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COMAC inicia montagem do 1º C-919

COMAC C 919 (5)

E.M.Pinto

Chineses iniciam a montagem da primeira aeronave civil  COMAC C919.

O C 919  é um Projeto de uma aeronave civil de transporte de passageiros cuja família entra no mercado internacional para competir com as gigantes Airbus e Boeing no segmento de transporte de 168-190 passageiros em aeronaves de fuselagem estreita diretamente na linha do Airbus A320 e o Boeing 737 MAX.

COMAC C 919 (6)

O programa vem sendo desenvolvido pela empresa Chinesa COMAC e trata-se do maior avião comercial projetado e construído na China desde o extinto programa  Shanghai Y-10.

COMAC C 919 (4)

Em junho de 2011 a COMAC assinou um contrato coma  companhia aérea irlandesa de baixo custo Ryanair  que contempla a cooperação no desenvolvimento do C919. Em 24 de novembro de 2011 a COMAC anunciou a conclusão da fase de definição conjunta, que marcou o fim da fase de projeto preliminar para o C919.

Com um custo de desenvolvimento estimado em US $ 8,3 bilhões, A COMAC planeja produzir entre 5-10 aviões por ano a partir de 2016 e 2017 aumentando a  escla de produção ao longo dos anos até atingir a faixa de mercado de 2.300 aeronaves desse tipo.

O C919 tinha seu voo inaugural previsto para ocorrer ainda em 2014 porém atrasos no programa retardaram o seu primeiro voo para o ano de 2015.

COMAC C 919 (3)

As entregas das aeronaves para seus clientes estão programadas para ocorrerem em 2017-2018.

 Ficha Técnica


C919-
C919-All ECO C919 de alta densidade
Tripulação Cockpit 2
Capacidade de assentos 156 (2 classes) 168 (1-classe) 174 (1-classe)
Comprimento 38,9 m
Envergadura 35,8 m
Superfície alar 129,15 m2
Altura 11,95 m
Largura da cabine 3,9 m
Altura da cabine 2,25 m
O peso máximo de decolagem 77.300 kg
Alcance Totalmente carregado 4075 km 5.555 km
Max. velocidade de operação Mach 0,785  ou 900 km
Velocidade de cruzeiro 834 km
Teto de serviço 12.100 m
Propulsores (2x) CFM International LEAP 1C
Potencia dos motores 110,000-130,000 N

 

 

COMAC C 919 (2)

 

O Comac C919 destina-se a competir por um novo nicho de operadores no mercado de aviões comerciais. O aumentos de preços de combustível que assolou as empresas de aviação civil nos últimos anos ainda se sustenta e os efeitos são prejudiciais para as empresas de baixo custo, razão principal pela qual a  Ryanair lançou-se como parceira no projeto.

Concorrente direto da nova família Boeing 737, o C 919 terá um custo unitário inferior à US$ 32,90 milhões.

Alguns especialistas acreditam que a C919 não será competitivo tecnologicamente ou comercialmente quando entrar em serviço, dada a forte dependência do avião de fornecedores estrangeiros.

Em particular , o preço dos motores é um dos principais fatores no custo de fabricação de aeronaves. O COMAC 919 provavelmente será equipado com motores ocidentais da CFM International Inc (LEAP – X1C ), a mesma empresa fornecedora do CFM International CFM56 utilizados pelos seus concorrentes diretos.

c919-v2

É porém que os chineses trabaham numa alternativa local para a propulsão da aaeronave, estão desenvolvendo um motor próprio cuja fase de desenvolvimento é ainda inicial e indica a necessidade de pelo menos 10 -15 anos para amadurecer a ponto de fazer frente aos concorrentes internacionais nos quesitos confiabilidade e segurança.

Entretanto a China Pretende tornar-se independente neste quesito e o programa certamente será amparado por apoio estatal ao longo da próxima década.

Lista de Encomenda e interessados

 

Cliente

Encomendas

ABC Financial Leasing

45

Air China

20

BOC Aviation

20

BOCOMM Leasing

30

CCB Financial Leasing

50

CDB Leasing Company

10

China Aircraft Leasing Company (CALC)

20

China Eastern Airlines

20

China Southern Airlines

20

GECAS (General Electric Capital Aviation Services) 20
Hainan Airlines 20
Hebei Airlines 20
ICBC Leasing 45
Banco Industrial Leasing Financeiro Co Ltd 20
Joy Air 20
Sichuan Airlines 20
Total 400

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Conflitos Economia Geopolítica

Intenção velada de a Alemanha integrar os Brics assusta os EUA

BRICS1Os piores pesadelos do presidente Barack Obama têm ganhado forma, em uma velocidade com a qual ele não contava, no front financeiro. Uma análise do doutor em Estatística Jim Willie, PhD na matéria pela Carnegie Mellon University, nos EUA, afirma categoricamente que a Alemanha está prestes a abandonar o sistema unipolar apoiado pela Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) e os EUA, para se unir às nações dos Brics, o grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, razão pela qual a agência norte-americana de espionagem NSA ampliou suas escutas à lider germânica Angela Merkel e terminou flagrada por agentes do serviço secreto alemão, após as denúncias do ex-espião Edward Snoden. Em entrevista ao blogueiro Greg Hunter, editor do USA Watchdog, Willie afirmou que a verdadeira razão por trás do recente escândalo de espionagem da NSA, visando a Alemanha, é o clima de medo que ronda o governo norte-americano de que as potências financeiras da Europa estejam procurando fugir do inevitável colapso do dólar.

Editor de um boletim financeiro a partir de Pittsburg, no Estado norte-americano da Pensylvania, Jim Willie afirma que o apoio dos EUA à Ucrânia e as consequentes sanções impostas à Rússia integram o esforço dos EUA de tentar segurar o êxodo europeu no campo econômico e político, em nível mundial. “Aqui está a grande consequência. Os EUA, basicamente, estão dizendo à Europa: você tem duas opções aqui. Junte-se a nós na guerra contra a Rússia. Junte-se a nós nas sanções contra a Rússia. Junte-se a nós nas constantes guerras e conflitos, isolamento e destruição à sua economia, na negação do seu fornecimento de energia e na desistência dos contratos. Junte-se a nós nessas guerras e sanções, porque nós realmente queremos que você mantenha o regime do dólar. (Em contrapartida, os europeus) dizem que estão cansados do dólar… Estamos empurrando a Alemanha para fora do nosso círculo. Não se preocupem com a França, nem se preocupem com a Inglaterra, se preocupem com a Alemanha. A Alemanha tem, no momento, 3 mil empresas fazendo negócios reais, e elas não vão se juntar às sanções”.

Willie continua: “É um jogo de guerra e a Europa está enjoada dos jogos de guerra dos EUA. Defender o dólar é praticar guerra contra o mercado. Você está conosco ou está contra nós?”.Quanto à espionagem da NSA sobre a Alemanha, Willie diz: “(Os espiões norte-americanos) estão à procura de detalhes no caso de (os alemães) passarem a apoiar a Rússia sobre o ‘dumping’ ao dólar. Eu penso, também, que estão à procura de detalhes de um possível movimento secreto da Alemanha em relação ao dólar de união aos Brics. Isto é exatamente o que eu penso que a Alemanha fará”.

Willie calcula que, quando os países se afastarem do dólar norte-americano, a impressão de dinheiro (quantitative easing, QE) aumentará e a economia tende a piorar. Willie chama isso de ‘feedback loop’, e acrescenta: “Você fecha o ‘feedback loop’ com as perdas dos rendimentos causados pelos custos mais elevados que vêm da QE. Não é estimulante. É um resgate ilícito de Wall Street que degrada, deteriora e prejudica a economia num sistema vicioso retroalimentado… Você está vendo a queda livre da economia e aceleração dos danos. A QE não aconteceu por acaso. Os estrangeiros não querem mais comprar os nossos títulos. Eles não querem comprar o título de um banco central que imprime o dinheiro para comprar o título de volta! A QE levanta a estrutura de custos e causa o encolhimento e desaparecimento dos lucros. A QE não é um estímulo. É a destruição do capital”.

Na chamada “recuperação” a grande mídia tem batido na mesma tecla durante anos, Willie diz: “Os EUA entraram em uma recessão da qual não sairão até que o dólar tenha desaparecido. Se calcular-mos a inflação corretamente… Veremos uma recessão monstro de 6% ou 7% agora. Não creio que a situação melhore até que o dólar seja descartado. Portanto, estamos entrando na fase final do dólar”.

“Você quer se livrar de obstáculos políticos? Vá direto para o comércio e negócios. Por que é que a Exxon Mobil continua realizando projetos no Ártico e no mar Negro (na Crimeia) com os russos e suas empresas de energia? Nós já temos empresas de energia dos Estados Unidos desafiando nossas próprias sanções, e mesmo assim estamos processando os bancos franceses por fazerem a mesma coisa. Isso é loucura. Estamos perdendo o controle”, aponta.

Um mundo
não norte-americano

No Brasil, a cúpula realizada em Fortaleza, na semana passada, durante a qual foi criado o Novo Banco de Desenvolvimento, chamou a atenção do mundo para o próprio projeto de desenvolvimento do bloco, bem como para o papel da China e da Rússia nesta organização. O vice-diretor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Academia de Ciências da Rússia, Serguei Luzyanin, anda em paralelo à linha traçada por Willie. Leia, adiante, a entrevista que Luzyanin concedeu à agência russa de notícias VdR:

– Foi referida a criação do embrião “de um mundo não norte-americano”. Porque é que os BRICS não gostam da América do Norte?

– A cúpula brasileira ficou para a história enquanto o mais fértil encontro do “quinteto” – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A sua fertilidade não ficou apenas patente na criação de instrumentos financeiros – o Banco de Desenvolvimento e Arranjo Contingente de Reservas – mas, sobretudo, no nível de empenho dos líderes dos Brics – no auge da Guerra Fria 2.0, quando os norte-americanos tentam esmagar qualquer um que age à revelia das “recomendações” de Washington – em criarem o seu embrião “de um mundo não norte-americano”. No futuro, outros projetos poderão estar ligados ao desenvolvimento dos Brics, como a Organização de Cooperação de Xangai (RIC). O importante é que, de fato, existe a concepção “de um mundo não norte-americano” que se desenvolve ativamente e de forma concreta. Os Brics parecem prestes a se tornar o epicentro deste novo fenômeno. Não é preciso ser um político habilidoso para sentir que os povos e as civilizações dos países em vias de desenvolvimento estão cansados de “padrões norte-americanos” impostos. Aliás, padrões para tudo, economia, ideologia, forma de pensar, os “valores” propostos, vida interna e externa, etc. O mundo inteiro viu pela TV o aperto-de-mão dos cinco líderes dos Brics, ao qual, passado uns dias, se juntou praticamente toda a América Latina. É discutível se, neste impulso comum, existiu uma maior dose de contas pragmáticas ou de solidariedade emocional, mas, uma coisa é certa, nele não houve qualquer amor pela América do Norte. E isso ainda é uma forma polida de colocar as coisas.

– E quanto à adesão da Argentina, quem, no Sul, irá “apoiar” os EUA?

– Para a Índia os Brics são uma oportunidade de reforço na Ásia Austral e de desenvolvimento econômico fora da alçada da Ocidente. A motivação regional é conjugada com expectativas financeiras e tecnológicas que unem a África do Sul e o Brasil. No futuro, o “segmento” latino-americano poderá ser reforçado. Muitos peritos esperam que o “quinteto” seja alargado através da adesão da Argentina ao projeto. Ultimamente tem existido um desenvolvimento fulgurante das relações bilaterais da Rússia e da República Popular da China com países da América Latina, em setores como o tecnológico-militar, comercial, de investimento e energético. Neste quadro, as visitas em Julho de Vladimir Putin e de Xi Jinping marcaram o tendencial círculo de potenciais aliados dos Brics, nomeadamente Cuba, Venezuela, Nicarágua, Argentina, entre outros. Como é sabido, geograficamente, a America Latina “apoia”, a partir do Sul, os EUA. O reforço dos Brics, nessa zona sensível para os norte-americanos, é um trunfo adicional para o mundo em vias de desenvolvimento.

– Relativamente à “descoberta” muçulmana dos BRICS. Como será a institucionalização?

– Também se estuda o prolongamento dos Brics da direção do Islã, onde também existe descontentamento face ao domínio norte-americano. Espera-se que, após a entrada da Argentina, a fila de adesão aos Brics seja engrossada pelo maior, em termos de população, país muçulmano do mundo (cerca de 250 milhões), ou seja, a Indonésia. Ela, seja pela sua ideologia, seja pela ambições, nasceu para aderir ao projeto e assim fechar a região do Sudeste Asiático. O novo governo indonésio confirma a sua intenção de desenvolver o relacionamento com os Brics. A entrada da Indonésia encerrará a “corrente regional” que englobará as principais regiões do mundo. Além disso, cada um dos países dos Brics irá representar a “sua” região, tornando-se no seu líder informal. Brasil a América Latina, RAS a África, Rússia a Eurásia, China o Nordeste da Ásia, Indonésia o sudeste asiático. Os futuros cenários de desenvolvimento do projeto poderão ser diversos. Mas um deles já é atualmente equacionado e de forma bastante concreta. Num futuro próximo, os líderes dos BRICS deverão trabalhar no sentido da institucionalização do projeto, nomeadamente através da criação de um fórum de membros permanentes (atualmente são cinco Estados), e um fórum de observadores e de parceiros de diálogo.

– Há alguma chance de os EUA dialogarem?

– É possível que, com tempo, os EUA sejam obrigados a dialogar com os Brics. Porém, não parece ser algo que venha a ter lugar num futuro próximo. Hoje o projeto está em ascensão. Ele combina, organicamente, as vantagens de diversas civilizações, economias e culturas políticas. Aqui não existem imposições nem domínios de um só país. É claro que existem incongruências, algumas “divergências e visões diferentes quanto à concretização de alguns projetos internacionais. Mas não são diferendos estratégicos. Trata-se de questões objectivas, que surgem, normalmente, nas relações internacionais do mundo político. Os Brics acabam por ser o reflexo bastante preciso do nosso mundo multifacetado e bastante complexo.

Fonte: Correio do Brasil

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Conflitos Geopolítica

Irã quer trocar apoio no combate ao Estado Islâmico por concessões nucleares

O Irã exerce influência na guerra civil da Síria e no governo iraquiano, que está lutando contra avanço do Estado Islâmico.

O Irã está pronto para trabalhar com os Estados Unidos e seus aliados para combater os militantes Estado Islâmico, mas gostaria de ver mais flexibilidade com o programa de enriquecimento de urânio do Irã, afirmam autoridades iranianas.

Os comentários das autoridades, que pediram para não ser identificadas, destacam a dificuldade para as potências ocidentais manterem as negociações nucleares separadas de outros conflitos regionais. O Irã exerce influência na guerra civil da Síria e no governo iraquiano, que está lutando contra o avanço dos combatentes do Estado Islâmico.

O Irã enviou sinais contraditórios sobre sua vontade de cooperar na luta contra o Estado Islâmico, um grupo sunita radical que apreendeu grandes faixas de território em toda a Síria e Iraque e é responsabilizado por uma onda de violência sectária, decapitações e massacres de civis.

O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, disse recentemente ter vetado uma proposta dos EUA ao Irã para trabalharem juntos contra o Estado Islâmico, mas autoridades norte-americanas disseram que não houve tal pedido. Oficialmente, tanto Washington quanto Teerã descartam a possibilidade de cooperar militarmente na luta contra a ameaça.

Mas, em particular, as autoridades iranianas têm manifestado vontade de trabalhar com os EUA contra o Estado Islâmico, embora não necessariamente no campo de batalha.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse na sexta-feira (19) que o Irã tem um papel a desempenhar na derrota Estado Islâmico, indicando que a posição norte-americana também pode estar mudando.

“O Irã é um país muito influente na região e pode ajudar na luta contra os terroristas do ISIL (Estado Islâmico). Mas é uma via de mão dupla. Você dá algo e você recebe alguma coisa”, disse uma autoridade iraniana.

“O ISIL é uma ameaça à segurança mundial, não o nosso programa (nuclear), que é um programa pacífico”, acrescentou a autoridade.

Teerã rejeita as alegações ocidentais de que está acumulando a capacidade de produzir armas atômicas sob a cobertura de um programa civil de energia nuclear.

Outra autoridade iraniana corroborou os comentários. Ambas disseram que gostariam que os EUA e seus aliados ocidentais mostrassem flexibilidade sobre o número de centrífugas atômicas que Teerã poderia manter sob qualquer acordo de longo prazo que levante as sanções em troca de restrições no programa nuclear de Teerã.

“Ambos os lados podem mostrar flexibilidade, que vai levar a um número aceitável para todos”, disse a autoridade iraniana.

Representantes ocidentais disseram que o Irã não havia cogitado essa ideia nas negociações nucleares com os EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China, retomadas em Nova York na sexta-feira.

Diplomatas próximos às negociações dizem que é improvável que se estabeleça em Nova York um acordo de longo prazo que retire as sanções em troca de cortes no programa nuclear iraniano.

As autoridades ocidentais disseram que seria difícil até mesmo discutir a questão nas negociações e que os EUA e seus aliados estão determinados a manter o foco exclusivamente nas questões atômicas, com a data limite 24 de novembro para um acordo se aproximando.

“Estamos vendo com a aproximação do fim das negociações que os iranianos se sentem tentados a trazer outros assuntos para a mesa”, disse um diplomata ocidental.

“Às vezes, eles indicam que, se não houver um acordo (nuclear), os outros processos na região seriam mais complicados”, acrescentou. “Os seis estão determinados a não levar os outros assuntos para a mesa de negociações nuclear.”

Fonte: Último Segundo

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Conflitos Geopolítica

Filho de brasileiro vira refém político no Paraguai

O que era para ser mais uma ação guerrilheira para financiar o Exército do Povo Paraguaio (EPP), grupo marxista radical que atua em Concepción, no norte do Paraguai, está se transformando em uma complicada operação política e militar no país. Com Arlan Fick, de 16 anos, filho do produtor rural brasileiro Alcido Fick, em cativeiro há 172 dias, a guerrilha recebeu o resgate pelo sequestro, mas se negou a libertar o rapaz. Os guerrilheiros dizem agora que só negociam a libertação com a troca do refém por líderes do EPP que estão presos em Assunção, enfrentam o Exército à bala e assustam a comunidade brasileira local.

Na sexta-feira, um combate entre forças oficiais do Paraguai e o EPP levou mais insegurança às vilas à beira da Rota 3, que liga a capital federal à capital do Estado de Concepción. O confronto terminou com pelo menos três mortos e dois helicópteros atingidos por tiros de guerrilheiros, em Arroyito, vizinha de São Pedro de Yacuamandyu, a 320 km de Assunção. O confronto começou com uma operação de buscas por Arlan em um acampamento guerrilheiro. Uma Força-Tarefa Conjunta (FTC), criada pelo governo do presidente Horácio Cartes para prender os sequestradores, cercou o local com auxílio de quatro helicópteros.

Arlan foi sequestrado pela guerrilha no dia 2 de abril, durante outro tiroteio na Vila de Azotey. A família diz que pagou no dia 12 de abril o resgate de US$ 500 mil exigido. O EPP queria ainda a distribuição de US$ 50 mil em alimentos (açúcar, farinha, arroz, azeite e outros víveres) para as Vilas de Arroyito e Nueva Fortuna e a divulgação de um vídeo no qual a líder do EPP, Liliana Villalba Ayala, conhecida como comandante Anahy Ayala, exalta a ação guerrilheira de dois companheiros mortos no sequestro de Arlan.

Na quinta-feira, o Estado esteve na localidade de Azotey e acompanhou a preparação dos militares para a operação. “Temos 40 homens preparados na comissaria”, disse um oficial que há mais de um ano comanda o posto policial do entroncamento – que os paraguaios chamam de “cruce” – de acesso à Vila de Tacuati.

Medo

O local, protegido por trincheiras de sacos de terra, já foi atacado a tiros da guerrilha duas vezes, fica a menos de 6 km do local da batalha da manhã de anteontem. A tensão na área assusta brasileiros e seus descendentes, os brasiguaios, que vivem na região. No sequestro de Arlan, os epepistas foram surpreendidos por uma patrulha da FTC. No tiroteio, morreram dois deles: Bernardo Bernal, conhecido como tenente Coco, e Claudelino Silva – e um soldado das forças oficiais.

Com o sequestro de Arlan, são cinco os casos de extorsão pelos guerrilheiros – que dizem lutar contra o imperialismo, exaltam Solano Lopez e querem expulsar colonos estrangeiros. O primeiro sequestro do grupo para extorsão aconteceu em 2001. Maria Edith Debernardi foi capturada nos arredores de Assunção. Outros dois casos tiveram como vítimas os produtores rurais paraguaios Fidel Zavala e Luis Lindstron.

O sequestro mais dramático foi o de Cecília Cubas, de 32 anos, filha do ex-presidente Raúl Cubas Grau e da atual senadora Mirtha Gusinky. Cecília foi capturada pelo EPP em setembro de 2004. O corpo dela foi encontrado em um túnel em fevereiro de 2005. Pelo crime, a Justiça paraguaia condenou Alcides Oviedo Britez e a mulher dele, Carmen Villalba, a 35 anos de cadeia. Britez é o principal chefe do EPP e comanda a guerrilha da prisão. Depois do pagamento do resgate de Arlan, foi da cadeia que o condenado Britez anunciou que o rapaz passaria a ser moeda de troca por militantes do EPP que estão condenados.

“Com isso, o caso de Arlan passou a ter outra conotação política”, resumiu na quinta-feira uma autoridade paraguaia. “E isso complicou muito o quadro, que já era grave”, disse a fonte.

Nos últimos meses, por diversas vezes a família Fick pediu, em comunicados, que os guerrilheiros cumprissem com a promessa de soltar o rapaz. Mas a guerrilha emudeceu. Arlan é paraguaio de nascimento. Mas segue tradições brasileiras. É torcedor do Internacional de Porto Alegre, como o pai, Alcido, um colono de Santo Cristo, localidade gaúcha da fronteira com Santa Catarina, que migrou para Ponta Porã e, em 1982, foi viver de lavouras no Paraguai.

Sem informação do filho, os Fick chegaram à beira do desespero. Alcido não dá entrevistas. Teme represálias. Na escola onde Arlan estudou, na Rota 3, uma faixa branca pede “Liberen a Arlan”. As informações são do jornal “O Estado de S.Paulo”.

Fonte: UOL

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Acidentes e Catástrofes Conflitos

Voo MH17: parentes das vítimas alemãs vão processar Ucrânia

Quatro alemães morreram na queda do avião da Malaysia Airlines. Advogado das famílias diz que Kiev violou os Direitos Humanos ao manter espaço aéreo aberto e vai entrar com ação por homicídio culposo.

Ostukraine Absturzstelle Blumen Trauer MH17

Os familiares das vítimas alemãs do voo comercial MH17 da companhia aérea Malaysia Airlines – abatido quando sobrevoava a Ucrânia em 17 de julho – querem entrar com um processo contra a Ucrânia no Tribunal Europeu de Direitos Humanos. Em entrevista ao jornal Bild Am Sonntag,publicada neste domingo (21/09), o advogado que representa as três famílias, Elmar Giemulla, explicou que, de acordo com leis internacionais, cada Estado é responsável pelo espaço aéreo de seu território.

“Se um Estado não consegue garantir a segurança, ele deve fechar o espaço aéreo. E isto não aconteceu”, disse Giemulla. “Assim, o governo ucraniano aceitou a possibilidade que as vidas de centenas de pessoas pudessem ser destruídas”, completou o advogado.

Giemulla classificou esta ação de Kiev como uma violação dos Direitos Humanos. Por isso, ele vai apresentar, em cerca de duas semanas, uma ação no Tribunal Europeu de Direitos Humanos contra o governo da Ucrânia e o presidente Petro Poroshenko, com a acusação de homicídio culposo por omissão em 298 casos – o número de mortes no acidente aéreo.

Ele vai reivindicar um ressarcimento por danos emocionais no valor de um milhão de euros por vítima, segundo o Bild Am Sonntag. Até agora, a Malaysia Airlines pagou aos parentes meros 5.000 dólares.

O advogado também não exclui uma ação judicial contra a Rússia. “A evidência contra a Rússia ainda não é estável o suficiente”, explicou Giemulla, que também é professor honorário de Direito Aeronáutico na Universidade Técnica de Berlim.

A aeronave caiu em 17 de julho no leste ucraniano. Todos os 298 passageiros morreram. A bordo estavam quatro passageiros alemães. O governo ucraniano e o Ocidente presumem que o voo MH17 foi abatido por separatistas pró-Rússia. O Kremlin credita a responsabilidade a Kiev.

PV/afp/rtr

Fonte: DW 

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Acidentes e Catástrofes Conflitos Geopolítica

Guerra biológica: Estado Islâmico ameaça usar vírus Ebola como ARMA

No site do jornal ‘El Pais’, foi denunciada a nova tática terrível que os jihadistas do estado islâmico podem adotar: a guerra bacteriológica ou biológica.

Afiliados do Estado Islâmico (EI, ex-ISIS) discutiram na Internet sobre a hipótese de “expandir” o vírus Ebola nos Estados Unidos e outros países envolvidos na chamada “coalizão” contra o grupo radical.

O Departamento de Defesa e do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos classificou o Ebola como um agente de guerra biológica. Relatórios de especialistas norte-americanos dizem que até 90% dos humanos infectados morrem dentro de um tempo muito curto. Portanto, o vírus pode ser uma arma real com um potencial extremamente poderosa de destruição em massa, de acordo com relatórios de inteligência norte-americanos.

Foi precisamente este “diagnóstico”, o que levou os Estados Unidos a criar um programa para o desenvolvimento de vacinas contra Ebola. A eficácia do antídoto não está provada. Depois que os Estados Unidos começaram há poucos dias um estudo em 20 voluntários saudáveis ​​para testar a segurança das vacinas em estudo contra Ebola, Reino Unido, em colaboração com os Institutos de Saúde americanos, começou um estudo paralelo com o mesmo produto em 60 pessoas saudáveis. Essas investigações são o resultado de um acordo internacional em que a participaçãoWellcome Trust , o Conselho de Pesquisa Médica e do Departamento de Desenvolvimento Internacional britânico, em resposta ao surto atual Ebola já matou mais de 2.400 pessoas e gerou cerca de 5.000 pacientes.

Já existem vários candidatos para receber a vacina contra Ebola.

Uma delas, chamada NIAID / GSK, é a desenvolvida pelo Estado norte-americano, através do seu programa de Defesa e da empresa farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK). Até hoje existem 10 americanos vacinados e nenhum deles têm mostrado efeitos colaterais após a injecção. ‘s ramo Inglês do julgamento começou na quarta-feira em Oxford, na Universidade do Instituto Jenner cidade, com a injeção de versão monovalente de NIAID / GSK uma mulher, embora sua meta é imunizar 60 pessoas no Reino Unido, em seguida, e se tudo correr bem, vacinando 40 voluntários saudáveis ​​em Gâmbia e muitos outros em Mali. A imunização foi feita por grupos de 20 pessoas para receber diferentes doses da vacina para os pesquisadores para avaliar qual é a melhor dose em termos de segurança e eficácia.

Via: www.elpais.com.uy

Fonte: Libertar

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Conflitos Geopolítica Vídeo

Vídeo: Rússia Realiza mega exercício conjunto nas proximidades da fronteira com o Japão

https://www.youtube.com/watch?v=tnYuC0-OHio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Defesa Mísseis Negócios e serviços Sistemas de Armas

Arábia Saudita interessada nos mísseis chineses DF-21

DF21Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Fontes israelenses informam que o governo da Arábia Saudita está  negociando a compra de mísseis balísticos Dong Feng-21, disse em uma entrevista um ex-general saudita. No entanto, ele não indicou a versão do sistema ordenado. Nada também mencionou sobre a possibilidade da transferência dos mísseis equipados com ogivas nucleares.

Os sauditas já queriam comprar o DF-21, mas sempre enfrentaram a oposição ferrenha dos Estados Unidos. Estes mísseis são capazes de desbalançar ainda mais o equilíbrio militar no Oriente Médio, os mísseis possuem um alcance de mais de 2000 km. É provável que  a arma esteja sendo adquirida  como uma arma de dissuasão em relação ao Irã.

O DF-21 é um sistema de mísseis balístico de dois estágios com uma única cabeça, que se move a uma velocidade superior a Mach 5-10 e pode transportar uma carga de 600 kg.

Fonte: Defence 24

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Sistemas Navais

Egito escolhe submarinos Russos

ProjectE.M.Pinto

A Agência de notícias russa ISTAR  informou que Rússia e Egito assinaram um  contrato para compra de armas no valor de US $ 3,5 bilhões que prevê a construção de submarinos convencionais de ummodelo não especificado.

O acordo neste valor era de conhecimento da mídia especializada internacional entretanto, supunha-se que ele se referia ao fornecimento de sistemas de defesa aérea, artilharia e armas de pequeno porte. Porém, o canal de televisão Russo Zvezda, noticiou que o acordo com as forças armadas egípcias permite entre outros, a aquisição de caças MiG-25, submarinos convencionais e sistemas anti-aéreos, de médio e longo alcance Buk, e S-400. De acordo com relatórios anteriores, o canal informa ainda que há interesse do Egito em adquirir caças multi-função  MiG-35. A confirmação da proposta pelo egípcio abre espaço para a cooperação entre as empresas AvtoVaz e Nasr.

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Avião de treinamento Yak-132 começa a ser produzido na Rússia

Nova aeronave será usada para treinar pilotos iniciantes e realizar ataques leves.

Avião de treinamento Yak-132 começa a ser produzido na Rússia
É difícil avaliar o potencial de exportação da nova aeronave russa Foto: RIA Nóvosti

Em meados de 2015, a fabricante de aeronaves Irkutsk lançará os dois primeiros protótipos do avião leve de treinamento básico Yak-152. Desenvolvida pelo escritório de design Yakovlev, a aeronave tem como objetivo treinar pílotos em estágios iniciais de preparação para voos. A execução total do ciclo de voos de testes está planejada para 2015 e o início da produção em série do avião para 2016.

O avião será usado pela Força Aérea da Rússia na formação básica de pilotos. Neste estágio, os cadetes aprendem os fundamentos do voo simples e a decolar e pousar em diversas situações. Os instrutores russos apelidaram estes estágios de “voos panqueca”, em alusão à facilidade de realizá-los. “Os alunos terão a oportunidade de realizar operações de treinamento desde o início do curso com estes aviões”, afirmou à Gazeta Russa um representante do Ministério da Defesa.

Em um segundo momento, os cadetes passarão por estágios avançados que incluem o aprendizado de manobras acrobáticas, vôos noturnos e em condições meteorológicas adversas. Para tanto, o Yak-152 oferecerá aos alunos níveis superiores de segurança, apresentando sistemas de navegação modernos e assentos ejetáveis SKS-94M, que serão utilizados em caso de emergência.

O Ministério da Defesa russo planeja unificar os sistema de treinamento básico de voo usando o Yak-152. Isso significa que os futuros pilotos de caça e caça-bombardeiros serão treinados em conjunto com os futuros comandantes de bombardeiros estratégicos, aviões de transporte e até helicópteros. “O Yak-152 será a aeronave básica do estágio de treinamento conjunto da Força Aérea. Todos os futuros pilotos passarão pelo Yak-152 para depois usarem aviões de treinamento mais especializados. Por exemplo, os futuros pilotos dos caças Su-35 e T-50 serão treinados em um segundo momento nos modernos Yak-130. Já os futuros pilotos dos bombadeiros Tu-122 e Tu-160 passarão do Ya-152 para uma versão modificada do ex-avião de passageiros Tu-132 UBL”, afirmou à Gazeta Russa uma fonte no Ministério da Defesa.

Alta demanda

Atualmente, observa-se um acirramento da competição no ramo dos aviões de treinamento e ataque leve. Talvez a mais famosa concorrência mundial em andamento envolve os famosos treinadores brasileiros Super Tucano, fabricados pela Embraer, e os suíços PC-7 e PC-9, desenvolvidos pela Pilatus. Além deles, há vários projetos em andamento, como por exemplo o italiano M-290, produzido pela Aermacchi e adquirido pela Finlândia e pelo México, e o polonês Orlik, adquirido pela Força Aérea da Polônia.

No início dos anos 2000, a empresa americana Beechcraft comprou a licença para a produção local do Pilatus PC-9. Sob a designação T-6 Texan 2, o turbo-hélice é usado para o treinamento básico de pilotos em diversas forças aéreas e marinhas, incluindo as dos Estados Unidos, Canadá, Israel, Alemanha e Nova Zelândia.

Estes mesmos aviões de treinamento têm demonstrado grande eficácia em missões de ataque leve. O Super Tucano, particularmente, vem sendo empregado com sucesso pela Força Aérea da Colômbia para atacar bases de traficantes de drogas e em outras missões de combate a insurgentes. “O desenvolvimento de novos armamentos inteligentes, bem como a utilização de bombas guiadas por laser e por sistemas de navegação por satélites, como a americana JDAM, transformaram estes aviões em uma excelente opção de baixo custo. Devido ao alto desempenho dos armamentos utilizados, estes aviões realizam missões de ataque de forma segura, lançado mísseis e bombas fora do alcance das armas inimigas, principalmente mísseis antiaéreos portáteis (Manpads) e canhões de baixo calibre, utilizados por rebeldes e narcotraficantes”, explicou à Gazeta Russa Anton Lavrov, especialista militar independente e autor do livro “O Novo Exército Russo”.

Perspectivas de exportação

Por enquanto, é difícil avaliar o potencial de exportação da nova aeronave russa, mas acredita-se que já existem clientes estrangeiros interessados em sua compra. A alta demanda por aeronaves deste tipo faz do Yak-152 um grande atrativo a missões de treinamento e ataque leve.

Em uma entrevista à agência de notícias ITAR-TASS, o vice-diretor do escritório de design Yakovlev, Roman Taskaev, afirmou que “é planejada a produção em série de muitos exemplares desta nova aeronave, e que seu preço será acessível, o que tornará o Yak-152 uma opção competitiva no mercado externo”.

As empresas russas fornecedoras da Yakovlev já estão se preparando para a produção do novo avião, familiarizando-se com os novos componentes. Isso é necessário porque algumas peças da aeronave, como o motor a diesel de 400 cavalos, ainda são pouco usadas pelos fabricantes russos. Até o final deste ano, serão confirmadas as versões finais do design e a lista de componentes, bem como a preparação da documentação da nova aeronave.

Fonte: Gazeta Russa

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Construção do submarino nuclear Knyaz Suvorov começa em dezembro

A construção do mais novo projeto do submarino nuclear Borei-A, batizado de Knyaz Suvorov, começará em dezembro, em Severodvinsk, afirmou esta sexta-feira Nikolai Semakov, chefe do setor de construção naval dos estaleiros de Severodvinsk.

“Em dezembro, se tudo correr normalmente, teremos o batimento de quilha de outro cruzador – o Knyaz Suvorov. Este é mais um submarino avançado Borei-A”, disse Semakov.

O Knyaz Suvorov será o sexto submarino do projeto 955 Borei. Prevê-se que, até 2020, sejam construídos oito submarinos desta classe – portadores do foguete Bulava.

No momento, a Marinha russa dispõe de dois submarinos do projeto Borei – Yuri Dolgoruki e Alexander Nevski. O terceiro submarino, Vladimir Monomakh, será adotado pela Marinha em dezembro de 2014, mais dois – Knyaz Vladimir e Knyaz Oleg – estão atualmente em construção.

Fonte: Voz da Rússia

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Turquia recebe mais de 60 mil sírios em 24 horas

Soldados turcos guardam fronteira com a síria enquanto refugiados sírios atravessam | Foto: AP

Curdos tentam escapar do avanço do EI na Síria pela fronteira com a Turquia

Cerca de 66 mil refugiados – a maioria curdos sírios – atravessaram a fronteira da Síria com a Turquia nas últimas 24 horas na tentativa de escapar do avanço do grupo autodenominado Estado Islâmico (EI), segundo autoridades.

A Turquia abriu a fronteira na sexta-feira para os sírios que fugiam da cidade curda de Kobane, temendo um ataque do EI (anteriormente conhecido como Isis).

Ativistas dizem que cerca de 300 combatentes curdos foram da Turquia para o norte da Síria para ajudar a defender a cidade.

O EI controla grandes partes da Síria e do Iraque e tomou controle de dezenas de vilarejos ao redor de Kobane, que também é chamada de Ayn Al-Arab.

A Turquia – que faz fronteira com o Iraque e com a Síria – recebeu mais de 847 mil refugiados desde o início dos protestos contra o presidente sírio Bashar Al-Assad há três anos.

Mas o fluxo de pessoas que atravessaram a fronteira aumentou dramaticamente nas últimas 24 horas.

“Hoje, o número de curdos sírios que entraram na Turquia excedeu os 60 mil”, disse o vice-primeiro-ministro turco Numan Kurtulmus neste sábado.

Ele falava da província de Sanliurfa, no sul da Turquia, onde muitos dos refugiados buscaram abrigo.

Um funcionário do governo turco, no entanto, disse ao correspondente da BBC Mark Lowen que o número chega a 66 mil.

Pedido de ajuda

Quem é o Estado Islâmico?

  • O grupo extremista foi formado a partir da Al-Qaeda no Iraque em 2013, quando era conhecido como
    Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isis, na sigla em inglês).
  • A primeira cidade capturada pelos combatentes do EI foi Raqqa, no leste da Síria, em novembro de 2013.
  • Em junho de 2014, o grupo tomou o controle de partes do Iraque, incluindo a cidade de Mosul, e declarou um “califado” nas áreas que controla nos dois países, mudando seu nome para Estado Islâmico.
  • Defendendo uma interpretação radical do Islã sunita, o EI persegue não muçulmanos, como os Yazidis e os cristãos, e também os muçulmanos xiitas, que considera hereges.
  • O grupo é conhecido por suas táticas brutais, que incluem decapitar soldados, jornalistas ocidentais e voluntários de ajuda humanitária.
  • A CIA diz que o EI pode ter até 31 mil combatentes no Iraque e na Síria.
  • Desde meados de agosto, os Estados Unidos realizam ataques aéreos em alvos do EI no nordeste do Iraque.

O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos (UNHCR) disse em um comunicado que, juntamente com o governo turco, se prepara para a possibilidade de que milhares de refugiados continuem a entrar no país nos próximos dias, em meio à batalha de Kobane.

O órgão disse ainda que a cidade esteve em relativa segurança durante a maior parte da guerra civil síria, e que cerca de 200 mil pessoas que se deslocaram internamente no país haviam encontrado refúgio lá.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, baseado no Reino Unido, disse que pelo menos 300 combatentes curdos vindos da Turquia se juntaram aos sírios na região de Kobane para impedir o avanço do EI. A organização não especificou o grupo curdo ao qual os combatentes pertenciam.

“O Estado Islâmico vê Kobane como caroço no corpo: eles acham que ela está no caminho deles”, disse Rami Abdulrahman, do Observatório.

Ativistas sírios dizem que o EI já tomou o controle de cerca de 60 vilarejos em volta de Kobane desde que os confrontos começaram, no início da semana passada.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos afirma que pelo menos 11 curdos foram executados pelo EI, e que o destino de cerca de 800 moradores é “desconhecido”.

O chefe do grupo político sírio União Democrática Curda, Mohammad Saleh Muslim, pediu ajuda internacional na batalha contra o grupo extremista islâmico.

Refugiados sírios atravessam fronteira com a Turquia | Foto: AP

Milhares de sírios entraram na Turquia nas últimas 24 horas, buscando abrigo no sul do país

“Kobane está enfrentando o ataque mais selvagem e bárbaro de sua história”, disse ele, segundo a agência de notícias Reuters.

“Kobane pede a todos os que defendem os valores democráticos e humanos que a ajudem imediatamente. As próximas horas são decisivas”, disse.

Correspondentes da BBC dizem que a captura da cidade daria ao EI o controle de uma parte grande da fronteira norte da Síria com a Turquia.

Até agora, 30 países se ofereceram para ajudar os Estados Unidos em uma coalizão contra os militantes, mas a Turquia disse que só permitirá operações logísticas e humanitárias de uma base área da Otan que está em seu território.

A Turquia está sendo pressionada pelos países ocidentais para interromper o fluxo de combatentes estrangeiros que se juntam ao EI.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que o país está desenvolvendo planos para a criação de uma zona de proteção em suas fronteiras com o Iraque e a Síria.

Fonte: BBC Brasil