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Brasil Conflitos Geopolítica

Bolívia diz que problema com o Brasil sobre senador está “resolvido”

dilma

O presidente boliviano, Evo Morales, disse neste sábado que considera resolvidas as tensões entre a Bolívia e o Brasil após a fuga do senador opositor Roger Pinto de La Paz com apoio do corpo diplomático brasileiro. Ele também anunciou que uma missão de alto nível irá em breve para Brasília.

“Infelizmente, por conta de um corrupto, Pinto, tentaram fazer com que nos dividíssemos e nos confrontássemos. Ontem nos reunimos com a companheira presidente [Dilma Rousseff] e o problema foi resolvido”, disse Morales, na inauguração de um centro de esportes em um bairro de La Paz.

Segundo o presidente, uma missão de ministros bolivianos viajará ao Brasil para abordar a situação de Pinto, levando “informações jurídicas e técnicas para o Ministério Público do Brasil, assim como para o Ministério da Justiça”. Farão parte dessa missão, segundo ele, os ministros do Governo, da Transparência, da Anticorrupção, da Justiça e também o Ministério Público boliviano.

O presidente da Bolívia ressaltou que, antes de conceder asilo ao senador, Dilma não estava informada de que o senador respondia por denúncias de corrupção.

“Não é culpa dela, mas sim do ex-embaixador e dos representantes do Brasil que, lamentavelmente, não informaram bem a Chancelaria brasileira.”

Segundo Morales, um eventual pedido de extradição de Pinto “está nas mãos da justiça boliviana”.

DEFESA

Diante da notícia, Fernando Tibúrcio, advogado brasileiro do senador, disse que a defesa insistirá para que Pinto continue em território brasileiro e que irá “negociar alternativas” com outros países da região, sem dar maiores detalhes.

Morales havia pedido ao Brasil nesta semana a devolução de Pinto à justiça boliviana para que ele fosse julgado “como qualquer autoridade envolvida em casos de corrupção”.

Pinto fugiu de seu país há oito dias, chegando ao Brasil por terra em um veículo diplomático protegido por funcionários da embaixada brasileira em La Paz, onde estava refugiado desde maio de 2012.

O Brasil havia concedido a ele asilo político, mas o governo boliviano se negava a dar um salvo-conduto para que ele deixasse o país, por causa de sua situação judicial.

Antes de se instalar na embaixada do Brasil, Pinto havia entregado ao governo boliviano documentos sobre supostos atos de corrupção e vínculos de autoridades com o narcotráfico.

 

Fonte: Folha

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Conflitos Defesa Geopolítica Inteligência Tecnologia

Washington lançou 231 ciberataques em 2011

sibersaldiri

Os serviços de inteligência americana lançaram 231 ciberataques em 2011, principalmente contra Irã, Rússia, China e Coreia do Norte, noticiou o Washington Post este sábado, com base em documentos que foram divulgados pelo ex-analista Edward Snowden.

“Estas revelações dão novas provas de que os ‘ciberguerreiros’, cada vez mais numerosos no governo (do presidente Barack) Obama invadem as redes de informática do exterior e perturbam seu funcionamento”, destaca o Post, que se baseou no orçamento secreto dos serviços de inteligência americanos entregues pelo analista que trabalhava para a Agência de Segurança Nacional americana (NSA).

Além dos ciberataques, os especialistas “invadem redes estrangeiras para colocá-las sob um discreto controle americano”, continua o jornal, em alusão ao projeto denominado GENIE que, com um orçamento de US$ 652 milhões foram implantados programas espiões em dezenas de milhares de máquinas.

“Perto do fim do ano, GENIE deveria controlar pelo menos 85 mil programas implantados em máquinas escolhidas estrategicamente ao redor do mundo”, contra 21 mil em 2008, segundo documentos consultados pelo Post.

Entre os 231 ciberataques realizados em 2011, segundo os documentos orçamentários “cerca de 75% tinham objetivos da maior importância, que ex-funcionários identificam adversários, entre eles Irã, Rússia, China e Coreia do Norte ou ativistas como a proliferação nuclear”, continua o periódico.

O vírus da internet Stuxnet, que tinha atacado em 2010 o programa nuclear iraniano, tinha sido atribuído por Teerã a um ataque israelense-americano.

Nos últimos meses, Washington chamou reiteradamente a China a cessar suas atividades de pirataria na internet, mas “os serviços de inteligência americanos usam rotineiramente no mundo inteiro programas espiões desenhados pelo governo que diferem pouco em seu funcionamento das ‘persistentes ameaças aperfeiçoadas’ que os americanos atribuem à China”, destaca o Post.

A principal diferença, explicam os especialistas, “é que a China rouba segredos industriais americanos com um objetivo financeiro”, destaca o periódico da capital americana.

AFP

 

Fonte: Terra

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Acidentes e Catástrofes Conflitos Vídeo

Exército Sírio descobre laboratório clandestino de armas químicas

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Sugestão: Shamahs Corvu

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Defesa em Arte

A gota…

war is commingSugestão: Ronaldo Correa 

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Conflitos Geopolítica Inteligência

Obama buscará voto no Congresso para lançar ataque contra a Síria

Em discurso na Casa Branca, líder dos EUA diz esperar que congressistas apoiem sua decisão de retaliar Damasco

Em uma decisão surpreendente, o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou neste sábado que buscará autorização do Congresso para retaliar ao suposto uso de armas químicas lançado pelo regime de Bashar al-Assad contra rebeldes nos arredores de Damasco no dia 21.

EUA: Ataque químico da Síria deixou 1.429 mortos, incluindo 426 crianças

Em pronunciamento na Casa Branca, o líder americano afirmou que, apesar de ter a autoridade para tomar essa decisão sozinho e acreditar que os EUA deveriam retaliar, é importante fazer um debate e uma votação no Congresso. O legisladores voltam do recesso em 9 de setembro.

Obama tomou a decisão apesar de, na quinta-feira, o Parlamento britânico ter rejeitado o pedido do prêmie David Cameron para que autorizasse uma ação militar.

O líder americano disse esperar que o Congresso endosse sua decisão de lançar um ataque. “Não podemos fingir que não vimos o que aconteceu na Síria”, afirmou Obama, reiterando que uma ação é necessária pelo fato de Damasco ter descumprido normas internacionais sobre armas químicas.

Leia: Saiba os principais pontos de relatório dos EUA sobre o ataque químico

Ele também desafiou os legisladores a considerar “qual mensagem enviaremos a um ditador” se ele tiver a permissão de matar centenas de crianças com armas químicas sem sofrer nenhuma retaliação.

Na sexta-feira, os EUA divulgaram um relatório de inteligência afirmando que o ataque químico lançado pela Síria deixou 1.429 mortos , incluindo 426 crianças. O governo sírio nega ter realizado a ação e responsabiliza os rebeldes que há mais de dois anos e meio tentam depor o regime.

ONU: Inspetores deixam Síria com amostras de suposto ataque químico

Para Obama, o ataque químico é uma ameaça ao mundo e aos interesses dos EUA na região, afirmando que o uso de armamento não convencional pela Síria ameaça Israel e Jordânia – aliados americanos no Oriente Médio.

Obama reiterou que qualquer ação militar contra a Síria seria limitada em duração e forte para deter quaiquer novos ataques químicos.

O pronunciamento de Obama foi feito no mesmo dia em que inspetores da ONU, que investigavam o suposto uso de armas químicas, deixaram a Síria. Eles já chegaram à Holanda, onde entregaram as amostras coletadas durante quatro inspeções no país árabe à Organização para Prevenção de Armas Químicas, em Haia.

A ONU afirmou que seus inspetores realizaram uma ampla atividade de verificação de fatos, mas seu mandato é limitado à determinação de se armas químicas foram usadas ou não, e não sobre quem é o responsável.

*Com BBC

Fonte: Último Segundo

 

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa em Arte

Rustam na MAKS 2013

RustamDiretamente da MAKS 2013, o nosso leitor e colaborador, Rustam Bogaudinov.

Rustam está na feira e manda-nos de lá , muitas notícias  do evento. na imagem, foto exclusiva posando ao lado de um KAMOV, KA-52 Aligator.

 

Veja na galeria de imagens clicando para ampliar e ver as fotos em maior resolução: cortesia Ссылка для скачивания файлов

 

 

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Geopolítica

Brics vão criar reserva comum de US$ 100 bi

bricsDE SÃO PAULO

Para fazer frente à mudança de ventos na economia, provocada pela recuperação dos Estados Unidos e a consequente absorção de capitais de outros países, os chama- dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) pretendem criar uma reserva comum, no valor de US$ 100 bilhões.

Os recursos poderão ser acessados em caso de saída repentina de capitais de um dos países do grupo.

As reservas comuns deverão estar prontas para operar em março de 2014.

Fonte: FSP via CCOMSEX

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Conflitos Defesa

Enfraquecidas, forças britânicas não fariam falta em ação

ROYAL NAVY TASK GROUP FLEXES ITS MUSCLES IN THE MEDITERRANEANANÁLISE

RICARDO BONALUME NETODE SÃO PAULO

A não participação britânica em um eventual ataque à Síria tem importância muito mais política do que militar.

Desde a Segunda Guerra, foram raros os momentos em que tropas dos EUA e do Reino Unido não marcharam lado a lado, no chamado “relacionamento especial”.

Mas o enfraquecido estado das Forças Armadas britânicas após anos de conflitos no Iraque e no Afeganistão deixa claro que não fariam falta. Bastariam os EUA para intervir na Síria; todo o resto da Otan tem função principalmente simbólica e política.

Por uma década, britânicos e americanos têm se concentrado na guerra contra “insurgentes”. A ênfase é em tropas em terra, e com o mínimo possível de equipamento pesado.

Tanques, canhões e caças-bombardeiros são úteis em guerras convencionais contras Forças Armadas de outros países. Contra insurgentes, podem ter efeito nocivo ao matar indiscriminadamente a população civil.

Mesmo assim, os EUA ainda têm o maior e melhor arsenal convencional do planeta. Já o Reino Unido foi encolhendo suas Forças Armadas.

Em um caso como o da Síria, forças navais seriam particularmente importantes. As forças de Assad seriam alvo de mísseis lançados de navios e submarinos, além de ataques aéreos de porta-aviões.

Os EUA têm uma inigualada aviação naval. Já o Reino Unido aposentou seus aviões de asa fixa navais, caças-bombardeiros que operaram no Oriente Médio e nos Balcãs a partir de porta-aviões.

A pequena contribuição britânica para um ataque viria de mísseis em submarinos nucleares ou de caças enviados a bases na região, notadamente em Chipre.

Obama já disse que não haverá “botas no solo”, isto é, tropas de terra, o melhor modo de resolver a questão, derrubando o governo sírio, como foi feito com Saddam Hussein. Mas, depois do Iraque e do Afeganistão, não há mais estômago para uma intervenção em terra que pode virar um novo “atoleiro”.

O caso da Líbia pareceria indicar que, com ajuda ocidental, os rebeldes dariam conta do resto. Mas as Forças Armadas sírias são bem maiores, mais bem armadas e competentes do que as líbias.

No início da década de 1990, os EUA enviaram tropas para missão humanitária na Somália. Houve conflito, e os americanos se retiraram.

Lançar ataques punitivos de mísseis e aviões sem “botas no solo” virou norma, como aconteceu de Kosovo até o 11 de Setembro. Depois do cansaço das guerras atuais, refletido na decisão britânica, pode ser que um novo ciclo esteja começando.

Fonte: FSP via CCOMSEX

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Defesa Negócios e serviços

Exército faz encomenda para MAN e Mercedes

volkswagen_worker_2008_pictures_1Por Eduardo Laguna | De São Paulo

A MAN, fabricante dos veículos comerciais da marca Volkswagen, e a Mercedes-Benz fecharam uma encomenda de 1,6 mil caminhões militarizados do Exército brasileiro. O maior lote, de 860 caminhões, ficou com a MAN, enquanto a Mercedes vai fornecer outras 730 unidades para o transporte de pessoal e materiais em operações militares. A assinatura dos primeiros contratos está prevista para as próximas semanas.

A licitação, na modalidade de menor preço, foi realizada no dia 30 de julho. Como cada unidade, nos dois lotes, custou R$ 310 mil, a encomenda recebida pela MAN foi de R$ 266,6 milhões e a da Mercedes, de R$ 226,3 milhões.

A MAN informou que todas as unidades do contrato são do modelo militarizado VW Worker, usado para o transporte de tropas em missões do Exército e capaz de transportar até cinco toneladas. O cronograma estipulado no edital da licitação prevê a entrega de toda a encomenda em até 15 meses.

As compras públicas, como aquisições desses veículos para o combate à seca, fazem parte das medidas lançadas pelo governo para estimular a indústria de caminhões – que também incluíram juro subsidiado em financiamentos a bens de capital. A Ford, por exemplo, tem uma encomenda de 600 caminhões do Exército, sendo a maior parte de veículos adaptados para o transporte de água

Fonte: Valor Via CCOMSEX

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Conflitos Geopolítica Opinião

Vladimir Putin pede que Barack Obama como Prêmio Nobel da Paz, pense nas vítimas de um possível ataque à Síria

putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu neste sábado ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que, como Prêmio Nobel da Paz, pense nas vítimas de um possível ataque à Síria.

“Me dirigiria a Obama como Prêmio Nobel da Paz: antes de usar a força na Síria, é preciso pensar nas futuras vítimas”, disse o líder russo, citado por agências de notícias de seu país.

O líder do Kremlin afirmou a Obama, que ontem garantiu não ter decidido sobre uma intervenção militar na Síria, que pense “muito bem antes de tomar a decisão” e lembrou que outras ações militares iniciadas pelos Estados Unidos não trouxeram a paz aos países que sofreram intervenções.

“Por acaso foi resolvido um só problema em Afeganistão, Iraque e Líbia? Porque lá não há nem paz nem democracia, como supostamente pretendiam nossos parceiros, não há nem uma paz civil elementar nem equilíbrio”, advertiu Putin em um pronunciamento à imprensa na cidade de Vladivostok.

“Nos próprios Estados Unidos, (…) a maioria dos analistas consideram que a ação contra o Iraque foi um equívoco. E se levarmos em conta que houve erros no passado, por que agora achamos que isso será infalível”, questionou.

Putin também perguntou, em alusão à intenção dos EUA de intervir na Síria sem a chancela da ONU, se responde aos interesses americanos “destroçar mais uma vez o sistema de segurança internacional, as bases fundamentais do direito internacional”.

“Por acaso reforçará assim o prestígio internacional dos EUA? Duvido. Algo é preciso ser feito, é óbvio”, mas atacar o país “pode levar a consequências absolutamente opostas às esperadas”, disse.

Putin explicou que não fala com Obama há dias, e lembrou que os EUA tinham se comprometido na recente cúpula do G8 (Grupo dos Oito países mais desenvolvidos) na Irlanda do Norte a promover a convocação de uma conferência de paz para a Síria em Genebra e a convencer a a oposição síria a comparecer a essa reunião internacional.

EFE

 

Fonte: Terra

Putin diz que seria uma “grande bobagem” uso de armas químicas por Assad

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse no sábado que seria uma “grande bobagem” do governo sírio usar armas químicas, no momento em que ele está vencendo a guerra contra os rebeldes, e pressionou o presidente dos EUA, Barack Obama, a não atacar as forças sírias.

Os EUA disseram na sexta-feira que estavam planejando uma resposta militar limitada para punir o presidente da Síria, Bashar al Assad, pelo “brutal e flagrante” ataque químico que os EUA diz ter matado mais de 1.400 pessoas em Damasco, há dez dias.

Putin disse a jornalistas que se Obama tivesse provas de que o exército de Assad usou armas químicas e lançou o ataque, Washington deveria apresentá-las aos inspetores de armas da ONU e ao Conselho de Segurança.

“Tenho certeza de que isso (o ataque químico) não passa de uma provocação daqueles que querem arrastar outros países para o conflito sírio, e que querem ganhar o apoio das potências no cenário internacional, especialmente os EUA,” disse Putin.

O presidente russo disse que Obama, como ganhador do Prêmio Nobel da Paz, deveria lembrar-se do impacto que qualquer ataque dos EUA teria sobre os civis sírios.

As potências mundiais devem discutir a crise síria durante uma reunião dos líderes do Grupo dos 20 países desenvolvidos e em desenvolvimento em São Petersburgo, na semana que vem, ele acrescentou. “Essa (reunião do G20) é uma boa plataforma para discutir o problema. Por que não usá-la?” disse Putin.

(Por Denis Dyomkin)

REUTERS

Fonte: Terra

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Brasil Conflitos Geopolítica Opinião

Cúpula da Unasul termina com declaração contrária a ataque na Síria

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Presidentes da Unasul posam para foto oficial do evento – Foto: EFE

A sétima reunião ordinária de chefes de Estado e de governo da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) terminou nesta sexta-feira na capital do Suriname com uma declaração conjunta contrária a qualquer ataque estrangeiro à Síria, à espera da conclusão das investigações das Nações Unidas.

“Aqui no Suriname tentamos contribuir para assegurar que toda a família da Unasul se una”, disse o presidente surinamês, Desiré Delano Bouterse, que assumiu hoje a presidência temporária da Unasul e encerrou a cúpula da qual foi anfitrião.

Bouterse acrescentou que, apesar das “pequenas deficiências” ocorridas durante a cúpula, seu “pequeno país” fez “todo o possível para assegurar uma reunião bem-sucedida”.

Na ampla declaração sobre a Síria, os membros de Unasul expressam seu pesar pela situação e pela perda de vidas humanas, ao mesmo tempo em que condenam qualquer possível intervenção externa incompatível com a Carta das Nações Unidas, assim como o uso de armas químicas em todas suas formas, o que qualificaram de crime de guerra e de lesa-humanidade.

Além disso, exigem a cessação da violência, a interrupção de qualquer provisão de armas por parte de terceiros países, o respeito ao direito internacional humanitário e o início do diálogo entre as partes.

Na saída, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, qualificou a reunião, na qual foi realizada uma homenagem ao falecido Hugo Chávez, de “um passo fixado definitivamente para a consolidação” da Unasul, já que se revisaram “muitos temas vitais para a vida” da organização.

Entre outros aspectos, durante a reunião se instruiu aos chanceleres da organização para que, em um prazo de dois meses, apresentem um plano de ação para simplificar o funcionamento interno de Unasul e reforçar sua Secretaria-Geral.​

EFE

Fonte: Terra

Condenação a possível ataque dos EUA à Síria

Os presidentes sul-americanos reunidos nesta sexta-feira no Suriname para uma cúpula anual preparam uma firme condenação à possível intervenção militar dos Estados Unidos e de seus aliados na Síria em retaliação ao suposto uso de armas químicas contra civis.

Os EUA dizem ter fortes indícios de que forças governamentais sírias realizaram um ataque com gás contra subúrbios de Damasco dominados por rebeldes, matando 1.429 pessoas, sendo 426 crianças. A França também se mostra inclinada por uma ação militar junto com Washington.

“Tomara que desta cúpula saia uma declaração clara, frontal, sem medo. Ninguém quer uma ditadura, nem atentar contra direitos humanos”, disse o presidente equatoriano, Rafael Correa, ao chegar a Paramaribo.

Os governos de Brasil, Argentina, Equador e Venezuela já manifestaram nesta semana seu rechaço à possível intervenção.

Em uma reunião preparatória para a cúpula, os chanceleres do bloco regional União de Nações Sul-Americanas (Unasul) tiveram divergências sobre uma declaração conjunta, mas conseguiram preparar um texto a ser levado aos presidentes da região, entre os quais há vários esquerdistas que se contrapõem habitualmente aos EUA.

“Independentemente de sair uma resolução, nós, aqui na América do Sul, vamos dizer nossa posição: paz, paz e mais paz”, disse o presidente socialista da Venezuela, Nicolás Maduro, que prometeu enviar uma carta ao seu colega norte-americano, Barack Obama, pedindo que ele evite o ataque.

REGRESSO PARAGUAIO

A 7ª cúpula de chefes de Estado da Unasul marca também a estreia internacional do novo presidente paraguaio, Horacio Cartes, e o regresso do país ao fórum regional após mais de um ano de isolamento.

Embora não haja previsão de um encontro bilateral, os meios de comunicação paraguaios dizem que é possível uma reunião “espontânea” entre Cartes e Maduro. O governo paraguaio que antecedeu a Cartes havia declarado o venezuelano como “persona non grata”.

O conservador Cartes, que tomou posse em 15 de agosto, não convidou Maduro para a cerimônia, apesar de Caracas manifestar o desejo de regularização das relações bilaterais, suspensas depois do sumário processo de impeachment que depôs o presidente socialista Fernando Lugo em junho de 2012.

Por causa disso, o Paraguai acabou sendo temporariamente excluído da Unasul e do Mercosul, porque os dois blocos entenderam a destituição de Lugo como uma quebra da normalidade democrática. As restrições foram suspensas com a posse de Cartes, um rico empresário eleito em abril.

A presidente Dilma Rousseff e o boliviano Evo Morales também aproveitaram a ida ao Suriname para discutir em particular o impasse causado pela recente fuga para o Brasil do senador boliviano Roger Pinto Molina, acusado de corrupção na Bolívia.

Pinto Molina, que passou mais de um ano refugiado na embaixada do Brasil em La Paz, fugiu para o Brasil em uma operação organizada por um diplomata brasileiro, à revelia de Brasília. O governo boliviano se queixou ao Brasil pelo episódio, que acabou resultando na demissão do chanceler brasileiro, Antonio Patriota.

“Nenhum governo pode encobrir, nem proteger, nem defender corruptos. Sinto que alguns grupos no Brasil querem nos confrontar com a companheira Dilma, mas não vão conseguir”, disse Morales em entrevista coletiva.

“Desde o governo do companheiro Lula tantos problemas resolvemos, e vamos buscar esse caminho (com Dilma)”, acrescentou.

Também participam da cúpula o presidente do Peru, Ollanta Humala, o anfitrião Dési Bouterse e o mandatário da Guiana, Donald Ramotar.

Os presidentes de Argentina, Cristina Kirchner; do Chile, Sebastián Piñera; da Colômbia, Juan Manuel Santos; e do Uruguai, José Mujica, não participam, mas estão representados por seus chanceleres ou vice-presidentes.

(Por Diego Oré, em Caracas, com reportagem adicional de Daniel Ramos, em La Paz)

REUTERS

 

Fonte: Terra

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Defesa Tecnologia

Blindagem de polieteno irá proteger os soldados russos contra laseres de combate

armataO Ministério da Indústria e Comércio da Rússia abriu uma licitação para os trabalhos de pesquisa e desenvolvimento de uma tecnologia de produção de uma nova blindagem a partir de materiais fibrosos para veículos de combate. De acordo com a documentação, as placas de polietileno de ultra-alto peso molecular farão parte da blindagem da carroçaria e do fundo de caminhões militares e veículos blindados. A intenção é proteger o material de guerra contra fogaças anti-carro, balas perfurantes e incendiárias e fatores ambientais agressivos.

Os primeiros protótipos do novo polímero deverão ser fabricados até junho de 2014. A nova blindagem deve resistir ao ataque com um laser de combate, impacto de uma bala perfurante de 12,7 milímetros a uma distância de 300 m, explosão de 8 kg de TNT, “chamas de 10 W / cm ² de potência durante 15 segundos, um pulso de luz de 42 J/cm ² durante um segundo; um pulso de laser de CO2 de 42 W/cm² por 25 segundos”.

A blindagem de polietileno não deve perder suas propriedades protetoras no contato com o combustível, água do mar e radiação ultravioleta e a temperaturas críticas de -50 a +70 graus centígrados e deve ser, pelo menos, um terço mais leve do que a blindagem de aço. As placas protetoras de polietileno também podem ser usadas para a proteção do pessoal das  empresas industriais que fabricam, armazenam, transportam ou utilizam material explosivo.

O polietileno de ultra-alto peso molecular (PEUAPM) são polímeros de  etileno de alto peso molecular. Diferentemente dos polietilenos comuns, o Peuapm possui uma elevada resistência ​​em condições extremas, não sofre corrosão, é capaz de resistir aos impactos a temperaturas inferiores a -150°C, repele completamente a umidade e não conduz eletricdade.

Segundo o diretor da revista Aresenal da Pátria, Víktor Murakhóvski,      ouvido pelo Izvéstia, inventado há alguns anos, o Peuapm é usado amplamente no Ocidente como parte de uma blindagem multicamada. “Por exemplo, é amplamente utilizado em coletas anti-bala no exército dos EUA. Combinado com as fibras de aramida, o poleitileno proporciona um efeito protetor muito melhor do o Kevlar. Ao contrário do Kevlar feito de fibras entre as quais há um espaço, o polietileno não tem fibras. Por isso, é mais resistente às balas e projéteis”, esclarece Murakhóvski. Ele acrescentou que, para a proteção do material de guerra, uma blindagem combinada multicamada composta de placas de aço e de cerâmica e uma camada de polietileno e de fibras de aramida é usada. “Essa blindagem é necessária para proteger todos os veículos de combate concebidas para operar na linha de frente e nas áreas adjacentes onde a proteção contra balas, projéteis. fragmentos de projéteis e ondas de choque é indispensável”, disse o especialista.

Para ele, o novo material também pode ser usado em coletes anti-bala. Isso permitirá diminuir seu peso em 20 a 30%. Todavia, o novo material tem um defeito sério: perde suas propriedades protetoras ao fim de 3 a 5 anos.

O governo disponibiliza 180 milhões de rublos (cerca de R$ 12,7 milhões) para os trabalhos de pesquisa e desenvolvimento, cuja primeira fase deve estar concluída até julho de 2014. Os testes devem começar em dezembro de 2014.

 

Publicado originalmente pelo Izvéstia: Izvestia.ru

Fonte: Gazeta Russa