Defesa & Geopolítica

Base Industrial de Defesa: Ministério da Defesa fortalece parcerias

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Ivan Plavetz

Representantes do Ministério da Defesa se reuniram na última semana com comitês de defesa das federações estaduais de indústrias para estabelecer uma agenda de iniciativas para o setor. O objetivo dessa aproximação é traçar estratégias para o desenvolvimento da Base Industrial de Defesa (BID), projetando algumas dificuldades e perspectivas.

O assunto foi debatido durante reunião do Fórum das Indústrias de Defesa (FID), em Brasília, quando foram discutidos também temas como a desoneração da folha de pagamentos da indústria de defesa, participação em feiras e eventos promocionais e agenda do grupo de assessoramento aos financiamentos. Ainda com foco na aproximação com o setor, durante o encontro, ficou estabelecido que os representantes dos comitês de defesa das federações de indústrias serão recebidos pelo ministro da Defesa, Celso Amorim.

Atualmente algumas federações de indústrias, como a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a FIERGS (Rio Grande do Sul), a FIRJAN (Rio de Janeiro), a FIEP (Paraná) e a FIEM (Minas Gerais), já contam com seus comitês de defesa oficialmente constituídos.

Em outras unidades da federação também há movimento crescente em torno da criação de núcleos de defesa. “A indústria civil passa a olhar a defesa como um segmento prioritário, dada a sua importância e o volume de recursos que o setor movimenta”, afirmou o presidente da FIRJAN, Carlos Frederico Aguiar.

Representantes do Ministério da Defesa se reuniram com comitês de defesa das federações estaduais de indústrias do setor. (Imagem: Assessoria de Comunicação do Ministério da Defesa)

Também foram debatidas novas formas de assegurar garantias às exportações da indústria de defesa. Na oportunidade, a ABGF (Agencia Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias) apresentou seus produtos e sua estrutura aos participantes, com destaque aos fundos de garantia à exportação.

A agência, uma empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda, foi apontada como possível fonte de fortalecimento do processo de exportação dos produtos da indústria nacional. “Como essa é uma das questões que mais afligem o empresariado, nada melhor do que estabelecermos essa parceria”, afirmou o diretor do Departamento de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, brigadeiro-do-ar José Euclides.

O militar, recém-chegado de uma feira que reuniu o setor de indústria de defesa na Polônia, salientou que a participação de integrantes do Ministério da Defesa no evento foi da mais alta relevância, uma vez que a Feira Internacional da Indústria de Defesa em Kielce, considerada a maior feira de defesa da Europa Central, reuniu cerca de 500 empresas originárias de 27 países.

Para o brigadeiro, o momento oportuno em que a defesa do Brasil se encontra, contando com instrumentos legais que proporcionam oportunidades de planos de negócios com parceiros estrangeiros, geram um ambiente propício para o fortalecimento das relações entre a Polônia e o Brasil.

Foi constatada a possibilidade de intercâmbio entre empresas e institutos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em áreas com capacidade de complementaridade, destaque para os setores aeronáutico, cibernético e de satélites.

O diretor do Departamento de Produtos de Defesa chamou atenção dos presentes sobre a importância de se firmar negócios e parcerias com os países do grupo de Visegrado.

Conhecido por “V4”, o bloco é composto por Hungria, Polônia, República Tcheca e Eslováquia. O brigadeiro José Euclides afirmou que o grupo demonstrou interesse em diversos projetos que vêm sendo desenvolvidos pela base industrial de defesa do Brasil.

Também na última semana foi realizada a 12ª Reunião da Comissão Mista da Indústria de Defesa (CMID), na qual foram credenciados novos produtos e empresas estratégicas do setor. Ao todo, foram mais 61 produtos estratégicos de defesa, seis produtos de defesa, cinco empresas estratégicas de defesa e uma empresa de defesa.

A CMID é composta por representantes dos ministérios da Defesa, Fazenda, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e Planejamento, além de representantes das três Forças Armadas.

Fonte: Tecnologia & Defesa

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