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Vietnã recebe segundo lote do sistema de defesa antiaérea SPYDER-SR

Defence Blog – Plano Brasil

A Força Aérea do Vietnã (Vietnam People’s Air Force – Không quân Nhân dân Việt Nam) recebeu um novo lote (Bateria) do sistema de defesa antiaerea  SPYDER-SR (PYthon 5 e DERby Air Defence Missile System – short range). De acordo com as informações divulgadas esse e o segundo lote entregue de um total de seis (Baterias) que foram encomendados a israelense Rafael Advanced Systems em 2015.

Uma bateria SPYDER típica consiste de um conjunto de quatro (ou mais) veículos lançadores MFU,unidade móvel de comando e controle (CCU) equipado com radar de vigilância Elta EL/M-2106 ATAR 3D, um veiculo transportador de munição e uma viatura configurada para prover serviços de apoio ao conjunto da bateria.

Na versão SPYDER-SR, cada unidade móvel leva quatro mísseis para pronto uso, que podem ser lançados em dois modos: lock on before launch (LOBL) e lock on after launch (LOAL). O alcance é de 15km, contra alvos a altitudes de 20m até 9.000m.

A primeira bateria foi entregue em Julho de 2016. Os sistemas vietnamitas são montados em caminhões  MAN HX77  8X8

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O campo de testes onde soviéticos explodiram quase 500 bombas atômicas

Vista aérea do ‘Polígono’, em que mais de 400 bombas nucleares foram detonadas

“O Polígono” do Cazaquistão é um lugar com um passado aterrador.

Durante a Guerra Fria, mais precisamente entre 1949 e 1989, o local, conhecido oficialmente como Campo de Testes de Semipalatinsk, esteve no coração do programa nuclear da União Soviética – nada menos que 456 bombas foram detonadas nos 18 mil quilômetros quadrados do espaço.

E as consequências são sentidas até hoje.

Situado em uma região de estepe na Ásia Central, o Polígono era o maior campo de testes do mundo e sua extensão equivalia ao território da Bélgica.

Os testes eram coordenados a partir da cidade planejada de Kurchatov, que recebeu este nome em homenagem ao físico Igor Kurchatov, um dos pais do programa nuclear soviético.

Os números do “Polígono”

O maior campo de testes nucleares da história

456

testes nucleares

500 mil ou +

pessoas expostas à radiação

  • 40 anos duração do programa de testes do programa soviético
  • 1.200 número de ogivas nucleares abandonadas após o colapso da URSS
  • 110 mísseis deixados no campo após a retirada das tropas soviéticas

A região foi escolhida tanto pelas suas características geográficas quanto por sua relativa proximidade de Moscou e, de acordo com o chefe do programa nuclear soviético, Lavrenti Beria, por ser um local “praticamente desabitado”.

Foi justamente a desolação do terreno que fez com que, em meados do século 19, o czar russo Nicolau 1º enviasse para um campo de trabalhos forçados da região o escritor e dissidente russo Fiódor Dostoiévski.

Desabitado?

Porém, quando as autoridades russas decidiram criar ali o campo de testes, em 1947, cerca de 700 mil pessoas viviam nos arredores.

Karipbek Kuyukov é uma vítima dos testes. “Nasci sem braços. Minha mãe ficou chocada, foi tudo muito difícil para ela. Ficou dias sem olhar para mim”, conta ele à BBC.

Nascido em 1968, Kuyukov é filho de um casal que pertencia a um grupo de pastores nômades evacuado pelo Exército soviético apenas horas antes de um teste nuclear.

O icônico ‘cogumelo’ de explosões nucleares

“Os médicos disseram à minha mãe que, se ela não me quisesse, poderiam me dar uma injeção para acabar com meu sofrimento e o dela”, explica.

Seu pai, porém, disse não.

“Ele me deu o presente da vida. Creio que desde então minha missão na Terra é assegurar que seja uma das últimas vítimas dos testes nucleares”, completa Kuyukov.

‘Espetáculo bonito’

As detonações foram realizadas em segredo absoluto pelo regime soviético. E muitos detalhes sobre o programa nuclear da URSS permaneceram desconhecidos porque o governo da Rússia ainda mantém os documentos sob sigilo.

“Minha mãe contava que subia as colinas para observar as explosões”, diz Kuyukov.

“Ela dizia que era um espetáculo bonito, que começava com um flash e terminava com a subida ao céu de uma espécie de cogumelo. Segundos depois, tudo ficava escuro”.

Durante muitos anos, os habitantes do “Polígono” eram examinados periodicamente por médicos do Exército. A região registrou o surgimento de doenças, incluindo inúmeros casos de câncer. Famílias inteiras se suicidaram, segundo contam moradores.

No final da década de 80, surgiu o Movimento Antinuclear Nevada-Semipalatinsk, que pedia o fim dos testes. Dois de seus principais líderes foram o poeta Olzhas Suleimenov e Kuyukov, convertido em ativista.

O movimento teve repercussão internacional e, consequentemente, a URSS cancelou 11 de 18 testes programados para 1990.

Karipbek Kuyukov tornou-se ativista

Material abandonado

Em 29 de agosto de 1991, o presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, ordenou o fechamento de Semipalatinsk. A república soviética declarou sua independência em dezembro daquele ano e renunciou de forma voluntária ao arsenal nuclear herdado após o colapso da URSS.

O dia 29 de agosto foi escolhido pelo ONU o Dia Internacional contra os Testes Nucleares, a pedido do governo cazaque.

O representante permanente do Cazaquistão na ONU, Kairat Abdrakhmanov, disse que o país tinha, então, mais de 110 mísseis e cerca de 1,2 mil ogivas nucleares – que foram devolvidas à Rússia até 1995.

A retirada das tropas soviéticas trouxe consequências socioeconômicas terríveis para Semipalatinsk. Um contingente de apenas 500 soldados cazaques ficou a cargo da segurança das instalações.

Habitantes da região começaram a desmantelar a estrutura abandonada para vender como sucata, expondo-se ainda mais à radiação. O próprio diretor do “Polígono” foi despedido em 1993, depois de vir à tona que traficava equipamento militar.

Semipalatinsk nos dias de hoje

‘Impacto crônico’

E os problemas de saúde continuaram depois do fim dos testes nucleares. O Instituto de Medicina Radioativa e Ecologia do Cazaquistão estima que, entre 1949 e 1962, uma população de entre 500 mil a 1 milhão de pessoas tenha sido exposta à radiação.

Hoje, investigadores como o médico Talgat Muldagaliev estudam os efeitos da contaminação.

“O que aconteceu no ‘Polígono’ é diferente de outras catástrofes radiotivas como Chernobil e Hiroshima”, contou Muldagaliev à BBC Mundo (o serviço em espanhol da BBC).

“Naqueles locais houve apenas uma explosão, mas no Cazaquistão as pessoas estiveram expostas por muito tempo ao impacto crônico da radiação.”

Outros ‘cemitérios’

O “Polígono” não é a única região do mundo afetada pelos testes nucleares.

Durante a Guerra Fria, URSS, Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram testes nucleares em vários pontos do planeta.

Apesar de a maioria das detonações ter sido realizada em regiões remotas – como atóis desabitados -, o governo americano durante muitos anos explodiu bombas no Campo de Nevada, a apenas 105 km de Las Vegas, o maior que os EUA já tiveram.

Em uma superfície de 3,5 mil quilômetros quadrados, o Exército americano realizou 928 testes entre 1951 e 1992 – mais de 800 detonações foram subterrâneas.

As Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, também foram palco de testes nucleares

Muitas explosões se converteram em espetáculos midiáticos, pois podiam ser vistas a mais de 150 km de distância.

Mas em cidades como St. George, no Estado de Utah, moradores sofreram os efeitos da radiação arrastada pelo vento. Autoridades sanitárias dizem que casos de leucemia e cânceres de tireoide, seio e tumores cerebrais aumentaram consideravelmente entre as décadas de 1950 e 1980.

Especialistas como Carl J. Johnson criticaram abertamente o governo americano e alertaram sobre os riscos dos testes nucleares.

Em um estudo, Johnson asegurou que as detonações provocariam aumento de casos de câncer em Utah.

O mesmo estudo já trazia um indicador preocupante: as mortes de crianças por leucemia no condado de Jefferson, no Estado do Colorado – vizinho a Nevada -, eram o dobro da média nacional entre 1957 e 1962.

Fim dos testes

Além de Semipalatinsk e Nevada, a maioria dos testes nucleares realizados durante a Guerra Fria teve lugar em ilhas do Pacífico.

Estados Unidos fizeram explosões nucleares nas Ilhas Marshall

A URSS usou a região ártica de Nova Zembla para realizar 224 testes entre 1955 e 1990. Um deles produziu a mais potente explosão humana da história, com a detonação, em 20 de outubro de 1961, de uma Bomba Tsar com potência de mais de 57 megatons – o equivalente a 57 milhões de toneladas de dinamite.

Cientistas calculam que a explosão foi 3 mil vezes mais potente que a provocada pela “Little Boy”, a bomba lançada em 6 de agosto de 1945 em Hiroshima.

Fonte:BBC

A Polinésia, por sua vez, foi campo de provas do exército francês. Nos atóis de Fangataufa e Mururoa, foi lançado um total de quase 190 bombas nucleares.

Os EUA levaram a cabo mais de 40 detonações nas Ilhas Marshall – uma delas foi tão forte que destruiu por completo a ilhota de Elugelab.

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NAVDEX2017: ST Marine propõe juntamente com a ADSB um LHD Endurance para a Marinha dos Emirados Árabes Unidos

Durante a feira naval NAVDEX 2017, que ocorre em conjunto com a IDEX2017 em Abu Dhabi, a ST Marine, de Cingapura, apresentou um modelo em escala reduzida do LHD  Endurance 160, o navio foi apresentado no estande de Abu Dhabi Shipbuilding (ADSB) uma empresa local a qual é parceira na proposta.


A ST Marine, juntamente com a ADSB estão oferecendo o navio da classe Endurance para a Marinha do Abu Dhabi. O navio multi-propósito na versão LPD (Navio de desembarque de doca) Endurance 140  já é operado por duas outras marinhasa República da Marinha de Cingapuraqeu opera três destes navios e a Marinha Real da Tailândia com um navio.
Uma variante maior do navio, o Endurance 160 é um LHD (Navio de desembarque de doca e porta helicóptero), o qual possui  uma hangar e 5 pontos no convés para helicópteros.

O navio serve para projeção e transporte marítimo, navio hospital e comando; possui uma doca seca capaz de operar várias embarcações pequenas. Isto é complementado por vastas áreas de armazenamento para suprimentos e veículos.

Projetado para operar em qualquer porto sem mínima infraestrutura, o navio possui uma rama escamoteável na lateral, bem como uma grua orgânica capaz de içar desde carros de combate à suprimentos em palets e containers.

Atualmente a Marinha dos Emirados Árabes Unidos só opera navios pequenos como corvetas e embarcações rápidas de combate. Recentemente a Marinha do Qatar ordenou um LHD ao estaleiro italiano Fincantieri. O navio no entanto é baseado na classe Kalaat Beni Hammed da Marinha Argelina e servirá principalmente como uma plataforma de radar.

E.M.Pinto- contato@planobrazil.com

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Fox News Afirma que Rússia entregou a Síria 50 sistemas de mísseis táticos Tochka

Segundo notícia da Fox News desta quinta feira, a Rússia entregou à Síria cerca de 50 mísseis táticos Superfície-Superfície  Tochka (nome-código OTAN SS-21). Se confirmada esta notícia esta seria a maior quantidade de embarques de mísseis russos para a Síria desde o início do conflito em 2011.
O envio de 50 mísseis balísticos de curto alcance SS-21 chegou ao porto sírio de Tartus ao largo do mar Mediterrâneo nos últimos dois dias.

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O 9K79 Tochka ( SS-21), possui várias versões que, por sua vez, são destinadas para ataques em intervalos de distância de 70-185km. Atualmente a Rússia vem gradativamente substituindo os  sistemas de mísseis Tochka pelo Míssil tático mais moderno recentemente testado Iskander M, SS-26.

Esta substituição segundo os analistas militares, deixa disponível um lote considerável das armas mais antigas o que pode inundar o mercado de armas táticas de curto alcance até 2020, período no qual a Rússia planeja já ter feito a substituição por mísseis da família Iskander.Skander-M – 9M723 cujo alcance oscila entre 400 e 500 km e é capaz de operar em altitude de voo de 6 à 50 km.

O Iskander-M é um míssil furtivo, controlado em todas as etapas, e não possui trajetória de voo balística. Outra variante a Iskander-K – 9M728 é um mísseis de cruzeiro, com altitude de voo de até 6 km, que igualmente possui ajuste automático de trajetória com acompanhamento de relevo  em vôo. Esta arma por sua vez, possui alcance: 1500 km.

Já o R-500 é um míssil de cruzeiro baseado nos sistemas ALCM  3M10 e 3M54 3M14, Kh-101 102 .

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Primeiro porta aviões produzido na China está quase pronto para ser lançado ao mar

Com informações Jane’s.

As imagens fornecidas pela  Airbus Defense e Space capturadas em 13 de janeiro mostram os progressos feitos na construção do primeiro porta aviões integralmente construído na China. O Type 001A docado no estaleiro de Dalian, no nordeste da China, apresentou um significativo avanço no processo de construção é está progredindo para ser lançado em breve.

Em um trabalho exclusivo a Jane’s examinou o status dos programas de construção naval em Dalian em agosto de 2016. Desde então, a superestrutura do navio já foi instalado, juntamente com os elevadores da aeronave bem como o restante deck. Trabalhos menores permanecem visíveis no convés, com uma porção de decks vistos temporariamente removidos em novembro de 2016.

Pontos chave
• O porta-aviões Type 001A da China está quase concluído, com a maioria dos trabalhos estruturais externos visivelmente completos.
• Após a adição de um revestimento anti-incrustante vermelho ao casco inferior, resta pouco trabalho antes que o casco 001A possa ser lançado.

Em 20 de fevereiro, a emissora estadual China Central Television (CCTV) informou que alguns equipamentos de apoio, incluindo braçadeiras de suporte ou andaimes em torno das superfícies superiores, haviam sido removidos e que tinta vermelha havia sido aplicada ao casco. A tinta anti-incrustante vermelha é usada abaixo da linha d’água para impedir o crescimento de organismos marinhos no casco, o que pode afetar o desempenho.

A ausência de componentes externos importantes a serem instalados no casco do Type 001A CV e a presença da tinta anti-incrustante vermelha no casco inferior indicam que ele está próximo do lançamento. O único grande trabalho exterior restante envolve a superfície e pintura da cabina de comando. a qual pode ser executada após o lançamento, caso a doca seca seja necessária para outro programa de construção naval.

Um indicador chave que o Type 001A está se preparando para o lançamento, será a remoção de braçadeiras de suporte existentes atualmente no lugar dentro do dique seco, bem como qualquer equipamento restante ou materiais que residem no chão de doca seca.

Enquanto isso, as imagens de satélite de 13 de janeiro também mostram que o segundoDestroyer de mísseis guiados (DDG) Type 052D, produzido em Dalian, está recebendo armas e sensores.

E.M.Pinto-contato@planobrazil.com