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MUNDO: Turquia anuncia fim de operação militar na Síria

Primeiro-ministro não descarta novas missões e nem menciona retirada de tropas enviadas para o país vizinho. Operação “Escudo de Eufrates” foi a primeira incursão turca na Síria desde o início da guerra civil.

A Turquia anunciou nesta quarta-feira (29/03) o fim de sua operação militar “Escudo de Eufrates”, lançada no norte da Síria em agosto do ano passado. O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, porém, não descartou novas incursões por terra no país vizinho.

“A operação Escudo de Eufrates foi bem sucedida e terminou. Qualquer outra operação que a seguirá terá outro nome”, disse Yildirim, numa entrevista à emissora NTV.

A primeira incursão turca por terra na Síria desde o início da guerra civil visava apoiar os rebeldes do Exército Livre da Síria no combate aos jihadistas do “Estado Islâmico” (EI) e barrar o avanço de combatentes curdos na região. A manobra foi criticada por curdos, que recebem apoio dos EUA.

Com a operação, a Turquia libertou a cidade fronteiriça Jarablus, o maior bastião do EI perto da fronteira turca, e conquistou o controle de cerca de 2 mil quilômetros quadrados no norte do país, que foi repassado, segundo Ancara, ao Exército Livre da Síria.

“Se depois disto fizermos uma nova ação por detectar uma nova ameaça do EI contra nossa segurança, seria uma nova operação”, ressaltou o primeiro-ministro.

Yildirim fez esta declaração pouco depois que o Conselho de Segurança Nacional, que reúne altos cargos militares e governamentais, declarou num comunicado que a operação havia “concluído com sucesso”, mas não esclareceu se as tropas turcas sairiam da Síria. O primeiro-ministro também não mencionou a retirada.

O mesmo comunicado ressaltou que empregar as milícias curdo-sírias Unidades de Defesa Popular (YPG) na luta contra o EI “não contribui à paz e segurança na Síria, mas será causa em médio e longo prazo de novos problemas”.

A Turquia está atenta aos ganhos territoriais dos curdos na guerra civil da Síria e teme que isso possa inflar o movimento separatista da minoria curda em seu território. Curdos estabeleceram três zonas autônomas no norte da Síria desde que a guerra civil eclodiu, em 2011. Eles negam, porém, que estejam tentando fundar um Estado próprio.

A declaração do governo foi divulgada um dia antes da visita do secretário de Estado americano, Rex Tillerson, cujo país respalda às YPG há anos no combate ao “Estado Islâmico” no norte da Síria.

Fonte: DW

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Exército detém 16 garimpeiros e apreende ouro na Terra Yanomami, em RR

A apreensão ocorreu às margens do Rio Uraricoera nessa terça-feira (28).

O Exército Brasileiro em Roraima deteve 16 garimpeiros que atuavam ilegalmente na Terra Indígena Yanomami (TIY) nessa terça-feira (28) durante fiscalização da operação ‘Curaretinga IX’. Segundo a assessoria do Exército, os garimpeiros portavam cerca de 500g de ouro e um motor quando foram localizados, caracterizando assim a garimpagem ilegal na reserva indígena.

O grupo foi detido na região de Furo do Arame, às margens do rio Uraricoera, no interior da TIY por militares da 1ª de Infantaria de Selva. A ação foi feita em conjunto com a Polícia Federal. O material apreendido e os 16 detidos foram encaminhados às instituições competentes para as providências cabíveis.

Fonte: G1

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EUA abrem Centro de Tecnologia em São Paulo

São Paulo, 24 de março de 2017 – O Comando de Engenharia, Desenvolvimento e Pesquisa do Exército dos Estados Unidos (RDECOM) abriu nesta sexta-feira um escritório no Consulado dos EUA em São Paulo para apronfundar parcerias com o Brasil em projetos de pesquisa voltados para inovação.

O Centro de Tecnologia intensificará a colaboração entre os dois países através de pesquisas e intercâmbios profissionais nas áreas de ciência e engenharia.  Nos últimos cinco anos, o braço de pesquisa e desenvolvimento do Exército dos Estados Unidos investiu mais de US$500 mil em projetos como conferências, encontros científicos e pesquisa no país.

“O Brasil tem um Exército extraordinário, e os cientistas brasileiros são líderes em pesquisa acadêmica em diversas áreas. O compromisso de nossos países de trabalhar em parceria em pesquisa e desenvolvimento de projetos evidencia a força da relação Brasil-Estados Unidos”, disse o Brigadeiro-geral dos EUA Anthony Potts.

Um dos projetos já em andamento é a colaboração entre pesquisadores da Universidade de Minas Gerais e cientistas do Laboratório de Pesquisa do Exército para desenvolver veículos blindados com base em nanomateriais. O objetivo do Centro de Tecnologia é aproximar cientistas e pesquisadores dos dois países por meio de projetos que beneficiem Brasil e Estados Unidos e contribuam para fortalecer nossas relações.

Fonte: Missão Diplomática dos EUA

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Haiti

MINUSTAH: ONU se pronuncia sobre o término da missão no Haiti

CONFERÊNCIA NA MINUSTAH

Porto Príncipe (Haiti) – No dia 17 de março, ocorreu, na Log Base, uma reunião com a Sra Sandra Honoré, Representante Especial do Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas e Chefe da Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (MINUSTAH – sigla em francês), cujo tema principal foi a resolução da ONU sobre o término da missão.

Foi ressaltado, pela Sra Sandra Honoré, que o país está passando por um progresso lento em relação aos direitos humanos e por um período delicado de transição política. Outro aspecto mencionado é que o fim da missão ocasionará grandes impactos a todos os envolvidos com a MINUSTAH, principalmente os profissionais haitianos.

CONFERÊNCIA NA MINUSTAH

Outros tópicos abordados foram a extensão da missão por mais seis meses, com término previsto para 15 de outubro e uma diminuição escalonada do componente militar até essa data; a redução do componente policial de 951 para 295 policiais; e a diminuição também do componente civil de maneira progressiva.

CONFERÊNCIA NA MINUSTAH

Além do Force Commander do Componente Militar no Haiti, General de Divisão Ajax Porto Pinheiro, também esteve presente na reunião o Comandante do Batalhão Brasileiro de Infantaria de Força de Paz (BRABAT), os Comandantes dos contingentes militares de outros países, integrantes da Polícia das Nações Unidas (UNPOL) e representantes civis da MINUSTAH.

Fonte: BRABAT

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Plano Brasil/ Tecnologia: Raytheon Standard Missile 6 (SM-6)

O RIM-174 Standard Extended Range Active Missile (ERAM) ou Standard Missile 6 (SM-6) é um míssil produzido pela Raytheon para a Marinha dos Estados Unidos (US Navy). Implantado em cruzadores e destroyers da US Navy, o míssil SM-6 é atualmente a arma mais capaz e moderna na defesa aérea da frota, o mesmo pode atuar contra todos os tipos de ameaças: aeronaves tripuladas e não tripuladas; mísseis antinavio, mísseis de cruzeiro antinavio; defesa terminal de mísseis balísticos  e alvos de superfície. O míssil é considerado uma ameaça tripla, sendo o único no mundo a fornecer capacidade antiaérea, defesa contra mísseis balísticos e guerra antisuperfície.

O SM-6 usa a fuselagem do míssil SM-2ER block IV, seeker do AIM-120C AMRAAM e motor foguete do SM-3. A capacidade operacional inicial foi planejada para 2013 e foi alcançada em 27 de novembro de 2013. O SM-6 não pretende substituir os mísseis da série SM-2, mas servirá ao lado e fornecerá maior poder de fogo e maior alcance. Em janeiro de 2017, o departamento de defesa dos EUA aprovou as vendas do míssil SM-6 para diversos clientes internacionais, muitos deles procuram um míssil multifuncional para reforçar seus programas de construção naval.

Descrição

O SM-6 é um míssil de dois estágios, com um booster de lançamento que é ejetado após 6 segundos. Lançado verticalmente a partir de um sistema de lançamento MK 41 VLS, o SM-6 é compatível com cruzadores e destroyers AEGIS atuais e futuros. O seeker com radar ativo é uma versão ampliada e adaptada do seeker do AIM-120C AMRAAM (34 cm versus 18 cm).  O radar ativo irá melhorar a capacidade do míssil contra alvos altamente ágeis e alvos além do alcance efetivo do radar iluminador; outra melhoria advinda do radar ativo será  uma  maior capacidade de disparar mísseis simultaneamente. As estimativas a cerca  do  alcance do SM-6 variam, seu alcance oficial publicada é de 240 km contra alvos aéreos e de até 460km contra alvos de superfície. Ao contrário de outros mísseis da família SM-2, o SM-6 pode ser periodicamente testado e certificado sem a remoção do sistema de lançamento vertical.

O SM-6 oferece um maior alcance em relação aos mísseis da série SM-2, sendo capaz de interceptar alvos a até 34.000m de altitude ou rente ao mar, além de atuar na defesa terminal de mísseis balísticos em complemento ao SM-3. Ao contrário de outros interceptadores de mísseis balísticos o SM-6 usa uma ogiva explosiva para derrotar ameaças de mísseis balísticos; outros interceptadores de defesa de míssil, como o SM-3, usam a tecnologia de energia cinética hit-to-kill  que destrói o alvo através do impacto direto do míssil interceptador. A ogiva explosiva é necessária para a capacidade multimissão do míssil.

O SM-6 pode ser empregado em vários modos: guiamento inercial com aquisição terminal usando o  radar ativo; radar semiativo durante todo o caminho; engajamento cooperativo através do Naval Integrated Fire Control–Counter Air (NIFC-CA) que é um programa desenhado para link entre navios da US Navy e vários sensores aéreos, tais como o F-35 e E-2D, em uma rede única de sensores integrados. No modo semiativo o míssil depende do navio para iluminar e determinar o alvo, no modo ativo o míssil recebe atualização de meio curso do navio ou aeronave e na fase terminal o próprio míssil envia um sinal eletromagnético através do próprio radar; no engajamento cooperativo o alvo é designado por um ativo (navio ou aeronave)  diferente do navio lançador. O seeker com radar ativo tem a capacidade de detectar um míssil de cruzeiro terrestre voando rente ao solo.

A US Navy está adicionando um GPS ao SM-6 conferindo ao mesmo a capacidade de atacar alvos no solo. Em fevereiro de 2016, o Secretário de Defesa Ashton Carter confirmou que o SM-6 poderia ser modificado para atuar como uma arma antinavio, o míssil é capaz de destruir navios até a classe de fragata e causar danos consideráveis em destroyers. Como E-2D tem a capacidade de  acompanhar alvos de superfície e no ar, o SM-6 permitirá  a US Navy atacar inimigos de superfície além do horizonte radar com um míssil Mach 3.5 .

Testes

Em 15 de julho de 2014 o USS John Paul Jones (DDG 53) usou um SM-6 para destruir um alvo supersónico a alta altitude (AQM-37). O AQM-37 é um zagão alvo que chega a Mach 4 e 30.000m de altitude.

Em 14 de agosto de 2014 a Marinha e a Raytheon testaram um SM-6 contra um míssil de cruzeiro subsônico voando baixo sobre a terra. Ser capaz de discernir com sucesso um alvo lento como um míssil de cruzeiro lançado de terra tem o potencial de fornecer significativa vantagem tática. Por exemplo, o seeker ativo poderia ajudar o SM-6 a localizar um míssil de cruzeiro lançado por trás de uma montanha.

Em 24 de outubro de 2014 o USS Chancellorsville (CG 62) disparou dois mísseis SM-6 contra alvos anti-navio e mísseis de cruzeiro. Como parte do cenário o navio lançou os interceptores SM-6 antes do próprio radar ver as ameaças, usando informações de direcionamento de outro navio AEGIS na área, o USS Sampson (DDG 102). O primeiro SM-6 interceptou um alvo supersónico a baixa altitude (GQM-163A); enquanto o segundo interceptou um alvo subsônico a baixa altitude (BQM-74E). Neste teste foi possível observar a capacidade do SM-6 de interceptar um alvo supersônico rente ao mar, no caso o GQM-163A que serviu de alvo chega a Mach 2,6 a 3m de altitude ou a Mach 3 – Mach 4 a 17.000m de altitude.

Em 3 de agosto de 2015 a Marinha dos EUA disparou um Standard Missile-6, interceptando e destruindo um míssil balístico de curto alcance. O teste bem sucedido da Agência de Defesa de Mísseis dos EUA (MDA) provou que um SM-6 modificado pode eliminar a ameaça de mísseis balísticos em seus últimos segundos de voo.

Em uma demonstração em 18 de janeiro de 2016 o míssil afundou o descomissionado USS Reuben James .O teste foi uma demonstração do conceito da Marinha dos Estados Unidos de “letalidade distribuída”, empregando navios em formações dispersas para aumentar o poderio ofensivo da força de superfície. O SM-6 passa a fornecer a US Navy a capacidade de atacar navios inimigos a 460km com um míssil Mach 3,5. ­

Em 14 de setembro de 2016 um SM-6 destruiu um alvo subsônico designado pelo F-35, o alvo estava além do horizonte radar em média altitude. Neste teste foi observada a capacidade do SM-6 destruir um alvo através do Naval Integrated Fire Control–Counter Air ( NIFC-CA).

Em 19 de dezembro de 2016 a Marinha dos EUA disparou dois SM-6 (um encarregou-se de reunir dados de telemetria e outro de interceptar o alvo) do USS JOHN PAUL JONES (DDG-53) durante um evento de teste, interceptando um míssil balístico de médio alcance em seus últimos segundos de voo. Isso sugere que o alvo representava uma ogiva manobrável como as encontradas nos mísseis balísticos antinavio DF-21D e DF-26.  O teste marcou a segunda vez que um SM-6 demonstrou sua capacidade de interceptar um míssil balístico em seus últimos segundos de voo. O primeiro foi durante um ensaio em agosto de 2015.

Comparativo

Aster 30

Míssil superfície-ar fabricado pelo consorcio europeu Eurosam e que equipa várias fragatas e destroyers europeus; 510kg ; 120km de alcance; velocidade de Mach 4,5; seeker com radar ativo.

5V55RM

Míssil do sistema russo S-300F, introduzido em 1984 em vários navios soviéticos; 1.664kg; 75km de alcance; velocidade de Mach 6 ; seeker com radar semiativo.

48N6 – 48N6E2

Mísseis do sistema russo S-300FM, o 48N6 foi introduzido apenas no cruzador russo Admiral Nakhimov (classe Kirov) e o 48N6E2 no cruzador “Pedro, o Grande” (classe Kirov); 1.800-1.900kg; 0 48N6 tem alcance de 150km (limitado eletronicamente a 93km) e 48N6E2 alcance de 200km; velocidade de Mach 6 ; seeker com radar semiativo.

Conclusão

Com um único modelo de míssil a US Navy terá uma arma capaz de atuar contra qualquer aeronave ou míssil num raio de 240km do Grupo de Ataque incluindo alvos além do horizonte radar e mísseis de cruzeiro supersônicos rente ao mar; poderá atuar na defesa terminal de mísseis balísticos  de curto e médio alcance; com velocidade de Mach 3,5 estenderá a gama de letalidade da força para bem além do alcance do atual míssil antisuperfície RGM-84 Harpoon  e em caso de necessidade poderá atacar alvos em solo como um míssil de pronta resposta Mach 3,5.

O SM-6 será a principal arma da US Navy contra os mísseis de cruzeiro supersônicos que surgem na Rússia e China além de ser mais uma barreira contra os mísseis balísticos antinavio DF-21D ou DF-26, isso ajuda a explicar por que a US Navy está tão confiante de sua capacidade de operar dentro dos anéis de ameaça dessas armas. Implantado pela primeira vez em 2013, a Raytheon construiu mais de 300 mísseis até esta data de um total planejado de 1.800 mísseis, com muitos anos de produção no horizonte o míssil SM-6 continuará a evoluir para atender às necessidades de combate da frota.

Ficha Técnica

  • Fabricante: Raytheon
  • Em serviço: 2003 – hoje
  • Operadores: Marinha do Estados Unidos ; Marinha da Coreia do Sul ; Força Marítima de Auto Defesa do Japão
  • Peso: 1.500kg
  • Comprimento: 6,6m
  • Diâmetro: 0,53m
  • Ogiva: 64kg
  • Teto de voo: 34.000m
  • Alcance: 240 – 460km
  • Velocidade: Mach 3,5

 

Fonte: Tecnomilitar

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Rússia em alerta para “esmagador ataque nuclear dos EUA”

A Rússia está em alerta diante da possibilidade de um “esmagador ataque nuclear americano surpresa” em seu solo.

A emissora de TV estatal RT citou um general russo, que disse que o sistema americano de mísseis antibalísticos (ABM) está “provocando uma nova corrida armamentista”.

O Ministério da Defesa da Rússia também alertou que a implantação do sistema pelos Estados Unidos é uma ameaça à segurança mundial.

O RT disse que Viktor Poznikhir, chefe de operações do estado-maior russo falou, numa conferência sobre o desarmamento em Genebra, sobre a “ameaça”.

“A presença do sistema global ABM reduz o limiar para o uso de armas nucleares, porque os Estados Unidos passam a ilusão da impunidade sobre o uso de armas ofensivas estratégicas sobre a proteção do ABM”.

“O ABM é um símbolo do acúmulo de forças nucleares no mundo e um gatilho para uma nova corrida armamentista”.

O RT diz que os oficiais russos afirmam que o sistema ABM “compromete a dissuasão da Rússia acerca de seu programa nuclear”.

O canal relatou que Poznikhir disse que os Estados Unidos “continuam a desenvolver o sistema sob o pretexto de combater a Coreia do Norte e o Irã, ignorando as preocupações da Rússia”.

Recentemente, os Estados Unidos implantaram o sistema de mísseis THAAD (Terminal de Defesa Territorial de Grande Altitude) na Coreia do Sul para testes de mísseis balísticos contra a Coreia do Norte.

O sistema está configurado para abater mísseis balísticos.

Poznikhir disse que o sistema ABM “já pode interceptar alguns mísseis e só se tornará mais e mais competente no futuro”.

Ele afirma que o desenvolvimento do sistema ABM pelos Estados Unidos “diminui as chances de diálogo sobre a redução dos armamentos nucleares”, relatou o RT.

Ross McGuinness
Yahoo News UK

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Yahoo

 

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ADSUMUS: Fuzileiro Naval Brasileiro integra equipe de instrutores em curso no Canadá

Com o objetivo de estreitar os laços de cooperação com instituições internacionais, o instrutor do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), Capitão-Tenente Fuzileiro Naval Rodrigo Souza, ministra aulas para alunos doUN Military Expert in Mission Course. O curso acontece desde 14 de março, no Peace Support Training Centre (PSTC) – organização do Exército do Canadá, e termina em 13 de abril.

O PSTC, sediado em Kingston-Ontário, é responsável por preparar militares canadenses e estrangeiros para missões de paz. O UN Military Expert in Mission Course tem a missão de preparar militares a serem empregados como observadores militares, oficiais de ligação e de Estado-Maior das operações de paz das Nações Unidas. O curso atual tem como instruídos, além de oficiais canadenses, representantes do Japão e do México. Além do instrutor brasileiro, o curso conta também com um instrutor australiano.

Fonte: MB

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EUA admitem ‘provável’ envolvimento da coalizão em morte de “mais de 130 civis” em Mossul no Iraque

A coalizão militar liderada pelos Estados Unidos “provavelmente” teve um papel no ataque aéreo que matou vários civis na cidade iraquiana de Mossul, declarou nesta terça-feira o general americano das operações contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI).

“Provavelmente tivemos um papel nessas baixas”, admitiu o general Stephen Townsend sobre o bombardeio de 17 de março.

O oficial mencionou a possibilidade de um “acidente” de combate e lembrou que “um funcionário oficial foi designado para liderar a investigação sobre o ocorrido”.

No domingo, o chefe das forças americanas no Oriente Médio, o general Joseph Votel, havia dito que a morte de civis no bombardeio de 17 de março foi “uma terrível tragédia”.

As forças iraquianas, apoiadas pelos bombardeios aéreos da coalizão internacional contra o Estado Islâmico, estão envolvidas em uma grande ofensiva para recuperar o controle de Mossul, a segunda maior cidade do país.

Na segunda-feira, o Pentágono anunciou que analisaria mais de 700 vídeos de ataques aéreos da coalizão contra o oeste de Mossul para esclarecer as informações.

Segundo o governador da região, Nawfal Hammadi, “mais de 130 civis” foram mortos em ataques aéreos que se estenderam por vários dias no bairro de Al-Jadida de Mossul, especialmente no realizado no dia 17 de março.

E nesta terça-feira, um porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Rupert Collville, declarou em Genebra que mais de 300 civis morreram do dia 17 de fevereiro ao dia 22 de março na ofensiva contra combatentes do EI, especialmente em Mossul.

Cerca de 600.000 pessoas continuam nas zonas que ainda não foram recuperadas pelas forças iraquianas na parte oeste de Mossul (cerca de 60%), entre as quais 400.000 seguem no centro histórico, segundo a ONU.

Foto: AP

AFP

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: YAHOO

Ocidente silencia adimensão doque está acontecendo em Mossul

Países ocidentais continuam encobrindo a extensão da situação humanitária em Mossul no Iraque, disse o chanceler russo Sergei Lavrov.

“Todo mundo se lembra de como reagiram emocionalmente os países ocidentais e mídia controlada por eles à situação em Aleppo, na Síria. Ao mesmo tempo, eles continuam “retocando” a situação humanitária em Mossul, abafando a escala do que está acontecendo. Enquanto isso, quase quatro centenas de milhares de pessoas que se viram nas condições mais difíceis deixaram a cidade”, disse ele em uma entrevista ao jornal Argumenty i Fakty.

Comentando a operação da coalizão liderada pelos Estados Unidos em Mossul, Lavrov expressou a opinião de que “a comparação de suas ações com ‘uma operação cirúrgica’ não é apropriada no contexto das numerosas vítimas entre os civis e a destruição de infraestrutura”.

“No entanto, no teatro de operações iraquiano ocorreu uma mudança radical. No aspeto militar, o ‘califado’ está sendo derrotado”, acrescentou.

A operação na parte ocidental de Mossul continua desde fevereiro com participação da aviação da coalizão internacional liderada pelos EUA. A mídia iraquiana relatou esta semana que pelo menos 200 pessoas se tornaram vítimas do bombardeio de Mossul ocidental.

Os ataques aéreos são efetuados pelas forças aéreas da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos no âmbito da operação contra o grupo terrorista Daesh. A coalizão prometeu investigar os relatos. Neste caso, o serviço de imprensa da coalizão não confirmou diretamente as informações da mídia sobre a morte de civis. No comunicado do serviço de imprensa se observa que “as informações sobre este caso estão sendo verificadas”.

Vídeo: Associated Press

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

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ESPAÇO: Frota russa de foguetes Proton-M só deverá regressar ao serviço ativo no segundo semestre de 2017

A primeira missão do foguete 8K82KM Proton-M/Briz-M que estava prevista para as primeiras semanas de 2017, não deverá ocorrer antes de Junho ou Julho deste ano após se ter determinado que ocorreram falhas graves no controle de qualidade dos metais utilizados na fabricação de diversos motores.
Segundo os meios de comunicação social Russos, a Corporação Estatal Roscosmos ordenou a recolha de todos os motores do foguete Proton-M quando se determinou que ocorreram sérias violações dos procedimentos de fabricação dos mesmos.
Em consequência, a Rússia vê-se perante a situação de ter quase toda a sua frota de lançadores espaciais impedidos de atuar!
A 24 de Janeiro foi revelado que um teste no solo levado a cabo a um motor havia revelado sérios problemas técnicos com os motores RD-0210 e RD-0212, que são utilizados nos segundo e terceiro estágio dos foguetes 8K82KM Proton-M, respectivamente.

A falha registada no motor ficou aparentemente a dever-se a uma troca ilegal de ligas metálicas resistentes ao calor nos componentes do motor por materiais mais baratos, mas mais expostos a falhas. Segundo o jornal Kommersant, esta situação poderá estar relacionada com o acidente registado a 16 de Maio de 2015 e que levou à perda do satélite de comunicações MexSat-1 durante a operação do terceiro estágio.
O principal responsável da Roscosmos, Igor Komarov, levou a cabo um encontro a 20 de Janeiro com os responsáveis da empresa que fabrica os motores utilizados no terceiro estágio dos foguetes Soyuz e no segundo e terceiro estágio dos foguetes Proton-M. No final desta reunião foi decido proceder à recolha dos motores RD-0110 para a fabrica em Voronezh, após as suspeitas que um destes motores terá sido o responsável pela perda do veículo de carga Progress MS-04 a 1 de Dezembro de 2016.
Na sequência desta reunião, o Director Geral da fabrica VMZ, Ivan Koptev, apresentou a sua demissão devido ao fraco controlo de qualidade na empresa.
Assim, os foguetes Proton-M só deverão voltar ao ativo em Junho ou Julho de 2017.

Fonte: Zenite

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Reino Unido começa processo de saída da UE

Theresa May invoca Artigo 50 do Tratado de Lisboa e oficialmente dá início às negociações do Brexit. Previsão é de que complicado processo seja concluído dentro de dois anos.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, assinou na noite de terça-feira a carta com a qual o Reino Unido solicitará formalmente, nesta quarta-feira (29/03), sua saída da União Europeia (UE). O governo britânico divulgou uma foto que mostra a premiê assinando a carta em sua residência com uma bandeira britânica ao lado.

A carta, na qual é invocado o Artigo 50 do Tratado de Lisboa – que estabelece o início das negociações sobre a saída do bloco comunitário – será entregue em Bruxelas ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. O dispositivo previsto no tratado europeu determina que as duas partes têm dois anos para chegar a um acordo sobre os termos da separação, que poderá ter implicações políticas, jurídicas, econômicas e financeiras.

A previsão é que a carta seja entregue a Tusk ainda pela manhã no horário local pelo embaixador do Reino Unido na UE, Tim Barrow. Depois, May fará uma declaração parlamentar na qual confirmará o começo das negociações sobre a saída britânica da UE, depois de 44 anos como membro do bloco.

May destacará a promessa de representar “cada pessoa do Reino Unido”, inclusive os cidadãos comunitários, durante os dois anos de negociações com Bruxelas, segundo extratos de seu discurso parlamentar antecipados pela imprensa local.

“É a minha firme decisão obter o acordo adequado para cada pessoa neste país. Enquanto encaramos as oportunidades que temos pela frente neste caminho transcendental, nossos valores compartilhados, interesses e ambições podem, e devem, nos unir”, diz o discurso que será proferido pela primeira-ministra.

“Somos uma grande união de pessoas e nações com uma orgulhosa história e um futuro brilhante. E agora que a decisão de deixar a UE foi tomada, é hora de nos unirmos”, afirma o discurso.

Começa, portanto, a contagem regressiva do Brexit, previsto para ser sacramentado até o dia 29 de março de 2019, ao término do período de negociações. Em 23 de junho do ano passado, 52% dos britânicos votaram a favor da saída do bloco.

A expectativa é que na quarta-feira Tusk faça uma declaração e, no dia seguinte, o presidente do Conselho fará circular entre os 27 Estados-membros da UE um texto sobre as diretrizes de negociação com o Reino Unido. Estas diretrizes serão adotadas formalmente na cúpula especial prevista para o dia 29 de abril em Bruxelas.

Foto: Primeira-ministra britânica Theresa May, assina carta que dá início às negociações de saída do Reino Unido da UE

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW