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Viktor Kladov afirma que Russos e Indianos novamente parceiros no programa do caça de 5ª Geração AMCA

Segundo a agência de notícias russa TASS, foi oficializado  neste 16 de fevereiro que Rússia e Índia serão parceiras no projeto de desenvolvimento da aeronave de combate média avançada da quinta geração da Índia (AMCA). A informação foi dada pelo diretor de Cooperação Internacional e Política Regional da corporação russa de tecnologia, Rostec, Viktor Kladov.

“Nós certamente participaremos”, disse ele em resposta à pergunta de um correspondente.

De acordo com imprensa Russa e indiana, o trabalho no projeto AMCA foi iniciado em 2008. O caça de quinta geração multifunção é aguardado para substituir uma série de aviões de combate na Força Aérea Indiana. Fontes locais indianas afirma que o primeiro voo da aeronave está programado para ocorrer entre 2023-2024.

Fonte: Tass

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Rússia interessada em participar da licitação de 400 caças para a Índia

oficial da Marinha Indiana em visita ao protótipo “712” do MiG-35 em 24 de janeiro (Foto: RT)

Com informações das agências TASS e Sputnik

A Rússia planeja participar na competição para entrega de aproximadamente 400 caças para a Força Aérea Indiana, segundo informações do Vice-Diretor da Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar da Federação Russa, Vladimir Drozhzhov:

“Nós certamente participaremos na licitação com aviões MiG e Sukhoi”, Drozhzhov disse na feira Aero India 2017 realizada na Base Aérea de Bangalore, no sudoeste do país, nesta quarta-feira.

Esta declaração reforça a afirmação do Vice-Primeiro Ministro russa Dmitry Rogozin durante a apresentação pública do MiG-35 em janeiro:

“Uma conferência militar e industrial será realizada na Índia, nesta primavera (hemisfério norte) para discutir a entrega, reparos e manutenção de armamentos russos, e também de esforços para estabelecer parcerias (joint-ventures) dentro dos parâmetros do programa ‘Make in India’.”

“Nesta conexão estamos também preparados para oferecer essa máquina [o MiG-35] para a Força Aérea Indiana. Não há dúvida que conversaremos sobre isto,” completou Rogozin.

Vale lembrar que naquela ocasião, foi observado a presença de delegações militares da Índia e também do Egito (que encomendou 56 caças desse modelo), o que reforça o interesse estrangeiro pelo MiG-35 com a possibilidade de encomendas concretas.

Delegação do Egito em visita ao protótipo “712” do MiG-35 em janeiro (Foto: Egyptian Armed Forces fanpage)

Atualmente, a Força Aérea da Índia possui em seu inventário 63 caças MiG-29, modernizados recentemente para a versão MiG-29UPG (uma derivação do pacote MiG-29SMT) num contrato de US$ 965 milhões assinado em 2008,

MiG-29UPG da Força Aérea Indiana

Houve também a encomenda de 45 caças embarcados MiG-29K para a Marinha Indiana num contrato de US$ 2,2 bilhões entre 2005 e 2010, segundo dados da SIPRI. O modelo opera no porta-aviões INS Vikramaditya.

os caças MiG-29K embarcados no INS Vikramaditya

Assim como a participação do MiG-35 na licitação indiana para caça médio multi-funcional (MMRCA) em 2007; porém, devido a incertezas dos acordos com os franceses, vencedores do programa com o Dassault Rafale no qual resultou no encerramento do programa MMRCA em abril de 2015, e a encomenda de apenas 24 Rafale (sendo que o programa MMRCA requeria 126 unidades). Isso somado com a histórica familiaridade dos pilotos indianos com a família “Fulcrum” podem ser fatores que reacendam o interesse de Nova Délhi pelo novo modelo russo, o que pode representar junto com a encomenda egípcia, o batismo antecipado do MiG-35 no mercado internacional.

o MiG-35 apresentado em 24 de janeiro. (Foto: RT)

É importante ressaltar que atrasos no programa HAL Tejas e o encerramento do MMRCA agrava o desgaste da grande e obsoleta frota aérea indiana, onde modelos modernos como os Sukhoi Su-30MKI e os MiG-29UPG, convivem com velhas células de 245 MiG-21 (nas versões MiG-21MF e MiG-21 “Bison”), 87 MiG-27ML, 145 SEPECAT Jaguar M/S e até os Dassault Mirage 2000H com 50 unidades, todos em vias de desativação na próxima década. Essa urgência de remodelar sua frota de caças leves e médios aliado a necessidade de nacionalização parcial ou total da produção e desenvolvimento dentro do programa “Make in India” (“fabricar na Índia”) são fatores que também podem contribuir na possível entrada do MiG-35.

Existem planos de abrir um centro de serviços de manutenção em território indiano para os caças da família MiG-29, afirmou Sergei Korotkov, o designer-geral da MiG e vice-presidente da Corporação Aeronáutica Unida (CAU) para inovações, durante a apresentação do MiG-35 no dia 24 de janeiro.

“Após o fim do período de manutenção assegurado pela garantia, nós estamos prontos para criar um centro de serviços para manutenção do MiG-35 no território de qualquer cliente estrangeiro”.

Em 2007, a Rússia e Índia assinaram um acordo para desenvolvimento conjunto do Avião de Caça de Quinta Geração. O cliente primário será a própria Força Aérea Indiana e futuramente ser oferecido ao mercado internacional.

abaixo um vídeo mostrando delegações militares e diplomáticas do Egito, Índia, Peru e Bangladesh presentes no evento de lançamento do MiG-35

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=Rt3io0gSIfw[/embedyt]

S-400 e outros acordos em curso.

Drozhzhov afirmou que a entrega dos sistemas antiaéreos de longo alcance S-400 “Triumf” para a Índia não está planejado para esse ano.

“Nós assinaremos o contrato rapidamente, após termos uma resposta concreta de fornecimento. Eu acho que provavelmente não ocorrerá em 2017”.

Um acordo intergovernamental para a entrega do S-400 para a Índia foi assinado em outubro de 2016.

A China tornou-se o primeiro cliente estrangeiro do S-400. Ambos os lados (russo e chinês) anunciaram a assinatura do contrato em março de 2015. De acordo com relatos da imprensa, o contrato está avaliado em cerca de US$ 3 bilhões.

Outros acordos em curso na Aero India 2017, envolvem o fornecimento de mais dois aviões-radar Beriev A-50El com radares Phalcon israelenses e 48 helicópteros multifuncionais Mil Mi-17V5. Segundo declarações do Vice-Diretor da empresa Rosoboronexport (empresa russa de comércio de armamentos), Sergei Goreslavsky, as encomendas indianas já excederam US$ 4 bilhões em 2016, frisando o “alto nível da cooperação técnico-militar russo-indiana”.

Edição, Tradução e Análise: Tito Lívio Barcellos Pereira

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Bielo-Rússia testa com sucesso seu sistema antiaéreo modernizado 9A33-1B

O sistema de defesa antiaerea de curto alcance 9A33-1B (Foto: Jornal Militar bielo-russo).

Com informações do Defence Blog

 

         A 2566ª Planta de Reparos de Armamentos Radioeletrônicos, empresa de defesa da Bielo-Rússia testou com sucesso o sistema de defesa antiaéreo móvel 9A33-1B no campo de testes da Força Aérea e Defesa Aérea. Segundo matéria publicada pelo jornal de defesa local.

O 9A33-1B é a modernização do sistema de defesa antiaéreo de curto alcance 9K33 Osa – “Vespa” (SA-8 “Gecko” na nomenclatura da OTAN), montado no chassi 6×6 BAZ-5937, fabricado pela “Fábrica de Automotores de Bryansk” na atual Rússia. Equipado com o radar 1S51M3, é capaz de detectar alvos a 30 km e rastrear a 25 km, emprega 6 mísseis 9M33 com carga explosiva de fragmentação, podendo atingir alvos a 12 mil metros e 15 km de distância.

O míssil terra-ar 9M33M3 em exibição na MAKS 2005.

 

Desenvolvido em 1960 e introduzido nas forças soviéticas desde 1971, foram produzidas cerca de 1.200 unidades e exportados para vários países. Hoje a série “Osa” é operado por países como Argélia, Bulgária, Cuba, Equador, Índia, Jordânia, Líbia e Síria, além de países membros da OTAN como a Polônia, Romênia e Grécia. No espaço pós-soviético esse modelo ainda é operado pela Armênia, Azerbaijão, Geórgia, Rússia e Ucrânia, além de obviamente as próprias forças bielo-russas. O que pode implicar boas perspectivas de oferecimento desse pacote ao mercado internacional.

Os testes foram conduzidos para determinar se o protótipo cumpre os requerimentos e especificações técnicas exigidas, além de sua viabilidade para o início da modernização em série dos sistemas existentes no arsenal bielo-russo.

A modernização dos sistemas em serviço ativo, permitiu a implementação de novos equipamentos:

  • Melhoria das especificações técnicas e capacidades em combate;
  • Aumento da confiabilidade e manutenção;
  • Automatizar os sistemas de operação em combate;
  • Automatizar os trabalhos do comandante da tripulação;
  • Aumentar as possibilidades de eliminação de detritos;
  • Aumentar a vida operacional por mais 10 anos;
  • Melhoras as condições de trabalho da tripulação.

Durante os testes de campo com disparo de mísseis superfície-ar, foi definido que os comandos gerados e transmitidos para os mísseis asseguram uma guiagem estável até a destruição do alvo.

Um modelo experimental do 9A33-1B foi demonstrado na 7ª MILEX 2014 (Feira Internacional de Armamentos de Minsk), despertando grande interesse de analistas, visitantes e autoridades. Os testes preliminares dos modelos experimentais encerraram em 4 de agosto de 2015. Esses testes foram conduzidos dentro da supervisão do instituto de Pesquisa e Desenvolvimento locais.

Abaixo o vídeo informacional da empresa sobre o pacote de modernização:

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=_lIsPIXKKos[/embedyt]

Fonte: Defence Blog

Edição e Adaptação: Tito Lívio Barcellos Pereira

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Washington pretende criar a ‘OTAN árabe’ para conter o Irã

A nova administração norte-americana, que considerou o Irã como “Estado terrorista”, tenta incentivar os países árabes a criar um bloco militar para conter Teerã.

A administração de Donald Trump negociou com vários países árabes a criação de uma nova aliança militar no Oriente Médio, anunciou o Washington Post citando fontes árabes. 

Baseado no princípio da OTAN segundo qual um ataque contra um membro da OTAN é considerado como um ataque contra todos, a nova organização deve reunir a Arábia Saudita, os Emirados Árabes, o Egito e a Jordânia, tendo como objetivo “fazer frente ao seu adversário comum, o Irã”, indica o Washington Post.

Se acrescenta também que, caso o projeto seja realizado, os EUA e Israel pretendem se comprometer a prestar apoio militar para a aliança e cooperar em matéria de informações com cada país do bloco.

O que se toca à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes, a sua intenção de aderir a tal aliança não é desinteressada.

Segundo o Washington Post, estes dois países querem alcançar a anulação por Trump da lei norte-americana que permite a famílias de vítimas de atentados organizados por grupos terroristas processar os países que os apoiam.

Este é um documento que tinha sido adoptado em setembro por Barack Obama e que representa ameaça para Riad, já que autoriza inúmeros cidadãos norte-americanos que perderam membros da família durante o atentado de 11 de setembro a processar o país.

Foto:  Capitólio dos EUA – Prédio do centro legislativo do governo 

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

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Conflitos Destaques Estados Unidos Geopolítica Inteligência Opinião Rússia

Trump ataca agências de inteligência dos EUA em meio a perguntas sobre a Rússia

O presidente dos EUA, Donald Trump, atacou nesta quarta-feira as agências de inteligência norte-americanas pelo que chamou de vazamentos ilegais de informações, e rejeitou relatos de contatos entre membros de sua campanha presidencial e oficiais russos de inteligência.

Trump entrou na contraofensiva à medida que seu governo foi sacudido pela saída abrupta de Michael Flynn como assessor de segurança nacional na segunda-feira.

O jornal New York Times informou na terça-feira que os registros de telefonemas e chamadas interceptadas mostram que membros da campanha presidencial de Trump e outros associados de Trump tiveram contatos repetidos com altos oficiais de inteligência russos nos 12 meses anteriores às eleições de 8 de novembro.

Trump repudiou a reportagem e disparou uma série de tuítes na manhã desta quarta-feira.

“Essa conexão russa sem sentido é meramente uma tentativa de encobrir os muitos erros cometidos na campanha perdedora de Hillary Clinton”, tuitou o presidente republicano, citando sua ex-rival democrata na disputa presidencial de 2016.

Em outro tuíte, Trump disse: “A informação está sendo ilegalmente dada aos deficientes @nytimes & @washingtonpost pela comunidade de inteligência (NSA e FBI?). Como a Russia”, acrescentando que a situação era “muito grave”.

“O verdadeiro escândalo aqui é que a informação confidencial é dada ilegalmente pela ‘inteligência’ como doces. Muito anti-americano!” Trump escreveu.

Ele não deu provas para apoiar sua acusação de que os serviços de inteligência estavam fornecendo informações aos meios de comunicação. Ele não disse se tinha ordenado qualquer investigação sobre vazamentos.

A Reuters não pôde confirmar imediatamente a reportagem do New York Times, que o Kremlin rejeitou na quarta-feira.

A CNN também noticiou que os conselheiros de Trump estavam em constante contato com funcionários russos durante a campanha.

Susan Heavey

Foto: TIMOTHY A. CLARY / AFP / Getty Images

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Reuters

 

 

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"Os contribuintes americanos não podem arcar com uma parcela desproporcional da defesa dos valores ocidentais" - (S. de Defesa EUA) Referindo-se a OTAN

Em Bruxelas, secretário de Defesa ameaça “moderar comprometimento” com aliança caso outros países-membros não elevem seus gastos e cobra plano para alcançar meta de 2%.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, afirmou nesta quarta-feira (15/02) que Washington vai “moderar seu comprometimento” com a Otan se os demais membros da aliança não elevarem seus gastos com defesa.

“Os contribuintes americanos não podem mais arcar com uma parcela desproporcional da defesa dos valores ocidentais”, afirmou Mattis em Bruxelas, reiterando uma posição já assumida pelo presidente Donald Trump. “Se as nações de vocês não querem ver os EUA moderar seu comprometimento com a aliança, cada um dos governos precisa mostrar apoio à nossa defesa comum.”

O Pentágono insiste que os países-membros da Otan cumpram a meta de gastar o equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) na área da defesa, mas poucos o fazem apesar de todos terem concordado com a meta estabelecida na cúpula no País de Gales, em 2014. Dos 28 países-membros da Otan, apenas EUA, Reino Unido, Estônia, Grécia e Polônia tem alcançado ou ultrapassado a meta.

“Se há um plano [para chegar à meta], nossa aliança conta com os senhores para que acelerem seus esforços e mostrem resultados finais. E, se ainda não há, é importante que o estabeleçam em breve”, afirmou o secretário de Defesa aos representantes dos demais países.

Ao chegar ao encontro, Mattis ressaltou que os Estados Unidos consideram a Otan uma base fundamental para a cooperação transatlântica e reiterou o compromisso do governo Trump com a aliança. Ele também disse que a Otan é uma força de estabilidade na Europa e ajuda a “manter a paz e defender valores compartilhados”.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que Mattis mostrou um “forte compromisso” com o órgão e destacou a importância de reforçar ainda mais a aliança. “Isso foi muito celebrado na reunião, porque todos os demais ministros expressaram o mesmo compromisso com a aliança transatlântica. Todos entendemos que estamos mais seguros e mais fortes juntos”, declarou.

Foto: Secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

Entenda: A Rússia e a expansão da OTAN para o Leste

Provocação do ponto de vista dos russos, imperativo de segurança na argumentação de antigos países satélites da União Soviética: expansão da Otan para o leste é polêmica e muito criticada. Confira na coluna desta semana.

Para os russos, talvez seja mais uma provocação que o recente encontro de cúpula da Otan tenha acontecido justamente em Varsóvia. Afinal, a aliança militar liderada pela antiga União Soviética, contraponto à Otan, carregava justamente o nome da capital polonesa.

O Pacto de Varsóvia é história, e boa parte dos membros de então ingressou na Otan. A expansão da Aliança Atlântica para o leste começou em 1999, com os ingressos da Polônia, da República Tcheca e da Hungria. Em 2004, seguiram-se Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e Eslovênia. Em 2009, a Albânia e a Croácia.

Esse processo, ainda em andamento, incomoda a Rússia, que o encara como provocação. Pelo artigo 5 da Otan, o ataque a um país-membro é um ataque a todos. Se a Ucrânia fosse membro da Otan, a presença de tropas russas em território ucraniano seria automaticamente uma afronta a toda a aliança militar.

A proteção é o principal argumento de países do Leste Europeu para o ingresso na Otan. Eles temem a Rússia e citam os recentes conflitos na Geórgia e na Ucrânia como exemplos.

Já a Rússia vê a expansão da Otan como provocação, se não ameaça, e invoca um argumento controverso: durante as negociações que levaram à reunificação da Alemanha, em 1990, políticos ocidentais teriam prometido que a Otan não ampliaria sua fronteira oriental.

Não existe um acordo conhecido que sustente essa afirmação, mas transcrições de conversas da época (por alguns anos secretas, mas hoje de livre acesso) mostram que diplomatas ocidentais de fato fizeram promessas nesse sentido para conquistar a anuência russa à reunificação alemã.

Em 2009, a revista alemã Der Spiegel publicou trechos de uma conversa entre o ministro alemão do Exterior, Hans-Dietrich Genscher, e o seu colega soviético, Eduard Shevardnadze, na qual o diplomata alemão fala claramente que a Otan não vai se expandir para o leste. Promessa semelhante teria sido feita pelo então secretário de Estado dos EUA, James Baker.

A questão de por que a União Soviética não exigiu esse compromisso por escrito pode ser encontrada numa declaração de Shevardnadze, citado pela revista alemã: “No início dos anos 1990 ainda existia o Pacto de Varsóvia. A possibilidade de que a Otan iria se expandir para países dessa aliança soava então absurda”.

Controvérsia à parte, vários historiadores, diplomatas e políticos americanos consideram a política de expansão oriental da Otan um erro, argumentando que ela serve para acirrar tendências nacionalistas, antiocidentais e militaristas na Rússia.

Coluna Zeitgeist

Foto: © REUTERS / Francois Lenoir

  • A coluna Zeitgeist oferece informações de fundo com o objetivo de contextualizar temas da atualidade, permitindo ao leitor uma compreensão mais aprofundada das notícias que ele recebe no dia a dia.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW