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Putin faz apelo a povo americano contra ação na Síria

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O presidente russo, Vladimir Putin, fez um alerta ao povo americano nesta quinta-feira contra uma ação militar dos Estados Unidos na Síria, dizendo que esta poderia “desencadear uma nova onda de terrorismo”.

Em artigo no jornal americano The New York Times, Putin diz que um eventual ataque dos Estados Unidos desencadearia “uma nova onda de terrorismo” no mundo.

O presidente diz que milhões de pessoas no mundo veem os Estados Unidos não como um modelo de democracia, mas como um país que se ampara apenas na sua força bruta.

“Acontecimentos recentes me fizeram querer falar diretamente ao povo americano e seus líderes políticos”, diz Putin.

“Um ataque (à Síria) aumentaria a violência e desencadearia uma nova onda de terrorismo que poderia prejudicar os esforços multilaterais para resolver o problema nuclear iraniano e o conflito em Israel e Palestina, desestabilizando ainda mais o Oriente Médio e o Norte da África. Poderia desequilibrar todo o sistema internacional”, diz o presidente russo no artigo assinado.

Esforço multilateral

O líder russo também afirma que a ONU pode sofrer o mesmo destino da entidade que a antecedeu – a Liga das Nações – caso “países influentes atropelem as Nações Unidas e tomem ações militares sem autorização do Conselho de Segurança”.

A Liga das Nações foi criada após a Primeira Guerra Mundial com finalidade parecida com a da ONU, mas foi extinta em 1946 por ter fracassado no esforço multilateral de evitar conflitos. Em seu lugar, foi criada a ONU.

“O potencial ataque dos Estados Unidos contra a Síria, apesar de forte oposição de muitos países e grandes lideranças políticas e religiosas, incluindo o papa, vai resultar em mais vítimas inocentes e escalada, potencialmente espalhando o conflito muito além das fronteiras da Síria”, escreve Putin.

Ele afirma que a Rússia não está zelando pelo governo sírio, mas sim pela lei internacional.

Putin voltou a dizer que os ataques com armas químicas do dia 21 de agosto – citados como pretexto pelos americanos para agir na Síria – foram na verdade realizados por forças da oposição ao regime de Bashar al-Assad para “provocar intervenção por entidades estrangeiras poderosas”.

“Um ataque aumentaria a violência e desencadearia uma nova onda de terrorismo.”

Vladimir Putin, presidente russo

“Relatos de que militantes estão preparando outro ataque – desta vez contra Israel – não podem ser ignorados”, escreve o presidente russo.

“É alarmante que intervenções militares em conflitos internos de países estrangeiros virou algo comum para os Estados Unidos. Isso está no interesse de longo prazo dos Estados Unidos? Eu duvido.”

O secretário americano de Estado, John Kerry, deve encontrar-se nesta quinta-feira em Genebra com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, para discutir uma proposta russa para resolver a crise.

O governo de Putin propõe que o arsenal químico da Síria seja colocado sob controle de forças internacionais. A proposta foi aceita pelo regime sírio, e fez com que os Estados Unidos interrompessem, por ora, o plano de ação militar na Síria, para intensificar o trabalho diplomático.

Fonte: BBC Brasil

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Brasil Defesa Mísseis Sistemas de Armas Tecnologia

JF-17 Thunder armado com o MAR-1

JF-17 Thunder Pakistan Air Force PAF C-802A Anti-ship Missile SD-10A BVRAAM PL-5E II WVRAAM  500 kg LS-6 Satellite Inertially Guided Bomb LT-3 LT-2LS-500J Laser  HAFER H-4PGM RAAD MAR-1 (3)

O MAR-1 é um míssil tático fabricado pela MECTRON Organização Odebrecht Defesa e Tecnologia do tipo ar-superfície, anti-radiação com guiamento passivo por radar com múltipla opção de banda para ataque a sistemas de defesa antiaérea baseadas em terra ou em plataformas marítimas.mar-1-b1

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

#    Tático

#    Última geração

#    Autodiretor passivo

#    Guiagem multimodal

#    Alcance maximizado

#   Flexibilidade e agilidade no planejamento e determinação de missões

#   Alta precisão e seletividade

#   Contra-contra medidas

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Defesa Defesa Anti Aérea Tecnologia

NOTICIADO O DESENVOLVIMENTO PARA A MARINHA RUSSA DE UMA VARIANTE NAVAL DO PANTSIR

pantsir-s1Preâmbulo, por Gérsio Mutti
Essa variante naval do Pantsir, ora em cogitação pelas autoridades navais russas irá guarnecer as mais variadas classes de navios da Marinha Russa, a partir de 2017.
A Marinha do Brasil (MB), que em breve receberá uma configuração do Pantsir-S1, na minha modesta opinião, deveria demonstrar interesse por essa linha de pesquisa, enquanto ainda estão sendo definidos os parâmetros dessa nova modalidade de pantsir para emprego naval pela Marinha Russa.
Creio que, sabiamente, assim fez a Força Aérea Brasileira (FAB) ao integrar-se ao desenvolvimento do míssil de 5ª geração A-Darter da Denel Dynamics sul-africana, e hoje tem em seu acervo de mísseis um moderníssimo míssil no estado da arte.
A matéria vinculada no Plano Brasil, como sugestão, já não é mais uma aposta, mas um fato em andamento e pela determinação das autoridades russas, nos próximos 4 anos deveremos ter essa variante naval do Pantsir em operação.
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Em tempo, acesse matéria do Plano Brasil postada ontem, quarta-feira, 11/09/2013 : PANTSIR-S1 PARA A DEFESA ANTIAÉREA DOS NAVIOS DA MARINHA DO BRASIL. TAL SUGESTÃO É VIÁVEL? 
Para ler a matéria completa em inglês da Ria Novosti, Russia to Arm Warships With Pantsir Air Defense System, acesse a fonte
Fonte: Ria Novosti 

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Defesa Negócios e serviços

NAVANTIA VAI FORNECER SISTEMA DE CONTROLE DE MOTOR PARA CORVETA DA MARINHA DO BRASIL

“Neste momento também está sendo oferecido, juntamente com a empresa alemã MTU, um novo motor para o programa de modernização das Fragatas da Classe Niterói. Por outro lado, a Navantia também apresentou proposta para o projeto, construção e transferência de tecnologia de 05 Fragatas, 05 Navios Patrulha e um Navio de Apoio Logístico (Programa PROSUPER ) e está participando de concorrências para a construção de outros navios, como: Porta-Aviões, Navios Anfíbios e Navios Oceanográficos.”

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Navantia vai fornecer sistema de controle de motor para Corveta da Marinha do Brasil
Guilherme Wiltgen, DAN
A Marinha do Brasil anunciou a assinatura de um contrato com a Navantia, para fornecer o sistema de controle do motor de propulsão de uma Corveta da classe Inhaúma. Além disso, existe a possibilidade de se modernizar também as restantes, em um total de cinco unidades*.

O valor do contrato é de € 1 milhão para um navio, e representa uma carga de trabalho de cerca de 6.000 horas para o controle de sistemas de motor. A importância deste contrato se dá pelo bom posicionamento da Navantia no Brasil e a possibilidade de futuros contratos com um pontecial cliente.

Neste momento também está sendo oferecido, juntamente com a empresa alemã MTU, um novo motor para o programa de modernização das Fragatas da classe Niterói. Por outro lado, a Navantia também apresentou proposta para o projeto, construção e transferência de tecnologia de 05 Fragatas, 05 Navios Patrulha e um Navio de Apoio Logístico (Programa PROSUPER ) e está participando de concorrências para a construção de outros navios, como: Porta-Aviões, Navios Anfíbios e Navios Oceanográficos.

NOTA do EDITOR: Como no texto a Navantia se refere a um total de cinco unidades, e levando em conta que Classe Inhaúma é composta por quatro, entendemos que esperam também fornecer para a Coverta Barroso.

Fonte: Navantia via Defesa Aérea & Naval 

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Conflitos

E a Contra-Espionagem Brasileira? como se encontra?

“Se o governo e a população ficar achando que atividade de inteligência ainda é fruto de um passado triste na história do Brasil, e também representa “porão”, o país só perde em competitividade e segurança.” Fábio Pereira Ribeiro.

Fábio Pereira Ribeiro, 08/07/201

fabiomkt@uol.com.br

Dias atrás escrevi aqui no Blog EXAME Brasil no Mundo sobre o Serviço de Inteligência, e vendo os últimos acontecimentos da novela Estados Unidos X Snowden, o governo federal brasileiro se mostra cada vez mais ineficiente no tema “Inteligência e Espionagem”. Já falei diversas vezes sobre a temática, e quanto o governo, por algum fantasma do passado relega à atuação da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) às traças. É notório e perceptível, o descontentamento dos diversos agentes e operadores de inteligência, e também a falta de conexão do serviço secreto de Estado com os diversos serviços de inteligência na estrutura do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN).

Mas o pior é ver as declarações do governo federal, através dos ministros, tanto do Itamaraty, como também das telecomunicações, em estarem perplexos com as atividades americanas em território brasileiro. Me pergunto, pois era mais do que explícito, anos atrás, e até hoje, a atuação de agentes de inteligência em território brasileiro através de cobertura diplomática, e com autorização do próprio governo brasileiro.

Pós o 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos ampliaram suas redes de inteligência com o objetivo de Guerra ao Terror, e com isso os países parceiros foram solidários em dar apoio ao próprio sistema. Como Barack Obama afirmou, qualquer potência tem por dinâmica e prática o desenvolvimento de atividades de inteligência estratégica, por quê um chefe de Estado, ou ministro brasileiro iria ficar perplexo com isso?

Outro ponto, nós brasileiros tivemos que engolir o sistema de controle de segurança portuária ISPSCODE, que literalmente afronta a soberania de qualquer país, mas pela parceria, nós fomos obrigados à adequar os portos brasileiros. Sem contar que o próprio sistema é um ponto de coleta de dados estratégicos.

Outro ponto, durante anos o Brasil aceitou, ou ainda aceita, agentes da DEA (agência americana de inteligência contra o narcotráfico) em território brasileiro, sem contar agentes da própria CIA com cobertura diplomática na famosa Tríplice Fronteira, que para os americanos é um verdadeiro “hotel para terroristas planejarem ações”.

O governo brasileiro não pode se mostrar perplexo, e nem cego com isso, o mesmo deve potencializar as atividades de inteligência através da ABIN e das Forças Armadas, e também potencializar o trabalho de Contra Espionagem, que é a salva guarda das informações estratégicas do país, e pelo visto, a turma da contra espionagem deve estar em uma geladeira só. Até semana passada, muitos gritavam que o Brasil não tinha ameaça. Pelo contrário, um país tão importante e grande em sua geopolítica, com certeza é um alvo prioritário para a espionagem internacional.

Um país com os condicionantes de política externa como o Brasil tem, com certeza é um alvo prioritário. Veja alguns pontos:

– Pré Sal

– Amazônia

– Crescimento das ameaças em Narcotráfico e Contrabando de Armamento

– Fronteiras desguarnecidas

– Baixos indicadores de segurança em Tecnologia da Informação

– Políticas de Inteligência e Defesa ainda truncadas

– Vasto território adquirido por chineses e outros grupos multinacionais

– Amplo território biológico para bio pirataria

– Diversidade de atuação de organizações não governamentais em territórios indígenas

– Sérios problemas diplomáticos e de segurança internacional com os vizinhos

– Nióbio (maior reserva do mundo no Brasil)

– Outras riquezas minerais concentradas

– Reservas de água mineral (aqüíferos)

– Urânio

– Políticas de aproximação com países fora do eixo de relacionamento com os Estados Unidos e Europa

– Alimentação

Bom, a lista é bem grande, mas estes são alguns exemplos, sem contar a preocupação de países da Europa, e o próprio Estados Unidos em relação ao futuro político do Brasil, considerando inclusive a carga de investimentos no país.

Mas analisando o evento em si, me pergunto, onde está a Contra Espionagem Brasileira? Por quê a ABIN não se pronunciou? Por quê a Polícia Federal irá atuar? E o investimento e a política de inteligência do país, estão na gaveta?

Se o governo e a população ficar achando que atividade de inteligência ainda é fruto de um passado triste na história do Brasil, e também representa “porão”, o país só perde em competitividade e segurança.

As declarações que o governo, e outros políticos prestaram até agora, literalmente demonstram que estamos mais para Clouseau do que para James Bond. Se temos uma política séria de inteligência, com certeza a Contra Inteligência brasileira já deveria estar trabalhando nisso a muito tempo, e por sinal, o próprio jornalista que escancarou as informações do espião Snowden, já vive algum tempo no Brasil, será que a contra espionagem brasileira não sabia disso? Se a ABIN tivesse um foco de Estado exterior, e mais estratégico, em vez de receber missões para monitorar políticos e movimentos sociais, com certeza este assunto Estados Unidos seria de menor impacto para o país.

O governo brasileiro já deve partir de um pressuposto, que os Estados Unidos sempre, e cada vez mais intenso, utilizarão da espionagem como arma de seu poder mundial. E quanto mais o Brasil crescer no sistema internacional, mais o país se tornará prioridade de inteligência. É muito piegas achar que isso não aconteceria.

Fonte: Exame 

 

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Segredos brasileiros são bisbilhotados há décadas por outros países

Segredos brasileiros são bisbilhotados há décadas por outros países

MÁRIO CHIMANOVITCH
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A denúncia do ex-técnico da NSA Edward Snowden de que os EUA usam métodos sofisticados para nos espionar, que gerou furor nos meios governamentais, não deveria ter causado tanta comoção.

Casos ocorridos nos anos 80 e 90, e até antes, mostram que os segredos políticos e tecnológicos do Brasil são bisbilhotados há décadas não só pelos americanos, mas também por franceses, israelenses e sabe-se lá quem mais.

Documentos ultraconfidenciais do extinto Serviço Nacional de Informações revelam que várias instituições do governo e indústrias estratégicas foram alvo permanente de espionagem externa –os mais visados eram o CTA (Centro Técnico Aeroespacial) e o Instituto de Estudos Avançados da Aeronáutica, em São José dos Campos (SP).

Com o SNI voltado para o “inimigo interno”, a atividade de contraespionagem era praticamente nula no Brasil. Mesmo assim, vez por outra, investigavam-se agentes de “países amigos”, como John James Gilbride Jr., que também utilizava os nomes John Gilbraith ou Jack O’Brian.

Credenciado como vice-cônsul para assuntos econômicos, fachada comumente usada pela CIA no exterior, operou no Brasil de 1988 a 1992, nos consulados dos EUA no Rio e em São Paulo.

Estava empenhado em recrutar cientistas e pesquisadores do CTA, principalmente do programa aeroespacial. Deixou o país quando já estava “queimado” –ou seja, identificado como agente empenhado em ações prejudiciais a interesses brasileiros.

Apurou-se que Gilbride nunca fora diplomata de carreira. O assunto foi encoberto, já que o governo do Brasil queria evitar a eclosão de um escândalo diplomático.

O espião americano marcara almoço com importante cientista brasileiro numa churrascaria da alameda Santos (SP). Os agentes brasileiros que o vigiavam descobriram ser impossível pôr escutas no local devido à fortíssima interferência das antenas de rádio e TV. Terminado o almoço, o americano despistou nada menos que 11 agentes.

O interesse estrangeiro recaía também sobre os centros de pesquisa de universidades como a Unicamp e a USP, com tentativas persistentes de aliciar técnicos e cientistas.

Entre 1983 e 1985, a então Telesp, hoje Vivo, teve roubados carros e macacões dos serviços de manutenção. Após os furtos, a Polícia Federal localizou gravadores em postes do Vale do Paraíba.

Esses grampos –especulou-se– objetivavam registrar telefonemas de pessoas ligados ao setor aeroespacial.

MORTE MISTERIOSA

A misteriosa morte do tenente-coronel José Alberto Albano do Amarante, da Aeronáutica, em 3 de outubro de 1981, evidenciou a atuação de um espião do Mossad, o célebre serviço secreto de Israel.

Nos anos 70, o Brasil desenvolvia secretamente um programa nuclear para fins militares. Parceria com o Iraque assegurava os altos recursos financeiros necessários à sua execução; em troca, os iraquianos teriam acesso aos conhecimentos tecnológicos dos cientistas brasileiros.

O responsável pelo programa na Aeronáutica era Amarante, engenheiro eletrônico pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica visto como o pai da pesquisa nuclear no país.

Em outubro de 1981, ele foi atacado por uma leucemia galopante: morreu em dez dias. Sua morte passou a ser investigada pela Aeronáutica –teria sido contaminado de propósito por radiação.

A família acreditava que o cientista fora morto pelos serviços secretos de EUA e Israel, mas nada se comprovou. Na época, a mulher de Amarante contou que ele se queixava de ser seguido quando ia a SP ou ao Rio. Depois, quando seus restos mortais foram exumados para novo enterro no Rio, a família constatou sinais de violação da sepultura.

Amarante fundara o Laboratório de Estudos Avançados, grande centro de estudos destinado a se constituir na espinha dorsal da pesquisa nuclear do país. Seu objetivo era ambicioso: desenvolver o enriquecimento de urânio por raios laser (usados para detonar a reação nuclear), em vez do sistema de centrífugas, mais oneroso e lento.

No exterior, cresciam as suspeitas de que as experiências objetivavam desenvolver armas nucleares, o que sempre foi negado pelo Brasil.

ESCUTAS NO HOTEL

As investigações sobre a morte de Amarante revelaram a existência de um misterioso personagem, Samuel Giliad ou Guesten Zang, um israelense nascido na Polônia, que lutara contra os alemães na Segunda Guerra.

O israelense, apelidado de “Mister Pipe” por fumar cachimbo, chegou a São José em 1979 para gerir o Hotel Eldorado, o principal da cidade, que hospedava muitos estrangeiros, civis e militares, envolvidos em atividades industriais e científicas na área.

Extremamente simpático, Giliad mancava de uma perna devido a um tiro levado na guerra, contava. Hábil, instituiu no Eldorado reuniões sociais de secretárias e gerentes de indústrias, gente solitária capaz de soltar a língua estimulada por drinques. Assim, tinha acesso a informações valiosas: sabia quais delegações visitavam quais indústrias da região e, sempre que possível, a razão das visitas.

O israelense tentou se aproximar de Amarante, mas o oficial o repelia: nunca atendeu a nenhum convite. Passou a frequentar o dentista que atendia Amarante, procurando marcar horários logo depois dos do oficial.

O coronel aborrecia-se com a insistência, e suas suspeitas cresceram quando o dentista o alertou das perguntas que Giliad fazia: “O que é que a Aeronáutica está construindo em Cachimbo (Pará)? Ouvi dizer que se trata de uma grande pista de pouso. Mas para que servirá, se já existem as de Manaus e Belém?”.

Era em Cachimbo que estava sendo preparado o local para a primeira experiência do projeto nuclear brasileiro.

Diante dessas perguntas, o alarme foi dado, e Giliad passou a ser vigiado de perto. Descobriu-se que ele tinha cinco passaportes com nomes diferentes e instalara escutas nos quartos e demais dependências do hotel, para ouvir hóspedes e empregados.

Após dois anos, o israelense bateu em retirada de forma hábil quando percebeu que a vigilância crescia: publicou anúncio num jornal local procurando uma acompanhante para dividir despesas numa viagem à Argentina.

O Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica errou ao responder ao anúncio enviando um agente (homem). Percebendo que fora desmascarado, Giliad deixou a cidade e desapareceu.

Foi durante a ação do agente israelense em São José que a mídia internacional revelou que o Brasil fazia remessas secretas de urânio enriquecido ao Iraque, disfarçadas em material bélico da Avibrás.

Foi também durante a sua estada na região que o “Latin America Weekly Report” noticiou a misteriosa morte de Amarante, expondo suas atividades secretas com impressionante riqueza de detalhes.

Finalmente, quando se divulgou, em 1981, a história das remessas secretas, o Mossad já sabia de tudo e as documentara com fotos. O episódio brasileiro, acreditam os especialistas, serviu como manipulação da opinião pública para que Israel justificasse seu bem-sucedido ataque aéreo ao complexo atômico de Tamuz, no Iraque.

Fonte: Folha 

 

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Sistema de contramedidas do EC725 passa por testes em voo

Foto: Anthony Pecchi/Helibras

Roberto Valadares Caiafa

Projeto H-XBR das Forças Armadas Brasileiras

A Helibras realizou com sucesso a campanha de ensaios em voo do sistema lançador de contramedidas “chaff & flare” do helicóptero EC725.

O projeto de integração, inédito no Brasil para esse modelo de aeronave, representa o cumprimento pela Helibras de mais uma importante etapa do Projeto H-XBR, que até 2017 dotará as Forças Armadas Brasileiras de 50 novos helicópteros EC725, com um índice de conteúdo agregado nacional superior a 50%.

Desenvolvido pelo Centro de Engenharia da Helibras, sob direção do engenheiro Walter Filho, esse sistema de autoproteção de aplicação militar é utilizado para detectar e identificar ameaças contra a aeronave e são capazes de enganar mísseis guiados por calor ou radar.

Os ensaios executados, que também são inéditos no país, fazem parte da campanha de certificação militar das versões operacionais do Projeto H-XBR junto ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) através de seu Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

Foram realizados seis voos no helicóptero protótipo “BRA05” para execução de uma ampla variedade de testes dos sistemas integrados, que comprovaram a separação segura dos cartuchos de pirotécnicos em todo o envelope de operação do helicóptero.

Os voos do EC725 foram comandados por uma tripulação brasileira da Helibras, composta pelo piloto de provas Patrik Correa e pelo engenheiro de ensaios em voo Dreyfus Silva.

Os voos de ensaio ocorreram na área de ensaios SBR 309 (Área Restinga) da Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, no início do mês de agosto, graças à coordenação do GAC-HB/COPAC, por meio de sua gerência técnica, com as colaborações da Força Aérea Brasileira (FAB), que cedeu as instalações da Base Aérea para a campanha, e da Marinha do Brasil, que forneceu um helicóptero Super Puma AS332 L1 como “aeronave paquera” na função de acompanhamento e verificação da segurança dos testes.

A campanha de ensaios contou ainda com a participação de representantes do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) através de seu Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) e Instituto de Pesquisa em Voo (IPEV).

Projeto H-XBR

O Projeto H-XBR teve origem com a assinatura de um contrato entre o consórcio Helibras/Eurocopter e o Comando da Aeronáutica, em 2008, no valor de € 1,9 bilhão, que pela primeira vez contemplou uma aquisição conjunta pelas três Forças Armadas de 50 helicópteros multimissão de grande porte EC725, com o comprometimento  da empresa em fabricar essas aeronaves no país e com recursos nacionais, que envolvem um ambicioso programa de transferência de tecnologia integrado por 22 projetos de cooperação industrial e sete de offset.

O investimento total pela Helibras/Eurocopter é de R$ 420 milhões, valor que contempla as instalações físicas, os programas de treinamento, e todas as obras e inovações necessárias ao projeto de produção dos helicópteros.

Por meio desse acordo, as aeronaves que a Helibras passou a produzir em sua fábrica em Itajubá, Minas Gerais, terão um conteúdo nacional agregado superior a 50%, capacitando assim órgãos e empresas de defesa brasileiras no domínio das tecnologias envolvidas e oferecendo incentivos para o desenvolvimento da indústria nacional.

No que diz respeito à cadeia de fornecedores, a Helibras já contratou 37 empresas brasileiras que vêm realizando a fabricação de partes, peças e serviços, com o acompanhamento de representantes das três Forças Armadas, garantindo a efetiva transferência de tecnologia exigida pelo governo brasileiro para o programa. Até este ano, já foram entregues 7 unidades dos EC725, produzidos inicialmente na França para cumprir com as datas do contrato.

Os próximos helicópteros já se encontram em Itajubá, alguns em fase de testes finais e que devem ser entregues no início de 2014. Dentre eles está a unidade que serve de modelo para o desenvolvimento e a integração de sistemas, a primeira a passar por todos os estágios da linha de produção da empresa em Minas Gerais.

Fonte: Tecnologia & Defesa

 

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Morre o projetista Nelmo Suzano

Nelmo Suzano e sua submetralhadora S.M. MOD.3

Ronaldo Olive

Aos 83 anos de idade, faleceu no Rio de janeiro neste último dia 4 de Setembro o projetista Nelmo Suzano. Infelizmente, este capixaba internacionalmente reconhecido por diversos projetos avançados de armas de fogo não conseguiu receber o desejável apoio em nosso país para levar adiante a maioria de suas ideias.

A partir da metade da década de 1950, ele e seu amigo Olympio Vieira de Mello Filho (criador da submetralhadora Uru) trabalharam juntos na fabricação artesanal de fuzis de caça nos chamados calibres africanos (. 458 Winchester Magnum, .460 Weatherby Magnum, .470 Nitro Express, etc.), armas de excepcional qualidade e que, até hoje, fazem parte de valiosas coleções particulares.

Algum tempo depois, fazendo parte da firma carioca Bérgom S.A., desenvolveu diversos modelos de submetralhadoras 9x19mm, alguns dos quais atingindo a fase de reduzidos lotes de pré-série.

Lado a lado, dois inesquecíveis protótipos LAPA do início da década de 1980, o fuzil LAPA “bullpup” calibre 5,56x45mm e a carabina calibre .22LR de tiro seletivo.

Em 1978, ele começou a trabalhar independentemente no desenvolvimento de um fuzil “bullpup” calibre 5,56x45mm, cujo protótipo F.A. MOD. 3 ficou pronto em 1982 através da firma LAPA – Laboratório de Projetos de Armamento Automático.

Submetido a testes oficiais de homologação pelo Exército no Campo de Provas da Marambaia, enfrentou sérios problemas, todavia, diretamente atribuídos à qualidade da munição nacional então utilizada. Fatores internos de administração na firma, acabaram forçando o abandono do projeto.

Também pela LAPA, ele construiu protótipos de uma submetralhadora 9×19 mm, a S.M. MOD. 3 (aprovada na Marambaia), e duas carabinas calibre .22LR, uma delas, de tiro seletivo.

Nelmo Suzano, posteriormente, fez trabalhos de projetos para a ENARM, com sede em Nova Friburgo, RJ, deles resultando protótipos de uma espingarda de repetição calibre 12, a Pentagun, e de compactas submetralhadoras 9×19 mm, as MSM.

Em 1998, numa tentativa final, o brilhante projetista criou uma firma (N.S. Projetos Termobalísticos S/C Ltda.) com a qual procurou levar viabilizar três projetos de armas 5,56x45mm também em configuração “bullpup”, um fuzil de assalto, uma carabina e uma metralhadora leve de apoio. Não conseguiu.

Seu estado de saúde gradualmente agravou-se nos últimos anos.  Nelmo deixa uma irmã e incontáveis amigos e reais apreciadores de seu trabalho.

Fonte: Tecnologia & Defesa

 

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Humor: Jogos de guerra

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TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS

teoria da janela quebradaSugestão: Ronaldo Leão Correa

Há alguns anos, a Universidade de Stanford (EUA), realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor, abandonadas na via pública. Uma no Bronx, zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.

Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram.Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.

Mas a experiência em questão não terminou aí. Quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os pesquisadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto. O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por quê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso? Evidentemente, não é devido à pobreza, é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.

Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma idéia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação. Faz quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras. Induz ao “vale-tudo”. Cada novo ataque que a viatura so fre reafirma e multiplica essa idéia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.

Baseados nessa experiência, foi desenvolvida a ‘Teoria das Janelas Partidas’, que conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores. Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.

Se se cometem ‘pequenas faltas’ (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar com o sinal vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e delitos cada vez mais graves.Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pesso as forem adultas.

Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas, estes mesmos espaços são progressivamente ocupados pelos delinquentes.

A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: lixo jogado no chão das estações, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.

Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de ‘Tolerância Zero’. A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às norm as de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.

A expressão ‘Tolerância Zero’ soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinqüente, pois aos dos abusos de autoridade da polícia deve-se também aplicar-se a tolerância zero.

Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito.Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

Essa é uma teoria interessante e pode ser comprovada em nossa vida diária, seja em nosso bairro, na rua onde vivemos.

A tolerância zero colocou Nova York na lista das cidades seguras.

Esta teoria pode também explicar o que acontece aqui no Brasil com corrupção, impunidade, amoralidade, criminalidade, vandalismo, etc.

Reflita sobre isso!

Fonte: ClinicaAlamedas

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Defesa Sistemas de Armas

Comparação entre os DDG Type 052C/D

 

Lado a lado a comparação dos  Destroyers,   Type 052D  e Type 052C  do PLA Navy Te a nova versão do sistema de lançamento vertical de mísseis com 64 células.

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Agência de espionagem dos EUA passa dados a Israel

A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) passa rotineiramente informações de inteligência a Israel sem antes eliminar detalhes sobre cidadãos americanos, disse o jornal britânico Guardian nesta quinta-feira, citando documentos obtidos pelo ex-técnico de inteligência dos EUA Edward Snowden.

De acordo com um memorando que teve seus termos definidos em março de 2009, a NSA partilha com Israel informações que podem incluir detalhes de telefonemas e emails interceptados de cidadãos dos EUA, sem nenhuma restrição jurídica para o uso desses dados pelos israelenses, segundo o jornal.

De acordo com a reportagem, o fornecimento de dados brutos a outro país contraria as garantias dadas pelo presidente dos EUA, Barack Obama, segundo quem a privacidade de cidadãos comuns seria protegida.

O memorando de cinco páginas salienta que os direitos dos americanos à privacidade deveria ser respeitado, mas mesmo assim autoriza Israel a receber “inteligência de sinais” (Sigint, na sigla em inglês) bruta, sem passar por um processo de “minimização” para salvaguardar a privacidade.

“A Sigint bruta inclui, mas não se limita a, transcrições não avaliadas e não minimizadas, resumos, fac-símiles, telex, voz e metadados e conteúdos da Rede Digital de Inteligência”, diz o memorando citado pelo Guardian.

O acordo, que permite a Israel reter durante até um ano certos dados que contenham identidades de cidadãos dos EUA, declarava que esse material não seria filtrado de antemão pela NSA, segundo o jornal. Embora os israelenses concordassem em não visar deliberadamente a americanos que fossem identificados, não havia meio legal de garantir isso.

Em resposta à reportagem, a NSA divulgou nota negando que detalhes pessoais de cidadãos americanos tenham sido incluídos nos dados entregues a Israel, e declarando que a prática atendia às regras sobre a privacidade, disse o Guardian. “Sempre que partilhamos informações de inteligência, cumprimos todas as regras aplicáveis, incluindo as regras para proteger informações pessoais dos EUA”, disse a agência em nota.

REUTERS

Fonte: Terra

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Governo suspende testes de submarinos nucleares devido à falha do míssil Bulavá

Ekaterina Turícheva, Reportagem combinada

Realizado na sexta-feira passada (6) a partir do mar Branco contra um alvo no campo de provas de Kura, em Kamtchatka, o lançamento do Bulavá integrava os testes finais do submarino atômico Aleksandr Névski.

Governo suspende testes de submarinos nucleares devido à falha do míssil Bulavá

No dia do lançamento falhado, o submarino nuclear Iúri Dolgorúki, o principal porta-mísseis submarino da classe Borei, projetado para lançar o míssil Bulavá chegou a seu porto de matrícula na península de Kola Foto: ITAR-TASS

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa, o “míssil saiu bem do tubo de lançamento e sofreu uma falha em seu sistema de bordo no segundo minuto de voo”. O teste final de lançamento do Bulavá era esperado desde o outono do ano passado.

Após o fracasso, o responsável pela pasta, Serguêi Choigu, mandou suspender os testes finais dos submarinos nucleares Aleksandr Névski e Vladímir Monomákh “e realizar cinco lançamentos extra”. Isso significa que a entrada do primeiro submarino do projeto 955 da classe Borei Aleksandr Névski na Marinha russa foi adiado sem data definida.

Especialistas da aérea sugerem que os novos submarinos de quarta geração dificilmente poderão ser adotados este ano. Porém, o diretor  da revista “Independent Military Review”, Víktor Litóvkin, acredita que o lançamento mal sucedido do Bulavá não afetará o programa de construção de novos submarinos da classe Borei, que devem chegar a oito unidades em 2018.

“É desagradável, mas não é um grande problema. O mais importante é que os submarinos e os mísseis funcionem bem e não falhem na hora certa. Falhas são coisas que acontecem. Prova disso é a experiência dos EUA que, há vinte anos, testam o míssil antimíssil GBI sem resultado”, conclui Litóvkin.

Apesar da falha no Bulavá, a rampa de lançamento do Aleksandr Névski funcionou perfeitamente. As causas do acidente com o míssil serão investigadas por uma comissão especial de inquérito, presidida pelo Comandante Geral da Marinha da Rússia, o almirante Vladímir Tchirkov.

Espera-se que, depois de 2018, os submarinos do projeto 955 da classe Borei venham a constituir o núcleo do potencial estratégico naval da Rússia. Quando isso acontecer, os submarinos dos projetos 941 (Tubarão ou Tufão, na classificação da Otan) e 667 BDR e BDRM (Lula e Murena ou  Delta-3 e Delta-4, na classificação da Otan) serão retirados do serviço.

Fonte: Gazeta Russa