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Após Haiti, próxima missão de paz do Brasil deve ser na África, diz Jungmann

Menino anda de bicicleta em meio a soldados brasileiros em Porto Príncipe – Dieu Nalio Chery / AP

Avaliação é que país caribenho retomou a estabilidade, segundo ministro da Defesa

BRASÍLIA – Após investir R$ 2,5 bilhões, dos quais R$ 930 milhões foram restituídos pela Organização das Nações Unidas (ONU), segundo dados contabilizados pelo governo até setembro passado, o Brasil deve deixar o Haiti em outubro deste ano. Apesar de ser possível uma extensão da operação até abril de 2018, a tendência é que as tropas brasileiras saiam antes, por considerar que o país caribenho retomou a estabilidade, disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Com isso, o endereço da próxima missão de paz já vem sendo discutido pela pasta em conjunto com o Itamaraty.

Segundo as análises feitas até agora pela cúpula do governo, o destino mais cotado é a África, entre os 16 convites endereçados ao Brasil. Até porque metade desse total de opções está em território africano, aponta Jungmann. Há a possibilidade ainda de expansão de missões em andamento, como a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), que tem homens brasileiros no comando da parte marítima e poderia contar com tropas também em terra.

Mas os interesses diplomáticos ainda estão sendo estudados antes de uma definição da próxima missão de paz. A continuidade das operações é a única questão fechada pelo governo brasileiro, mesmo com a economia combalida após um segundo ano consecutivo de recessão:

— Participar de missões de paz é uma política de diplomacia do Brasil importante para ampliar sua projeção no exterior. Isso representa muito em termos diplomáticos e o Haiti se transformou num paradigma. Vamos continuar as missões, mas sempre sob o manto da ONU (Organização das Nações Unidas) — disse Jungmann.

Uma reunião do Conselho de Segurança da ONU marcada para o fim de março e início de abril vai analisar a situação do Haiti e o melhor momento para a saída dos capacetes azuis, como são conhecidos os homens da missão de paz que há mais de uma década operam no país, arrasado por dois terremotos no período. No comando da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), o Brasil mandou 36.058 homens e mulheres, substituídos a cada seis meses, ao país.

Os gastos brasileiros com a Minustah somaram R$ 2,5 bilhões, incluindo o treinamento feito antes da missão, a logística de envio de homens e materiais e a manutenção das tropas no local. Em 2010, houve um salto nos recursos dispendidos, que atingiram R$ 673 milhões. A ONU reembolsa o Brasil apenas pelos custos assumidos durante a execução da missão no Haiti. Os valores somam R$ 930,9 milhões calculados com base na cotação do dólar da época.

A decisão pela saída da missão de paz do Haiti se consolidou com o fim do processo eleitoral que alçou Jovenel Moise à presidência sem contestações ou distúrbios de violência no início deste ano. Um grupo de avaliação estratégica da ONU esteve no país e constatou um nível de estabilidade suficiente para a retirada dos capacetes azuis. Além do equilíbrio político, foi verificada também a infraestrutura haitiana que, embora arrasada por dois terremotos desde a chegada da missão, vem melhorando paulatinamente.

Fonte: O Globo

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Irã apresenta novo MBT ‘Karrar’

O Irã revelou seu primeiro avançado MBT de combate “Karrar”. A linha de produção foi inaugurada em simultâneo com a cerimônia de inauguração na capital Teerã.

 

https://www.youtube.com/watch?v=0QCbiFnzjZM

Fotos: Ministério da Defesa iraniano

Edição: konner@planobrazil.com

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Turquia ameaça Holanda e acusa Merkel de apoiar terroristas

A Turquia solicitou sua adesão à União Europeia nos idos de 1987; desde então, a relação entre Ancara e Bruxelas é um formidável ímã para qualquer tipo de problema. A Turquia é essencial para a política migratória europeia e está em negociações para entrar na União. Mas o flerte com a Rússia, as recentes reformas antidemocráticas e a nova disputa com a Holanda, que inclui acusações de nazismo, levaram a tensão ao máximo.

Bruxelas repreendeu duramente o Executivo turco nesta segunda-feira. Numa escalada diplomática de alto risco, Ancara ameaçou a Holanda e a UE com represálias, e o presidente Recep Tayyip Erdogan acusou a chanceler alemã, Angela Merkel, de “apoiar os terroristas”. O vice-premiê turco, Numan Kurtulmus, anunciou a suspensão das relações em nível ministerial com a Holanda.

“A UE é um paciente geriátrico em estado semicomatoso. Nossas relações estão a ponto de atingir um ponto sem volta”, dizia Erdogan, vociferante, em 2011, após a rejeição europeia ao processo de adesão da Turquia, que avança ou recua em função das circunstâncias. Pode ser que esse ponto sem volta esteja mais perto do que nunca. Erdogan chamou o Governo holandês de “nazista” neste fim de semana, depois que a Holanda impediu a entrada de dois ministros do país que participariam de comícios a favor da reforma constitucional que os turcos votarão em abril. Ontem, o presidente turco encontrou um alvo ainda mais proeminente para seus ataques, ao acusar Merkel de apoiar o terrorismo “abertamente”.

Frente aos excessos retóricos do presidente turco, Merkel cerrou fileiras com os holandeses, e seu círculo qualificou as acusações de “absurdas”. Vários sócios europeus se somaram à proibição dos atos eleitorais protagonizados por ministros turcos. A Comissão Europeia (o poder Executivo da UE) fez um duro apelo a Erdogan para que evite ações e declarações fora de tom que possam “agravar a situação”. Mas isso é exatamente o que fez Erdogan: ameaçou impor represálias à Holanda, atacou a Alemanha e prometeu revisar o pacto migratório com a Europa.

Nesta segunda-feira, o vice-primeiro-ministro Kurtulmus anunciou a suspensão das relações oficiais com a Holanda em nível ministerial (o que inclui contatos entre primeiros-ministros e chefes de Estado), em represália à proibição holandesa dos dois comícios com a participação dos ministros turcos, que ocorreriam no sábado em Roterdã. Kurtulmus acrescentou que Ancara tampouco aceitará uma representação da Holanda, que continuará sendo chefiada por um encarregado de negócios (e não por um embaixador), e que serão vetados todos os voos diplomáticos holandeses. Essas medidas permanecerão em vigor até que a Holanda “conserte o que fez”, segundo ele. “Espero que estas medidas ajudem a Holanda a retificar seus erros.”

A Turquia virou um vespeiro desde o frustrado golpe de Estado de julho, que deixou 241 mortos e representou um ponto de inflexão na sua história política recente. Erdogan impôs o Estado de emergência durante meses e governa à base de decretos-lei. Interferiu no Exército, na polícia, no Judiciário, na educação, na administração, nos meios de comunicação – com a recente prisão de um jornalista alemão – e até na comunidade empresarial. Demitiu 130.000 pessoas e deteve mais de 90.000, segundo a Anistia Internacional. E iniciou uma reforma constitucional que substitui a democracia parlamentar por um regime presidencialista com toques autocráticos, conforme recordou o Conselho da Europa ainda nesta segunda-feira.

Erdogan vive sob um estado de exceção permanente, em meio a um nervosismo quanto ao seu futuro político que se reflete em suas relações com a Europa. Ciente de que pode perder o plebiscito – como ocorreu com o sanguinário Pinochet em 1988 –, permitirá o voto de emigrantes, e por isso enviou seus ministros Europa afora em busca de apoios. A Holanda os barrou alegando problemas de segurança, dada a proximidade com as suas próprias eleições. A escalada dialética não parou desde então e incluiu manifestações violentas em Roterdã durante o fim de semana. Mas Alemanha, Suécia, Suíça, Bélgica, Dinamarca e Áustria tampouco querem atos públicos relacionados ao referendo turco.

Tudo isso tirou Erdogan do sério – ainda mais porque, do ponto de vista dele, os arroubos nacionalistas e os ataques à Europa vêm a calhar para o referendo. O mesmo ocorre na Holanda, com uma dureza que está obscuramente relacionada com o crescimento da extrema direita. Em meio a esses cálculos políticos está a Europa: Erdogan ameaça “revisar” o acordo migratório com a UE, segundo o ministro turco para Assuntos Europeus, Ömer Çelik, algo que poderia alterar por completo o cenário eleitoral continental.

A Turquia acolhe dois milhões de refugiados sírios. Berlim e Bruxelas decidiram juntos pactuar com o diabo que fosse para reduzir o fluxo de migrantes, propiciando assim certa paz eleitoral na Holanda, França e Alemanha. Mas Erdogan deu nos últimos dias mais uma prova de que é um sócio pouco confiável. Nos corredores de Bruxelas se fala de “encenação”, tanto em Amsterdã como em Ancara, mas ainda ressoam os “ecos do nazismo” que o presidente turco atribuiu no domingo ao Governo holandês liderado por Mark Rutte. Os mapas dizem que 3% do território turco fica na Europa – mas a impressão que dá é que esse percentual diminuiu nos últimos dias.

CLAUDI PÉREZ

Foto: Ozan Kose / AFP – Presidente turco Recep Tayyip Erdogan, durante discurso em Istambul neste domingo. 

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: El País

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ADSUMUS: Viaturas Blindadas Especiais Sobre Lagartas (VtrBldEsp SL) M113MB1

Alguns sistemas de armas causam tamanho impacto na história militar que acabam se tornando clássicos e  se mantém operacionais por muito mais tempo do que seus similares. O veiculo M-113 que trataremos a partir de agora se encaixa perfeitamente dentro dessa categoria. Projetado pela  FMC (Food Machinery Corp) no final da década de 50 do século passado, entrou em serviço em 1960 e foi logo enviado para o sudeste asiático prestar apoio as tropas dos Estados Unidos no Vietnã. A grande sacada do M-113 é que ele foi o primeiro blindado fabricado com blindagem feita em  liga de alumínio 5083 o que permitiu uma significativa redução de seu peso, sendo que ele pesa 11600 kg, valor este que se equipara a de veículos sobre rodas, normalmente mais leves que os veículos sobre lagartas. Essa blindagem é suficiente para proteger sua tripulação de 11 soldados mas motorista e artilheiro, contra armas leves (até 7,62 mm). Porém, o M-113 deu origem a dezenas de variantes, sendo algumas com blindagem bastante reforçada.

Visando a atender a constante busca do estado da arte e a atualização doutrinária, o CFN, desde os anos 70, tem adquirido modernos meios blindados.
Em março de 1976 foram incorporadas ao acervo do CFN 30 viaturas da família M113, compondo a Companhia de Viaturas Anfíbias (CiaVtrAnf), subordinada ao BtlTrnpMtz.

O M113 é provavelmente o blindado mais difundido em todo o mundo. O BtlBldFuzNav conta com 24 VtrBldEsp SL M113A1 na variante de Transporte de Pessoal (VBTP), uma Viatura Socorro XM806E1, uma Viatura Oficina M113A1G, duas Viaturas Comando M577A1 e duas Viaturas Morteiro M125A1.


A variante VBTP é guarnecida por dois militares e pode transportar mais onze homens armados e equipados, sendo armada com uma metralhadora de 12,7mm. O XM806E1 e o M113A1G possuem dois homens na guarnição e transportam um mecânico. A viatura Socorro é empregada para realizar operações de salvamento de viaturas acidentadas ou impossibilitadas de manobrar, que possuam peso e características semelhantes ao de uma viatura M-113, por meio de reboque direto com cabo de aço ou barra de reboque ou com o auxílio do guincho (dotado de cabo de aço de 91,4m, capaz de sustentar até 11.340 kg). Essa versão é empregada, ainda, em apoio a reparos em campanha. Para realização desse tipo de apoio, a viatura conta com guindaste com capacidade de içar material com peso de até 1.360 kg.


O M577A1 é guarnecido por dois homens (comandante e motorista), e pode transportar cinco CN (especialistas em Comunicações Navais). A guarnição do M125A1 também é composta por comandante e motorista, e a viatura transporta um morteiro M29A1 de 81mm e os quatro militares que operam a arma.

Graças a muitas variantes, a propulsão do M-113 foi, igualmente modificada em muitas nações, porém o principal modelo, o M-113A2 usa um motor GMC Detroit Diesel 16V-53 que desenvolve 215 HP de força, que levam o veículo a velocidade máxima, em estrada, de 67,6 km/h. A transmissão é do tipo automática e foi fornecida pela Allison. A autonomia, também em estrada, chega a 595 km. O M-113 tem capacidade anfíbia para operar em rios e lagos, porém não sendo capaz de operar em mar aberto devido a ausência de sistema de propulsão por hélice.  Na água, a propulsão é feita pelas próprias lagartas do veiculo. A versão em uso no Corpo de Fuzileiros Navais usa um motor, modelo Detroit Diesel 6V53N com 212 HP e Caixa de transmissão Allison TX100-1

A simplicidade do projeto do M-113 veio a ajudar as coisas para facilitar a adaptação dele a inúmeras missões que vão desde o transporte de tropas, passando por centro de comando, sistema antiaéreo com o míssil Chaparral (que não foi bem sucedido), até o sistema M-163 , também antiaéreo, e que usa um canhão M-61 Vulcan em calibre 20 mm. A versão de transporte de tropas, no entanto, é armada com uma metralhadora pesada M-2HM em calibre .50 (12,7X99 mm). No caso do modelo usado no Brasil, essa metralhadora fica dentro de uma semi torre blindada que presta uma proteção ao artilheiro da qual, nos exemplares norte americanos, por exemplo, não tem esse “luxo”. Outras armas como a metralhadora FN MAG ou M-60 em calibre 7,62 mm podem ser usada no lugar da M-2HB. Existe, ainda , a possibilidade de se instalar um lançador de mísseis anticarro BGM-71 TOW cujo alcance pode chegar a 4200 metros e com guiamento por fio.

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=WYD7LGEkbXo[/embedyt]

Uma versão, particularmente interessante é a AIFV ((Armored Infantry Fighting Vehicle ou veículo de combate de infantaria blindado) que é uma das versões mais bem armadas do M-113 tendo uma torre com um canhão KBA-B02 de 25 mm que dispara 600 tiros por minuto e ainda tem uma metralhadora FN MAG calibre 7,62 X 51 mm para apoio.

Acima: O Brasil é um dos maiores operadores do M-113. recentemente se iniciou um programa de modernização deste veículo que o manterá em serviço por muitos anos ainda.

Mesmo sendo um projeto com mais de 50 anos de idade, o M-113 continua em operação com plena saúde e isso não deve mudar em curto ou médio prazo. Os Estados Unidos ainda operam 6000 unidades desse veículo. O Brasil, acostumados com números minguados de seus equipamentos, tem uma quebra de padrão com o M-113. Temos uma respeitável quantidade  de 548 unidades deste clássico blindado que está passando por um processo de modernização para adequação as novas necessidades táticas e que deverá manter o M-113 no exército por muito anos ainda. Os M-113 do Corpo de Fuzileiros Navais passaram por um completo programa de modernização

M113A1 DO CFN ANTES DA MODERNIZAÇÃO. Foto: Alexandre Galante

O contrato foi feito em novembro de 2008 com a  IMI (Israel Military Industries) e os trabalhos foram realizados em conjunto com a MB no CRepSupEspCFN. O projeto de modernização inclui uma nova configuração de seus sistemas, a partir da substituição dos antigos componentes por outros mais modernos, eletrônicos e automatizados, com tecnologia de ponta e um relevante incremento em seus índices de desempenho no qual recebeu a designação de M113MB1

M113MB1 MODERNIZADO Foto: Alexandre Galante

Configuração VtrBldEsp SL M113MB1
• Novo Motor Caterpillar C7 (224 kW-300HP) – Automático com injeção eletrônica; versão militar (off-road);
possui componentes encontrados no comércio nacional, que minimizam custos; e asseguram a disponibilidade de suprimento de sobressalentes por longo tempo
• Caixa de Transmissão Allison 3200SP automática – Possui seis marchas para frente e uma reversa; é controlada eletronicamente; e possui componentes encontrados no comércio nacional
• Nova Unidade Diferencial Controlado Regenerativo
–Freios com sistema hidráulico, ativação mecânica por pedal a disco; permite maior redução da velocidade máxima; possibilita a execução de rotação (pivô), girando as
lagartas em direções contrárias
• Nova Unidade de Caixa de Transferência
• Sistema de Arrefecimento Aperfeiçoado
– Novo conjunto de ventilador de refrigeração
– Novo radiador
– Tanque de expansão
• Aperfeiçoamento da Suspensão
– Melhor desempenho QT e um maior conforto à tropa embarcada
– Novas barras de torção
– Novos amortecedores e mais robustos
– Acréscimo do setor de contato com o amortecedor e batentes de proteção do patim
– Novos conjuntos do braço da roda de apoio (estações de roda 1, 2, 4 & 5) – maior afastamento do solo e melhor absorção de choques
– Kit reposicionamento do conjunto tensor da lagarta e braço da roda tensor
• Redutor Final Novo e Aperfeiçoado
• Kit de Velocidade Variável do Ventilador de Direção
– possibilita melhor transferência de potência, proporcionando maior eficiência à viatura; e aumenta a vida útil do ventilador, reduz ruídos e melhora o desempenho do motor
• Kit Aperfeiçoamento de Controle de Direção
– Novo Controle de Direção Aperfeiçoado, de funcionamento hidráulico, possuindo volante de direção, semelhante ao do CLAnf (substitui os manches da versão atual); aumenta a maneabilidade e a segurança das operações, reduz a fadiga do operador da viatura, por possibilitar melhor controle de direção; possui componentes encontrados no comércio nacional; a nova estação do operador possui controles de regulador de pressão, controle de transmissão, freio motor de pedal e de mão e dispõe de variados tipos de sensores
• Sistema Elétrico Aperfeiçoado de 200 Amp
– Sistema com duas baterias de 12 V com capacidade de 100 Amp
• Substituição das Lagartas pela Diehl System Track 513 aggressive
– Aumento da vida útil do patim (almofada de borracha maior) e da área de contato, proporciona melhor desempenho, redução de vibrações e ruído e das rodas de apoio
• Tanques de Combustível Externos – aumento da autonomia; segurança da tropa em caso de incêndio no interior da Vtr e em caso de avaria, em apenas um tanque, não
impede o seu funcionamento
• Estação de Armamento Platt PLATT MR555 Mod-2 (26)
– Reparo para armamento FN HERSTAL.50 – BROWNING M2HB QCB; LAG 40mm SB-M2 e MAG 7,62mm
• Ar condicionado

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O CFN concedeu à Israel Military Industries (IMI), em 28 de novembro de 2008, um contrato de US$ 15,8 milhões através da Comissão Naval na Europa (CNBE) para modernizar 24 veículos blindados de transporte de tropas M113A1: dois postos de comando M577A2, dois porta-morteiros M125A1, uma unidade de reparação M113A1G, e um veículo de recuperação XM806E1. O trabalho foi executado pelo Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais (CTecCFN) com assistência da IMI, que foi selecionada entre as concorrentes BAE Systems e Flensburger Fahrzeugbau Gesellschaft (FFG). . O processo de modernização também proporciona aos militares da Marinha um grande ganho de conhecimento e experiência, principalmente nos assuntos relacionados à soldagem, manutenção e mecânica.

Leia Também: ADSUMUS: Viatura Blindada Especial Sobre Rodas (VtrBldEspSR) 8×8 Piranha IIIC.

Com Informações de Operacional Pt, ForTe, Warfare e MB

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Japão planeja enviar maior navio de guerra para o Mar da China Meridional

O Japão planeja enviar seu maior navio de guerra em uma viagem de três meses pelo Mar da China Meridional a partir de maio, disseram três fontes, em sua maior demonstração de força naval na região desde a Segunda Guerra Mundial.

A China reivindica quase todas as águas disputadas e sua crescente presença militar tem alimentado preocupação no Japão e no Ocidente, com os Estados Unidos realizando patrulhas aéreas e navais regulares para garantir a liberdade de navegação.

O porta-helicóptero Izumo, comissionado apenas há dois anos, fará paradas em Cingapura, Indonésia, Filipinas e Sri Lanka antes de se juntar ao exercício naval conjunto Malabar com navios navais indianos e americanos no Oceano Índico em julho.

Ele retornará ao Japão em agosto, disseram as fontes.

“O objetivo é testar a capacidade do Izumo enviando-o para fora em uma missão prolongada”, disse uma das fontes que têm conhecimento do plano. “Ele vai treinar com a Marinha dos EUA no Mar da China Meridional”, acrescentou, pedindo para não ser identificado porque ele não está autorizado a falar com a mídia.

Um porta-voz da Força de Defesa Marítima do Japão recusou-se a comentar.

Taiwan, Malásia, Vietnã, Filipinas e Brunei também reivindicam partes do mar que têm pesqueiros, depósitos de petróleo e gás e através dos quais cerca de US $ 5 trilhões de comércio global marítimo passa a cada ano.

O Japão não tem qualquer reivindicação para as águas, mas tem uma disputa marítima separada com a China no Mar da China Oriental.

O Japão quer convidar o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, que tem pressionado os laços com a China nos últimos meses ao criticar a antiga aliança com os Estados Unidos, para visitar o Izumo quando visitar Subic Bay, a cerca de 100 km a oeste de Manila , Disse outra fonte.

Perguntado durante uma coletiva de imprensa sobre sua visão sobre a visita de navio de guerra, Duterte disse, sem elaborar, “Convidei todos eles”.

Ele acrescentou: “É a passagem internacional, o Mar da China Meridional não é o nosso território, mas é parte do nosso direito.”

Sobre se ele iria visitar o navio de guerra em Subic Bay, Duterte disse: “Se eu tiver tempo.”

A operação de vôo de bandeira do Japão ocorre quando os Estados Unidos sob o presidente Donald Trump parecem estar adotando uma linha mais dura com a China. Washington criticou a construção chinesa de ilhas artificiais e um acúmulo de instalações militares que preocupa poderia ser usado para restringir a livre circulação.

Pequim, em janeiro, disse que tinha uma soberania “irrefutável” sobre as ilhas disputadas depois que a Casa Branca prometeu defender os “territórios internacionais”.

O Izumo de 249 metros de comprimento (816,93 pés) Izumo é tão grande quanto a Segunda Guerra Mundial do Japão e pode operar até nove helicópteros. Assemelha-se aos portadores de assalto anfíbio usados ​​por fuzileiros navais dos EUA, mas não tem o seu deck bem para lançar embarcações de desembarque e outros navios.

O Japão nos últimos anos, particularmente sob o primeiro ministro Shinzo Abe, tem esticado os limites de sua constituição pacifista do após-guerra. Ele designou o Izumo como um destruidor porque a constituição proíbe a aquisição de armas ofensivas. O navio, no entanto, permite ao Japão projetar poder militar muito além de seu território.

Baseado em Yokosuka, perto de Tóquio, que também abriga a transportadora da Sétima Frota dos EUA, o Ronald Reagan, a principal missão do Izumo é a guerra anti-submarina.

Tim Kelly / Nobuhiro Kubo

Reportagem adicional de Martin Petty em Manila, edição de Nick Macfie

Foto: Kim Kyung-Hoon / Reuters / Arquivo – Porta-helicóptero Izumo da Força de Defesa Marítima do Japão visto na base de JMSDF Yokosuka em Yokosuka, sul de Tóquio, Japão em 6 de dezembro de 2016.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Reuters

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ADSUMUS: Fuzileiros Navais agradecem apoio recebido durante a Operação “Capixaba”

Presidente da AMAGIS recebe agradecimento em nome da Marinha do Brasil

O Comandante do Grupamento Operativo dos Fuzileiros Navais (GptOpFuzNav) “Capixaba” expressou o reconhecimento da Marinha do Brasil e do Corpo de Fuzileiros Navais ao Presidente da Associação dos Magistrados do Espírito Santo (AMAGIS), Ezequiel Turíbio, pelo apoio prestado com a cessão das instalações da sede campestre da instituição, para o uso dos militares durante as ações realizadas na região. Lá foi estabelecida uma base avançada permanente, no Município de Serra, vizinho à capital Vitória.

Fonte: MB

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EUA planejam mais bases na Alemanha

Apontando preocupações com Moscou, comandantes fazem pressão para aumentar o número de forças baseadas na Europa e sondam locais no norte alemão. Movimento reverte tendência de décadas.

O Exército dos Estados Unidos tem sondado dois locais no norte da Alemanha para potencialmente alocar mais tropas na Europa. Inspetores americanos visitaram recentemente duas instalações, em Bad Fallingbostel e Bergen, comunidades militares tradicionais na Baixa Saxônia que ficam próximas de uma grande área de treino da Otan.

A imprensa local estima que as bases poderiam acomodar 4 mil soldados, o contingente de uma brigada de combate. Segundo o comando responsável pelos soldados americanos na Europa, as sondagens têm como objetivo listar opções caso os governos americano e alemão aprovem um aumento de forças no futuro.

“Neste momento nenhuma decisão foi tomada. Estamos empenhados apenas em fazer um planejamento prudente”, disse o Exército em comunicado.

Preocupações com a Rússia

O deputado alemão Henning Otte, correligionário da chanceler federal Angela Merkel na CDU, disse ao jornal jornal que tem incentivado o Exército a considerar a região, que já vem experimentado uma concentração de forças blindadas da Bundeswehr, o Exército alemão.

Apontando preocupações com relação à Rússia, comandantes americanos têm feito pressão para aumentar o número de forças permanentemente baseadas na Europa. O general Curtis Scaparrotti, o comandante de todas as forças americanas na Europa, disse ao Congresso dos EUA no ano passado que uma brigada de blindados deveria ficar estacionada no continente.

Duas brigadas americanas estão baseadas permanentemente na Europa: uma, no sul alemão, é composta de tropas de infantaria mecanizada; outra, com bases na Itália e na Alemanha, de tropas aerotransportadas. Cinco anos atrás, um total de quatro brigadas estava na Europa, mas elas acabaram sendo removidas como parte de um plano do governo Barack Obama que elegeu a Ásia como foco de atividades militares.

Enquanto os EUA e seus parceiros da Otan têm aumentado o número de forças temporárias na Europa Oriental nos últimos anos, o número de forças permanentemente estacionadas só vem diminuindo desde o final da Guerra Fria. Eram 300 mil soldados no final de 1980. Hoje, são apenas 62 mil.

Países da Europa Oriental, como a Polônia, têm feito pressão para o envio de tropas permanentes em seus territórios, mas os aliados ocidentais, inclusive a Alemanha, têm resistido. Eles citam um ato da Otan em 1997 que selou um acordo com a Rússia para estabelecer limites na implantação de bases permanentes nos antigos países que compunham o Pacto de Varsóvia.

Em bases permanentes, os soldados passam anos treinando no mesmo local em vez de meses. Isso tudo em conjunto com as mesmas unidades da Bundeswehr ou de outras forças aliadas da Otan. Os soldados também vêm acompanhados de suas famílias, o que ajuda a movimentar a economia da região.

Reversão da tendência

Uma nova expansão significaria uma reversão da tendência americana das últimas décadas de reduzir seus efetivos na Europa. Bases americanas costumavam povoar a paisagem alemã, especialmente no sul.

A decisão do governo Trump de aumentar os gastos com defesa em 10% (ou em 54 bilhões de dólares) está renovando as esperanças de comandantes americanos que desejam mais soldados, poder de fogo e armamentos em suas áreas.

A Otan quer frear a Rússia por meio do apoio a aliados e pelo aumento da sua presença no leste, onde a atividade militar russa tem aumentando nos últimos anos. Posicionar uma unidade americana no norte da Alemanha teria um benefício logístico para a Otan, já que a região fica próxima do porto de Bremerhaven e dos países que fazem fronteira com a Rússia.

Se os americanos ocuparem o local, suas tropas ficarão baseadas na antiga zona de ocupação britânica na Alemanha. A área de treinamento Bergen-Hohne, uma faixa de 280 quilômetros entre Bad Fallingbostel e Bergen, é o maior campo de treinamento militar da Otan na Alemanha. No ano passado, a Bundeswehr estacionou um batalhão de tanques com cerca de mil soldados na região.

Depois que as tropas britânicas deixaram a região, em 2015, o campo em Bad Fallingbostel se transformou rapidamente em um abrigo de refugiados. A região é também o lar de várias antigas construções da época nazista, incluindo antigos campos de prisioneiros, ou Stalags, na área de Bad Fallingbostel, e o campo de concentração de Bergen-Belsen, onde Anne Frank morreu durante o Holocausto.

Por décadas, bases americanas povoaram a paisagem alemã, especialmente no Sul.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

ANÁLISE MILITAR: PRESENÇA MILITAR DOS EUA NA EUROPA

  • Escrito e produzido pelo SF EquipeIgor Pejic, Edwin Watson, Rachel pista
  • MA Igor Pejic, diplomado em Ciência Política no Departamento de Negócios Estrangeiros da Faculdade de Ciências Políticas e agora é Mestre em Terrorismo, Segurança e Crime Organizado na Universidade de Belgrado, na Sérvia.
  • Fonte: South Front – 22/02/2016

A região europeia tem um grande significado para os EUA e suas ambições de agir como uma potência global.

As relações entre os Estados Unidos e alguns países europeus datam até 17 th e 18 th século, quando os colonizadores europeus começaram a sua viagem ao Novo Mundo, os laços que ligam estas duas entidades globais não são apenas político, militar e econômico, mas são também históricos e sociais.

Os países da Europa Ocidental partilham mais ou menos os mesmos valores com os EUA em relação aos direitos humanos e às liberdades, à democracia, à sociedade civil e mais. Mas os interesses para a Europa nos Estados Unidos cresceram rapidamente somente após a Segunda Guerra Mundial e a bipolarização do mundo. A ascensão do comunismo e da URSS constituiu uma ameaça iminente para a Europa e, claro, para o novo poder mundial emergente.

A região da Europa tem três aspectos principais que a tornam importante para os EUA em termos geopolíticos.

O primeiro aspecto é o Ártico ou o Alto Norte. O Ártico abrange território (terra e mar) de oito países, seis deles estão na Europa, incluindo a Rússia. A região do Ártico está se tornando mais popular a cada ano na política global, e não só porque tem vastos depósitos de recursos como gás natural e petróleo.

Pouco povoada e com o derretimento do gelo, o Ártico se tornará uma importante rota marítima, estima-se que o uso dos navios de rota do Ártico pode encurtar seu caminho de Hamburgo para Xangai por quase 4.000 milhas. Este será um grande impulso para todas as companhias de navegação em todo o mundo, e uma vez que as suas chances no Ártico para os piratas são bastante baixos.

Os EUA têm o melhor caminho para contestar esta região exatamente da Europa. Os países do norte têm boa infra-estrutura e experiência na região ártica, e sua proximidade com a Rússia pode ser útil se o conflito ocorrer.

O próximo aspecto é o acesso da Europa ao Médio Oriente através dos Balcãs. Embora os Balcãs sejam relativamente estáveis ​​com conflitos semi-congelados, a maioria dos países está na OTAN e, naturalmente, a Turquia como o aliado mais importante nesta parte da Europa pode fornecer todo o apoio necessário e acessibilidade ao Médio Oriente.

A região do Cáucaso e os dois estreitos, o Bósforo e Dardanelle, também podem ser aqui acrescentados como pontos geopolíticos em que os EUA têm muito interesse.

O terceiro aspecto é o Mediterrâneo e o Norte da África. Países do Sul da Europa fornecem infra-estrutura naval e capacidades de projeção de poder substanciais em todo o Mar Mediterrâneo. Também estes países fornecem um ponto de acesso básico para o norte da África, o que poderia ser observado durante os primeiros anos da Primavera Árabe e da guerra civil na Líbia.

Todos estes aspectos combinados tornam a região europeia crucial para os EUA, especialmente se o objectivo é restringir a Rússia.

Além dos interesses geopolíticos, os EUA têm alguns dos aliados mais próximos na Europa, como o Reino Unido, a França e a Alemanha. Estes três países têm um poder militar e econômico significativo e também lideram a União Europeia.

Uma das relações bilaterais mais importantes é definitivamente com o Reino Unido. Os dois países compartilham muitos valores e interesses comuns, e o governo do Reino Unido é geralmente o primeiro que apóia as ações dos EUA, tanto militares quanto políticas. Também o Reino Unido e os EUA têm um alto grau de cooperação militar, compartilhamento de inteligência e até mesmo transferência de alguma tecnologia nuclear.

A França ainda representa um dos membros mais capazes da OTAN com gastos militares de 1,9% do PIB. Boa infra-estrutura, a vasta indústria militar e as capacidades nucleares permitem que a França tenha uma força dissuasora sólida, fortalecendo assim toda a estrutura da OTAN.

No entanto, planos como cortes de empregos no departamento de defesa e orçamento militar mais baixo que o governo quer alcançar podem deixar algumas marcas ruins nas relações entre a OTAN e os EUA, especialmente porque os EUA esperam uma abordagem mais ativa de seus aliados nos conflitos entre o Oriente Médio e a Ucrânia.

Como potência na Europa, a Alemanha não se compromete inteiramente com a OTAN ou com as ações dos EUA em termos de poder militar. O orçamento, que é 1,3% do PIB, é normalmente gasto em custos de pessoal e em aluguéis de edifícios, o que leva a uma diminuição do dinheiro para outros equipamentos militares.

Além disso, o governo está reduzindo o número total de militares no exército de 205.000 para 185.000 pessoas. Também a Alemanha não tem capacidade de transporte aéreo tático e estratégico, e o governo planeja cortar a aquisição e desativar certas capacidades específicas que afetarão principalmente o Exército e a Força Aérea.

Todas estas observações não são bem recebidas pelos Estados Unidos ou alguns outros membros da OTAN, apesar do apelo público para o alargamento da participação da Alemanha nas missões de manutenção da paz feitas pela Ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Layen.

A presença militar dos EUA na Europa atingiu seu auge nos anos cinquenta, com mais de 450 mil soldados operando em mais de 1.200 locais.

Após o fim da Guerra Fria, a presença militar dos EUA na Europa diminuiu rapidamente para 213.000 militares, e mais tarde em 1993 diminuiu ainda mais para 112.000 militares. Hoje há 67.000 soldados americanos permanentemente estacionados em toda a Europa.

As infra-estruturas militares e as forças armadas dos EUA na Europa (EUCOM) podem ser classificadas em secções.

Infra-estrutura Militar:

  • Bases operacionais principais são grandes instalações com capacidade para acomodar relativamente grande número de tropas estacionadas permanentemente com infra-estrutura bem estabelecida.
  • Sites Forward-operacionais são utilizados principalmente pela rotação forças. Estas instalações são capazes de adaptação dependendo das circunstâncias.
  • Locais de segurança cooperativa geralmente não têm tropas estacionadas permanentemente e são mantidos pelo empreiteiro ou do apoio da nação anfitriã.

O EUCOM é responsável pelas operações militares, parcerias, aperfeiçoamento da segurança geral como parte da postura defensiva avançada dos Estados Unidos. O EUCOM tem cinco componentes: US Naval Forces Europe (NAVEUR), US Army Europe (USAREUR), US Air Force na Europa (USAFE), EU Marine Force Europe (MARFOREUR), US Operações Especiais Europe (SOCEUR).

  • US Naval Forces Europe (NAVEUR) fornece comando geral, controle e coordenação de todos os ativos marítima dos Estados Unidos implantados atualmente na Europa. Atualmente no comando da NAVEUR é a sexta frota dos EUA baseada em Nápoles. É possível que, no futuro, a presença naval dos EUA na Europa possa se tornar maior. Como afirmado pelo Almirante Stavridis “Aumentar as capacidades da Marinha é importante como a Marinha da Federação Russa aumenta o ritmo, o escopo ea sofisticação de sua frota”. Isso poderia ser esperado, especialmente se a Marinha russa se instala na costa da Síria.
  • US Exército Europa (USAREUR) constitui o grosso das forças dos EUA na Europa. O comando estava em Heidelberg, mas agora foi transferido para Wiesbaden. No auge da Guerra Fria, o Exército dos EUA tinha quase 300 mil soldados desdobrados na Europa, hoje o núcleo do USAREUR é formado por duas equipes de combate de brigada e uma brigada de aviação localizada na Alemanha e na Itália.
  • Força Aérea dos EUA na Europa (USAFE) fornece a capacidade de ar de bases avançadas que podem apoiar ampla gama de operações, que vão desde o combate a operações de ajuda humanitária. Actualmente, a USAFE tem oito bases principais na Europa, com cerca de 39 000 efectivos activos, de reserva e civis. USAFE apoia missões em curso na Europa, bem como em todo o mundo, USAFE foi particularmente activa durante a crise na Líbia.
  • US Marine Força Europa (MARFOREUR) foi planejado como uma unidade de apoio que poderia reforçar as forças em caso de um conflito. Esta unidade foi formada nos anos 80 com menos de 200 fuzileiros navais, hoje o comando é fixado em Böblingen, na Alemanha, com aproximadamente 1.500 fuzileiros navais destinados a apoiar EUCOM e missões da OTAN. MARFOREUR era ativo nos Balcãs, e tem exercícios regulares especialmente com as forças norueguesas. Presume-se que esta unidade fará uma diferença geoestratégica particular na região ártica.
  • Comando de operações especiais Europa (SOCEUR) fornece planejamento e controle da operação em tempo de paz das forças de operações especiais durante a guerra não convencional em EUCOMs área de responsabilidade. Embora a informação pública seja escassa, a SOCEUR participou em várias missões de capacitação e missões de evacuação, especialmente em África, teve um papel activo nos Balcãs durante os anos noventa e apoiou operações de combate durante as guerras no Iraque e no Afeganistão.

Além das capacidades nucleares francesa e britânica, os EUA também mantiveram um número significativo de ogivas nucleares em toda a Europa.

Durante a era da Guerra Fria os EUA tinham mais de 2.500 ogivas nucleares na Europa, no entanto, após o fim da Guerra Fria e da queda da União Soviética, esse número diminuiu rapidamente. Hoje, de acordo com algumas estimativas não oficiais, os EUA têm cerca de 150 a 250 ogivas implantadas na Itália, Turquia, Alemanha, Holanda e Bélgica.

Deve-se anotar que a maioria destas armas são caças armados com bombas de gravidade. Há ainda um debate em curso na OTAN se deve haver uma diminuição adicional no armamento nuclear, como proposto pela administração do presidente Obama, ou o armamento nuclear deve ser desdobrado em países do leste de Europa como uma resposta para ações Russian em Crimeia.

Embora a maior parte das armas nucleares estejam na Europa Ocidental, o desarmamento total e a remoção destas armas são altamente improváveis, considerando a situação na Ucrânia e no Oriente Médio.

Existem dois tipos de bases atualmente com armas nucleares na Europa: Bases Aéreas Nucleares e Bases Aéreas com Ogivas Nucleares que precisão ser transportadas até o local de lançamento. No primeiro grupo temos bases como Lakenheath (Reino Unido), Volkel (Países Baixos), Kleine Broggle (Bélgica), Buchel (Alemanha), Ramstein (Alemanha), Ghadei Torre (Itália), Aviano (Itália) e Incirlik que está na Turquia . Nas outras bases do grupo estão Norvenich (Alemanha), Araxos (Grécia), Balikesir (Turquia), Akinci (Turquia). De todos os outros países a Alemanha é a mais nuclearizada com o potencial armazenamento de mais de 150 bombas, também todas essas armas podem ser movidas e transferidas para outras bases ou outros países, se necessário.

Embora o governo americano esteja tentando cortar gastos com presença militar estrangeira, o Pentágono não permitirá que pontos estratégicos como o EUCOM sofram, especialmente agora quando os novos adversários globais estão em ascensão.

Ainda incontestáveis ​​em seus gastos militares, os EUA estão tentando se tornar mais eficazes com o desdobramento de tropas e a manutenção de uma força militar tão grande. O programa de administração do presidente Obama de remover tropas americanas do Iraque e do Afeganistão já mostrou resultados ruins.

Embora a Europa não seja nada parecida com essas regiões, uma maior remoção das forças americanas pode resultar em grandes mudanças de poder. Provavelmente, um dos objetivos futuros do EUCOM e da NATO, será um envolvimento militar mais profundo na Europa Oriental, mais precisamente nos Estados bálticos.

  • Bases em Reino Unido
    • Menwith Hill Air Base
    • Base Aérea de Mildenhall
    • Alcon Bury Air Base
    • Croughton Air Base
    • Base Aérea de Fairford
  • Bases em Alemanha
    • USAG Hohenfels
    • USAG Weisbaden
    • USAG Hessen
    • USAG Schweinfurt
    • USAG Bamberg
    • USAG Grafenwoehr
    • USAG Ansbach
    • USAG Darmstadt
    • USAG Heidelberg
    • USAG Stuttgart
    • USAG Kaiserslautern
    • USAG Baumholder
    • Spangdahlem Air Base
    • Base aérea de Ramstein
    • Panzer Kaserne (base marinha)
  • Bases em Bélgica
    • USAG Benelux
    • USAG Bruxelas
  • Bases em Holanda
    • USAG Schinnen
    • Comando da Força Conjunta
  • Bases em Itália
    • Aviano Air Base
    • Caserma Ederle
    • Camp Darby
    • NSA La Maddalena
    • NSA Gaeta
    • NSA Nápoles
    • NSA Sigonella
  • Bases localizadas na Sérvia / Kosovo
    • Camp Bondsteel
  • Bases em Bulgária
    • Graf Ignatievo Air Base
    • Base Aérea de Bezmer
    • Centro Logístico Aitos
    • Novo Selo Range
  • Bases em Grécia
    • NSA Souda Bay
  • Bases em Turquia
    • Base Aérea Izmir
    • Base aérea de Incirlik

Fonte: South Front

Edição: konner@planobrazil.com