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China avança em projeto de míssil que destrói porta-aviões

Dong Feng 21 D

A China avança na construção de um míssil balístico capaz de afundar um porta-aviões, informou o comandante do Comando do Pacífico dos Estados Unidos em entrevista a um jornal japonês publicada na terça-feira.

O almirante Robert Willard disse ao Asahi Shinbum do Japão que acredita que o programa de mísseis balísticos contra navios atingiu sua “capacidade operacional inicial”, o que significa que um projeto viável, previamente aprovado, se encontra atualmente em vias de produção. Conhecido pelos analistas da defesa como “destruidor de porta-aviões”, o míssil Dong Feng 21 D mudaria todo o jogo em matéria de segurança na Ásia, onde os Grupos de Batalha de porta-aviões da Marinha dos EUA dominam os mares desde o final da 2.ª Guerra.

A particularidade do DF 21 D está em sua capacidade de atingir com extrema precisão um alvo em movimento dotado de uma poderosa defesa – capacidade que os planejadores navais americanos tentam agora anular.

Os componentes do sistema foram provavelmente projetados e testados, mas as fontes americanas não detectaram testes sobre a água para saber com que perfeição é capaz de atingir um navio que se desloca no Oceano, disse Willard.

Segundo ele, serão ainda necessários anos de testes para que o míssil seja operacional. A arma exige sistemas de direção extremamente sofisticados, e alguns especialistas acreditam que a China precisará de uma década aproximadamente para que o míssil represente uma ameaça concreta.

O DF 21 D é considerado um componente fundamental da estratégia da China que consiste em não permitir a aviões e navios americanos o acesso ao largo de suas costas. A estratégia, que tem como base um ataque maciço, inclui sistemas de defesa aérea, submarinos e mísseis balísticos avançados – todos conectados a uma rede de satélites.

O míssil poderia ser lançado de terra com precisão suficiente para penetrar nas defesas do porta-aviões mais avançado em movimento a uma distância superior a 1.500 quilômetros.

Isso poderia enfraquecer consideravelmente a capacidade de Washington de intervir em um possível conflito sobre Taiwan ou a Coreia do Norte, bem como negar a navios americanos o acesso seguro a águas internacionais nas proximidades da costa da China, de 18 mil quilômetros de extensão.

A porta-voz da chancelaria, Jiang Yu, reiterou as declarações de Pequim de que a expansão de suas forças militares não ameaça ninguém. “Posso dizer que a China busca uma política nacional defensiva. Não representamos uma ameaça para outros países. Sempre seremos uma força de salvaguarda da estabilidade e da paz regional”, disse Jiang aos repórteres.

PARA ENTENDER

Os mísseis DF 21 D Dong Feng, Vento Oeste, são o horror do Pentágono. Grandes como três campos de futebol, com 80 aviões de combate e 6,2 mil tripulantes, os porta-aviões nucleares dos EUA não são propriamente fáceis de esconder – logo, circulam guarnecidos por fragatas lança-mísseis, destróieres e submarinos que garantem um certo perímetro de segurança. Não contra o DF 21 D, de 14,7 toneladas, 10 metros, e capaz de receber ogiva atômica. Em um ataque múltiplo, dezenas deles, orientados pelos satélites Jianbing, caem de surpresa sobre os navios, sem chance de defesa. É o pior pesadelo dos militares americanos.

ROBERTO GODOY

Fonte: Estadão

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Geopolítica Opinião

Somos ingênuos?

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/agosto/imagens/dia-do-soldado-004.jpgSugestão: Cel Paulo Ricardo Paiva

Autor: Paulo César de Castro *

Pelas mãos dos meus pais, e graças a Deus, transpus o portão das armas do Colégio Militar do Rio de Janeiro, em 1956. Havia sido aprovado, no ano anterior, em exigente concurso de admissão. Não imaginava que aqueles primeiros passos me conduziram, em verdade, à melhor das instituições criadas pela Nação desde 22 de abril de 1500, o Exército Brasileiro, sempre irmanado às outras tão igualmente melhores, a Marinha e a Aeronáutica. Nada melhor, no Brasil, que suas Forças Armadas.

No Imperial Colégio Militar, a Casa de Tomaz Coelho, aprendi os fundamentos das ciências, nos antigos cursos ginasial e científico. Mais importante ainda, meus dedicados comandantes, mestres, instrutores e monitores, muito além do conhecimento curricular deram continuidade à formação do meu caráter, forjado no lar, nas escolas que antes freqüentara e na Igreja na qual fora batizado e crismado, fizera a primeira comunhão e fortalecera a fé. Internalizaram-se em mim, pelos repetidos exemplos de meus educadores, os valores eternos do Exército de Caxias. Aprendi a cultuar e praticar a verdade, a lealdade, a honestidade, a probidade, a camaradagem, o respeito, a pontualidade, a assiduidade, o patriotismo, o civismo e a vibração. Como lhes sou agradecido!

E foram aqueles mesmos valores que encontrei no quotidiano da vida castrense. Constatei sua prática e transmissão ao longo de pouco mais de quarenta e seis anos de efetivo serviço, contados de cadete do primeiro ano, em 1963, até 2009, no posto máximo da hierarquia. Já oficial-general, perguntava aos meus comandados por que o Exército e as Forças Armadas obtêm, invariavelmente, elevados e invejáveis índices de credibilidade? Aos ouvi-los responder, propunha-lhes refletir sobre esta possível resposta: os nossos valores! São eles que nos fazem respeitados, queridos e acreditados pela Nação. São eles que nos identificam, são nossas impressões digitais e nos fazem merecedores dos aplausos dos brasileiros de bem, dos brasileiros com vergonha na cara!

Entretanto, curiosa e repetidamente, em todos os postos da carreira, nas diferentes unidades nas quais servi, nas inúmeras guarnições em que morei e nas variadas situações que vivi, ouvia de diferentes irmãos de armas a afirmação: “nós somos ingênuos!”. Meus camaradas referiam-se aos políticos com os quais tivéramos um ou outro encontro. Referiam-se: àqueles que nos visitavam nos quartéis, em dias solenes de festas, e rasgavam elogios à nossa organização sem par; àqueles palestrantes e conferencistas de nossas escolas que se desmanchavam em loas ao Exército e declaravam amor eterno às Forças Armadas; àqueles que se diziam partidários de orçamentos condignos para o sonhado reaparelhamento da Força; àqueles que nos acenavam com aumentos de vencimentos, por confessarem orgulho de nossa responsabilidade e maneira de ser; àqueles que destacavam nossa abnegação nas fronteiras e guarnições inóspitas, exemplos que, diziam, deveriam ser imitados por todas as agências governamentais; àqueles que diziam o que gostaríamos, gostávamos e gostamos de ouvir. Se acreditássemos, a frustração viria breve. Ingênuos, não diferençávamos amigos de bajuladores. Muitos dos nossos se apaixonavam, fácil, fácil, pelo canto da sereia. Deixavam-se levar por personalidades que se expressavam bem, exibiam-se, exibiam cultura geral e discorriam com eloqüência sobre temas de sua seara. Ingênuos ouviam, viam, mas não percebiam!

Invariavelmente, a maioria saía esfuziante daqueles encontros. Havíamos sido reconhecidos por governantes, por parlamentares e por outros homens de governo, federais, estaduais e municipais. Como eles gostam do Exército! Como reconhecem nosso trabalho! Como estão dispostos a pelejar por nossas necessidades! Como será mais fácil sermos contemplados com orçamentos condignos! Lutarão por nós! Era então que algum dos nossos vinha com a frase: nós somos ingênuos! Quando eu era mais moderno, por vezes, revoltavam-me o pessimismo e a descrença daqueles militares mais experientes. Eu

argumentava: eles falaram tão bem do Exército! Vamos acreditar! Ledo engano, os mais antigos tinham razão, “somos inocentes!” Somos mesmo?

O tempo ensinou-me a compreender o porquê das repetidas vezes em que ouvi, “nós somos ingênuos!” “Nós acreditamos!” Abismal diferença de cultura, bem marcada pelos valores que o Exército – e as co-irmãs – praticam, ensinam e cultuam, distingue-nos das práxis e dos costumes dos nossos interlocutores políticos! E a experiência mostrou-me, também, que devemos ser, cada vez mais, desconfiados, cautelosos, precavidos e vacinados contra a ingenuidade. Observei como é comum tratarmos essa gente como se eles fossem um dos nossos. Tributamos-lhes confiança e crédito que deveríamos preservar, exclusivamente, para o relacionamento inter-pares. Oferecemos-lhes as mesmas lembranças, brindes e presentes com as quais presenteamos nossos superiores, os chefes militares, líderes incontestes, exemplos que nos arrastam. E eles não são nada disso, cuidado! Condecoramo-los com nossas caríssimas comendas, assim como fazemos com aqueles que, por sucessivas demonstrações de valor militar, conquistam nosso respeito e admiração. Prestamos-lhes as continências regulamentares, como não poderia ser de forma diferente, mas é preciso ter em conta que a vibração que explode em nosso peito ao ouvir clarins, bandas e cornetas é marcantemente diversa do tédio com que assistem às nossas cerimônias, formaturas e desfiles… quando se dignam a assistir, pois, nem mesmo os que exercem cargos elevados comparecem às paradas do próprio Dia da Pátria! Que diferença!…

O apreço pela verdade é tal, entre nós, que consideramos desonrosa uma punição disciplinar por faltar com a verdade. Nem pense o ilustre leitor que nossos políticos, sejam governantes, ocupantes amadores de cargos nos sucessivos escalões da administração, executivos e legisladores tributam igual valor à verdade. Trate-os bem, receba-os bem nos quartéis, com a reconhecida cortesia militar, mas desconfie dos bajuladores, dos que disseminam elogios fáceis e fartos, dos que nos dizem, enfaticamente, o que gostamos de ouvir. Não esqueça, somos ingênuos!

A lealdade e a honestidade manifestam-se no dia-a-dia da caserna. Um exemplo? Não “colamos”! Ao contrário, repudiamos aqueles que, exceção raríssima à regra, ousam fazer uso destas artimanhas desleais e desonestas em nossas escolas. Repudiamos a tal ponto que o ambiente se torna irrespirável para o pária, logo desligado. Que vá em paz, não nos faz falta. Que orgulho temos quando proclamamos que fazemos provas sem qualquer tipo de fiscalização, a não ser a da disciplina consciente. A conduta dos nossos interlocutores políticos pode ter sido bem diversa, em seus tempos escolares. Muitos admitem que dela se valeram e riem das ocasiões em que, graças à “cola”, obtiveram proveitos acadêmicos. Um deles confessou tal prática em aula inaugural para os alunos das escolas de estado-maior das três Forças. Não teve qualquer pejo em relatar que “colara”! Imagine, meu irmão de armas, o constrangimento porque todos passaram, já que o conferencista completou o pensamento com estas palavras: “eu colei, vocês também colaram!” É com eles que precisamos nos relacionar institucionalmente, mas, alerta, “sem ingenuidade”, desconfiando sempre! Um pé atrás? É pouco!

O respeito aos superiores, pares e subordinados manifesta-se, também, no tratamento diário, em particular nos ambientes escolares, como salas de aula, auditórios e locais de instrução. Senhor é o tratamento de intimidade indicado, praticado e permitido, na relação instrutor-instruendo. Fui testemunha do momento histórico em que um general-de-exército deixou sua cadeira, à mesa do Alto Comando do Exército, e tomou assento à cabeceira, por ter sido escolhido para comandar a Força. Todos nós, seus pares de Alto Comando, começamos a tratá-lo com o respeito que sua nova posição nos impunha, isto é “Senhor!” e “Comandante, o Senhor…!” Quanto de dignidade, quanto de apreço, que demonstração espontânea de disciplina consciente aquele ato encerrou! Bem, mas não é isto que se vê entre aqueles políticos que nos dirigem a palavra em auditórios. Pasme, na mais alta escola de nossa Força, oficiais superiores assistiram, abismados, constrangidos e chocados, um deles tratar o Comandante do Exército, na presença de seus comandados, pelo primeiro nome! Pode isto? Veja só, leitor amigo, como são diferentes os valores!

As iniciativas, mesmo as assinadas, transformam-se, celeremente, em meras cartas de intenção! Mas, nós acreditávamos nelas quando foram chanceladas e lançadas de público. Afinal, segundo a cultura militar, trata-se de solene compromisso, de palavra empenhada! Mas não é bem assim que eles fazem.

Como somos ingênuos! E, bem a propósito, quais os recursos que foram consignados para as Forças Armadas na, assim chamada, Estratégia Militar de Defesa? Desconheço o montante alocado quando do lançamento daquele documento. E no orçamento de 2009? Ah, sim, ele já estava pronto antes da assinatura da Estratégia? Que pena! Bem, então, e no orçamento de 2010? Nada específico? Então, tenho que concordar com aqueles mais experientes que me diziam, quando em serviço ativo: “cuidado, somos ingênuos!” O General Rupert Smith afirma: “sem dinheiro não há estratégia!”

O homem de armas adere, voluntariamente, a princípios de vida, a valores, a normas de conduta e a práticas profissionais codificadas em códigos de ética, respeitados pelos guerreiros do Brasil durante toda a vida militar, na ativa e na reserva. Eles aprendem a conviver e a viver em diferentes rincões do País, nos quais encontram, infalivelmente, sua família a recebê-los e ampará-los, a Família Militar. Esta família nasce do nosso modo de viver cumprindo as palavras do juramento comum que nos amalgama: “respeitar os superiores hierárquicos, tratar com afeição os irmãos de armas e com bondade os subordinados”. Eis a síntese dos valores que nos unem e constroem a querida e fidelíssima Família Militar.

No passado recente, um político que ocupa cargo de relevo na administração pública e com o qual nos cabe manter sadio relacionamento institucional, referiu-se a palavras e opiniões de chefes militares, então e hoje na reserva, diminuindo-as como irrelevantes. Reflita, leitor soldado, sobre a diferença de acolhida e valorização, por nós e pelo político, da experiência e do pensamento de nossos antigos comandantes, com os quais tanto aprendemos, os quais tanto admiramos, eles que nos lideraram e, ainda hoje, nos guiam pelo caminho do dever! Não é bem diferente? Não são eles carne da nossa carne, membros da nossa Família Militar?

E qual o comandante que não preza os seus comandados e por eles tudo faz? E move montanhas para que todos retornem do combate triunfantes e com vida? Qual o chefe militar que não trata e ama sua tropa como a seus próprios filhos? Constatamos muito bem a aplicação do “tratar com afeição os irmãos de armas e com bondade os subordinados” em recente episódio, o do terremoto no Haiti, no qual vários dos nossos boinas-azuis perderam a vida, no cumprimento do dever. Na ânsia de encontrá-los com vida, tudo se fez. Literalmente, removeram-se montanhas. Lamentavelmente, dezoito combatentes do Exército não foram localizados com vida, imediata e simultaneamente. Perdemos todos. Alguns deles, durante poucos dias, eram tidos como desaparecidos, seja porque de fato estavam nesta situação, seja porque a esperança e os esforços estavam todos orientados para resgatá-los, se possível, com vida. Durante sua procura, vários haitianos foram localizados e salvos de iminente desenlace. A esperança é a última que morre, diz a sabedoria popular. O Exército procurou e tudo fez para que nossos irmãos de armas também fossem salvos, o que, infelizmente, não foi possível. Mas, no momento em que a Família Militar mais precisava de uma palavra de conforto e de esperança, o político disse-lhe que dá-los como desaparecidos era eufemismo. Eis mais um exemplo do comportamento baseado nos valores castrenses e nos de um político insensível e amador nas lides da caserna. O crédito que políticos assim merecem não deve chegar à nossa ingenuidade. Para muitos que lhe creditam fé absoluta, a frase “somos ingênuos” cabe como uma luva,… calçada sob os acordes de um canto de sereia, cuidado!

“Este senhor é militar! Aposto que esse ‘cara’ é militar!” Quantas vezes já fizemos observações semelhantes ao cruzar com pessoas à paisana, em lugares públicos? Basta olhar e constatar. O porte, o comportamento, o aprumo, o modo de vestir-se, o comportamento, o linguajar e o corte de cabelo indicam claramente que aquele desconhecido é militar. Um soldado é facilmente reconhecido como tal sem sua farda, até porque o hábito não faz o monge. O uniforme é nossa segunda pele, cujo direito ao uso conquistamos. Os soldados não se vestem com roupas de trabalho, os soldados se fardam. E com que orgulho cuidam de seus uniformes, verificando-lhes, diariamente, os vincos, a limpeza, o brilho dos calçados e dos metais, o ajuste do equipamento, o caimento, a posição da cobertura na cabeça, a colocação dos distintivos e tudo o mais que caracteriza o garbo militar. Há os que compram e os que ganham peças de nossos uniformes, mas usam-nas ao seu modo, vestem-nas como as vestem os paisanos, mas jamais, não se pode ser ingênuo, jamais se fardam, jamais se uniformizam, até porque jamais alcançam o que bem proclamou o Ministro Leônidas: “Ser soldado é mais que profissão é missão

de grandeza!”. Nós somos os homens de armas, os políticos, temporariamente, estão. Veja, leitor, como é certo que o hábito não faz o monge, repito.

E quantos políticos já foram levados nas asas da Força Aérea Brasileira aos Pelotões Especiais de Fronteira? Choraram de emoção? Proferiram juras de amor ao Exército? Ganharam lembranças de nossas tropas? Usaram nossas camisetas e coberturas camufladas? Sim! Que bom! São dos nossos, pensamos de imediato. Ajudaram-nos? Nossos orçamentos cresceram substancialmente? De certo, há que continuar a convidá-los e transportá-los com lhaneza, mas, atenção, sem ingenuidade!

Aos meus comandantes do passado, aos meus camaradas mais experientes, aos meus irmãos de armas, rendo-me! Em verdade, “somos ingênuos!


O grupo guararapes ao repassar o artigo do general castro o faz com alegria. deveria ser distribuído aos cadetes, aos corpos de tropa para que se aprenda a grandeza da carreira militar, cada vez mais.

somos ingênuos? sim. a razão é simples: o militar não admite a mentira, fala a verdade, pensa na pátria e não nos seus interesses pessoais. não esquece o passado, pois é ele que sustenta o presente e nos possibilidade sonhar com o futuro. Quem quer esquecer o passado é por querer esconder a verdade história. ] Gen. torres de melo (coordenador do grupo guararapes)

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ATENÇÃO!!!

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Estimados leitores,


Alguns avisos importantes e que são de caráter geral extensivos a todos os participantes.

Estamos tendo inúmeros problemas e reclamações dos colegas participantes conquanto ao tipo, nível e assuntos tratados nos comentários dos leitores.
Têm chegado a nós, inúmeras reclamações de falta de respeito, comentários partidário-políticos (politiqueiros) e desvio dos assuntos praticados por inúmeros leitores o que tem feito cair o nível dos comentários e provocado desinteresse dos demais participantes em comentar as matérias.

Diante disto os editores do PB retomarão os procedimentos de filtragem de comentários como já foi feito, as medidas serão implementadas para coibir este tipo de comportamento que como inúmeras vezes já foi explicado, deveria seguir o bom senso, sendo este exigido de quem comenta, e não de e quem impede a sua liberação.

Desta forma inicialmente pedimos aos novatos que entraram agora ano site que respeitem os participantes, muitos deles bem mais velhos e atuantes pois a verdade não é dom exclusive de ninguém, antes de postar avalie e estude o tema pois há no blog inúmeras pessoas com conhecimento. O mesmo  peço aos veteranos em relação aos novatos pois o respeito é igualmente exigido.
Desta forma alertamos nossos leitores para uma mudança na postagem dos comentários que estará ocorrendo à partir do ano de 2011, estas mudanças tem como objetivo livrar o site de spams e mensagens sem interesse e fora do escopo dos temas abordados pelo Plano Brasil.

Solicitamos aos participantes que registrem seus avatares e que façam a inscrição no site, é gratuita e não doi, pode ser feita em 2 minutos.
Os comentários passarão por avaliação e serão sumariamente eliminados caso não estejam de acordo com as regras preestabelecidas pelo site, e cabe aqui informar que todos os que já participam sabem bem quais comentários são liberados e quais não são, como disse o bom senso é o limitador.

Em casos de problemas recorrentes o leitor será avisado sobre sua situação, solicitando seu registro para a  liberação de futuros comentários.

A pedido de diversos colaboradores estaremos filtrando comentários que não tenham a menor relação com o post em que o mesmo foi publicado, evitando assim, o desvio do foco principal, o que atrapalha na troca de informações e a discussão, lembre-se, se você não gosta da matéria, o site e visitado diáriamente por 30 mil outros leitores  dos quais pelo menos estará interessado no assunto, e portanto deve ser respeitado tal qual você espera seja quando se tratar de um tema que lhe interesse.
Fugas do tema (sem a devida necessidade ou justificativa) também serão consideradas transgressões.
O Plano Brasil não é um site de Ufologia, religião, política  ou ideologias, apesar destes temas estarem relacionados aos temas abordados pelo site, eles não são do nosso interesse primal e portanto sugerimos aos leitores que gostem do tema e que queiram aprofundar-se neles que o façam nos sites dedicados a estes.
Não serão permitidos agressões aos outros leitores, comentários preconceituosos seja por cor, raça, religião, credo, etc, serão sumariamente excluídos e o autor receberá um aviso público da ocorrência desta transgressão. Caso haja recorrência o leitor terá o seu direito a postagem retirado e portanto impedido de postar comentários no PB.
Contamos com vossa colaboração e bom senso, pedimos que nos ajude a manter e elevar o nível do site e contamos com sua colaboração em críticas e atos para que isto seja possível
Sem mais.


E.M.Pinto/Lucas Urbanki

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CMN novos patrulheiros

CL 65
créditos : CMN

Texto, Tradução e adaptação: E.M.Pinto- Plano Brasil

O estaleiro Francês CMN projetista dos navios de patrulhadas classes  Grajaú e Macaé operados pela Marinha do Brasil, acaba de aumentar a sua gama de projetos com a apresentação do seu mais novo projeto do qual derivam duas variantes, o CL 65 Vigilante e o CL 65 Lutador.

O navio de 65 m de comprimento e 9,8 de largura pode atingir velocidades de 25 knot e navegar por até 2500 milhas náuticas à 15 knot.

Na categoria de OPV (Offshore Patrol vessel), o Vigilante 700 CL 65 é armado com um canhão de 76 mm e duas metralhadoras (20, 25, 30mm), o navio possui também uma relativa capacidade defensiva no que se refere à defesa antiaérea.

O Navio  pode ser armado por dois lançadores de dois diferentes sistemas superfície-ar sendo estes o Tetral e o  Simbad RC ( Ambos os sistemas assistidos e controlados automaticamente).

http://sistemadearmas.sites.uol.com.br/mis/mistraltetral.jpgLançador Tetral exibindo a sua carga de 4 mísseis Mistral

http://www.segurancaedefesa.com/simbad-rc.jpg
Lançador SIMBAD RC  exibindo a sua carga de 2 mísseis Mistral

O navio é equipado com um único mastro onde aloja o seu radar 2D e um sistema de vigilância electro-óptico de busca e aquisição de alvos e acompanhamento.
Vigilante 700 CL 65 (© : CMN)


Vigilante 700 CL 65 (© : CMN)


Vigilante 700 CL 65 (© : CMN)


Vigilante 700 CL 65 (© : CMN)

Projetado para patrulhas no mar, o controle de pesca,  luta contra o tráfico de drogas e contra a pirataria, o projeto Vigilante possui sistemas de embarque e desembarque de lanchas rápidas para lançamento de comandos. A propulsão do navio é fornecida por quatro motores diesel de 3.200 kW. O navio é tripulado por uma guarnição de  28 marinheiros, e pode transportar adicionalmente outros 20 passageiros, resgatados ou grupamentos de forças especiais.

Vigilante 700 CL 65 (© : CMN)


Lutador CL 65 (© : CMN)

Mais “guerreiro”, o CL 65 Lutador faz uso da mesma plataforma, porém, apresenta significativas diferenças em termos de equipamento. A eletrônica do navio é mais avançada, com um sistema de controle e um gerenciador DATA-LINK para dados táticos bem como sistemas shaff flare para auto defesa.
Os sistemas de armas embarcados são mais completos e englobam inclusive  lançadores para quatro mísseis anti navio  ( Provavelmente MM 40 Exocet).
http://www.defesabr.com/MB/Exocet_MM40_Block3.jpgMíssil MM 40 Exocet
Outra diferença marcante desta versão diz respeito à supreção da típica chaminé também presente nos projetos adquiridos pela Marinha do Brasil. A versão “Lutador” não possui chaminé, sendo esta  substituída por um mastro com entradas de ar.
Os escapes de gases são direcionados abaixo da linha d’água, de maneira a reduzir  o infra vermelho do navio.
A propulsão é pouco menos potente e inclui quatro motores de 3.000 kW. A tripulação do CL 65  é de 36 integrantes e a capacidade de  abrigar e transportar outros tripulantes, resgatados ou comandos foi reduzida para 12 membros.


Lutador CL 65 (© : CMN)


Lutador CL 65 (© : CMN)


Lutador CL 65 (© : CMN)

Fonte: Mer et Marine via noticiário Naval

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Geopolítica Opinião

Análise: Economias da América Latina devem enfrentar incertezas em 2011

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Com o final de 2010, a América Latina se prepara para 2011 em meio a incertezas quanto aos próximos passos de algumas das maiores economias da região.

O Brasil, por exemplo, começa o ano com a nova presidente, Dilma Rousseff, enquanto a Argentina iniciará estará ainda sem um novo orçamento.

Já no México, a integridade do Estado está ameaçada pelos cartéis de tráfico de drogas. O Peru, por sua vez, está rememorando épocas mais obscuras, enquanto a filha de um ex-líder autoritário se prepara para concorrer à Presidência.

Mas pelo menos a região deve sair completamente da recessão. E o país com o pior desempenho até agora, a Venezuela, deve retomar seu crescimento.

Veja abaixo alguns dos maiores desafios de algumas das principais economias latino-americanas em 2011.

Brasil

Com Dilma Rousseff prestes a assumir a Presidência no dia 1º de janeiro, o anúncio de quem serão os nomes que ocuparão os principais postos no setor econômico não conseguiu acalmar os temores dos mercados a respeito da futura política econômica de seu governo.

Desde que os analistas começaram a falar sobre os níveis “insustentáveis” de gastos públicos, eles não ficaram exatamente contentes ao ouvir que Guido Mantega deve permanecer no Ministério da Fazenda.

Para evitar o superaquecimento da economia do país, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi obrigado a aumentar as taxas de juros, que agora estão em 10,75%.

Meirelles será substituído pelo atual diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro do BC, Alexandre Tombini, que ajudou a elaborar a política contra a inflação que favoreceu os juros altos durante os oito anos de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência.

Os mercados calculam que o BC terá que aumentar ainda mais os juros, talvez assim que ocorrer a primeira reunião do Comitê de Política Monetária, em janeiro.

Por outro lado, mais um aumento na taxa de juros poderá colocar mais pressão no real, que já está supervalorizado.

Ao mesmo tempo, a necessidade de gastos sociais, com o programa Bolsa Família, ainda não foi sanada.

Não podemos esquecer também que Dilma começou a ficar em evidência como chefe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que visa corrigir o que ela descreve como “anos de estagnação” na infraestrutura do país.

Argentina

A Argentina passou grande parte do ano especulando sobre quem poderia ser o candidato governista à Presidência nas eleições de outubro de 2011.

Poderia ser a atual presidente, Cristina Kirchner? Ou seria o marido dela, o ex-presidente Néstor Kirchner (que era encarado como o verdadeiro poder na Presidência argentina) que retornaria à disputa?

Finalmente, um ano antes da eleição, a questão foi definitivamente decidida: Néstor Kirchner morreu devido a um ataque cardíaco aos 60 anos.

Em uma paisagem política já fragmentada, na qual partidos que alegam representar o legado do general Juan Peron não estão apenas do lado do governo, mas também são grande parte da oposição, esse foi um golpe grave.

Se a atual onda de simpatia em relação a Cristina Kirchner durar, ela poderá ser reeleita. Mas, como as políticas econômicas intervencionistas da presidente sempre foram mais oportunistas do que estratégicas, muitas coisas podem dar errado neste meio tempo.

Cristina Kirchner certamente vai ter o poder econômico total em 2011, pois os políticos argentinos não conseguiram aprovar o orçamento para o próximo ano. Com isso, ela poderá governar por decreto.

No entanto, a inflação atualmente está em mais de 25%, apesar de as estatísticas oficiais indicarem menos da metade desse número.

A Argentina acaba de retomar o contato com o Fundo Monetário Internacional (FMI) depois de anos de hostilidade, em um esforço para elaborar um novo índice de inflação mais preciso. Mas, a não ser que a taxa real de inflação caia, a desaceleração do crescimento em 2011 poderá tornar difícil a vida dos argentinos.

México

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, causou polêmica em setembro quando comparou a violência dos cartéis do tráfico de drogas no México com a insurgência na Colômbia na década de 1980.

Enquanto o presidente Barack Obama rapidamente rejeitou a comparação, alguns analistas afirmaram que a principal questão levantada pelas observações de Clinton foi o que fez com que ela levasse tanto tempo para notar a situação no México.

O problema para os Estados Unidos é que sua economia está profundamente interligada com a economia do México, por meio do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

Nas últimas recessões dos Estados Unidos, a regra foi a de que, quando Wall Street espirra, os negócios mexicanos podem acabar na unidade de terapia intensiva.

No momento, a economia formal do México está demonstrando ser resistente, com bom desempenho no setor de produção, especialmente na indústria automobilística.

Mas a contínua fraqueza dos Estados Unidos deve significar crescimento menor ao sul da fronteira em 2011, o que levará o Banco Central mexicano a manter as taxas de juros a 4,5% com a possibilidade de cortes no próximo ano.

Infelizmente, a demanda americana pelas exportações ilegais mexicanas, sem a qual não existiriam os cartéis de droga do México, não deve diminuir tão cedo.

Peru

Apesar de ter a maior taxa de crescimento projetada para 2010 entre as grandes economias da América Latina (8,3%, segundo o FMI), o presidente do Peru, Alan García, conta com apenas 34% de aprovação.

Essa taxa de aprovação é bem melhor do que os 5% que ele tinha no final de seu primeiro mandato presidencial, entre 1985 e 1990.

Mas aquele primeiro mandato foi um desastre, com o PIB (Produto Interno Bruto) do país encolhendo em um quinto e o número de pessoas na pobreza aumentando para 5 milhões.

Desta vez, Garcia comandou o país durante uma boa época para a economia, apesar de os ganhos não terem sido igualmente distribuídos entre a população peruana: enquanto as áreas urbanas no litoral colheram os benefícios, as áreas rurais, mais altas, continuam empobrecidas.

O mandato anterior de García foi seguido por uma década de governo autoritário de Alberto Fujimori, que reconstruiu a economia peruana e salvou o país da insurgência maoísta do Sendero Luminoso, mas passou por cima do processo democrático.

García não pode concorrer novamente à Presidência nas eleições de abril de 2011. Mas a filha de Fujimori, Keiko, espera conseguir vencer o pleito com seu partido Fuerza 2011.

Ela compete com o sucessor de Fujimori, Alejandro Toledo, e um ex-prefeito de Lima, Luis Castañeda nas atuais pesquisas de opinião.

Todos os três são de direita ou de centro-direita. Como resultado, o vitorioso deve se juntar ao presidente do Chile, Sebastian Piñera, e ao colombiano Juan Manuel Santos – eleitos em 2010 – no pequeno grupo de líderes que não são de esquerda na América no Sul.

Venezuela

No próximo ano, a República Bolivariana do presidente Hugo Chávez deve se juntar aos países vizinhos na retomada do crescimento depois da recessão global.

No entanto, considerando-se qualquer padrão objetivo, a Venezuela teve um ano triste em 2010, com o pior desempenho econômico da região, sem mencionar a maior inflação, de cerca de 30% ao ano.

E, com o controle estatal da economia aumentando durante o período, com mais e mais companhias sendo tomadas pelo governo, Chávez e seus aliados têm poucas pessoas para culpar.

O presidente ainda não executou sua ameaça de nacionalizar a gigante de alimentos e bebidas Polar, a maior companhia ainda privada do país.

Mas a habilidade do governo de gerenciar a produção e distribuição de alimentos é questionável depois de escândalos envolvendo milhares de toneladas de comida apodrecida, importadas pela estatal PDVAL, mas nunca distribuídas.

Até mesmo a indústria petrolífera, responsável por mais de 90% da entrada de moeda estrangeira na Venezuela e por 50% dos lucros do governo, está sofrendo.

A companhia petrolífera estatal PDVSA diversificou suas atividades para o campo de programas sociais, mas ficou menos eficiente em seu negócio central, que é produzir petróleo.

Em 2011 é esperado um crescimento lento na Venezuela e talvez outra desvalorização do bolívar. Mas também é esperado que mais companhias estrangeiras se afastem de um país no qual tudo pode ser tomado pelo governo.

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Fotos do Dia Geopolítica

EUA têm pressa em trabalhar com Dilma e vêem Brasil como essencial

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Sugestão: Darkman

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, representará os Estados Unidos na posse da presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, no próximo sábado, em Brasília. A informação foi confirmada por Washington nesta quarta-feira. Hillary embarca em direção ao Brasil no sábado.

“Os Estados Unidos têm pressa de trabalhar com a presidente eleita Rousseff e com seu governo”, afirmou Philip Crowley, porta-voz do departamento de Estado. “O Brasil é um parceiro essencial no hemisfério sul e no mundo, e os Estados Unidos estão comprometidos com o aprofundamento de nossa relação em uma ampla categoria de assuntos bilaterais, regionais e globais com o governo e o povo do Brasil”, informou o departamento por meio de nota. As duas nações possuem estreita cooperação em temas comerciais, energéticos e de segurança, entre outros.

A posse da primeira mulher ao cargo deve ter a presença de pelo menos 12 chefes de Estado, assim como delegações de outros países. Mais de 40 autoridades estrangeiras confirmaram presença na cerimônia – a maioria de países latino-americanos e africanos. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, enviará como seu representante o chanceler Héctor Timerman.

Brasileiros acreditam que Dilma fará bom governo

Pesquisa do Instituto Sensus, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), apontou nesta quarta-feira que 69,2% dos brasileiros acreditam que a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), fará um governo “ótimo” ou “bom”. A expectativa pela próxima gestão é projetada como “ótima” por 27,7% dos entrevistados, ao passo que outros 41,5% consideram que a petista sucessora de Lula terá um governo “bom”.

Do total de pessoas que responderam ao levantamento, 6,4% acreditam que Dilma fará um governo negativo. Dos que responderam à pesquisa, 17,6% apontaram como potencialmente “regular” o próximo governo federal.

Ungida como candidata governista na corrida pelo Palácio do Planalto, Dilma Rousseff representa a continuidade da gestão lulista para 65,0% dos entrevistados. Do ponto de vistaeconômico, 43,7% dos entrevistados consideram que o Brasil, nos quatro anos do governo da ex-ministra da Casa Civil, “vai desenvolver muito”, ao passo que 39,8% acreditam que “vai desenvolver um pouco”.

Quando medido o caráter social do próximo governo federal, 43% disseram que o Brasil avançará muito neste quesito. Outros 39,8% estimam que vai desenvolver apenas “um pouco” neste critério.

A pesquisa CNT/Sensus ouviu 2 mil pessoas entre os dias 23 e 27 de dezembro. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais.

Lula tem aprovação recorde

Prestes a deixar o governo após oito anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou aprovação pessoal recorde de 87%, segundo a pesquisa CNT/Sensus. O patamar atingido pelo mandatário petista é a maior também comparada com o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Fonte: Jornal do Brasil