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5 novidades da indústria armamentista russa no Maks-2013

5 novidades da indústria armamentista russa no Maks-2013
2/09/2013 Boris Egorov, Gazeta Russa

Após visitar o Salão Internacional de Aeronáutica e Espaço Maks-2013, a Gazeta Russa reuniu as principais inovações da indústria armamentista russas apresentadas no evento em Jukovski, na região de Moscou.

Famosa equipe de acrobacias aéreas “Cavaleiros da Rússia” fizeram show aéreo durante o Maks-2013 Foto: Ministério da Defesa da Federação Russa / mil.ru

Radar para o Caçador Noturno

O Consórcio Tecnologias Radioletrônicas (Kret, na sigla em russo) apresentou um novo radar N025E, que não tem par no mundo e será instalado a bordo do helicóptero de combate Mi-28N (mais conhecido como caçador noturno). A novidade é o fato de o módulo transmissor e receptor do radar e suas antenas serem colocados acima das pás da aeronave. Isso permite manter a tripulação informada sobre a situação no campo de batalha enquanto o helicóptero fica em um abrigo. Além disso, o radar avisa a tripulação de objetos e formações meteorológicas perigosos para o voo e ajuda o equipamento eletrônico de bordo a traçar um trajeto mais seguro.

 

TU- 214R , um dos aviões mais secretos da Rússia

Pela primeira vez, o público teve a oportunidade de ver um dos aviões mais secretos da Rússia, o TU- 214R. Projetado para missões de reconhecimento radiotécnico e opto-eletrônico a partir do avião de passageiros Tu- 214, o avião apareceu pela primeira vez em fotos em maio de 2012.

O avião será utilizado no programa internacional Céu Aberto, que permite aos países signatários sobrevoar os territórios uns dos outros para monitorar suas atividades militares. De acordo com os especialistas, o Tu- 214R deverá ser uma alternativa ao Il -20M, operado pelas Forças Armadas russas há 40 anos. Especula-se que o Ministério da Defesa poderia comprar o novo avião de reconhecimento, depois de responsável pela pasta, Serguêi Choigu, ter visitado o salão.

Foto: Olga Sokolova

Aeróstatos

O centro de pesquisa e desenvolvimento de Dolgoprudni, nos arredores de Moscou, apresentou rampas móveis de lançamento de balões de 60 e 80 metros cúbicos, destinados a monitorar áreas geográficas específicas. Os balões podem subir a uma altura de 300 metros e levar a bordo retransmissores de comunicação, analisadores, filmadoras e termovisores e outras cargas úteis com um peso não superior a 15 kg. As rampas podem ser instaladas em um automóvel com capacidade de carga de até três toneladas. Os balões são mais práticos e mais baratos do que aviões ou helicópteros no monitoramento de focos de incêndios florestais.

Foto: Boris Egorov

O primeiro protótipo do Ka-62

A holding Russian Helicopters apresentou o primeiro protótipo do helicóptero multimissão Ka-62 equipado com os aviônicos mais recentes, além de pás e célula feitas de materiais poliméricos compostos. No futuro, será  possível compatibilizar a aeronave com o sistema europeu de localização por satélite Galileo, projetado pela União Europeia e a Agência Espacial Europeia em cooperação com a China, Israel, Coreia do Sul, Ucrânia e Rússia.

O Ka-62 foi projetado para transportar 12 a 14 passageiros ou 2,5 toneladas de carga pendurada em seu gancho externo. Pode ser usado para atender a demandas do setor de gás e petróleo, assim como operações de busca e resgate. Espera-se que a aeronave receba a certificação até o final de 2014 e que o primeiro lote de helicópteros seja entregue aos clientes em 2015.

Ka-62 Foto: Boris Egorov

Míssil terra-ar Vítiaz

O consórcio Almaz-Antei apresentou um novo sistema de mísseis antiaéreos de médio alcance, o S-350E Vítiaz (Cavaleiro). O novo sistema utiliza um radar capaz de localizar alvos a 360ª e um posto de comando instalados em um automóvel, assim como mísseis de médio alcance usados pelo sistema de defesa antiaérea S-400 e mísseis de curto alcance.

No futuro, o sistema Vítiaz deverá substituir parcialmente os S-300 obsoletos e completar o escudo de defesa antiaérea e antimíssil da Rússia, que integrará também os novos sistemas S-400 e S-500.

Fonte: Voz da Rússia

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Defesa Defesa em Arte Destaques Sistemas de Armas

MV-22 Osprey Tiltrotor em testes de reabastecimento aéreo com um Super Hornet da Marinha dos EUA

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Defesa Fotos do Dia Sistemas de Armas Vídeo

Vídeo – Veiculo de Transporte de Pessoal para Marinha – by BAE/IVECO

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Conflitos Geopolítica Inteligência

‘Furiosa’, Dilma quer desculpas formais para manter visita aos EUA

A presidente da República reage durante evento no Palácio da Alvorada, em Brasília – Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

A presidente Dilma Rousseff está “furiosa” após uma reportagem apontar que o governo dos EUA espionou suas comunicações privadas. Ela pode cancelar a viagem de Estado que tem marcada para Washington em outubro e reduzir os laços comerciais, a não ser que receba um pedido público de desculpas, disse uma fonte de alto escalão do governo brasileiro nesta quarta-feira.

 

Fonte: Terra

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Conflitos Destaques Geopolítica

Comissão do Senado dos EUA aprova ação militar na Síria

Cláudia Trevisan

A Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA aprovou nesta quarta-feira, 5, uma resolução para a intervenção militar na Síria. O projeto, aprovado por 10 votos a 7, dá a autorização para o presidente Barack Obama realizar uma ação militar limitada, sem enviar tropas americanas ao território sírio ou ultrapassar 90 dias de ataque.

O texto modifica a proposta enviada pelo presidente americano no sábado, quando ele anunciou que buscaria autorização do Congresso, depois de quase uma semana de movimentação que indicava uma ação iminente. Além do limite de tempo e da proibição de tropas, a proposta de resolução aprovada também exige que o governo apresente ao Congresso sua estratégia para que uma “solução política” seja alcançada na Síria.

O texto terá que ser votado pelo plenário do Senado na próxima semana, quando acaba o recesso parlamentar.

Obama justifica que uma ação na Síria é essencial para impedir que armas químicas sejam usadas novamente. Washington afirma ter provas de que o governo do presidente sírio, Bashar Assad, usou gás sarin no ataque de 21 de agosto, no qual 1.429 pessoas morreram.

Essa foi a primeira vez que legisladores votaram por autorizar uma ação militar desde outubro de 2002, quando o presidente George W. Bush foi autorizado a invadir o Iraque.

Na Câmara, está em andamento audiência pública na Comissão de Relações Exteriores com os secretários de Estado, John Kerry, de Defesa, Chuck Hagel, e o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, general Martin Dempsey.

Número considerável de parlamentares dos partidos Democrata e Republicano levantam dúvidas sobre a eficácia da ação pretendida por Obama e os riscos que ela envolve, entre os quais uma possível reação de Assad que pode arrastar os americanos para a guerra civil síria.

 

Fonte: Estadão

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Brasil Conflitos Geopolítica Opinião

EUA cogita apoiar à pretensão brasileira de ocupar uma vaga no Conselho de Segurança da ONU

IGOR GIELOW

O governo dos EUA cogita dar apoio à pretensão brasileira de ocupar uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU para tentar aplacar a crise decorrente da revelação de espionagem americana de comunicações da presidente Dilma Rousseff e de seus assessores.

O cenário vem sendo discutido desde anteontem, segundo a Folha apurou, após o Brasil ter usado termos duros para exigir uma resposta à revelação de que a NSA (Agência de Segurança Nacional) americana tinha acesso ao conteúdo de conversas no alto escalão brasileiro.

O principal defensor da medida é o vice-presidente Joe Biden, que já vinha atuando junto ao Palácio do Planalto, tendo telefonado para Dilma logo após a eclosão do escândalo de espionagem em julho –antes, porém, da revelação de que o caso atingia a própria presidente.

A vontade americana mais urgente é salvar politicamente a visita de Estado de Dilma a Washington, em outubro, que ela pode cancelar. E, se possível, recolocar nos trilhos o principal negócio que poderia avançar nela –a venda de caças Boeing F/A-18 Super Hornet ao Brasil.

Há consenso nos meios diplomáticos de que desculpas não resolverão o problema, e de que Biden queimou-se como interlocutor por não ter jogado abertamente no telefonema de julho.

Como já ficou claro à delegação brasileira que foi discutir o monitoramento nos EUA, tampouco há disposição de Washington para mudar protocolos ou compartilhar mais dados.

Assim, restaria o gesto político. Isso ocorreu em 2010, quando Obama fez uma delicada visita à Índia. Naquele momento, o país asiático questionava os elos entre EUA e Paquistão, seu rival histórico, e uma série de questões comerciais.

Obama então fez o anúncio de apoio à pretensão indiana de ter uma vaga no Conselho de Segurança.

Desde então, os laços entre os países se aprofundaram, ainda que a cadeira na ONU permaneça no campo das ideias.

Diplomatas esperavam que o presidente pudesse falar com Dilma amanhã, na reunião do G20 em São Petersburgo, mas até ontem não havia essa sinalização.

A titularidade no conselho, hoje privilégio dos principais vencedores da Segunda Guerra Mundial (EUA, Rússia, Reino Unido e França) mais a China, dá poder de veto em questões como autorização para atacar outros países.

É objeto de desejo da diplomacia brasileira desde o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Há fortes restrições, contudo, à ideia dentro do Departamento de Estado –que era contrário ao endosso a Nova Déli. Setores creem que, além de ser uma promessa de difícil implementação, o apoio causaria desequilíbrio regional em favor do Brasil.

Em relação aos caças, a Folha apurou que o escândalo caiu como uma bomba entre os negociadores da Boeing e do governo americano.

Os norte-americanos haviam tomado a dianteira no negócio, que pode chegar a mais de R$ 15 bilhões, e agora enfrentam um significativo empecilho político na disputa com França (Rafale) e Suécia (Gripen).

Fonte: Folha

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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia

Força Aérea russa renova parque de aeronaves

T50 PAK FA

Ilia Kramnik

O Salão Aeroespacial Internacional MAKS 2013, que terminou em Zhukovski, perto de Moscou, não teve este ano novidades de grande relevo, mas permitiu seguir algumas tendências na construção aeronáutica russa e indústrias correlativas. Os domínios principais de desenvolvimento será o aumento da produção de armas de elevada precisão e o aperfeiçoamento do sistema de comando da Força Aérea.

Resumo do Salão Aeroespacial Internacional MAKS 2013 (fotos)

Aviação militar: dos contratos às perspectivas

Nos próximos anos, a renovação do parque de aeronaves de combate e de transporte militar serão assegurados pelos contratos que já estão em vigor. Estes preveem o fornecimento de mais de 250 aviões de combate, 65 aeronaves de treinamento, 39 aviões de transporte e mais de 400 helicópteros. Os próximos contratos serão assinados em 2014-2016, quando for conhecido o plano de aquisições para a segunda metade desta década e para os primeiros anos da próxima.

No entanto, não deixou de haver novidades na área da aviação militar. Vale a pena destacar o contrato de 80 bilhões com a Corporação Aeronáutica Unida (OAK) para assistência técnica dos aviões da Força Aérea russa. Esse contrato prevê que a corporação se encarregue da manutenção dos aviões por ela fornecidos durante todo o tempo da sua vida útil.

Temos de referir a alteração da base desses contratos. A Força Aérea está passando dos fornecimentos pontuais de novos aparelhos para o reequipamento de unidades de aviação como um todo. Isso foi possível graças ao aumento dos volumes e dos ritmos de produção. Neste momento, a Força Aérea dispõe de unidades totalmente equipadas com bombardeiros Su-34, caças MiG-29SMT, helicópteros Ka-52, Mi-28, Mi-8AMTSh e outros modelos de aviões e helicópteros.

Os fornecimentos de novos aparelhos permitem, antes de mais, elevar a prontidão de combate das Forças Armadas. Os novos aviões e helicópteros trabalham sem falhas e ultrapassam os modelos obsoletos praticamente em todos os parâmetros. Os novos aparelhos também oferecem novas possibilidades. O abastecimento em voo e o vasto leque de armas de elevada precisão permitem reagir a tempo a quaisquer ameaças e abater alvos terrestres com uma maior eficácia e menor número de baixas.

A renovação do parque de helicópteros aumenta consideravelmente a eficácia das Tropas Terrestres. De entre as características mais importantes dos novos aparelhos temos de destacar a maior potência dos seus motores, que permite não só aumentar a sua autonomia de voo, mas também transportar mais materiais e munições, os sistemas aperfeiçoados de pontaria, que permitem realizar combates noturnos ou em condições de baixa visibilidade. Além disso, foi aumentada a capacidade de sobrevivência dos atuais helicópteros de combate, o que irá reduzir as baixas nas tripulações.

T50

Nos próximos anos, a quantidade de unidades de aviação a usar os novos equipamentos aumentará em várias vezes. Isso irá resultar em alterações fundamentais nas capacidades de combate da Força Aérea, o que permitirá reduzir o atraso relativamente às Forças Armadas dos principais países da OTAN. Na sua totalidade, a Força Aérea e a Aviação Naval da Rússia deverão receber até 2020 mais de 600 aviões de combate e mais de 1000 helicópteros, isto sem contar com os aparelhos modernizados.

A parte principal dos aviões de combate que irão ser adquiridos caberá ao gabinete de projetos Sukhoi: caças Su-30, nas suas diferentes modificações, e Su-35, bombardeiros Su-34 e, mais tarde, os caças de quinta geração T-50. Este avião ainda se encontra em fase de testes. No outono deste ano, no centro de testes da Força Aérea russa em Akhtubinsk, irão ter início os seus testes de combate com lançamentos de mísseis e de bombas. O T-50 irá começar a ser fabricado em série aproximadamente em 2015-2016.

A colaboração do segundo fabricante principal de aviões de combate tático, a Corporação Russa de Aeronáutica MiG, ainda está em dúvida. Não recusando oficialmente a possibilidade de adquirir o caça MiG-35, a Defesa não se apressa a assinar o respectivo contrato. Por enquanto, a MiG vive das exportações e do fabrico de aviões embarcados para a aviação naval indiana. Mas essa situação não poderá continuar por muito tempo. Em caso de abandono do desenvolvimento de uma caça ligeiro de quinta geração, a corporação MiG terá de procurar novos caminhos de desenvolvimento. Um deles poderá ser, nomeadamente, o desenvolvimento de veículos aéreos não-tripulados (VANT) de ataque, um tema bastante atual para as Forças Armadas russas.

T50 2

Temos de referir o aumento da atividade de diversas empresas no mercado dos drones. Além de fabricantes tão conhecidos como a Transas, a ZALA Aero e a Enix, também foram apresentados protótipos, por exemplo, da Fábrica de Reparações Aeronáuticas 588 da Bielorrússia. O mercado em crescimento dos VANT, cuja necessidade sentem não só os militares, mas também os organismos civis (do Ministério do Interior aos meteorologistas e geodesistas), estimula o aumento das ofertas. O crescimento da procura de drones na Rússia, nomeadamente, provocou o aumento da atividade dos fabricantes de componentes em todos os países da ex-URSS. A empresa ucraniana Ivchenko-Progress, nomeadamente, desenvolveu uma versão do motor de turbina a gás AI-450 para ser instalado em drones, apesar de ele ter sido projetado inicialmente para helicópteros. O uso de um motor desses em aparelhos russos poderá ter boas perspetivas.

A dinâmica dos fabricantes de componentes foi, de resto, um dos principais destaques do 11º Salão Aeroespacial MAKS 2013. Este é, possivelmente, o melhor indicador da entrada da construção aeronáutica e suas indústrias associadas em “velocidade de cruzeiro”, a indústria está recuperando uma estrutura de cooperação que já se tinha perdido.

Fonte: Voz da Rússia

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Conflitos Inteligência Tecnologia

Brasil teria exportado à ditadura Pinochet toxina que pode virar arma biológica

Por Vasconcelo Quadros – iG São Paulo |

Comissão da Verdade vai investigar a procedência dos lotes produzidos entre 1980 e 1981; Instituto Butantan informa que a exportação da toxina botulínica se destina exclusivamente a finalidades terapêuticas

A Comissão Nacional da Verdade vai investigar a procedência de lotes da toxina botulínica produzidos, supostamente, no Instituto Butantan em São Paulo entre 1980 e 1981, e encontrados em 2008 numa ala do Instituto de Saúde Pública (ISP), que funcionava num porão anexo ao Estádio Nacional, em Santiago, no Chile.

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“Vamos apurar o fundamento da notícia e colaborar com o governo chileno”, disse a advogada Rosa Cardoso, ex-coordenadora da CNV e responsável pelo grupo de trabalho encarregado de esclarecer como funcionou a articulação entre as ditaduras do Brasil, Uruguai, Argentina e Chile na chamada Operação Condor – a cooperação entre os órgãos de informação dos regimes para reprimir militantes da luta armada no exílio.

Reprodução

O governo de Pinochet no Chile foi marcado pela violência e repressão política, sendo responsável pela morte e tortura de opositores

A informação de que o regime do ex-ditador Augusto Pinochet tinha em seu poder um agente biológico de alto poder de destruição foi revelada há três semanas pela ex-diretora do ISP, Ingrid Heitmann em entrevista a agência de notícias alemã DPA.

Heitmann afirmou que os frascos tinham rótulos indicando como procedência o Instituto Butantan e que a quantidade de toxina encontrada “era suficiente para matar meia Santiago”. Ela contou que ao encontrar as caixas com os frascos optou por destruí-los sem, no entanto, formalizar uma apuração e nem informar a presidente do país à época, Michele Bechelet.

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Procurado pelo iG , o Instituto Butantan informou, através de sua assessoria de imprensa, que a exportação da toxina botulínica se destina exclusivamente a finalidades terapêuticas (tratamento de doenças oftalmológicas e neurológicas, por exemplo) e jamais para servir como arma biológica.

O instituto não soube informar se os lotes encontrados em Santiago foram mesmo comercializados entre 1980 e 1981, quando as ditaduras do Brasil e do Chile ainda estavam firmes. Um dos maiores centros de pesquisas biomédicas do mundo, o Instituto Butantan é vinculado à Secretaria Estadual de Saúde do governo paulista.

A toxina botulínica é considerada a mais potente já descoberta. Provoca paralisia progressiva dos músculos e da respiração. Na guerra biológica é despejada em reservatórios de água ou estoques de alimentos. Sem alternativas de tratamento, mata em até 48 horas.

O governo chileno decidiu investigar se a ditadura Pinochet usou armas químicas para eliminar opositores. Segundo Ingrid Heitmann eram duas caixas cheias de ampolas com toxina, guardadas no porão do ISP por 27 anos. Ela diz que incinerou o material.

Fonte: Último Segundo

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Brasil Defesa Tecnologia

Governo apressa projeto de satélite antiespionagem

Lu Aiko Otta

O governo espera iniciar em outubro a construção do satélite geoestacionário brasileiro, um projeto orçado entre US$ 600 milhões e US$ 660 milhões. A iniciativa, que já estava em andamento, ganhou impulso após as denúncias de que as comunicações de dados do Brasil, inclusive as da presidente da República, estariam sendo monitoradas pelos Estados Unidos. Ele deverá entrar em órbita em 2016.

Hoje, o País está numa situação vulnerável. Comunicação de dados, telefonia, sinais de TV paga e até comunicações militares passam pelo satélite da Embratel, empresa que já foi estatal mas foi privatizada em 1997. Hoje, está nas mãos do empresário mexicano Carlos Slim, dono da operadora Claro.

“Alugamos satélite de uma empresa estrangeira”, disse ao Estado o presidente da Telebrás, Caio Bonilha. “Hoje, se tivermos algum problema, não temos controle nenhum sobre ele.” Assim, numa situação de guerra, por exemplo, o satélite pode ter sua posição alterada e inviabilizar as comunicações no País.

O governo quer comprar o satélite e a tecnologia. No mês passado, foi escolhido um grupo franco-italiano, o Thales Alenia Space, para fornecê-los. O satélite vai ser construído pela Visiona, uma joint venture entre a Telebrás e a Embraer, que será uma montadora de satélite. A tecnologia ficará com a Agência Espacial Brasileira (AEB), que vai irradiá-la a partir de um polo em São José dos Campos.

Com o novo satélite, pretende-se também aumentar a segurança das comunicações. Hoje, boa parte dos dados que transitam pelo satélite da Embratel é aberta. No futuro modelo, os dados passarão pela Telebrás.

O equipamento brasileiro também terá dispositivo que desligará terminais não autorizados. Segundo denúncias feitas a partir de documentos do ex-técnico americano Edward Snowden, informações podem ter sido coletadas nas comunicações por satélite. Outro objetivo do satélite brasileiro – para Bonilha, o mais importante do ponto de vista social – é levar internet banda larga a todo o País. Ao longo deste ano, a Telebrás implantou uma rede de fibra ótica na Esplanada do Ministério. “A rede está lá, basta instalar os equipamentos e ligar os pontos”, disse Bonilha, destacando que o equipamento é 100% nacional.

‘Falsas’. O presidente em exercício, Michel Temer, e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, repudiaram ontem a atitude do governo dos EUA de espionar a presidente Dilma Rousseff mas não opinaram se o episódio deve levar ao cancelamento de sua visita a Washington, em outubro. A questão, segundo eles, deve ser resolvida pela via diplomática.

Segundo Bernardo, os Estados Unidos não apresentaram, até agora, “nenhuma explicação razoável” para o “lamentável” episódio, e todas as justificativas sobre a espionagem “revelaram-se falsas”. Dias depois da revelação sobre o caso, o governo americano alegou que a espionagem se destinava também “a proteger outros países” contra o terrorismo.

Fonte: Estadão

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Conflitos Geopolítica

Vladimir Putin adverte Ocidente contra ação unilateral na Síria

O presidente russo Vladimir Putin advertiu o Ocidente contra a tomada de uma ação unilateral na Síria, reforçando a necessidade de um aval do Conselho de Segurança da ONU, mas afirmou que “não exclui” um apoio da Rússia a uma resolução do órgão internacional em uma ação militar punitiva se for provado que o regime do presidente Bashar al-Assad usou armas químicas contra a própria população. O mandatário russo também criticou os Estados Unidos na condução do caso Snowden e negou que o país tenha uma política antigay.

Putin fez esses comentários durante entrevista para a agência Associated Press e ao canal de TV russo Channel 1 em sua residência nos arredores de Moscou – a única que concedeu antes da cúpula do G20 que se inicia nesta quinta-feira em São Petersburgo.

O encontro, que supostamente deveria se concentrar na economia global, deve ser dominado pela crise síria e o suposto uso de armas químicas pelo regime de Damasco contra a própria população.

Putin afirmou que forneceu alguns componentes do sistema de defesa contra mísseis S-300 para a Síria, mas cancelou novas entregas. O mandatário sugeriu, no entanto, que pode vender o sistema para outras nações se os países ocidentais atacarem a Síria sem o apoio do Conselho de Segurança da ONU – o governante fez questão de enfatizar essa autorização pelo seleto grupo composto por Estados Unidos, Reino Unido, França, China e a própria Rússia.

O presidente russo lamentou o cancelamento do encontro que teria com Barack Obama antes do início da cúpula do G20, mas expressou esperança de que os dois tenham sérias discussões sobre a Síria, entre outras, durante o encontro em São Petersburgo. “O presidente Obama não foi eleito pelo povo americano para ser simpático com a Rússia. E seu humilde servo (se referindo a si mesmo) não foi eleito pela população russa para ser simpático com alguém também”, comentou Putin sobre a relação com o colega americano.

O líder da Rússia disse que seria um “absurdo” que o governo do presidente Assad – um aliado de Moscou -, usasse armas químicas em um momento em que estava detendo as forças rebeldes.

“Do nosso ponto de vista, parece absolutamente um absurdo que as Forças Armadas, que estão na ofensiva hoje e em algumas áreas encurralaram os chamados rebeldes e estão os derrotando, nessas condições elas começariam a usar armas químicas proibidas, percebendo que isso poderia servir de pretexto para a aplicação de sanções, incluindo o uso de força”, analisou.

Putin compara situação com invasão do Iraque e pede evidências para apoiar ataque

A administração Obama diz que 1.429 pessoas morreram no ataque de 21 de agosto nos arredores de Damasco. O governo sírio culpa os rebeldes que tentam derrubá-lo pelo incidente. Inspetores da ONU estão esperando por resultados laboratoriais após coleta de amostras na região.

“Se há dados de que armas químicas tenham sido usadas, e usadas especificamente pelo Exército, esta evidência deveria ser submetida ao Conselho de Segurança. E deveria ser convincente. Não poderia ser baseada em rumores e informações obtidas por serviços especiais por meio de algum tipo de espionagem de conversas e coisas do tipo”, explicou Putin.

Ex-oficial da KGB, serviço-secreto da antiga União Soviética, o presidente russo comparou a evidência apresentada por Washington com aquela usada pela administração Bush para justificar a invasão do Iraque, em 2003. “Esses argumentos (armas de destruição em massa) se tornaram insustentáveis. (…) Nós nos esquecemos sobre isso?”, questionou.

Putin afirmou que não exclui o apoio ao uso da força contra a Síria na ONU se houver evidência objetiva provando que o regime de Assad usou armas químicas contra a população, mas alertou os Estados Unidos contra uma ação militar sem a aprovação da ONU, o que representaria uma agressão.

Apesar de ser bem enfático quanto à necessidade de aprovação pelo Conselho de Segurança da ONU, o mandatário russo disse que é “muito cedo” para uma possível resposta do país em caso de ataque americano sem o apoio do Conselho de Segurança, no qual a Rússia tem poder de veto, mas afirmou que “temos nossos planos” sobre o que e como fazer.

Fonte: Terra

Rússia envia navio de guerra ao Mediterrâneo

A Rússia está enviando um cruzador ao leste do Mediterrâneo para assumir as operações da Marinha russa na região, disse a agência de notícias Interfax nesta quarta-feira, citando uma fonte militar, à medida que os Estados Unidos se preparam para um possível ataque militar na Síria. O cruzador está previsto para chegar em aproximadamente 10 dias ao leste do Mediterrâneo, onde vai se juntar a outros navios da unidade naval regional da Rússia, disse a fonte não identificada.

REUTERS

Fonte: Terra

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Conflitos Destaques Geopolítica

A Síria não se curvará mesmo se houver uma Terceira Guerra Mundial

EXCLUSIVA AFP

“O regime sírio não se curvará às ameaças de ataque ocidental, mesmo se houver uma Terceira Guerra Mundial”, afirmou à AFP nesta quarta-feira o vice-ministro sírio das Relações Exteriores, Fayçal Moqdad.

“O governo sírio não mudará sua posição. Nenhum sírio pode sacrificar a independência de seu país”, ressaltou Moqdad, que garantiu que Damasco tomou “todas as medidas” para responder a uma agressão externa.

Fonte: Terra

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Brasil Conflitos Destaques Geopolítica Inteligência Opinião

Espionagem dos EUA evidencia sua prepotencia e desprezo contra o resto do mundo

(*) Artigo não tão recente, mas, muito oportuno

Quando se dão muitas entrevistas em diferentes países e se diz essencialmente a mesma coisa repetidas vezes, como eu, os veículos quase sempre se dedicam a reembalar aquela mesma coisa, para que a entrevista que publicam dê a impressão de conter novidades, mesmo que não traga novidade alguma. É o caso do artigo da Reuters em 13 de Julho, [1] que pretende resumir minha entrevista ao jornal argentino La Nación.[2]

Como tudo que tenha a ver com os vazamentos da Agência de Segurança Nacional dos EUA, essa entrevista também está sendo ferozmente distorcida, para desviar a atenção das revelações propriamente ditas. Tudo é reescrito para atacar Edward Snowden e, secundariamente, para me atacar pessoalmente, por estarmos, supostamente, “chantageando” e “ameaçando” o governo dos EUA. Absurdo.

Que Snowden criou uma espécie de “conexão do homem morto” – para que documentos sejam divulgados no caso de ele ser assassinado pelo governo dos EUA – já havia sido noticiado há várias semanas [3] e o próprio Snowden já várias vezes sugeriu fortemente que fizera, sim, exatamente isso. Não significa que ele pense que os EUA estejam tentando assassiná-lo – e não pensa –, apenas que tomou precauções contra inúmeras eventualidades, inclusive essa (afinal, é perfeitamente razoável preparar-se para essa eventualidade, se se está enfrentando não qualquer inimigo mas, precisamente, o governo que passou a última década invadindo, bombardeando, torturando, ‘entregando’ prisioneiros a torturadores em prisões estrangeiras, sequestrando, encarcerando sem acusação formalizada, assassinando ‘à distância’ com drones, apoiando e financiando os piores ditadores e assassinos, e matando seus próprios cidadãos em golpes de assassinato pré-definidos).

Eis o que eu disse na entrevista ao jornal La Nacion – afirmações verdadeiras e nenhuma das quais, nem remotamente, teria algo a ver com ameaçar alguém:

1) O argumento sempre repetido de que Snowden teria a intenção de ferir os EUA é absolutamente desmentido pelo fato de que ele tem, sim, todos os tipos de documentos que mais rapidamente e mais seriamente podem hoje causar dano aos EUA, se divulgados. E não publicou nenhum desses documentos. Quando nos entregou os documentos que entregou, Snowden várias vezes repetiu que aplicássemos a eles o nosso mais rigoroso critério de avaliação jornalística, para decidirmos que documentos deveriam ser publicados, com vistas a atender ao interesse público; e quais deveriam ser escondidos, sob o argumento de que o dano gerado pela publicação ultrapassaria o valor público que tivessem.

Se Snowden visasse a causar dano aos EUA, poderia já ter vendido todos os documentos, por quantia astronômica de dinheiro, ou já os teria divulgado indiscriminadamente, ou os teria entregado a inimigo estrangeiro. E não fez nada disso.

Snowden examinou cuidadosamente cada um dos documentos que nos entregou e ainda, depois disso, pediu que só se publicassem os que pudessem ser publicados sem causar nenhum dano desnecessário a quem quer que fosse: o mesmo critério que todos os veículos de imprensa comercial e whistleblowers usam sempre. A ampla maioria das revelações já feitas é um sinal de alerta, um ‘apitar de consciência’, para alertar contra a vigilância secreta e total, sobre todos nós, que o governo dos EUA estruturou e mantém em operação.

O meu argumento sobre isso, naquela entrevista, era claro, e o repeti várias e várias vezes: se Snowden quisesse agredir o governo dos EUA, poderia tê-lo feito facilmente, mas não o fez, o que está bem comprovado – como eu disse na entrevista – pelo fato de que tem, mas não divulgou, documentos que, sim, poderiam causar grave dano a inúmeros programas mantidos pelo EUA.

Snowden não tem qualquer desejo de prejudicar os EUA. O que ele quer é lançar luz sobre os programas de vigilância, para que o problema possa ser democraticamente debatido. Por isso, nenhuma das revelações já publicadas pode ser apresentada, nem de longe, como danosa à segurança nacional dos EUA ou à reputação e credibilidade de funcionários dos EUA que fizeram aquelas coisas e, na sequência, mentiram sobre elas.

2) O governo dos EUA está agindo sob o ímpeto da mais feroz irracionalidade.

A crítica mais recente é que Snowden está na Rússia, não em outro país ‘neutro’. Mas Snowden não está na Rússia porque tenha escolhido o país. Só está lá porque os EUA o impediram de sair: primeiro, lhe caçaram o passaporte (sem qualquer devido processo legal ou sentença); depois, pressionaram países aliados para que lhe negassem direito de voar em espaço aéreo territorial daqueles países (chegando ao cúmulo de forçar o pouso de avião presidencial no qual viajava presidente democraticamente o eleito de um estado soberano, apenas porque havia a suspeita de que Snowden estivesse a bordo); depois, forçaram pequenos países a impedir que o avião pousasse para reabastecer.

Dada a quantidade extraordinária de documentos que Snowden carrega com ele e a gravidade de muitos daqueles documentos, eu disse, naquela entrevista, que me parecia inacreditavelmente ridículo que o governo dos EUA tivesse praticamente obrigado Snowden a permanecer na Rússia – o que faz sentido zero, se se pensa nos documentos que Snowden carrega.

3) Perguntaram-se se eu imaginava que o governo dos EUA empreenderia algum tipo de ataque físico contra Snowden, caso tentasse viajar para a América Latina, ou, mesmo, que os EUA chegariam ao ponto de derrubar o avião em que ele viajasse. Foi quando eu disse que nada seria tão completamente contraproducente, uma vez que – como vários jornais e blogs já haviam noticiado – qualquer ataque desse tipo imediatamente dispararia uma avalanche de revelações, porque nos libertaria, a nós, jornalistas, de ter de examinar cada documento e decidir responsavelmente, como sempre fizemos até agora.

E eu disse também, naquela entrevista, que o governo dos EUA deveria, isso sim, rezar e pedir a Deus pela segurança de Snowden, em vez de se por a ameaçá-lo ou tentar agredi-lo ou feri-lo.

Nada disso tem qualquer coisa a ver comigo: não tenho acesso aos documentos do “seguro” de Snowden e não tenho papel algum no plano que ele construiu para se proteger. Reporto os documentos que ele diz que tem as precauções que disse que tomou para se proteger contra a ameaça que ele pressente contra seu bem-estar. Isso não implica qualquer ameaça. São fatos. Lamento se não agradam a todos, mas nem por isso deixam de ser fatos.

Antes de a identidade de Snowden ser revelada como ‘apitador de consciência’ (no original whistleblower), escrevi:

“Desde que o governo Nixon invadiu o consultório do psicanalista de Daniel Ellsberg, a tática do governo dos EUA sempre tem sido atacar e demonizar os ‘apitadores de consciência’, como artifício para distrair a atenção do que eles expunham de malfeitorias do próprio governo, e para destruir a credibilidade do mensageiro, para que as pessoas deixassem de dar atenção à mensagem. O que se vê hoje, no caso de Snowden é, só, repetição da mesma tática.” [4]

E é o que é: mais um esforço para distrair a atenção, para que ninguém se atenha à substância das revelações. (Hoje, Melissa Harris-Parry, âncora do noticiário matinal na rede MSNBC, culpou Snowden pelo fato de a mídia estar dando mais atenção a ele do que às revelações sobre a Agência de Segurança Nacional dos EUA: [5] como se ela não tivesse programa seu, que vai ao ar duas vezes por semana, no qual poderia falar o quanto quisesse sobre as revelações que diz considerar tão importantes.

Compare-se (a) a atenção que tem sido dada ao drama do asilo de Snowden e a alegados traços do seu caráter, e (b) a atenção dada à substância das revelações sobre espionagem em massa, indiscriminada, pela Agência de Segurança Nacional dos EUA.

Ou comparem-se (a) as repetidas manifestações em órgãos da imprensa norte-americana, no sentido de que Snowden (e outros que estão trabalhando para denunciar a espionagem em massa na Agência de Segurança Nacional) sejam tratados como criminosos, e (b) a virtualmente nenhuma manifestação, na mídia dos EUA, no sentido de que o diretor da Inteligência Nacional, James Clapper, seja tratado como criminoso por mentir ao Congresso.

A invenção de alguma nova “ameaça” é, só, mais um esforço para falar de qualquer coisa, exceto as revelações de que o governo dos EUA mente ao Congresso e de que a Agência de Segurança Nacional dos EUA, apoiada em premissas muito duvidosas do ponto de vista da legalidade, espiona todos os cidadãos norte-americanos (além de espionar o resto do mundo).

Ontem era outra coisa, amanhã inventarão uma terceira ou quarta coisa. Como já disse nessa entrevista a Falguni Sheth publicada hoje em Salon, [6] é atitude típica dos EUA: no resto do mundo mídia e analistas focam-se no conteúdo das revelações; nos EUA, os jornalistas e especialistas midiáticos mantêm-se obcecadamente a falar de qualquer coisa, exceto do conteúdo das revelações.

Haveria inúmeras vias acessíveis para que Snowden divulgasse os documentos que decidira divulgar. Ele escolheu a que lhe pareceu mais responsável: procurar jornais e jornalistas nos quais confiava e cobrar que a divulgação fosse feita com responsabilidade. O esforço para desmoralizá-lo e apresentá-lo como uma espécie de traidor não encontra nenhuma confirmação nos fatos. Toda a entrevista tratou desse aspecto.

Quem queira saber quem, de fato, teve comportamento criminoso e causou dano grave aos EUA, não terá dificuldades para descobrir [7] [8] [9] – e fará trabalho mais produtivo que o de demonizar quem tanto se arriscou para tocar o apito e alertar as pessoas contra, precisamente, aqueles crimes. Mas, como já disse, e aqui repito, nada disso nos impedirá, nem por um momento, de continuar a informar sobre os muitos casos de espionagem e vigilância interna pela Agência de Segurança Nacional dos EUA que ainda não vieram a público.

Autor: Glenn Greenwald

Fontes:

[1] http://www.reuters.com/article/2013/07/13/us-usa-security-snowden-greenwald-idUSBRE96C08Q20130713
[2] http://www.lanacion.com.ar/1600674-glenn-greenwald-snowden-tiene-informacion-para-causar-mas-dano
[3] http://www.thedailybeast.com/articles/2013/06/25/greenwald-snowden-s-files-are-out-there-if-anything-happens-to-him.html
[4] http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2013/jun/07/whistleblowers-and-leak-investigations
[5] http://tv.msnbc.com/2013/07/13/edward-snowden-come-on-home/
[6] http://www.salon.com/2013/07/13/qa_with_glenn_greenwald_americans_reaction_surprising_and_gratifying/
[7] http://www.salon.com/2013/07/01/this_man_is_still_lying_to_america/
[8] http://www.nytimes.com/2013/06/28/opinion/the-criminal-nsa.html?pagewanted=all&_r=2&
[9] http://www.ibtimes.com/fisc-will-not-object-release-2011-court-opinion-confirmed-nsas-illegal-surveillance-1305023#

O original encontra-se em http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2013/jul/13/reuters-article-dead-man-s-switch, com tradução de Vila Vudu.