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Obtenção de navios de guerra são prioridade dentre os programas da Marinha do Brasil

O C Alte Petronio, na sede da Diretoria de Gestão de Programas da Marinha, no Rio de Janeiro. A unidade gerencia atualmente dez programas. (Foto: Marinha do Brasil)

Novo comandante da Diretoria de Gestão de Programas da Marinha, o C Alte Petronio, fala sobre os planos de desenvolvimento das capacidades da instituição.

Andréa Barretto/Diálogo

A Diretoria de Gestão de Programas da Marinha (DGePM), responsável pela condução de ações tão importantes e desafiadoras quanto o desenvolvimento de um sistema de monitoramento das águas brasileiras, está sob novo comando. O Contra-Almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar assumiu o cargo desde 16 de janeiro.

Criada em 2013, a DGePM começou suas atividades em janeiro de 2014 e tem atualmente sob sua alçada dez programas. Em entrevista à Diálogo em 22 de fevereiro, o C Alte Petronio fala sobre suas novas responsabilidades e as prioridades da diretoria para 2017.

Diálogo: O senhor acabou de deixar o Comando do 6º Distrito Naval, onde estava dedicado à gestão de atividades fins da Marinha, como operações, realização de patrulhas etc. Como está sendo a mudança para a área de gestão de projetos de tão grande envergadura?

Contra-Almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar: Apesar das diferenças da atividade operativa vivida recentemente no 6º Distrito, a DGePM tem seu escopo eminentemente convergente com a atividade operativa, já que suas tarefas buscam oferecer as melhores soluções para o processo decisório do diretor-geral do material da Marinha e, por conseguinte, da alta administração naval, com o propósito de manter nossa força moderna, equilibrada e balanceada, com meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais preparados, compatíveis com a inserção político-estratégica do país no cenário internacional.

Diálogo: Quais são as suas principais responsabilidades enquanto diretor da DGePM?

C Alte Petronio: As principais tarefas do diretor podem ser resumidas nas ações para o desenvolvimento da capacidade sustentável e perene de concepção, obtenção e manutenção de novos meios navais. Também dizem respeito ao desenvolvimento da real capacidade de recuperação operacional do atual acervo naval, especialmente dos grandes navios de superfície e dos atuais submarinos.

Finalmente, mas não menos importante, uma das tarefas do diretor é estabelecer a mentalidade para a integração do apoio logístico de uma moderna plataforma naval e do seu sistema de combate, desde a fase de concepção até o seu descarte.

Diálogo: Quais são os programas da DGePM atualmente?

C Alte Petronio: A diretoria foi recentemente reestruturada. No momento dessa mudança, a DGePM já contava com os projetos do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz) e de obtenção dos futuros Navios-Patrulha Oceânico. [A Amazônia Azul é uma extensa área oceânica de grande importância estratégica, adjacente ao continente brasileiro, que corresponde a aproximadamente 52 por cento da área continental do país. A região abriga uma riqueza tão grande a ponto de ser comparada à Amazônia Verde.]

Além dessas atribuições já assumidas, a diretoria passa a ser responsável pelos projetos de obtenção das corvetas classe Tamandaré; de escoltas (fragatas); de navio-aeródromo; e de navios anfíbios. Também vai gerenciar os projetos de manutenção de navios existentes na força naval e projetos da revitalização das fragatas classe Niterói e da corveta classe Barroso.

Dentro disso, há ainda o projeto de modernização dos atuais submarinos e a responsabilidade de realizar, em coordenação com os diversos setores da Marinha, a gestão do ciclo de vida dos meios e sistemas navais a serem adquiridos.

Diálogo: Quando o senhor se refere à obtenção de navios, isso quer dizer apenas a compra de unidades prontas ou inclui também a ideia de desenvolvimento desses meios?

C Alte Petronio: A ideia é sempre procurar construir no país.

Diálogo: Dentre os projetos de obtenção de meios navais citados pelo senhor, quais são prioritários?

C Alte Petronio: A Marinha do Brasil tem duas prioridades. A primeira é o programa de obtenção de submarinos, que foi criado antes da criação da DGePM e, portanto, está sendo executado por outra estrutura, a Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear.

A segunda é a obtenção de quatro corvetas classe Tamandaré. Quanto a isso, estamos finalizando nesse momento a primeira carta direcionada ao mercado, na qual informamos algumas características do projeto, dando a possibilidade para que as empresas apresentem a intenção de participar do processo. Depois, avançaremos para a divulgação de um outro documento, em que abriremos espaço para que o mercado conheça mais sobre as especificações técnicas do projeto. A partir daí, começaremos realmente o processo de negociação com as empresas.

Diálogo: Por que as corvetas Tamandaré são a prioridade?

C Alte Petronio: A corveta é um navio de escolta, bem armado, que todas as marinhas têm. São navios militares, também chamados de navios de guerra. A Marinha do Brasil está precisando desse tipo de equipamento, tendo em vista o fim da vida útil dos nossos atuais navios de superfície.

Diálogo: Em que fase de desenvolvimento está cada um dos projetos gerenciados pela DGePM e quais são as expectativas de desenvolvimento para 2017?

C Alte Petronio: A quantidade de projetos pode ser considerada elevada e, logo, temos níveis diferentes de evolução entre eles. Até o momento, as expectativas apontam para o cumprimento das atividades planejadas. O fator preponderante que pode afetar essa programação é a disponibilidade orçamentária e financeira.

Diálogo: É possível encontrar soluções criativas para lidar com as restrições orçamentárias impostas às Forças Armadas? Como o senhor encara essa questão?

C Alte Petronio: O atual cenário de restrições orçamentárias e a conjuntura econômica desfavorável, com suas restrições e aridez de perspectivas, em nenhum momento abate a Marinha do Brasil. Nesse contexto, esse tema deve ser encarado com realismo, mas, também, como uma oportunidade para aumentarmos a nossa eficiência no cumprimento das tarefas, das mais simples às mais complexas.

Diálogo: O SisGAAz foi interrompido em face dos atuais cortes orçamentários. Há possibilidade de retomada desse projeto em 2017?

C Alte Petronio: É importante ressaltar que o SisGAAz foi concebido para ser obtido em três fases distintas: concepção, contratação e desenvolvimento.

A fase de concepção é aquela em que o problema de monitoramento, comando e controle das águas jurisdicionais e de interesse brasileiro foi cuidadosamente levantado e especificado em um conjunto de documentos que descrevem o funcionamento e as capacidades que o sistema deve apresentar, sem a indicação de qualquer tecnologia. Essa fase foi concluída sem a apresentação de óbices.

A fase de contratação é aquela na qual seria selecionada a proposta mais vantajosa para o desenvolvimento e implantação do SisGAAz. Essa fase foi interrompida, fato que foi amplamente divulgado na época.

Em 2017, a Marinha do Brasil passa a avaliar a possibilidade de retomar esse projeto.

Diálogo: Como o senhor enxerga a importância desses projetos para a Marinha do Brasil, do ponto de vista dos avanços que irão permitir para a defesa brasileira?

C Alte Petronio: Os programas e projetos exclusivos da Marinha do Brasil proporcionarão ao país a obtenção de um elevado nível de cooperação no âmbito regional, de dissuasão no contexto internacional e de credibilidade junto à sociedade, uma vez que a força será capaz de cumprir, com maior efetividade, sua destinação constitucional e atribuições legais.

As suas realizações contribuirão para o desenvolvimento do país em diversos setores. Por exemplo, a construção do Núcleo do Poder Naval [um projeto estratégico da Marinha, composto por programas de modernização como o de desenvolvimento de submarinos convencionais e de propulsão nuclear], com os novos navios de superfície, submarinos e aeronaves, contribuirá para o desenvolvimento da indústria de defesa e de segmentos correlatos. A indústria naval é considerada uma indústria de base e seu incremento implica no crescimento de outros segmentos, como o eletroeletrônico, metalúrgico e informática.

Na vertente social, destaco a relevante quantidade de empregos diretos e indiretos gerados na construção naval e civil, principalmente nas regiões sul, sudeste e nordeste do país.

Fonte: Dialogo Américas

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Exercito do Chile recebe lote de veículos da Mercedes Benz

O Exército Chileno recebeu o primeiro lote de veículos da Mercedes Benz  Defense Vehicles que fazem parte dos programas Alfil e Cahuelmó. Os projetos visam á renovação da frota do exército chileno que atualmente passa dos  vinte e cinco anos de uso no qual grande parte desses veículos são compostos por modelos Mercedes de segunda mão comprados dos excedentes do exercito alemão (Deutsches Heer).

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=g8wxU8xUrl0[/embedyt]

O chile adquiriu um total de 432 caminhões de diferentes tipos de emprego (Transporte de tropa, cisterna, engenharia etc.) da fabricante alemã no valor total de 79 milhões de dólares e os primeiros veículos foram recebidos em Março com o retante tendo previsão de entrega para julho.


[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=qM_sfzif5tM[/embedyt]

O programa Alfil recebeu um total de 278 veículos: 

138 unidades do Mercedes Benz Unimog U-4000 4X4

134 unidades do Mercedes Benz Atego 1023-AK 4×4

06 unidades do Mercedes Benz Zetros 1833 4×4

O Programa Cahuelmó recebeu um total de 154 veiculos:

45 unidades do Mercedes Benz Actros 2632 6×6 ( Basculante)

54 Unidades do Mercedes Benz Actros 3344 (cavalo mecânico)

11 unidades do Mercedes Benz Zetros 1833 4×4 (Oficina)

11 Unidades do Mercedes Benz 2632 6×6 (Cisterna Combustível)

11 Unidades do Mercedes Benz 2632 6×6 (Cisterna água)

11 Unidades do Mercedes Benz Atego 1623 4×4 (Grua)

11 reboques cisternas (água)

Essa aquisição tem como objetivo melhorar a capacidade de mobilização de material, pessoal além de prover ajuda humanitária em caso de desastres naturais. 

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General apoiado pela Rússia inicia ofensiva na Líbia

CAIRO, 14 MAR (ANSA) – Forças do general Khalifa Haftar, apoiado pelo Egito, pelos Emirados Árabes Unidos e pela Rússia, lançaram nesta quarta-feira (14) uma ofensiva para tomar dois terminais petrolíferos na Líbia, país que vive fragmentado desde a morte de Muammar Kadafi, em 2011.

Segundo a “BBC”, que cita um porta-voz do homem que comanda o leste da nação africana, forças de terra, mar e ar combatem para assumir o controle das refinarias de Ra’s Lanuf e Sidra, que estão nas mãos de milícias ligadas ao primeiro-ministro Fayez al Sarraj, apoiado pela União Europeia.

A ofensiva acontece no mesmo dia em que aviões de reconhecimento dos Estados Unidos identificaram uma aeronave e um drone russos em uma base aérea no oeste do Egito, perto da fronteira com a Líbia. Contudo, não se sabe se os veículos pertencem às Forças Armadas de Moscou ou estavam apenas prestando serviço.

“Não temos informações sobre isso”, afirmou o porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitry Peskov. No momento, Haftar e Sarraj são os principais adversários na disputa por poder na Líbia, que ainda conta com um parlamento não reconhecido e liderado por Khalifa Ghwell.

Sarraj, baseado na capital Trípoli, é o chefe de um governo de união nacional referendado pelas Nações Unidas e fruto de um acordo assinado em dezembro de 2015, no Marrocos. Contudo, o gabinete não é reconhecido por Haftar, que tem sua fortaleza em Tobruk e representa as forças contrárias ao islã político.

O atual premier aceitaria integrar Haftar a seu governo, desde que ele fosse subordinado a um poder civil, mas o general, que comanda um conjunto de milícias chamado de Exército Nacional Líbio, pleiteia ter plena autonomia.

Já Ghwell chefia facções inspiradas na Irmandade Muçulmana e comandou Trípoli entre 2014 e 2016. Desde que perdeu espaço, já tentou expulsar Sarraj da capital em ao menos duas ocasiões.

(ANSA)

Fonte: ISTOÉ