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Protótipo da aeronave cargueira militar Il-112V entrou na fase de montagem final

Montagem da asa na planta da VASO em Janeiro de 2017.

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O primeiro protótipo da aeronave de transporte militar Ilyushin Il-112V que se encontra em estágio de montagem final na Voronezh Aircraft Plant (VASO), está prestes a ser finalizada com as asas já acopladas à fuselagem.

Os atrasos e o embargo tecnológico imposto a Rússia, foram contornados com o desenvolvimento de dispositivos produzidos pela indústria Russa.

O projeto da nova asa é crucial para o desenvolvimento da aeronave, o projeto da nova asa de uma só peça tornou o processo de produção mais rápido e fiável, além disso a asa é mais leve e portanto diminui a massa total da aeronave, sendo adicionalmente capaz de transportar mais combustível o que segundo o fabricante aumentou de sobremaneira o alcance a capacidade de carga do avião.

A estrutura do primeiro protótipo do Il-112V será concluída antes do final de fevereiro e, em seguida, dar-se –a  a instalação dos motores, sistemas e equipamentos todos construídos a partir de componentes fabricados na Rússia, isto inclui a  aviônica baseada apenas em componentes eletrônicos Russos. Ao mesmo tempo, está em andamento a construção de um segundo protótipo para testes estruturais e de resistência.

Em fevereiro iniciou-se os testes do novo motor que impulsionará o protótipo da Aeronave.

Ilyushin Il-112V atende a um pedido do ministério da Defesa Russo para um programa de um cargueiro leve capaz de operar a qualquer tempo em pistas despreparadas e em regiões de difícil acesso, o programa que teve atrasos em função de prioridades orçamentais e em decorrência dos embargos tecnológicos impostos à  Rússia em função do conflito na Crimeia. O cargueiro militar possui capacidade para 5 toneladas  é projetado para transportar tropas, equipamento de combate e carga e substituir os cargueiros movidos à turbopropulsores Antonov An-24  e An-26 do inventário russo.

A nova asa feita de uma só peça é bem mais leve e resistente e possui uma maior capacidade de combustível.

O vôo inaugural do Il-112V, cujo contratante principal é a VASO, está programado para 1 de julho de 2017. De acordo com o gerente do programa Il-112V Dmitry Savelyev, a Força Aeroespacial russa sozinho precisa de pelo menos 35 aviões do tipo. A VASO por sua vez informou que é capaz de construir cerca de 12 aeronaves por ano.

email: contato@planobrazil.com

 

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Austria processará Airbus por escândalo de corrupção envolvendo a compra de caças Eurofighter

Segundo informações da AFP, Michael Bauer, porta-voz do Ministério da Defesa da Áustria, informou àquela  agência de notícias os resultados das investigações a cerca do escândalo envolvendo a corrupção por parte do grupo AIRBUS na ocasião da compra do seu país de caças Eurofighter Typhoon.

Segundo a nota o Ministério da Defesa da Áustria vai processar o consórcio aeronáutico europeu Airbus por fraude e corrupção no âmbito da vendados caças que se encerrou em 2003,  em nota o Ministério esclarece que exigirá indenização bilionária.

Bauer destacou que

“Vamos interpor uma ação judicial contra a Airbus”.

O processo contra a EADS atualmente Airbus Defence Space , surge na sequência de uma investigação do governo, iniciada em 2012, a qual levanta as questões sobre práticas de corrupção no contrato de compra, em 2003 A Áustria dadquiriu do consórcio outros 15 caças avaliados em €1,7 bilhões.

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FOpEsp – A Investida do Tubarão: Síntese Histórica dos Mergulhadores de Combate da Marinha do Brasil (Parte 1)

Fotografia 1: Equipe de Mergulhadores de Combate (EqMEC) executam simulação de infiltração marítima embarcados em um bote pneumático. (Fonte: Acervo do GRUMEC).

Texto elaborado por Rodney Alfredo Pinto Lisboa.

Por ocasião da Segunda Guerra Mundial, Brasil e EUA estreitaram relações assinando um tratado de cooperação político-militar permitindo, entre outros fatores, que os norte-americanos utilizassem bases navais no litoral brasileiro (Natal, Recife e Salvador) com o objetivo de prover a defesa do Atlântico Sul e oferecer auxílio aéreo para as tropas aliadas que combatiam no Norte da África, Europa e Extremo Oriente. O alinhamento entre as duas nações projetou o Brasil como o mais importante aliado ibero-americano dos EUA, rendendo ao país a concessão de um fundo financeiro (Lend-Lease) para que as FFAA brasileiras adquirissem armamentos de origem norte-americana.

A aliança entre Brasil e EUA sujeitou o Poder Naval brasileiro à influência tática e doutrinária da estratégia marítima norte-americana, criando um vínculo que se estendeu ao longo da Guerra Fria. A atividade em questão foi introduzida na MB a partir desse vínculo, quando, em 1964, quatro marinheiros brasileiros (Capitão-de Corveta Carlos Eduardo do Amaral Serra, Capitão-Tenente Antônio Eduardo Souza Trindade, Primeiro-Sargento José Cavalcante Braga da Silva e Terceiro-Sargento Alberi Lazzari Sobrinho) graduaram-se na Classe-31 do UDT (Underwater Demolition Team Course) ministrado pela Escola Naval Anfíbia localizada na Base Naval Anfíbia de Little Creek, no estado norte-americano da Virginia.

Fotografia 2: Mergulhadores escafandristas (EK), componentes de um grupo de doze militares da Marinha do Brasil (MB), enviados aos EUA em 1964 para participar do exigente UDT Course, que teve apenas quatro brasileiros concluintes. (Fonte: Acervo do GRUMEC).

Retornando ao Brasil em julho de 1964, os quatro egressos da Classe-31 do UDT Course começaram a trabalhar no intuito de disseminar os conhecimentos adquiridos no exterior na tentativa de promover e introduzir a atividade do Mergulho de Combate como uma alternativa viável para a MB. Assim, os MECs formados nos EUA passaram a atuar internamente em operações de apoio aos exercícios de desembarque da Esquadra. No exterior, os MECs compuseram a Unidade de Demolição Tática quando da realização das Operações DRAGÃO e UNITAS, que reúnem diferentes Marinhas nacionais em simulações visando o adestramento das Forças Anfíbias (FAnf).

No início da década de 1970, face às novas conjunturas impostas pela guerra irregular conduzida, sobretudo, no sudeste asiático, manifestas gradativa e esporadicamente em vários conflitos assimétricos travados nas primeiras duas décadas da Guerra Fria, a MB, procurando adequar-se às variantes da guerra não convencional, tomou a iniciativa de criar a Divisão de Mergulhadores de Combate (DivMEC).

Subordinada à Força de Submarinos (ForS) e localizada nas dependências da Base Almirante Castro e Silva (BACS), a DivMEC iniciou suas atividades em uma época na qual o Brasil gozava de relativa estabilidade econômica enquanto enfrentava o período mais rígido do regime militar.

Ainda nos primeiros anos da década de 1970, enquanto se deparavam com a difícil tarefa de elaborar uma doutrina operacional focada na atuação dos MECs em Operações Anfíbias (OpAnf) e no ataque submerso a embarcações, a recém criada DivMEC foi encarregada de realizar o levantamento hidrográfico da costa brasileira a fim de identificar possíveis áreas aptas a comportar um eventual desembarque anfíbio.

No final de 1972, o Capitão-de-Corveta Carlos Eduardo do Amaral Serra, o Capitão-Tenente Theotônio Chagas Toscano de Britto, o Primeiro-Sargento José Cavalcante Braga da Silva, o Segundo-Sargento Ozino Brasilino da Silva, além do Terceiro-Sargento Severino Fernandes Filho, foram enviados para a cidade francesa de Saint-Mandrier (região de Toulon) com o objetivo de participar do 42º Cours de Nageur de Combat (CNC [Curso de Nadadores de Combate]) da Marinha da França no início do ano seguinte.

Após 27 semanas de treinamentos e avaliações que colocaram os conhecimentos adquiridos à prova, os candidatos remanescentes, incluindo os cinco brasileiros, foram devidamente agraciados com seus respectivos brevês.

Fotografia 3: Alunos do 42º Cours de Nageur de Combat (CNC {Curso de Nadadores de Combate]), incluindo militares brasileiros, participam de instrução durante a primeira fase do curso ministrado pela Marinha da França em 1973. (Fonte: Acervo CF [Ref.] Theotônio Chagas Toscano de Britto).

Aproveitando sua estada no continente europeu após concluírem o CNC, os MECs brasileiros auxiliaram a Comissão Naval Brasileira na Europa (CNBE) provendo suporte técnico necessário para o processo de aquisição de equipamentos utilizados nas atividades de mergulho. Esses equipamentos, imprescindíveis para a implementação do MEC no país, seriam disponibilizados para o Centro de Instrução e Adestramento de Submarinos e Mergulho (CIASM), estabelecimento de ensino da MB renomeado em 22 de maio de 1978 como Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché (CIAMA).

Após retornarem ao Brasil, os MECs que haviam estado na França juntaram-se a um oficial e um praça que haviam participado, respectivamente, dos cursos UDT e Explosive Ordnance Disposal (EOD [Desativação de Artefato Explosivo]) nos EUA, colocando suas habilidades a serviço da Esquadra no intuito de desenvolver uma doutrina operacional que adaptava o melhor das filosofias norte-americana (focada principalmente nos procedimentos de guerra ribeirinha) e francesa (que enfatizava as ações de mergulho) às necessidades da MB. A elaboração de uma doutrina nacional de MEC possibilitou a criação do primeiro curso nacional de formação de MECs ministrado pelo CIASM em 1974.

Fotografia 4:Instrutores e alunos da primeira turma de MECs formada em 1974 pelo Centro de Instrução e Adestramento de Submarinos e Mergulho (CIASM) da Marinha do Brasil (MB). (Fonte: Acervo do GRUMEC).

Coube à DivMEC à tarefa de exercitar e aprimorar sua doutrina operacional, atuando com o objetivo de atender à crescente demanda de solicitações oriundas da Esquadra e dos respectivos Distritos Navais (DN), mesmo limitada pelas restrições que lhe eram impostas pela grave crise econômica que comprometia o desenvolvimento nacional. Em 1975, por ocasião da Operação VERITAS VIII, levada a cabo na região de Roosevelt Roads (Estação Naval da Marinha dos EUA situada na cidade de Ceiba em Cuba), a DivMEC teve destacado desempenho participando de exercícios militares em conjunto com o SEAL Team 2.
Os efeitos da conjuntura mundial da década de 1980 para a DivMEC representou o desafio de desenvolver uma doutrina que fosse adequada para enfrentar as ações terroristas, que eventualmente, poderiam colocar a soberania dos Estados em situação de risco. Em resposta a essa nova categoria de ameaça, os MECs brasileiros foram encarregados de instituir procedimentos contra ações de elementos adversos em ambiente marítimo, provendo a fiscalização e segurança das Águas Jurisdicionais Brasileiras, bem como assegurando a proteção de embarcações, terminais portuários e plataformas de exploração de gás e petróleo. Foi a partir da elaboração dessa nova doutrina operacional que surgiram os conceitos que dariam origem aos Destacamentos de Abordagem, que operam em apoio ao Grupos de Visita e Inspeção/Guarnição de Presa (GVI/GP), e ao Grupo Especial de Retomada e Resgate (GERR/MEC), unidade especializada em operações antisequestro e contraterrorista realizadas em ambiente marítimo.

Fonte: FOpEsp (Forças de Operações Especiais)

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IVECO / OTO Melara Centauro I e Centauro II

Conseguem ver as sutis diferenças???

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EUA pretende dominar os oceanos

“Nossa frota está ao nível quase tão baixo como a da época da Primeira Guerra Mundial. Isso foi há tempo. Muito tempo. E não acontecerá mais”, declarou recentemente o presidente dos EUA, Donald Trump, falando na base militar do Comando Central na Flórida.

Já há muito tempo que Trump se preocupa com este assunto: ainda durante a campanha eleitoral Trump falou sobre os planos de lançar um programa de grande escala de construção naval nos EUA e aumentar a Marinha norte-americana de 272 para 350 navios.

Nas últimas semanas foram tornados públicos pelo menos três grandes relatórios sobre a criação da futura frota dos EUA.

Em janeiro de 2017, o Centro para Avaliação Estratégica e Orçamentária (CSBA — Center for Strategic and Budgetary Assessments) publicou o seu relatório. Em 2 de fevereiro, um documento semelhante foi tornado público pelo famoso especialista em questões navais do Serviço de Investigação do Congresso, Ronald O’Rourke. Por último, em 10 de fevereiro, o senador John McCain apresentou ao Congresso a investigação da Marinha norte-americana sobre a futura plataforma alternativa da frota dos EUA.

O USS Henry M. Jackson volta para seu porto de origem – © FLICKR.COM/ OFFICIAL U.S. NAVY PAGE

Para que é necessário e quem é o culpado?

Ronald O’Rourke fala abertamente das razões que exigem o aumento do número de navios. As duas razões principais são a China, que está modernizando a sua Marinha, e a Rússia, que intensifica a sua atividade no mar Mediterrâneo e no norte do oceano Atlântico.

O especialista também nota que não se trata de um aumento realmente significativo do número de navios, pois tais planos já existiam no relatório de 1993.

A Rússia e China, na opinião de autores deste último relatório, estão dispostas a desafiar a ordem mundial existente e dentro de 15 anos serão elas — não o terrorismo internacional — que se tornarão a principal dor de cabeça para os estrategistas militares dos EUA.

A mera presença da Marinha dos EUA no teatro de operações militares não freará os “agressores”, por isso a Marinha deve estar pronta a prevenir uma agressão ou punir imediatamente os atacantes para fazer parar suas ações. Estas eram as tarefas principais da Marinha norte-americana na época da Guerra Fria, indicam os relatórios, e agora está chegado o momento de realizá-las de novo.

Ao mesmo tempo, a Marinha da Rússia ainda não é capaz de efetuar operações militares distantes nos oceanos, mas a frota russa é equipada com mísseis de cruzeiro, está construindo novos submarinos silenciosos, submarinos nucleares com mísseis balísticos e está também desenvolvendo drones.

A China representa ameaça primeiramente por causa dos seus mísseis antinavio, sistema de vigilância de satélites e rede de radares costeiros. Além disso, a Rússia e a China vendem tecnologias navais a tais países como o Irã e a Coreia do Norte, o que é considerado uma ameaça para os interesses nacionais dos EUA.

No seu relatório, John McCain trata não só das ameaças provenientes desses países. De acordo com ele, a Marinha deve considerar três fatores principais. Primeiro, em uma época de globalização está aumentando o tráfego de cargas nas rotas comerciais marítimas, aparecem novas rotas (no Ártico), os recursos submarinos tornam-se mais acessíveis. As rotas marítimas estão sendo cada vez mais usadas para a imigração em grande escala das populações. Segundo, na época da informação, os cabos submarinos tornam-se objetos de importância estratégica. Terceiro, o avanço tecnológico geral irá influenciar todas as esferas da vida, incluindo no mar.

Existe ainda um fator interno. O orçamento é limitado e só aumentar as despesas não é suficiente para “comprar o futuro”.

Rapidamente e por conta própria

Hoje a Marinha dos EUA deve ser tão ameaçadora que leve os outros países a nem sequer pensarem em conduzir operações militares, de contrário o inimigo conseguirá entrincheirar-se nos territórios ocupados e será difícil retirá-lo de lá.

O relatório destaca que os EUA devem ter uma Marinha que seja capaz de efetuar ofensivas rápidas nos anos 2030.

Outro assunto importante é a capacidade de realizar operações navais de forma independente, sem a participação da OTAN, pois a Aliança Atlântica precisará de muito tempo para dar uma resposta militar, devendo a Marinha norte-americana estar pronta a interferir de forma rápida, especialmente porque as capacidades militares dos aliados também deixam muito a desejar.

Entretanto, existe a possibilidade de os adversários poderem influenciar os aliados dos EUA ou países neutros e estes deixem de estar dispostos a aceitar a presença de tropas terrestres ou Força Aérea estadunidenses. Desta forma, é provável que a Marinha seja o único móvel e autônomo de projeção da força dos EUA.

O USS Carl Vinson parado na base naval de Guam, em 10 de fevereiro de 2017 – © FLICKR.COM/ OFFICIAL U.S. NAVY PAGE

O Centro para Avaliação Estratégica e Orçamentária propõe dividir a frota em dois grupos principais: as forças de dissuasão e as de manobra. As primeiras correspondem a regiões geográficas concretas. As segundas devem estar prontas para responder às ameaças nos oceanos Atlântico e Índico, no Oriente Próximo. As forças de dissuasão devem prevenir ou não permitir a realização bem-sucedida de operações militares da Rússia e China; as forças de manobra devem apoiá-las em qualquer ponto dos oceanos.

Devido ao avanço tecnológico, não vale a pena diminuir a importância dos drones e meios de comunicação. Assim, os canais de conexão serão vulneráveis em uma guerra futura, por isso é provável que as decisões sejam tomadas independentemente em regime autônomo, ou seja, sem conexão à sede.

O relatório de McCain pronuncia-se pela criação de uma frota “distribuída” altamente tecnológica, onde o poder ofensivo não esteja concentrado só nos porta-aviões mas seja distribuído por todos os tipos de navios no teatro de operações militares. É evidente que essa ideia exige um alto nível da autonomia da Marinha.

Usinas e dinheiro

O Centro para Avaliação Estratégica e Orçamentária propõe aumentar o número de navios para 382 e pôr em serviço 40 submarinos superpesados e 40 drones submarinos. A construção de tal frota custará cerca de 23,6 bilhões de dólares por ano (20 por cento mais do que as despesas planejadas) e as despesas operacionais serão cerca de 16,5 bilhões de dólares.

Ronald O’Rourke opina que a atual base industrial permitirá construir mais navios e submarinos, ou seja, não há necessidade imediata de construir novas usinas e desenvolver novos modelos de embarcações.

O USS Bonhomme Richard realiza reabastecimento no mar – © FLICKR.COM/ OFFICIAL U.S. NAVY PAGE

A Marinha dos EUA sugere que as atuais capacidades não estão totalmente utilizadas. Mas antes de começar o programa de construção de navios de grande escala, os representantes da Marinha querem saber quais serão os valores destinados à reparação e manutenção dos navios em funcionamento.

Resumindo, a questão financeira na modernização e aumento da frota não é a principal da agenda. O tema principal de discussão é o ritmo de realização do programa (considerando as capacidades crescentes das frotas da Rússia e da China) e a escolha da “arquitetura” da futura Marinha dos EUA (nas condições de autonomia da Marinha e de existência de aliados não muito confiáveis).

Ilia Plekhanov para à Sputnik

Foto: 1°- US Navy / USS Harry Truman

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

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Putin e Tabaré Vázquez anunciam acordos entre Rússia e Uruguai

O presidente do Uruguai chegou a Moscou na quarta-feira (15), na primeira visita oficial de um chefe de Estado uruguaio à Rússia desde a desintegração da União Soviética.

Os dois líderes realizaram uma conferência de imprensa após o encontro.

O presidente russo ressaltou a necessidade de reforçar os laços com os países da região e anunciou acordos de cooperação em defesa e segurança com o Uruguai. A Rússia também sugeriu ao país latino-americano considerar a compra de aeronaves russas Sukhoi Superjet e MS-21.

O líder uruguaio, por sua vez, destacou a história de amizade entre os dois países e defendeu a cooperação comercial bilateral, afirmando que os investidores russos encontrarão um clima propício aos negócios no Uruguai.

“Temos consolidado e diversificado o vínculo existente com a Rússia e que é de importância estratégica fundamental para o nosso pequeno país”, disse ele.

Os dois líderes assinaram vários documentos bilaterais e discutiram, entre outros assuntos, as perspectivas para o desenvolvimento das relações econômicas, comerciais, culturais e humanitárias entre os dois países.

Moscou é a parada final da turnê oficial do presidente do Uruguai pela Europa, com a qual pretende promover negociações comerciais e buscar investimentos. Vázquez viaja acompanhado por seis ministros e uma delegação empresarial de cerca de 60 empresários de diferentes setores.

Rússia e Uruguai negociaram US$ 125,2 milhões em mercadorias entre janeiro e novembro de 2016, apesar de suas exportações serem pouco diversificadas. Fertilizantes russos representam 90% das suas exportações para o Uruguai, enquanto produtos agrícolas perfazem cerca de 90% das exportações do país sul-americano para a Rússia.

Foto: YouTube/RT en Español

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

 

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Tillerson diz que EUA vão cooperar com Rússia quando for do interesse americano

Em reunião de ministros do G20 na Alemanha, secretário de Defesa americano reafirma compromisso com aliados da Otan e insta Moscou a “honrar seus compromissos e trabalhar para atenuar a violência na Ucrânia”.

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, afirmou nesta quinta-feira (16/02) que os Estados Unidos vão cooperar com a Rússia quando isso beneficiar os americanos. Tillerson participa da reunião de ministros do G20 que ocorre até esta sexta-feira em Bonn, no oeste da Alemanha. É a primeira participação num evento internacional do novo secretário de Estado.

“Os EUA vão considerar trabalhar com a Rússia quando encontrarmos áreas de cooperação prática que vão beneficiar a população americana”, declarou Tillerson, depois de um encontro com o ministro russo, Serguei Lavrov. Tillerson também instou Moscou a “honrar seus compromissos com os acordos de Minsk e trabalhar para atenuar a violência na Ucrânia”.

O secretário ainda reforçou o compromisso dos EUA com seus aliados. “Onde não estivermos de acordo [com a Rússia], vamos defender os interesses e valores dos Estados Unidos e de seus aliados”, disse. A declaração foi feita um dia depois de o secretário de Defesa, James Mattis, ameaçar “moderar o comprometimento” com a Otan caso outros países-membros não elevem seus gastos com defesa.

O encontro entre Tillerson e Lavrov ocorreu pouco depois da renúncia de Michael Flynn, ex-conselheiro de segurança nacional do presidente Donald Trump. Ele negou às autoridades em Washington ter conversado com um embaixador russo sobre a retirada das sanções à Rússia impostas pelo governo do ex-presidente Barack Obama em reação a uma suposta interferência russa nas eleições presidenciais americanas.

Conflito no leste da Ucrânia

Em seu pronunciamento, o ministro alemão do Exterior, Sigmar Gabriel, apelou à Rússia para que use sua influência junto aos separatistas ucranianos para facilitar a retirada de armas e pôr fim à violência no leste da Ucrânia. Em conversa com Lavrov, Gabriel ressaltou que a remoção de armas pesadas é “essencial” para fortalecer o frágil acordo de Minsk, que estabeleceu um cessar-fogo na região. Contudo, as tensões entre os separatistas e forças do governo ucraniano têm aumentado nas últimas semanas.

Gabriel também ressaltou que formas de estabelecer a paz duradoura na Ucrânia devem ser um dos principais temas da Conferência de Segurança de Munique, neste fim de semana.

A reunião de dois dias de ministros do Exterior do G20 em Bonn é um preparativo para a próxima reunião de cúpula do grupo, que terá lugar em Hamburgo, em julho.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW