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Geopolítica

Um tsunami econômico europeu pode atrapalhar a recuperação dos EUA

Desmond LachmanDalibor Rohàc

Em 2007, o presidente do Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, passou a maior parte do ano garantindo aos mercados que o problema das hipotecas sub-prime dos Estados Unidos seria contido. De uma maneira bastante similar, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, está agora garantindo que a crise da dívida soberana da Europa não representa uma ameaça significativa para a economia europeia como um todo, e muito menos para a economia global.

O governo norte-americano faria bem em não dar muito crédito às afirmações confiantes de Trichet e se preparar para um tsunami econômico europeu que muito provavelmente atrapalhará seriamente a frágil recuperação econômica dos Estados Unidos.

Entre os sinais mas evidentes de que o arranjo monetário europeu se aproxima do fim da sua vida útil está o fato de os os governantes serem obrigados a negar veementemente a possibilidade de qualquer modificação desse esquema.

Nesta semana, quando a Irlanda embarcava em um programa de austeridade extremamente impopular, a chanceler Angela Merkel, da Alemanha, emitiu um sinal claro para a União Monetária Europeia. Ela fez isso ao liderar um grupo de governantes europeus para que estes afirmassem ser impossível conceber que qualquer país membro da organização venha algum dia a abandonar o euro. Apesar das garantias de Angela Merkel, os mercados permaneceram singularmente incrédulos quanto à possibilidade de que os hipertrofiados pacotes de auxílio econômico do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia a uma Irlanda e a uma Grécia em dificuldades políticas impeçam que esses países acabem dando um calote nas suas dívidas soberanas.

Ao contrário daquilo em que os governantes europeus gostariam que nós acreditássemos, os acontecimentos na periferia da Europa no último ano estão corroborando o profundo ceticismo manifestado por Milton Friedman em relação ao euro, algo que ele expressou quando do lançamento dessa moeda em 1999. Ele acreditava que, tendo em vista a sua estrutura defeituosa, o euro não sobreviveria à sua primeira grande recessão econômica.

O que faz com que seja muito provável que as dúvidas de Friedman em relação ao euro revelem-se corretas é o fato de que no decorrer desta década países situados na periferia da Europa não foram capazes, de uma forma consistente, de gerenciar as suas finanças públicas segundo as regras estabelecidas pelo acordo. Como resultado, orçamentos inflacionados e déficits de balanças de pagamento atualmente não são características exclusivas das economias grega, irlandesa e portuguesa. Em vez disso, e de uma maneira que não traz bons agouros, eles também caracterizam a Espanha, que está sendo apropriadamente descrita em Wall Street como “muito grande para fracassar, mas também muito grande para ser salva”.

Em uma recente modificação importante de linha de raciocínio, os governantes europeus reconhecem agora que a reestruturação da dívida, embora só vá começar em 2013, precisará ser parte de uma solução para fazer frente aos grandes desequilíbrios fiscais dos países europeus periféricos. No entanto, eles ainda não reconheceram que a parte principal dos déficits fiscais dessa periferia é constituída de transações de pagamento “primárias” ou isentas de juros. Como resultado, mesmo quando têm sucesso em reduzir substancialmente as suas dívidas, esses países ainda permanecerão com déficits fiscais bastante substanciais que serão extremamente difíceis de se corrigir em um acordo envolvendo uma taxa de câmbio fixa.

O já falecido economista norte-americano Herb Stein gostava de observar que se uma coisa não pode continuar para sempre, ela acabará parando. Esse aforismo parece ser particularmente apto para a atual situação da área do euro. Parece irrazoável esperar que os eleitores do norte da Europa, e especialmente os da Alemanha, concordem indefinidamente em transferir grandes quantidades de dinheiro de socorro ao sul do continente, na tentativa de manter os países daquela região à tona.

E parece ainda mais irrazoável esperar que os eleitores do sul suportem indefinidamente o grave sofrimento econômico e social provocado pelo fato de continuarem sendo membros do clube do euro e as medidas de austeridade impostas pelo Fundo Monetário Internacional vinculadas ao financiamento que eles recebem do norte.
Os governantes europeus entendem muito bem que uma onda de calotes da dívida soberana na periferia da Europa muito provavelmente precipitará uma crise bancária europeia generalizada, já que os bancos europeus são os principais detentores dos US$ 2 trilhões (R$ 3,4 trilhões) da dívida soberana da periferia.

Isso indica que não é provável que os governantes europeus do norte fechem a torneira econômica que atualmente mantém a periferia europeia à tona. Entretanto, a julgar pela derrota esmagadora sofrida por Angela Merkel na eleição estadual da Westphalia em maio deste ano, considerações de ordem eleitoral provavelmente farão com que seja praticamente impossível dar continuidade a tal financiamento.

O mais provável é que a própria periferia europeia desencadeie uma eventual derrocada do euro. Os governos grego, irlandês, português e espanhol mantêm, todos eles, um tênue domínio político em seus países. E, como os acontecimentos recentes na Irlanda parecem confirmar, um aprofundamento da crise econômica e financeira na periferia europeia poderia muito bem resultar na ascensão de governos populistas, que poderiam se mostrar menos dispostos a aceitar os programas de austeridade ditados pelo Fundo Monetário Internacional. Basta que nos lembremos do fim espetacular da paridade “imutável” da moeda argentina com o dólar estadunidense em 2001, após uma tentativa fútil de implementar um ajuste de déficit orçamentário de grande escala imposto pelo Fundo Monetário Internacional em defesa daquela paridade.

Uma escalada da crise da dívida europeia representaria uma ameaça real à recuperação econômica dos Estados Unidos. Um euro enfraquecido prejudicaria seriamente as perspectivas de exportação de Washington. E o mais preocupante é que uma crise bancária europeia ameaçaria contaminar o resto do sistema financeiro global da mesma forma que ocorreu devido ao fiasco do Lehman Brothers em 2008. Com as nuvens mais negras de uma tempestade econômica se acumulando sobre a Europa, este não é o momento para que o governo dos Estados Unidos cogite acabar com as políticas de apoio à economia norte-americana.

(Desmond Lachman é pesquisador do American Enterprise Institute e autor do livro “Can the Euro Survive?”/ “O Euro Será Capaz de Sobreviver?”, publicado pelo Instituto Legatum, de Londres, onde Dalibor Rohàc é pesquisador).

Fonte:  UOL

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Fotos do Dia Plano Brasil 3D Sistemas de Armas

Plano Brasil 3D: Projeto Harpia

Linha de produção do caça Boeing/Lockheed Martin F 22A Raptor

Design e concepção: Jacubão

Texto: E.M.Pinto

Design 3D e Artes: J. Pinheiro

Vídeos: J Pinheiro, Karoline Pinto, Lucas Urbanski, E.M.Pinto


Prefácio

Após o voo do caça Russo Indiano PAK FA/FGFA, os caças de 5ª geração ocuparam ainda mais o  espaço no noticiário internacional.

Se nos últimos anos os 5G vinham chamando as atenções da mídia  principalmente após o anúcio do o fechamento da linha de produção do F 22 Raptor, outro caça vinha ocupando um lugar de destaque  o F 35 Lightning ambos americanos. Tinha-se a sensação de que nenhum outro avião 5G além destes dois poderiam voar.

A verdade é que outros programas de demonstradores e até o desenvolvimento de novos caças estão em curso, a China pode ser o próximo país a colocar no ar o seu novo projeto de um caça 5G, porém, o Japão aparece aí nesta lista de países com seu modelo demonstrador de tecnologia, que pode nunca se tornar um avião efetivamente de combate, mas que certamente revolucionará a história da aviação.

Correndo contra o relógio temos a Coréia do sul e mais recentemente novos programas até mesmo da índia (MMCA) EUA( FXX) e rumores de um novo programa Russo para um caça médio.

Mas e o Brasil? ainda na lenga lenga do FX sem sair do lugar, segundo alguns a FAB tenciona um dia operar um caça (Tripulado ou não) desenvolvido e produzido no Brasil, este sonho é o de muitos, esperemos que um dia isso se concretize.

Na internet é possível encontrar inúmeros tarabalhos de entusiastas até mesmo o Plano Brasil que em meados de 2005 apresentou o seu Projeto Aquiles em sua publicação no DEFESA BR presentou um conceito de um caça 5G construído em associação com a Índia e a Rússia e que seria baseado no programa PAK FA, antes mesmo de se aventar esta hipótese por nossas autoridades (num futuro breve reeditaremos o programa Aquiles).

Há inúmeros outros conceitos apresenatdos, porém hoje discorreremos sobre um conceito apresentado pelo colega Jacubão que inúmeras vezes apresentou suas artes no site Poder Aéreo:

O retorno do ‘Harpia’

Harpia: o caça de 5ª geração brasileiro

Baseando-se nos desenhos pioneiros do Jacubão, o desenhista do Plano Brasil, J Pinheiro elaborou um modelo em 3D da aeronave utilizando-se do software Blender, os desenhos serão apresentados a seguir seguindo a contextualização do material apresentado na forma de  artigo, o qual o Plano Brasil tem o maior orgulho de apresentar.

E.M.Pinto


Projeto Harpia

O Harpia concebido por jacubão, seria segundo ele um caça médio pesado que se situaraia numa categoria entre o F 15 Eagle( Pesado) e o F 18 Super Hornet, seria uma aeronave de quinta geração concebido e produzido nacionalmente com a agregação de tecnologia e sistemas extrangeiros.


O autor salienta aqui uma grande oportunidade de parceria com os EUA no desenvolvimento deste caça uma vez que o encerramento do programa F 22 deixou uma lacuna no poder aéreo americano, esta lacuna poderia ser preenchida por um programa binacional  que contemplaria um caça subistituto para o F 22 e possivelmente uma versão naval como sucessor do F 18 EF Super Hornet.

Na concepção de J Pinheiro dois Harpias abastecem num KC 390 sobre os céus da Amazônia.

Diante disto, o projeto Harpia poderia ser esta aeronave e se beficiar  deste acordo seguindo como um candidato elegível para ser o futuro caça de ambas as nações.

Por se tratar de um caça 5G precisa possuir as seguintes características:

  • Baixa assinatura Radar cross section (RCS) abaixo de 0,1 m quadrados;
  • Capacidade de combate a qualquer tempo;
  • Operar sistemas de armas, mísseis, e bombas guiadas de
    última geração; e ser capaz de lançar armamentos como mísseis
    e bombas em velocidades supersônicas.
  • Possuir capacidade de vôo supercruzeiro e supermanobrabilidade,
    utilizando sistema de vetoração de empuxo TVC e comandos FBW;
  • Operar com o mínimo de infra-estrutura de solo;
  • Possuir a capacidade de transportar armamento internamente, fator que diminui o arrasto aerodinâmico e consequentemente diminue tanto a emissão de infravermelho, quanto o Radar cross section (RCS), aumentando as capacidades furtivas da aeronave;
A aeronve deve ser concebida aerodinâmicamente de forma a permitir voos super cruise bem como diminuir o RCS, no projeto apresentado por Jacubão as linhas do Harpia assemelham-se as do F 22 Raptor, mantendo também semelhanças com soluções desenvolvidas pelos Russos no programa PAK FA, uma delas diz respeito a  “calha” que abriga um míssil WVR disposta na luva proximamente a raiz da asa.

O sonho de Jacubão, dois elementos patrulhando os céus brasileiros

A aeronave teria uma “baia” interna para o transporte de armamento como 6 mísseis BVR ou ainda combinações de armamentos que variariam consoante a sua missão.
O autor propõe duas versões do Harpia, uma mono e outra biplace. A aeronave proposta é equipada com sistema de vetoração de fluxo dos motores (TVC), conta também com sonda de reabastecimento retrátil.

lado a lado os dois modelso mono e biplace do Harpia

É certo que para desenvolver uma aeronave de alto desempenho os custos seriam elevados e partir para o desenvolvimento de todos os ítens do caça além de levar tempo seria também inviável do ponto de vista econômico e tecnológico, pois tecnologias sensíveis como a motorização de um caça é algo que não disposmos e que demoraria muitas décadas de inevstimentos até alcançassemos o estado-de-arte.

Visão inferior do Harpia demosntrando seus paiois e calhas para acomodação interna de armamentos.

Portanto seria inevitável o estabelecimento de parcerias para o desenvolvimento de um programa como este.
Neste aspecto o autor apresenta segundo a  sua visão alguns ítens tecnológicos que deveriam fazer parte de um programa como este.

Motorização

Para garantir a performance de voo em supercruzeiro e a relação massa/potência seria necessário a adoção de uma turbina com potência elevada, entre todas as possibilidades o autor aponta as turbinas Pratt & Whitney F 135, originalmente desenvolvidas para o programa JSF, atual F 35.

http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2010/03/F135-foto-PW.jpg

Turbina Pratt & Whitne F 135

A turbina Pratt & Whitney F135 foi desenvolvida para os F-35 Lightning II. A família F135 apresenta variantes distintas entre si, incluindo uma convencional, e uma variante STOVL. Os motores entraram em produção seriada recentemente e a entrega dos primeiros exemplares deu-se  em 2009.

A  propulsão da aeronave seria composta por sistemas de vetoração de empuxo de forma a provê-la de super manobrabilidade


Fixa Técnica da Turbina F 135

Tipo: Turbofan com pós combustor

Diâmetro: 51 em (1,29 m)

Peso seco: 1,701 kg

Máxima pressão : 43.000 lbf (191,35 kN) méximo, 28.000 lbf (124,6 kN) intermediária

Consumo específico de combustível : £ 0,886 / (h * lbf) ou 25 g / KNS (w / o pós combustor)

A escolha sobre esta turbina não se deu apenas devido aos seus altos níveis de confiabilidade, tecnologia  e suporte, mas também pelo fato de que certamente será o ítem padrão dos caças 5G do futuro, especialmente do F 35 nas suas mais variadas versões.

O fator escala de produção foi considerado e tendo esta turbina a perspectiva de equipar pelo menos 1200 aeronaves já se justifica a sua escolha.

Mais uma vez um elemento reabastece sobre os céus na arte de J Pinheiro.

Radar

Dentre mutas possibilidades de radares Active Electronically Scanned Array (AESA) o autor propõe como possibilidade o radar APG-82 (V) 1 desenvolvido para equipar o caça F 15 Silent Eagle, o radar otimiza o F-15E à capacidade de multi-missão e seria o ideal para um programa brasieliro de um caça 5G.

Além de seu alcance e capacidade  multi-alvo melhorada, o radar apresenta melhoramentos nas capacidades de engajamento e precisão, o APG-82 (V) 1 oferece uma melhoria de mais de vinte vezes em comparação com oo sistema utilizado no F-15E , o radar APG-70. Este nível fenomenal de confiabilidade e durabilidade vai resultar em economias significativas de custo de manutenção bem como na letalidade do caçador.

No Nariz do Harpia seria disposto o seu Radar que segundo Jacubão baseiaria-se no AN/APG 82(V1)

Se equipado com radares como o APG-82 (V) 1 , o Harpia poderia, simultaneamente, detectar, identificar e controlar o ar e vários alvos de superfície . A varredura por intervalos mais longos facilita a observação do alvo e permite o seu monitoramento e  o compartilhamento de  informações com outras aeronaves e sistemas de defesa.

Este perfil e aumento de consciência situacional resultante das tecnologias do radar permite uma maior capacidade de missão tática. O resultado, um grande aumento da eficácia e da capacidade de sobrevivência da aeronave.

http://cavok.com.br/blog/wp-contents/uploads/2010/09/f-15-aesa.jpg

Radar APG-82 Active Electronically Scanned Array (AESA)

Sistemas de armas

A aeronave contaria com sistemas de contramedidas eletrônicas e sistemas de autodefesa como Shaff e Flares entre outros sistemas.
O caça idealizado deveria ser apto a responder à todas as ameças do seu tempo, ou seja: No ar, caças 5G equivalentes, e em terra, modernos sistemas de armas com maior precisão e poder de destruição.
Para tanto o  deveria estar equipado com os mais modernos sistemas de armas que serão apresenatados segundo os seus fins:

Ar-Ar

Para o cenário Ar ar o autor apresenta duas possibildiades de armas  para além do alcance visual (beyond visual range-BVR) .
O Raytheon AIM-120 C7 ou a futura versão AIM-120D e o MBDA Meteor
http://sistemadearmas.sites.uol.com.br/aam/aim120c5.jpg
AIM-120 C7

http://media.defenseindustrydaily.com/images/ORD_Meteor_BVRAAM_lg.jpg

MBDA Meteor

Ainda no cenário ar-ar na aerna curto alcance (Within Visual Range-WVR), o autor sugere dois mísseis como possibilidade o Denel/Mectron A-Darter, desenvolvido em conjunto entre Brasil e República Sul Africana e o Israelense Python V.

http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2010/05/a-darter.jpgDenel/ Mectron A-Darter

http://www.ausairpower.net/000-Python-5-2.pngRafael Python V
Como armas de cano o autor propõe duas armas possíveis o canhão norte americano M61 Vulcan que equipa os caças da USAF e USNAVY bem como o canhão alemão BK 27 Mauser que equipa os PANAVIA Tornado e  Eurofighter.
http://www.flv.dk/billeder/M-61_01.jpg
Vulcan M 61
http://farm5.static.flickr.com/4061/4309478803_aa25dbda1f_z.jpg
Mauser BK 27mm
Ar-superfície

Para ataque a superfície o autor sugere sistemas de armas de alta precisão e armas modernas que já estão em produção ou que estão em desenvolvimento por empresas brasileiras e extrangeiras, são elas:

http://www.fallingpixel.com/products/14928/mains/000-3d-model-Mk_84_thumbnail01.JPG

Sistema de guiagem para bombas (Joint Direct Attack Munition -JDAM)

http://pbrasil.files.wordpress.com/2010/07/bomb_7.jpg

Bombas brasileiras  Britanite SMKB-82 e SMKB-83 guidas por  sistema de navegação inercial (INS)  GPS (EUA) e Glonass (Rússia). para bombas Mk 82 (500lbs) e Mk 83 (1.000lbs)

http://sistemasdearmas.com.br/amx/amxbapi.jpg
BAPI Bomba anti pavimento nacional

http://www.patricksaviation.com/files/photos/550/12816.jpg

Míssil anti-Radar Mectron MAR-1 de fabricação nacional

http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2009/08/storm_shadow.jpgMissil Ar superfície MBDA Scalp

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/45/Exocet_AM39_P1220892-detoured.jpgMísseis anti navio AM-39 Exocet ou similares Harpoon Blok III ou ainda o nacional MAN-1

Outros sistemas

O autor propõe ainda outros sistemas a serem desenvolvidos e que deveriam ser considerados para intergrarem o futuro caça 5G brasileiro, entre eles o cockpit que indiscutívelmente deve ser concebido em ambiente Glass cockpit compostos por sistemas que ampliem a conciência situacional do piloto.

Entretanto, o autor chama a atenção para uma tendência despertada no desenvolvimento do F 35, o seu cockpit é composto por apenas um Multfuncional Display (MFD) o que segundo o autor seria uma solução bastante perigosa tendo em conta as possibilidades de falha, com um único MFD o piloto poderia se ver em apuros diante da possibildidade de falhas ocasionais ou devido a danos povocados por armas.

Segundo o autor, a opção mais adequada seria um painel dotado de múltiplos mostradores tal como a solução proposta para o F 18 Silent Hornet composto por 3 MFD. Em caso de pane, um mostrador poderia suprir a função de outro mesmo que isso implicasse em uma redução das capacidades da aeronave.

Neste caso, a utilização do sistema tornaria mais fácil uma fuga e a aeronave poderia ser reparada e posta  novamente em combate.

http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2010/08/F-18-Next_Generation_Cockpit.jpg

Cockpit proposto para  F 18 Silent Hornet

Após o reabastecimento os dois elementos assumem suas posições o KC lidera a formação

FICHA TÉCNICA

Velocidade máxima: 2500 Km/h
Velocidade de cruzeiro:
1400 Km/h
Razão de subida:
15240 m/min
Potência:
1.42
fator de carga:
9 Gs
Taxa de giro:
22º/seg
Teto de serviço:
20000 m
Alcance:
2300 Km/ 4600 km (Translado)
Empuxo:
Dois motores F135.
Comprimento:
19m
Envergadura:
14 m
Altura:
4 m
Peso:
(vazio): 16000 Kg
sistemas de armas:
1 canhão  20 mm ou 27 mm, 9 toneladas de armamentos

Veja mais imagens do Harpia

Nota Final

Gostaria de agradecer ao nosso amigo Jacubão pela cooperação e pelo projeto, esperemos que idéias como estas um dia tornem-se realidade. Em nome do Plano Brasil gostaria de lhe dar os parabéns pelo conceito e sucesso nos demais projetos.

E.M.Pinto

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Geopolítica

A nova doutrina militar da Rússia: mais do mesmo?

A recente Cúpula da OTAN, realizada em Lisboa, discutiu temas importantes para o futuro da Aliança Atlântica, como a criação de um sistema de defesa antimísseis e o cronograma das operações no Afeganistão. O sucesso da OTAN no gerenciamento desses pontos depende de sua relação com a Rússia, o que ficou evidente pela participação do presidente russo Dmitri Medvedev nos debates. Aqui cabe a pergunta: como Moscou se percebe no atual cenário estratégico-militar internacional?

A publicação da Doutrina Militar da Federação Russa, em fevereiro de 2010, foi o resultado de anos de debates no establishment russo. Esperava-se com ansiedade a nova percepção estratégica russa diante das mudanças no cenário internacional desde sua última Doutrina Militar (2000): a ressurgência do poder russo, a “guerra ao terror”, a expansão da OTAN para o Leste (2004) e a Guerra de Agosto (2008).

A doutrina militar de um país é um documento que confere previsibilidade à sua política de segurança. No caso da Rússia, em que a segurança tem grande peso nas decisões governamentais, o estudo da nova doutrina permite a familiarização com um aspecto muito relevante da inserção internacional de Moscou. Analisamos aqui os possíveis desdobramentos da doutrina para a política externa russa.

No início da seção sobre os perigos de guerra à Rússia, a doutrina reconhece que a “arquitetura de segurança internacional existente (…) não oferece igual segurança a todos os Estados”. Isso revela a percepção de que, apesar de estar bem posicionada dentro do regime de segurança internacional, a Rússia avalia que ele fornece proteção ainda maior a outros Estados.

A doutrina reconhece a diminuição da possibilidade de uma guerra de larga escala contra a Rússia, mas percebe a persistência de algumas fontes de ameaça militar ao país. A expansão da OTAN rumo às fronteiras russas é o primeiro item dos principais perigos externos de guerra ao país. Outro perigo é o estabelecimento de sistemas de defesa antimísseis que “abalam a estabilidade global e violam o equilíbrio de forças”, em clara referência ao projeto dos EUA de instalação de um sistema de defesa antimísseis no Leste Europeu. Reivindicações territoriais contra a Rússia também são avaliadas como um perigo externo de guerra (o pleito japonês sobre as ilhas Curilas é um exemplo disso), assim como o terrorismo internacional.

Armas nucleares

O documento também revela que Moscou observará atentamente o cenário estratégico-militar em seu “exterior próximo”. Serão considerados perigos e ameaças militares à Rússia a instalação de contingentes militares de Estados e de organismos extrarregionais e a realização de exercícios militares com objetivos provocativos no território de seus vizinhos.

O texto atribui grande importância à articulação em matéria de segurança no âmbito da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO, na sigla em inglês), da Comunidade de Estados Independentes (CEI), da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e da Organização de Cooperação de Xangai (OCS), excluindo-se aqui a OTAN, que mereceu apenas uma breve menção entre as organizações com as quais a Rússia tentará desenvolver relações.

A nova doutrina militar reserva ainda o direito da Rússia de usar armas nucleares como resposta a um ataque com armas de destruição em massa contra o país, assim como no caso de agressão com armas convencionais que ameace a existência do Estado russo. Moscou adota a “política do primeiro uso” (first-use policy) de armas nucleares e adere à doutrina do ataque nuclear preventivo (nuclear preemptive strike).

Independência armamentícia

A proteção de cidadãos russos residentes no exterior contra ataques armados é uma das tarefas das forças armadas em tempos de paz. Isso poderá ensejar um maior intervencionismo do Kremlin em seu “exterior próximo”, sob o pretexto de proteger as minorias russas residentes nesses países. Com efeito, a proteção da população russa foi uma das justificativas de Moscou para atuar na guerra de agosto de 2008 contra a Geórgia.

Uma das tarefas atribuídas ao complexo militar-industrial é “garantir uma presença estratégica da Rússia no mercado mundial de produtos e serviços de alta tecnologia”. De fato, o país tem logrado manter uma posição de destaque no mercado mundial de armamentos, respondendo por 25% de todas as exportações do setor entre 2004 e 2008.

Outro objetivo atribuído ao complexo militar-industrial é assegurar a independência tecnológica do país na produção de armas de importância estratégica. No entanto, a recente compra de porta-helicópteros franceses e de VANTs israelenses demonstra que a Rússia terá de contornar obstáculos de natureza financeira e técnica para alcançar esse objetivo.

A doutrina prescreve o avanço nos processos de negociação para o estabelecimento de sistemas regionais de segurança como uma das tarefas da Rússia no campo da cooperação político-militar. Reforça-se a proposta russa para um Tratado de Segurança Europeia em âmbito paneuropeu – o que tem encontrado fria recepção no Ocidente.

Retórica

Um documento tão fundamental como esse possui duas facetas: a orientação das Forças Armadas e o consumo externo. O texto da doutrina está repleto de mensagens cuidadosamente dirigidas a públicos específicos. A data de sua publicação (5 de fevereiro) é bastante simbólica, coincidindo com o início da 46ª Conferência de Segurança de Munique. O texto alude frequentemente à cooperação com organizações em que Moscou é influente (CSTO, OCS e CEI), enquanto as citações à OTAN são muito mais tímidas.

Para Marcel de Haas e Richard Weitz, as referências à OTAN demonstram que a nova doutrina reafirma os valores da Guerra Fria. Essa afirmação carece de fundamento, já que a Rússia apenas faz tais referências à Aliança Atlântica como reação a uma situação geopolítica concreta em que a OTAN – esta, sim, produto da Guerra Fria – está aproximando sua infraestrutura militar das fronteiras russas, causando apreensão no Kremlin. Se a retórica da OTAN é de parceria com a Rússia, como se justifica a sua expansão para o Leste?

O conteúdo mais assertivo da doutrina é reflexo da ressurgência global da Rússia. O aumento das despesas militares representa a intenção de retomar os investimentos na infraestrutura militar russa – que sofreu um sucateamento nos anos 1990 –, e não um movimento de militarização para a adoção de posturas intervencionistas no cenário internacional, como defendem alguns analistas.

*Bruno Quadros e Quadros é analista internacional, bacharel em relações internacionais pelo Centro Universitário Curitiba (Unicuritiba)

Fonte:  Opera Mundi

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Defesa Sistemas de Armas

Exército do Chile contrata recuperação dos Puma

O ECh contratou à SC Eurocopter Rumania AS (filial romena da Eurocopter, situada em Brasov) a recuperação de três helicópteros SA330L Puma, cujos primeiros exemplares começaram a ser recebidos a partir de 1972, e que já estão fora de serviço após um prolongado período cumprindo missões em proveito da MINUSTAH, força da ONU empregada para a estabilização do Haiti.

As aeronaves em questão possuem as matrículas UN-133, -134 e -135(respectivamente 263, 264 e 261 no ECh).

(Juan Carlos Cicvalesi e Santiago Rivas)


Fonte: Segurança & Defesa

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Geopolítica

Batalhão alemão assume guarnição no leste da França

AE – Agência Estado

Pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), forças de combate da Alemanha estão estacionadas na França, como parte de uma iniciativa para demonstrar que as duas potências da União Europeia (UE) deixaram para trás os ódios do passado. Um batalhão alemão em uma brigada militar franco-alemã assumiu oficialmente hoje um posto de guarnição na França.

Os ministros da Defesa francês, Alain Juppé (dir.) e alemão, Karl-Theodor zu Guttenberg, lideraram a cerimônia

Foto: Reuters

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, participaram da cerimônia. A brigada franco-alemã, com 6 mil soldados, foi criada em 1989, mas até 2010 nenhuma força alemã havia sido estacionada na França, ao contrário da presença de tropas francesas no país vizinho, um legado da ocupação nos pós-guerra da antiga Alemanha Ocidental.

O gesto simboliza, segundo os dois países, o reforço de cooperação

Foto: Reuters

Em um cúpula bilateral na cidade alemã de Friburgo, Merkel creditou a Sarkozy o mérito por receber as forças de combate da Alemanha. “Que possamos dizer hoje que soldados alemães são bem-vindos na França, depois dos crimes alemães cometidos pelo regime nazista, é um símbolo muito poderoso que mostra muito bem a nossa cooperação”, disse a chanceler alemã. Sarkozy afirmou que a brigada “era considerada como uma instalação francesa na Alemanha” e disse que precisa haver mais equilíbrio entre “duas nações soberanas, duas nações pacíficas, dois países que são fundadores da Europa”.

Batalhão alemão da Brigada franco-alemã foi estacionado em território francês, na cidade de Estrasburgo (Alsácia)

Foto: Reuters

“Para todo o povo francês, a chegada de soldados alemães a nosso território é um novo sinal da profundidade da nossa amizade e o desejo de afiançar definitivamente a amizade dos povos francês e alemão”, disse o mandatário da França. Os efetivos do batalhão de infantaria 291 da Alemanha começaram a ser transladados em abril para uma base francesa em Illkirch, perto de Estrasburgo, mas hoje os soldados foram autorizados a portar armas, disse o porta-voz do ministério da Defesa da França, Laurent Tesserie. Metade dos 600 soldados alemães já se instalou no quartel. As informações são da Associated Press.

Fonte:  Estadão


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Espaço Tecnologia

Rússia quer construir nave espacial para destruir o lixo espacial

A Rússia quer investir 2.000 milhões de dólares num programa para “limpar” lixo que rodeia o nosso planeta.  A corporação espacial russa Energia pretende fazer isso  com ajuda duma nave  de propulsão nuclear que “empurrará” cerca de 600 satélites velhos fora da sua órbita, forçando-os  a voltar para a Terra. Aqueles que não se queimarem na atmosfera vão cair no mar.

O ambicioso projeto foi revelado há dias e prevê que a embarcação seja construída e testada em 2020, para entrar em serviço até 2023.  “A empresa se comprometeu a limpar o espaço em dez anos, ao recolher cerca de 600 satélites em desuso na órbita geoestacionária,  afogando-os depois no oceano”, assegurou Victor Sinyavsky,o porta-voz da empresa russa.

A empresa também disse que desenvolve um “interceptor de espaço” que seria capaz de remover todos os objetos perigosos (cometas e asteróides), que estão em rota de colisão com a Terra, dos confins do sistema solar, escreve Xinhua.
O aumento constante do lixo espacial já deixou sem uso muitas órbitas a tornarem-se perigosas, devido às peças dos ex-satélites que ameaçam novos aparelhos.  O primeiro incidente  já tinha sido registrado em 2009  entre um velho satélite russo, agora em desuso, e outro americano da rede de telecomunicações Iridium.
Energia não forneceu detalhes específicos sobre como exatamente  operaria o novo navio, mas o uso de motores nucleares e a longa duração da missão faz sugerir que este seja um novo conceito que poderia envolver o uso de tecnologias completamente novas.
Ele especula que a nave use uma grande rede para capturar o lixo (um método também desenvolvido  pelos americanos), mas parece muito mais provável,  segundo os dados já conhecidos, que a técnica trate de  empurrar os satélites antigos para fazê-los entrar em órbita instável  e cair na Terra.

Fonte:  Pravda

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Rússia fornecerá ao Cazaquistão 10 baterias com mísseis S-300

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A Rússia fornecerá ao Cazaquistão a partir do ano que vem até dez baterias com mísseis S-300 PMU1, anunciou nesta sexta-feira o secretariado do Conselho de ministros da Defesa dos países-membros da pós-soviética Comunidade dos Estados Independentes (CEI).

“As provisões começarão em 2011 como doação a partir das reservas do Ministério da Defesa da Rússia”, disse um porta-voz do secretariado à agência “Interfax”.

Acrescentou que a entrega das baterias de mísseis, fabricadas pelo consórcio Almaz-Antei, será realizado no marco do sistema conjunto de defesa antiaérea que ambos os países acertaram criar recentemente.

Previamente, a porta-voz do ministro da Defesa da Rússia, Irina Kovalchuk, tinha informado que Moscou tinha a intenção de fornecer baterias S-300 a Astana e assinalou que ambos os Governos estavam definindo os documentos contratuais.

Fonte: Terra