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EUA: avanço no Afeganistão é frágil, mas retirada segue no prazo

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Revisão estratégica da guerra diz que aliados ainda enfrentam desafios apesar do enfraquecimento de Al-Qaeda e Taleban.

Uma revisão da estratégia do governo americano para a guerra do Afeganistão, ordenada pelo presidente Barack Obama, indicou que as forças do país poderão começar a retirada em julho de 2011, dentro do prazo estipulado há cerca de um ano, apesar de os avanços registrados no país serem “frágeis e reversíveis”.

“Derrotar completamente a rede terrorista Al-Qaeda levará tempo. Continua sendo um inimigo forte e impiedoso dedicado a atacar nosso país”, disse o presidente dos EUA, Barack Obama, ao comentar a revisão da estratégia para o Afeganistão e Paquistão. “Estamos focados em atingir, desmantelar e derrotar a Al-Qaeda no Afeganistão e Paquistão, e interromper sua capacidade de ameaçar os Estados Unidos e nossos aliados no futuro”, acrescentou o líder americano.

O presidente americano também disse que os Estados Unidos “saúdam” os esforços do Paquistão contra os extremistas islâmicos, incluindo suas ofensivas nas regiões tribais. “No entanto, não se avançou o suficiente, e por isso seguiremos insistindo com os líderes paquistaneses que devem combater os locais de refúgio dos terroristas”, afirmou.

Um resumo dos relatórios produzidos pelas autoridades americanas foi divulgado nesta quinta-feira. O documento indica que as tropas internacionais lideradas pelos Estados Unidos continuam matando líderes da Al-Qaeda e conseguiram diminuir a capacidade da rede terrorista de lançar ataques. Além disso, diz que o Taleban está enfraquecido e as forças afegãs estão fortalecendo sua capacidade de manter a segurança do país. O plano dos EUA é concluir a retirada em 2014.

No entanto, o relatório também afirma que os avanços são “frágeis e reversíveis”. Segundo os Estados Unidos, para que a situação no país seja sustentável é preciso continuar progredindo na caça por terroristas que atuam principalmente no país vizinho, o Paquistão.

Leia também:

Documentos confidenciais

Na quarta-feira, o jornal americano “The New York Times” afirmou que dois relatórios sigilosos dos serviços de inteligência dos EUA apresentam avaliações mais negativas do que a revisao estratégica apresentada nesta quinta-feira.

Os dois relatórios de inteligência – um sobre o Afeganistão, o outro sobre o Paquistão – dizem que, embora haja progressos na guerra, a falta de disposição do Paquistão para coibir a presença de militantes em áreas tribais continua sendo um sério obstáculo, segundo o jornal. As chances de vitória no Afeganistão seriam limitadas.

O Times disse na terça-feira que as conclusões da comunidade de inteligência foram entregues na semana passada a membros das comissões de inteligência da Câmara e do Senado.

Comandantes militares e funcionários do Pentágono já haviam criticado a divulgação dos relatórios, alegando que eles estão desatualizados e haviam sido escritos por analistas que passaram pouco tempo na zona de conflito, segundo o próprio jornal.

Com BBC e “The New York Times”

Fonte: Último Segundo

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OS BRICS E O PODER MILITAR

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f4/1st_BRIC_summit_leaders.jpgSugestão: Gérsio Mutti

“O Brasil é o primeiro país da sigla BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e também o mais jovem. Conta 510 anos de idade, enquanto os outros são muito mais antigos, sendo que a China e a Índia têm história milenar. A Rússia, a China e a Índia são potências nucleares e possuem Exércitos gigantescos tanto em efetivos como em armas pesadas. A Rússia se enfraqueceu depois do desmoronamento do Estado soviético, mas ainda se conserva como potência militar e investe bastante em tecnologia bélica, sendo um grande exportador de armamentos. A China está investindo pesadamente em tecnologia militar visando manter uma hegemonia geopolítica na Ásia e Pacífico, vis a vis o industrializado e antigo inimigo, o Japão.

A Rússia se afastou de vez da Guerra Fria ao aceitar a proposta da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de estabelecer em conjunto com os EUA um sistema de defesa antimísseis, fato esse recente por ocasião da gigantesca conferência de cúpula da OTAN em Lisboa no fim de novembro deste ano. Tive a oportunidade de estar em Lisboa e acompanhar de perto várias etapas daquela conferência considerada histórica pelo significado do fim da Guerra Fria e por essa parceria militar entre Rússia e a aliança atlântica contra mísseis vindos provavelmente de fora do território europeu…

A Índia quer manter sua influência na área do Oceano Índico e garantir sua hegemonia naval em rotas de petróleo vindas do Oriente Médio. Aliás, dois programas de construção naval são considerados os mais ambiciosos do mundo. O primeiro é da Índia e o segundo do Brasil, ambos por conta de reservas petrolíferas, sendo que a Índia é um grande importador de óleo bruto, enquanto o Brasil deverá se transformar em grande produtor se as reservas do pré-sal forem efetivamente confirmadas. A Índia precisa garantir fluxo externo de petróleo. O Brasil precisa garantir sua soberania marítima de produção petrolífera…

Nosso País tem extensa fronteira marítima, como também extensa fronteira terrestre. Além disso, o Brasil tem um gigantesco patrimônio ambiental representado por florestas e reservas de água doce consideradas as maiores do mundo, sendo também uma potência mineral de primeira grandeza o que o torna um dos líderes mundiais no futuro de duas décadas em termos de economia.

Mas como anda hoje o nosso poderio militar? Do ponto de vista qualitativo nossas Forças Armadas são as melhores da América Latina superando de longe as potências mais próximas deste continente como a Argentina e o México Também do ponto de vista quantitativo nossas Forças Armadas são superiores a todos os países latino-americanos, incluindo Cuba, que no passado foi grande “exportadora” de terroristas de esquerda e hoje está à míngua, numa situação constrangedora para alguns intelectuais que defendem a dinastia castrista. Setenta por cento das Forças blindadas cubanas estão sucateadas e enferrujadas e o salário dos oficiais cubanos são ao nível da pobreza absoluta o que atinge o moral daqueles militares…

[ OBS deste blog: Não é bem assim. O Brasil não está em melhor situação que todos os países latino-americanos. Nossas Forças Armadas foram asfixiadas, sucateadas nos anos FHC/PSDB/DEM. Para recuperá-las, é difícil e custoso. Por exemplo, nossos melhores caças, o Mirage 2000, comprados usados em desativação na França, recém-recebidos pela FAB, já são utilizados pelo Peru desde o início dos anos 90, que os comprou novos. O Chile investe bem mais pesadamente em suas Forças Armadas, em proporção ao PIB, e tem em seu acervo armamentos em maior quantidade e melhor qualidade que o Brasil (ex: blindados Leopard II (os nossos melhores, comprados usados, são do modelo “I”, que o Chile já está desativando); muitos caças F-16 de última geração; navios e submarinos modernos etc)].

O Brasil sofreu uma [ gigantesca] redução no investimento militar no governo FHC [era época do conceito: “No Brasil, Forças Armadas para quê? No máximo, para serem polícia de favelas e de fronteiras contra narcotraficantes”…]. O governo Lula recuperou parte desse investimento, mas em nível insuficiente. De qualquer forma estão se modernizando as Forças blindadas do Exército, renovando os meios flutuantes da Marinha, inclusive com a construção de novos submarinos de tecnologia francesa, e se espera que a FAB consiga resolver a questão dos caças supersônicos no curto prazo…

Um fato interessante: dos BRICs, dois são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Rússia e China), enquanto a Índia já obteve apoio formal dos Estados Unidos para fazer parte daquele colegiado mundial.

Um sinal para o Brasil: se quiser ser membro permanente daquele conselho, deve fortalecer suas Forças Armadas, mantendo-as ao nível do “estado da arte” em tecnologia militar e na ampliação e qualificação do pessoal, garantindo qualidade e profissionalismo desse sensível segmento da vida nacional.”

FONTE: escrito por Josué Souto Maior Mussalém, publicado no Jornal do Commercio e transcrito no portal da FAB (NOTIMP) .

Fonte: Democracia e Política

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Aviso importante: Concurso Plano Brasil


Devido aos pedidos de alguns leitores e as festas de fim de ano o Plano Brasil adiou a data de finalização do concurso para eleger a nova logomarca do Plano Brasil, aqueles que quiserem enviar suas sugestões podem fazê-lo até o dia 20 de Janeiro de 2011.

O  site Plano Brasil está em constantes transformações e neste momento estamos abrindo um concurso aos leitores e amigos do PB para aqueles que queiram nos ajudar enviando sugestões e desenhos de uma logomarca para o site.

Aqueles que queiram nos ajudar estabelecer  um novo indicativo visual podem enviar suas propostas para o endereço blog.p.brasil@gmail.com, não limite, o leitor pode enviar quatas sugestões quiser.

As regras são:

Os trabalhos devem ser enviados para este email até 20 de Janeiro, 2011,  os trabalhos devem estar devidamente identificados com nome do autor, email para contato e telefone.

Só serão considerados projetos originais, ou seja desenhos que nãos ejam copiados de outras logomarcas.

A logomarca deve representar o caracter do site, o estilo é livre e podem ser considerados quaisquer tipos de desenhos.

A escolha da logomarca será por votação dos próprios leitores num período a ser estipulado.

O vencedor do concurso, receberá brindes do site, bonés, camisetas e outros brindes com a logomarca impressa. caso seja do interesse do autor também faremos divulgação dos seus trabalhos artísticos.

A logomarca vencedora será produzida em 3D pelo nosso departamento de design e estará exposta em todos os produtos do Site Plano Brasil.

Então, você quer nos ajudar a desenvolver uma nova logomarca par o nosso site?

contamos com você…

Cumprimentos

Lucas Urbanski

Plano Brasil

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Defesa Fotos do Dia

Turquia poderá se juntar a Coreia do Sul e Indonésia para desenvolver aeronave de caça

http://pbrasil.files.wordpress.com/2010/09/kfx.png

A Turquia pretende desenvolver uma nova aeronave de caça com a Coreia do Sul e a Indonésia como parte de seu plano de modernizar a Força Aérea da Turquia.

“Existem algumas conversas preliminares sobre nossa possível participação no programa KF-X,” reportou o Hürriyet Daily News & Economic Review citando um antigo membro do setor de aquisições do governo turco.

O KF-X é um programa sul-coreano para desenvolvimento um avançado caça multimissão para as forças aéreas da Coreia do Sul e da Indonésia através de umacordo anunciado em março de 2001.

A Turquia está em negociação com a Coreia do Sul relativo a participação da Turkish Aerospace Industries no consórcio de desenvolvimento do KF-X em troca de transferência de tecnologia do helicóptero de ataque T-129 da Turquia.

A Coreia do Sul fornecerá 60% dos custos de desenvolvimento do KF-X, avaliados em US$ 4,2 bilhões, enquanto a Indonésia concordou em pagar 20% e comprar cerca de aeronaves KF-X.

Fonte: Cavok

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Defesa Opinião

CARREIRA DAS ARMAS…

http://sjr.hdfree.com.br/designgrafico/exercito02.jpg

Publicado em “A RAZÃO”, Santa Maria/RS, em 9 de setembro de 2010

Sugestão do Autor: Paulo Ricardo da Rocha Paiva

CARREIRA DAS ARMAS…

TEU FILHO PODE SE ENTUSIASMAR

Suspeito para falar, de família já tradicional no Exército: pai, irmão, filho, sobrinho, todos passamos pelas Agulhas Negras, quem sabe, ainda verei a quarta geração ultrapassando o portal monumental da “nossa” Academia Militar? Sim porque, muito mais do que minha, ela pertence a todos nós brasileiros. Prezado cidadão civil, a mensagem é para você que pode um dia se surpreender com um vocacionado no seio familiar.

Se quiser dissuadi-lo, não faça por menos, comece falando que ela não enriquece ninguém, que não comporta o direito de greve, que ela requer dedicação integral, que vai levá-lo para longe de casa, podendo mesmo, pelo juramento que terá de fazer, exigir dele o sacrifício da própria vida. Alerte, sem meias palavras: que seus companheiros de bancos escolares, os futuros médicos, engenheiros, advogados, a maioria deles vai comprar um apartamento, um carro de presença bem mais cedo que ele; que não terá hora para sair ou para chegar; que não terá uma vizinhança permanente e que seus filhos sempre estarão sentindo saudade dos amigos que deixaram por força de suas transferências.

Entretanto, se deseja deixar que as coisas corram naturalmente, gostaria de lhe dizer que, apesar de todas essas vicissitudes, amo a profissão e a recomendo para seu filho. Dirão que sou cabotino, no mínimo corporativista! Meu caro paisano, irmão no esforço diuturno que fazemos em prol deste nosso País, permita-me chamá-lo assim, creia, eu teria muitos motivos para me congratular com seu guri e quero dizer a ele: que soldado vem do termo “soldo” e que este, embora sempre defasado, jamais deixará de lhe ser pago no fim do mês; que morar longe dos parentes vai lhe forjar um coração mais brasileiro, pois, a cada transferência, vai sentir que deixou um pouco de si nas diversas guarnições espalhadas pelos estados do seu País; que empenhar sua vida pela Pátria faz dele um diferenciado, visto que honra, integridade e instituições são valores transcendentais dos quais a nação não pode abdicar, cabendo ao soldado, ao marinheiro e ao aviador o privilégio de defendê-los em todas as instâncias.


Paulo Ricardo da Rocha Paiva

Coronel de Infantaria e Estado-Maior

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Defesa Fotos do Dia Sistemas de Armas

Bandeirante C-95 modernizado faz voo inaugural no RJ

O céu do Rio de Janeiro registrou na terça-feira (14) o voo inaugural da aeronave C-95 Bandeirante modernizado da Força Aérea Brasileira (FAB). Ao todo, até 2013, 54 aeronaves do mesmo modelo– das 95 que o Brasil possui nas versões C-95 A/B/C e P-95 A/B – terão o mesmo conceito de modernização.

O projeto é coordenado no Rio de Janeiro, pelo Comando- Geral de Apoio (COMGAP), por intermédio de uma de suas unidades subordinadas, o Parque de Material Aeronáutico dos Afonsos (PAMA-AF).

O Programa, que irá modernizar tanto as aeronaves C- 95 como P-95, inclui a integração de aviônicos de última geração tais como mapa digital, displays digitais, sistemas avançados de navegação e comunicação e sistemas adicionais que visam melhorar o desempenho e a segurança da aeronave.

Foto: Elbit/Aeroeletronica

História
Um dos maiores êxitos da aviação civil e militar brasileiras, o Bandeirante partiu de um ambicioso projeto do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento (IPD) do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) na década de 60, tornando-se o ponto de partida para o incrível sucesso da indústria aeronáutica, tanto no Brasil quanto no exterior.

O Bandeirante efetua missões de transporte de cargas leves e de passageiros, além de lançar paraquedistas em missões de infiltração ou de salto livre. Sua versatilidade permite também a participação tanto em operações de busca e salvamento, quanto para aferir equipamentos dos aeroportos.

Fonte: CECOMSAER

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Fotos do Dia Tecnologia

Gespi vai gerar energia com turbina de 707

http://www.nasm.si.edu/exhibitions/gal102/americabyair/images/640/S.402.p15-P_640.jpgPratt & Whitney JT3

Virgínia Silveira

A brasileira GespiAeronáutica, especializada em manutenção e reparo de turbinas Aeronáuticas e industriais, está desenvolvendo projeto pioneiro de conversão de um motor aeronáutico de grande porte em turbina Aeronáutica para geração de energia elétrica. A nova turbina, em fase de testes, foi projetada para utilizar combustíveis alternativos como o etanol. O motor utilizado para a conversão é o do Boeing 707, que está sendo desativado e pode ser encontrado com facilidade no mercado e a preços de sucata.

A principal vantagem no novo desenvolvimento, segundo o gerente técnico responsável pelo projeto, Genival Sena de Jesus, é o custo, que representa menos de 50% do preço de uma turbina nova importada e na mesma faixa de potência. Outra vantagem, segundo o gerente, é o fato de que toda a manutenção e assistência técnica do equipamento poderão ser executados no Brasil.

“O projeto da Gespi é interessante também para empresas que querem gerar sua própria energia, mas não dispõem de recursos para comprar turbo geradores importados”, ressalta o gerente. Em geral, de acordo com Jesus, esses equipamentos são caros e possuem um custo de manutenção muito elevado.


Veja no vídeo o funcionamento básico de uma turbina a gás.


“As termoelétricas que operam no Brasil também têm demonstrado preocupações com a aquisição de turbinas a gás no mercado externo, devido às dificuldades que os usuários brasileiros encontram para enviar suas turbinas para manutenção no exterior”, explica. A manutenção das turbinas no Brasil, segundo Jesus, também reduziria o custo e o tempo de recebimento das turbinas que vão para o exterior e levam entre dois e três meses para retornar ao país.

A Gespi investiu cerca de R$ 2 milhões em recursos próprios no projeto da nova turbina, que será capaz de gerar 15 megawatts (MW), suficiente para alimentar 15 mil residências de baixo consumo, explica o gerente do projeto. Outro diferencial da Gespi nesse projeto é que a empresa desenvolveu seu próprio banco de ensaios para turbinas de grande porte. Segundo Jesus, esse tipo de equipamento é muito caro e envolve alto conteúdo tecnológico.

A turbina já foi testada com óleo diesel, etanol e está sendo preparada agora para operar com gás natural. A previsão da empresa é que dentro de um ano o turbo gerador Gespi esteja disponível para comercialização no mercado. “Já temos várias unidades desta turbina, além de facilidade para adquirir outras, em quantidade suficiente para gerar mais de 225 MW”, comenta.

Jesus conta que existem hoje mais de mil turbinas do modelo utilizado pela Gespi para fazer a conversão. “Se houver necessidade de fabricação de novas turbinas, não será preciso recorrer ao fabricante original, pois a experiência da Gespi na manutenção desses equipamentos capacitou a empresa a desenvolver a engenharia reversa e fabricar o produto no Brasil”. A utilização deste motores, segundo ele, também contribuirá para a redução do lixo aeronáutico exposto ao meio ambiente, considerado de difícil reciclagem.

O gerente disse ainda que a Gespi vem mantendo contato com algumas empresas nacionais e internacionais da área de geração de energia e com interesse no projeto da nova turbina. “Estamos buscando novas parcerias para viabilizar os investimentos necessários para acelerar o desenvolvimento do produto.” A experiência da Gespi nessa área, segundo Jesus, veio com a manutenção das aeronaves Boeing 707 da Força Aérea Brasileira (FAB) e também de outras aeronaves do modelo operadas por empresas cargueiras.

A Gespi possui mais de 35 anos de atuação no mercado brasileiro e tem como principais clientes as Forças Armadas. Para fazer os serviços de manutenção e reparo de turbinas Aeronáuticas, bem como o desenvolvimento de componentes aeronáuticos para uso civil e militar, a Gespi foi certificada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pela Aeronáutica, Marinha e Exército. O faturamento anual da companhia gira em torno de R$ 6 milhões.

Nota do Editor

Excelente notícia, destaco para os pontos inovadores:

Baixo custo de aquisição e operacional.

Flexibilidade no uso de combustíveis, “Gás, Diesel e etanol” indicado para operações em quaisquer partes do mundo onde hajam restrições de operações de combustíveis por escassez de combustível ou operação restrita por temperaturas.

Reutilização de plantas propulsoras de confiabilidade testada.

Destaco ainda as potencialidades de plantas como estas no seu uso civil e militar, pois além da sua palicabilidade na geração de energia, poderiam compor os sistemas de porpulsão de navios tanto civis quanto militares.

Parabéns a Gespi.

E.M.Pinto


Fonte: Valor via NOTIMP

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WikiLeaks revela EUA decadentes

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Claudia Antunes

Álvaro García Linera, vice-presidente boliviano, diz que despachos diplomáticos são “comentário de sobremesa”. Ele diz que presidente Evo Morales poderá disputar um terceiro mandato, caso haja apoio de movimentos.

Os telegramas da diplomacia dos EUA vazados pelo site WikiLeaks mostram uma “espionagem decadente”, baseada em rumores e “comentários de sobremesa”, afirmou, em entrevista à Folha, o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera.

“Surpreende que uma potência elabore políticas de Estado a partir desse tipo de informação tão imprecisa. Chama atenção que os informes sejam marcados pelos preconceitos”, disse ele, que colocou na página oficial da Vice-Presidência os despachos sobre seu país.

Ele foi sutil ao comentar o teor de um despacho que relata conversa em que o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, menciona à embaixada americana um suposto tumor no nariz do presidente Evo Morales – doença negada pelo governo vizinho.

“O que posso dizer do que disse o ministro? É anedótico. Mas o problema não é dele, é do informe do embaixador, que converte um comentário superficial em tema central de sua política de Estado”, afirmou.

Matemático e sociólogo, García Linera deu entrevista na última segunda, enquanto almoçava pão e queijos num hotel de Copacabana, no meio de ponte-aérea de dez horas (ida e volta) entre La Paz e o Rio, onde lançou seu livro “A Potência Plebeia” (editora Boitempo).

TERCEIRO MANDATO

Ele admitiu que Morales poderá disputar um terceiro mandato em 2014, o segundo sob a nova Carta, que permite uma reeleição – voltando atrás em promessa feita à oposição em 2009, antes do referendo que aprovou o texto constitucional.

“O presidente Evo tem que acatar, como sempre fez, o que os movimentos sociais disserem. Se esses setores voltarem a tomar a decisão de que deve continuar sendo o líder, o candidato, a Constituição permitiria.”

García Linera afirmou que seu governo quer colaborar com o Brasil e a “comunidade internacional” em ação “implacável” contra o narcotráfico – a entrada de cocaína boliviana, inclusive para produzir crack, foi atacada na campanha eleitoral daqui pelo tucano José Serra.

Disse que La Paz está renovando sua frota aérea de vigilância, aumentou as penas dos traficantes e fez acordos com o governo brasileiro para receber informações de inteligência para o controle da fronteira.

Mas não permitirá, afirmou, que a DEA (agência antidrogas americana) volte a atuar no país, de onde foi expulsa em 2008.

“A DEA lutava contra o narcotráfico quando lhe convinha, e quando lhe convinha fomentava o narcotráfico. Foi um mecanismo de controle político no país, e isso não podemos aceitar.”

O vice elogiou a atuação das Forças Armadas em obras de infraestrutura e na proteção dos recursos naturais bolivianos.

VENEZUELA

No livro, ele ressalta a importância da fidelidade dos militares ao governo no conflito em que governadores oposicionistas chegaram a impedir o pouso do avião presidencial, em 2008.

García Linera negou que essa lealdade tenha sido “comprada” por ajuda financeira da Venezuela, como avaliaram os EUA.

“O governo do presidente Evo reivindicou como nenhum outro o conceito de soberania do Estado, tema que é a alma das Forças Armadas. Antes, havia norte-americanos que andavam armados no Chapare [região produtora de coca] e mandavam mais do que a tropa militar e policial.”

Nota do Editor

Para mim, se confrimadas as informações baseadas em “conversas de sobremesa” não seriam despreparo ou decadência e sim, algo muito praticado e comum no meio diplomático e de espionagem, chama-se contra informação e tem como alvo encontrar os furos e rachaduras, por onde vazam informações e segredos, além de despitar os adversários.

E.M.Pinto

Fonte: Folha de S. Paulo via NOTIMP

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Defesa Sistemas de Armas

EADS Brasil filia-se à ABIMDE

O conselho diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Material de Defesa (ABIMDE) aprovou na sexta-feira (10) a inserção da EADS Brasil no quadro de empresas associadas da entidade.

Ao comentar a aprovação, o diretor presidente da EADS Brasil, Bruno Gallard, disse que “a filiação à ABIMDE consolida a participação do Grupo EADS na base industrial de defesa do País, que teve início há 32 anos, com a criação da Helibras, subsidiária da Eurocopter”.

Segundo Gallard, “a EADS tem condições de contribuir com a entidade em seus estudos e iniciativas para o fortalecimento da base industrial, logística, científica e tecnológica de defesa e segurança, participando lado a lado com a indústria brasileira”.

O diretor presidente da EADS Brasil considera que “o Brasil já demonstrou exaustivamente a sua capacidade de desenvolver tecnologias avançadas e de desenvolver parcerias estratégicas na área de defesa que possam trazer investimentos, tecnologias e apoio à sua presença internacional”.

Fonte: Tecnologia&Defesa

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Continuam as negociações entre os Emirados e a França sobre os caças Rafale

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As negociações entre os Emirados Árabes Unidos e a França sobre a venda dos caças Rafale ainda estão ocorrendo apesar das recentes tensões, informou um porta-voz do governo francês nessa quarta-feira.

Um membro do governo francês disse a Reuters no começo de outubro que os Emirados Árabes Unidos havia suspendido as conversas para compra de 60 caças Rafales, mas o Principe Herdeiro da Coroa de Abu Dhabi Mohammed bin Zayed al-Nahyan e o Presidente da França Nicolas Sarkozy se encontraram hoje na França e discutiram sobre o potencial acordo durante o almoço em Paris, informou um representante do governo francês. “As discussões não estão encerradas”, disse ele.

Fonte: Reuters – Tradução: Cavok