Defesa & Geopolítica

Moscou pede a Otan que explique plano de defesa da Polônia e países bálticos

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EFE  —  O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, pediu nesta quinta-feira explicações à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre o plano de defesa da Polônia e das repúblicas bálticas diante de uma possível agressão russa, que foi revelado pelo site WikiLeaks.

“Com uma mão a Otan fecha conosco um acordo sobre cooperação conjunta e com a outra decide que é preciso se defender. Quando a Aliança é mais sincera? Fizemos esta pergunta e esperamos resposta”, declarou Lavrov, citado por agências russas.

O ministro ressaltou que a “Rússia tem direito” de pedir explicações à Otan sobre o plano elaborado depois do alerta causado pela guerra russo-georgiana pelo controle da separatista Ossétia do Sul, em agosto de 2008.

A Chancelaria russa já havia expressado esta semana sua “perplexidade” pelos planos aliados, “mais ainda, quando na cúpula Rússia-Otan, foi adotada há pouco uma declaração conjunta na qual se diz com clareza que a segurança dos países da Aliança e da Rússia é interdependente”.

O embaixador russo na Otan, Dmitry Rogozin, pediu à Otan que suspenda o plano denominado “Eagle Guardian” (Águia Guardiã) para a Polônia e as três repúblicas bálticas (Estônia, Letônia e Lituânia).

Outra fonte militar informou à agência russa “Interfax” que o plano aliado de defesa dos bálticos e Polônia não era um segredo para Moscou, já que tem vários anos de existência.

A esse respeito, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, destacou nesta quinta-feira a positiva cooperação que a Aliança mantém com a Rússia, agora que ambas as partes já não representam uma ameaça recíproca.

Segundo os documentos vazados pelo WikiLeaks, a Otan elaborou em janeiro passado um plano de defesa da Polônia e das três repúblicas bálticas (Estônia, Letônia e Lituânia) diante de um possível ataque russo.

No marco desse plano, a Aliança estaria disposta a desdobrar nesses territórios até nove divisões aliadas dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e da própria Polônia, aos quais se somariam navios americanos e britânicos, e tropas de assalto que desembarcariam em portos poloneses e alemães.

Recentemente, a Chancelaria russa criticou os EUA por desdobrarem mísseis Patriot na Polônia a apenas 60 quilômetros de Kaliningrado, embora reconheça que não representam uma ameaça para sua segurança.

Moscou propôs à Otan a assinatura de um acordo vinculativo que limite a presença de tropas e armamento pesado no território dos novos países-membros da Aliança, ou seja, os antigos membros do Pacto de Varsóvia (Polônia, Romênia, Bulgária, República Tcheca e Eslováquia) e os bálticos.

Fonte:  Terra

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