Defesa & Geopolítica

Brasil 2013: “80 anos para alcançar EUA”, Parte II

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Após 28 anos do último governo militar (1985 a 2013), o Brasil acumula uma piora de 67% no quesito produtividade em relação aos países avançados, e também, encontra-se preso na “armadilha da renda média”.

“No mapa da produtividade a distância do Brasil para os países avançados que era de 180% nos anos 1980. Hoje, é de 300%!

Segundo, Marcelo Neri, Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e Presidente do Instituto de PesquisaEconômica Aplicada (IPEA), na década de 1980, a produtividade dos países avançados

era cerca de 180% e 200% maior que a brasileira. Agora ela está em cerca de 300%.

Também segundo Ricardo Paes de Barros, Subsecretário da SAE, até a produtividade da Argentina cresce mais do que a brasileira”.

Preâmbulo por, Gérsio Mutti

Caros Editores e Comentaristas do Blog Plano Brasil, com a publicação da  matéria no Plano Brasil de terça-feira, 24/09/2013, “Brasil 2013: “80 anos para alcançar EUA”” (http://www.planobrazil.com/brasil-2013-80-anos-para-alcancar-eua/), agora podemos incluir nesta postagem, parte II, mais duas matéria para reflexão:

-“após 28 anos do último governo militar (1985 a 2013), o Brasil acumula uma piora de 67% no quesito produtividade em relação aos países avançados”, e também,

-o “Brasil encontra-se preso a 38 anos (1975 a 2013) na “armadilha da renda média”.

De 1961 a 1975 o Brasil teve um crescimento substancial na renda média, o que implicou em um ganho de produtividade também substancial, mas de 1975 para cá, a economia perdeu o folego e caiu na “armadilha da renda média”, que consiste:

– em não conseguir mais competir com rivais que tinham mão de obra ainda mais barata; e, também,

– não avançar para o patamar seguinte, que diz respeito em liderar o processo de inovação.

“Liderar o processo de inovação”, consiste em dominar os seguintes graus de dificuldades da reengenharia:“engenharia direita (forward engineering), engenharia reversa (reverse engineering), reengenharia (reengineering) e transliteração (transliteration) em função da abstração da análise, do projeto e da implementação”.

Segundo Antonio Jorge Sapage da Canhota Junior e Colaboradores na Tese de Graduação em Ciência da Computação na Universidade Federal Fluminense (UFF) 2005/2 (http://www2.ic.uff.br/~otton/graduacao/informaticaI/apresentacoes/eng_reversa.pdf), estes definem que

“a Engenharia Reversa é uma atividade que trabalha com um produto existente (um software, uma peça mecânica, uma placa de computador, etc.) tentando entender como este produto funciona, o que ele faz exatamente e como ele se comporta em todas as circunstâncias. Fazemos engenharia reversa quando queremos trocar, modificar uma peça (ou um software) por outro, com as mesmas características ou entender como esta funciona e não temos acesso a sua documentação. A engenharia reversa consiste em apenas analisar o sistema ou a ferramenta para criar uma representação dela.

Já a Reengenharia vai além. Analisa-se o projeto, cria-se uma representação do mesmo e, através dessa representação, monta-se uma nova estrutura que funcione exatamente com a primeira, mas que não seja meramente uma cópia dela.

Segue gráfico da página 6 da Tese de Graduação em Ciência da Computação na Universidade Federal Fluminense (UFF) 2005/2 de Antonio Jorge Sapage da Canhota Junior e Colaboradores (http://www2.ic.uff.br/~otton/graduacao/informaticaI/apresentacoes/eng_reversa.pdf) sobre “engenharia direita (forward engineering), engenharia reversa (reverse engineering), reengenharia (reengineering) e transliteração (transliteration) em função da abstração da análise, do projeto e da implementação”.

Com a Palavra os senhores Comentarista do Blog Plano Brasil

Brasil fica para trás em produtividade

Distância para países avançados era de 180% nos anos 1980. Hoje, é de 300%

Por, Henrique Gomes Batista, O Globo, 26/09/2013

A economia brasileira tem avançado pouco em sua produtividade. Segundo Marcelo Neri, ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nas nações mais desenvolvidas, a produtividade do trabalho está crescendo a um ritmo mais rápido:

— Na década de 1980, a produtividade do trabalho das nações mais avançadas era cerca de 180% e 200% maior que a brasileira. Agora, ela está em cerca de 300% — disse.

A SAE vai elaborar um mapa das iniciativas públicas para incentivar a produtividade. O trabalho deverá ser finalizado em março, coincidindo com a
reunião dos Brics, grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, China, índia e África do Sul.

Neri afirmou que, na última década, hoüve um avanço no crescimento econômico e na redução da pobreza e da desigualdade, em parte, pela política do salário mínimo e pelas políticas sociais. Agora, em período de quase pleno emprego, os desafios são maiores.

Ricardo Paes de Barros, subsecretário da SAE, afirmou que há cerca de cem políticas públicas para a produtividade, mas acredita que falta ações coordenadas:

— O mapa será importante para identificar os problemas, pois temos políticas, e até a produtividade da Argentina cresce mais que a nossa.

Ontem, o Dieese informou que o desemprego em sete regiões metropolitanas pesquisadas pelo instituto caiu de 10,9% em julho para 10,6% em agosto. Essa foi a quarta queda consecutiva. A renda média dos trabalhadores subiu 1,2%, para R$ 1.632.

Fonte: O Globo, Economia, Página 21, Quinta-Feira, 26/09/2013 via Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG)

(https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/9/26/brasil-fica-para-tras-em-produtividade)

Leia também:

O Brasil está preso na armadilha da renda média

O Brasil deixou de ser um país pobre ainda nos anos 60 do Século XX. Desde então, ficamos presos no que se convencionou chamar de “armadilha da renda média”. O que fazer, agora, para não repetir os erros do passado?

Flávia Furlan, Revista Exame, Edição 1046, 07/08/2013

Nas primeiras décadas após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil foi a sensação entre os emergentes (ou do Terceiro Mundo, para ser fiel à expressão da época). Com um ritmo de crescimento médio de 7% ao ano por mais de 25 anos, o país entrou para a faixa das nações de renda média em 1961 e parecia fadado ao topo.

Por volta de 1975, porém, a economia perdeu subitamente o fôlego. Parte da explicação para essa arrancada acompanhada de freada segue o roteiro típico dos que caem na armadilha. O Brasil promoveu a mecanização da agricultura, e os trabalhadores se transferiram para os setores da indústria e de serviços em áreas urbanas.

Com isso, a produtividade começou a subir, e o resultado foi um aumento generalizado da produção e dos salários. Tudo foi bem, até que o país se viu “espremido”: não conseguiu mais competir com rivais que tinham mão de obra ainda mais barata, por um lado, e não avançou para o patamar seguinte, no qual é preciso começar a liderar o processo de inovação.

Infelizmente para Brasil, México, China e os demais emergentes, não existe uma receita pronta e fácil para chegar ao nível do mundo rico. O que há é uma espécie de indicação do caminho que deve ser seguido. Os países que conseguiram entrar no clube dos desenvolvidos abriram pelo menos três grandes frentes:

– infraestrutura tecnológica de ponta,

– educação superior de alta qualidade, e

– intensa internacionalização da indústria.

Atenção: não basta ir bem em apenas uma delas. Historicamente, o Brasil nunca foi destaque em nenhuma dessas áreas e tem até retrocedido em alguns pontos. “A administração Dilma Rousseff lembra o governo Geisel, que acreditava numa economia fechada e com uma mão forte do Estado”, diz o economista Samuel Pessoa, Pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Acorrentado ao Mercosul, o país não avança na negociação de acordos comerciais relevantes. Pelo contrário: tem sido pródigo no fechamento de suas fronteiras. Nos últimos cinco anos, criou, em média, uma nova barreira comercial a cada duas semanas. “O Brasil, por causa de fatores como sua estratégia de comércio, está um passo atrás do México”, diz Edward C. Prescott, ganhador do Nobel de Economia em 2004.

Para ler toda a matéria acesse a fonte, Revista Exame, Edição 1046, 07/08/2013

Fonte: Revista Exame, Edição 1046, 07/08/2013 

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