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China continua se armando mais rapidamente do que os demais países

A China continua se armando mais rapidamente do que outros países, a ponto de estar, em algumas áreas militares, “quase em paridade com o Ocidente”, segundo o relatório anual do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS).

“A superioridade tecnológica militar do Ocidente, considerada consolidada, é cada vez mais desafiada”, afirma John Chipman, diretor do IISS, na apresentação nesta terça-feira em Londres deste relatório anual que faz referência ao equilíbrio das forças armadas no mundo.

Desde 2012, as despesas com a defesa não pararam de crescer entre 5% e 6% ao ano. No entanto, globalmente, o nível caiu 0,4% em 2016, principalmente devido a uma redução no Oriente Médio, cuja economia tem sido prejudicada pela queda dos preços do petróleo.

A China destinou em 2016 um orçamento de 145 bilhões de dólares para a defesa, mais de um terço dos gastos de todo o continente asiático. Muito longe dos Estados Unidos (604,5 bilhões), mas à frente da Rússia (com 58,9 bilhões), Arábia Saudita (56,9) e Reino Unido (52,2).

Símbolo deste progresso, a China, depois de criticar por muito anos os programas da antiga União Soviética ou da Rússia, “possui agora seus próprios canais de pesquisa, desenvolvimento e construção” de armas.

O país, que também investe maciçamente em navios e submarinos, “começa a vender armas ao exterior”, aponta John Chipman.

Foto: Caça Stealth chinês Shenyang J-31 e o caça J-15 em porta-aviões chinês

AFP

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Yahoo

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Sukhoi Su-34 Fullback: O "pesadelo" para Paquistão e China " se for introduzido na Força Aérea Indiana"

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Nova Déli: A Força Aérea Indiana disse ter notado e analisado o desempenho, capacidades e demonstração de poder de fogo do caça bombardeiro Russo, Sukhoi Su-34 Fullback durante o período de sua ação de combate na Síria, desdobrado pela Força Aérea russa para bombardeios ao DAESH / ISIS. Além disso, os relatórios obtidos após a campanha despontaram o interesse da Força Aérea Indiana.

Não é de admirar que o Sukhoi-34 seja o avião de caça e bombardeiro mais avançado no inventário das forças russas, Fullback destinava-se a substituir o inventário cada vez mais obsoleto de caças Su-24. Ao contrário do Fencer, Su-34 conseguiu manter o legado do design Flanker famoso por seu desempenho de vôo enquanto fazia o Fullback verdadeiramente um avião de ataque.

O Fullback é um avião capaz de transportar mísseis ar-ar para auto-defesa e munições de ataque ao solo, ao mesmo tempo, transporta uma respeitável carga de armas contra alvos terrestres, graças aos seus doze pontos fixos, assim, a aeronave é capaz de realizar um bombardeio de profundidade e ainda realizar a função de escolta sem que para isso seja necessário o uso de aeronaves de escolta dedicadas.

Sukhoi-34-infographic-cgi

O SU-34 é impulsionado por 2 motores turbofan de pós-combustão Saturn AL-31FM-1, gerando cada um 132 kN de impulso, suficiente para atingir uma velocidade máxima de cruzeiro de 1.900 km / h. Seu projeto foi pensado para realização de várias missões de combate no teatro da guerra moderna, desta forma ele pode desempenhar papéis tácticos, bombardeios de profundidade, ataques navais em quais quer condições meteorológicas,pode ainda realizar missões de patrulha aérea de combate (CAP) e missões de reconhecimento, além de que a aeronave pode executar papéis ‘SEAD e DEAD’ em ambientes hostis altamente protegidos e saturados de  contramedidas de guerra eletrônica.

Pacote de Carga de Armas: O Su-34 tem uma capacidade de carga máxima de cerca de oito toneladas com um alcance máximo de 4.000 km (sem reabastecimento ou tanques externos). O pacote de armas inclui munições guiadas e não guiadas para alvos terrestres e navais e mísseis ar-ar para ameaças aéreas, juntamente com uma variedade de reconhecimento e guerra eletrônica a gosto do cliente.

As Munições de Ataque  ao solo incluem munições táticas ar-terra de alcance e mísseis de cruzeiro Kh-59ME / MK e KH-55, mísseis anti-radiação Kh-31A, Kh-31P / R e mísseis guiados Kh-29T e Kh-29L Com alcance e ogiva diferentes para uma variedade de alvos terrestres e marítimos. Além disso, o Fullback pode transportar foguetes, bombas guiadas e não guiadas e bombas de fragmentação.

Bombas de fragmentação su-34-drop-cluster

Mísseis ar-ar: Su-34 está integrado ao míssil Vympel R-73 “Archer” míssil ar-ar de curto alcance com um alcance alvo máximo de 35 km. Para a intercepção de longo alcance a aeronave leva Vympel R-77 “Adder” que tem um alcance máximo de 110 km. Além disso, existem alguns mísseis ar-ar atualmente em desenvolvimento e, uma vez operacionais serão adicionados ao caça.

Sukhoi Su-34 “papéis na força aérea indiana” caso venha a ser introduzido

Não há qualquer perspectiva possível para o adversário caso o Fullback ingresse na Força Aérea Indiana, afirma o  reconhecido especialista em defesa Guruswamy.

Com um alcance máximo de 4.000 km, dá para entender qual é a sua implicação em caso de hostilidades. Digamos que o  Paquistão seja o adversário, você pode contornar o Irã e alvejá-lo pelo flanco ocidental, desprotegido. Basta ter alguns Su-34 e você vai puxá-los (Paquistão) para uma espiral de elevação de gastos  em infra-estrutura de dissuasão e tecnologia..Se você tiver um esquadrão (ou mesmo metade) posicionado em Andamans, você poderia contornar o Mar da China Meridional e atacar a China caso ela fosse o adversário. De repente, qualquer movimento contra a Índia se tornaria muito mais doloroso. Não apenas isso, ter-se ia um significativo ganho em alcance para a interdição estratégica ao redor.

Su-34-armado-com-mísseis

Mas isso não é tudo. Esta aeronave também pode cumprir a função de um A-10 (menos o cânone de marca registrada) nas funções CAS (apoio aéreo aproximado). Porém, possui melhores contramedidas, é blindado tal e qual (o cockpit é uma banheira de titânio) e tem a mesma manobrabilidade que um A-10 e graças a seus canards, não sacrifica a velocidade.

Em um ambiente de rede centrada, ele pode liberar munições inteligentes a distâncias seguras enquanto está sendo direcionado de fontes mais furtivas. Assim, à medida que mais munições inteligentes são desenvolvidas,  aumenta também o valor da aeronave ao longo do tempo.

Tomemos esse conceito mais adiante. Com equipamentos especializados, esta aeronave pode se transformar em um Growler mais poderoso do que o Americano EA-18G Growler. Com a configuração do cockpit onde piloto e copiloto estão próximos, a carga de trabalho é distribuída e diminuída. Vamos dar um passo adiante.

O Su-34 tem a área mais larga do cone do nariz que pode ser modificada de acordo com a especificação do usuário. Pode-se substituir o radar PESA que eles têm com um radar AESA mais avançado. Assim, não só aumenta a sua capacidade, mas também tornan-o uma potente plataforma AEW. A capacidade AESA aumentada, o transforma numa plataforma AEW em movimento rápido para apoiar um complemento de Tejas, digamos. Ou proporcionaria uma potência muito maior que os ataques dos SEPECAT Jaguar.

Iaf-su-34-cgiCGI de Sukhoi-34 Fullback nas cores Da Força aérea Indiana.

A história não termina aí…

O Su-34 está sendo desenvolvido para operar como plataforma ASW rápido. Imagine a área que pode então proteger? E tudo isso sem ter que criar nova infra-estrutura logística, porque já os temos com o Su-30MKI. Se modificado de acordo com as especificações indianas, o Fullback oferecerá soluções em apoio aéreo próximo (CAS), interdição estratégica, bombardeio tático, ataque naval e muitos outros papéis. Sem mencionar que eles são muito mais baratos ​​do que outras alternativas. Eles foram construídos para se igualar ou superar os F-15 E Strike Eagles.

60 células de Su-34 Fullback e, de repente a Força Aérea Indiana atinge se torna um desafio muito caro para os seus inimigos os incapacitando de correrem em busca de uam alternativa de onerosa de dissuasão. Os custos atuais são um dreno em si  e “Se tornariam um pesadelo para ambos os nossos inimigos  tanto para a China quanto para o  Paquistão.”

Fonte: Indian Defence News

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ADSUMUS: Fuzileiros navais trocam tiros com bandidos no Rio de Janeiro

Criminoso estava em uma moto e trocou tiro com os fuzileiros.

Um homem foi morto, após uma troca de tiros com os fuzileiros navais, na Avenida Brasil, no trecho próximo ao Into, na Zona Portuário do Rio, na manhã desta quarta-feira (15/02/17).

Os militares estavam em um comboio, com 5 veículos, quando observaram dois homens, em uma motocicleta, realizando um roubo na região.

Houve um intenso tiroteio e os fuzileiros conseguiram balear e matar um dos suspeitos, que não teve a identidade divulgada. O outro fugiu com a motocicleta.

 

O confronto aconteceu no dia em que 9 mil militares começaram a reforçar a segurança na Capital e da Região Metropolitana; O planejamento inicial prevê a permanência das tropas federais até o dia 22 de fevereiro, data em que o reforço do patrulhamento vai ser reavaliado.

Fonte: Band News FM

Edição Plano Brasil

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França inicia testes do fuzil de assalto Heckler & Koch HK-416F

O Exército francês (Armée de terre  ) iniciou o treinamento de seus militares com o novo fuzil de assalto HK-416F Calibre 5,56×45. O novo armamento substituirá os fuzis FAMAS do tipo Bullpup que estão em operação nas Forças Armadas Francesas desde o final da década de 1970.

De acordo com o Ministério da defesa Frances a França ira receber mais de 93 mil unidades do fuzil Alemão HK-416F que serão entregues no período entre 2017 e 2028. Em setembro de 2016 foi anunciada a seleção do HK-416 para a substituição do FAMAS como o novo fuzil de assalto do Exército Frances.

O HK-146F e baseado HK-416 padrão mas com algumas modificações solicitadas pela Direção-Geral de Armamento ( Direction générale de l’armement DGA) como os acessórios desenvolvidos para o FAMAS e componentes do Felin. O HK-416F também será equipado com o Lançador de granadas HK-269F também fabricado pela empresa alemã

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Conflitos Destaques Estados Unidos Geopolítica Rússia

Campanha de Trump teve contatos repetidos com inteligência russa, diz New York Times

Registros telefônicos e chamadas interceptadas mostram que membros da campanha presidencial de Donald Trump e outros associados a Trump tiveram contatos repetidos com autoridades de alto escalão da inteligência russa no ano anterior à eleição, relatou o New York Times na terça-feira, citando quatro atuais e ex-autoridades norte-americanas.

Agências da inteligência e lei dos Estados Unidos interceptaram as comunicações por volta do mesmo momento em que descobriram evidências de que a Rússia tentava atrapalhar a eleição presidencial ao hackear o Comitê Nacional Democrata, disseram três das autoridades, de acordo com o Times.

As agências da inteligência então tentaram descobrir se a campanha de Trump estava ao lado dos russos no ataque cibernético ou em outros esforços para influenciar a eleição, segundo o jornal.

As autoridades entrevistadas nas semanas recentes disseram não ter evidências de tal cooperação, segundo a reportagem.

No entanto, as interceptações alarmaram agências norte-americanas, em parte por conta do número de contatos que ocorria enquanto Trump elogiava o presidente russo, Vladimir Putin.

As conversas interceptadas são diferentes das conversas do ano passado entre Michael Flynn, ex-assessor de Segurança Nacional de Trump, e Sergei Kislyak, embaixador russo nos EUA, segundo o Times.

Durante as ligações, os dois homens discutiram sanções que o governo Obama impôs na Rússia em dezembro. Flynn enganou a Casa Branca sobre as ligações e foi convidado a renunciar na noite de segunda-feira.

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters sobre a reportagem do New York Times.

O Times relatou que autoridades disseram que comunicações interceptadas não se limitam a autoridades da campanha de Trump e incluem outros associados do presidente.

Do lado russo, os contatos também incluem membros do governo de fora dos serviços de inteligência, segundo as autoridades. Todas as atuais e ex-autoridades falaram em condição de anonimato porque a investigação em andamento é confidencial, relatou o jornal.

As autoridades disseram que um dos assessores descobertos nas ligações era Paul Manafort, que foi gerente da campanha de Trump por diversos meses no ano passado e trabalhou como consultor político na Rússia e Ucrânia, de acordo com o Times. As autoridades se negaram a identificar outros associados de Trump nas conversas.

Foto: REUTERS/ Jonathan Erns

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Reuters

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Conflitos Estados Unidos Geopolítica Rússia Ucrânia

Ministério das Relações Exteriores da Rússia diz que Crimeia não será devolvida à Ucrânia

A Rússia não irá devolver o controle da Crimeia para a Ucrânia, informou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia nesta quarta-feira, respondendo a comentários da Casa Branca de que os Estados Unidos esperam que a península do Mar Negro seja devolvida.

“Não devolvemos nossos próprios territórios. Crimeia é território pertencente à Federação Russa”, disse Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, durante entrevista coletiva.

Na terça-feira, a Casa Branca informou que o presidente dos EUA, Donald Trump, deixou claro que espera que a Rússia entregue o controle do território.

A Rússia anexou a Crimeia em 2014, fazendo com que os EUA e União Europeia estabelecessem sanções sobre Moscou, o que colocou as relações do Kremlin com o Ocidente no pior nível desde o final da Guerra Fria.

Andrew Osborn

Foto: Victor Huseynov – Maria Zakharova porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Reuters

 

 

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Conflitos Destaques Estados Unidos Geopolítica Israel

Governo Trump sugere guinada na política para Israel

No dia da visita de Netanyahu, Casa Branca indica que não deve apoiar mais solução de dois Estados como base para negociações de paz com palestinos, fundamento da política americana nas últimas décadas.

O governo Donald Trump sugeriu nesta terça-feira (15/02) que a paz entre israelenses e palestinos pode não passar pela solução de dois Estados. A posição, se confirmada, marcaria uma guinada na política defendida pelos Estados Unidos nos últimos 20 anos.

A declaração foi dada por uma autoridade do governo Trump a jornalistas momentos antes do início da visita oficial do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, à Casa Branca. Será o primeiro encontro entre os dois líderes.

“Uma solução de dois Estados que não traga a paz não é um objetivo que queremos atingir”, disse a autoridade, que pediu para não ser identificada. “A paz é o objetivo, seja através com uma solução de dois Estados ou outra forma qualquer que as duas partes desejem.”

Trabalhadores palestinos na Cisjordânia aguardam em checkpoint israelense para entrar em Jerusalém

Durante décadas, a posição americana foi de que israelenses e palestinos deveriam negociar diretamente a formação um Estado palestino independente. Foi essa a premissa para a paz de todas as negociações internacionais sérias sobre o tema.

O Departamento de Estado demonstrou surpresa com as declarações e disse não ter informação sobre guinadas na política americana para o Oriente Médio. Mas a visita de Netanyahu pode, de fato, ser o início de uma nova era nas relações bilaterais, arranhadas na era Obama.

Ao longo da campanha eleitoral, Trump sempre se mostrou pró-Israel. Ele prometeu, por exemplo, transferir a embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém; endossou David Friedman, um defensor dos assentamentos judaicos, como seu enviado a Israel; e chegou a dizer que não pressionaria por negociações com os palestinos.

Desde a posse, porém, suas posições oscilaram. A transferência da embaixada está, aparentemente, suspensa. Duramente criticada, por seu potencial de distúrbios em todo o Oriente Médio, a ideia foi censurada até pelo rei Abdullah da Jordânia, durante uma visita surpresa.

Segundo fontes do governo israelense, o objetivo da visita de Netanyahu será trabalhar com Trump para alinhar a postura de Israel à americana em relação ao Oriente Médio, para que não haja “nenhuma brecha”.

Foto: Kobi Gideon / GPO / EPA – Benjamin Netanyahu com Donald Trump em Setembro / 2016.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW