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Rússia segue modernização de frota de submarinos nucleares

Rússia segue modernização de frota de submarinos nucleares
Até 2020, a Marinha de Guerra russa deverá receber oito cruzadores submarinos com mísseis estratégicos do projeto Borei e Borei-A Foto: RG

Os cruzadores submarinos da série Borei continuam modernizando a frota russa. O lançamento bem-sucedido de um míssil balístico intercontinental com uma ogiva nuclear Bulava na faixa de Kura, na península de Kamtchatka, foi anunciado em 10 de setembro por um representante do Ministério da Defesa russo, o major-general Ígor Konachenkov.

O lançamento bem-sucedido do Bulava completa a consolidação da “tríade nuclear” russa –terra, água e ar.

Borei, Delfin e o Kalmar

O submarino foi projetado para conseguir lançar 16 ogivas nucleares a uma distância de 8.000 a 9.000 quilômetros. Os novos cruzadores receberam novos mísseis. A modificação melhorada do Borei-A consegue levar um número maior de mísseis.

Enquanto os atuais cruzadores da classe –o Iúri Dolgorúki, o Vladímir Monomakh e o Aleksandr Névski– transportam 16 mísseis, os projetos em construção do Borei-A (o Kniaz Vladímir e o Kniaz Oleg) transportarão 20. Cada um desses mísseis suporta entre seis a dez blocos nucleares hipersônicos manobráveis de orientação individual de 100 mil a 150 mil toneladas, capazes de mudar a altura e direção durante a trajetória de voo.

Até 2020, a Marinha de Guerra russa deverá receber oito cruzadores submarinos com mísseis estratégicos do projeto Borei e Borei-A.

“Restam-nos muito poucos cruzadores submarinos de mísseis estratégicos Delfin (da classe Delta-4) e Kalmar (da classe Delta-3)”, diz o especialista independente para assuntos do mar Iúri Vedernikov. “Por força dos anos de serviço, que já ultrapassaram os 25 para o Delfin e para o Kalmar, a entrada de novos cruzadores estratégicos para a frota é extremamente oportuna. Entretanto, em 2012, ficou decidido prolongar a vida útil dos envelhecidos submarinos dos projetos Delfin e Kalmar pelo menos até 2015.”

Uma unificação cara

“O projeto Bulava já dura 15 anos, apesar de a ideia inicial da sua criação ter sido precisamente a de otimizar os custos e prazos de entrega através da unificação em uma só base das bases de mísseis das Forças Terrestres e da Marinha”, diz o perito independente de mísseis Mikhail Timochenko.

O projeto foi entregue no final da década de 1990 ao Instituto de Tecnologia Térmica de Moscou, que construía os mísseis balísticos terrestres Topol-M. No momento da entrega, 75% dos trabalhos tinham sido realizados no Centro Estatal de Mísseis Acadêmico Makeev. Este centro se ocupava tradicionalmente da criação e desenvolvimento de mísseis para a Marinha.

“Não se conseguiu unificar tudo com custos mínimos no novo local”, diz Mikhail Timochenko. “Infelizmente, se criaram expectativas infundadas para a criação de um projeto de um míssil único para as forças terrestres e marítimas. Os problemas que entretanto surgiram com o lançamento também podiam estar relacionados com a falta de testes-padrão estabelecidos. Como resultado, após longos anos de tentativas infrutíferas, foi gasto muito dinheiro, e o projeto, que era inicialmente econômico, ficou caro. Por outro lado, não dá para colocar de lado o Bulava, uma vez que os submarinos nucleares da classe Borei são criados e construídos precisamente com esta base de mísseis.”

O Bulava

Segundo uma das versões, os problemas com o lançamento do míssil Bulava tiveram a ver com a qualidade da montagem na fábrica de Votkinsk, que faz parte da corporação do Instituto de Tecnologia Térmica de Moscou (ITTM). Neste caso concreto, o problema poderia estar não tanto na qualificação dos especialistas, mas nas encomendas de volumes gigantescos. Na década de 2000, o ITTM recebeu um número elevado de encomendas do exército.

A corporação pode não ter conseguido aumentar a escala de trabalho. Além disso, se perderam muitos operários especialistas, que saíram da produção na década de 1990 sem que outros tivessem vindo para ocupar essas vagas. O déficit geral de mão de obra qualificada nas fábricas na Rússia forçou a Comissão da Indústria Militar (CIM) a desenvolver recentemente um programa especial para resolver a questão da falta de pessoal nas empresas da Defesa.

Sob o gelo do Ártico

Assim que os submarinos receberem os mísseis Borei, eles serão enviados para a zona de destacamento. O cruzador submarino Aleksandr Névski deveria ser enviado para servir na Frota do Pacífico, mas ficou decidido adiar o envio para a base até 2015. Isso está provavelmente relacionado com os lançamentos falhados do Bulava.

O ministro da Defesa, Serguêi Choigu, exigiu que fossem feitos pelo menos cinco lançamentos antes de colocar o submarino a serviço com mísseis. No outono de 2014, está previsto mais um lançamento do Aleksandr Nevski. Junto com ele, irá também para a Frota do Pacífico o submarino Vladímir Monomákh, que já passou em todos os testes e no final do ano será oficialmente entregue à Marinha russa.

Fontes no Ministério da Defesa da Rússia informaram que entre o final do verão e o início do outono de 2015 o Aleksandr Nevski, depois de receber os mísseis Bulava, irá atravessar o gelo do Ártico e passar da Frota do Norte para a Frota do Pacífico. Lá, será enquadrado na 25ª divisão de submarinos (Kamtchatka) e entrará ao serviço em missões militares. Depois de algum tempo, o mesmo percurso será feito pelo submarino atômico Vladímir Monomákh.

Fonte: Gazeta Russa

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EUA testam nova bomba planadora

EUA testam nova bomba planadora

A companhia Textron Systems efetuou, no polígono do Arizona, testes de uma bomba planadora G-CLAW, informa um comunicado de imprensa, especificando que o engenho “caiu a 4 metros do local previsto, tendo aniquilado um alvo”.

A bomba poderá ser usada por drones, aviões de assalto ligeiros Beechcraft T-6 Texan II e Textron AirLand Scorpion, bem como por aviões monomotores turbolélice remodelados como o Cessna Caravan.


Fonte: Voz da Rússia

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Raytheon – Patriot Air & Missile Defense System Evolution

https://www.youtube.com/watch?v=3Zabif6xOA4

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Vladivostok em testes de Mar

Vladivostok (3) Vladivostok (2) Vladivostok (1) Vladivostok (5)Sugestão Rustam- Moscou

 

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Butorfanol era o motor das tropas ucranianas

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Por: César Antônio Ferreira – “Ilya Ehrenburg”.

Os arredores da cidade de Ilovaiskaya, hoje, guardam, além do cemitério da outrora 51ª Brigada aeromóvel ucraniana, a história dos combatentes, além de um segredo de polichinelo: o uso indiscriminado de narcóticos pelos soldados enviados pelo governo de Kiev para punir os cidadãos de caráter seccionista da Bacia do Don. É um segredo de polichinelo, pois que é revelado pelas inúmeras ampolas, caixas e seringas, largadas ao léu pelo sítio onde se abrigava a 51ª Brigada aeromóvel.

Os restos do narcótico no local, espalhados em uma quantidade que toma conta de toda a vista, pertencem à droga opiácea Butorfanol, identificada nos pacotes. Conhecida como analgésico destinado ao uso veterinário, principalmente em felinos domésticos, o Butorfanol em humanos possui a característica de remover de forma artificial, sentimentos inibidores humanos, tal como o medo. Percebe-se, portanto, que o seu uso era extenso, como droga de apoio ao combate, e não como analgésico agregado ao suporte médico.

Não é uma novidade em forças combatentes, já na segunda grande guerra as tropas germânicas faziam uso amplo da metafetamina Pervitin. Da invasão da Polônia ao Vietnam, a história militar apresenta um casamento entre os combatentes e as drogas, usadas como estimulantes e repressoras do sono advindo do desgaste físico, ou com fim recreativo nos períodos de pausa, então com nítida função anti-estresse.

No entanto, o que se verifica nos descampados do entorno de Ilovaiskaya é a constatação da necessidade de uma muleta psicológica, por parte dos soldados ucranianos, para darem o devido combate aos seus inimigos novorrussos. Isto é revelador da ausência de um componente motivacional forte o bastante para levar os soldados ucranianos a enfrentarem a morte no front. Neste caso, o uso de uma droga, potente, capaz de suprimir sentimentos inibidores ganha importância primordial. Ademais, o butorfanol é tido como detentor de um efeito viciante menor do que a morfina, ainda que seja considerado mais potente. Também é apontado como uma droga de uso corrente entre os manifestantes do movimento “Euromaidam” (manifestação da Praça Maidan).

Observou-se, também, no sítio onde a 51ª Brigada Aeromóvel se abrigava, uma imensa quantidade de garrafas de bebida alcoólica, algumas delas ainda cheias. O álcool é um potencializador dos efeitos narcóticos do Butorfanol, apesar de ser por si um grande inibidor se sentimentos e sensações. Companheiro de inúmeros exércitos, o álcool quando visto e consumido de forma desregrada em uma formação combatente é um sinal claro de desagregação moral e colapso disciplinar.

Apesar do uso de narcóticos e estimulantes ser uma constante nos conflitos do globo, o seu uso, sabe-se hoje, não é produtivo, pois a constância degrada a capacidade física e psicológica do combatente. A sua indicação, pois, se volta para situações emergenciais, portanto, pontuais, tal como a necessidade de vigilância (supressão do sono). Além da decadência psicológica e física do combatente devido ao uso extenso e continuado das drogas, o soldado ganhará em virtude a dependência química, esta acompanhada dos transtornos mentais clássicos desta dependência, que acarretará quando do seu retorno à sociedade civil, graves problemas sociais, não só para o indivíduo, ex-combatente, como para todos os demais em seu entorno, familiares e amigos.