futuro MC 21 estariam sendo estudados com grandes chances para os novos jatos comerciais.

Ficha Técnica

Tripulação: 10
Comprimento da fuselagem: 39.60 m (129 ft 11 in).
Comprimento da asa: 37.42 m (122 ft 9 in).
Altura: 10.16 m (33 ft 4 in).
Área da Asa: 140 m² (1,506 ft²).
Peso vazio: 33,700 kg (74,140 lb).
Máximo de decolagem: 63,500 kg (139,700 lb).
Propulsão: 4× Progress AI-20M turbopropulsores, 3,170 kW (4,250 hp) cada
Maxima velocidade: 650 km/h (353 kn, 406 mph).
Alcance: 9,500 km (5,130 nmi, 5,937 mi).
Teto de serviço: 10,000 m (32,800 ft).
Razão de subida: 320 m/min (1,050 ft/min).
Armamento: 20,000 lb (9,000 kg) includo cargas de profundidade, minas, torpedos e bombas.


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Geopolítica

Jobim diz ter aceitado convite de Dilma para Defesa

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Sugestão: Hornet

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou hoje que recebeu e aceitou o convite da presidente eleita, Dilma Rousseff, para permanecer à frente do Ministério da Defesa. “Tem certas coisas que você não pode deixar de aceitar”, disse. “Tem algumas coisas que você não deve ser candidato, mas também não deve recusar se convidado for, que era o caso do STF (Supremo Tribunal Federal) “, completou.

Sobre a saída dos órgãos de aviação civil da estrutura do Ministério da Defesa, Jobim esclareceu que Dilma está examinando a hipótese de criar uma secretaria especial para a aviação civil. “Uma coisa está aceita: é a ideia nossa que isso sairia do Ministério da Defesa”, afirmou.

Questionado se o anúncio da nova secretaria seria de imediato, ele explicou que o assunto está com Dilma e que normalmente mudanças são feitas no início do mandato, quando é encaminhada a medida provisória (MP) que define a estrutura de governo.

“Mas isso depende dela”, afirmou ele, ao defender a necessidade de reestruturação do setor, lembrando que, sempre que participa de reuniões internacionais que envolve a aviação civil, enfrenta dificuldades de discutir o tema por ser o ministro da Defesa. “Nunca era o ministro da Defesa, o representante da aviação civil ou algo ligado à área militar”, completou, ao ressaltar a necessidade de um órgão específico para a área.

Forças Armadas

Sobre a escolha dos comandantes das três Forças Armadas, Jobim informou que a presidente eleita afirmou que esse assunto “especificamente” deve ser discutido mais tarde. “Ela disse que deveríamos conversar depois e discutir especificamente esse assunto”, relatou Jobim, sem precisar quando seria essa data, que Dilma fixará.

No entanto, ele disse acreditar que a data será fixada nos próximos dias, antes do dia 20. Segundo Jobim, na conversa preliminar, se falou nas possibilidades de permanência, de renovação total, ou renovação parcial dos cargos.

Caças

Na entrevista concedida no Clube Naval, em Brasília, após solenidade de premiação de entidades parceiras do Programa Soldado Cidadão, Jobim deixou claro que a decisão sobre a compra dos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) não está adiada para próximo governo. Segundo o ministro, Dilma está de posse dos estudos entregues por ele sobre as propostas das empresas e da avaliação do ministério.

Ele disse que Dilma afirmou que irá avaliar a questão. “Não está (adiada a decisão). O que está decidido é que se tem de se tomar uma decisão, o problema é saber o momento e eu não posso fixar esse momento. E uma das hipóteses que se trabalha é que o presidente Lula possa decidir o assunto”, afirmou Jobim.

Ele acrescentou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “não quer decidir em contradição às posições que ela (Dilma) venha a assumir”. “Logo, ela tem de tomar conhecimento do assunto, e lhe entreguei o material”, afirmou. “A presidente Dilma ficou de examinar, depois me chamar para explicações adicionais, se achar necessário, e a intenção inicial dela é conversar com o presidente Lula sobre o assunto”, reforçou Jobim.

Fonte: Estadão

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Defesa Fotos do Dia Negócios e serviços

Israel rejeita a proposta de receber 20 caças F-35 de graça

O Governo de Israel desprezou a proposta norte americana de uma nova moratória nos novos assentamentos judeus nos terrítórios palestinos. Os EUA estão insistindo que Israel concorde em parar novamente a construção no local na esperança de reativar as negociações de paz entre as autoridades israelenses e palestinas. Uma forma que Washington encontrou para convencer os israelenses foi de doar mais 20 caças F-35 para Força Aérea de Israel.

Israel a muito tempo planejava adquirir 40 caças F-35, mas concordou em adquirir apenas 20 devido ao custo. Um oficial militar disse a Aviation Week que quando a propósta foi feita pela primeira vez ele era um negócio “que não poderia ser recusado.”

No final, o Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu decidiu que era uma proposta que ele não poderia aceitar.

Quando Israel concordou em adquirir o caça F-35I, Washington também prometeu que o país poderia ter a capacidade de rapidamente ajustar o equipamento de guerra eletrônica e instalar seus próprios sistemas de arams e alguns sensores a bordo do caça stealth. Em vista dos recentes andamentos, será que Washington deve reconsiderar essa posição?

Fonte: Aviation Week / Robert Wall – Tradução: Cavok