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Ataque no coração de Londres

Homem avança com carro contra pedestres, mata dois, fere dezenas e assassina policial a facadas ao tentar entrar no Parlamento britânico. Incidente é tratado como terrorista por investigadores.

Um ataque nos arredores do Parlamento do Reino Unido paralisou o coração de Londres nesta quarta-feira (22/03).

Um veículo avançou contra pedestres na ponte Westminster, matando pelo menos duas pessoas e deixando vários feridos. Próximo dali, no perímetro do Parlamento, o motorista esfaqueou um policial, que também morreu, antes de ser baleado e morto por policiais.

As autoridades já classificam o ato como terrorista, mas ainda não houve reivindicação de autoria. Segundo Mark Rowley, da Polícia Metropolitana de Londres, o autor do ataque avançou com o carro contra pedestres e, após atingir várias pessoas e colidir com uma mureta, atacou o policial – um dos oficiais que fazem a segurança do Parlamento –  enquanto tentava entrar no prédio.

Policial corre diante dos portões do Parlamento

O autor do ataque não conseguiu cruzar os portões do Parlamento, e os deputados, que realizavam uma sessão na Câmara dos Comuns, ficaram trancados até que a situação fosse controlada.

“Estamos satisfeitos, nesta fase, com a hipótese de apenas um agressor. Mas um excesso de confiança [nessa hipótese] seria inocente num estágio tão inicial”, declarou Rowley em pronunciamento à imprensa.

Segundo as últimas estimativas oficiais, há pelo menos 20 feridos, além dos quatro mortos. Três policiais e três adolescentes franceses estão entre os feridos, informaram autoridades. Uma mulher foi resgatada do rio Tâmisa com ferimentos graves, mas as circunstâncias da queda não foram esclarecidas.

“Havia pessoas no chão ao longo de toda a ponte”, relatou uma testemunha. Um vídeo publicado pelo ex-ministro do Exterior da Polônia, Radoslaw Sikorski, mostra cenas da ponte poucos instantes após o atropelamento. “Um carro em Westminster acabou de ‘moer’ ao menos cinco pessoas.”

A testemunha Rick Longley disse à Press Association que presenciou os ataques nos arredores do Parlamento. “Estávamos apenas caminhando até a estação de metrô e houve um estrondo alto, e alguém bateu um carro e acertou alguns pedestres”, afirmou. “Eles estavam simplesmente deitados ali e então toda a multidão apenas correu virando a esquina pelos portões em frente ao Big Ben.”

A ponte Westminster, onde ocorreu o ataque

“Um cara passou pelo meu ombro direito com uma faca grande e começou a apunhalar um policial. Nunca vi nada assim. Não posso acreditar no que eu acabei de presenciar”, descreveu ele.

A sessão que ocorria no Parlamento nesta quarta-feira precisou ser suspensa em decorrência do incidente. Um porta-voz do gabinete do governo informou que a primeira-ministra britânica, Theresa May, estava em segurança após o ataque, mas não quis confirmar sua localização quando tudo ocorreu. Segundo o jornal The Guardian, a premiê foi retirada do prédio poucos minutos após o ataque por ao menos oito homens armados.

May convocou uma reunião do comitê de emergência do governo para discutir o incidente terrorista, reunindo ministros e oficiais dos serviços de emergência e das agências de segurança e inteligência.

Em pronunciamento à imprensa após a reunião, May condenou o “ataque terrorista doentio e perverso” desta quarta-feira e comunicou que o Reino Unido manterá seu segundo maior nível de alerta, que significa que um ato terrorista é tido como altamente provável. “Nossos pensamentos e orações estão com todos aqueles que foram afetados”, afirmou ela. “Nunca cederemos ao terror.”

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, também se pronunciou, informando que o policiamento nas ruas de Londres foi reforçado para garantir a segurança dos residentes e dos visitantes. “Estamos unidos contra aqueles que procuram nos prejudicar e destruir nosso modo de vida. Sempre estivemos e sempre estaremos. Os londrinos nunca serão intimidados pelo terrorismo”, disse o prefeito.

O ataque – que coincidiu com o primeiro aniversário dos atentados de Bruxelas, quando 32 morreram e mais de 300 ficaram feridas – ocorreu num local importante de Londres. A ponte Westminster costuma estar aglomerada de turistas em busca de uma foto da torre do Big Ben, ponto icônico da capital inglesa, ou da famosa roda-gigante London Eye, do lado oposto do rio Tâmisa.

Reações internacionais

Líderes estrangeiros se pronunciaram nesta quarta-feira para prestar condolências a Londres. A chanceler federal alemã, Angela Merkel, afirmou que seus pensamentos estão voltados “aos amigos britânicos e a todo o povo de Londres”, em particular aos feridos. “Estamos firmes ao lado do Reino Unido no combate a todas as formas de terrorismo”, disse em comunicado.

Por sua parte, o presidente francês, François Hollande, declarou a repórteres que a França, “que tem sida atingida tão duramente nos últimos tempos, entende o que povo britânico está sofrendo hoje”. “Todos nós estamos preocupados com o terrorismo”, disse o líder, destacando que os países europeus “precisam reunir todas as condições necessárias para responder a esses ataques”.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, também condenou o incidente em telegrama enviado à líder britânica May. “Um ato terrorista execrável como o que aconteceu hoje é um lembrete de que enfrentamos desafios complexos acerca da segurança de nossas sociedades”, escreveu. “Precisamos permanecer unidos contra esse tipo de ameaças que afetam a todos nós igualmente.”

Por meio de rede social, o presidente americano, Donald Trump, disse ter conversado por telefone com May e oferecido condolências ao governo britânico, além do “total apoio e cooperação” dos Estados Unidos nas investigações. Um comunicado da Casa Branca diz ainda que Washington parabeniza “a rápida resposta da polícia britânica e dos primeiros socorristas”.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

Londres em alerta após ataque

As imagens de um dia de pânico em Londres: um ataque nos arredores do Parlamento, descrito como terrorista pela polícia, paralisou o centro da capital britânica em plena tarde. Região foi isolada.

No coração de Londres

O ataque ocorreu num local icônico da cidade de Londres. A ponte Westminster costuma estar aglomerada de turistas em busca de uma foto da torre do Big Ben, um dos principais pontos turísticos da capital inglesa, ou da famosa roda-gigante London Eye, no lado oposto do rio Tâmisa.

Drama na ponte Westminster

Neste local na ponte Westminster, um veículo avançou contra os pedestres, matando duas pessoas e ferindo pelo menos outras 20. Testemunhas relatam que havia pessoas feridas no chão ao longo de toda a ponte. Após os atropelamentos, o carro bateu contra uma mureta próxima à entrada do Parlamento, informou a polícia.

Correria nas ruas

Policial corre diante dos portões do Parlamento: imagens mostraram momentos de pânico após o incidente. Autoridades afirmaram que o autor do ataque, após colidir o veículo, dirigiu-se à entrada do Parlamento e esfaqueou e matou um policial, antes de ser baleado e morto pelas forças de segurança.

Parlamento isolado

Helicóptero-ambulância aterrissa para levar feridos nos arredores do Parlamento britânico. A sessão da Câmara dos Comuns foi suspensa, e os legisladores que estavam no local foram instruídos a permanecer lá.

Segurança máxima

Dezenas de ambulâncias e carros de polícia foram rapidamente mobilizados para o local. Um amplo dispositivo de segurança em torno do perímetro do Parlamento foi estabelecido, com ruas com tráfego bloqueado. O prefeito de Londres, Sadiq Khan, informou que o policiamento nas ruas de toda a capital foi reforçado para garantir a segurança dos residentes e dos visitantes.

Políticos em segurança

A primeira-ministra Theresa May estava em segurança após o incidente, disse um porta-voz do gabinete do governo. Ele não quis dizer onde May estava quando ocorreu o incidente. O agressor não conseguiu entrar na sede do Legislativo.

Grande aparato policial

Um grande número de policiais armados, alguns portando escudos, entraram no prédio do Parlamento para proteger os políticos. Antes do incidente, o Reino Unido estava em seu segundo maior nível de alerta, o que significa que um ataque terrorista era tido como altamente provável.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Aviação Defesa Destaques Equipamentos Meios Navais Navios Rússia Sistemas de Armas Sistemas Navais Tecnologia Vídeo

Ka-52K & kuznetsov

Kamov Ka-52K “Katran” – Variante naval do helicóptero de ataque e reconhecimento, Kamov Ka-52 Alligator (codinome OTAN: Hokum-B). 

Está equipado com a mais recente suíte de aviônicos e armas de ataque de última geração que podem ser configuradas para uma ampla gama de missões.

 

https://www.youtube.com/watch?v=ZEqPTdu6qfA

 

Edição: konner@planobrazil.com

 

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22 de março de 1945: Era fundada a Liga Árabe

No dia 22 de março de 1945, foi criada a Liga Árabe. Seus iniciadores foram o Egito, Síria, Líbano, Transjordânia, Iraque, Arábia Saudita e Iêmen.

Depois da Segunda Guerra Mundial, a Síria e o Líbano permaneceram sob influência da França, mas se tornaram oficialmente independentes. Também no Egito e na Palestina, a influência britânica começou a ser cada vez mais restrita. Os palestinos, no entanto, temiam a proclamação do Estado de Israel.

Na tentativa desesperada de evitar que se formasse uma nova base de influência não árabe na região, sete países independentes resolveram reunir-se em 1944, em Alexandria, e um ano depois, no Cairo, para discutir medidas a serem tomadas.

A 22 de março de 1945, então, os representantes da Síria, Egito, Líbano, Transjordânia, Iraque, Arábia Saudita e Iêmen anunciaram a criação de um “pacto de solidariedade”. Outros países seriam convidados a integrar a aliança, assim que conquistassem sua independência.

O grupo, entretanto, enfrentou divergências internas. A Síria e o Iraque defendiam a formação de uma unidade política. A Síria ainda não via no Líbano uma nação soberana, enquanto os libaneses brigavam entre si pela conquista do poder. Já a Arábia Saudita e o Iêmen tinham muitas afinidades, mas desenvolveram características próprias que os distanciaram entre si.

Embora a Palestina ainda não possuísse representação política oficial árabe, enviou um representante para a assinatura do pacto de criação da Liga Árabe. Seu objetivo era a cooperação pan-árabe nos setores comercial, cultural, educacional e da saúde. Apesar de criticar duramente a criação de Israel, a Liga não conseguiu evitá-la. Nem resolveu seus problemas internos.

O Egito, por exemplo, foi expulso da aliança em 1979, depois de assinar o acordo de paz com Israel em Camp David. A partir daí, a organização transferiu sua sede do Cairo para a Tunísia. Somente alguns anos mais tarde, com a reconciliação, retornaria à capital egípcia. A impotência da Liga ficou clara no conflito do Golfo Pérsico. Sem consultas prévias, Bagdá marchou sobre o Kuwait em 1990 e uma aliança liderada pelos Estados Unidos – e com o apoio de várias nações árabes – libertou o emirado.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

 

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COOPERAÇÃO: Brasil, Chile, Equador e Colômbia vão trocar informações logísticas sobre A-29

Os quatro países que operam o caça de ataque leve assinaram memorando de entendimento nessa segunda (20/03)

Brasil, Chile, Equador e Colômbia vão trocar informações logísticas e operacionais sobre o A-29 Super Tucano. O memorando de entendimento, assinado nessa segunda-feira (20/03), em Santiago, da qual participou o ministro de Defesa do Chile, José Antonio Gómez Urrutia, cria um fórum entre as Forças Aéreas com a finalidade de estabelecer cooperação quanto aos aspectos técnicos, logísticos e operacionais do caça de ataque leve.

A Força Aérea Brasileira foi representada pelo Comandante-Geral de apoio (COMGAP), Tenente-Brigadeiro do Ar Paulo João Cury; a Força Aérea do Chile, representada pelo seu Comandante em Chefe, General del Ayre Jorge Robles Mella; a Força Aérea do Equador pelo Comandante General Patricio Mora Escobar. A Força Aérea da Colômbia ainda assinará o documento.

A colaboração também reconhece a importância de se proporcionar apoio e engajamento para alcançar os objetivos comuns e considera as questões de custo-benefício, aquisição e de desenvolvimento.

Por meio do documento, ficam estabelecidos cursos pertinentes aos profissionais da aeronave. O memorando ainda formaliza a cooperação mais estreita por intermédio do grupo de operadores que envolverá o conhecimento e a experiência operacional, o desenvolvimento de capacidades, as aquisições de equipamentos, os programas de desenvolvimento e modificações, o apoio logístico e de serviços relacionados, assim como o intercâmbio de informações e projetos cooperativos.

Fonte: FAB

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Exército indiano lança RFI para a aquisição de um novo fuzil de assalto

O Exército Indiano decidiu buscar no mercado internacional um substituto para seus obsoletos fuzis de assalto INSAS ( Indian Small Arms System ) 5,56 × 45 mm de projeto indiano. A decisão Indiana ocorre no mesmo período em que o Instituto de Pesquisa e desenvolvimento de armamentos enviou para avaliação por parte do Exército o protótipo do fuzil de assalto Excalibir AR-2. De acordo com informações o AR-2 é a segunda versão do fuzil indiano Excalibur 5,56×45 mm que foi modificado para poder operar munições no calibre 7,62×39 mm.

O fuzil de assalto Excalibur em calibre 5,56×45 mm foi apontado nos testes como pronto para uso pelo Exército Indiano. Porém nas conferências do Comando do Exército no último ano, a pedidos dos comandantes foi requerida uma versão em calibre 7,62×51 mm, já que este calibre possui melhor precisão e maior probabilidade de neutralizar o alvo que o calibre 5,56×45 mm.

A escolha do calibre 7,62×51 mm se deu em grande parte devido a experiencia do Exercito Indiano em situações reais de combate como ações anti terrorista e contra insurgência no qual o calibre 7,62×39 mm do AK-47 se mostrou mais eficiente que o 5,56×45 mm do fuzil indiano INSAS.

Experimentos anteriores já buscavam a um bom tempo desenvolver um rifle de cano flutuante e intercambiável, visto que nenhum fabricante internacional atendeu a proposta feita pelo Exército Indiano.

Devido a esses fatos a Índia emitiu um pedido de informações ( RFI – Request for Information ) para a aquisição de um novo Fuzil de Assalto calibre 7,62×51 mm. O pedido indiano e para uma possível compra de 65.000 mil fuzis de assalto que serão adquiridos diretamente do fabricante e outros 120.000 mil serão fabricados na Índia mediante transferência de tecnologia.

Segundo o Brigadeiro do Exercito Indiano da reserva e analista de defesa Rahul Bhonsle essa sera a segunda tentativa por parte do exercito indiano para a aquisição de uma nova arma para substituir o INSAS. “Em 2011 a Índia emitiu um RFI porém só quem atendeu os requisitos indiano foi a israelense IMI. Na época a Índia pedia uma arma “multicalibre” que fosse capaz de operar tanto o calibre 5,56×45 quanto o 7,62×39”.

Ainda segundo Rahul Bhonsle o novo RFI e para uma arma de calibre único nesse caso o  7,62X51 mm e deve possui trilhos MIL -STD -1913 Picatinny. Os trilhos permitem adaptar de forma fácil um lança granadas  e mira óptica na arma. A Índia enviou o RFI para fabricantes nos EUA, América do Sul, Europa, Russia e Asia , disse Bhonsle. 

Nota do Editor: Atualmente apenas três empresas Sul Americanas fabricam fuzis de assalto: A Colombiana Indumil ( Industria Militar) que atualmente fabrica  o Fuzil de Assalto Galil ACE ( calibre 5,56,45 mm e 7,62,51 mm) a Chilena FAMAE (Fábricas y Maestranzas del Ejército) que também fabrica o Galil ACE ( calibre 5,56,45 mm e 7,62,51 mm) e a Brasileira  IMBEL ( Indústria de Material Bélico do Brasil) que fabrica o Fuazil de Assalto IA2 (calibre 5,56,45 mm e 7,62,51 mm).

Nota do Editor²: A Taurus apresentou em 2017 o fuzil de assalto T-4 (lançamento oficial ocorreu durante o SHOT Show 2017). O fuzil T4 Series da Taurus possui calibre 5,56×45 mm sendo baseado na consagrada plataforma M4. Porém até o presente momento não esta sendo fabricado em serie. 

Colaborou MessiaH

Com Informações de Vishal Karpe, IDRW.ORG e Defense News