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Índia testa sistema de mísseis Barak no porta-aviões INS Vikramaditya

A Marinha da Índia realizou os primeiros testes bem-sucedidos do sistema de mísseis Barak instalado ao bordo do porta-aviões Vikramaditya, comunica a Hindu citando fontes da Marinha.

“Durante os testes, realizados no mar Arábico, foi lançado um míssil contra um alvo real voando a alta velocidade e a baixa altitude. O alvo foi sucessivamente interceptado e eliminado”, informou um oficial da Marinha citado pela Hindu. 

A Marinha planejava instalar os sistemas Barak no porta-aviões desde que este entrou ao serviço, mas, devido a atraso na produção dos mísseis, isso aconteceu só agora. Nos últimos três anos, o porta-aviões navegava acompanhado por navios com sistemas de mísseis antiaéreos.

Os testes foram realizados no âmbito da verificação regular de alerta máximo do Comando ocidental da Marinha.

O porta-aviões Vikramaditya (antigo Admiral Gorshkov) foi entregue à Índia em novembro de 2013 após a reconstrução nos estaleiros russos Sevmash. A Índia rebatizou o porta-aviões, cujo novo nome significa “todo-poderoso”.

Foto: © AFP 2017/ STR

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News 

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União Europeia alerta EUA que desintgração europeia pode levar à guerra nos Bálcãs

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, alertou a Administração Trump sobre o risco de uma guerra na península balcânica, caso a União Europeia se desintegre. A declaração foi divulgada pela revista The Financial Times.

De acordo Juncker, o apoio do presidente dos EUA à saída do Reino Unido da União Europeia gera “surpresa” e “preocupação”.

“Parece que o empresário que se tornou o primeiro homem norte-americano não está ciente da complexa história europeia”, disse o presidente da Comissão Europeia.

Ele também acrescentou que durante a recente visita do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, a Bruxelas, Juncker insistiu nas possíveis consequências que poderiam surgir do colapso da União Europeia.

“Nós não devemos convidar outros países a sair, porque se a União Europeia se desintegra, uma nova guerra irã eclodir nos Bálcãs”, disse o Juncker aos meios de comunicação britânicos referindo-se a Pence.

Segundo ele, é importante demosntrar aos países da região uma perspectiva de integração entre os membros do bloco europeu.

Durante sua campanha eleitoral, Donald Trump repetidamente criticou as políticas da União Europeia e manifestou apoio ao Brexit.

Foto: © AFP 2017/ PATRICK HERTZOG

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

O jubileu de uma União Europeia em crise

A UE comemora os 60 anos de sua primeira versão, a CEE, em clima que, para muitos, não convida à festa. Ainda assim é um êxito incrível, e sua atual crise, uma chance, opina o ex-editor-chefe da DW Alexander Kudascheff.

A União Europeia está em crise. Para muitos, parece a pior desde sua fundação, 60 anos atrás – embora os anos 1980 já tenham sido uma década de crises. Na época, falou-se de uma esclerose europeia superada pelo então presidente da Comissão Europeia, Jacques Delors. Ele começou a criar o Mercado Comum e, sensatamente – ou melhor, astutamente –, sem grandes anúncios ou mesmo afirmando um “passo histórico”, e sem uma visão retórica celebrada publicamente.

Em vez disso, foi um projeto de 300 passos, que ao fim automaticamente resultaram no Mercado Comum Europeu. Assim, dentro da então Comunidade Europeia – consideravelmente menor do que a atual UE – essa foi uma possibilidade política que pôde ser inventada e implementada por Bruxelas. Algo impensável, hoje em dia.

CEE, CE, UE: essas três siglas descrevem o desenvolvimento da União Europeia, a partir de uma Comunidade Econômica, passando por uma Comunidade Europeia.

Com meros seis Estados-membros, a primeira representou uma arrancada idealista após a devastadora Segunda Guerra Mundial; passou-se por uma comunidade em lenta expansão, que acolheria o Reino Unido, a Irlanda e mais tarde jovens democracias como Espanha, Portugal e Grécia; até se formar o bloco que hoje conta 28 países, com o ingresso dos do Leste Europeu.

Mas em breve deixará de contar com o Reino Unido, que volta a se retirar. Nada simboliza tanto a atual crise como o Brexit: um país sai da UE porque o povo assim quis – algo que ninguém poderia ter imaginado. Desde então, a dúvida de si mesmos atormenta os europeus – o que mostra a profundidade da crise.

Essa insegurança é aprofundada pela ascensão do populismo de direita, que encurrala os adeptos da UE. Em França, Holanda, Itália, Alemanha, em diversas nações do Centro e do Leste da Europa, por toda parte os direitistas e ultradireitistas bradam que a UE tem que acabar, é preciso dar fim ao monstro burocrático Bruxelas, abolir o euro. E eles encontram plateia – não uma maioria, graças a Deus, mas adeptos, que preferem voltar para o pseudo-idílio do Estado nacional.

E, no entanto, a UE é uma história de sucesso sem igual – apesar de seu tamanho, que lembra a muitos um “império ultraesticado”. Ela garantiu a paz na Europa. E para saber o que paz significa, basta viajar ao Leste da Ucrânia e conversar com o povo.

O mercado comum e o livre-comércio possibilitaram uma incrível prosperidade. A solidariedade dos países mais ricos ajudou os mais pobres a ganharem terreno, reduzir sensivelmente o atraso. Os cidadãos podem viajar, os jovens podem estudar em qualquer lugar, é possível trabalhar e residir onde se quiser. Que utopia pareceria isso 60 anos atrás, pouco depois da devastadora Segunda Guerra Mundial. Ninguém teria acreditado.

É verdade: hoje em dia a UE regulamenta demais; ela não é suficientemente próxima dos cidadãos; não consegue sempre comunicar as próprias finalidades e o próprio sentido. Bruxelas é uma nave espacial; o euro não funciona como os seus pais (idealisticamente demais) esperavam; a proteção das fronteiras externas não é percebida como tarefa comunitária.

Há um abismo econômico norte-sul e leste-oeste, também por se ter aceitado cedo demais o ingresso de um país ou outro. E o aprofundamento e desenvolvimento da UE institucional muitas vezes sobrecarrega os governos nacionais, levando assim ao teimoso “não” e a frequentes bloqueios.

Os europeus precisam refletir sobre isso. Mas precisam também simplesmente constatar como se vive bem no Velho Continente. Fora isso, no momento milhares de jovens entram em formação, através de todo o bloco, para tornar audível e fortalecer o “pulso da Europa”, e constituir uma voz contrária aos de direita (e por vezes também aos esquerdistas antiglobalização).

Na França, um europeu convicto tem a chance de se tornar presidente, na figura de Emmanuel Macron. Na Alemanha, com Angela Merkel e Martin Schulz, confrontam-se dois candidatos ao governo federal que não poderiam ser mais distintos, mas que são, ambos, incondicionalmente pró-Europa. Desse modo, há novamente a esperança realista de que o eixo franco-alemão volte a ser o motor de uma Europa que se renova. A crise também é uma chance.

Alexander Kudascheff é ex-editor-chefe da DW

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

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PÉ DE POEIRA Uncategorized

FAB PÉ DE POEIRA: Dia do Especialista de Aeronáutica

O especialista, conforme explica o dicionário, é o indivíduo que possui habilidades ou conhecimentos especiais ou excepcionais em determinada prática, atividade, ramo do saber, ocupação, profissão. Essa é a essência que perseguimos incessantemente na formação de nossos militares, para que busquem a excelência em suas áreas e contribuam de maneira a agigantar a sua atuação profissional. Para isso, contamos com a Escola de Especialista, instituição lendária e valorosa, que acolhe estes sonhadores e virtuosos que venceram com muita persistência as adversidades. Através da conceituada formação técnica de nossa Escola, nossos especialistas podem vislumbrar uma mudança no rumo de suas vidas ao entrarem nas fileiras da FAB e se dedicarem ao serviço à Pátria, fazendo a diferença em nossa sociedade.

As senhoras e senhores, graduados e oficiais, são os elos fundamentais na profissionalização das nossas diversas atividades. É dever do especialista assegurar a eficiência e eficácia de nossas ações para que tenhamos resultados cada vez mais expressivos e consonantes às demandas sociais, econômicas e tecnológicas de nosso tempo. Para isso, se faz necessário não apenas estar adequado às demandas do presente, mas principalmente pensar a frente na criação de novos processos, almejando o aperfeiçoamento contínuo.

Nesse contexto, diante da profunda reestruturação a qual estamos realizando em nossa instituição, contamos com a confiança e o empenho engajado por nossos militares no êxito dessa empreitada. A garra e o entusiasmo de nossos especialistas são essenciais para uma Força Aérea dinâmica, capacitada e preparada a enfrentar o desafio diário de cumprir sua missão com o povo brasileiro: “Manter a soberania nacional do espaço aérea e integrar o território nacional, com vistas à defesa da Pátria”.

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Um dos exemplos de que caminhamos na direção correta é a assertividade com que foi feita a centralização de atividades administrativas. Por meio dessa concentração de tarefas conseguimos criar ilhas de excelência em apoio administrativo. O que nos permite empenhar mais esforços em nossa atividade fim e alcançar uma gestão de qualidade com muito mais eficiência, focada em resultados e na transparência dos processos.

Dessa forma, a sinergia do trabalho conjunto das especialidades e a colaboração de cada um com sua parcela significativa de trabalho é capaz de fazer com que toda a engrenagem continue a girar cada vez melhor.

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Por fim, parabenizo aos agraciados com a medalha que marca o pioneirismo do grande inventor Bartolomeu de Gusmão. Essa medalha simboliza o mérito de cada um em criar soluções e inovar em suas atividades, mesmo diante das adversidades. O prestigiado inventor relembra as senhoras e aos senhores de que é possível inovar mesmo com poucos recursos, pois a criatividade é fonte inesgotável de transformação. Pensemos também no poderoso e antigo símbolo usado pelo homem e muito presente em nossos brasões: a ÁGUIA, símbolo nobre de coragem, astúcia e sagacidade. A nobreza da águia aliada ao poderoso lema de disciplina, amor e coragem devem sempre guiar a lida diária dos senhores, que provém o apoio fundamental ao voo de nossos pilotos.
No Dia do Especialista, 25 de março, o Comando-Geral de Apoio tem a grata satisfação de reafirmar a todos os especialistas o agradecimento pela atuação em um conjunto eficaz que trabalha arduamente em prol do engrandecimento da Força Aérea Brasileira.

Ad astra et ultra!

Tenente-Brigadeiro do Ar Paulo João Cury
Comandante-Geral de Apoio