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Conflitos Geopolítica

Coreia do Norte se diz pronta para guerra santa nuclear

Declaração é feita após Coreia do Sul realizar um grande exercício militar, com munição real, na costa oeste da Península Coreana.

O ministro norte-coreano das Forças Armadas, Kim Yong-chun, disse nesta quinta-feira que o país está preparado para travar uma “guerra santa” contra o Sul, usando sua força nuclear, após o que ele considerou ser uma tentativa sul-coreana de iniciar um conflito.

O ministro repetiu a afirmação feita pelo governo de Pyongyang de que Seul estava dando início a um conflito ao realizar um grande exercício militar, com munição real, na costa oeste da Península Coreana.

Tanques sul-coreanos disparam munição real durante o maior exercício conjunto entre as forças terrestres e aéreas da Coreia do Sul

As declarações do ministro, feitas durante uma marcha para comemorar a ascenção ao poder do líder do país, Kim Jong-il, há 19 anos, foram reproduzidas pela agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

A Coreia do Norte, que normalmente faz ameaças ao Sul, vinha até o momento mantendo uma postura contida em relação aos exercícios militares de Seul.

Os exercícios desta quinta-feira foram os maiores da Coreia do Sul com uso de artilharia real. Centenas de soldados, tanques, helicópteros e caças foram usados no exercício, com muitos movimentos a apenas cerca de 20 quilômetros da fronteira fortemente militarizada entre os dois países. As manobras foram realizadas em Pocheon, a cerca de 50 quilômetros de Seul, a capital da Coreia do Sul.

A tensão na região vem crescendo desde o bombardeio da ilha sul-coreana Yeonpyeong, no mês passado, que provocou a morte de dois militares e dois civis. O Exército sul-coreano admitiu que as manobras tinham como objetivo mostrar a sua capacidade total de fogo, como demonstração de força para conter possíveis ataques norte-coreanos.

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A Coreia do Sul já realizou 47 exercícios militares neste ano, mas este foi o maior já realizado pelo país em terra com artilharia real.

Evento de mídia

As manobras começaram por volta das 14h45 (3h45 de Brasília) e duraram cerca de 40 minutos, com a exposição de mais de 800 soldados e mais de cem tipos de armamentos, incluindo tanques, mísseis antitanques, helicópteros e caças.

No mês passado, a Coreia do Norte justificou o bombardeio à ilha Yeonpyeong como uma resposta a um exercício militar com artilharia real feito pela Coreia do Sul.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou que não haveria razões para uma reação por parte da Coreia do Norte. “Os exercícios foram anunciados com bastante antecedência, com transparência, com natureza defensiva, e não deveriam causar uma resposta de nenhuma forma dos norte-coreanos”, afirmou.

A nova posição da Coreia do Sul, mais agressiva, deu à Coreia do Norte a oportunidade de se apresentar como o lado agredido e uma força pelo comedimento. A China e a Rússia já pediram à Coreia do Sul que reduza as tensões, e as autoridades americanas também estão expressando suas preocupações em conversas privadas.

A Coreia do Sul e os Estados Unidos já vinham realizando exercícios militares conjuntos de larga escala, desde o alegado torpedeamento de um navio de guerra sul-coreano pela Coreia do Norte, que provocou a morte de 46 marinheiros sul-coreanos.

Foto: AP

Tanques sul-corenanos disparam munição real durante o maior exercício conjunto entre as forças terrestres e aéreas da Coreia do Sul

Os esforços para levar a questão coreana de volta à mesa de negociações vêm se mostrando infrutíferos. A China e a Coreia do Norte dizem que chegou a hora do retorno das negociações entre seis países sobre o programa nuclear norte-coreano.

Mas os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão dizem que não retomarão as negociações, que no passado envolveu recompensas para a Coreia do Norte pela suspensão de seu programa nuclear.
A Coreia do Norte havia abandonado as negociações de seis países em abril de 2009 e expulsou os inspetores nucleares da ONU do seu território.

*Com Reuters e BBC

Noto mental

Faço minhas as palavras do capitão Nascimento

E.M.Pinto

Fonte: Último Segundo

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Defesa Sistemas de Armas

China acelera projeto para ter porta-aviões em 2011

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Por Benjamin Kang Lim

PEQUIM, 23 de dezembro (Reuters) – A China pretende lançar ao mar seu primeiro porta-aviões em 2011, antecipando-se em um ano às previsões de analistas militares dos Estados Unidos, disseram fontes militares e políticas de Pequim na quinta-feira.

Analistas dizem que a China deverá usar o equipamento para dar segurança ao transporte de petróleo no oceano Índico e nos arredores das disputadas ilhas Spratly. Mas a operação com capacidade total ainda deve demorar alguns anos.

“O período em torno de 1o de julho do ano que vem, na celebração do aniversário do Partido (Comunista) é uma possibilidade (do lançamento)”, disse à Reuters uma fonte próxima à liderança do país. O Ministério da Defesa não quis se pronunciar.

O porta-aviões Varyag, que já pertenceu à União Soviética, deve ser usado inicialmente para treinamento e para testes tecnológicos, antecedendo à construção de um grupo de porta-aviões com capacidade operacional.

O Departamento de Inteligência Naval dos EUA estimava que o Varyag só seria lançado como plataforma de treinamento em 2012, e que a China terá um porta-aviões operacional, de construção própria, após 2015.

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A China será o terceiro país asiático a ter um porta-aviões, depois da Índia e da Tailândia (sem contar a Rússia, que tem parte do território na Ásia). Pequim precisará adquirir equipamentos, softwares e treinamento para seus pilotos.

“A aquisição de um porta-aviões não equivale à aquisição de uma capacidade, a capacidade de usá-lo efetivamente, o que (…) pode levar décadas”, disse Robert Karniol, veterano analista de defesa radicado no Canadá.

O Varyag, uma embarcação de mil pés (300 metros), está sendo reformado num estaleiro estatal em Dalian (nordeste da China), segundo fontes ouvidas pela Reuters.

Os pilotos chineses ainda precisam dominar o processo de pouso e decolagem nos porta-aviões. Vários deles estão sendo treinados, mas ainda contam com menos horas de voo do que seus pares norte-americanos.

Fonte: Reuters

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Conflitos Geopolítica

Obama: tratado Start envia forte mensagem ao mundo

AFP  —  O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira que a ratificação do tratado de redução de armas estratégicas (Start) “envia uma forte mensagem ao mundo”. Obama concedeu nesta quarta-feira na Casa Branca, em Washington, uma coletiva de imprensa para resumir seus dois primeiros anos de governo.

“Alegro-me que democratas e republicanos tenham se unido para aprovar minha principal prioridade sobre segurança nacional neste período do Congresso”, disse o presidente, na última conferência antes do recesso de Natal.

O Senado votou por 71-26 a favor do novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START), superando claramente os dois terços (67) necessários para sua ratificação. Obama acrescentou que se trata “do acordo de controle de armas mais significativo em quase duas décadas, que nos tornará mais seguros e reduzirá nossos arsenais nucleares ao mesmo tempo que os da Rússia”.

“A forte votação bipartidária no Senado envia uma potente mensagem ao mundo, de que republicanos e democratas se unem em defesa da nossa segurança”, acrescentou o presidente.

Obama também defendeu o apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, apesar de admitir que o tema ainda deve ser debatido a longo prazo pela sociedade americana. Nesta quarta, o presidente promulgou a lei histórica que permite aos homossexuais servir livremente no exército americano, pondo fim a uma proibição em vigor há 17 anos.

Fonte:   Terra

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Fotos do Dia História

O povo ama os militares

http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/dsc08299.JPGSugestão: Cel Paulo Ricardo Rocha Paiva

Lula entendeu o papel dos militares, os serviços prestados e, de certa forma, os prestigiou ao longo de seus mandatos.

Jornal do BrasilAristóteles Drummond

Os recentes acontecimentos no Rio de Janeiro trouxeram à tona a realidade de que o brasileiro entende, respeita e prestigia seus militares. Todos os que lidam com esta classe, que é numerosa, sabem que a norma é o respeito, a dignidade e a vocação para servir. Amparados em valores fundamentais para que uma nação se faça respeitar: austeridade, dignidade e compostura. A começar pelos seus próprios, que, mesmo sem verbas, estão sempre pintados e limpos. Nos oficiais e funcionários civis, a vestimenta é sempre correta, assim como a apresentação pessoal.

Os militares desenvolvem um papel importante no atendimento às populações ribeirinhas na região amazônica, por exemplo, em que tudo depende da Marinha ou da Aeronáutica. As fronteiras terrestres entregues ao Exército, que poderia ser mais bem aproveitado no combate ao contrabando de drogas e às invasões de nosso território por criminosos de países vizinhos. Mesmo nos grandes centros, não foram poucas as vezes em que foram às ruas para a preservação da ordem e do respeito.

O presidente Lula entendeu o papel dos militares, os serviços prestados e, de certa maneira, os prestigiou ao longo de seus dois mandatos. Barrou manobras revanchistas que certamente desaguariam em crise desgastante.

Agora, vamos precisar dos militares mais uma vez. Já são muitas as frentes de obras confiadas a regimentos de engenharia do Exército, como a Cuiabá–Santarém, talvez a mais importante estrada em pavimentação no Brasil atualmente. E, para atender a Copa de 14, certamente deveremos ter tropas treinadas para ajudar as polícias estaduais durante o período do evento. A mais, vamos ter de aprovar na ONU o aumento de nossa plataforma continental, onde temos direito assegurado, antes que aventureiros venham pescar em nossas águas profundas o nosso petróleo. E a Marinha do Brasil é a autora dos estudos, assim como foi do presidente Emílio Médici a coragem de fixar as 200 milhas e não dar ouvidos aos protestos de grandes nações.

O governo concluirá que a questão dos aeroportos passa pela Aeronáutica, que sempre atuou com competência nesta área. As coisas degringolaram depois que a Infraero passou à esfera civil e o DAC virou agência reguladora. E tudo isso com amplo respaldo popular, mas com os protestos dos recalcados de sempre, gente deformada intelectualmente. O Brasil, entretanto,  é maior do que eles.

O regime militar, que tantos criticam, merece reparo pelo excesso de zelo do Marechal Castelo Branco, que afastou os militares da carreira política, criando uma série de obstáculos. Até então, o Parlamento brasileiro sempre contou com a presença de ilustres militares. Nos anos 50, por exemplo, o Rio de Janeiro, capital federal, chegou a ter três senadores militares – os generais Gilberto Marinho, que presidiu o senado e exerceu dois mandatos, Napoleão de Alencastro Guimarães e Caiado de Castro. Grandes deputados, como José Costa Cavalcanti, de Pernambuco, Menezes Cortes, Mendes de Morais e Amauri Kruel, do Rio. No antigo estado do Rio, a figura maior foi o Almirante Amaral Peixoto, mas também tiveram governadores, como os generais Macedo Soares e Paulo Torres. Logo, militar é uma coisa; ressentimento de gente que no passado errou, e errou feio, é outra.

Fonte: Jornal do Brasil

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Conflitos Geopolítica

Rússia saúda ratificação de Start pelo Senado americano

AFP  —  O ministro russo das Relações Exteriores, Sergueï Lavrov, saudou nesta quarta-feira a ratificação do tratado de desarmamento nuclear russo-americano Start, mas estimou que Moscou “precisava de tempo” para estudar os documentos americanos antes de fazer o mesmo.

“Saudamos a aprovação do tratado por parte do Senado americano”, declarou Lavrov à agência Interfax. O chefe da diplomacia russa acrescentou que o texto da resolução havia sofrido “emendas, em relação ao projeto inicial”.

Fonte:  Terra

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Conflitos Inteligência

CIA avalia consequências de vazamentos do WikiLeaks

AFP  —  A Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos criou um grupo de trabalho que avaliará as consequências da divulgação de milhares de documentos diplomáticos do Departamento de Estado por parte do site WikiLeaks, segundo anunciaram diversas fontes, nesta quarta-feira.

“O diretor (da CIA, Leon Panetta) pediu ao grupo de trabalho que investigue se as últimas revelações de documentos por parte do WikiLeaks podem afetar as relações da agência no exterior ou suas operações”, afirmou George Little, porta-voz do centro de inteligência, confirmando informação publicada pelo jornal Washington Post.

Apesar de poucos documentos divulgados citarem a CIA, a agência quer avaliar suas possíveis consequências, sobretudo no recrutamento de futuros informantes, que poderiam temer que suas indagações viessem à tona.

Por isso, o grupo de trabalho, chefiado pelo serviço de contra-espionagem da CIA, recompilará todos os documentos, a grande maioria confidencial, publicados pelo WikiLeaks nas últimas semanas, de acordo com uma fonte que pediu para ter a identidade preservada.

Segundo a fonte, o vazamento de documentos da diplomacia americana pelo WikiLeaks pode servir para que o governo americano restrinja mais sua política de compartilhar informações confidenciais.

Parte dos documentos divulgados pela organização pertencem ao servidor SIPRNet (Secret Internet Protocol Router Network), uma rede que permite aos departamentos de governo dos Estados Unidos partilharem melhor suas informações.

Bradley Manning, um jovem soldado americano que está detido, é suspeito de ter passado os documentos ao WikiLeaks, uma vez que tinha acesso ao servidor como analista. Segundo Washington Post, a CIA rejeitou em 2008 aumentar sua participação na rede SIPRNet, devido à pressa de não compartilhar seus segredos.

Fonte:   Terra

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Espaço Fotos do Dia Tecnologia

Romênia apresenta seu projeto E-111 para competir no Google Lunar X Prize

A aeronave E-111 da agência romena ARCA. (Foto: ARCA)

A ARCA, da Romênia, apresentou hoje o projeto de uma aeronave supersônica com flutuadores para a competição Google Lunar X Prize. A aeronave chamada de E-111, será lançada de um foguete lunar Haas II a partir de uma altitude de 16.000 m ae na velocidade de Mach 1,5. O mais interessante é que o projeto se baseia no protótipo do caça norte americano Northrop YF-23, com um nariz do MiG-29. Veja a seguir um vídeo sobre o projeto.

O programa E-111 visa criar uma aeronave supersônica para grandes altitudes que pretende aumentar a capacidade do foguete lunar HAAS II da ARCA na competição, e desenvolver com essa nova aeronave as tecnologias relacionadas ao turismo espacial.

Detalhes do proejto E-111 da ARCA

Uma sequência típica de voo dessa aeronave inclui a decolagem a partir do mar, seguido de uma aceleração horizontal em velocidades baixas subsônicas, seguido de uma rápida ascenção, em aproximadamente dois minutos, para uma altitude de 48.000 pés. Nessa altitude a aeronave libera seu foguete Haas II, e então segue seu próprio voo. O E–111 sem sua carga impulsionadora retornará em voo planado para a terra pousando mais uma vez no mar. O E–111 terá capacidade de voo supersônico de Mach 1,5 à 48.000 pés, conectado com um foguete Haas II, e com o desenvolvimento da tecnologia de turismo espacial, poderá tingir velocidades de Mach 2,6 numa altitude de 90.000 pés.

Para decolar o E-111 poderá decolar do mar e em poucos minutos atingir velocidade supersônica. (Foto: ARCA)

A aeronave E-111 deve ser finalizada na metade de 2012, seguido de uma primeira decolagem no final de 2012. O primeiro voo supersônico está previsto para ocorrer no primeiro semestre de 2013.

A aeronave será a primeira supersônica da Romênia. (Foto: ARCA)

A aeronave terá uma tripulação de duas pessoas, o piloto e o navegador, e visa se tornar a primeira aeronave supersônica da Romênia. A cabine da aeronave é destacável e é equipada com dois paraquedas acionados por foguetes. A cabine somente poderá ser separada da aeronave em velocidades entre Mach 0 e 1,2 e em alturas de 300 pés, podendo retornar a tripulação em segurança até o solo.

As dimensões e o peso da aeronave não foram divulgadas. Para ver mais imagens, clique aqui.

Fonte: Cavok

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Fotos do Dia

Boas festas !!!!

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O Plano Brasil deseja aos leitores, amigos, colaboradores, parceiros  e suas famílias, as boas festas, um ótimo natal e um feliz 2011.

Para vocês que estiveram conosco neste 2010, desejamos um 2011 repleto de realizações, paz e prosperidade. Esperamos contar convosco nesta caminhada no novo ano para um futuro certamente melhor.


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São os votos de toda a equipe do Plano Brasil…

Feliz Natal e um próspero ano novo.

E.M.Pinto

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Fotos do Dia Inteligência

WikiLeaks: Lula pediu a Chávez que baixasse tom contra os EUA

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MADRI (AFP) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao venezuelano Hugo Chávez que “baixasse o tom contra os Estados Unidos”, publicou nesta quarta-feira o jornal espanhol El País, citando documentos do departamento de Estado americano divulgados pelo site Wikileaks.

O presidente brasileiro enviou seu ex-ministro José Dirceu a Caracas para advertir Chávez e dizer a ele que não “brincasse com fogo”.

“A incendiária retórica de Hugo Chávez desde seu primeiro mandato presidencial não incomodava apenas os Estados Unidos, principal destinatário das declarações, mas também o Brasil, cujo presidente Lula da Silva quis aplacar a virulência do discurso bolivariano com mensagens privadas que pediam contenção”, destaca o El País.

Dirceu revelou sua conversa com Chávez ao embaixador americano em Brasília, John Danilovich, segundo os documentos do Wikileaks.

Ao que parece, a recomendação de Lula não teve efeito sobre o presidente venezuelano, que “continuou atacando os Estados Unidos em todas as frentes”.

Por sua vez, o chefe da delegação diplomática americana explicou a Dirceu que a política de Washington “neste sentido era não responder a Chávez para não dar motivos a ele, para que se afogue ele mesmo”, escreveu o El País.

Dirceu “prometeu comunicar a Chávez que não apenas o governo dos Estados Unidos era hostil a ele, mas também as elites americanas, e mesmo o homem comum começavam a enxergar a Venezuela como um problema, e que esta tensa situação com a sociedade americana não beneficiava nem a ele, nem ao país”.

Naquela reunião, os dois também discutiram a posição cubana a respeito do tema. Na opinião de Dirceu, apesar das excelentes relações entre Caracas e Havana, o aumento das tensões na região não interessa a Cuba.

Por outro lado, a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 “reforçou a liderança regional do Brasil e a figura do presidente Lula da Silva”, afirmou o jornal, de acordo com a documentação do Wikileaks.

“O governo do Brasil está percebendo que enfrenta desafios fundamentais como a preparação dos Jogos, e mostrou muito mais abertura em áreas como cooperação e a troca de informações com os Estados Unidos, a ponto de admitir a possibilidade de ameaças terroristas”, escreveu a encarregada de negócios, Lisa Kubiske, em dezembro de 2009, três meses depois do anúncio de que o Rio sediaria as Olimpíadas.

Fonte: Yahoo