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SEGUNDO BRIGADERIO ROSSATO: 36 Gripen são suficientes para tempos de paz

Quando a Força Aérea Brasileira (FAB) começou o projeto FX-2 para adquirir caças mais modernos, o plano era reequipar a Força com pelo menos mais de 100 aeronaves. Em 2014, o então presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac), brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso, chegou a afirmar que a FAB estudava adquirir um total de 108 caças para substituir a frota atual de aviões de combate. De lá para cá, a Força fechou contrato com a sueca Saab para apenas 36 caças e não possui previsão para a ampliação da frota. Em entrevista exclusiva ao site Indústria de Defesa & Segurança (ID&S), o Comandante da FAB, Brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, detalha o projeto do Gripen e a estratégia de defesa do País com o novo caça.

 ID&S: Para que tipo de operações o Gripen será empregado?

Brig. Rossato: O Gripen NG é uma aeronave multimissão, capaz de realizar defesa aérea, ataque à superfície e reconhecimento aéreo. Um dos principais diferenciais da aeronave é inclusive a capacidade de cumprir várias ações distintas em um mesmo voo.

 ID&S: A encomenda inicial dos  Gripen prevê a entrega de 36 aparelhos, mas há em contrato a possibilidade dessa quantidade ser estendida.  Há planos de comprar um número maior de Gripen?   Trinta e seis aparelhos são suficientes para a defesa  aérea do território brasileiro?


Brig. Rossato: A encomenda de 36 unidades é suficiente para a demanda inicial, de substituir os caças Mirage. Vale salientar que o Gripen irá operar, inicialmente, ao lado dos caças F-5 e A-1. Futuramente estes dois outros modelos precisarão de um substituto.

ID&S: A FAB adquiriu 36 Gripen. Esse número supre a necessidade do Brasil em tempos de paz?


Brig. Rossato: O número é adequado para a atual necessidade operacional, lembrando que essas aeronaves irão operar ao lado das frotas de F-5 e A-1, que futuramente também precisarão de substituição.

 

ID&S: Em tempos de guerra, quantas aeronaves o Brasil precisaria ter?


Brig. Rossato: A resposta depende fundamentalmente do cenário. No caso, a Força Aérea Brasileira trabalha hoje com uma análise das capacidades específicas, e a concepção estratégica “Força Aérea 100” lista capacidades a serem adquiridas ou mantidas pela FAB, o que tem sido buscado por meio dos diversos projetos de aquisição e modernização.

ID&S: Se o Brasil precisasse aumentar rapidamente o número de Gripen por entrar em algum conflito, isso é possível pelo contrato feito com a Saab?


Brig. Rossato: O Brasil terá capacidade de produzir parcela expressiva das aeronaves Gripen em território brasileiro.

ID&S: A base do Gripen é em Brasília. Caso haja alguma ameaça ao Pré-sal, os caças Gripen teriam condições de rapidamente apoiar a defesa? E para a defesa da Amazônia, esse deslocamento é possível?


Brig. Rossato: A base na realidade fica em Anápolis (GO). Para essa pergunta, é importante ressaltar a mobilidade como uma das principais características de uma força aérea. Uma aeronave Gripen não apenas tem autonomia para combater a cerca de 1.000 km de distância da sua base, mas também pode ser reabastecida em voo e dessa forma multiplicar seu alcance. Além disso, outras pistas de pouso em todo o País, sejam elas de bases aéreas ou não, são adequadas para a operação dos caças, que podem receber apoio em solo com uma infraestrutura transportável em aeronaves de apoio logístico. Tal tipo de deslocamento já é costumeiramente utilizado pela Força Aérea Brasileira com outros modelos de aeronave, já tendo sido realizados, inclusive, exercícios de operação a partir de rodovias. Destaco que uma das características do Gripen é a simplicidade para operar deslocado.

ID&S: Com os caças Gripen, podemos considerar o Brasil o país melhor equipado da América Latina?


Brig. Rossato: Pode-se dizer que o Brasil contará com um caça multimissão de última geração que permitirá o cumprimento de todas as missões da Aviação de Caça.

ID&S: Qual a porcentagem do orçamento da FAB estará comprometido para manter a esquadrilha de Gripen?


Brig. Rossato: O custo de operação de aeronaves militares é uma informação classificada. Contudo, podemos informar que o Gripen se caracteriza por ser uma aeronave de custo operacional dentro da nossa expectativa.

ID&S: O Gripen foi apresentado no ano passado na Suécia e uma réplica foi exposta em vários locais do Brasil. Qual o objetivo da FAB com essas exposições?


Brig. Rossato: Além de divulgar a Força Aérea, o objetivo é demonstrar a alta tecnologia que está em fase de desenvolvimento com a participação brasileira, e os ganhos que trará para a Força Aérea Brasileira e para o País. A compreensão da sociedade sobre a importância do tema Defesa é fundamental para haver o apoio necessário aos projetos estratégicos, por meio do Congresso Nacional.

ID&S: Para o senhor, quais foram os principais avanços do desenvolvimento do projeto do Gripen em 2016? E qual a expectativa para 2017? O corte orçamentário afetou o cronograma do projeto?


Brig. Rossato: O programa avança conforme seu cronograma. Depois da apresentação do primeiro protótipo do Gripen NG, em maio de 2016, ocorrido na Suécia, outro grande passo ocorreu em 22 de novembro, com a inauguração do Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN, do inglês Gripen Development Network), na sede da Embraer em Gavião Peixoto (SP). É o principal marco no processo de transferência de tecnologia. Trata-se do primeiro da lista de 60 projetos de offset (compensações de natureza industrial, tecnológica ou comercial) avaliados em US$ 9 bilhões. O GDDN deve abrigar em torno de 300 engenheiros e técnicos simultaneamente. Já em 2017 serão ocupadas 150 funções no GDDN. Ao mesmo tempo, há também brasileiros indo para a Suécia. Até 2024 serão 350 profissionais brasileiros com participação ativa no projeto, na Suécia. Cada um deles deve voltar e transmitir seus conhecimentos no GDDN.

Fonte: ID&S

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Paraquedistas do Exército participam do evento “Airborne Days IV”

Rio de Janeiro (RJ) – De 17 a 24 de fevereiro, paraquedistas do Comando de Operações Especiais, da Companhia de Precursores Paraquedista e do Batalhão de Dobragem, Manutenção de Paraquedas e Suprimento pelo Ar estiveram em Eloy (Arizona), nos EUA, para realizar reconhecimento de material aeroterrestre de emprego militar. A comitiva participou de evento técnico organizado pela empresa Airborne Systems, que produz esse tipo de material.

Na ocasião, aconteceram diversas demonstrações e saltos com paraquedas semiautomáticos e de salto livre, além de serem testados novos sistemas de navegação e de oxigênio para saltos de grande altitude.

Fonte: EB