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Aviões A-4 Skyhawk do esquadrão VF-1 visitam a ALA 10.

Parnamirim/RN- Na sexta-feira dia 17, tivemos a grata surpresa de ter a visita para mais um treinamento os Falcões da Marinha os A-4 o comemorativo (N-1004) e o Biplace (N-1121), este último com o kit de reabastecimento em vôo (REVO) chamado de BUDDY STORE que tem a capacidade de transferir combustível de um caça para o outro de forma rápida e segura.
Tendo como apoio na chegada de um KC-130M (2461) no qual fizeram REVO  nas proximidades de Salvador quando estavam a caminho para a ALA 10 (BANT).
  Agora vamos a alguns registros espero que gostem.

Fonte: spotterbrasilrn

Edição Plano Brasil

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Helicóptero ataca barco e mata 42 refugiados somalis

Pescadores iemenitas carregam o corpo de um refugiado somali, morto em ataque por um helicóptero enquanto viajava em um barco ao largo da costa do Iêmen – ABDULJABBAR ZEYAD / REUTERS

Embarcação seguia do Iêmen para o Sudão

CAIRO — Quarenta e dois refugiados da Somália foram mortos na costa do Iêmen na noite de quinta-feira quando um helicóptero atacou o barco em que viajavam, segundo informações da guarda costeira na região de Hodeidah, controlada pelos huthi. Entre os mortos estavam mulheres e crianças.

Mohamed al-Alay disse que os refugiados, carregando documentos oficiais do alto comissário da ONU para refugiados, estavam a caminho do Iêmen para o Sudão quando foram atacados na quinta-feira por um helicóptero Apache.

O marinheiro que pilotava o barco, Ibrahim Ali Zeyad, disse que 80 refugiados foram resgatados depois o incidente. Não foi informado quem realizou o ataque.

Os corpos de 33 refugiados foram levados aos hospitais da cidade portuária, onde 35 feridos também foram internados, afirmou um funcionário dos serviços de saúde.

Dezenas de somalis que sobreviveram ao ataque, assim como três traficantes de pessoas iemenitas a bordo da embarcação, foram levados à prisão central da cidade.

A agência Saba, controlada pelos rebeldes xiitas huthis, afirmou que o ataque foi provocado pela aviação da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita.

Outras fontes afirmaram que os mortos e feridos foram atingidos por disparos de armas leves, o que parece excluir um ataque aéreo.

Apesar da guerra e da crise humanitária, o Iêmen continua sendo um foco de atração para os refugiados do chifre da África que fogem da miséria.

No sul do país há vários campos de refugiados somalis, mas nenhum na região de Hodeida, situado mais ao norte.

DISPUTA MILITAR

O setor situado ao sul de Hodeida foi palco de violentos combates nas últimas 24 horas que deixaram 32 mortos, segundo fontes médicas e militares.

 

Desde a intervenção da coalizão árabe, em março de 2015, para ajudar o governo a frear o avanço dos rebeldes, mais de 7.700 pessoas morreram e mais de 42.500 ficaram feridas na disputa bélica, segundo a ONU.

O país sofre atualmente a “pior crise humanitária no mundo” e se expõe a um grave perigo de fome, adverte a ONU.

Fonte: O Globo

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Ministro Jungmann recebe ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, recebeu nesta quinta-feira (16), o ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes, Xeique Abdullah Bin Zayed Al Nahyan. O encontro teve o objetivo de fortalecer relações bilaterais e de cooperação entre os dois países. O ministro Xeique Abdullah disse que seu país tem interesse em abrir um escritório no Brasil para tratar dos assuntos de defesa.

O ministro Raul Jungmann falou da possibilidade de uma parceria estratégica entre os dois países e citou áreas onde já existem cooperação mútua e outras onde poderão ser iniciadas outras ações. “Temos interesse em contar com militares dos Emirados Árabes em escolas de formação militar no Brasil e também em adquirir a expertise das Forças Armadas dos Emirados”, disse o ministro.

Atualmente, há projetos da área aeronáutica em andamento entre o Brasil e os Emirados Árabes. Porém, o ministro Jungmann pretende construir uma agenda comum nas áreas de tecnologia e segurança, estabelecendo diálogos entre as bases da indústria de defesa e de serviços, na acasião da visita aos Emirados Árabes, para a qual o ministro foi convidado.

Jungmann aproveitou a oportunidade para convidar o ministro de Negócios Xeique Abdullah a participar da LAAD Defence & Security, feira de segurança e defesa da América Latina, que ocorrerá entre 4 e 7 de abril, no Rio de Janeiro; além de sugerir também que o Ministério da Defesa emirático faça uma visita ao Brasil em maio.

Entre os integrantes da delegação oficial, estavam a embaixadora dos Emirados Árabes Unidos do Brasil, Hafsa Abdulla Mohamed Sharif Al Ulama; o chefe de gabinete, Mohamed Mahmoud Al Khaja; o diretor adjunto do Departamento das Américas, Juma Rashed Al Romaithi;  e a assessora do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional, Fátima Abdulla Ali Al Memari.

Estiveram pelo Ministério das Relações Exteriores, a chefe do Departamento do Oriente Médio do Itamaraty, Ligia Maria Scherer, e o diretor do Departamento de Assuntos de Defesa e Segurança, embaixador Nelson Antonio Tabajara de Oliveira.

Participaram ainda da reunião, pelo Ministério da Defesa, o secretário de Produtos de Defesa, Flávio Basilio; o vice-chefe de Assuntos Estratégicos, general Fernando Rodrigues Goulart; o diretor do Departamento de Catalogação, almirante Antonio Carlos Soares Guerreiro; e o subchefe de Assuntos Internacionais, brigadeiro Jair Gomes da Costa Santos.

Fonte: Ministério da Defesa

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Quem ganha com a venda de mísseis S-400 russo à Turquia?

 

Os presidentes da Rússia e da Turquia, Putin e Erdogan, discutiram a possibilidade de compra de sistemas de mísseis S-400 por Ancara durante o recente encontro em Moscou, comunica o jornal Izvestia.

Se o ajuste for efetuado, a Turquia se tornará o primeiro país da OTAN a receber o sistema de mísseis antiaéreos russos S-400, comunicou o Izvestia, citando o ministro russo da Defesa, Sergei Shoigu.

Sem dúvida, as capacidades militares do sistema são amplas. Mas uma série de analistas acredita que este contrato é mais importante do ponto de vista político do que militar. Segundo eles, Moscou pode obter outros ganhos com a transação.

Segundo comunicou o porta-voz do presidente russo Dmitry Peskov, “as partes mantêm o interesse e vão continuar as negociações”.

Foto: © Sputnik / Valeriy Melnikov

Objetivos comuns

Até agora a Rússia só assinou contratos de fornecimento de S-400 com a China. Pequim pretende adquirir cerca de 48 baterias de mísseis. Se planeja que o fornecimento se inicie já neste ano.

Além disso, estão sendo realizadas negociações com a Índia sobre a compra de cerca de 80 baterias de mísseis. Mas o contrato ainda não está assinalado.

Mas com a Turquia a história é completamente diferente. Este país, sendo membro da OTAN, não importa armas russas. Os laços políticos e econômicos entre os dois países foram de fato congelados após o incidente de 2015, quando um caça F-16 turco abateu um avião Su-24 russo com um míssil ar-ar. Hoje em dia, as partes conseguiram diminuir a tensão, mas o ressaibo permanece.

“Sem dúvida, foi um incidente muito sério. Mas agora é preciso nos abstermos de emoções e olhar para o futuro. Hoje os nossos interesses geopolíticos são semelhantes. A Rússia e a Turquia percebem que é preciso pôr ordem na região do Oriente Médio, mergulhada na guerra. As relações próximas entre os dois países surgem não por causa das negociações, mas por causa dos objetivos comuns. Segundo, a venda destes sistemas beneficia uma maior aproximação. O comprador se liga ao país-produtor por um período longo no tempo, tendo em conta a necessidade de assistência técnica, de ensino de especialistas. A estreita cooperação técnico-militar não vai permitir que a Turquia realize quaisquer manobras políticas bruscas contra nós. Terceiro, a compra por um país da OTAN favorece a imagem dos produtos militares russos – não existe melhor promoção”, comunicou à Sputnik analista militar Mikhail Khodorenok. 

Falta de capacidades suficientes

No sentido militar é claro que a Turquia vai tirar vantagens dos S-400 russos. Hoje em dia ela não tem à disposição quaisquer mísseis de longo alcance. Segundo o redator-chefe do jornal Export Voorujeni (Exportação de Armamentos) Andrei Frolov, Ancara necessita de tais sistemas para se defender dos vizinhos mais próximos.

“O principal rival da Turquia na região é o Irã. Este país tem uma força aérea bastante forte. Entretanto, o Irã pode se defender de um possível golpe de resposta porque a Rússia lhe vendeu 4 divisões de sistemas S-300 no ano passado. Além disso, Ancara tem péssimas relações com Damasco, que possui mísseis táticos de longo alcance, bem como mísseis tático-operativos. Os sistemas de defesa antiaérea da Turquia na verdade são fracos”, acrescentou o analista Andrei Frolov. 

A Força Aérea da Turquia está equipada com mísseis de médio alcance MIM-14 e MIM-23 norte-americanos e mísseis de curto alcance britânicos Rapier. Estes sistemas foram elaborados nos anos cinquenta-sessenta e são considerados hoje como obsoletos. Não é surpreendente que Ancara tente obter armas mais potentes.

Epopeia de mísseis

Em 2009 a Turquia iniciou o programa T-LORAMID (Sistema de mísseis antiaéreos de longo alcance da Turquia). O país anunciou uma licitação, na qual participaram a corporação norte-americana Lockheed Martin/Raytheon, a Rosoboronexport russa, a corporação Eurosam franco-italiana e a empresa chinesa CPMIEC. A última foi a escolhida, mas o acordo foi anulado em 2013 porque o lado turco insistia na obtenção do acesso completo às tecnologias do sistema, para criar o seu próprio análogo com base nele.

“Após isso, a Turquia se direcionou para produtores norte-americanos e europeus, a fim de obter mísseis Patriot e SAMP/T. Os produtores mostraram interesse pelo contrato, mas Ancara não deu nenhum passo além das negociações. No que se toca à compra dos S-400 russos, o lado turco abordou repetidamente essa questão, mesmo antes da deterioração das nossas relações. Na verdade, tenho dúvidas que venhamos a vender estes sistemas a eles. É mais provável que Erdogan esteja usando estas discussões para influenciar seus parceiros da OTAN e alcançar com esta chantagem condições mais proveitosas de compra de sistemas antiaéreos europeus ou norte-americanos”, acrescentou Andrei Frolov.

Segundo o analista, mesmo em caso de assinar um contrato, a Turquia vai enfrentar uma série de problemas. Primeiro, a compra dos S-400 não vai ser aprovada por outros países da aliança da OTAN com os quais Ancara não tem relações amigáveis. Segundo, não vai ser fácil incluir os sistemas russos no sistema único de defesa antiaérea da OTAN e estabelecer a sua interação com os sistemas ocidentais. Terceiro, se o negócio for efetuado, levará tempo até que a Turquia receba os primeiros sistemas.

“O fornecimento dos S-400 à China levou mais de 3 anos”, esclareceu o analista Andrei Frolov. Ele tem dúvidas de que, no caso da Turquia, leve menos tempo. 

Ele acrescentou também que as modificações de exportação dos S-400 têm caraterísticas mais fracas. Têm um menor alcance de deteção de aeronaves do inimigo, podem seguir e atacar simultaneamente menos alvos do que os sistemas russos originais.

Foto: 1°- © RIA Novosti. Artem Jitenev

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

 

 

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Segundo Roscosmos: Rússia está pronta para modernizar o Centro de Lançamento de Alcântara

A Roscosmos, Corporação Estatal de Atividades Espaciais da Rússia, está pronta para substituir a Ucrânia  na criação de uma infraestrutura para realizar lançamentos espaciais a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) caso o Brasil envie a devida proposta, declarou o diretor da corporação estatal, Igor Komarov.

O local é considerado privilegiado por estar próximo à linha do Equador, o que garante boas condições climáticas e um menor custo para impulsionar o foguete até a órbita.

Igor Komarov diretor da Roscosmos

“Caso solicitem, consideraremos a questão”, afirmou Komarov quando perguntado se a Roscosmos está disposta a desenvolver e construir no Brasil o complexo de lançamento necessário.

O diretor da Roscosmos ressaltou que Rússia e Brasil já possuem alguns projetos conjuntos na área espacial.

Cooperamos ativamente com o Brasil, incluindo desenvolvimento do sistema de navegação global por satélite — GLONASS, bem como outros projetos.”

Segundo informações anteriores, o acordo intergovernamental de cooperação de longo prazo em uso de foguete ucraniano Cyclone 4 no Centro de Lançamento de Alcântara assinado pelo Brasil e Ucrânia em 2003 foi unilateralmente denunciado pelo Brasil no terceiro trimestre de 2015.

De acordo com a Ucrânia, o nível de prontidão do foguete Cyclone 4 atingiu 90% no momento do término da cooperação. Além disso, existe possibilidade de os EUA financiarem a conclusão da construção do Centro de Lançamento de Alcântara.

 Durante a LAAD 2015, feira que foi realizada no Riocentro, Rio de Janeiro a  Russian Space Systems apresentou em seu estande uma maquete completa de um site de lançamento de satélites. O Centro de Lançamento de Alcântara incluiria uma fábrica de propelente líquido e uma área de montagem do foguete, ao contrário do previsto no acordo entre Brasil e Ucrânia.  A área de 500 hectares inclui as estruturas do Complexo Técnico, do Complexo de Lançamento e da área de armazenamento de propelente.  A fábrica, hoje, está inativa e os galpões foram esvaziados.

Com Informações de Sputnik

Edição Plano Brasil

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Rússia amplia presença no Oriente Médio: Depois da Síria, a Líbia

Tanto do ponto de vista político como militar, a Rússia reforça seu engajamento na Líbia. Princípio declarado de Putin é colaborar com regimes fortes – como o de Assad na Síria –, por mais inescrupulosos que sejam.

O desmentido veio rápido, depois de a agência de notícias Reuters ter noticiado a presença de 22 militares da Rússia numa base no Egito, perto da fronteira com a Líbia. “Não há forças especiais russas em Sidi Barrani, no Egito”, declarou o Ministério da Defesa em Moscou.

A resposta do porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, foi semelhante: ele disse não ter “quaisquer informações” sobre tropas de seu país que tenham sido mobilizadas para o país árabe. A notícia original fora também confirmada por militares dos Estados Unidos.

Contudo, é inquestionável que o engajamento de Moscou na Líbia tem se reforçado nas últimas semanas. Por exemplo, dezenas de funcionários armados de uma empresa de segurança russa estiveram, até o fim de fevereiro, em territórios controlados por tropas do general líbio Khalifa Haftar.

Segundo o jornal Arab News, o proprietário da empresa de segurança confirmou a presença de soldados russos, mas se negou a revelar quem contratara seus funcionários e onde estes operavam.

Haftar combate os rebeldes jihadistas por conta própria e sem qualquer legitimação democrática, sobretudo os da milícia terrorista do “Estado Islâmico” (EI). Sabe-se que, na primeira metade de janeiro, ele visitou o porta-aviões russo Almirante Kusnetsov, que retornava das águas costeiras da Líbia para a Rússia. De lá, o general teria também realizado uma videoconferência com o ministro russo da Defesa, Serguei Shoigu.

Em meados de março, o consultor de Haftar, Abdelbasset Al-Basdi, encontrou-se em Moscou com o vice-ministro russo da Defesa, Mikhail Bogdanov. Segundo o ministério em Moscou, ambos teriam “concordado sobre a necessidade de iniciar um diálogo coletivo, do qual participem representantes de todos os grupos, tanto políticos como tribais”.

General Khalifa Haftar é homem forte da Líbia

Sem Assad, nada

Já no terceiro trimestre de 2016, num esboço estratégico da política externa russa, Moscou afirmava a intenção de seguir contribuindo para a estabilidade na região do Oriente Médio e Norte da África, dirigindo o foco “à superação político-diplomática de conflitos”. Paralelamente, o documento sugeria uma estratégia bem diversa em outras regiões do planeta. “Hoje, dado o significativo aumento da dependência recíproca entre povos e Estados, as tentativas de promover segurança e estabilidade num território estrangeiro não têm qualquer futuro.”

O engajamento na Síria, do lado do presidente Bashar al-Assad, mostra que consequências a Rússia tira dessa abordagem. O país tem uma concepção bem concreta do futuro direcionamento político da Síria. No entanto só ao lado de um parceiro é possível seguir essa estratégia: Assad. A ele somam-se outros aliados, em especial o Irã e o Hisbolá, que é comandado por Teerã. Aqui não se trata necessariamente de alianças duradouras. O esboço estratégico sugere, antes, coalizões de conveniência, delimitadas temporalmente, que também podem se desfazer assim que se alcancem as metas estipuladas.

Tropas líbias após tomada de base do EI em Misrata

“Colaborar com os fortes, por mais inescrupulosos que sejam”

Com esse posicionamento, Moscou está igualmente tirando uma lição da invasão do Iraque pelos Estados Unidos, em 2003. O governo do presidente George W. Bush a iniciou sem antes procurar um parceiro político in loco que o pudesse respaldar na futura reordenação do país. A fase pós-guerra transcorreu consequentemente caótica, e os efeitos das intervenções se fazem sentir até hoje.

O Kremlin vê com olhos igualmente críticos a política para o Oriente Médio do governo do presidente Barack Obama. Segundo Leonid Slutsky, presidente da comissão do Parlamento russo para assuntos externos, ela foi fracassada, “a impotência e a ausência de resultados são patentes”.

Tudo indica que os russos pretendem ter aprendido com tais erros. Estados estrangeiros devem colaborar com regimes fortes, por mais inescrupulosos que estes sejam, teria declarado o presidente Vladimir Putin ao apresentar o esboço estratégico. De outro modo, o mundo presenciará “a destruição dos sistemas estatais e a ascensão do terrorismo”.

Como na URSS

Ao mesmo tempo, contudo, após a queda da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. a Rússia também almeja se reafirmar como potência mundial. E nesse ponto vem alcançando êxito: segundo a revista americana Newsweek, nos últimos dois anos Putin teve 25 encontros com líderes políticos de nações árabes – cinco vezes mais do que Obama.

Grande parte desse balanço se deve ao engajamento na Síria, onde os russos testaram sua nova estratégia, afirma a analista política Randa Slim, do Middle East Institute, de Washington. As consequências são óbvias: “Todo líder político vai dizer: ‘Talvez esteja na hora de reavaliar nossas relações com a Rússia’.”

Os sinais são de que a Rússia está apenas começando com sua nova política para o Oriente Médio. De um estudo do think tank  Stratfor consta que a expansão em direção à Líbia seria “apenas um elemento da estratégia muito mais ampla da Rússia de reforçar suas atividades no Mar Mediterrâneo meridional, criando uma zona de influência como nos tempos soviéticos”.

Foto: 1°- Ministro do Exterior Serguei Lavrov recebe em Moscou o primeiro-ministro líbio, Fayez Seraj

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

 

 

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ADSUMUS: Tropa de Reforço do Corpo de Fuzileiros Navais presta apoio fundamental à Marinha do Brasil

O Contra-Almirante José Luiz Corrêa da Silva é o comandante da Tropa de Reforço do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil. (Foto: Marcos Ommati/Diálogo)

Marcos Ommati/Diálogo

A tropa de militares é responsável por prestar suporte aos grupamentos operativos de Fuzileiros Navais, com vistas à realização de operações terrestres de caráter naval.

A Tropa de Reforço, comando responsável por prover destacamentos especializados de apoio ao Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) do Brasil, está localizada na região de São Gonçalo, com uma bela vista para a cidade do Rio de Janeiro, num lugar bucólico e muito tranquilo. No entanto, a vida dos militares que ali servem não tem nada de tranquila, uma vez que eles são os responsáveis por prover destacamentos especializados aos grupamentos operativos do CFN. Para saber mais sobre esta força cuja vocação é a logística, a Diálogo conversou com o Contra-Almirante José Luiz Corrêa da Silva, comandante da Tropa de Reforço, por ocasião das comemorações dos 60 anos da Força de Fuzileiros da Esquadra..

Diálogo: Qual a importância dos 60 anos da Força de Fuzileiros da Esquadra?

Contra-Almirante (FN) José Luiz Corrêa da Silva: Os 60 anos da Força de Fuzileiros da Esquadra representam o amadurecimento de um processo, que nasceu lá em 1957, e veio caminhando através de reestruturações promovidas pelo Corpo de Fuzileiros Navais. São seis décadas de reorganizações e reestruturações de modo a atender o princípio básico do emprego desta força, que é a organização administrativa a ser rapidamente convertida em uma organização de combate. O que quer dizer isso? Você tem um batalhão de infantaria e ele rapidamente se converte num componente de combate terrestre. Você tem um batalhão de artilharia, ele rapidamente se converte num componente de apoio de corpo, e aí eles vão conformando os componentes. Isso tudo ocorreu dentro desse processo de amadurecimento e, em 2001, quando houve o Seminário do Terceiro Milênio, se reestruturou a organização operativa do Corpo de Fuzileiros Navais, de modo que você tem os grupamentos operativos de fuzileiros navais, que são organizações por tarefas prontas, que você só recheia com aquilo de que precisa para a missão que vai cumprir. Então você sempre terá um componente de combate terrestre e sempre terá um componente de apoio de serviços ao combate, leia-se logística, e essa é a vocação da Tropa de Reforço.

Diálogo: E qual é o seu maior desafio como comandante da Tropa de Reforço?

C Alte Luiz Corrêa: O maior desafio atual é conseguir manter essa estrutura funcionando e estar sempre conversando com os meus comandantes subordinados para que possamos ter novas propostas para encaminhar ao comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, para fazer chegar ao comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais e promover algum aperfeiçoamento nessa estrutura.

Diálogo: Mas manter em que sentido?

C Alte Luiz Corrêa: Em termos de capacitação, de material e em termos doutrinários. Estamos sempre reavaliando, sempre estudando, experimentando a doutrina, juntamente com o Comando do Desenvolvimento Doutrinário que foi criado recentemente.

Diálogo: O país está passando por uma crise financeira aguda. Como isso está influenciando a Tropa de Reforço?

C Alte Luiz Corrêa: Isso influencia diretamente na questão da rapidez com que a gente recebe ou não os recursos. Mas, independentemente da situação financeira que o país passa, o nosso orçamento sofreu um corte. A gente se adaptou a esse corte, mas sem deixar de funcionar as estruturas. Nós não paramos em momento algum. Nós continuamos tendo rotina diária, durante todo esse período, e pagando as contas necessárias para o funcionamento.

Diálogo: Neste sentido, a participação da Marinha do Brasil na segurança dos chamados grandes eventos e em missões de paz da ONU ajudou e ainda ajuda em termos de aporte financeiro?

C Alte Luiz Corrêa: Sim. O Corpo de Fuzileiros Navais recebeu boa parte dos recursos por conta dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos (2016), Copa das Confederações (2015), Copa do Mundo (2014), antes ainda nos Jogos Mundiais Militares (2011). Recebe recursos também por conta da nossa presença no Haiti [MINUSTAH] e da nossa presença no Líbano [UNIFIL]. O Ministério da Defesa então repassou e repassa fundos para a Marinha e esse dinheiro nos foi muito útil porque comprou-se muito material. Apesar da coincidência da restrição orçamentária para sobrevivência do dia-a-dia, a gente conseguiu superar isso e conseguiu ainda ter muito material de ponta para empregar nos grandes eventos, que agora fica como legado para a tropa.

Diálogo: Que tipo de material?

C Alte Luiz Corrêa: Estou falando de viaturas, equipamento de polícia, de material de saúde, porque nós temos uma unidade médica que é subordinada à Tropa de Reforço. Nunca recebemos tantos recursos materiais como recebemos nesses últimos três, quatro anos e, principalmente, no ano passado recebemos uma quantidade de material muito grande, armamento, equipamento de comunicações; então foi um grande avanço neste sentido.

Diálogo: Isso o senhor considera, então, que foram os maiores avanços, nesses últimos anos, da Tropa de Reforço?

C Alte Luiz Corrêa: Eu acho que sim. O avanço em termos de material foi muito bom.

Diálogo: E para o futuro, agora que não vai haver nenhum grande evento programado, como vai ficar?

C Alte Luiz Corrêa: A gente segue a nossa rotina normal, nosso preparo normal para a execução de operações anfíbias e temos desafios nos nossos exercícios. O nosso desafio sempre foi o de realizar exercícios de maneira responsável, consciente, sem causar nenhum acidente, e deixando a tropa pronta para ser empregada em operações anfíbias, que é a nossa vocação primeira. Agora, com relação a não ter um grande evento, nunca fomos motivados por grandes eventos; sempre fomos motivados pela necessidade de o país ter tropas capacitadas para a realização de operações anfíbias. Essa sempre foi a nossa grande motivação. A Marinha nos dando munição, navios para podermos embarcar, fazer desembarques, operar distantes do litoral… Somos uma tropa sempre pronta, sempre reativa, rapidamente reativa aos chamados, essa é a nossa motivação. Não somos motivados porque seremos empregados na rua, porque vamos ser chamados para eventos para garantia da lei e da ordem. Isso é uma consequência, uma decorrência positiva do fato de sermos uma tropa pronta. Esse é o grande ponto que precisamos deixar claro. O Corpo de Fuzileiros Navais é uma tropa expedicionária. Essa definição de “expedicionário” é estar pronto para qualquer emprego, em termos de operações anfíbias. No ano passado, nós tivemos a volta das operações anfíbias com a Operação Dragão XXXVII e, a partir deste ano, vamos voltar a ter o que sempre tivemos que são as operações Sinal Vermelho. Operação Sinal Vermelho é aquela que toca um alerta e em 48 horas temos de estar embarcados e prontos para sair, para cumprir alguma missão em algum lugar. Nossa motivação está na quantidade de tiros que a gente dá por ano, na quantidade de quilômetros que a gente roda pelas estradas, para fazer exercício, e na quantidade de dias de manobra e exercício.

Diálogo: O senhor pode falar da participação da sua tropa e da Marinha do Brasil, como um todo, em atividades conjuntas, como ações de ajuda humanitária, com outros países?

C Alte Luiz Corrêa: Você tocou em um ponto importante quando falou de outros países; isso também é um fator de motivação muito importante para a nossa tropa. Toda vez que temos um contato com as forças armadas de outro país, isso também nos dá uma motivação muito grande de mostrar para eles do que somos capazes. Quando se anuncia que vai haver alguma operação no exterior, que o pessoal vai ter contato com marinhas de outros países, quando se anuncia que vai haver um grande adestramento, como tem acontecido com o Intercâmbio das Américas, e que vêm fuzileiros navais de outros países fazer adestramento conosco, isso também é um fator de motivação ao extremo. Eu não mencionei, quando falei da questão dos recursos, e de novos meios, da compra recente que o Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais fez em relação à compra dos novos carros lagarta anfíbios (CLAnfs), que estão chegando agora, a partir de março. Quem usa os carros, quem detém esse acervo de carros, é um dos batalhões subordinado à Tropa de Reforço, que é o batalhão de viaturas anfíbias. Nós vamos passar a ter no acervo mais 23 carros novos, totalmente reformulados pelos americanos, sobre as carcaças dos que nós temos, e aí o nosso pessoal também está supermotivado para fazer parte do processo de recebimento, de preparação e emprego desses novos carros. Isso é também um grande fator de motivação. E com relação às outras operações, você diz, por exemplo, a ajuda humanitária, as varreduras como estamos fazendo em presídios, essas são tarefas específicas da Tropa de Reforço, as chamadas operações benignas, que são assim intituladas na doutrina básica da Marinha, todas essas que são para proveito da população. Quando nós temos na Tropa de Reforço uma unidade médica expedicionária, essa unidade está permanentemente pronta, com material embarcado, para poder atender a uma catástrofe qualquer. Junto com a unidade médica, normalmente, vai uma companhia de defesa nuclear, biológica, química, radiológica [NBQR], que faz os levantamentos nessas áreas, e a companhia de polícia para ajudar no controle de distúrbio, se precisar, ou fazer a segurança do canteiro de trabalho da engenharia, ou fazer a segurança dos hospitais de campanha da unidade médica expedicionária, e tudo isso apoiado pelo nosso batalhão logístico, que faz a parte do suprimento, abastecimento, transporte e manutenção. A Tropa de Reforço é um grande comando logístico que tem, nas suas unidades, tarefas voltadas especificamente para as operações anfíbias, e nenhuma unidade é igual à outra. Nós temos sete unidades. Cada unidade tem tarefas específicas e completamente dissociadas das outras unidades. Nós estávamos falando dos desafios: um dos meus grandes desafios é fazer com que todo esse adestramento seja entrelaçado e que um atenda às demandas do outro. Isso nós colocamos em prática nos últimos dois anos, junto com a experiência que eu tive como comandante do Batalhão Logístico, e é o que eu chamo de adestramento cruzado: uma unidade se adestra em proveito da outra. Por exemplo, a unidade médica, ela se adestra como unidade médica e ela adestra todas as outras unidades com relação ao que chamamos suporte básico de vida, ou seja, ela faz a preparação de todos para uma eventual necessidade na área de saúde. A companhia de polícia se adestra e adestra todas as outras unidades para dar o primeiro combate no que diz respeito, por exemplo, ao controle de distúrbios, e por aí vai. Então, nós vamos fazendo esses adestramentos para que todas as unidades saibam a importância umas das outras e saibam como ajudar a outra, em caso de necessidade, principalmente necessidade real.

Fonte: Diálogo Américas

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Sindicatos argentinos anunciam a primeira greve nacional contra Macri

O peronismo sindical vai paralisar a Argentina no próximo dia 6 de abril. Pelo menos foi o que prometeram os líderes da Confederação Geral do Trabalho (CGT) depois do anúncio de uma greve geral de 24 horas, a primeira declarada contra o presidente Mauricio Macri, no poder há 15 meses.

Macri deverá enfrentar a lógica de protestos que foi o flagelo de seus antecessores não peronistas, como Raúl Alfonsín (1983-1989) e Fernando De la Rúa (1999-2000). Os dois deixaram a presidência antes do tempo.

Consciente desse perigo, Macri negociou uma trégua com o sindicalismo que foi rompida no início do ano, quando ficou evidente que a reativação econômica prometida pela Casa Rosada estava atrasada.

O anúncio da CGT coincidiu com uma melhora no índice oficial de desemprego. Durante o último trimestre do ano, a porcentagem de argentinos sem trabalho caiu de 9,2% para 7,3%, embora o número oculte que a taxa de atividade econômica caiu de 46% para 45,3%.

A CGT foi pressionada para marcar a data da greve geral. Uma forte manifestação organizada pela Confederação no dia 7 de março passado terminou com seus líderes apedrejados por grupos radicais que exigiram uma data precisa e não apenas ameaças.

As diferenças sobre a melhor estratégia de confronto com o Governo ameaçaram inclusive fraturar a central sindical, entre aqueles que querem a mão dura e os grupos considerados “dialoguistas”, representado pelo triunvirato que lidera a CGT.

“Nestes 15 meses tentamos reclamar com responsabilidade, apesar dos descumprimentos deste Governo na mesa de diálogo. Mas temos a necessidade de dar uma resposta aos setores que representamos”, admitiu Carlos Acuña, membro da direção da CGT, ao anunciar a greve em uma conferência de imprensa.

A realidade social apresentada pelos sindicatos peronistas difere da oficial, um mapa que não possui pontos de coincidência. Onde a Casa Rosada vê novos postos de trabalho e melhores oportunidades de negócios, a CGT vê demissões e a abertura de importações em setores industriais sensíveis.

“Perdemos 52.000 postos de trabalho na indústria, caíram também no setor agropecuário, no setor mineiro. Queremos que o plano econômico inclua todo mundo e por isso vamos parar no dia 6 de abril por 24 horas”, afirmou Héctor Daer, outro membro do triunvirato. O protesto não vai incluir mobilizações de rua, mas apenas “o não comparecimento aos postos de trabalho”, esclareceu o dirigente.

A estratégia do Governo para neutralizar os sindicatos peronistas foi, até agora, liberar fundos aos convênios médicos controlados pelos sindicatos e a assinatura de um pacto que devia paralisar as demissões durante janeiro e fevereiro.

Mas a CGT considerou que as empresas não cumpriram este último ponto e denunciaram que alguns setores da indústria, como o de calçados e brinquedos, estão agonizando. A central se opõe, também, ao teto de 18% de aumento que o Governo oferece aos professores da província de Buenos Aires, o principal distrito do país, em greve há uma semana.

Macri começou a sentir a pressão das ruas, após um ano de relativa paz social. Os grupos piqueteiros, que representam os que ficaram de fora do mercado de trabalho, cortam todos os dias as principais avenidas e acessos a Buenos Aires, os professores se encontram em uma negociação salarial sem final à vista e a CGT irá agora entrar em greve.

Os “gordos”, como os líderes sindicais peronistas são chamados, agregaram aos protestos a Central de Trabalhadores Argentinos (CTA), que agrupa funcionários públicos e docentes, além de organizações sociais de esquerda.

Para o Governo os responsáveis por toda essa movimentação são o peronismo e, principalmente, o kirchnerismo, acusado de alimentar as demandas para forçar uma saída antecipada de Macri. No fundo se encontra a tese de que não existe um presidente não peronista que tenha conseguido terminar seu mandato desde o retorno à democracia em 1983.

A Casa Rosada terá agora três semanas para tentar destravar a greve de 6 de abril, apesar de já não ter muito a oferecer em troca.

Macri disse que o rumo da economia não será desviado e pediu paciência durante a reinauguração de uma fábrica do PSA Group (Peugeot- Citroën) nas cercanias de Buenos Aires. A economia, disse, “começou a dar seus primeiros passos”, mas na sequência admitiu que “não se movimentou para muita gente, porque há 20 anos não se movimenta”.

O protesto sindical se enquadra em um cenário de números negativos para o Governo, com índices de inflação recorde (40% em 2016), uma pobreza que não cai (cresceu em 1,5 milhão de pessoas entre janeiro e dezembro do ano passado) e desemprego alto.

O índice divulgado pelo Indec, o órgão de estatísticas do Estado, determinou que entre outubro e dezembro de 2016 a porcentagem de desempregados caiu quase dois pontos em relação aos três meses anteriores, mas o número esconde que ocorreu uma queda da taxa de atividade de 0,7%.

Isso significa que foram registrados menos desempregados porque as pessoas “se refugiaram na inatividade” e já não procuraram trabalho.

ESCOLAS FECHADAS
Os professores de todo o país pararam na quarta-feira pelo segundo dia consecutivo para exigir aumentos salariais. Os grêmios realizaram manifestações nas principais cidades, a mais importante delas em La Plata, capital da província de Buenos Aires. Por volta de 50.000 professores, aos quais se juntaram outros funcionários públicos, exigiram um aumento de salário de 35%, acima dos 18% oferecidos pelo governo da província. Os grêmios docentes, que estão há oito dias em greve, alertaram que estão dispostos a combater até o final a governadora María Eugenia Vidal, a política de melhor imagem da administração macrista.

Vidal afirma que já não pode oferecer mais dinheiro aos docentes porque os cofres da província estão vazios. Sua estratégia então foi tentar pelo menos uma diminuição da adesão à greve com um prêmio salarial extra aos professores que decidirem dar aulas. Os grêmios da província redobraram então a aposta com a extensão da paralisação até sexta-feira e o apoio à greve nacional de professores convocada para 22 e 23 de março.

FEDERICO RIVAS MOLINA

Foto: EFE – Ato da CGT diante do Congresso Nacional em Buenos Aires. 

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: El País