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EUA enviam novas tropas à Síria

Centenas de soldados são mobilizados para reforçar as tropas da coalização liderada por Washington em território sírio, visando iminente ofensiva contra o EI em Raqqa. Forças incluem oficiais da Marinha e Rangers.

Os Estados Unidos ordenaram o envio de novas tropas à Síria para reforçar uma ofensiva contra o “Estado Islâmico” (EI) na cidade de Raqqa – principal reduto jihadista no país e capital não oficial do autodenominado califado –, confirmaram autoridades americanas nesta quinta-feira (09/03).

Segundo o jornal New York Times, essas tropas adicionais incluem membros da infantaria da Marinha e das forças especiais dos Rangers, que já chegaram ao país. A missão desses soldados, de acordo com o veículo, será ajudar no preparo das forças sírias para a iminente investida em Raqqa.

“Estamos preparando apoio logístico e de artilharia para permitir uma ofensiva bem-sucedida na autoproclamada capital do EI”, afirmou, ao mesmo jornal, o coronel John Dorrian, porta-voz da coalizão liderada pelos Estados Unidos para combater o grupo terrorista na Síria e no Iraque.

Dorrian disse que, por motivos de segurança, não será divulgado o número exato de soldados americanos na Síria, bem como sua localização nessa ofensiva, mas confirmou que “cerca de 400 tropas adicionais foram mobilizadas temporariamente para permitir a derrota do EI em Raqqa”.

Em audiência no Senado americano, o general do Comando Central militar dos EUA Joseph Votel também confirmou o envio desses soldados, segundo agências de notícias internacionais.

Na luta contra o EI na Síria, Washington tem como principal parceiro as Forças Democráticas Sírias (SDF), que incluem milícias curdas. A aliança não agrada a Turquia, que, por sua vez, opera na Síria com a prioridade de evitar que os curdos controlem o norte do país ao longo de sua fronteira.

Desde novembro do ano passado, a coalizão liderada pelos Estados Unidos vem trabalhando para isolar o “Estado Islâmico” em Raqqa, onde as Forças Armadas americanas estimam haver entre 3 mil e 4 mil combatentes do grupo terrorista.

À agência de notícias Reuters, Dorrian garantiu que os esforços para cercar a cidade estão indo “muito bem” e podem ser concluídos em algumas semanas. Nos últimos dias, as SFD bloquearam a rodovia que liga Raqqa à província de Deir ez-Zor, última importante saída do reduto jihadista.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

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9 de março de 1957: EUA aprovam Doutrina Eisenhower

No dia 9 de março de 1957, o Congresso dos Estados Unidos aprovou um pacote de sugestões conhecido como Doutrina Eisenhower.

O presidente norte-americano Dwight Eisenhower ressaltara, num pronunciamento diante do Congresso em 5 de janeiro de 1957, que o Oriente Médio havia atingido uma nova fase crítica em sua história.

“Nas últimas décadas, muitos países na região não conseguiram a autonomia completa; outras nações desempenharam um papel autoritário, ameaçando a segurança na área. Mas desde a Primeira Guerra Mundial houve movimentos positivos pela independência e os Estados Unidos saúdam essas iniciativas”, destacou o chefe de Estado e governo.

Eisenhower, entretanto, estava preocupado com a nova intromissão das potências coloniais na região (o conflito pelo Canal de Suez, entre britânicos e franceses, e o avanço de Israel) e acusava o “comunismo internacional” de agravar e inclusive manipular a situação. Para contrabalançar o suposto avanço do poder soviético na região, Eisenhower sugeriu ao Congresso uma resolução para prestar apoio econômico e militar ao Oriente Médio.

O pacote de medidas foi aprovado no dia 9 de março de 1957 e passou a ser conhecido como a Doutrina Eisenhower. Na realidade, ela repetia os princípios da Doutrina Truman, editada dez anos antes, beneficiando a Grécia e a Turquia. Depois da criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Ocidente, e da Organização do Tratado do Sudeste Asiático (Seato), em 1955 havia sido criado o Pacto de Bagdá, fechando a frente contra a União Soviética.

Intervenção dos EUA

No conflito do Oriente Médio em 1956, o fornecimento de armas por Moscou havia aumentado a influência soviética sobre a Síria e o Egito. Depois da derrubada da monarquia no Iraque pelos militares, em 1958, e da advertência do presidente conservador do Líbano, Kamil Chamoun, para o perigo de um golpe socialista em seu país, os EUA resolveram intervir diretamente, através do envio de fuzileiros navais por três meses a Beirute.

A missão norte-americana no Líbano foi criticada, pois a Doutrina Eisenhower permitia apenas intervenção em caso de ameaça à segurança externa. Na realidade, o interesse de Washington era econômico, devido à riqueza petrolífera da região. Apesar de não quererem mais uma missão como a de 1958 no Líbano, os EUA tentaram conquistar os países da região através de apoio político e econômico. E essa fórmula, a longo prazo, surtiu mais efeito do que a Doutrina Eisenhower.

A Jordânia conseguiu estabilizar sua situação depois da reviravolta no Iraque, o Egito se distanciou da União Soviética – alguns anos mais tarde, inclusive, fez as pazes com Israel, enquanto as nações do Golfo se aliaram a Washington. Devido a este apoio incondicional a Israel, muitas nações árabes ainda hoje veem com ceticismo as intenções de Washington. A aplicação da Doutrina Eisenhower ao pé da letra só teria aumentado essa aversão.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

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Vídeo: Apresentação do Fuzil de assalto Heckler & Koch 416F Calibre 5,56×45 no Exército francês.

 

O Exército francês (Armée de terre  ) iniciou o treinamento de seus militares com o novo fuzil de assalto HK-416F Calibre 5,56×45. O novo armamento substituirá os fuzis FAMAS do tipo Bullpup que estão em operação nas Forças Armadas Francesas desde o final da década de 1970.

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General dos EUA acusa Rússia de ter míssil de cruzeiro que ameaça OTAN

A Rússia mobilizou um míssil de cruzeiro de lançamento terrestre que viola o “espírito e a intenção” de um tratado de controle de armas e representa uma ameaça à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), disse o vice-presidente do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Paul Selva, nesta quarta-feira.

Foi a primeira acusação pública de um militar norte-americano a respeito da mobilização desde relatos do mês passado segundo os quais a Rússia montou secretamente o míssil de cruzeiro SSC-8, que Moscou está desenvolvendo e testando há vários anos, apesar de os EUA se queixarem de que ele viola seções do tratado Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF, na sigla em inglês), de 1987.

“O sistema em si representa um risco à maioria de nossas instalações na Europa, e acreditamos que os russos o mobilizaram deliberadamente para ameaçar a Otan e instalações dentro da área de responsabilidade da Otan”, afirmou Selva durante uma audiência do Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Deputados. Ele não especificou se o míssil comporta uma arma nuclear.

Selva disse que os EUA abordaram o assunto com Moscou, mas não quais opções estão sendo cogitadas se as discussões não derem resultado. Ele acrescentou, porém, que “nos pediram para incorporar um conjunto de opções na análise de postura nuclear”.

Em uma entrevista concedida à Reuters no mês passado, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que tocará no tema da mobilização com seu colega russo, Vladimir Putin, “se e quando nos reunirmos”.

Idrees Ali

Foto: Lançamento em storyboard do que seria o míssil da ‘polêmica’ em Kapustin Yar – Military Russia

Fonte: Reuters

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  • Artigo do The New York Times de 14/02/2017 relatando o assunto segundo as autoridades dos EUA.
  • By MICHAEL R. GORDON
  • Russia Deploys Missile, Violating Treaty and Challenging Trump

Foto: Military Russia

Rússia implementa míssil, viola Tratado e desafia Trump

Por MICHAEL R. GORDON

A Rússia lançou um novo míssil de cruzeiro que, segundo as autoridades americanas, viola um tratado de controle de armas, o que representa um grande teste para o presidente trunfo, uma vez que seu governo enfrenta uma crise sobre seus laços com Moscou.

O novo posto de mísseis russos também vem quando o governo Trump está lutando para preencher posições-chave no Departamento de Estado e no Pentágono – e se instalar em substituição permanente de Michael T. Flynn, o conselheiro de segurança nacional que renunciou na segunda-feira. Flynn deixou o cargo depois de revelar que ele havia induzido o vice-presidente e outros funcionários a conversar com o embaixador de Moscou em Washington.

O míssil de cruzeiro lançado no solo no centro das preocupações americanas é aquele que a administração Obama disse em 2014 tinha sido testado em violação de um tratado de 1987 que proíbe os mísseis de alcance intermediário americanos e russos baseados em terra.

O governo Obama tentou persuadir os russos a corrigirem a violação enquanto o míssil ainda estava em fase de teste. Em vez disso, os russos avançaram com o sistema, implantando uma unidade totalmente operacional.

Funcionários da administração disseram que os russos agora têm dois batalhões do míssil de cruzeiro proibido. Um ainda está localizado no local de testes de mísseis da Rússia em Kapustin Yar, no sul da Rússia, perto de Volgograd. O outro foi deslocado em dezembro daquele local de teste para uma base operacional em outro lugar do país, de acordo com um alto funcionário que não forneceu mais detalhes e pediu anonimato para discutir relatórios de inteligência recentes sobre o míssil.

Funcionários americanos haviam chamado o míssil de cruzeiro SSC-X-8. Mas o “X” foi removido dos relatórios de inteligência, indicando que os oficiais de inteligência americanos consideram o míssil operacional e não mais um sistema em desenvolvimento.

O programa de mísseis tem sido uma grande preocupação para o Pentágono, que desenvolveu opções de como responder, incluindo a implantação de novas defesas de mísseis na Europa ou o desenvolvimento de mísseis de cruzeiro aéreos ou marítimos.

As ações da Rússia também são politicamente significativas.

É muito improvável que o Senado, que já está cético com as intenções do presidente Vladimir Putin, concordaria em ratificar um novo acordo estratégico de controle de armas, a menos que a alegada violação do tratado de alcance intermediário seja corrigida. Trump disse que os Estados Unidos deveriam “fortalecer e expandir sua capacidade nuclear”. Mas, ao mesmo tempo, falou de chegar a um novo acordo de armamento com Moscou que reduziria armas “muito substancialmente”.

A implantação do sistema também poderia aumentar substancialmente a ameaça militar para as nações da OTAN, dependendo de onde o sistema altamente móvel é baseado e quantas baterias mais serão implantadas no futuro. Jim Mattis, secretário de Defesa dos Estados Unidos, está programado para se reunir com ministros de defesa aliados em Bruxelas na quarta-feira.

Antes de deixar seu posto no ano passado como comandante da OTAN e aposentado das forças armadas, o general Philip M. Breedlove alertou que a implantação do míssil de cruzeiro seria um desenvolvimento militarmente significativo que “não pode ficar sem resposta”.

Chegar a uma solução de controle de armas não seria fácil. Acredita-se que cada batalhão de mísseis tenha quatro lançadores móveis com cerca de meia dúzia de mísseis com propulsão nuclear alocados a cada um dos lançadores. O lançador móvel para o míssil de cruzeiro, no entanto, se assemelha muito ao lançador móvel usado para o Iskander, um sistema de curto alcance com ponta nuclear que é permitido por tratados.

“Isso fará com que localização e verificação sejam realmente difíceis”, disse o general Breedlove em entrevista.

Embora altos funcionários do governo Trump não tenham dito onde a nova unidade está baseada, tem havido especulação em relatos de imprensa que um sistema de mísseis com características semelhantes é implantado na Rússia central.

As relações americanas e russas estavam em melhor situação em dezembro de 1987, quando o presidente Ronald Reagan e Mikhail S. Gorbachev, o líder soviético, assinaram um acordo de armas, conhecido formalmente como o Tratado de Forças Nucleares de Intermediário.

Como resultado do acordo, a Rússia e os Estados Unidos destruíram 2.692 mísseis. Os mísseis que os russos destruíram incluíam o SS-20. Os americanos destruíram seus mísseis balísticos Pershing II e mísseis de cruzeiro lançados pelo solo, baseados na Europa Ocidental.

“Só podemos esperar que este acordo histórico não seja um fim em si mesmo, mas o início de uma relação de trabalho que nos permita abordar as outras questões urgentes que temos diante de nós”, disse Reagan na época.

Mas os russos desenvolveram o remorso do comprador. Durante o governo de George W. Bush, Sergei B. Ivanov, ministro russo da defesa, sugeriu que o tratado fosse abandonado porque a Rússia ainda enfrentava ameaças de nações em sua periferia, incluindo a China.

A administração Bush, no entanto, estava relutante em terminar um tratado que as nações da OTAN valorizavam e cuja revogação teria permitido à Rússia construir forças que poderiam potencialmente ser dirigidas aos aliados dos Estados Unidos na Ásia.

Em junho de 2013, Putin denunciou que “quase todos os nossos vizinhos estão desenvolvendo esses tipos de sistemas de armas” e descreveu a decisão da União Soviética de concluir o tratado INF como “discutível, pelo menos”.

A Rússia começou a testar o míssil de cruzeiro já em 2008. Rose Gottemoeller, que era oficial de controle de armas do Departamento de Estado durante a administração Obama e agora é vice-secretário-geral da OTAN, levantou a suposta violação com autoridades russas em 2013.

Depois de anos de frustração, os Estados Unidos convocaram uma reunião de novembro de 2016 em Genebra de uma comissão especial de verificação estabelecida sob o tratado para lidar com questões de conformidade. Foi a primeira reunião em 13 anos da comissão , cujos membros incluem os Estados Unidos, a Rússia e três ex-repúblicas soviéticas que também são parte no acordo: Bielorrússia, Cazaquistão e Ucrânia.

Mas a Rússia negou ter violado o tratado e respondeu com suas próprias alegações de violações americanas, as quais os norte-americanos afirmaram serem espúrias.

O governo Obama argumentou que era do interesse dos Estados Unidos preservar o tratado. Alguns especialistas militares dizem que os Estados Unidos precisam aumentar a pressão anunciando planos para expandir as defesas de mísseis na Europa e implantar mísseis nucleares aéreos ou aéreos.

“Temos ferramentas fortes como defesa de mísseis e contra-ataque, e não devemos tirar nenhuma delas da mesa”, disse o general Breedlove.

Franklin C. Miller, antigo funcionário do Pentágono que serviu no Conselho de Segurança Nacional sob Bush, disse que os militares russos podem ver o míssil de cruzeiro como uma maneira de expandir sua cobertura de alvo na Europa e na China para liberar suas forças nucleares estratégicas Concentrar-se em metas nos Estados Unidos.

“Claramente, os militares russos pensam que este sistema é muito importante, importante o suficiente para quebrar o tratado”, disse Miller.

Mas ele advertiu contra a resposta em espécie, procurando implantar novos mísseis nucleares americanos de alcance intermediário na Europa.

“A última coisa que a OTAN precisa é de um debate contundente como fizemos no final dos anos 70 e começo dos anos 80 sobre novos desdobramentos de mísseis na Europa”, acrescentou Miller. “Os Estados Unidos devem construir sua defesa antimísseis na Europa. Mas se os Estados Unidos querem implementar uma resposta militar, ela deve ser baseada no mar “.

Jon Wolfsthal, que serviu como especialista em armas nucleares no Conselho de Segurança Nacional durante o governo Obama, disse que os Estados Unidos, seus aliados da OTAN, Japão e Coréia do Sul precisavam trabalhar juntos para pressionar a Rússia para corrigir a violação. A resposta, ele escreveu no Twitter , deve ser tomada pela “aliança como um todo”.

A administração Trump está nos estágios iniciais da revisão da política nuclear e não disse como planeja reagir.

“Não comentamos questões de inteligência”, disse Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado. “Nós deixamos muito claras nossas preocupações sobre a violação da Rússia, os riscos que ela representa para a segurança européia e asiática e nosso forte interesse em devolver a Rússia ao cumprimento do tratado”.

Fonte: The New York Times

Foto: Míssil da ‘polêmica’ na fase inicial do voo antes da abertura das asas

Adição de fotos: Plano Brazil

Edição: konner@planobrazil.com

 

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ADSUMUS: CGCFN celebra os 209 anos do Corpo de Fuzileiros Navais

O Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN) promoveu, no dia 7 de março, a cerimônia alusiva aos 209 anos do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), na Fortaleza de São José da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro (RJ). Presidido pelo Ministro da Defesa, Raul Jungmann, o evento contou com a presença do Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, e do Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra Fernando Antonio de Siqueira Ribeiro. Também prestigiaram o evento, antigos Ministros da Marinha e ex-Comandantes da Força, ex-Comandantes-Gerais do CFN, Oficiais-Generais das Forças Armadas, representantes dos Poderes Legislativo e Judiciário, autoridades militares e civis, convidados e familiares.

“Onde estiver em questão a soberania e os interesses do Brasil, onde estiver a expressão do Brasil pela paz, lá também estará a contribuição dos Fuzileiros Navais, que nos orgulham pelo seu compromisso, pela sua história e, em particular, pela absoluta dedicação aos interesses nacionais. Profissionais competentes, leais, qualificados e que são, dentro das Forças Armadas, sem sombra de dúvida, os grandes representantes daquilo que o Brasil tem de melhor”, destacou o Ministro Raul Jungmann, em entrevista à TV Marinha.

A cerimônia foi marcada pela realização de homenagens, a começar pela entrega da Medalha Mérito Anfíbio a 76 militares da Marinha do Brasil, entre oficiais e praças. Essa condecoração é concedida como reconhecimento àqueles que, em exercícios e operações, distinguiram-se pela exemplar dedicação à profissão e pelo interesse no aprimoramento de sua condição de combatente anfíbio.

Na ocasião, também foi entregue a Medalha Almirante Sylvio de Camargo a quatro oficiais da Marinha do Brasil que obtiveram o primeiro lugar na classificação final do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais do Corpo de Fuzileiros Navais (CAOCFN), dentre eles, dois militares da reserva, que obtiveram a primeira colocação, respectivamente, em 1984 e em 1997. Foi agraciado, ainda, o Cabo Fuzileiro Naval de Infantaria João Vitor dos Santos Leal, que ganhou o título de Fuzileiro Naval Padrão de 2016.

Em entrevista à TV Marinha, o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra Fernando Antonio de Siqueira Ribeiro, destacou a importância do CFN para o país e relembrou a trajetória do Corpo em seus 209 anos. “Hoje nós temos a oportunidade de mostrar para a Marinha do Brasil e para a sociedade de uma forma geral as capacidades do Corpo de Fuzileiros Navais: uma tropa pronta, uma tropa com a capacidade expedicionária inconteste e com a vocação anfíbia, é a tropa anfíbia da Marinha do Brasil, é a tropa anfíbia do Brasil” -, salientou.

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Além disso, durante a cerimônia, numa referência ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, a Capitão de Fragata Sônia Petersen Alonso, primeira titular de uma Organização Militar de Fuzileiros Navais – Unidade Médica Expedicionária da Marinha -, recebeu uma homenagem simbólica, em nome de todas as militares do sexo feminino da Marinha do Brasil.

Fonte: MB

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Sistemas de mísseis “Bastion” no Extremo Oriente é um ‘recado’ para Japão e EUA

A Rússia instalou a primeira bateria de sistemas de mísseis costeiros Bastion em Kamchatka, no Extremo Oriente, sendo que os mesmos sistemas já foram instalados na Crimeia, nas Curilas, no mar de Okhotsk e em outras regiões. O colunista da Sputnik Aleksandr Khrolenko explica os motivos da sua implantação.

O complexo de defesa costeira Bastion, dotado de mísseis antinavio Onix, é capaz de proteger o litoral em um raio de entre 300 e 500 quilômetros contra embarcações e tropas inimigas, tanto no mar como na costa. Pode ser usado de dia e de noite, em quase qualquer clima e incluir até 36 projéteis.

Os mísseis Onix utilizados pelo Bastion podem atacar navios de superfície de qualquer classe, em condições da resistência armada e guerra eletrônica intensa.

Uma das características mais importantes do Onix é o sistema de controle inteligente, vital na hora de realizar o lançamento de vários projéteis de uma vez. Com sua ajuda, o Onix pode classificar autonomamente a importância dos alvos, bem como escolher a técnica e o plano de ataque, anulando ao mesmo tempo os sistemas de guerra eletrônica e de defesa antiaérea.

A divisão 520 da brigada de artilharia de mísseis costeiros localizada na região de Yelizovo, em Kamchatka, recebeu há pouco a primeira bateria de sistemas Bastion. Até agora, a divisão tem usado os antigos sistemas Redut, no ativo desde 1966.

Anteriormente, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou a instalação de sistemas de mísseis antinavio Bal e Bastion nas ilhas Kanashir e Iturup, que fazem parte do arquipélago de Curilas, explicou o colunista.

Sistema de mísseis “Bastion” / Vietnam / 2011 – Foto: tuoitre.vn

O motivo de tais operações defensivas é a necessidade de proteger as costas e os mares russos, bem como de defender rotas que representam uma grande importância para o país, assinalou Khrolenko.

Desde 2015, no Extremo Oriente russo tem sido desenvolvido um sistema unificado de defesa costeira, necessário para controlar as zonas das Ilhas Curilas e do estreito de Bering, e cujo objetivo é a cobertura das rotas de movimentação da Marinha e aumentar a força e estabilidade da Frota do Pacífico.

Segundo disse Khrolenko, a defesa das fronteiras da Rússia no Extremo Oriente é uma medida forçada para compensar a “contenção” política e militar dos EUA no Pacífico. Além disso, o Japão segue reivindicando sua suposta soberania sobre as Curilas.

A instalação dos sistemas Bastion nas Curilas é um sinal político e militar de Moscou aos seus vizinhos, a Tóquio em primeiro lugar, de que a Rússia tem intenção de conservar a fronteira oriental na sua forma atual.

Este passo, bem como a possível presença de sistemas de defesa antiaérea S-400 em Kamchatka, podem ser entendidos somo uma proteção total do mar de Okhotsk, o que converterá as Ilhas Curilas e Kamchatka em uma fortaleza naval inacessível, com uma grande capacidade de resposta, acredita o colunista da Sputnik Aleksandr Khrolenko.

Não menos importante é o fato dos sistemas permitirem criar condições ideais de proteção para os submarinos de mísseis balísticos russos a apenas 6.500 km das costas de São Francisco e de posições terrestres americanas em Wyoming, Montana e Dakota do Norte.

A Rússia tem um território extenso, quase duas vezes maior que o dos EUA, e tem fronteiras marítimas com 12 países. O comprimento total das fronteiras marítimas da Rússia supera os 39 mil quilômetros, adianta o colunista.

 

https://www.youtube.com/watch?v=l2MpdIZ-c68

Neste sentido, os sistemas nucleares e de defesa aeroespacial permitem “controlar a paz no planeta em uma área de milhares de quilômetros muito para além do nosso território”, explica Khrolenko.

“Nos EUA, a isso se chama de ‘projeção de força’, mas a Rússia tem como mais presente o conceito de ‘projeção de segurança'”, concluiu o especialista.

Foto: 1°- Disparo do sistema de mísseis costeiros “Bastion” em Primorye região de Amur, Rússia

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

 

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Comando Militar da Amazônia deflagra a Operação Chaw Pã II

Manaus (AM) – O Comando Militar da Amazônia (CMA) mobilizou efetivo de 574 militares para atuar na vistoria das instalações do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na manhã da segunda-feira, 6 de março, na Capital manauara.

O movimento dos militares começou ainda de madrugada, quando, por volta das 2 horas, uma parte do efetivo do 1° Batalhão de Comunicações de Selva, do 12° Batalhão de Suprimentos e do 7° Batalhão de Polícia do Exército deslocou-se até o km 8 da BR-174, onde está localizado o complexo penitenciário, com o objetivo de estruturar e prover os meios para que a “Operação Chaw Pã II” fosse iniciada.

Em seguida, por volta das 4h 40, o comboio operacional saiu da sede do CMA em direção ao Compaj. A função do Exército Brasileiro é a de apoio técnico, realizando inspeção nas instalações carcerárias, sem ter contato com nenhum dos 1647 presos, tanto do regime semiaberto quanto do fechado. Para isso, os militares utilizaram um detector de minas e de metais de emprego em combate. O equipamento, de tecnologia australiana, já foi utilizado pelo Exército em missões de paz na Angola e no Haiti, e na desminagem humanitária no Equador, no Peru e na Colômbia.

A utilização do equipamento em um contexto urbano, como em penitenciárias, exige um modus operandi diferente do que aquele em que, normalmente, o detector é empregado. Nesse sentido, mesmo a Força já tendo expertise na prática de desminagem, os treinamentos para a Operação Chaw Pã já vinham acontecendo desde janeiro deste ano.

“O Exército sempre está preparado para o emprego, pois nosso adestramento é constante. O que diferencia, nesse caso, é apenas a simulação do ambiente, para a qual temos competência adquirida. Utilizamos os mesmos equipamentos na “Operação Varredura”, em 2015; no Compaj, em janeiro de 2017; e por ocasião da “Operação Chaw Pã I”, que ocorreu no dia 31 de janeiro deste ano, na cadeia pública Vidal Pessoa, em Manaus”, disse o Comandante Militar da Amazônia, General de Exército Geraldo Antonio Miotto.

No final da tarde de 6 de março, quando se encerrou a varredura, foram contabilizadas as apreensões de 95 facas, 56 aparelhos de celular, 82 barras de ferro, 35 ferramentas de potencial ofensivo (alicate, foice, machado, enxada), 21 trouxas com tabaco, 13 trouxas com maconha, 10 cachimbos para consumo de maconha e crack, 2 rádios transmissores, R$ 569,00 reais em dinheiro e uma farda do Exército Brasileiro. Ao todo, foram contabilizados 58 tipos de materiais rastreados e encontrados pelos militares do CMA.

A Operação contou com as seguintes instituições: todas as unidades do CMA em Manaus (26 organizações militares), Força Nacional de Segurança, Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP/AM), Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Casa Militar do Governo do Estado do Amazonas, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Manaustrans e Ministério Público Militar. Ao todo, mais de mil servidores públicos envolveram-se na atividade, que recebeu o nome de “Chaw Pã” em referência aos índios Húpudas, que habitavam a região do Alto Rio Negro. A palavra significa “limpeza” ou “tudo limpo”.

Fonte: EB

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Alunos do curso de Defesa NBQR visitam central nuclear

Alunos em frente às usinas de Angra I e II

No dia 2 de março, os alunos do Curso Especial de Defesa Nuclear Biológica Química e Radiológica (NBQR) realizaram uma visita à Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis (RJ), com o propósito de conhecer as instalações das usinas nucleares de Angra I e Angra II e a infraestrutura do complexo.

Capaz de construir e operar usinas termonucleares, a empresa Eletrobras Eletronuclear conta com duas unidades em funcionamento (Angra I e Angra II) e outra em construção (Angra III), situadas no município de Angra dos Reis (RJ). Os geradores das usinas Angra I (640 Megawatts) e Angra II (1.350 Megawatts), a partir de seus respectivos reatores nucleares de água pressurizada (PWR), produzem aproximadamente 3% de toda a energia elétrica consumida no Brasil. Este percentual será ainda mais expressivo quando a usina Angra III (1.405 Megawatts) estiver concluída.

Visita ao Simulador da Sala de controle de Angra I

O Curso Especial de Defesa NBQR teve início no dia 23 de janeiro e tem como objetivo preparar oficiais e praças da Marinha do Brasil e de outras Forças Armadas e Auxiliares, bem como de países estrangeiros, para o exercício de funções relacionadas à defesa nuclear, biológica, química e radiológica. A primeira turma, composta por 34 alunos, sendo quatro oficiais (uma oficial do Exército Brasileiro) e 30 praças, realizará o curso até o dia 24 de março. Durante o período, eles participarão de aulas e exercícios práticos.

Visita às instalações da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto

Ao final do curso, os alunos estarão habilitados a organizar e gerenciar uma área na qual tenha ocorrido algum sinistro envolvendo agentes NBQR e realizar tarefas de reconhecimento, detecção e identificação de agentes NBQR. Além disso, eles estarão aptos a realizar coleta de amostras diversas (solo, água, ar) para posterior análise, montar e operar um posto de descontaminação total e, por fim, atuar diretamente em equipes de intervenção, realizando os procedimentos previstos.

Fonte: MB

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1º BIS (Amv) promove “Exercício Manda-Brasa”

Manaus (AM) – Em 22 de fevereiro, o 1º Batalhão de Infantaria de Selva (Aeromóvel) promoveu um exercício de adestramento inopinado – “Exercício Manda-Brasa” -, com os aspirantes recém-chegados da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).

A missão foi desencadeada pelo Comandante do Batalhão, dentro de um quadro de situação tática específica, para cumprimento em curto espaço de tempo.

Na atividade, cada aspirante assumiu o comando de um Pelotão de Fuzileiros de Selva, efetivando todo o planejamento e a emissão de ordens. Durante a execução, houve uma infiltração aeromóvel, com o apoio do 4º Batalhão de Aviação do Exército (4º BAvEx), que empregou as aeronaves Cougar e Black Hawk.

Após a infiltração através selva e a conquista do objetivo na Base de Instrução Boina Rajada, a atividade terminou com o adestramento de tiro real.

As metas propostas – integrar as pequenas frações e desenvolver liderança e capacidade de planejamento e de comando e controle – foram plenamente atingidas.


Fonte: EB

Foto: Sd Albuquerque

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Comando do 6º Distrito Naval recebe Comitiva da Armada Boliviana

Oficiais da Armada Boliviana foram recebidos pelo Comandante do 6º Distrito Naval

No dia 3 de março, uma comitiva da Armada Boliviana, integrada pelo Comandante do 5º Distrito Naval Santa Cruz, Capitán de Navío Javier Eduardo Ayllon Vargas, e de integrantes do seu Estado-Maior, visitou o Comando do 6º Distrito Naval, no Complexo Naval de Ladário (MS). A comitiva foi recebida pelo Comandante do 6º Distrito Naval, Contra-Almirante Luiz Octávio Barros Coutinho, em seu gabinete. O objetivo do encontro foi estreitar os laços de cooperação entre as Forças.

Fonte: MB