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Família de mísseis Barak soluções avançadas para defesa antiaérea

Sete anos após o lançamento do sistema Barak­8, a Israel Aerospace Industries (IAI) expande a sua família de soluções avançadas para defesa antiaérea e antimísseis, que proporcionam uma resposta defensiva para vários alcances, em quaisquer condições climáticas, em terra e no mar, e contra um grande número de alvos simultaneamente. O sistema básico, Barak­8, proporciona defesa antiaérea e antimísseis com alcances de até 70 km. A família Barak ampliada cobre alcances de 2 a 150 km, do nível do solo até 66 mil pés.

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No princípio o sistema se destinava à proteção de embarcações, porém a IAI também a adaptou para operação terrestre. “Já na fase de especificação do sistema tomamos em consideração ameaças encontradas na terra e no mar, e adaptamos o sistema para operação independente ou integrado a outros sistemas, para cobrir áreas extensas na terra ou no mar”, disse Joseph Weiss, CEO da IAI.

O sistema incorpora três tipos de interceptadores – o interceptador de curto alcance ABISR, para destruir alvos a alcances de até 35 km; o interceptador de alcance médio Bara­8LR, com um alcance de 70 km; e o interceptador de longo alcance Barak­8ER, destinado a alcances de até 150 km. Weiss disse também que o sistema Barak­8 em todas as suas variedades proporciona defesa total contra uma variedade de ameaças, desde aviões e helicópteros de combate, aeronaves não tripuladas, munições guiadas ou não, até mísseis de cruzeiro e mísseis rasantes contra embarcações.

Em resposta às demandas de usuários, a IAI desenvolveu três plataformas de lançamento do interceptador. A configuração naval inclui um lançador de oito células integrado ao convés da embarcação. Para a configuração terrestre foi desenvolvido um sistema que inclui um centro de comando, controle e comunicações, um radar e um um lançador de oito mísseis em cartuchos, todos instalados em reboques, permitindo boa mobilidade.

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Na versão de curto alcance, todos os componentes do sistema forma instalados em caminhões, para proporcionar defesa antiaérea e antimísseis de alta mobilidade e reação rápida. Estes componentes incluem o radar, um shelter de comando e controle, e o sistema para elevar e lançar os mísseis com quatro ou oito cartuchos. A instalação compacta e o alto nível de automatização permitem lançar o primeiro míssil em 120 segundos da parada do veículo.

Na base do sistema Barak­8LR está um radar avançado do tipo EL/M­2248, em configuração de quatro placas que fornecem cobertura constante de 360 graus – especialmente para grandes embarcações. Outra opção é o uso do radar rotativo ALPHA, destinado a embarcações pequenas ou para implantação em terra.

Radar EL/M-2248 MF-STAR AESA que atualmente equipa dos Destróier da Classe Kolkata da Marinha Indiana e Corvetas Sa’ar 5 de Israel

A versão Barak ABISR utiliza um radar tático de implantação rápida. Todos os radares foram desenvolvidos e produzidos pela subsidiária ELTA da IAI. “Embora os distintos sistemas tenham sido projetados para satisfazer necessidades específicas, todos compartilham uma arquitetura comum e o mesmo sistema de controle, assim que a principal diferença entre os sistemas consiste na adaptação do tipo de interceptador à ameaça”, explica Boaz Levi, gerente do Grupo de Sistemas, Mísseis e Espaço da IAI. Segundo ele, o lançador do Barak LR serve para lançar tanto os mísseis Barak ABISR como os mísseis Barak LR, o que permite aos clientes implementar diversas soluções de defesa antiaérea em base a uma infraestrutura logística comum.

Os lançador de mísseis Barak ER são um pouco diferentes, e adaptados a mísseis mais longos, que incluem um estágio de aceleração e uma ogiva maior, que permitem estender o alcance e aumentar a letalidade do interceptador. O desenvolvimento do sistema Barak­8 se iniciou em 2006, como uma joint venture entre Israel e a Índia.

Míssil Barak 8 ER em primeiro plano pode se observar o buster de aceleração

O primeiro sistema foi instalado em um destróier da marinha indiana em 2015, e no fim deste mesmo ano foi conduzido com sucesso o primeiro ensaio de tiro na Índia. O desenvolvimento do míssil ABISR começou em 2010, e em março de 2016 completou com sucesso uma série de ensaios que demonstraram a eficácia do sistema em interceptar alvos de dia e à noite. Este sistema foi desenvolvido em resposta ao requerimento do exército da Índia para um sistema de defesa antiaérea e antimísseis de curto alcance ágil e móvel. O desenvolvimento do interceptador Barak ER está em fase final, e o sistema deve completar os ensaios de aceitação dentro de um ano.

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DIVULGAÇÃO: Rossi Comunicação

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Campanha naval do Japão no mar do Sul da China e oceano Índico

Governo japonês tomou a decisão de enviar seu maior navio de guerra ao mar do Sul da China e ao oceano Índico para uma campanha naval de três meses.

Este passo pode ser considerado como a maior ampliação da zona de atuação da Marinha japonesa desde a Segunda Guerra Mundial, destaca o especialista militar Vasily Kashin em um comentário para a Sputnik China.

Izumo é um navio enorme da classe de destróieres porta-helicópteros, que existe apenas no Japão. Em outras partes do mundo ele seria um porta-helicópteros ou porta-aviões leve. O deslocamento total do Izumo é de 27.000 toneladas e nesta caraterística ele supera os porta-aviões leves europeus e corresponde aproximadamente a alguns navios de desembarque americanos.

Teoricamente o Izumo pode ser equipado com aviões de decolagem vertical F-35B e então seria um porta-aviões leve completo. Mas atualmente não se sabe nada sobre os planos do Japão em relação às compras de F-35B. É muito provável que o convés do Izumo precise ser um pouco alterado para este tipo de aviões.

“Mesmo com helicópteros, o navio tem um poder imenso. Habitualmente ele tem 9 helicópteros, mas caso seja necessário seu número pode ser aumentado”, explica Vasily Kashin.

Os helicópteros também podem ser usados para operações de reconhecimento e indicação de alvos aos navios com mísseis antinavio. É possível supor que junto com o Izumo da campanha participe um dos destróieres japoneses mais modernos.

“Sem dúvida, isto será uma demonstração do poder e das novas capacidades da marinha japonesa e das suas capacidades para projetar a força nas áreas mais distantes do mundo”, sublinha o especialista militar russo.

Isto provocará uma reação negativa da China, que por sua vez já tem um porta-aviões e está construindo outros dois, que serão capazes de cumprir um leque de tarefas mais vasto. Mas a marinha japonesa é apenas uma pequena parte da força naval conjunta com os EUA na parte ocidental do oceano Pacífico, e os americanos de qualquer maneira têm mais capacidades de aplicar meios aeronavais do que a China. Mas, graças ao Izumo, os EUA não precisarão de usar seus navios grandes para proteger as vias de comunicação.

As vias de comunicação significam muito para o Japão, pais que depende completamente das importações de matérias-primas vitais.

“O medo perante o desenvolvimento rápido da frota submarina chinesa é uma força motriz para a construção de navios da classe Izumo. Além disso, a existência de uma unidade de combate tão poderosa aumenta o prestigio da frota japonesa e contribui para a ampliação dos contatos com outras marinhas asiáticas e faz do Japão um parceiro mais desejável para os EUA”, conclui Vasily Kashin.

Foto: © AFP 2017/ TORU YAMANAKA

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

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EUA driblam as próprias sanções para comprar fuzis Kalashnikov

Apesar das sanções e da proibição da cooperação com a indústria russa de defesa, o Pentágono está adquirindo fuzis de assalto Kalashnikov para armar o Exército Nacional Afegão. A informação foi divulgada por Serguêi Tchemezov, diretor da corporação estatal de defesa Rostec.

“Os norte-americanos não estão comprando armas diretamente da Rússia, mas por meio de países do antigo Pacto de Varsóvia”, disse Tchemezov, em entrevista ao canal de TV Rossiya 24 na terça-feira (14).

A maioria dos Kalashnikovs comprados pelos Estados Unidos seriam armas velhas que estão em depósitos em países da Europa Oriental desde os tempos soviéticos. “Hoje, essas armas são, em certa medida, modernizadas e depois vendidas ao governo do Afeganistão”, acrescentou o diretor da Rostec.

Made in Polônia e Bulgária

Especialistas apontam que os exemplares adquiridos pelos EUA não são apenas armas antigas, mas também novas fabricadas sob licença na Polônia e na Bulgária.

“Os americanos estão fornecendo ao Afeganistão rifles automáticos AK-47 de calibre 7.62х39 mm de fábricas e depósitos na Polônia e Bulgária, que compraram da Ijmash uma licenciada para a produção dos rifles ainda na época soviética”, explica o analista militar do jornal “Izvêstia”, Dmítri Safonov.

Segundo ele, o Pentágono também poderia ter feito encomendas de origem ucraniana (modelos AK-47 de calibre 5,45×39 mm) para o Exército afegão.

A preferência dos EUA pelo rifle de assalto russo se deve a suas características em meio às condições no Afeganistão. “O exército local usa Kalashnikovs há décadas porque funcionam perfeitamente nos desertos pedregosos e regiões áridas”, diz.

Os norte-americanos já tentaram oferecer ao Exército afegão armas próprias como AR15 e M16, mas os modelos se mostraram de difícil manuseio e temperamentais em comparação com o AK-47, segundo Andrêi Kirisenko, ex-conselheiro do diretor-geral do Consórcio Kalashnikov.

“A escolha é, em grande parte, feita segundo critério da confiabilidade – o Pentágono perdeu a maioria de seus soldados no Afeganistão por falhas nas armas durante os disparos. Foi uma publicidade negativa, portanto, acabou sendo impossível para eles equipar totalmente os afegãos com armas americanas”, diz Kirisenko.

Versão pirata

Como os EUA financiam o governo afegão, a Rússia não pode organizar de forma independente fornecimentos de armas para o país.

“O único problema é que, desde a queda da URSS, o Consórcio Kalashnikov e a Rostec não receberam royalties da Polônia ou da Bulgária para o fornecimento de rifles de assalto. Eles [os países] não consideram necessário”, diz Safonov.

As empresas russas lutam há anos solucionar essa pendência, mas sem resultado. “Assim, o que os países do Leste Europeu estão fazendo são Kalashnikovs piratas.”

“O único país que paga royalties para o fornecimento de rifles automáticos Kalashnikov aos mercados estrangeiros é a China. Quanto aos outros, a questão permanece sem solução”, conclui Safonov.

NIKOLAI LITÔVKIN

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Gazeta Russa

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Israel impõe “regime de apartheid” aos palestinos, diz relatório da ONU

Uma agência das Nações Unidas publicou um relatório nesta quarta-feira que acusa Israel de impor um “regime de apartheid”, de discriminação racial contra a população palestina e disse que era a primeira vez que um organismo da ONU fazia claramente a acusação.

Um porta-voz do Ministério do Exterior de Israel comparou o relatório publicado pela Comissão Econômica e Social para a Ásia Ocidental da ONU ao Der Sturmer, uma publicação de propaganda nazista fortemente antissemita.

O relatório concluiu que “Israel estabeleceu um regime de apartheid que domina a população palestina como um todo”. A acusação, geralmente feita a Israel pelos críticos do país, é enfaticamente rejeitada pelos israelenses.

Rima Khalaf, subsecretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e secretária-executiva da comissão para a Ásia ocidental, afirmou que o relatório era o “primeiro do tipo” por um organismo da ONU que “claramente e francamente conclui que Israel é um Estado racista que estabeleceu um sistema de apartheid que persegue a população palestina”.

A Comissão Econômica e Social para a Ásia Ocidental reúne 18 Estados árabes do oeste asiático e tem como objetivo apoiar o desenvolvimento econômico e social dos países integrantes, segundo o seu site. O relatório foi preparado a pedido dos países membros, disse Khalaf.

Stephane Dujarric, porta-voz das Nações Unidas, afirmou à imprensa em Nova York que o relatório foi publicado sem que o secretariado da ONU fosse consultado previamente.

“O relatório como está não reflete as visões do secretário-geral (António Guterres)”, disse, acrescentando que o próprio relatório nota que ele reflete as opiniões dos autores.

Os Estados Unidos, aliados de Israel, disseram que estavam revoltados com o relatório.

“O secretariado das Nações Unidas está certo em se distanciar desse relatório, mas ele deve ir além e retirar o relatório como um todo”, disse a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, em comunicado.

Emmanuel Nahshon, porta-voz do governo de Israel, afirmou via Twitter que o relatório não havia sido endossado pelo secretário-geral da ONU.

“A tentativa de difamar e falsamente rotular a única democracia verdadeira do Oriente Médio ao criar uma analogia falsa é desprezível e constitui uma grande mentira”, afirmou o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, em comunicado.

O relatório disse que havia estabelecido com “base em investigação acadêmica e evidência esmagadora que Israel é culpado do crime de apartheid”.

“Contudo, somente uma decisão por um tribunal internacional nesse sentido daria autoridade verdadeira a essa avaliação”, acrescentou.

O relatório disse que a “a fragmentação estratégica da população palestina” era o principal método pelo qual Israel impunha o apartheid, com os palestinos divididos em quatro grupos reprimidos por “leis, políticas e práticas distintas”.

O documento identificou os quatro grupos de palestinos como palestinos cidadãos de Israel, palestinos do leste de Jerusalém, palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, e palestinos vivendo como refugiados ou exilados.

A comissão esperava que o relatório viesse a influenciar as deliberações sobre as causas do problema, nas Nações Unidas, entre países membros e na sociedade, disse Khalaf num evento para lançar o relatório em Beirute.

O documento foi elaborado por Richard Falk, ex-investigador da ONU para direitos humanos em territórios palestinos, e Virginia Tilley, professora de ciência política na Universidade do Sul de Illinnois.

Antes de em 2014 deixar o cargo de relator especial da ONU sobre direitos humanos em territórios palestinos, Falk afirmara que as políticas israelenses contam com características inaceitáveis de colonialismo, apartheid e limpeza étnica.

Os Estados Unidos o acusaram de preconceito contra Israel.

BEIRUTE/NAÇÕES UNIDAS

Reportagem adicional de Ari Rabinovitch em Jerusalém e Michelle Nichols nas Nações Unidas

Foto: Roger LeMoyne – Muro de Separação Cisjordânia, Palestina 

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Reuters

 

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ADSUMUS: Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil receberá em breve novas viaturas AAV7A1

O Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil receberá os primeiros carros lagarta anfíbio AAV7A1 no segundo trimestre de 2017, divulgou o site americano Janes. As primeiras entregas da BAE Systems para a Força Naval serão um blindado para transporte de tropas CLANF-P e um veículo de comando CLAN-C. Segundo a reportagem, a entrega da encomenda de 23 blindados para os fuzileiros deverá ser concluída até o final do próximo ano.

O contrato, de US$ 82 milhões, da Marinha com a BAE System foi divulgado em dezembro de 2015. Os 23 blindados serão modernizados pela empresa inglesa e apresentarão a confiabilidade, disponibilidade e capacidade de manutenção no padrão RAM/ RS. O contrato prevê ainda peças de reposição, serviço de suporte em campo e treinamento.

“Estes novos veículos terão grandes melhorias de capacidade, já que possuem maior velocidade e confiabilidade do que a configuração atual”, disse na época da assinatura do contrato o então diretor de Veículos Novos e Anfíbios da BAE Systems, Deepak Bazaz. “Temos um forte histórico de apoio aos militares brasileiros e continuaremos estreitando os laços de trabalho ao longo deste programa”.

A frota dos fuzileiros navais inclui veículos de transporte de tropas AAVP-7A1, postos de comando AAVC-7A1, e veículos de recuperação AAVR-7A1. O padrão AAV7A1 RAM/RS possui um conjunto motriz mais potente que o original, contando com um novo conjunto atualizado de suspensão, apresentando um desempenho superior as exigências originais para as viaturas AAV7A1.

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BAE SYSTEM NO BRASIL
A BAE System dá suporte às Forças Armadas brasileiras há mais de 15 anos. Entre os projetos conduzidos atualmente pela empresa está a transferência de tecnologia e treinamento ao Exército Brasileiro, quanto à atualização de 150 veículos blindados M113, o trabalho com a Embraer e a Força Aérea Brasileira (FAB) no fornecimento de equipamentos de aviônicos específicos para a aeronave militar de transporte KC-390, além do fornecimento à Marinha do Brasil de três Navios de Patrulha Oceânica (NPOs) e o respectivo treinamento da tripulação.

Fonte: ID&S
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Os homens que lideraram a Alemanha nazista

A história do mundo desde o século 20 seria bem diferente sem a atuação fatídica do Partido Nacional-Socialista Alemão dos Trabalhadores, sua ideologia, propaganda e crimes. Quem eram as principais figuras do movimento?

Joseph Goebbels (1897-1945)

Como ministro da Propaganda, o virulentamente antissemita Joseph Goebbels cuidou para que a mensagem nazista unificada e forjada em ferro chegasse a cada cidadão do “Terceiro Reich”. Ele sufocou a liberdade de imprensa, controlou mídia, artes e informação, e impeliu Hitler a declarar “guerra total”. Goebbels e esposa cometeram suicídio ao fim da Segunda Guerra, após envenenar seus seis filhos.

Adolf Hitler (1889-1945)

O líder do Partido Nacional-Socialista Alemão dos Trabalhadores (NSDAP) desenvolveu sua ideologia antissemita, anticomunista e racista bem antes de assumir como chanceler do Reich, em 1933. Minou as instituições políticas da Alemanha, tornando-a um Estado totalitário, e a partir de 1939 desencadeou a Segunda Guerra, enquanto supervisionava o Holocausto. Adolf Hitler se suicidou em abril de 1945.

Heinrich Himmler (1900-1945)

Como líder da força paramilitar nazista SS (“Schutzstaffel”), Heinrich Himmler foi um dos membros do partido mais diretamente responsáveis pelo Holocausto. O também chefe de polícia e ministro do Interior controlava todas as forças de segurança do “Terceiro Reich”. Ele supervisionou a construção e as operações de todos os campos de extermínio, onde mais de 6 milhões de judeus foram assassinados.

Rudolf Hess (1894-1987)

Três anos após se filiar ao partido nazista, Rudolf Hess participou em Munique do frustrado Putsch da Cervejaria de 1923. Na prisão, ajudou Hitler a escrever “Mein Kampf”. Hess fugiu para a Escócia em 1941, para tentar negociar um acordo de paz, mas foi capturado e mantido em cárcere até o fim da guerra. Em 1946 respondeu a processo em Nurembergue, cumprindo prisão perpétua.

Adolf Eichmann (1906-1962)

Ao lado de Himmler, Adolf Eichmann foi um dos principais organizadores do Holocausto. Como tenente-coronel da SS, geriu as deportações em massa de judeus para campos de extermínio nazistas no Leste Europeu. Após a derrota alemã, fugiu para a Áustria e depois para a Argentina, onde foi capturado pelo Mossad israelense em 1960. Condenado por crimes contra a humanidade, foi executado em 1962.

Hermann Göring (1893-1946)

Participante do fracassado Putsch da Cervejaria, Hermann Göring se tornou o segundo homem mais poderoso da Alemanha depois que os nazistas tomaram o poder. Ele fundou a polícia secreta do Estado, Gestapo, e serviu como comandante da Luftwaffe até pouco antes do fim da Segunda Guerra Mundial. Göring foi condenado à morte em Nurembergue, mas se suicidou na noite anterior à execução.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

 

 

 

 

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BAE Systems Hägglunds oferece seu veículo de combate de infantaria CV-90 para a República Checa

A BAE Systems Hägglunds da Suécia e a VOP CZ da República Checa se uniram para participar do programa de substituição dos Veículos de combate de Infantaraia ( Infantry Fighting Vehicle ) BMP-2 do Exercito Checo. A BAE Systems Hägglunds através da VOP CZ esta oferecendo seu veiculo CV9030 IFV. O acordo entre as empresas oferece uma cooperação industrial significativa a longo prazo para a industria Checa. Atualmente a Republica Checa possui cerca de 170 BMP-2 em operação.

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O programa de substituição dos BMP-2 faz parte da modernização das Forças Armadas ora em andamento. O CV-9030 e a versão de exportação equipado com um canhão automático Bushmaster II de 30 mm. O veículo foi adotado pela Noruega, Suíça e Finlândia. 

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Síria e sua revolução sequestrada

País segue se dilacerando num conflito que já dura mais do que a Segunda Guerra Mundial. O que nasceu como apelo de liberdade popular contra o ditador Assad é hoje uma guerra por procuração de potências estrangeiras.

Em grande parte do mundo árabe, a breve “primavera” de 2011 deu lugar a um amargo inverno. No Egito, quem rege é o general Abdel Fattah al-Sisi; no Bahrein a família real dos Al-Khalifa continua a ocupar o trono; na Líbia impera o caos, após a queda do déspota Muammar al-Kadafi.

Mas nada disso se compara à situação na Síria. O que começara pacificamente como protesto em março de 2011 escalou num conflito de extrema crueldade, que já dura mais do que a Segunda Guerra Mundial e, segundo estimativas da ONU, custou mais de 400 mil vidas. Os combates desencadearam a maior catástrofe de refugiados da era contemporânea: mais da metade dos 21 milhões de sírios abandonou duas casas, mais de 4 milhões deixaram o país.

Para descrever o sofrimento da população, as Nações Unidas e as organizações humanitárias recorrem a superlativos sempre novos. Na terça-feira (14/03), em Genebra, o alto-comissário da ONU para dos Direitos Humanos, Seid Ra’ad al-Hussein, classificou a guerra civil síria como “pior catástrofe causada por seres humanos desde a Segunda Guerra”, num país que se transformou numa câmara de torturas.

Assad e o Ocidente

Assim como seu pai, Hafiz, o ditador Bashar al-Assad mandou seu Exército atirar no próprio povo, fez chover bombas, torturar, encarcerar, matar oposicionistas. Como formulou Yezid Sayigh, do Carnegie Middle East Center, em Beirute: “Pai e filho provaram sua disposição para aplicar violência, até mesmo extrema.”

Mas o especialista em assuntos sírios ressalva que “os Assad nunca apostaram só na força”. “Como a maioria dos governos, eles asseguraram para si a aquiescência da população através da distribuição de recompensas sociais e econômicas. Por isso o regime Assad tem desfrutado de um alto grau de tolerância e aceitação.”

Sayigh conclui: “Temos sobretudo a política americana, britânica e francesa, apoiada pelo resto da Europa, que está fixada numa interpretação muito simplista da natureza do regime e de sua posição na sociedade, assim como em ideias de sua queda iminente. Com isso, encorajaram expectativas exageradamente otimistas da oposição. Ambos os lados se alimentaram mutuamente com expectativas falsas e se atolaram nelas.”

Foi assim que, cedo demais, o Ocidente, a Turquia e as monarquias do Golfo Pérsico apostaram numa solução do conflito sírio sem Assad. Isso fechou o caminho para negociações, mas o abriu para que os Estados vizinhos perseguissem, cada um, suas próprias intenções na Síria.

O especialista Yezid Sayigh confirma que, muito rápido e independentemente entre si, os governos ocidentais e as monarquias do Golfo passaram a atender suas próprias e distintas metas, financiando diferentes grupos, sem fechar compromissos efetivos.

Aliados como problema

Em 2 de outubro de 2014, foi ninguém menos do que o então vice-presidente americano, Joe Biden, a proporcionar uma visão inesperadamente franca da situação na Síria aos estudantes da Universidade de Harvard. Durante uma rodada de perguntas e respostas, após 52 minutos, Biden deixou escapar:

“Nossos aliados são o nosso maior problema na Síria: a Turquia, os sauditas, os Emirados. Eles estavam tão obcecados em derrubar Assad e desencadear uma guerra de sunitas contra xiitas, que distribuíram centenas de milhões de dólares e milhares de toneladas de armas a qualquer um que estivesse disposto a lutar contra Assad. Só que os que foram equipados eram da Al-Nusra e da Al-Qaeda, e jihadistas extremistas de todas as partes do mundo.”

Não existe um centro político moderado na Síria, assegurou o político americano aos universitários: “Um centro moderado é formado por proprietários de terras, não por soldados.” A essa altura, a revolução síria, o sonho de liberdade e direitos humanos, havia sido sequestrada por jihadistas islamistas.

O que Biden não comentou em Harvard é a existência de importantes indícios de que, já muito antes de 2011, os EUA vinham articulando uma mudança de regime na Síria. Entre eles estão os despachos diplomáticos de William Roebuck, alto funcionário da embaixada americana em Damasco, vazados pelo Wikileaks.

Em 13 de dezembro de 2006, ele telegrafou a Washington sugestões para a desestabilização de Assad. “Achamos que um ponto fraco de Bashar é como ele se comporta em situações perigosas. Entre elas, situações de conflito subjetivas e reais, como os conflitos entre reformas econômicas (por mais limitadas que sejam) e forças incrustadas e corruptas; a questão curda e a ameaça potencial para o regime representada pela presença crescente de extremistas islâmicos.”

Segundo Roebuck, esse resumo dos “pontos fracos” do presidente sírio sugeria “a probabilidade de incentivar a ocorrência de tais eventos, através de ação, declarações e sinais pertinentes”. No mesmo despacho, o diplomata propõe que se instiguem as tensões entre sunitas e xiitas.

Negociador sírio Bashar al-Jaafari (esq.) e enviado especial da ONU Staffan de Mistura em conversações de paz em Genebra: poucas esperanças

Apoio russo e iraniano

O cientista político Jörg-Michael Dostal considera “importante ver o conflito sírio como último capítulo de uma longa luta pelo Oriente Médio, sobretudo por petróleo, gás e vias de transporte”. Ele salienta que desde 1956 a Síria está fora da esfera de influência dos EUA e que, justamente para mudar essa situação, já houve numerosas tentativas de golpe pelos serviços secretos americanos.

A proximidade da Síria com a Rússia e sua aliança de defesa com o Irã, existente desde 1980, são uma pedra no sapato de Washington. E é precisamente o apoio maciço desses dois países, assim como o do grupo Hisbolá, no Líbano, que tem garantido a sobrevivência do regime sírio. Os aliados de Assad, contudo, não têm tido consideração com a população civil.

Depois de seis anos de guerra, a Rússia e o Irã são as principais forças estrangeiras na Síria, à medida que os apoiadores externos da oposição vão se retirando, exaustos.

“Os EUA, os europeus, os sauditas, os catarianos e, desde meados de 2016, também a Turquia, vão assumindo a posição: ‘Nós fizemos o que podíamos, mais não podemos e não vamos fazer mais. A partir de agora, esperamos poder dar fim à violência, mas não vamos nos esforçar muito para assegurar isso.'”

O especialista de Beirute aposta pouco nas negociações sobre a Síria em Genebra e não espera que se firme um acordo de paz formal. Em vez disso, assim como a maioria dos observadores, ele conta com a perpetuação do regime Assad.

De olho na reconstrução

Mesmo que a violência ainda vá durar alguns anos, começa a se cogitar a reconstrução do país amplamente destruído. Nesse contexto, o perito em Oriente Médio Dostal apela para que os europeus suspendam as sanções contra a Síria, e invistam em especial na educação.

“Precisamos estar cientes de que o extremismo islâmico também prospera poe culpa do colapso do sistema de ensino”, alerta o cientista político que leciona em Seul, Coreia do Sul.

Nesse sentido, é oportuno o anúncio da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, de que a UE se empenhará mais pelos esforços de paz no conflito sírio. Não só entre os sírios como também na região, em geral, a União Europeia é considerada uma parceira confiável e digna de crédito, afirmou nesta terça-feira, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

O bloco está “perfeitamente posicionado” para desempenhar um papel relevante, não só no campo da ajuda humanitária mas também como agente político, reforçou a diplomata italiana.

Isso seria uma boa coisa. Pois o drama sírio se desenrola bem às portas da Europa.

Foto: AP / Arquivo – 30 de janeiro de 2015, um franco-atirador curdo sírio olha os escombros na cidade síria de Ain al-Arab, também conhecida como Kobani. 

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW