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Fotos do Dia Inteligência

Nave espacial completa missão secreta de nove meses e retorna à Terra

REUTERS  —   Uma versão automática e miniaturizada de um ônibus espacial, lançada de Cabo Canaveral em  abril, completou sua missão  militar secreta de nove meses e deve pousar nesta semana, informam representantes da Força Aérea dos EUA.

O aparelho, conhecido como Veículo Orbital de Teste ou X-37B, deve descer na Base Vandenberg da Força Aérea, na Califórnia, entre sexta-feira e segunda, dependendo das condições meteorológicas e de questões técnicas.

O projeto, iniciado pela Nasa nos anos 90 e depois encampado pelos militares, tem o objetivo de testar tecnologias para uma futura geração de ônibus espaciais.

Ilustração mostra possível configuração da nave robótica em órbita. Divulgação/Nasa

Os militares encaram o avião espacial como um meio de teste de equipamentos, sensores e materiais no espaço, para possível incorporação em sistemas ativos.

A Força Aérea impôs um black-out noticioso nas atividades realizadas pelo X-37B enquanto o aparelho esteve em órbita, embora a nave tenha sido acompanhada por amadores que fazem o rastreamento de objetos na órbita da Terra.

Fonte:  Estadão

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Geopolítica

A imagem dos EUA, que Obama havia levantado, sai abalada após vazamentos do WikiLeaks

Luís Bassets

Que pedrada na testa deu o pequeno David que é o WikiLeaks no Grande Irmão que tudo sabe e controla! Entende-se que o governo dos EUA tente minimizar os danos. Também que o sigam outros governos amigos, assim como algum dos veículos de mídia que não tiveram acesso à torrente de documentos apresentada pela organização de Julian Assange.

Mas quanto mais notícias forem surgindo dessa mina de informação mais difícil será ocultar o interesse público de seus conteúdos, assim como o volume de mossas e avarias que produz a revelação de segredos zelosamente guardados.

De cara, é preciso salientar que a diplomacia americana sai prejudicada desse desafio, como explicava Robert Baer, um ex-agente da CIA, nas páginas do “Financial Times”. Baer concentra sua avaliação de imperfeições nos canais de comunicação especiais que muitos chefes de Estado, sobretudo de países árabes, estabelecem com o presidente dos EUA, normalmente uma pessoa de confiança do mandatário estrangeiro.

Assange apertou o botão “reset”, e agora Washington terá de começar do zero nesse capítulo. Quem mais sabe sobre esses assuntos em nosso país, que é Javier Solana, já indicou que esse vazamento obrigará os diplomatas a mudar de métodos e hábitos de trabalho, coisa que também afeta numerosos cidadãos, empresários, jornalistas, juízes ou políticos, que deverão aprender uma nova cultura da cautela em seus contatos com diplomatas de todos os países.

Na observação de Solana há uma crítica implícita a usos que não correspondem à época em que vivemos. Não se trata só de uma má utilização das comunicações e de uma péssima blindagem por parte de uma superpotência que dá aulas sobre as ciberguerras do futuro; mas do estilo periclitante, impróprio do novo mundo globalizado e multipolar, com que ainda se movem alguns diplomatas.

Por enquanto, a publicação simultânea das primeiras notícias surgidas do arquivo do WikiLeaks obrigou o Departamento de Estado a mobilizar todos os seus recursos para amortizar o impacto e preparar-se para as sucessivas revelações.

Este é o quarto canhonaço dirigido aos EUA, em um bombardeio que vai aumentando de intensidade: o primeiro foi o vídeo “Assassinatos Colaterais”, com voz e imagens do ataque de metralhadora a um grupo de civis no Iraque a partir de um helicóptero militar americano; o segundo e o terceiro foram 90 mil e 400 mil documentos das guerras do Afeganistão e Iraque, respectivamente. Advertidos com vários dias de antecedência sobre a envergadura do quarto disparo, as embaixadas e os consulados em todo o mundo realizaram uma ação de amortização preventiva através de contatos em todos os níveis com os amigos e parceiros afetados pelas revelações.

Uma vez aberta a brecha por onde fluem as notícias, ocorreram simultaneamente duas reações contraditórias: uma minimizadora e outra ameaçadora. Mas a reação mais importante, que será discreta e inclusive desconhecida pelo grande público, será a reparação do veículo diplomático danificado. Ainda há uma avaria política maior e de reparo mais difícil, e é a que afeta o deslocamento do poder no mundo, assim como o futuro da superpotência americana.

O caudal de credibilidade e de prestígio internacionais que os EUA haviam recuperado graças a Obama, e que fazia parte do capital político mais apreciado desta presidência, está escapando a olhos vistos pela via aberta pelo WikiLeaks. Voltam os piores estereótipos, cultivados durante a Guerra Fria e recrudescidos com a presidência de Bush, através dessa brecha informativa que nos ilustra sobre a mentalidade, as formas de pressão e inclusive as vergonhosas expressões de arrogância de alguns diplomatas americanos, assim como a atitude deferente de suas contrapartes dos diversos países, incluindo espanhóis.

O Grande Irmão, em crescimento constante nos EUA e na Europa, tem uma versão muito pior e mais fiel ao modelo totalitário da Guerra Fria que inspirou George Orwell, o criador do personagem literário. Está em países como a China, onde o hipercontrole cibernético e audiovisual do cidadão se soma aos controles policial e militar tradicionais em uma ditadura clássica.

Que a rachadura não alcance ainda esta versão ainda mais tenebrosa e totalitária não é argumento para desqualificar as revelações sobre os EUA nem significa que não devam chegar até a China um dia. A tecnologia e a globalização farão também sua parte, esperemos que logo. Também o farão, sem dúvida, os novos poderes ou contrapoderes emergentes não estatais, surgidos da sociedade civil global e tecnológica, dos quais o WikiLeaks é apenas o primeiro e mais espetacular exemplar.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Fonte:  UOL

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Defesa

Exército atuará pela primeira vez como força de paz no Brasil, anuncia general

General Enzo Peri

Vladimir Platonow
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

O Exército vai atuar, pela primeira vez, como uma força de paz no Brasil, no Complexo do Alemão, nos moldes do que já vem fazendo no Haiti. O anúncio foi feito pelo comandante do Exército, general Enzo Peri, durante visita hoje (2) à região ocupada pelas forças militares no último fim de semana.

O militar disse que a missão não será estranha à Força, pois já é desempenhada fora do país. “Nós já fazemos ações policiais. Mas desse tipo, com essa magnitude, é a primeira”, observou.

O general Enzo afirmou que não teme algum tipo de problema, como já ocorrido em ações urbanas semelhantes. “Nós estamos preparados. Eles estão bem instruídos, eles são preparados”. Disse também que não teme qualquer desvio de conduta dos soldados, por conta de provocações de criminosos. “Nós estamos sempre atentos a isso tudo. O risco é inerente”.

O comandante do Exército informou que a situação de soldados que moram em comunidades e que estariam sendo ameaçados por traficantes está sendo investigada. “Nosso trabalho de inteligência está averiguando e definindo a extensão e profundidade [das ameaças]. Nós daremos a proteção necessária”, garantiu.

O comandante do Comando Militar do Leste, general Adriano Pereira Junior, que acompanhou a inspeção realizada pelo comandante do Exército, afirmou que a força dispões de oito mil homens em condições de atuar no conceito de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) – policiamento urbano – , e que estão prontos para reforçarem operações em outras favelas do Rio de Janeiro.

Fonte:  UOL

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Fotos do Dia Tecnologia

Atualizado: Voa na Rússia o segundo protótipo do helicóptero Mi-38

http://cavok.com.br/blog/wp-contents/uploads/2010/12/Mi38_Russia.jpg

O segundo protótipo do helicóptero Mi-38, projetado e fabricado pela Moscow Mil Helicopter Plant JSC e Kazan Helicopters JSC, voou pela primeira vez hoje, dia 2 de dezembro.

O helicóptero de tamanho médio para tarefa de carga e transporte Mi-38 é projetado pára transporte de passageiros (incluindo voos VIPs), carga, busca e salvamento, offshore e operações de avacuação médica.

O protótipo OP-2 segue os testes do primeiro protótipo, OP-1,mas foi modificado com sistemas hidráulicos e de combustível modernizados e com novas pás dos rotores. Foi também equipado com motores Pratt & Whitney Canada PW 127/TS e uma moderna suite de aviônica Tranzas IBKV-38 com cockpit no conceito glass.

Um terceiro protótipo deve ser fabricado antes do início da produção em série previsto para 2013.

Nota do Editor

Projeto totalmente novo e uma grande oportunidade de parceria, interessa a alguém?

E.M.Pinto

Atualização: Nosso Amigo Rustam de Moscow nos sugeriu estes 3 vídeos que reproduzimos aqui.



Fonte: CAVOK

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História

13 de dezembro – Dia do Marinheiro

Sugestão: Gérsio Mutti


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Fonte: Marinha do Brasil

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Fotos do Dia Tecnologia

O Rafale retomou seus vôos no Charles de Gaulle

Rafale

As nove aeronaves de combate Rafale F3 atualmente embarcadas no Charles de Gaulle retomaram os vôos ontem de manhã. As operações aéreas com essas aeronaves foram brevemente interrompidas após o acidente no último domingo, ocorrida com o Rafale M18. A aeronave, no início de uma missão de apoio aéreo no Afeganistão, caiu no mar perto do porta-aviões, a uma centena de quilômetros da costa do Paquistão.

A investigação prossegue para determinar as causas exatas do acidente, que não fez vítima, pois o piloto se ejetou antes que a aeronave atingisse a superfície da água.

O retorno dos Rafales da Marinha à operação confirma, contudo, que os militares excluem que o projeto do avião possa estar entre as causas; e o problema que ocorreu em 28 de novembro claramente não se aplica à frota de Rafale, mas apenas à aeronave perdida. Nota-se também que o acidente com o M18 não causou suspensão de vôo para os Rafales da Força Aérea.

Fonte: Meretmarine

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Defesa Fotos do Dia Sistemas de Armas

Voando o Eurofighter e o Rafale da França

http://www.france24.com/en/files/imagecache/aef_ct_article_image/article/image/fighter%20plane.jpgSugestão e Tradução: Justin Case para o Plano Brasil

O jornalista Apoorva Prasad, do FRANCE 24, “voa” em duas modernas aeronaves de caça, para uma comparação entre o Eurofighter (foto) e o francês Rafale, que recentemente esteve sob fogo do rei Hamad do Bahrein.

Por Apoorva PRASAD (texto)

“Lá está, no seu HUD, seu alvo terrestre!”

Uma caixa circunda a estação de energia nuclear, mostrando-me as grandes torres de refrigeração do alvo. No display colorido do lado direito, um close-up da imagem da usina apareceu. O avião estava em um mergulho suave: eu estava voando cada vez mais perto do chão a uma velocidade superior a 550 nós, minhas mãos segurando nervosamente a manete de potência e o manche. Ambos eram espessos, pretos e os senti sólidos ao empunhá-los. Formas escuras surgiram na imagem da superfície. Linhas verdes estavam sobrepostas à imagem à minha frente, mostrando o meu ângulo de ataque, a minha velocidade e altitude. O céu estava limpo, mas escuro, ao se aproximar o por-do-sol.

Um sinal vermelho piscou de repente na tela do lado direito, uma caixa vermelha em torno da palavra “Pickle”!

Eu estava voando o Eurofighter Typhoon, comandado por Craig Penrise, líder dos pilotos de ensaio da aeronave.

“Pickle it!” (Lance!)

Eu apertei o botão vermelho no manche. Uma bomba foi lançada da aeronave. Imediatamente, contente, eu puxei o manche, observando a usina passar por debaixo de mim.

“Nivele – Reduza o motor.”

Eu nivelei as asas e retardei a manete, cortando a pós-combustão. O punho da manete retornou, sendo evidente o corte da PC, e eu vi a redução de potência do motor indicada na tela LCD da esquerda.

Então eu acionei um interruptor, e o Head-Up Display (HUD) mudou para modo de combate ar-ar. Imediatamente, dois triângulos apareceram, e eu olhei para o telão central abaixo. Tinha um mapa colorido da área que eu estava sobrevoando, com linhas radiais a partir do centro. Dois triângulos apareceram lá também. Havia dois aviões desconhecidos ao longe, além do meu alcance visual – ou BVR.

“Se assim posso dizer, eu ajudei a criar algumas destas coisas”, explicou mais tarde Penrise, varrendo a mão sobre o cockpit futurista. Três grandes indicadores multifuncionais – telas de LCD – brilhavam pra mim enquanto eu estava sentado, com botões e interruptores posicionados em ambos os lados da nacele.

O jato que eu tinha voado era o simulador de voo do consórcio Eurofighter GmbH.

O Eurofighter tem uma “interface homem máquina” muito avançada. O cockpit é grande, espaçoso e confortável, e a sensação é muito diferente do cockpit de um F-16, Rafale, Mig-29, como o Jaguar. Mas eu pertenço à geração joystick. Eu fico muito mais confortável com botões e telas do que com interruptores e instrumentos analógicos.

Um dia depois, eu voei o simulador do Dassault Rafale, sob instrução de um piloto de testes e engenheiro. O cockpit do Rafale é mais apertado do que o do Eurofighter. Mas isso não significa necessariamente que o Rafale, um avião um pouco menor, é menos avançado tecnologicamente. O MFD (“multifunction display”) central do Eurofighter é substituído por um display sombreado “colimado para o infinito”. Do lado de fora, parece estranho, mas, sentado dentro da cabine durante o vôo, tudo faz sentido. A partir da posição correta, o piloto não tem que olhar dentro – o display parece buscar o piloto. Essencialmente, os olhos do piloto não têm que refocar a partir do horizonte externo para imagem da tela interna.

Em ambos os lados, os MFD’s são “touchscreen”. Como no Eurofighter Typhoon, eles são intercambiáveis nas funções, em caso de preferência pessoal ou de danos de batalha. Ambos os aviões têm uma coisa chamada Direct Voice Input, ou DVI. Essencialmente, um piloto pode alterar páginas dos displays, as frequências de rádio e outros parâmetros, apenas falando com o avião. Sim – exatamente como no filme Firefox.

Em muitos desses aviões, sensores avançados coletam toda a informação disponível e a apresenta de forma abrangente para o piloto. Uma espécie de câmera de infravermelho (empresas diferentes usam nomes diversos) montada no nariz do avião pode realmente capturar uma imagem close-up de um avião inimigo que voa além do alcance visual, apresentando-a ao piloto em um dos MFD’s. HMD’s (“Helmet-mounted displays”) podem permitir que a um piloto olhar, por cima do seu ombro, um avião-alvo e disparar um míssil em sua direção.

Sentado no Rafale, apertei um botão sob a manete com o meu dedo mindinho, ativando o piloto automático. “Hands-On Throttle And Stick” (HOTAS) reais – ou agora “Voice Throttle and Stick” (VTAS) tecnicamente permitem que um piloto possa completar uma missão de seis horas sem nunca tirar as mãos da manete e do joystick, pois todos os controles são colocados sobre eles.

Os computadores gerenciam tudo, ajustando minha velocidade automaticamente. Tudo o que eu tinha que fazer era pilotar o avião suavemente em direção à pequena cruz que me mostrava o aeródromo. Momentos antes do toque, eu puxei o manche, e a aeronave tocou suavemente. Então eu apertei ambos os pedais de freio para parar.

Como se eu pudesse pousar um avião de combate moderno.

Fonte: France24

Foto cedida por Eurofighter.com


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Tecnologia

Avião construído pela UFMG vai tentar quebrar novo recorde

Aeronave destinada à quebra de recordes é projetada e construída pela UFMG (Foto: Paulo Iscold)

Segundo universidade, aeronave quebrou três recordes nesta quarta (1º).
Juízes representam a Federação Aeronáutica Internacional (FAI).

 

Um avião projetado pelo Centro de Estudos Aeronáuticos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vai tentar quebrar o recorde de velocidade em três quilômetros, nesta quinta-feira (2), em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. Na quarta-feira (1º), a aeronave superou os recordes de velocidade em 15 e 100 quilômetros e tempo de subida até três mil metros, durante uma demonstração realizada no Aeroporto Regional da Zona da Mata.

De acordo com a UFMG, em 15 quilômetros o avião alcançou 329 km/h. O antigo recorde era de 292 km/h. Em 100 quilômetros, o modelo chegou a 326 km/h; a marca anterior era de 297 km/h. A aeronave demorou cerca de 10 minutos para atingir três mil metros de altura. Aproximadamente três minutos a menos que o recorde anterior.

Dois representantes da Federação Aeronáutica Internacional (FAI) foram responsáveis por julgar a demonstração, segundo a UFMG. Um deles é oficial da National Aeronautic Association (NAA), nos Estados Unidos. O outro pertence à Comissão Aerodesportiva Brasileira (CAB), de acordo com a universidade.

A universidade já produziu 10 aviões-conceito destinados à quebra de recordes. Segundo a UFMG, a instituição é a única no Brasil a projetar e construir esse tipo de aeronave.

Fonte: G1