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Defesa Fotos do Dia

MMRCA – Existe um ‘aviso’ no modo como os americanos prejudicaram o Gripen na Noruega?

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Sugestão: Justin Case para o Plano Brasil

Se vocês queriam vislumbrar partes da fria ação política que, todos sabem, afeta uma competição de caças na qual os americanos têm um concorrente, um extrato das mensagens recentemente vazadas pelo Wikileaks as apresentam. É simples (se você perdeu esse detalhe): de acordo com essas mensagens vazadas (entre a Embaixada dos EUA em Oslo e o Departamento de Estado), os norte-americanos negaram a liberação de um radar AESA americano para o Gripen NG em resposta a um requisito norueguês há dois anos atrás e, simultaneamente, fizeram pressão política (“encorajamento” de alto nível proveniente de Washington) para o governo norueguês escolher o F-35 em seu lugar.

Essas mensagens fornecem a mais perfeita visão de como a ameaça relativa às futuras relações políticas/diplomáticas afeta claramente os contratos de armas. É de conhecimento comum que assim acontece, mas desta vez está lá, preto no branco. Uma das mensagens apresenta, na conclusão, em um toque final, que “esforços adicionais de convencimento contribuiriam para ajudar (a Noruega) a reconhecer a importância da sua decisão e a resistir à tentação de fazer uma escolha conveniente no curto prazo, mas que prejudicaria o interesse de longo prazo.”

Isto ocorreu há dois anos. Pouco depois, a Saab decidiu cancelar todas as discussões com os americanos, franceses e israelenses (a IAI teria sido pressionada por Washington a se retirar das negociações) e foi para o RAVEN AESA da Selex Galileo, atualmente em desenvolvimento e ensaio, fazendo parte da configuração oferecida à Força Aérea da Índia na competição MMRCA.

Você pode apostar que existem mensagens enviadas por Tim Roemer (embaixador americano na Índia), pedindo o mesmo tipo de coisa (incluindo visitas de alto nível para reafirmar o conceito) antes de uma decisão indiana sobre o contrato de 12 bilhões de dólares americanos no ano que vem; mas há pelo menos uma pergunta muito importante: Será que os americanos ainda têm influência sobre o Gripen NG/IN, considerando que o motor do avião (F414G), aviônicos, head-up/down displays, sistema de controle ambiental, computador de dados aéreos, sistemas de sobrevivência, regulador de pressão, válvulas de corte e radar-altímetro são de fabricação americana? Vale a pena pensar, não obstante o fato de que a Saab (como os outros cinco candidatos, conforme o caso) foram instados a apresentar uma garantia (com aprovação governamental) de que todos os subsistemas da aeronave têm exportação autorizada não apenas pelo país integrador, mas também pelo fornecedor original.

Fonte: LiveFist

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Fotos do Dia História

Despedida do Xavante: emoções e lembranças sob o som do guerreiro alado

Chuva fininha no céu de Natal. “Não choveu nenhum dia desses. (Hoje) Deve ser por causa da despedida”, dizia um mecânico do avião. Chovia também um pouco dos olhos dos pilotos. A chuva, a dos céus, parou. Abriu o sol definitivo e os homens vestidos de macacão, de alegria e de saudade andaram em direção ao guerreiro alado com olhares fixos. Dez aeronaves AT-26 Xavante foram pouco a pouco sendo acionadas, decolaram e tomaram os céus da capital potiguar. O dia 2 de dezembro ficará na mente dos dez pilotos do Primeiro Esquadrão do Quarto Grupo de Aviação, e de outros militares da ativa e da reserva, que voaram na posição de segundo piloto. Era o voo de despedida do caça depois de 39 anos a serviço ao Brasil. Trinta minutos depois pousaram. Os pilotos desciam e tocavam na aeronave. Sorriam e celebravam a nostalgia. Era uma profusão de sentimentos díspares, mas compreensíveis para quem entende o que significa dizer adeus a um amigo.

Depois do pouso de nove aeronaves, começou a solenidade presidida pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito. Ele foi acompanhado por membros do Alto-Comando da instituição, por antigos comandantes do esquadrão, de um dos heróis brasileiros na Segunda Guerra, Major-Brigadeiro José Meira de Vasconcelos, além de representantes da sociedade civil do Rio Grande do Norte. Todos puderam assistir à chegada da última aeronave que ainda estava nos céus, pilotada pelo comandante do esquadrão, Tenente-Coronel Francisco Mauro, na qual voou também o Comandante do Terceira Força Aérea, Major-Brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez. A tropa, em posição de sentido, contemplava o momento histórico. “Missão cumprida, guerreiro alado”, disse o oficial-general depois do pouso.

Um monumento alusivo à data da desativação dos AT-26 foi inaugurado pelo Comandante da Aeronáutica. Na homenagem, estão duas placas com as ordens do dia relativas ao evento e o símbolo do Esquadrão Pacau. O Comandante Geral de Operações Aéreas, Tenente-Brigadeiro Gilberto Antonio Saboya Burnier disse: “Hoje é um dia para olhar para os céus, para a história, para nossas próprias razões e emoções de piloto”, e enfatizou ser o Xavante o “glorioso Treinador de várias gerações de caçadores”. Nas palavras do Comandante da Terceira Força Aérea, o Xavante também foi homenageado. “A história deste guerreiro que se despede hoje da sua vida operacional ficará registrada em nossas mentes, no costumaz e inesquecível barulho, no som que atravessou o tempo, deixando imagens vivas em todos aqueles que voaram com ele”. As palavras definiam o estado de espírito.

Um dos primeiros pilotos de AT-26, o Tenente-Brigadeiro Ivan Frota, aos 80 anos, também participou do último voo da aeronave que entra para a história. “É um dos momentos mais importantes da minha vida”. Ele foi a Itália no início da década de 70 para fazer o relatório que indicava o avião para ser montado sob licença no Brasil pela Embraer e assim propiciar mais um grande passo para a indústria aeronáutica no Brasil. O Major-Brigadeiro Lauro Ney Menezes, antigo comandante do Pacau, também enfatizou o valor do momento. “As pessoas e as aeronaves passam. Ficam as atitudes, a experiência e o estado de espírito”, disse.

Nova geração – A solenidade contou ainda com a formatura de novos pilotos de caça do Segundo Esquadrão do Quinto Grupo de Aviação após um ano de especialização com o avião Super Tucano A-29. “Foi uma solenidade muito especial mesmo porque tivemos tanto a despedida do Xavante como a formatura desses novos caçadores”, disse o Comandante da Aeronáutica em entrevista ao site da FAB. O Comandante ainda acrescentou a importância da transferência do 1/4 GAV para Manaus.

Ao fim da solenidade, os AT-26 foram sendo retirados, um a um, do estacionamento de aeronaves. Permaneceram os A-29 Super Tucano. Como num encontro de épocas, de histórias fortes e vívidas. A despedida do Xavante em alto estilo teve a companhia do sol, que acabou por secar as lembranças da chuva do início da manhã. O céu se abriu e a alegria tomou conta da saudade.

Uma pequena homenagem do Plano Brasil  a este grande, mas agora, velho guerreiro.

Fonte: Agência Força Aérea

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Fotos do Dia Inteligência

Projeto do governo para inteligência na fronteira do país está atrasado

Um megaprojeto de inteligência e integração de forças de segurança na fronteira brasileira, que tem como objetivo combater o crime organizado internacional, só deve começar a funcionar nos primeiros meses de 2011, embora o cronograma do governo federal previsse que, no segundo semestre de 2010, o programa já estaria em fase mais avançada.

O projeto de Policiamento Especializado na Fronteira (Pefron) prevê batalhões próprios e uso de equipamentos de última geração, como binóculos com câmera, aviões anfíbios e helicópteros tripulados e não-tripulados. É prevista a atuação de policiais civis, militares e peritos criminais, que serão treinados pela Polícia Federal e Força Nacional de Segurança.

O maior controle de fronteiras é apontado por especialistas como principal caminho para combater a entrada de drogas, armas e munições, que abastecem organizações criminosas no país. Na maior operação de combate ao tráfico realizada no Rio nas últimas duas semanas, na Vila Cruzeiro e conjunto de favelas do Alemão, a Polícia Militar informou ter encontrado 42 toneladas de drogas e 222 armas de diferentes calibres, além de ampla quantidade de munição.

Conforme documento do Ministério da Justiça, pelo cronograma do Pefron, lançado em 2008, as unidades de inteligência deveriam ter começado a funcionar em maio, o que não ocorreu. O projeto prevê 11 unidades, instaladas em cada um dos 11 estados do país que têm fronteira seca – são quase 17 mil quilômetros. A previsão é de investimentos de R$ 90 milhões em equipamentos somente em 2011.

A primeira unidade do Pefron será no Estreito de Breves, na cidade de Breves (PA). De acordo com o governo do Pará, a base está pronta, mas, como será na beira do Rio, é preciso preparar o terreno antes da colocação dos contêineres para que a terra não ceda. A assessoria de imprensa informou que houve atraso nas licitações para compra de equipamentos, fabricados fora do Brasil. Disse ainda que há previsão de que, nos primeiros meses de 2011, os equipamentos vindos do governo federal comecem a chegar no estado. Dois helicópteros para monitoramento foram comprados pelo estado e devem ser usados no Pefron.

O major Alexandre Aragon, subsecretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, afirmou ao G1 que o atraso para o início do Pefron não é motivo de preocupação. “O Pefron está no desenho ainda. Esperamos 510 anos para um programa efetivo de fronteiras para o Brasil. Segurança pública se faz com planejamento. Seria irresponsável lançar de forma imediata uma coisa que não fosse pactuada com os estados. Trazemos os estados federados para a questão das fronteiras. Já fizemos capacitação de servidores estaduais, mas ainda estamos desenhando um pacote para instrumentalização desse projeto, que está em fase de aquisições”, disse sobre o Pefron.

Aragon informou que as licitações para compra de equipamentos para o Pefron já foram abertas e que em 2011, ainda sem data prevista, os materiais começarão a ser encaminhados para os estados.

“Estamos trabalhando agora com uma pré-operação Pefron. A operação tem data para começar e terminar, mas o Pefron é um programa de Estado, não é para ser esgotado. Como pré-operação Pefron temos a Operação Sentinela, realizada pela PF com apoio da Força Nacional, e a Operação Três Fronteiras, da PM de Amazonas e Força Nacional.”

O subsecretário também destaca que a capacitação é uma etapa importante e que será constante dentro do Pefron. “O que acontecia antes: eu dava material e todo mundo ficava feliz. Isso não adianta, é preciso ensinar a usar, para que aquele material não se perca no tempo.”

Enquanto o Pefron não começa a funcionar efetivamente, a Polícia Federal realiza a Operação Sentinela, nos 11 estados com fronteira. A ação, que começou em março deste ano, já foi responsável pela abertura de mais de 900 inquéritos policiais, 1,6 mil prisões em flagrante, além da apreensão de 55 toneladas de maconha, e quase 2 toneladas de cocaína. Foram apreendidas 270 armas.

Fonte:  PORTAL G-1 via NOTIMP

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Defesa Opinião Segurança Pública

Guerra do Rio

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Autor e sugestão : Hiram Reis e Silva,

Porto Alegre, RS, 02 de dezembro de 2010.

– Origem da “guerra”

Os serviços de inteligência afirmam, categoricamente, que a violência no Rio de Janeiro foi em consequência de um impasse nas negociações entre políticos e policiais corruptos com os chefões da bandidagem. Os quadrilheiros quebraram o pacto de não-agressão porque se negaram a reajustar a tabela de propinas cobradas pelas autoridades policiais e políticas.

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– Governantes Omissos e Coniventes

A atuação das Forças Armadas nas Operações contra o narco-tráfico no Rio de Janeiro escancaram ao Brasil e ao mundo a inoperância dos governadores do estado do Rio de Janeiro, nas últimas três décadas, a crônica falta de recursos e a corrupção das polícias civil e militar da “Cidade Maravilhosa”. A mídia amestrada usou e abusou das imagens mostrando a apreensão de drogas e armas, mas a fuga dos chefões do tráfico mostra a incompetência de uma operação pirotécnica mais preocupada nas tomadas espetaculares do que nos resultados. O planejamento equivocado realizado pelas Forças Auxiliares (policias civil e militar) é patente quando se permitiu que os bandidos usassem rotas de fuga conhecidas por todos. A série de equívocos e falhas mostra que o comando das operações, como reza a Constituição, deveria ter sido realizado pelas Forças Armadas.

– A Guerra no Rio

Cel Gelio Fregapani

Muito já se escreveu sobre o assunto. Além do aplauso pela apreensão de droga e de armamento, me limitarei a preocupações ainda não aventadas suficientemente.

1ª – Não adiantará muito prender ou eliminar os que estavam incendiando os veículos. Estes são familiares de presos menores, forçados a fazê-lo sob ameaça a seus parentes. Maior efeito teria sobre os chefões, castigando-os severamente a cada ação de seus bandidos na rua. Claro, isto não será possível enquanto os direitos humanos dos bandidos forem maiores do que os direitos humanos de suas vítimas.

2º – Todos os pequenos traficantes mortos ou presos são descartáveis e facilmente substituíveis. Os grandes estão fora do alcance. O único segmento que podemos atingir eficientemente é o usuário, que financia tudo. Enquanto quisermos tratá-lo como doente e coitadinho nada funcionará. Temos que impor pesada multa ou trabalhos forçados, conjugado com uma campanha psicológica como a que foi feita contra o cigarro; centrada não sobre o perigo (que atrai os audazes), mas sobre o mote de que “a droga é para os fracos”.

3ª – Quando aquele tenente do Exército entregou três traficantes à facção inimiga apareceram o MP e os “direitos humanos” para atacar o Exército. O Beltrame disse “o Exército não está preparado para atuar na Segurança Pública…” Agora, por passe mágica, o Exército virou “a solução para o Alemão”… Mais cedo ou mais tarde alguém terá que atirar. Será processado também?

Todos sabemos que a responsabilidade terminará nas mãos do Exército, e que em breve o atual aplauso das comunidades se transformará em descontentamento, pelo prejuízo à estrutura econômica baseada no tráfico. O Exército sabe que só poderá ter sucesso acumulando o poder militar com o poder político, sob lei marcial. Ou não?

Solicito Publicação

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E–mail: hiramrs@terra.com.br

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Geopolítica

Brasil assina acordos de cooperação em Defesa com Sérvia, Polônia e Espanha

http://www2.dem.inpe.br/sbein/MDLogo.jpegO ministro da Defesa, Nelson Jobim, encerrou nesta sexta-feira (03/12)viagem de uma semana à Europa, onde assinou acordos de cooperação em Defesa com os governos de Sérvia, Polônia e Espanha. Os acordos prevêem, entre outras medidas, aumento no intercâmbio técnico e troca de oficiais para as respectivas escolas militares, além de criar as bases para futuros acordos mais específicos de cooperação.

Nesta sexta-feira, na Espanha, Jobim assinou acordo de cooperação em Defesa com a ministra da Defesa do país, Carmem Chacón. Em seguida, participou de cerimônia de entrega do primeiro avião de patrulha marítima P3-BR, de um total de nove adquirido pelo Brasil e que estão sendo modernizados na Espanha pela Airbus Military.

A ministra espanhola saudou a intensificação da cooperação entre os dois países, e lembrou que em 2006 o Brasil adquiriu 12 aviões de transporte C-295, batizados no Brasil de C-105 Amazonas.

A primeira escala oficial da viagem de Jobim ocorreu em 29 de novembro (segunda-feira) na Sérvia, onde a comitiva brasileira reuniu-se com a equipe do ministro da Defesa Sérvio Dragan Sutanovac.

Após a assinatura do acordo com a Sérvia, os brasileiros visitaram instalações militares da Brigada das Forças Especiais Sérvias, com exposição de equipamentos e demonstrações das tropas.

Na terça-feira, após visitar o Instituto Técnico Militar (VTI), da Sérvia, a comitiva brasileira viajou para a Polônia, onde visitaram a Empresa RADWAR (do Grupo Bunar).

A assinatura do acordo com o ministro da Defesa da Polônia, Bogdan Klich, ocorreu na quinta-feira, 1 de dezembro. O ministro Jobim também visitou o Comando das Forças Especiais Polonesas e o Centro de Treinamento de Força de Paz de Kielce, e em seguida embarcou para a Espanha.

Jobim chega em Brasília na madrugada deste sábado, e pela manhã participa da formatura da Academia Militar das Agulhas Negras, em Rezende (RJ). À tarde, reúne-se com o governador do Estado, para discutir a continuidade do apoio das Forças militares à segurança pública em pontos da capital daquele Estado.

Texto: José Ramos

Assessoria de Comunicação Social

Ministério da Defesa

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Conflitos Fotos do Dia Geopolítica

Tensão na Ásia:Coreia do Sul repete alerta contra norte-coreanos

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Ministro diz que Coreia do Sul bombardeará vizinho se Norte realizar novos atos provocativos.

A Coreia do Sul repetiu neste sábado seu alerta de que contra-atacará com força os norte-coreanos em caso de nova ofensiva inesperada.

O ministro da Defesa, Kim Kwan-jin, disse na sexta-feira que a Coreia do Sul bombardeará o país vizinho se a nação do Norte realizar mais atos provocativos, 11 dias após os norte-coreanos terem atacado a pequena ilha de Yeonpyeong, matando quatro pessoas.

“A provocação do nosso inimigo ainda não acabou,” afirmou Kim. “Mais à frente, eles continuarão atacando nossos pontos fracos e tramando provocações de novos aspectos… Se a Coreia do Norte realizar novamente uma provocação militar contra o nosso território e cidadãos, precisamos puni-los com uma reação poderosa e imediata até que eles se entreguem completamente.”

Kim, um general aposentado, também pediu melhorias na capacidade de combate, treinamento e “preparações para vencer em qualquer momento de combate contra o inimigo.”

Um ex-comandante das forças norte-americanas na Coreia pediu uma forte e “assimétrica” retaliação contra a Coreia do Norte em caso de mais provocações, além da interrupção de qualquer contato com o fechado regime norte-coreano.

“Da próxima vez que o Norte atacar, deve haver um ataque militar retaliatório imediato e assimétrico pela Coreia do Sul,” afirmou Burwell Bell, que se aposentou em 2008, segundo a agência de notícias Yonhap.

“Permitir que a Coreia do Norte ataque o Sul sem contra-ataque manda uma mensagem de fraqueza e timidez a Kim Jong-il,” afirmou, referindo-se ao líder do país vizinho.

Bell pediu que os aliados suspendam todos os laços com o Norte por meio de “sanções econômicas totais” e o abandono das negociações que envolvem seis países e têm o objetivo de interromper o programa nuclear norte-coreano.

Fonte: Último Segundo

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Conflitos Espaço Geopolítica

Espanha militariza espaço aéreo e declara estado de alerta

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A Aeronáutica assumiu o controle do espaço aéreo após controladores abandonarem os postos de trabalho na tarde desta sexta-feira, 3

4/12/2010

O governo espanhol declarou estado de alerta neste sábado, 4, devido ao caos aéreo causado pela greve dos controladores de voo. O anúncio foi feito pelo vice primeiro-ministro, Alfredo Pérez Rubalcaba, sendo a decisão tomada em reunião extraordinária do governo, que começou às 9h do horário local (6h de Brasília) . Esta é a primeira vez que uma situação com essas características acontece na Espanha democrática.

“Havíamos dito que se a situação dos aeroportos não se normalizasse, seria declarado o estado de alerta. Está claro que a situação não se normalizou”, afirmou Rubalcaba após reunião de gabinete. O estado de alerta deve durar até 15 dias no máximo e o espaço aéreo ficará fechado até domingo.

Militares assumem espaço aéreo

A Aeronáutica assumiu o controle do espaço aéreo da Espanha nesta sexta-feira, 3, em resposta à greve de cerca de 90% dos controladores de voo do país, que protestam por melhores salários. Os principais aeroportos foram militarizados após os funcionários abandonarem seus postos de trabalho às 17h desta sexta-feira.

De acordo com o Ministério da Defesa da Espanha, os militares continuarão com o controle do espaço aéreo até que os controladores reassumam suas funções. Entres as possíveis saídas para o caos está o envio de 300 controladores militares às torres de controle e a abertura de aeroportos militares para atender a demanda civil.

O governo alertou os controladores que, caso não voltem ao trabalho, serão acusados de delito grave, suscetível de pena de prisão. O sindicato da classe explicou que a greve foi um movimento espontâneo, fruto do “estresse do trabalho”.

No início da manhã de sexta, o governo havia baixado um decreto que subordinou a classe ao Ministério da Defesa e ampliou a jornada de trabalho dos controladores de 1.200 horas anuais para 1.670.

A greve afetou mais de 250 mil passageiros, que tiveram seus voos adiados ou cancelados. Nos aeroportos, o clima nesta sexta-feira, 3, era de confusão e revolta

A greve dos controladores afetou mais de 250 mil pessoas

Fonte:BBC Brasil via Opiniao e Notícia

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Geopolítica

Atualizado: Israel critica decisão do Brasil de reconhecer Estado palestino

Israel manifestou nesta sexta-feira (3/11) sua “decepção” pela decisão do Governo brasileiro de reconhecer o Estado palestino pelas fronteiras de 1967, alegando que repercutirá negativamente no processo de paz no Oriente Médio.

“Toda tentativa de buscar atalhos para esse processo e determinar de antemão e de forma unilateral os temas importantes e polêmicos apenas danificará a confiança entre as partes e seu compromisso em concluir as negociações de paz”, ressaltou o Ministério de Assuntos Exteriores israelense em comunicado.

A diplomacia israelense também lamentou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha tomado a decisão apenas um mês antes de entregar o cargo à sua sucessora, Dilma Rousseff.

Além disso, destacou que o reconhecimento do Estado palestino representa uma violação dos acordos bilaterais assinados em 1995 e do Mapa de Caminho, o plano de paz apresentado em 2003 pelo Quarteto de Madri, formado por EUA, Rússia, União Europeia e Nações Unidas.

Lula comunicou a decisão por carta ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, na quarta-feira passada.

O reconhecimento foi uma resposta à solicitação realizada por Abbas em 24 de novembro e é uma posição “coerente” com as resoluções das Nações Unidas, destacou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil em comunicado.

“O reconhecimento do Estado palestino é parte da convicção brasileira de que um processo negociador que resulte em dois Estados convivendo pacificamente e em segurança é o melhor caminho para a paz no Oriente Médio, objetivo que interessa a toda a humanidade”, acrescenta a nota.

O Brasil passa a integrar uma lista de mais de cem países que reconhecem o Estado palestino, entre eles todos os árabes, a maior parte da África, além de muitos da Ásia e do leste da Europa.

O porta-voz do departamento de Assuntos Relacionados com a Negociação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Xavier Abu Eid, disse à Efe que outros sete países latino-americanos se mostraram dispostos a manter conversas bilaterais para reconhecer a independência palestina pelas fronteiras de 1967 no momento adequado.

“Esperamos que a decisão do Brasil origine uma onda de reconhecimentos latino-americanos como a que houve após 1988 (por causa da Declaração de Independência Palestina) em outras partes do mundo”, ressaltou.

Desde 1975, o Brasil já reconhecia a OLP como “legítima representante do povo palestino” e em 1993 abriu sua primeira legação diplomática nos territórios palestinos.

O Governo de Lula intensificou suas relações com os palestinos nos últimos anos e em março realizou uma viagem oficial à região que também incluiu uma visita a Israel.

Em sua carta a Abbas, Lula renova sua oferta mediadora, ao assegurar que o “Brasil estará sempre preparado para ajudar no que for necessário”.

Por sua vez, o dirigente palestino Nabil Shaat felicitou o presidente brasileiro por “cumprir com sua palavra” e dar “uma resposta de forma não violenta ao unilateralismo israelense”.

Shaat afirmou que a decisão de Lula é um “reflexo da histórica amizade e irmandade dos povos brasileiro e palestino” e uma “confirmação do importante papel do Brasil na comunidade internacional”.

Sugestão do mapa Rafael

Comentário extraído da Folha, sugestão : Gérsio Mutti.

HISTÓRICO

O Itamaraty lembra que mais de cem países reconhecem o Estado palestino. “Entre esses, todos os árabes, a grande maioria dos africanos, asiáticos e leste-europeus. Países que mantêm relações fluidas com Israel – como Rússia, China, África do Sul e Índia, entre outros – reconhecem o Estado palestino. Todos os parceiros do Brasil no IBAS e no BRICS já reconheceram a Palestina”.

A maior parte dos reconhecimentos veio após à Declaração de Independência adotada pelo Conselho Nacional Palestino, em novembro de 1988, em Argel. A declaração foi aprovada, no mesmo ano, pela Assembleia Geral da ONU –com o voto favorável do Brasil.

Fonte:  Opera Mundi

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Fotos do Dia Geopolítica

Sarkozy defende Brasil, Índia, Alemanha e Japão no Conselho de Segurança da ONU

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Sarkozy reafirmou que Alemanha, Brasil, Japão e um representante africano e árabe deveriam ter também assentos permanentes

O presidente da França, Nicolas Sarkozy reiterou neste sábado na Índia seu apoio a reforma do Conselho de Segurança da ONU e garantiu que este país “merece” ser membro permanente.

“É impensável imaginar que 1,1 bilhão de indianos não estejam representados de forma permanente no Conselho de Segurança”, disse Sarkozy em declarações transmitidas pela televisão pública.

O líder francês, que chegou neste sábado à Índia em visita oficial de quatro dias, discursou na Organização Indiana de Pesquisa Espacial (Isro, na sigla em inglês), na cidade de Bangalore.

Em linha com o que havia expressado em outras ocasiões, Sarkozy reafirmou que Alemanha, Brasil, Japão e um representante africano e árabe deveriam ter também assentos permanentes no Conselho.

Durante visita à Índia no início de novembro, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, manifestou apoio ao país para que aceda a este posto, um dos maiores desafios da diplomacia indiana.

Em seu discurso, Sarkozy defendeu o fim da “injustiça” do “isolamento nuclear” da Índia, que “tem direito a energia nuclear civil”, e apoiou que o gigante asiático entre no grupo de fornecedores nucleares.

Apesar de a Índia não ter assinado o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), o acordo de cooperação nuclear civil fechado com os EUA, já em sua última fase de desenvolvimento, abriu as portas ao comércio nuclear para vários países, entre estes a França.

Sarkozy partirá nesta tarde acompanhado de sua mulher, Carla Bruni, à cidade de Agra (norte), onde está prevista visita ao Taj Mahal.

O líder francês, acompanhado de ampla delegação composta por sete ministros, parlamentares e empresários, chegará no domingo à noite a Nova Délhi, onde deve reunir-se com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, antes de partir finalmente à cidade financeira de Mumbai.

Fonte: Último Segundo

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Defesa Sistemas de Armas

LCA Tejas faz disparo inaugural do míssil ar-ar R-73

O jato de combate leve da Índia, LCA Tejas, realizou o primeiro lançamento real do míssil ar-ar Vympel R-73, alcançando um importantíssimo marco operacional da sua fase de teste.
O lançamento do míssil de curto alcance, guiado por infravermelho, foi feito do LSP-4 (exemplar de pré-produção), nas proximidades da Base Aeronaval de Hansa, da Marinha Indiana. O teste foi monitorado por outro Tejas, que gravou toda a seqüência de lançamento e transmitiu os dados em tempo real, via data link, para uma base em solo situada na região de Bangalore.

Vympel R-73

Em julho, o primeiro exemplar do Tejas naval fez o roll-out. Para permitir as operações embarcadas em porta-aviões, o exemplar, biplace, recebeu gancho de retenção e trem de pouso mais cumprido e reforçado. Os engenheiros também fizeram algumas modificações no nariz da aeronave para melhorar a visão para os pilotos. A previsão inicial era de que o Tejas naval fizesse seu voo inaugural até o final deste ano, o que não foi feito até agora. Em março, o primeiro exemplar de pré-produção fez seu voou inaugural em Bangalore, atingindo velocidade supersônica de 1.350km/h, tornando-se o segundo avião de fabricação indiana a quebrar a barreira do som. O primeiro foi o caça HAL Marut.

Fonte: Revista Asas

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Defesa Vídeo

CIGS na batida do Sepultura

O Centro de Instrução de Guerra na Selva (C I G S), também conhecida como Centro Coronel Jorge Teixeira, é uma organização militar sediada em Manaus, destinada a qualificar militares líderes de pequenas frações, como guerreiros de selva, combatentes aptos a cumprir missões, de natureza militar, nas áreas mais inóspitas da Floresta Amazônicabrasileira. Seu nome é uma homenagem ao precursor do Centro, que se tornaria seu primeiro comandante, mais conhecido como “Teixeirão”.

São ministrados Cursos de Operações na Selva, em três categorias diferentes, além dos estágios militares e também para civis. Seu símbolo é a onça-pintada.

Para o melhor desenvolvimento dos trabalhos, o CIGS está estruturado em uma Divisão de Ensino, uma Divisão de Doutrina Pesquisa e Avaliação, Divisão de Alunos, uma Divisão de Veterinária, uma Divisão Administrativa e uma Base Administrativa.

Saiba mais sobre o CIGS clicando aqui

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Altos e baixos do programa Ilyushin 112


Plano Brasil

Autor: E.M.Pinto


O programa Ilyushin Il-112VT que visa o desenvolviemnto de uma aeronave de transporte tático leve é o vencedor da concorrência para o fornecimento de uama nova aeronave de transporte para a força aérea Russa.

A aeronave  de asa alta com capacidade de transporte de  seis toneladas métricas ( 13.228 £) é impulsionada por dois turboélices Klimov de 2.500 hp cada, modelo  TV7-117S já certificados para voos comerciais e empregue na aeronave comercial Il-114. O projeto da asa da aeronave também é baseada no modelo de asa baixa Il-114, lançado em 2000 (o qual segundo informações poderá ser a futura plataforma anti-submarino Russa). Sua fuselagem é 6,2 m mais curta.

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Il 114T versão Radar

O programa apresentou uma aeronave que possui capacidade de transportar cargas até 6.000 kg e um alcance máximo de 6,000 km. A cabine possui 2,4 x 2,4 m por 11.28 m e uma rampa traseira e é habilitado para operar em pistas não preparadas de  800-1.000 m.

O Il 112 é bastante semelhante estéticamente a aeronave  C 27 Spartan da Lokheed Martin/Alenia, entretanto possui menor capacidade de carga que o modelo Italo/Americano.

O Il-112VT foi selecionado em maio de 2003, como aeronave de transporte da Força Aérea Russa, superando os seus concorrentes MIG RSK-110, Tupolev Tu 136T e Sukhoi S-80. O Ministério da Defesa da Rússia estimou que seria necessário adquirir entre  100-120 aeronaves até 2010. O mercado comercial foi estimado em 200 unidades, até o momento o programa esteve suspenso devido a falta de verbas e portanto, priorização de outros programas como o do caça de 5G PAK FA.

Em Outubro de 2008 Mikhail Shushpanov presidente diretor da empresa construtora disse que a empresa começaria a produzir os aviões Il-112 ainda naquele ano, a partir do mês de Novembro. Porém, ainda naquele mesmo ano, foi anunciado um plano de reestruturação e um novo cronograma  apresenatdo pela Força Aérea Ruussa estipulava a extensão do projeto com a produção para até 2015.

Segundo este novo  plano,  era esperada a fabricação de um total de 262 aviões sendo inicialmente 65 da versão militar: dois em 2010, quatro em 2011, 8 em 2012, 11 em 2013, 20 em 2014 e 20 em 2015).

A Força Aérea russa planejava adquirir  112 aviões do modelo militar,  objetivando renovar a sua frota, conforme afirmou  o Maj-Gal Viktor Kachalkin comandante da Aviação de Transporte Militar (MTA). O fabricante também esperava fornecer a aeronave para o mercado civil.

Chegou inclusive a circular na internet um suposto interesse da Venezuela pela aeronave (clique aqui para ler), a qual substituiria o modelo G222  aeronave da qual origina o C 27 Spartan,  mas as informações nunca foram confirmadas.

Porém em Agosto de 2010 o fabricante Russo anunciou (segundo a INTERFAX) que o programa poderia ser suspenso, de lápara cá pouco ou quase nada tem sido dito sobre o programa, embora a versão civil conste ainda no site do fabricante como um projeto como pode ser conferido clicando aqui.

Especificações

Tripulação: 2
Comprimento da fuselagem: 23.14 m (75 ft 11 in)
Comprimento da asa: 25.74 m (84 ft 5 in)
Altura: 8.87 m (29 ft 1 in)
Área da asa: 300.0 m² ()
Carga útil: 6000 kg (13,000 lb)
Máximo de decolagem: 20,000 kg (44,000 lb)
Propulsão: 2× Klimov TV7-117ST turboprops, 2,100 kW (2,800 hp) cada

Performance

Velocidade de cruzeiro: 550-580 km/h (340-360 mph)
Alcance : 5,000 km com 2 ton de carga; 1000 km com carga máxima (3,100 mi com 2 ton de carga; 600 com carga máxima)
Teto de serviço: 9,000 m (30,000 ft).