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Fuzileiros e Exército Brasileiro, do Rio ao Haiti

Depois de ser arrasado por um terremoto que matou mais de cem mil pessoas e passar uma epidemia de cólera que assola o país desde outubro, os haitianos foram às urnas para escolher o sucessor do presidente René Préval, que não foi candidato à reeleição.

O resultado parcial foi divulgado esta semana, provocando protestos por parte dos partidários do cantor e candidato à presidência Michel Martelly, que não passou para o segundo turno. A ex-primeira-dama Mirlande Manigat, ficou com 30% dos votos váidos e o candidato Jude Celestin, apoiado pelo atual presidente, obteve cerca de 22% dos votos.

Conselho Eleitoral Provisório (CEP) do Haiti anunciou que revisará  os resultados  das eleições.

Nota

Os integrantes da Força de paz comandada pelo Brasil estão efetuando operações de dispersão de disturbios civis, as imagens são do Último Segundo e apresentam os militares brasileiros em operação.

Em uma das fotos é possível notar além dos URTU II o veículo AV-VBL Guará.

E.M.Pinto

Fonte: Último Segundo

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GERINGONÇAS DO VIETNAM E REFUGOS DA UNIÃO EUROPÉIA

http://4.bp.blogspot.com/_WU2hNNpYFZk/TFX-_lfmABI/AAAAAAAAAAU/BPN1ZMR_CCg/s1600/m113.jpgM 113

Sugestão: Cel.  Paulo Ricardo da Rocha Paiva Para o Plano Brasil

Publicado no “Gazeta do Sul” em 3 de dezembro de 2010

Alguém já parou para pensar neste atraso de vida? As viaturas blindadas de transporte de pessoal (VBTP), que nossos filhos e netos estão pilotando e sendo transportados nas unidades da “Brigada Niederauer”, são aqueles mesmos M- 113 aqui chegados em 1972, sobras da guerra perdida pelos EUA no sudeste asiático.
Em verdade, estas verdadeiras geringonças, que só estão serpenteando ainda graças ao esforço inaudito de um punhado de profissionais de valor, deveriam estar aposentadas já nos meados dos anos 80 quando a MOTO PEÇAS S/A lançou o protótipo do CHARRUA, um modelo com melhor desempenho das destinações: transporte de pessoal, combate de fuzileiro, anticarro, comando, comunicações e ambulância, atribuídas no Vietnam aos seus predecessores.

http://www.defesanet.com.br/imagens/defesanet/rv/blindados/foto15.jpgMotopeças S/A Charrua

O crítico derrotista vai contrapor de imediato que hoje o CHARRUA já estaria ultrapassado. Ele não é capaz de visualizar que na esteira de um projeto, desde que bem sucedido, teriam sido lançados seus homônimos mais avançados nas versões II, III, etc, tudo de molde a prolongar uma revitalização capaz de manter em reais condições de emprego as unidades da Força Terrestre dotadas com este material.

http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2009/12/Desembarque-Leopard-1A5-foto-gde-3-CMS-via-defesanet.jpgLeopard 1A5

Raciocínio semelhante pode ser feito para os carros de combate da cavalaria da “Divisão Encouraçada”, com o “OSÓRIO” e o “TAMOYO” que bem poderiam estar ocupando o lugar dos “LEOPARD”, os quais, comprados na União Européia, só enriqueceram os cofres alheios, deixando de constituir o sustento de tantos brasileiros, dispensados que foram de seus empregos na ENGESA e na BERNARDINI. Como aspirar uma cadeira cativa no Conselho de Segurança da ONU, tão fragilizados e tão dependentes? Quanta petulância,
durma-se com um barulho destes, que grande piadão! Vamos segurar o que quando os todo-poderosos resolverem chutar o balde?

Engesa EET-1 Osório

http://www.mainbattletanks.czweb.org/Tanks/tamoyo.jpg

Bernadini MB-3  Tamoyo

O Exército, que não se duvide, hoje, só está em condições de cumprir missões de paz, e isto com restrições de toda monta, com nossas regiões militares, batalhões logísticos e parques de manutenção fazendo o possível e o impossível para deixar em condições o material/equipamento necessário para uma mobilização satisfatória dos contingentes destacados no exterior.

Acontece que, alçado como a 8ª (alguns já o consideram a 5ª) potencia econômica mundial, as riquezas entesouradas, agora não apenas as da grande região norte mas também as da chamada “amazônia azul”, estão fazendo aflorar ameaças que, antes escamoteadas, atualmente já são parte do cotidiano das tensões internacionais,f azendo-se necessário medidas emergenciais e urgentes, fora do padrão convencional, para reaparelhamento/fortalecimento não só do EB mas também das demais Forças Armadas.
Que o próximo governo não se engane: é preciso muito mais do que os 36 caças e os 5 submarinos que Sarkozy quer negociar conosco.

Para dissuadir os que nos ameaçam, ou se investe pesadamente em uma indústria de material bélico compatível com a atual projeção do Brasil no contexto da comunidade internacional ou vamos amargar seriamente humilhações, com perigo, inclusive, de mutilações em nossa integridade territorial e de estreitamento do mar territorial que nos cabe por direito.

Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de Infantaria e Estado-Maior

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Portugal dá status de embaixada à missão palestina no país

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Portugal elevou o status da representação diplomática palestina baseada no país, reconhecendo-a como uma embaixada.

O governo português afirma, no entanto, que a mudança de status – já promovida também por França e Espanha – não significa o reconhecimento do Estado palestino, conforme relata a correspondente da BBC em Lisboa, Alison Roberts.

Já no caso da França, o governo havia anunciado em julho que sua decisão de elevar o status da delegação geral palestina era um incentivo ao avanço das negociações por um Estado palestino até 2012.

Nos últimos dias, Brasil, Argentina e Uruguai emitiram comunicados dizendo que reconhecem o Estado palestino dentro das fronteiras de 1967 (antes de a Cisjordânia e a faixa de Gaza serem ocupadas por Israel, na Guerra dos Seis Dias).

No caso brasileiro, um comunicado do Itamaraty informava que o reconhecimento era uma resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um pedido feito por carta pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

Na ocasião, a Chancelaria brasileira disse que a decisão – elogiada pelos palestinos e criticada por Israel – foi “mais uma sinalização política” do que uma mudança prática.

O passo foi considerado “contraproducente” pelos EUA, que tentam reavivar as negociações de paz israelo-palestinas. No entanto, os esforços americanos para que Israel congelasse seus assentamentos na Cisjordânia – passo tido como crucial para as negociações – não deram frutos.

Credenciais

Nesta sexta-feira, o presidente português, Aníbal Cavaco Silva, recebeu as credenciais do embaixador palestino, Mufeed M. Shami, segundo o site da Presidência portuguesa.

A correspondente Roberts explica que, em geral, o reconhecimento de uma embaixada pelo país-sede constitui o reconhecimento do Estado que abriu a missão diplomática.

Mas a decisão portuguesa não implica o reconhecimento de um Estado palestino, segundo a Chancelaria do país ibérico.

Os palestinos, por sua vez, dizem que, caso não haja avanços nas negociações com Israel, levarão a petição de criação de seu Estado diretamente ao Conselho de Segurança da ONU.

Fonte: BBC Brasil

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Iniciadas as entregas do Puma

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No dia 6 de dezembro, a Krauss-Maffei Wegman (KMW) e a Rheinmetall entregaram à entidade do governo alemão encarregada da aquisição de material militar, a BWB, os dois primeiros exemplares do Veículo de Combate de Infantaria Puma (Foto: KMW). O evento marcou o início das entregas dos 405 exemplares encomendados para as Forças Armadas alemães.

Fonte: Segurança&Defesa

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Primeiro voo do Armed Aerial Scout 72X TDA (Technical Demonstration Aircraft)

http://www.segurancaedefesa.com/AAS72X.jpg

A EADS North America anunciou ter realizado o primeiro voo do segundo protótipo da série de três Aeronaves de Demonstração Técnica (TDA) Armed Aerial Scout 72X (foto: EADS North America).

O voo aconteceu em Grand Prairie, Texas, e teve a duração de 40 minutos. O AAS-72X está sendo desenvolvido por um consórcio liderado pela EADS North America e que inclui a Lockheed Martin, a Eurocopter e a American Eurocopter.

Fonte: Segurança&Defesa

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A França oferecerá à Índia uma versão maior do submarino Scorpène convencional

A França oferecerá à Índia uma versão maior do submarino Scorpène convencional, movido a energia elétrica gerada a partir de óleo Diesel (SSK), por um contrato de 5 bilhões de dólares (300 bilhões de rúpias) por seis submarinos. Essa é a maior encomenda por submarinos convencionais do mundo.

Declarando isso, Patrick Boissier, Presidente e CEO da construtora naval francesa DCNS, confirmou que o design do submarino Scorpène atual pode ser alongado com a adição de mais seções, incluindo um sistema de Propulsão Independente de Ar (Air-Independent Porpulsion – AIP).

Boissier era parte da delegação comercial em visita a Nova Delhi com o Presidente francês Nicolas Sarkozy. A Índia já está construindo seis submarinos Scorpène na estatal Mazagon Dock ltd sobe um contrato de 180 bilhões de rúpias assinado com a França em 2005.

Ano passado, a Marinha Indiana expediu Pedidos de Informação (Requests for Information – RFIs) a distribuidores globais para seis submarinos da classe Project 75I, independentes do contrato de 2005.

A DCNS respondeu aos RFIs da Marinha em Setembro passado. No próximo ano, a Marinha deve emitir seus Pedidos por Proposta (Requests for Proposal – RFPs), que irão definir o tamanho dos submarinos e demais parâmetros críticos. Oficias da Marinha dizem que o contrato para o primeiro P75I deve ser assinado por volta de 2012-13.

Espera-se que os submarinos Project P75I sejam maiores que os da classe Scorpène, de 1800 toneladas, e permitam a montagem de sistemas AIP, propiciando maior tempo de permanência submersos e viabilizando a instalação de mísseis para ataque em terra.

Oficias da Marinha Indiana dizem que a comunalidade de componentes significará que a segunda linha de seis Scorpène será mais barata do que a de qualquer concorrente, embora não esteja clara a dimensão dessa economia. Os dois primeiros submarinos serão construídos no estaleiro estrangeiro que ganhar o contrato, os três seguintes, na MDL, e o último na Hindustan Shipyard Limited, recentemente adquirida pelo Ministério da Defesa.

Os submarinos serão construídos simultaneamente na Índia e fora dela para assegurar sua rápida adição à Frota. Isso ocorre porque a Marinha encara o rápido encolhimento de seu ramo de submarinos. Nenhum submarino foi adicionado na última década.  Dos 18 em 2000, a Marinha vê-los reduzidos a 14 e começará a aposentar as 10 embarcações russas da classe Kilo a partir de 2015. O programa de submarinos Scorpène está atrasado em quatro anos. Espera-se que o primeiro deles junte-se à Marinha apenas em 2015.

O programa indiano de longo prazo de construção de submarinos, concebido em meados dos anos 1990, prevê a construção de 24 submarinos nas próximas duas décadas.

Tradução: Felipe Medeiros

Fonte: Alide

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Defesa Opinião

As compras da Defesa

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Sugestão: SantaCatarinaBR

Lendo os posts no blog do LN, reparei uma certa dose de paranóia referente as aquisições militares do Brasil, as vezes parece que eu estou lendo colocações da época da guerra fria, tipo compraremos dos franceses por que eles não são o Império (USA), ou vamos adquirir da Rússia (a URSS acabou há 20 anos, é um pais capitalista hoje, tanto ou mais que os USA), chega a ser estranho, coisas sem pé nem cabeça, tipo estadão ou folha de são paulo.

A area de defesa é técnica e politica, com sérias intercorrencias economicas, não é ideologica, é doutrinária.

O mais engraçado é que as pessoas falam dos americanos, franceses (europeus) e russos, e não sabem que a atual estrutura de defesa do Brasil está mais ligada a Israel do que a qualquer outro país. Portanto coloco ao debate os seguintes fatos, não viagens pseudo-ideológicas ou Catanhedices:

Programa da FAB, referente a VANTs (veiculos aereos não tripulados), em conjunto com a Policia Federal – escolhido e em testes pela PF e pela FAB na Base Aerea de Santa Maria – Hermes 450 da Elbit (israelense).

Programa A1 (AMX) – revitalização de 53 vetores da aviação de ataque da FAB:

– RWR, Softwares,ESM,- Elisra (Israel)

– Glass cockpit, plataformas,computadores de missão e integração – Elbit

– Sistema de designação de alvos – Litening III – Elbit/Rafael (Israel)

– Sistema de Guerra Eletronica (interferidor ativo) Skyshield da Rafael

– Sistema de reconhecimento all-weather – Reccelite da Rafael

Todos os sistemas são compativeis com a modernização dos F-5E para M, e para os A-29B Super Tucano, pois a arquitetura montada pela Aeroeletronica, de Porto Alegre, subsidiaria da Elbit é modular e comum a todos os vetores.

Programa C-95 – o idoso “Bandeirante”, esteio da FAB em transporte de pequenas cargas: toda a avionica será da Elbit (desenvolvida em POA)

Misseis utilizados pela FAB:

Para o F-5M – Derby (AAM/BVR) missil ar-ar ativo para combate alem do campo visual- fabricante: Israel ; Python 3  missil infravermelho para combate próximo (WVR) fabricado por, advinhem, Israel.

Amanhã, caso haja interesse, descreverei a continuação: temos outros misseis, bombas,radares,sistemas de software – na Marinha, no Exército.

Se preocupem menos com a “stars and stripes”, olhem um pouco para a estrela de Davi.

FONTE: Blog Luiz Nassif

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Geopolítica Opinião

Umberto Eco: O contragolpe no Grande Irmão

http://4.bp.blogspot.com/_o8P8XdllGwI/SxRihipTzAI/AAAAAAAAADc/QTOmNWqvkD4/s1600/david_goliath.jpgO caso WikiLeaks
Piratas vingadores e espiões em diligência

2/12/2010, Umberto Eco, Libération, Paris (traduzido em PresseEurop, Portugal)

Disseminado pelo pessoal da Vila Vudu e adaptado para o português brasileiro pelo Viomundo

O caso WikiLeaks tem uma dupla leitura. Por um lado, revela-se um escândalo aparente, um escândalo que só escandaliza por causa da hipocrisia que rege as relações entre os Estados, os cidadãos e a Comunicação Social. Por outro, anuncia profundas alterações a nível internacional e prefigura um futuro dominado pela recessão.

Mas vamos por partes. O primeiro aspecto revelado pelo WikiLeaks é a confirmação do fato de cada processo constituído por um serviço secreto (de qualquer nação) ser composto exclusivamente por recortes de jornal.

As “extraordinárias” revelações norte-americanas sobre os hábitos sexuais de Berlusconi apenas relatam o que há meses se anda a ler em qualquer jornal (exceto naqueles de que Berlusconi é proprietário), e o perfil sinistramente caricatural de Kadhafi era já há muito tempo matéria para piadas dos artistas de palco.

A regra segundo a qual os processos secretos não devem ser compostos senão por notícias já conhecidas é essencial à dinâmica dos serviços secretos, e não apenas neste século. Se for a uma livraria consagrada a publicações esotéricas, verá que cada obra (sobre o Graal, o mistério de Rennes-le-Château, os Templários ou os Rosa-Cruz) repete exatamente o que já tinha sido escrito nas obras precedentes. E isso não apenas porque o autor de textos ocultos não gosta de fazer investigações inéditas (nem sabe onde procurar notícias sobre o inexistente), mas porque os que se dedicam ao ocultismo só acreditam naquilo que já sabem e que confirma o que já tinham aprendido.

É o mecanismo do sucesso de Dan Brown. E vale para os arquivos secretos. O informador é preguiçoso, e preguiçoso (ou de espírito limitado) é o chefe dos serviços secretos (caso contrário, podia ser, quem sabe, editor do Libération), que não reconhece como verdade a não ser aquilo que reconhece. As informações ultrassecretas sobre Berlusconi, que a embaixada norte-americana em Roma enviava ao Departamento de Estado, eram as mesmas que a Newsweek publicava na semana anterior.

Então porquê tanto barulho em torno das revelações destes processos? Por um lado, dizem o que qualquer pessoa informada já sabe, nomeadamente que as embaixadas, pelo menos desde o final da Segunda Guerra Mundial e desde que os chefes de Estado podem telefonar uns aos outros ou tomar um avião para se encontrarem para jantar, perderam a sua função diplomática e, à exceção de alguns pequenos exercícios de representação, transformaram-se em centros de espionagem. Qualquer espectador de filmes de investigação sabe isso perfeitamente e só por hipocrisia finge ignorar.http://portalmaritimo.files.wordpress.com/2010/12/tiro-no-pc3a9.jpg?w=253&h=213

No entanto, o fato de ser exposto publicamente viola o dever de hipocrisia e serve para estragar a imagem da diplomacia norte-americana. Em segundo lugar, a ideia de que qualquer pirata informático possa captar os segredos mais secretos do país mais poderoso do mundo desfere um golpe não negligenciável no prestígio do Departamento de Estado. Assim, o escândalo põe tanto em cheque as vítimas como os “algozes”.

Mas vejamos a natureza profunda do que aconteceu. Outrora, no tempo de Orwell, podia-se conceber todo o poder como um Big Brother, que controlava cada gesto dos seus súbditos. A profecia orwelliana confirmou-se plenamente desde que, controlado cada movimento por telefone, cada transação efetuada, hotéis utilizados, autoestradas percorridas e assim por diante, o cidadão se foi tornando na vítima integral do olho do poder. Mas quando se demonstra, como acontece agora, que mesmo as catacumbas dos segredos do poder não escapam ao controle de um pirata informático, a relação de controle deixa de ser unidirecional e torna-se circular. O poder controla cada cidadão, mas cada cidadão, ou pelo menos um pirata informático – qual vingador do cidadão –, pode aceder a todos os segredos do poder.

Como se aguenta um poder que deixou de ter a possibilidade de conservar os seus próprios segredos? É verdade, já o dizia Georg Simmel, que um verdadeiro segredo é um segredo vazio (e um segredo vazio nunca poderá ser revelado); é igualmente verdade que saber tudo sobre o caráter de Berlusconi ou de Merkel é realmente um segredo vazio de segredo, porque releva do domínio público; mas revelar, como fez o WikiLeaks, que os segredos de Hillary Clinton são segredos vazios significa retirar-lhe qualquer poder. O WikiLeaks não fez dano nenhum a Sarkozy ou a Merkel, mas fez um dano enorme a Clinton e Obama.

Quais serão as consequências desta ferida infligida num poder muito poderoso? É evidente que, no futuro, os Estados não poderão ligar à Internet nenhuma informação confidencial – é o mesmo que publicá-la num cartaz colado na esquina da rua. Mas é também evidente que, com as tecnologias atuais, é vão esperar poder manter conversas confidenciais por telefone. Nada mais fácil do que descobrir se e quando um Chefe de Estado se desloca de avião ou contatou um dos seus colegas. Como poderão ser mantidas, no futuro, relações privadas e reservadas?

Sei perfeitamente que, no momento, a minha visão é um pouco de ficção científica e, por conseguinte, romanesca, mas vejo-me obrigado a imaginar agentes do governo a deslocar-se discretamente em diligências de itinerários incontroláveis, portadores de mensagens que têm de ser decoradas ou, no máximo, escondendo as raras informações escritas na sola de um sapato. As informações serão conservadas em cópia única, em gavetas fechadas à chave: afinal, a tentativa de espionagem do Watergate teve menos êxito do que o WikiLeaks.

Já tive ocasião de escrever que a tecnologia avança agora a passo de caranguejo, ou seja para trás. Um século depois de o telégrafo sem fios ter revolucionado as comunicações, a Internet restabeleceu um telégrafo com fios (telefônicos). As fitas de vídeo (analógicas) permitiram aos investigadores de cinema explorar um filme passo-a-passo, andando para trás e para diante, descobrindo todos os segredos da montagem; agora, os CD (digitais) permitem saltar de capítulo em capítulo, ou seja por macro porções. Com os trens de alta velocidade, vai-se de Roma a Milão em três horas, enquanto, de avião, com as deslocações que implica, é necessário três horas e meia. Não é, pois, descabido que a política e as técnicas de comunicação voltem ao tempo das carruagens.

Uma última observação. Antes, a imprensa tentava compreender o que se tramava no segredo das embaixadas. Atualmente, são as embaixadas que pedem informações confidenciais à imprensa.

Fonte: Viomundo

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Brasil prestes a fechar acordo para aeronave de reabastecimento A330

http://cavok.com.br/blog/wp-contents/uploads/2010/12/A330_FSTA_.jpg

Após emitir uma solicitação para propostas em setembro, a requisição KC-X para uma aeronave de transporte/reabastecimento aéreo para Força Aérea Brasileira toma um novo rumo. Apesar das previsões iniciais de ter a participação de pelo menos três competidores, fontes em Brasília indicam que a aeronave A330 MRTT (Multi-Role Tanker Transport) da Airbus Military poderá ser selecionada antes do final do ano.

Lançado no começo da década para substituir as quatro aeronaves de reabastecimento aéreo/transporte Boeing KC-137 (707) da FAB, os quais tem tidos baixos índices de disponibilidade nos últimos anos, o programa KC-X foi acelerado este ano.

Problemas com as plataformas de transporte aéreo de longa distância da FAB foram aumentados pela utilização das aeronaves em voos de ajuda humanitárias após o terremoto no Haiti no começo desse ano. Além disso algumas aeronaves não puderam participar do exercício Cruzex V realizado no mês de novembro em Natal.

No entanto, foi o modelo utilizado como transporte presidencial em longas distâncias que acelerou o plano do governo de buscar um substituto. O Brasil adquiriu um Airbus A319CJ em 2005, mas este não satisfez as exigências de alcance e capacidade de lugares para as viagens de longas distãncias do atual presidente.

Com uma imediata solicitação para duas aeronaves de reabastecimento/transporte e uma opção para uma terceira aeronave, o programa KC-X do Brasil terá uma aeronave reconfigurada para as tarefas de transporte presidencial.

A FAB originalmente espera que a Airbus faça uma proposta baseada em seu projeto MRTT baseado no A330-200, enquanto a Boeing e a Israel Aerospace Industries – a última em parceria com a VEM/TAP do Brasil – submetam ofertas baseadas em 767 modificados. No entanto, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou que a seleção será finalizada no final desse mês.

Fonte: Flight Global – Tradução: Cavok

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Força Aérea Brasileira seleciona UAV Hermes 450 da Elbit

http://cavok.com.br/blog/wp-contents/uploads/2010/12/cnot_6424.jpg

A Força Aérea Brasileira (FAB) selecionou o Sistema Hermes 450 da israelense Elbit para uma requisição operacional de dois iniciais veículos aéreos não tripulados (VANTs) e uma estação de controle terrestre. Um contrato deve ser assinado no começo de 2011 após alguns detalhes que ainda devem ser finalizados.

No ano passado, a FAB lançou um programa visando definir os requerimentos operacionais futuros para as aeronaves não tripuladas. A Aeroeletronica, subsidiária brasileira da Elbit ficou responsável pela demonstração do modelo Hermes 450.

O programa permitiu que a FAB pudesse desenvolver capacidades de tecnologia independente na operação de um avançado sistema VANT.

A Elbit se estabeleceu em Porto Alegre, RS, junto a Aeroeletronica após avaliar o mercado potencial de sistemas não-tripulados na América Latina. A empresa atualmente emprega 180 funcionários.

A Elbit não quis comentar sobre a seleção do VANT tático projetado no Brasil.

Fonte: Flight Global – Tradução: Cavok

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Cooperação Brasil – África do Sul: dados CBERS

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Nesta quinta-feira (9/12), em Joanesburgo, durante o lançamento da Agência Espacial Sul-Africana (Sansa, na sigla em inglês), foi assinado o memorando de entendimento entre África do Sul, China e Brasil que permitirá a recepção naquele país das imagens do satélite sino-brasileiro Cbers-3, que deve ser colocado em órbita no final de 2011.

A iniciativa de proporcionar a países em desenvolvimento os benefícios do uso de dados de satélites começou a tomar forma em 2007, quando Brasil e China lançaram o programa “Cbers for Africa”. Desde então, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável no Brasil pelo Programa Cbers, tem firmado cooperações para instalar infraestrutura de recepção de dados de satélites em todo o continente africano.

O memorando agora assinado é destinado à recepção e distribuição na África do Sul e beneficiará também Angola, Botsuana, Lesoto, Moçambique, Suazilândia, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe.

As informações geradas por satélites, como dados de desmatamento, de áreas agrícolas e sobre o crescimento de áreas urbanas, são essenciais para construir um planeta sustentável. “Além dos dados de satélite, o Brasil, através do Inpe, está comprometido em compartilhar seus softwares livres para processamento de imagens e, também, a experiência e tecnologia na observação da Terra com outras nações em desenvolvimento”, afirmou Jose Teixeira da Matta Bacellar, do Inpe, no lançamento da Sansa.

Fonte: INPE via Panorama Espacial

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Geopolítica

Brasil pode participar de libertação de reféns das Farc

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O Brasil está disposto a colaborar na libertação de cinco reféns, anunciada pela guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), revelou nesta quinta-feira (9) o porta-voz da Cruz Vermelha colombiana, Pascal Jaquier.

– Fizemos contatos preliminares com o Brasil e recebemos uma resposta positiva. O Brasil está disposto a colaborar no processo.

A Cruz Vermelha ainda não recebeu o “requerimento oficial” do governo colombiano e das Farc “para participar do processo”, mas “como sempre, esta à disposição”, acrescentou Jaquier.

A guerrilha anunciou que libertará os cinco reféns e os entregará à ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, mas não definiu uma data. Jaquier não quis definir prazos, afirmando que esses processos “levam tempo”.

Se confirmada, essa seria a terceira participação do Brasil em libertações das Farc na Colômbia. Em duas ocasiões, as Forças Armadas brasileiras forneceram helicópteros e tripulações para buscar reféns na selva.

Piedad, que foi cassada por seus vínculos com as Farc, participou de 14 libertações de reféns desde 2008, com o apoio da Cruz Vermelha e da Igreja Católica. No começo de novembro, ela foi destituída pelo Congresso depois que a Procuradoria (Justiça administrativa) a sancionou com 18 anos de inelegibilidade ao considerar que a ex-senadora ultrapassou o papel de mediadora em libertações de reféns das Farc.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, autorizou nesta quinta-feira a participação de Piedad no processo e assegurou que o governo dará garantias de segurança para que as libertações ocorram.

Os reféns que devem ser libertados são o major da polícia Guillermo Solórzano, o cabo do Exército Salín Sanmiguel, o infante da Marinha Henry López Martínez e os vereadores Marcos Vaquero e Armando Acuña, sequestrados entre 2007 e 2010.

Fonte: R7