Categories
Defesa Sistemas de Armas Vídeo

(MBT) Main Battle Tank Japonês Type10

type 10 Japan MBT (7)

[embedplusvideo height=”395″ width=”650″ editlink=”http://bit.ly/16bgSbh” standard=”http://www.youtube.com/v/eX9hEd3YY2o?fs=1″ vars=”ytid=eX9hEd3YY2o&width=650&height=395&start=&stop=&rs=w&hd=0&autoplay=0&react=1&chapters=&notes=” id=”ep9051″ /]

[embedplusvideo height=”395″ width=”650″ editlink=”http://bit.ly/1eVAGnQ” standard=”http://www.youtube.com/v/UTFmQzf4KAo?fs=1″ vars=”ytid=UTFmQzf4KAo&width=650&height=395&start=&stop=&rs=w&hd=0&autoplay=0&react=1&chapters=&notes=” id=”ep6238″ /]

 

 

Categories
Conflitos Geopolítica

Dilma defende volta do Paraguai ao Mercosul, mas Cartes mostra cautela

Presidente paraguaio, Horacio Cartes

A primeira visita de Estado do presidente paraguaio, Horacio Cartes, ao Brasil foi dominada nesta segunda-feira (30/09) pela questão da volta do seu país ao Mercosul, um impasse que já se arrasta por mais de um ano.

Após uma reunião de cerca de uma hora em meio com Cartes, que tomou posse em agosto, a presidente Dilma Rousseff disse que o Paraguai está em processo de volta ao bloco, mas “no tempo deles”. Ela reafirmou que o Brasil tem todo o interesse na volta do país ao Mercosul e que as relações bilaterais se mantiveram “intactas” durante o processo.

“Nós consideramos que essa participação do Paraguai no Mercosul tem um significado muito importante nesse momento e consideramos também que sermos capazes de integrar da Patagônia ao Caribe [fazendo referência à entrada da Venezuela] torna a nossa região um tecido multilateral muito mais forte”, afirmou Dilma.

Cartes, por sua vez, disse que sabe da importância da integração física ampla do Mercosul, mas avisou que o Paraguai quer voltar a sentar “na mesa grande quando as coisas forem úteis” para ele também.

O Paraguai ficou suspenso do bloco por quase um ano como forma de retaliação de Brasil, Argentina e Uruguai pelo processo de impeachment que destituiu, em 2012, o então presidente Fernando Lugo. Após a eleição de Cartes, a suspensão foi revogada.

Reforço a parcerias

Sem a presença do Paraguai, a Venezuela foi incorporada ao bloco e ocupa hoje sua presidência rotativa. Cartes já havia deixado claro, quando tomou posse, que a entrada da Venezuela não estaria de acordo com os acordos internacionais firmados pelos fundadores do bloco, que preveem a aprovação pelo Legislativo de cada membro para o ingresso de um novo país.

“Agora estamos no momento em que o Paraguai consolidou seu processo de normalização democrática superando as dificuldades do passado recente”, disse o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Eduardo dos Santos.

Como exemplo da manutenção das relações durante a crise do Mercosul, Dilma citou a conclusão, em outubro, da linha de transmissão entre a usina de Itaipu e a subestação de Villa Hayes, na Grande Assunção.

“Isso é um símbolo de que tudo o que ocorreu não afetou as relações concretas que existem entre os nossos países”, disse.

Ainda que esta tenha sido a primeira visita oficial ao vizinho sul-americano desde 15 de agosto, Cartes já havia tido outros quatro encontros com Dilma no período, frequência que, segundo a presidente brasileira, expressa a vontade dos dois países de aprofundar as parcerias estratégicas.

Além da área de energia, os dois conversaram sobre infraestrutura – citando parcerias na área ferroviária –, além de ampliação das trocas comerciais e programas de combate à pobreza. Segundo o Itamaraty, o comércio entre Brasil e Paraguai fechou o ano de 2012 em 3,6 bilhões de dólares. Até agosto deste ano, o comércio bilateral aumentou 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

Fonte: DW.DE

Categories
Conflitos Geopolítica Opinião

Provocações dos rebeldes ameaçam plano Lavrov – Kerry

Ministro russo das Relações Exteriores Sergey Lavrov

Artiom Kobzev

Damasco irá cooperar com os inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) sem quaisquer condicionantes. Entretanto, os patrocinadores dos rebeldes sírios deverão convencê-los a se absterem de provocações. O primeiro grupo de inspetores, que irá avaliar as reservas de armas químicas da Síria, deverá chegar a esse país nos próximos dias. Isso foi divulgado pelo ministro russo das Relações Exteriores Serguei Lavrov em entrevista ao jornal Kommersant.

As entidades oficiais sírias estão prontas a cooperar ativamente com os inspetores da OPAQ. Os representantes da organização terão acesso a quaisquer instalações que desejem visitar. O principal obstáculo para a realização do plano de destruição das substâncias tóxicas da Síria poderão ser as provocações por parte dos rebeldes.

“Para que o processo de avaliação do arsenal químico da Síria não seja comprometido, os patrocinadores estrangeiros dos rebeldes deverão convencê-los a não tentar colocar em cheque o regime de Bashar Assad, para provocar dessa forma um ataque externo”, declarou na sua entrevista ao jornal russo o chefe do Ministério das Relações Exteriores russo Serguei Lavrov. Além disso, ele referiu que parte da oposição síria é constituída por extremistas que ninguém poderá influenciar. Será difícil evitar provocações, considera o presidente do Instituto do Oriente Médio Evgueni Satanovsky:

“Porque é que a oposição síria iria abdicar de uma oportunidade tão aliciante para continuar a tentar derrubar Assad? É evidente que uma grande parte das organizações terroristas que compõem essa oposição vêm os países que aprovaram a resolução para o desarmamento da Síria como seus inimigos. Tanto o “abate” de inspetores da ONU, ou dos que vão lidar com as armas químicas, como as tentativas para assumir o controle das armas químicas por parte dos grupos terroristas, serão a situação típica da Síria amanhã e depois de amanhã.”

Entretanto, segundo informou Serguei Lavrov, o grupo de inspetores da OPAQ chegará à Síria já nos próximos dias. Eles terão de determinar onde será a sua base e como irão fazer o seu trabalho. No local, eles irão estabelecer contato com o governo sírio, o qual já nomeou um responsável pela cooperação com os inspetores. Mais tarde, os inspetores irão determinar o volume real do arsenal químico sírio, assim como onde e como ele poderá ser destruído. O diretor dos Projetos Informativos do Centro de Pesquisas Políticas da Rússia Andrei Baklitsky comenta:

“As reservas de armas químicas na Síria são constituídas por mais de mil toneladas, mas elas estão essencialmente localizadas em instalações centralizadas e por isso não será necessário inspecionar cada tonelada em separado. Bastará simplesmente verificar que o que foi declarado corresponde ao que se encontra no local. Mais tarde, tal como ficou acordado em Genebra, até novembro deverá ser já calculada uma correspondência do que a Síria declarou com o que ela tem na realidade.”

Depois disso os inspetores irão concluir quais as substâncias tóxicas que poderão ser destruídas no local. Se a Síria possuir as instalações necessárias para isso, elas serão utilizadas. Podem igualmente ser usadas instalações móveis para a destruição de armas químicas que existem nos EUA e em outros países. Parte do arsenal químico será, provavelmente, transportada para fora da Síria e destruída em outros países. Entretanto, ainda não foi determinado com segurança quem e em que medida irá financiar essas operações. Uma parte dos fundos necessários será fornecida pela Rússia, informou Serguei Lavrov.

Aliás, ainda em Genebra, depois das negociações com John Kerry, o ministro russo recordou que alguns países prometeram financiar o ataque norte-americano contra a Síria. Se isso é assim, eles deveriam estar dispostos a pagar também a destruição das reservas de armas químicas, concluiu Lavrov em tom brincalhão.

 

 

Fonte: Voz da Rússia

 

 

Categories
Defesa Sistemas de Armas

Vídeo – Bell Helicopter MV-22, equipado com um protótipo do sistema de reabastecimento roll-on roll-off

[embedplusvideo height=”395″ width=”650″ editlink=”http://bit.ly/16b8xEE” standard=”http://www.youtube.com/v/pfkDfDhJ_JA?fs=1″ vars=”ytid=pfkDfDhJ_JA&width=650&height=395&start=&stop=&rs=w&hd=0&autoplay=0&react=1&chapters=&notes=” id=”ep7609″ /]

Categories
Conflitos Geopolítica Opinião Sistemas de Armas

As armas nucleares de Israel

Até agora, a Casa Branca não disse nada sobre as bombas atômicas de Israel e as armas químicas e biológicas do Egito.

Victor Gilinsky – Henry D. Sokolski
O recente acordo entre Estados Unidos e Rússia envolvendo as armas químicas da Síria deixou claro o que há muito tempo deve ser um fato óbvio: os esforços do presidente Barack Obama para fazer valer as normas internacionais que proíbem armas de destruição em massa no Oriente Médio envolverão Washington numa confusão diplomática e estratégica muito maior do que a discussão sobre o arsenal químico sírio.

O presidente Bashar Assad insiste que a finalidade do seu arsenal químico sempre foi para fazer frente às armas nucleares de Israel. Se a Síria de fato destruí-lo, o que será do arsenal de Egito e de Israel? Os Estados Unidos se calam estranhamente sobre o estoque de armas químicas do Egito. O Cairo aponta para Israel. Que, naturalmente, afirma ter suas próprias armas químicas para dissuadir Síria e Egito e não pretende se desfazer delas.

Uma manchete do diário israelense Haaretz, há alguns dias, dizia: “Israel inflexível quanto a não ratificar o tratado de armas químicas diante de vizinhos hostis”.

Esses três países também não aderiram à Convenção sobre Armas Biológicas e Israel não assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), embora mantenha um arsenal nuclear formidável, que, em breve, deverá se tornar tema central neste drama – os Estados Unidos gostem ou não.

Poder nuclear

Um obstáculo que os próprios americanos criaram tem impedido amplas negociações sobre armas de destruição em massa no Oriente Médio. Enquanto o mundo continua sua discussão eterna sobre a capacidade nuclear do Irã e a possibilidade de o país criar um arsenal atômico, dificilmente alguém nos Estados Unidos menciona o poderio nuclear de Israel.

Obama, como seus predecessores, finge que não tem conhecimento do fato. O tabu tem impedido discussões a respeito, tanto em Washington quanto no plano internacional, e desencoraja os EUA a pressionarem Egito e Síria para retificarem as convenções sobre armas biológicas e químicas. Porque, se insistir, imediatamente, serão levantadas objeções quanto à aceitação americana do arsenal nuclear de Israel.

O que sustenta essa atitude dissimulada é o mito de que os Estados Unidos se obrigam a esconder o fato de Israel possuir armas atômicas em razão de um acordo firmado em 1969 entre o presidente, Richard Nixon, e a primeira-ministra israelense, Golda Meir.

O objetivo de Nixon era conseguir o apoio israelense na Guerra Fria. Ele e Golda Meir viram a necessidade de desencorajar os soviéticos a fornecerem armas nucleares para seus aliados árabes. Se o arsenal nuclear israelense fosse revelado, haveria pressão por parte de Moscou. No entanto, as razões para os Estados Unidos continuarem calados não existem mais.

Todos sabem que os israelenses possuem bombas atômicas. Hoje, como principal efeito dessa ambiguidade, negociações regionais sérias sobre o controle de armas ficam muito mais complicadas.

Todos os outros países da região aderiram ao TNP, mas há questões que ainda não foram solucionadas. Em 2007, descobriu-se que a Síria estava construindo um reator nuclear ilícito, que Israel rapidamente bombardeou.

Assad não permitiu até hoje que inspetores da ONU realizem uma plena investigação do local do reator destruído. E o Irã, aliado da Síria, é suspeito de desenvolver seu próprio programa nuclear para desafiar o monopólio israelense na área. Na verdade, muitos analistas acreditaram que a decisão de Obama de estabelecer uma “linha vermelha” proibindo o uso de armas químicas na Síria foi motivada pela necessidade de mostrar sua disposição a usar a força contra o Irã se o país avançasse com seus planos de fabricar armamento nuclear.

Mudança

O imbróglio explosivo deveria ser objeto de uma conferência internacional, decidida em 2010 por votação unânime dos membros do TNP, incluindo os Estados Unidos. No entanto, tal conferência jamais foi realizada, em parte por causa da ambivalência da Casa Branca sobre como ela poderia afetar Israel.

Em abril, o secretário adjunto de Estado encarregado dos assuntos de não proliferação e segurança internacional. Thomas Countryman, disse esperar que a conferência seja realizada ainda este ano. No início do mês, o chanceler russo, Sergei Lavrov, insistiu para que fosse determinada uma data para a conferência “o mais rápido possível”. Ele acrescentou que da reunião deveriam tomar parte Israel e Irã. A Rússia tentou inserir o encontro no acordo da semana passada, mas o secretário de Estado, John Kerry, resistiu.

Se Washington deseja que as negociações sobre armas de destruição em massa no Oriente Médio avancem – ou simplesmente para que os EUA não caiam no ridículo -, Obama deve começar a ser mais franco. O presidente não pode esperar que os países que participarem da conferência levem Washington a sério se a Casa Branca continuar fingindo não saber que Israel possui armas nucleares, ou que Egito e Israel possuem armas biológicas e químicas.

Se a política de Israel neste campo é tão inflexível que é impossível mudar, Obama e o governo dos Estados Unidos precisam ser honestos quanto ao arsenal israelense e agir com base neste fato, para o bem dos EUA e de Israel.

Victor Gilinsky foi membro da Nuclear Regulatory Commission e é consultor na área energética.

Henry D. Sokolski trabalhou no departamento de defesa dos EUA e é diretor do Centro de Educação de Políticas de Não Proliferação.

Tradução: TEREZINHA MARTINO

 

Fonte: Estadão

Categories
Conflitos Geopolítica

Esquadra da Rússia no Mediterrâneo muda de estratégia na costa síria

Diante das notícias otimistas sobre os recentes acordos entre Rússia e EUA, o comando da Marinha russa deu novas ordens aos navios preparados para serem enviados ao Mar Mediterrâneo em sistema de rodízio. Assim, o contratorpedeiro Nastóichivi, o navio-capitânia da Frota do Mar Báltico, a lancha lança-mísseis Ivânovets, o navio lança-mísseis Chtil e o cruzador lança-mísseis Variag não serão mais enviados ao local.

A força-tarefa russa no Mediterrâneo é composta por duas fragatas lança-mísseis, a Neustrachími, da Frota do Mar Báltico, e a Smetlívi, da Frota do Mar Negro, além de oito navios anfíbios oceânicos de todas das quatro frotas da Rússia. Um grupo de dois a quatro navios anfíbios opera, em vai e vem constante, entre a cidade portuária russa de Novorosisk e o porto sírio de Tartus, transportando equipamentos militares, munições e armas. Os demais fazem parte da força-tarefa.

Cada navio anfíbio oceânico, como o Nikolai Filtchenko, é capaz de transportar mil toneladas de cargas ou 20 tanques ou 50 veículos blindados ou, como os navios do projeto 775, 500 toneladas de cargas ou 10 tanques ou  20 viaturas blindadas, além de 340 a 440 fuzileiros navais. Todos os navios anfíbios estão com sua capacidade de carga lotada, mas, enquanto alguns transportam armas para o Exército sírio, outros estão repletos de fuzileiros navais e material de guerra.

Pelas declarações oficiais, a presença naval russa no Mediterrâneo tem por objetivo “evacuar os cidadãos russos em caso de um cenário catastrófico”. Antes da guerra, havia na Síria 140 mil pessoas de nacionalidade russa, entre as quais funcionários públicos e familiares de sírios. Mesmo que a metade ou dois terços desses cidadãos tenham partido do país, o número daqueles que ainda lá permanecem equivale à população de um pequeno país, como a Ossétia do Sul.

Como um navio anfíbio oceânico pode levar a bordo 1.500 pessoas, no máximo, a embarcação só poderia ser usada para retirar o pessoal da própria embaixada russa.

Aparato extra

A força-tarefa também engloba um navio de reconhecimento de médio porte, o Priazovie. Esse navio de 3800 toneladas não tem armas poderosas nem  pode desenvolver grandes velocidades, mas está cheio de equipamentos de inteligência, entre os quais um conjunto de monitoramento via rádio, radares para vigiar o espaço aéreo a diferentes altitudes e sonares.

Desse modo, o Priazovie ajuda a revelar antecipadamente as intenções dos norte-americanos, turcos e israelenses, bem como monitora a atuação dos grupos rebeldes na Síria.

A operacionalidade da força-tarefa é assegurada ainda por cerca de dez navios de apoio, entre os quais três navios-tanques, rebocadores e navios salva-vidas e a oficina flutuante PM-138, além de alguns submarinos.

A China também mantém nas proximidades da Síria um grupo-tarefa naval comandado por um navio porta-helicópteros do projeto 071, com várias aeronaves e um batalhão de fuzileiros navais a bordo.

Fonte: Gazeta Russa

Categories
Conflitos Geopolítica

Israel estudará possibilidade de assinar tratado que proíbe armas químicas

peres-haia-ap

Shimon Peres emite pronunciamento durante visita à Corte Internacional de Justiça, em Haia – Foto: AP

O governo israelense vai estudar seriamente assinar o tratado internacional que proíbe armas químicas depois que a Síria anunciou que vai destruir seu próprio arsenal tóxico, disse o presidente de Israel, Shimon Peres, nesta segunda-feira.

Israel permanece como um dos seis países no mundo que não assinaram a Convenção de Armas Químicas de 1997, depois da adesão síria neste mês. “Tenho certeza de que nosso governo irá analisar isso seriamente”, disse Peres a repórteres em Haia, a cidade holandesa que sedia a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), que supervisiona a convenção.

Assim como com seu arsenal nuclear, Israel nunca admitiu publicamente ter armas químicas. O ministro da Inteligência, Yuval Steinitz, disse este mês que Israel estaria pronto para discutir a questão quando houvesse paz no Oriente Médio.

O papel de Peres como chefe de Estado é amplamente cerimonial, mas ele é uma figura influente no palco mundial e foi fundamental para transformar Israel em uma potência nuclear não declarada nos anos 1960.

Sob uma proposta russo-americana, a Síria se comprometeu a destruir seu arsenal de armas químicas dentro de nove meses. Acredita-se que a Síria tenha cerca de 1 mil toneladas métricas dos agentes nervosos sarin, mostarda e XV.

Uma equipe de inspetores de armas da Opaq seguirá para a Síria nesta semana para fazer um inventário dos estoques químicos e munições para determinar como e onde destruí-los. A Síria passou décadas construindo seu programa de armas químicas, em grande parte para conter a superioridade militar de Israel no Oriente Médio.

Peres disse que a Síria só assinou a convenção quando se deparou com a ameaça de força militar, mas acrescentou que Israel iria de toda forma considerar um pedido do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para que todos os países assinassem o tratado.

As outras nações que não assinaram a convenção são: Mianmar, Egito, Angola, Coreia do Norte e Sudão do Sul.

REUTERS Fonte: Terra

As verdadeiras intenções do Irã sobre seu programa nuclear, “no final, só podemos julgar pelos fatos e ações” – Shimon Peres

O presidente israelense, Shimon Peres, afirmou nesta segunda-feira em Haia que as verdadeiras intenções do Irã sobre seu programa nuclear devem ser medidas em ações e não palavras.

“No final, só podemos julgar pelos fatos e ações”, disse Peres durante coletiva de imprensa no Palácio da Paz em Haia. “Espero que os fatos justifiquem a esperança de muitas pessoas de ver um futuro diferente para o Irã”, acrescentou o presidente de Israel, em visita a Holanda.

Peres, cujo cargo é honorífico, vê contradições no discurso do Irã porque, em sua opinião, o objetivo de construir mísseis de longo alcance “não tem outra explicação do que a de querer carregá-los com ogivas nucleares”.

Os países ocidentais e Israel, inimigo jurado de Teerã, suspeitam que o Irã tenta adquirir armas nucleares sob o pretexto de um programa nuclear civil. A República Islâmica nega. “Todos nós queremos ver o Irã voltar para o lado da paz e da razão, mas acho que nenhum de nós pode fazer concessões sobre este pedido mínimo”, insistiu Peres.

Ele também pediu que todas as opções sejam mantidas em aberto para fazer com que o Irã abandone o seu programa nuclear, incluindo por sanções econômicas.

Considerado por especialistas como a única potência nuclear no Oriente Médio, Israel é um membro da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), mas não assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear e nunca reconheceu formalmente possuir a bomba atômica.

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, expressou na Assembleia Geral da ONU a vontade de diálogo com Washington para resolver a crise nuclear e condenou o Holocausto, uma mudança radical em relação a seu antecessor, Mahmud Ahmadinejad.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu deve se reunir nesta segunda-feira com o presidente Barack Obama em Washington. Na terça-feira, deverá pronunciar um discurso na ONU para convencer seus membros de que a ameaça iraniana continua.

AFP

Fonte: Terra