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Defesa Fotos do Dia

O futuro do caça stealth chinês de quinta geração J-20

Renderização feita por computador do novo caça chinês J-20.

Muitos especialistas e amadores estudaram as diversas fotos do novo caça que surgiu na China e conclui-se que a aeronave é o novo caça chinês de quinta geração, o primeiro com capacidade stealth, que inicialmente está sendo designado de J-20/F-12, um protótipo que deve concorrer de frente com o caça norte americano F-22 e o russo T-50. Mas a China está preparada para iniciar a produção em massa da aeronave? O novo caça realmente é bom?


Especialistas dizem que o J-20/F-12 é uma combinação de caças russos e norte americanos de quinta geração, mas altamente simplificado em diversos aspectos. Nos últimos 20 anos, a China vem trabalhando junto com a Rússia no desenvolvimento de um moderno caça a jato. Mas o J-20 não é apenas uma cópia de um projeto russo. Em vez disso a China tentou construir uma aeronave completamente nova baseada na tecnologia e conhecimento adquirido durante os anos de cooperação com a Rússia.

O futuro do novo caça chinês dependerá de vários fatores.

Motor

Ainda não está claro que tipo de motor a aeronave terá. Alguns dizem que utilizará uma prospecção do motor chinês WS-15 com um empuxo máximo excedendo os 18.000 kgs, mas o motor ainda está sendo desenvolvido.

Ainda não se sabe qual será o modelo de motor do novo caça chinês J-20.

A China ainda não conseguiu reproduzir um motor altamente eficiente do turbofan russo AL-31F, projetado no começo dos anos 80 e atualmente instalado nos caças Su-27 com modificações. Os motores para os caças Sukhoi fabricados na China são feitos na Rússia e depois modentados e ajustados na China.

O motor AL-31F está também montado no caça chinês J-10. O análogo chinês do motor, o WS-10, é menos eficiente que o protótipo russo.

Materiais

A aeronave de quinta geração stealth precisa ser capaz de escapar do sinal dos radares, e então precisa ser feito com modernos materiais compostos. No entanto, a China não produz tais materiais em quantidades comerciais, e especialistas duvidam que ela possa desenvolver e produzir esses materiais para a Força Aérea.

Eletrônicos

Mock-up do cockpit do novo caça chinês J-20.

Os equipamentos eletrônicos, basicamente radares, na China estão no mesmo nível dos motores. Os projetos chineses pecam ba capacidades em comparação aos modelos russos, europeus e norte americanos. Embora a China tenha gradualmente diminuido a diferença, ela ainda precisa importar modernos equipamentos eletrônicos para suas aeronaves.

O melhor sistema radar para suas aeronaves atualmente é feito na Rússia para os caças Su-30MKK, e a China provavelmente vai copiar esse projeto. Ainda não está definido quanto será diferente em termos de especificações dos sistemas radares norte americanos e russos de nova geração.

Armamentos

As armas guiadas utilizadas pela Força Aérea da China são na maioria copiadas dos protótipos feitos nos EUA, Israel e Rússia entre as décadas de 60 e 80. A China precisará gastar muito tempo e dinheiro para desenvolver suas próprias armas, ainda que consiga alguns elementos de protótipos adquiridos de outros países. Mas os fabricantes estrangeiros tem demonstrado uma preocupação crescente em dividir a tecnologia dessas armas com a China.

Conclusões

Desde a década de 70, a China constantemente tem ficado cerca de 15 ou 20 anos atrás dos líderes fabricantes de aeronaves. Isso foi visto nas aeronaves de terceira e quarta geração, e aparentemente deve ser o caso na nova aeronave de quinta geração.

O novo caça J-20 fica ao lado de aeronaves de teste J-10 em Chengdu.

O protótipo do caça J-20 ficou pronto quase 20 anos depois do protótipo do YF-22 dos EUA, 17 anos depois do russo MiG-1.44 (MiG-MFI, ou Multifunctional Frontline Fighter), e 14 após o russo S-37 (Su-47) Berkut.

Se o caça J-20 passar de protótipo para pré-série, a China estará apta a começar a produzir uma aeronave de quinta geração somente num prazo de cerca de 10 anos. Caso contrário deverá começar a fabricar o primeiro lote não antes de 15 ou 20 anos a partir de agora.

Ninguém sabe ao certo o que acontecerá, mas certamente não é muito cedo para previsões sobre o futuro no novo caça.

Dada a sua tradicional política de fabricação de aeronave, a China provavelmente criará um caça de quinta geração parecido com os modelos estrangeiros que custará cerca de 50% a 80% menos que os modelos russos e norte americanos. A China provavelmente venderá o novo caça para países da Ásia Central, Oriente Médio, América Latina e Sudeste Asiático, bem como para os ricos países africanos.

Os modelos de exportação do J-20 e as aeronaves de série feitas para a Força Aérea da China terão sistemas, equipamentos e armas estrangeiras, incluindo da Rússia. Ainda mais, nos próximos 30 e 30 anos a China continuará a importar tecnologia de aeronaves modernas.

Fonte: Ilya Kramnik – Ria Novosti via CAVOK

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Defesa Negócios e serviços

Eurofighter entrega Typhoon de número 250

O consórcio europeu Eurofighter entregou no dia 22 de dezembro o 250º exemplar do avião supersônico multi-funcional de combate Typhoon. A aeronave, identificada sob a designação IS038, foi incorporada à frota da Força Aérea da Itália e fará parte do 311º Gruppo do “Centro Sperimentale Volo”, sediado na Base Aérea de Pratica de Mare.

Enzo Casolini, CEO do consórcio Eurofighter, disse que a entrega do 250º Typhoon é um dos mais importantes marcos do programa do avião de combate europeu. Casolini ressaltou que esse evento coloca o caça na posição de avião multi-funcional da nova geração mais usado do que qualquer outro existente, demonstrando que o projeto alcançou a meta planejada.

Fonte:   Tecnologia & Defesa

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Conflitos Geopolítica

Estudo liga defeitos em bebês a ataques americanos no Iraque, informa “Guardian”

http://www.claytonseveriano.com.br/imagens/fosforo-branco.jpgDE SÃO PAULO

O aumento dramático de defeitos em recém-nascidos na cidade de Fallujah pode estar relacionado a armamentos usados em ataques americanos no Iraque há seis anos, segundo pesquisa divulgada pelo jornal britânico “Guardian”.

O estudo será publicado na próxima semana no International Journal of Environmental Research and Public Health.

Cidade sunita localizada a cerca de 50 quilômetros a oeste de Bagdá, Fallujah foi palco de uma das ofensivas mais sangrentas da guerra do Iraque. Na ocasião, o uso de fósforo branco nas munições do Exército americano foi amplamente condenado.

Médicos e pais iraquianos acreditam que as armas usadas pelo Exército americano durante as lutas contra os insurgentes em 2004 são a causa do problema, e já haviam denunciado o aumento de defeitos em crianças.

As taxas de má formação estão quase 11 vezes maiores do que o normal, segundo os autores da pesquisa, e atingiram níveis sem precedentes na primeira metade deste ano, período que ainda não tinha sido analisado em pesquisas anteriores, informa o “Guardian”.

Estudos anteriores já revelaram uma queda de 15% no nascimento de meninos desde a invasão do Iraque, liderada pelos EUA, em 2003.

O pesquisador Mozhgan Savabieasfahani explicou ao jornal que há suspeita de que a população esteja exposta a um agente no ambiente, embora ainda não saibam que agente é esse. Suspeitam se tratar de metais.

“Metais ajudam a regular a estabilidade do genoma”, explicou ele, citado pelo “Guardian”.

FÓSFORO BRANCO

Os militares americanos usaram fósforo branco na batalha de Fallujah, no Iraque, em novembro de 2004.

Embora o uso do fósforo branco seja permitido durante batalhas em áreas não habitadas para criar nuvens de fumaça ou marcar alvos, seu uso é proibido em áreas povoadas ou em ataques diretos a pessoas por causar graves danos à saúde.

Muitas organizações consideram o uso do fósforo branco completamente vetado pela Convenção de Armas Químicas, que proíbe o uso de substâncias químicas tóxicas que possam causar morte ou incapacitação de pessoas e animais. As organizações criticam seu uso como crime de guerra.

Com agências de notícias


Nota do Editor.

A Palavra é “crime contra a humanidade” e existe nas Nações Unidas um tribunal para estes tipos de casos, mas claro, ele só  se aplica para alguns e não a todos como tudo na ONU.
Em defesa da liberdade e democracia vale tudo ate incinerar transformar em mutantes todos os descendentes do povo oprimido e que necessita ser libertado.

Há ai, além da hipocrisia dos seus defensores ( e o EUA não está sozinho nesta) a sempre justificada afirmação do mal necessário…

Hitler, Mao, Stalin, Sadan e outros  não fariam melhor, burro deles, quem mandou não criar leis para protegê-los, controlar os tribunais e fazer exatamente aquilo que condenam e ainda sairem ilesos amparados pelos “direitos” internacionais.

E.M.Pinto

Fonte:   Folha

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Geopolítica Opinião

O Brasil e o caleidoscópio mundial

A definição da estratégia internacional do Brasil não depende da “taxa de declínio” dos EUA, mas não pode desconhecer a existência do poder americano. Assim mesmo, gostem ou não os conservadores, o Brasil já entrou no grupo dos estados e das economias nacionais que fazem parte do “caleidoscópio central” do sistema, onde todos competem com todos, e todas as alianças são possíveis, em função dos objetivos estratégicos do país, e do seu projeto de mudança do sistema mundial. O artigo é de José Luís Fiori.

José Luís Fiori

Durante a primeira década do século XXI, o Brasil conquistou um razoável grau de liberdade, para poder definir autonomamente sua estratégia de desenvolvimento e de inserção internacional, num mundo em plena transformação. O sistema mundial saiu da crise econômica de 2008, dividido em três blocos cada vez mais distantes, do ponto de vista de suas políticas e da sua velocidade de recuperação: os EUA, a União Europeia e algumas grandes economias nacionais emergentes, entre as quais se inclui o Brasil. Mas do ponto de vista geopolítico, o sistema mundial ainda segue vivendo uma difícil transição – depois do fim da Guerra Fria – de volta ao seu padrão de funcionamento original. Desde o início do século XIX, o sistema inter-estatal capitalista se expandiu liderado pela Grã Bretanha, e por mais algumas potências europeias, cuja competição e expansão coletiva foi abrindo portas para o surgimento de novos “poderes imperiais”, como foi o caso da Prússia e da Rússia, num primeiro momento, e da Alemanha, EUA e Japão, meio século mais tarde. Da mesma forma como aconteceu depois da “crise americana” da década de 1970.

Depois da derrota do Vietnã, e da reaproximação com a China, entre 1971 e 1973, o poder americano cresceu de forma contínua, construindo uma extensa rede de alianças e uma infra-estrutura militar global que lhe permite até o hoje o controle quase monopólico, naval, aéreo e espacial de todo o mundo. Mas ao mesmo tempo, esta expansão do poder americano contribuiu para a “ressurreição” militar da Alemanha e do Japão e para a autonomização e fortalecimento da China, Índia, Irã e Turquia, além do retorno da Rússia, ao “grande jogo” da Ásia Central e do Oriente Médio. Os reveses militares dos Estados Unidos na primeira década do século desaceleraram o seu projeto imperial. Mas uma coisa é certa, os EUA não abdicarão voluntariamente do poder global que já conquistaram e não renunciarão à sua expansão contínua, no futuro. Qualquer possibilidade de limitação deste poder só poderá vir do aumento da capacidade conjunta de resistência das novas potências.

Por outro lado, depois do fim do Sistema de Bretton Woods, entre 1971 e 1973, a economia americana cresceu de forma quase contínua, até o início do século XXI. Ao associar-se com a economia chinesa, a estratégia norte-americana diminuiu a importância relativa da Alemanha e do Japão, para sua “máquina de acumulação”, em escala global. E, ao mesmo tempo, contribuiu para transformar a Ásia no principal centro de acumulação capitalista do mundo, transformando a China numa economia nacional com enorme poder de gravitação sobre toda a economia mundial.

Esta nova geometria política e econômica do sistema mundial, se consolidou na primeira década do século XXI, e deve se manter nos próximos anos. Os Estados Unidos manterão sua centralidade dentro do sistema como única potência capaz de intervir em todos os tabuleiros geopolíticos do mundo e que emite a moeda de referencia internacional. Desunida, a União Europeia terá um papel secundário, como coadjuvante dos Estados Unidos, sobretudo se a Rússia e a Turquia aceitarem participar do “escudo europeu anti-mísseis”, a convite dos EUA e da OTAN. Neste novo contexto internacional, a Índia, o Brasil, a Turquia, o Irã, a África do Sul, e talvez a Indonésia, deverão aumentar o seu poder regional e global, em escalas diferentes, mas ainda não terão por muito tempo, capacidade de projetar seu poder militar além das suas fronteiras regionais.

De qualquer forma, três coisas se podem dizer com bastante certeza, neste início da segunda década do século XXI:

i. Não existe nenhuma “lei” que defina a sucessão obrigatória e a data do fim da supremacia americana. Mas é absolutamente certo que a simples ultrapassagem econômica dos EUA não transformará automaticamente a China numa potência global, nem muito menos, no líder do sistema mundial.

ii. Terminou definitivamente o tempo dos “pequenos países” conquistadores. O futuro do sistema mundial envolverá – daqui para frente -uma espécie de “guerra de posições” permanente entre grandes “países continentais”, como é o caso pioneiro dos EUA, e agora é também, o caso da China, Rússia, Índia e Brasil. Nesta disputa, os EUA já ocupam o epicentro do sistema mundial, mas mesmo antes que os outros quatro adquiram países a capacidade militar e financeira indispensável à condição de potencia global, eles já controlam em conjunto cerca de 1/3 do território, e quase 1/2 da população mundial.

iii. Por fim, a definição da estratégia internacional do Brasil não depende da “taxa de declínio” dos EUA, mas não pode desconhecer a existência do poder americano. Assim mesmo, gostem ou não os conservadores, o Brasil já entrou no grupo dos estados e das economias nacionais que fazem parte do “caleidoscópio central” do sistema, onde todos competem com todos, e todas as alianças são possíveis, em função dos objetivos estratégicos do país, e do seu projeto de mudança do sistema mundial.

Fonte:  Carta Maior

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Geopolítica

No Brasil, líder palestino Abbas pede tropas para proteger futuro Estado

Mahmoud Abbas, desembarcou em Brasília

DE SÃO PAULO

Em visita ao Brasil, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, disse que o Brasil não só merece ter papel atuante na geopolítica do Oriente Médio como também poderia fornecer soldados à missão de paz da ONU que os palestinos querem para proteger um futuro Estado independente.

A afirmação foi feita em entrevista ao jornalista Samy Adghirni, enviado especial da Folha a Brasília. Abbas chegou ontem ao país para participar da posse da presidente Dilma Rousseff e agradecer a recente e polêmica decisão do governo Lula de reconhecer a Palestina como Estado.

Na conversa de 25 minutos com a reportagem, na suíte de um hotel, ele fez duras críticas ao Irã, a quem acusou de ser um obstáculo à paz por apoiar o grupo islâmico extremista Hamas, rival do secular Fatah.

Fonte: Folha

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Conflitos História

Execução de Saddam Hussein completa 4 anos

DA EFE  —  Há quatro anos o ex-ditador iraquiano, Saddam Hussein, foi executado na forca. O ex-líder alcançou o poder absoluto em 1979 ao tomar o controle das instituições do Iraque, inclusive do Exército. Em 1980 o governante enfrentou o Irã de Khomeini em uma guerra que durou oito anos e custou a vida a mais de um milhão de pessoas.

Em 2003, Estados Unidos e Reino Unido lideraram uma coalizão internacional que invadiu o Iraque e o expulsou do poder. Seu julgamento começou em outubro de 2005 e acabou com a condenação à morte por usar armas químicas para matar milhares de civis no Curdistão, entre outros crimes. Sua execução foi divulgada pelas televisões de todo o mundo.


Fonte:  Folha

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Conflitos História

Documentos revelam apoio do Ocidente a afegãos na invasão soviética

http://www.alpinist.com/media/ALP18/alp18-62-1.jpgAs potências ocidentais se reuniram em segredo logo após a invasão soviética no Afeganistão e planejaram dar apoio à resistência islâmica, que atualmente está no foco do combate das forças da Otan no país asiático, revelam documentos britânicos dos anos 1980, publicados esta quinta-feira.

Oficiais de alta patente de Grã-Bretanha, França, da então Alemanha Ocidental e dos Estados Unidos se reuniram em 15 de janeiro de 1980, em Paris, para discutir a resposta ocidental à invasão, em 24 de dezembro de 1979.

A divulgação, pelos Arquivos Nacionais britânicos, de documentos mantidos em sigilo durante 30 anos ocorre em um momento em que os aliados ocidentais estão prestes a entrar em um novo ano de conflito no Afeganistão, onde combatem justamente os insurgentes islâmicos.

Segundo os documentos, entre os participantes do encontro estavam o então conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos, Zbigniew Brzezinski, e o secretário de gabinete britânico, Robert Armstrong.

De acordo com Brzezinski, o apoio aos “mujahedines” deveria ser coordenado com “nossos amigos” – um eufemismo para o MI6, a agência de inteligência britânica – e similares entre os aliados.

Sobre a reunião em P

aris, Armstrong afirmou que embora se tentasse evitar uma guerra na conturbada região tribal afegã, fronteiriça com o Paquistão, ainda havia muito que poderia ser feito.

Ele disse que as forças presentes ao encontro concluíram que “seria do interesse do Ocidente encorajar e apoiar a resistência”.

http://soviethammer.devhub.com/img/upload//127406-050-5099a96d.jpg

Armstrong disse que enquanto houver afegãos que queiram continuar a resistência contra a invasão soviética, a resistência deveria ser apoiada.

“Isto dificultaria o processo de pacificação soviética no Afeganistão e tornaria este processo muito mais longo do que ocorreria de outra forma”, emendou.

Armstrong acrescentou que “a existência de um movimento de guerrilha no Afeganistão estaria no foco da resistência islâmica…”.
http://www.rugreview.com/afgwar/17-oni6.jpg

A resistência dos “mujahedines” acabou alimentando o Islã radical no Afeganistão, o que levou ao crescimento da rede terrorista Al-Qaeda.

Após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, as forças da Otan depuseram o regime talibã no Afeganistão, mas ainda combatem os insurgentes islâmicos, que recuaram suas bases para o Paquistão.

O ano de 2010 foi o mais mortal desde que o início das operações da Otan no Afeganistão, com mais de 700 baixas, com uma média de duas mortes por dia.



Fonte: AFP via Geopolítica Brasil

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Fotos do Dia História

Década marcou surgimento e ascensão dos BRICs

http://www.skyscanner.net/news/bric.JPGEra novembro de 2001 e o economista britânico Jim O’Neill, do banco Goldman Sachs, provavelmente não imaginava que estava prestes a ganhar fama mundial.

Em um relatório distribuído para clientes naquele mês, O’Neill sugeria que o mundo deveria começar a prestar maior atenção à trajetória de Brasil, Rússia, Índia e China.

Para se referir aos quatro países, O’Neill combinou as letras iniciais de seus nomes. Nasciam os BRICs, acrônimo que funcionava como brincadeira com a palavra tijolo (“bricks” em inglês).
http://img.thisismoney.co.uk/i/pix/2010/08/bricsIS_203x150.jpg

O economista sugeriu que os BRICs deveriam ter voz crescente nos assuntos de relevância global, já que seu peso econômico aumentaria ao longo da década.

Em 2003, o Goldman Sachs foi além e, em outro relatório, previu que, até meados do século, Brasil, Rússia, Índia e China tomariam das nações ricas o posto de maiores economias do mundo.

A partir desse momento, a fama do acrônimo, por tabela, a de O’Neill decolou.

BRICs entrou rapidamente para os dicionários econômico-financeiro, geopolítico e midiático e acabou se tornando o acrônimo mais badalado da década. Isso não quer dizer que as teses de O’Neill em relação aos quatro países nunca foram questionadas. http://everleit.files.wordpress.com/2010/08/brics2.jpg

Não faltou quem sugerisse, por exemplo, que devido ao pálido crescimento da economia brasileira em comparação com a de seus pares, o país não merecia fazer parte do grupo.

Em anos mais recentes, enquanto o crescimento no Brasil ganhava fôlego, foi a vez de a Rússia, cuja dependência excessiva de petróleo causa preocupação, ser colocada na berlinda.

Ainda assim, o termo BRICs virou uma espécie de selo de qualidade para os quatro países. E o balanço econômico do fim da década não poderia ser mais positivo para O’Neill e sua criatura.

Desde 2000, a China saltou do sexto para o segundo lugar no ranking de maiores economias. O Brasil passou da nona para a oitava posição. A Índia subiu da 13ª para a 11ª e a Rússia da 19ª para a décima.

https://woas.zacks.com/adv/images/ems/emMarketsChart.jpg


Fonte: Folha via Geopolítica Brasil

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Defesa Negócios e serviços

Deu no Cavok: Índia negocia helicópteros Apaches

A Agência de Cooperação de Segurança e Defesa dos EUA notificou o Congresso dos EUA de uma possível Venda Militar para Países Estrangeiros (FMS) para Índia de um pacote de motores, equipamentos de apoio, armamentos e treinamento como parte de uma possível venda comercial direta de 22 helicópteros de ataque Boeing AH-64D Apache Block III.

O pacote, estimado em cerca de US$1,4 bilhões inclui 50 motores GE T700, sensores, mais de 1.300 misseis anti-tanque AGM-114 Hellfire, 245 mísseis ar-ar Stinger, munição para os canhões de 30mm, bem como peças, treinamento, ferramental e publicações de apoio.

O custo das atuais aeronaves não está incluído no pacote, pois essas estão sendo negociadas diretamente com a Boeing.

Fonte: Cavok