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Das estepes russas, Odiado por seus inimigos, difamado pelos seus concorrentes... Gaz 233114 o Tigre Russo no AFV- Brasil

… Neste domingo 12.02.2017,  fique plugado no AFV- Brasil…

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Ordem mundial ‘pode se quebrar em pedaços’ – José Mujica

O antigo presidente do Uruguai e atual senador José Mujica expôs a sua visão sobre as mudanças pelas quais a ordem geopolítica global está passando em contexto de avanço do protecionismo dos EUA e do empenho da China em dominar o comércio mundial.

Em entrevista ao programa GPS Internacional da Sputnik Mundo, Mujica opinou que “às vezes a realidade ultrapassa a nossa imaginação”, mas diz que “nada acontece por acaso”.

Segundo ele, a nova situação política, em que os EUA estão tentando limitar o comércio livre e a China defende a abertura dos mercados, é um fruto da globalização.

A globalização “tem tido três forças básicas: o mundo financeiro internacional, o conjunto de empresas transnacionais como força econômica e a revolução nos meios de comunicação, especialmente na informática”, explica o ex-presidente uruguaio.

Na opinião dele, “a tendência para concentração maciça de riquezas criou uma cultura de consumo excessivo que, paradoxalmente, por não redistribuir bens se esqueceu das classes médias do mundo central, que agora estão reagindo e dando poder político a projetos que parecem ser de outra época”.

Mujica acha que “as classes médias do mundo central” estão respondendo “à implantação do ultranacionalismo que se fecha no protecionismo, produto da frustração e estagnação”, algo que “vai custar muito à humanidade”.

Neste contexto o ex-líder do Uruguai questiona “quem vai pagar o custo desta eventual crise de reestruturação comercial e qual o perigo de uma guerra comercial poder ser desencadeada”.

“Estamos falando de uma espécie de tendência autárquica através do isolamento. Pode ser que isso não continue por muito tempo, mas significará de certa forma um abalo”, observa.

Neste caso, os países que têm relações comerciais de proximidade com Washington, como o México, por exemplo, terão que olhar mais para os seus vizinhos do Sul, assinala Mujica.

Segundo ele, o protecionismo que parece estar marcando os EUA “representa uma oportunidade” para que a América Latina avance “em acordos comerciais na região e a uma escala sul-sul, em todas as áreas possíveis”.

Na visão do ex-presidente do Uruguai, estes cenários poderão afetar “os preços e a capacidade de vender”.

Segundo Mujica, “todas as tentativas de colocar o mundo em ordem com regras poderão se desfazer em pedaços”.

“Acho bastante lógica a eventual tendência da China de olhar para o mercado mundial, faz também parte das suas necessidades e da sua situação. Se os EUA tendem a se fechar, a China buscará outras alternativas”, aponta.

Mujica ressalta que nunca antes houve tantos conflitos no mundo e acrescenta que não existe paz a nível mundial, é uma quimera. No final, o ex-presidente manifestou a esperança de que “o mundo não caia no disparate”.

Foto: © Sputnik/ Milica Markovic

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

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Vem ai - AFV- BRASIL mais uma série de matérias especiais do Plano Brasil

 

A partir de 12 de Fevereiro de 2017 e atendendo ao pedido dos leitores, o Plano Brasil em colaboração com seus parceiros iniciará uma nova série de reportagens especiais e análises dos principais veículos 4×4 hoje existentes.

As reportagens visam apresentar os principais aspectos e peculiaridades dos mais recentes projetos de veículos blindados existentes.

Deixamos para o público em geral as discussões a cerca dos modelos ideais, a  melhores máquinas, vantagens e desvantagens dos projetos.

E para lançar a série uma surpresa vinda de longe, neste domingo 12. 02.2017 esteja plugado no Plano Brasil e descubra mais sobre este fantástico veículo e suas mais recentes atualizações…

E.M.Pinto

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Trump busca aproximação com presidente da China em carta que promove laços construtivos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quebrou o gelo com o presidente da China, Xi Jinping, em uma carta na qual disse esperar trabalhar com o líder chinês para desenvolver a relação entre os países, apesar de os dois ainda não terem se falado diretamente desde que o norte-americano tomou posse.

A carta agradece Xi por sua nota de congratulação pela posse de Trump e deseja ao povo chinês um Ano Novo Lunar do Galo próspero, disse a Casa Branca em um comunicado na quarta-feira.

“O presidente Trump declarou que anseia em trabalhar com o presidente Xi para desenvolver uma relação construtiva que beneficie tanto os Estados Unidos quanto a China”, informou.

Nesta quinta-feira Pequim disse atribuir grande importância aos laços bilaterais.

“Estimamos muito os votos do presidente Trump ao presidente

Xi Jinping e ao povo chinês”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Lu Kang em um boletim diário à imprensa.

Indagado se foi esnobismo Trump ter ligado para muitos outros líderes mundiais como presidente, mas não para Xi, Lu respondeu: “Esse tipo de comentário não faz sentido”.

O porta-voz reiterou que a China e os EUA vêm mantendo uma “comunicação próxima” desde que Trump tomou posse, e a cooperação é a “única escolha correta”.

“A China está disposta a trabalhar com os Estados Unidos aderindo aos princípios de não confrontação, respeito mútuo e benefício mútuo para promover a cooperação, controlar disputas e, sobre uma fundação saudável e estável, promover um desenvolvimento maior nos laços China-EUA”, disse Lu.

Trump e Xi ainda não se falaram diretamente desde que o republicano assumiu o cargo em 20 de janeiro, embora tenham conversado logo depois de o norte-americano vencer a eleição presidencial em novembro.

Fontes diplomáticas em Pequim afirmam que a China receia que Xi seja envergonhado no caso de um telefonema com Trump dar errado e os detalhes serem vazados à imprensa norte-americana.

Há uma série de áreas contenciosas nas quais Pequim teme que Trump saia do roteiro, disse um diplomata, ressaltando o tema de Taiwan, que os chineses consideram uma província rebelde, e o comércio.

Trump também ameaçou impor tarifas pesadas às importações chinesas, acusando Pequim de desvalorizar o yuan e de roubar empregos nos EUA.

Ben Blanchard / Eric Walsh

(Reportagem adicional da redação de Pequim e Michael Martina)

Foto: Joshua Roberts / REUTERS – Presidente dos EUA Donald Trump, fala durante uma reunião com o CEO da Intel Brian Krzanich no Salão Oval da Casa Branca em Washington, EUA, 8 de fevereiro de 2017. 

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Reuters

 

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UE nuclear? Polônia abre debate tabu

Jaroslaw Kaczynski, líder do partido governista da Polônia, quebra tabu e declara ser favorável à ideia de uma “superpotência Europa”. Analistas dizem que projeto é impraticável e criaria cenário global aterrorizante.

O presidente do partido governistas polonês Lei e Justiça (PiS), Jaroslaw Kaczynski, iniciou um debate que até então ocorria de forma tímida na Europa. Em entrevista ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, Kaczynski afirmou que apoia a ideia de que a União Europeia (UE) se transformasse numa superpotência e pudesse fazer frente à Rússia como potência nuclear. Mas ele também reconheceu que isso implicaria despesas gigantescas – e disse não ver disposição para isso.

Seja como for, Kaczynski tocou num tabu. Até então, poucas pessoas se manifestaram sobre esse tema. O eurodeputado do partido alemão União Democrata Cristã (CDU) Roderich Kiesewetter disse recentemente à agência de notícias Reuters que a Europa precisa de “uma proteção nuclear para dissuasão” caso os Estados Unidos deixem de colocar seu aparato de defesa à disposição.

“Não é surpreendente que tal debate venha à tona neste momento”, comenta Nick Witney, ex-chefe da Agência Europeia de Defesa (AED). O debate sobre a política de defesa acompanha a situação política, que mudou rapidamente.

Mas qual a viabilidade de um sistema nuclear europeu? Há cerca de 30 anos, Londres e Paris teriam ficado lisonjeados se os europeus os elevassem à condição de defensores da Europa. “Seriam necessárias instituições que a UE não possui”, diz Witney. E, depois da saída do Reino Unido, apenas a França, com suas armas nucleares, teria alguma chance de encarar a Rússia. Para o especialista, a discussão está marginalizada, mas não completamente fora de questão.

Ideia impraticável

“Infelizmente há uma ameaça real”, afirma o especialista Ulrich Kühn, da Fundação Carnegie para a Paz Internacional. Os argumentos para o debate existem, considerando que Donald Trump está na Casa Branca. Ainda assim, Kühn afirma que esse debate “não ajuda”, pois existe a Otan e, sob comando americano, armas convencionais estão sendo estacionadas na Polônia e nos países bálticos. Enquanto houver a Otan, os europeus deveriam conter ambições nucleares, afirma.

Além disso, Kühn considera a ideia impraticável. “A Rússia possui entre duas mil e três mil armas nucleares táticas”, argumenta. Contrapor uma proteção adequada a isso implicaria despesas enormes para a Europa. E o mais importante: quem teria o poder de apertar o botão vermelho? Outro argumento é que a maioria dos cidadãos europeus, inclusive na Polônia, seria contra tal corrida armamentista.

Perigoso também, segundo Kühn, seria a extinção, na prática, do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares de 1968, já que ele teria de ser rescindido pelos europeus. “Isso teria implicações globais. Poderiam surgir 55 a 60 países nucleares. Um cenário aterrorizante”, diz.

Em vez disso, os europeus deveriam finalmente implementar aquilo que discutem há tempos: levar adiante a cooperação na área de defesa e criar sistemas bélicos comuns para se tornarem mais eficazes e credíveis na defesa convencional.

Não à corrida armamentista nuclear

O porta-voz da Comissão de Defesa do Parlamento Europeu, Michael Gahler, também é a favor do fortalecimento da cooperação na área defesa. “Temos de fazer o que o Tratado de Lisboa permite – implementar uma cooperação estruturada.” Dos 203 bilhões de euros gastos em defesa pela UE, cerca de 26 bilhões de euros poderiam ser economizados ou utilizados de outra forma se os Estados-membros trabalhassem em conjunto, segundo o Parlamento Europeu.

Uma corrida armamentista nuclear não é o caminho correto, afirma Gahler. No entanto, ele também enxerga uma ameaça real nas armas nucleares táticas dos russos, estacionadas, por exemplo, em Kaliningrado. “Mas, em geral, prevalece o equilíbrio [na dissuasão nuclear]. Não queremos reviver o velho debate armamentista dos anos 80”, afirma Gahler. Mesmo que tanto Rússia como Estados Unidos estejam imprevisíveis no momento, “não devemos recomeçar esse debate”.

Foto: Arma nuclear russa exibida em parada militar em Moscou

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW