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O PROGRAMA LRASM QUE VISA DESENVOLVER O NOVO MÍSSIL ANTINAVIO AMERICANO PARA O SÉCULO XXI

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Autor: Bosco- Plano Brasil

Os russos possuem uma invejável variedade de mísseis antinavios com alcance OTH (além do horizonte), frutos da sua necessidade de se contrapor à poderosa US Navy nos tempos da Guerra Fria.

Outros países se esmeraram nos últimos 20 anos em desenvolver e produzir avançados mísseis antinavios.

Como se seguindo na contra mão, os EUA relegaram a um segundo plano o desenvolvimento de seus mísseis antinavios tendo em vista sua imersão total na guerra contra o terror.

A Marinha Americana, que já contou com mísseis antinavios de longo alcance como o Tomahawk B (400 km de alcance), hoje conta basicamente com o míssil Harpoon, subsônico, com 130 km de alcance e capaz de ser lançado de navios, submarinos, aviões de asa fixa e lançadores costeiros. Para ultrapassar as defesas de um navio esse míssil conta com uma reduzida assinatura radar (RCS=0,1 m2) e a capacidade de voar bem próximo à superfície do mar (sea skimming), podendo chegar a 3 metros de altitude em mar calmo.


http://www.fas.org/man/dod-101/sys/smart/harpmd.jpgAGM-84 Harpoon

Outro míssil à disposição das forças armadas americanas é o SLAM-ER, derivado do Harpoon, com 280 km de alcance e características altamente furtivas, mas que só é compatível até o momento com aeronaves de asa fixa.


http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2010/02/SLAM-ER.jpeg

SLAM-ER

Há informações que os novos Tomahawk Block IV, lançados de navios e destinados a atacar alvos estratégicos em terra,estariam sendo capacitados a atingir alvos navais móveis. Se confirmada tal capacidade a US Navy terá a sua disposição um míssil antinavio altamente furtivo com alcance de 1800 km.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/55/Tomahawk_Block_IV_cruise_missile.jpgTomahawk Block IV

Fato é que tendo em vista os sistemas navais de defesa antimísseis altamente avançados que proliferam mundo afora, a US Navy sentiu que precisava dar um salto à frente em relação ao seu armamento antinavio com alcance OTH lançado de navios e aviões, já que a antecipação das futuras capacidades dos possíveis oponentes, em especial a China, colocam em dúvida a eficácia dos mísseis em uso, que basicamente são subsônicos e com perfil de vôo sea-skimming.
Um programa da US Navy que visava desenvolver uma versão de longo alcance do tradicional Harpoon, conhecido como Harpoon Block 3, foi interrompido em favor de um outro programa em conjunto com a DARPA para o desenvolvimento de um míssil completamente novo. Tal programa recebeu a denominação de LRASM (Long Range Anti Ship Missile), ou Míssil Antinavio de Longo Alcance.
Esse programa é altamente ambicioso e visa dotar as forças armadas americanas da mais letal arma antinavio em operação no mundo, contra as ameaças atuais e futuras, permanecendo fora de alcance das armas do inimigo, sendo um elemento essencial da atual doutrina de guerra aeronaval americana.
Até agora é uma incógnita qual será a configuração do futuro míssil antinavio da Marinha Americana, mas algumas características contidas na requisição inicial do programa nos fornecem algumas pistas e outras características podem ser antecipadas pelo bom senso.
Uma das características obrigatórias é que o mesmo deve ser compatível com os lançadores verticais Mk 41 dos atuais cruzadores e destróiers e com a capacidade das estações de armas das aeronaves americanas. Isto, entre outras coisas, limita o peso máximo do míssil a algo em torno de 1 t.
Outra é que o mesmo deve ter longo alcance, o que deve representar algo em torno de 500 km (?) , ou seja, mais que o triplo do atual ASCM padrão da US Navy.
Interessante é que o futuro míssil deverá ser capaz de achar seu alvo de forma independente e autônoma após ser lançado, podendo prescindir da ajuda de satélites (Navstar, etc) ou mesmo de atualização via data-link fornecida por sensores externos, o que não impede que mantenha um elo de comunicação com navios e aeronaves para que possa atualizar a posição de alvos distantes quando possível. Não deixa de ser uma requisição curiosa tendo em vista a proporção que o conceito NWC (Guerra Centrada em Redes) tomou nas operações militares de modo geral.
Tal capacidade assume grande relevância tendo em vista a crescente capacidade antisatélite demonstrada pelos chineses, sem falar que no caos reinante em uma batalha pode haver forte interferência nas comunicações, degradando a capacidade do míssil de receber atualizações via data-link ou dados dos satélites de navegação.
Outros itens são obrigatórios a um moderno míssil antinavio e  o LRASM não será exceção, tais como a capacidade de poder operar próximo ao litoral, a capacidade de atingir eventuais alvos em terra, capacidade todo o tempo e o máximo de discrição possível.
Também é de se esperar que tenha uma ogiva compatível com a neutralização de alvos de grandes dimensões e tonelagem, o que parece indicar que não deve ser menor que a atual ogiva de 500 libras do Harpoon.
Não há muito o que variar em relação aos sistemas de orientação, ficando a navegação de meio curso por conta de sistemas inerciais avançados e GPS resistente à interferência. Já a orientação terminal se daria por um sistema de radar ativo com capacidade “home on jam” , sensores passivos antirradiação ou um sistema de imageamento térmico, ou o mais provável, os 3 sistemas combinados.
O sistema de orientação ocupará um lugar de destaque no conceito vencedor tendo em vista que será, em última análise, o responsável por detectar, classificar e travar em alvos por conta própria, quando necessário, em qualquer condição meteorológica e sob intensas contramedidas. Para isso o míssil deverá contar com sensores de longo alcance e um elevado grau de inteligência artificial.
O que deixa a todos mais intrigados é como será a configuração geral do missil. Um pronunciamento da DARPA recentemente dá conta que duas configurações foram escolhidas após meses de análise preliminar dos projetos apresentados. Uma subsônica, designada de LRASM-A, incorporando tecnologia Stealth,baseado no míssil JASSM-ER; e uma supersônica, designada de LRASM-B, sem maiores detalhes. As duas serão desenvolvidas em paralelo, mas apenas uma versão se tornará operacional.

http://news.xinhuanet.com/mil/2005-10/14/xinsrc_3721002141413570323745.jpg

AGM158 JASSM (Joint Air-to-Surface Standoff Missile)

A versão supersônica sem dúvida é a que mais chama a atenção por representar uma inovação em relação a mísseis antinavios por parte dos EUA que até hoje sustenta a sua preferência por mísseis subsônicos.
O que podemos esperar da configuração do míssil LRASM-B?
Algumas possibilidades podem ser aventadas, tais como um míssil supersônico em tempo integral, com propulsão Ramjet e um acelerador de combustível sólido integrado, agregando o máximo de furtividade possível. Na verdade não seria muito diferente do indiano Brahmos, só que de menores dimensões. Tal míssil seria capaz de atingir Mach 4 a grande altitude e Mach 2,5 ao nível do mar.

Míssil Brahmos

Existe a possibilidade que seja um míssil de velocidade variável, se deslocando em velocidade subsônica até as proximidades do alvo e acelerando na corrida final. Tal configuração traz alguns benefícios que a versão de velocidade supersônica integral não tem, tais como a possiblidade de se aproximar o mais furtivamente possível e quando já não houver mais condições de se manter oculto, acelerar numa arrancada supersônica (ou hipersônica), reduzindo o tempo de reação da defesa.

A velocidade variável é possível de ser alcançada de maneira eficiente de duas formas. Uma seria com um míssil de 2 estágios, a exemplo do Klub (SS-N-27) russo, onde nos quilômetros finais um segundo estágio de combustível sólido se desprende do primeiro estágio subsônico turbopropulsado e acelera a velocidade acima de Mach 3. Velocidades maiores podem ser conseguidas, não havendo impedimento para que chegue a Mach 5 ou 6.

http://www.ausairpower.net/Club-N-S-3M-54E-Overview-ES.jpgKlub (SS-N-27)

Outro método de se conseguir variar a velocidade de subsônica para supersônica seria com o uso de um sistema propulsor revolucionário, como por exemplo o usado no programa RATTLRS da US Navy que usa um avançado microturbojato sem pós-combustor para variar a velocidade do míssil de subsônica para até Mach 4. O programa RATTLRS foi cancelado mas o conceito pode ter “sobrevivido” e ser aproveitado no programa LRASM.


http://www.tactical-life.com/online/wp-content/uploads/2007/12/rattlrs.jpgRATTLRS

Seja como for, os especialistas, os militares e os entusiastas estão ansiosos esperando o que irá desabrochar desse programa LRASM, que sem dúvida irá ditar a moda, pelo menos no Ocidente, para os próximos 40 anos, no que se refere a mísseis antinavios.

O programa está sendo levado à “toque de caixa” , sendo considerado de altíssima prioridade, e o míssil que surgir deverá estar operacional já a partir de 2013.

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

O primeiro dos seis Patrulheiros será entregue à Marinha a 30 de Dezembro de 2010

O primeiro dos seis NPO (Navios de Patrulha Oceânica) será entregue à Marinha a 30 de dezembro de 2010 pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). Esta data representa um atraso de um ano em relação ao previsto, e antecipa em alguns dias a última data que era “janeiro de 2010″.

http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/07/nrp-viana-castelo-500x189.jpg

Fica por compreender de forma cabal e transparente a motivação para este atraso, assim como qual será o impacto nos custos do mesmo…

Fonte: EXPRESSO

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Fotos do Dia Tecnologia

Saiba mais sobre o Programa Espacial Brasileiro

http://davidcamargo.files.wordpress.com/2008/11/aeb.jpg

O espaço exterior é o único local de onde se pode observar a Terra como um todo. Desde 1957, quando o primeiro satélite artificial, Sputinik I, foi colocado em órbita pela extinta União Soviética, quase 4,5 mil outros engenhos foram lançados até hoje. Os satélites exercem as mais variadas funções, entre elas: permitem as telecomunicações e estudos meteorológicos, são usados para fins científicos e militares, realizam o imageamento (fotografia) da Terra, coletam dados importantes de regiões remotas e permitem precisão no posicionamento global.

Dadas as dimensões territoriais do Brasil, algumas atividades não podem ser realizadas com eficiência sem o uso de satélites, tais como:

  • Monitoramento de grandes áreas, como aquelas destinadas à produção agrícola
  • Coleta de dados em locais de difícil acesso, como o interior da Amazônia
  • Detecção de eventos imprevisíveis, como ciclones e terremotos
  • Comunicações de longa distância
  • Controle de tráfego aéreo e de fronteira

A Agência Espacial Brasileira é responsável pela implementação, coordenação e supervisão de projetos e atividades relativas aos satélites e suas aplicações. Com isso, contribui para as políticas públicas, para a capacitação da indústria brasileira e para promover autonomia do setor espacial.

Nossos Satélites

O Programa Espacial Brasileiro começou em 1979, com a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB). Os satélites desenvolvidos dentro desse programa foram os SCD-1 e 2 (Satélite de Coleta da Dados), lançados, respectivamente, em 1993 e 1998. Além disso, Brasil e China assinaram, em julho de 1988, um acordo de cooperação para o desenvolvimento do projeto conhecido como Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers), cuja função é imagear a Terra.

Mais três satélites estão sendo desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pela execução dos projetos. O Amazônia-1, que será usado para imageamento da região amazônica, a Sabia-mar, desenvolvido em cooperação com a Argentina, e o GPM-Brasil, para estudos meteorológicos.

SATÉLITE DE COLETA DE DADOS (SCD)


Para conhecer a diversidade ambiental do nosso território, o Brasil projetou e construiu dois Satélites de Coleta de Dados (SCDs). Lançados, respectivamente, em 1993 (SCD-1) e em 1998 (SCD-2), eles permitem, juntamente com as plataformas terrestres de coletas de dados, conhecer o nível e a qualidade da água nos rios e represas, a quantidade de chuva, a pressão atmosférica, a intensidade da radiação solar e a temperatura do ar.

Os SCDs captam os sinais das plataformas e os retransmitem para uma estação de recepção e processamento de dados localizada em Cuiabá (MT). De lá, os dados coletados são enviados para a cidade de Cachoeira Paulista (SP) e ficam à disposição, via Internet, de mais de 80 empresas e instituições usuárias do sistema.

CBERS

O Programa Cbers nasceu de uma parceria inédita entre Brasil e China no setor técnico-científico espacial, assinada em 1988. O objetivo era produzir uma série de satélites de sensoriamento remoto, para mapear os dois imensos territórios.

O Programa contemplou, num primeiro momento, apenas dois satélites: Cbers-1 e 2. Com o sucesso dos primeiros satélites, os dois governos decidiram expandir o acordo e incluir outros três satélites da mesma categoria, denominados Cbers-2B e os Cbers-3 e 4, como uma segunda etapa da parceria sino-brasileira.

A família de satélites de sensoriamento remoto Cbers trouxe significativos avanços ao Brasil. Atualmente, mais de 15.000 usuários estão cadastrados, representando cerca de 1.500 instituições. Já foram distribuídas, gratuitamente, um número superior a 500.000 imagens do Cbers, uma razão aproximada de 250 por dia.

Suas imagens são usadas em importantes campos, como o controle do desmatamento e queimadas na Amazônia Legal, o monitoramento de recursos hídricos, áreas agrícolas, crescimento urbano, ocupação do solo e em educação, entre outras.

Seu uso também é fundamental para grandes projetos nacionais estratégicos, como o Prodes, de avaliação do desflorestamento na Amazônia, o Deter, de avaliação do desflorestamento em tempo real, e o monitoramento das áreas canavieiras (Canasat).


PLATAFORMA MULTIMISSÃO (PMM)

A Plataforma Multimissão (PMM) que está sendo desenvolvida pela indústria nacional e tem o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) como interveniente técnico é um conceito moderno em relação à arquitetura de satélites. O propósito é reunir em uma plataforma todos os equipamentos que desempenham funções necessárias à sobrevivência de um satélite, independentemente do tipo de órbita e objetivo da missão. A idéia de separar os componentes dos satélites em uma plataforma que provê serviços básicos e atende a vários tipos de missões – sendo adaptável a diversas aplicações – é encontrada nos casos da PMM nacional e no projeto francês Proteus criado pela Comissão Nacional de Estudos Espaciais (CNES).

SATÉLITE AMAZÔNIA – 1


O Brasil está desenvolvendo um satélite de observação chamado Amazônia-1, que utilizará a primeira Plataforma Multimissão (PMM), um conceito moderno de engenharia na arquitetura para construção de satélites que pretende reunir, em uma única plataforma, todos os equipamentos cujas funções são necessárias ao funcionamento de um satélite. A previsão é de que até 2010 este satélite esteja pronto e possa ser utilizado no monitoramento da Amazônia.

SATÉLITE CIENTÍFICO
Previsto para ser lançado em 2014, esse satélite terá duas missões: a missão Equars, que consistirá em estudar fenômenos da alta atmosfera na região equatorial, e a missão Mirax, para observação e monitoramento de uma região central no núcleo da nossa galáxia, na faixa de raios X, o que permitirá o estudo inédito sobre um grande número de objetos astrofísicos importantes.

SATÉLITE GPM – BRASIL
O GPM – Brasil está em fase de estudo no Inpe. Quando estiver pronto, será usado para adquirir dados sobre precipitações na atmosfera. Esse satélite integrará a constelação mundial que compõe o Programa Global Precipitation Measure (GPM), liderado pelas agências espaciais do Japão (Jaxa) e dos Estados Unidos (Nasa) e com a participação de agências de outros países.

SATÉLITE SARA

Esse satélite será colocado em órbita com o objetivo de fornecer ambientes de microgravidade e retornará à Terra. É chamado de satélite de reentrada e será um importante subsídio para estudos e pesquisas.

Fonte: AEB

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Geopolítica

WikiLeaks põe Brasil na rota da droga

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Para a diplomacia americana, o Brasil é peça central na rota do tráfico de drogas no mundo, segundo uma série de telegramas enviados de diversas embaixadas dos EUA e vazados pelo WikiLeaks. Os documentos ainda mostram como o Itamaraty estaria “preocupado” com a “conexão entre o governo boliviano e os produtores de coca” e revela dados alarmantes sobre o volume do tráfico entre Bolívia e Brasil.

O Estado mostrou ontem como a droga que sai do Brasil estaria ajudando a financiar as atividades da Al-Qaeda no Magreb. Agora, os telegramas indicam que as rotas são ainda mais complexas e o Brasil, para muitos traficantes, tornou-se o caminho para permitir que a droga chegue à Europa, EUA e Ásia.

Uma das preocupações centrais dos americanos refere-se ao governo do boliviano Evo Morales. Os documentos mostram um debate que chegou a contaminar a eleição presidencial brasileira: o suposto envolvimento de autoridades no tráfico.

Em um telegrama de 19 de fevereiro, o governo americano diz que o Itamaraty vê com grande preocupação a relação entre o governo boliviano e os produtores de coca. Em uma reunião entre o embaixador americano no País, Thomas Shannon, e a subsecretária de Política da chancelaria, Vera Machado, a brasileira não esconde o temor.

“(Vera) Machado acredita que a situação na Bolívia se estabilizou, mas se mantém preocupada sobre as conexões entre o governo e os produtores de coca”, registra Shannon. “Ela (Vera) admitiu a ameaça para a região do tráfico de drogas, mas identificou como principal fonte o problema do consumo nos países ricos”, disse.

Telegramas da Embaixada dos EUA em La Paz dão uma demonstração de como o Brasil de fato tem motivos para estar preocupado. Em 17 de dezembro de 2009, um telegrama estima em 175 o número de aviões suspeitos de carregar cocaína que cruzaram a fronteira entre Bolívia e Brasil em apenas dois meses.

Autoridades americanas teriam traçado um cenário sombrio a diplomatas americanos: “A falta de controle sobre seu espaço aéreo resulta em praticamente uma liberdade total para o narcotráfico.”

Mas, em outro telegrama, de julho de 2010, o presidente do Senado boliviano, Oscar Ortíz, prefere colocar a culpa no Brasil. Em conversa com o embaixador Shannon, Ortíz “lamentou o aumento do tráfico de drogas e o fato de brasileiros e a União Europeia tolerarem isso”.

Via Maputo. Mas não é apenas a droga direcionada à Europa que passa pelo Brasil. Em um telegrama de 16 de novembro de 2009, a embaixada americana da capital moçambicana, Maputo, informa Washington como “a rota principal para a cocaína por via aérea que chega em Maputo vem do Brasil”.

Segundo a informação, a queda no volume de droga confiscada no aeroporto de Maputo nos últimos meses não seria motivada pela redução do tráfico, mas pelo aumento do controle da polícia e das autoridades de imigração. “Domingos Tivane, o diretor da Aduana, está diretamente envolvido em facilitar o transporte da droga”, acusa o telegrama americano.

Parte importante do tráfico seria feito pelo empresário Mohamed Bashir Suleiman, que usaria ainda o porto de Dubai e contêineres com televisão e mesmo carros para esconder a droga. Segundo os americanos, ele teria conexões na Somália, Paquistão, América Latina e Portugal.

O telegrama ainda revela que Suleiman “tem uma relação próxima com o ex-presidente de Moçambique Joaquim Chissano e o atual presidente, Armando Guebuza”. “A corrupção endêmica em Moçambique leva a uma situação em que traficantes de drogas têm acesso livre ao país”, aponta o telegrama.

Ainda de acordo com o documento, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) – movimento histórico que libertou Moçambique do colonialismo português – “esconde o nível de corrupção da imprensa e da comunidade internacional”.

Fonte: Estadão

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Força Aérea da Rússia recebe novos caças bombardeiros Su-34 “Fullback”

A Força Aérea da Rússia recebeu quatro novos caças bombardeiros Su-34 “Fullback” nessa terça-feira como parte do atual programa de modernização. As aeronaves pousaram no centro de emprego de combate e reciclagem de pessoal de Lipetsk.

Os novos caças já estão com a marcas da Força Aérea Russa e na base em Lipetsk passarão por testes operacionais, durante os quais todas purtidas são registradas e analisadas, em particular, sobre a aplicação de armas guiadas ou não guiadas, e nas manobras com todas os modelos de armamentos, incluindo grande cargas de bombas. Segundo feedback dos pilotos e navegadores, a aeronave tem boa ergonomia, boa gama de automação de vôo, oferece bons equipamentos de navegação, realiza um amplo espectro de operações, possui fácil ajustagem, e é fácil de ser pilotado.

A Rússia iniciou a produção em larga escala do Su-34 em 2008 na unidade fabril da fabricante Sukhoi em Novosibirsk, uma subsidiária da Sukhoi Aircraft Holding. Um total de 70 aeronaves serão entregues até 2015 para substituir ultrapassados caças bombardeiros Su-24 Fencer, os quais estão atualmente passando por um processo de modernização para prolongar a vida útil.

Projetados pela Sukhoi, os caça bombardeiros Su-34 de US$ 36 milhões são aeronaves biplaces de ataque equipados com dois motores turbofan AL-31MF com pós-combustores.

Eles foram projetados para ataques de alta precisão em alvos altamente defendidos sobre quaisquer condições meteorológicas, de dia ou de noite, e estão equipado com canhões de 30mm GSh-301, podendo levar até 12 mísseis ar-ar Alamo ou Archer, misseis ar-terra e bombas. Além disso possuem radares ativos que podem rastrear e engajar vários alvos simultâneos.

Os Su-34 já confirmaram a sua alta capacidade de combate e desempenho no passado, em julho deste ano, durante o exercício militar “Vostok-2010″. Ao realizar uma missão de combate com a aeronave pela primeira vez, foi realizado um vôo sem escalas para reabastecimento no ar a partir da parte europeia da Rússia com o Extremo Oriente, seguido de escalas. Num futuro próximo, novas melhorias já estão sendo estudadas para aumentar o potencial de combate do novo avião de ataque aéreo.

Fonte:  CAVOK

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Geopolítica

Iraque não prorrogará presença militar dos EUA após 2011

EFE  —  O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al- Maliki, descartou que as Forças militares dos Estados Unidos vão continuar no Iraque após 2011, quando vence o acordo assinado entre Bagdá e Washington, publicou o jornal The Wall Street Journal, nesta terça-feira.

“O acordo não está sujeito a extensões ou mudanças”, afirmou Maliki em entrevista no jornal.

Conforme o impresso, “uma maioria de iraquianos e alguns funcionários americanos supõem que a presença de tropas dos EUA eventualmente se prorrogaria, além do fim de 2011”.

Mas Maliki disse que “o último soldado americano deixará Iraque como se acordou”, durante a primeira entrevista concedida a um jornal americano desde que se formou um novo Governo iraquiano nove meses depois das eleições gerais.

Para o primeiro-ministro iraquiano, o novo Governo e as Forças de segurança do Iraque “são capazes de enfrentar qualquer ameaça à segurança, a soberania e a unidade do Iraque”, acrescenta o jornal.

O acordo entre Bagdá e Washington, que porá fim à presença militar americana oito anos e oito meses depois da invasão, “não está sujeita a extensão, não está sujeito a alterações… está selado”.

Em relação ao futuro do Iraque depois da partida das tropas americanas, Maliki disse que há uma “espécie de paranoia dos Estados Unidos sobre uma aliança de Bagdá com Teerã” que se equipara ao temor no Irã à influência dos EUA no Iraque.

Fonte:   Terra

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Conflitos Geopolítica

Israel dá ultimato e diz que Ocidente tem três anos para conter plano nuclear do Irã

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Sugestão: Eduardo Nicácio

DA REUTERS, EM JERUSALÉM
DE SÃO PAULO

Os Estados Unidos e seus aliados têm até três anos para frear o programa nuclear iraniano, que tem sofrido com problemas técnicos e com a imposição de sanções, disse o vice-primeiro-ministro, Moshe Yaalon.

Yaalon afirmou que o Irã segue sendo a principal prioridade do governo israelense, mas não mencionou possíveis ataques militares unilaterais por parte de Israel –rumor que ganha cada vez mais força.

O vice-primeiro-ministro disse esperar que as medidas lideradas pelos Estados Unidos contra o Irã tenham sucesso.

“Acredito que este esforço vai crescer, e vai incluir áreas além das sanções, para convencer o regime iraniano de que, efetivamente, ele tem de escolher entre continuar a buscar capacidades nucleares e sobreviver”, disse Yaalon à Rádio Israel. “Não sei se isso vai acontecer em 2011, ou em 2012, mas estamos falando sobre os próximos três anos.”

Yaalon, um ex-chefe das Forças Armadas, disse que os planos de enriquecimento de urânio do Irã sofreram reveses. Alguns analistas viram sinais de sabotagem externa em incidentes como a invasão de computadores iranianos por um vírus.

“Essas dificuldades adiaram o cronograma, é claro. Deste modo, não podemos falar de um ponto sem volta. O Irã não tem a capacidade de fazer uma bomba nuclear por si próprio”, disse.

Yaalon já havia sido duro com o Irã anteriormente, afirmando que era preferível que Israel atacasse a República Islâmica em vez de permitir que o país consiga a bomba atômica.

Outras autoridades têm mantido silêncio sobre a opção militar em relação ao Irã, que traria obstáculos táticos e diplomáticos ao país.

OPÇÃO

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, já pedira no começo de novembro ao Ocidente que convença o Irã sobre o risco de sofrer uma ação militar caso mantenha seu programa nuclear.

Em discurso a uma conferência judaica nos Estados Unidos, Netanyahu disse que as sanções econômicas não demoveram Teerã, e que só uma ameaça crível de ação militar iria convencer os “tiranos de Teerã” a não desenvolverem armas atômicas.

“A única vez que o Irã suspendeu seu programa nuclear foi por um breve período durante 2003, quando o regime acreditava enfrentar uma ameaça crível de ação militar contra si”, disse ele.

“O simples paradoxo é: se a comunidade internacional liderada pelos EUA espera conter o programa nuclear do Irã sem recorrer à ação militar, terá de convencer o Irã de que está preparada para adotar tal ação.”

Israel e Irã são inimigos declarados na região. Acredita-se que Israel seja o único país do Oriente Médio a ter uma bomba nuclear, já que o país adota uma política de silêncio –não nega, nem confirma manter um programa nuclear com fins militares.

O Irã nega ter a intenção de desenvolver armas atômicas, mas afirma que não abrirá mão de um programa nuclear que seja voltado para objetivos pacíficos.

ATAQUES

Israel já atacou reatores nucleares de países vizinhos antes. Em julho de 1981, lançou um ataque aéreo contra reator do Iraque. Em setembro de 2007, um bombardeio israelense destruiu suposto reator nuclear na Síria.

Israel nunca confirmou oficialmente o misterioso bombardeio aéreo à Síria, que elevou a tensão regional. Doze dias depois do ataque, contudo, o então chefe da oposição e atual primeiro-ministro deixou claro o envolvimento de seu país no incidente. A Síria, por sua vez, sempre desmentiu que o local bombardeado era uma planta nuclear e admitia apenas que era “uma instalação militar em construção”.

Atualmente, contudo, especialistas temem que um ataque israelense às instalações iranianas causaria uma guerra na região.

Fonte: Folha

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Sistemas de Armas

Navio Patrulha Macaé enfrenta dia de Mar Grosso

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Defesa Fotos do Dia

Atualizado: J 20 Parece que agora vai

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Vídeo Edição: Ricardo Pereira-Plano Brasil

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Nota do editor:

Foram vistas imagens da aeronave sendo reabastecida bem como fazendo rolagemdna pista, a menos que se trate de um Mockup, mais uma vez terei que morder minha língua surpreendido pela capacidade subestimada…

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A impressão inicia é de que as tuibeiras parecem indicar que o motor é o mesmo do MIG 31, o caça é lindo e bem original.

Espero que voe logo se é que não já voou.

E.M.Pinto

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