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KC-390 já tem data para deixar hangar – 21 de Outubro

Chico Pereira

O gigante está quase pronto e já tem data para sair do hangar. No dia 21 de outubro, o avião cargueiro militar KC-390 fará a sua primeira aparição pública oficial.

Maior avião projetado e produzido pela Embraer, sediada em São José dos Campos, o KC-390 é uma “revolução” tecnológica, um desafio e um marco para a terceira maior fabricante de jatos do mundo.

O avião foi desenvolvido para a FAB (Força Aérea Brasileira) e o programa do jato cargueiro está orçado em US$ 2 bilhões (algo em torno de pelo menos R$ 4,6 bilhões).

No dia 21 de outubro a Embraer realizará o roll out (apresentação oficial) da aeronave, em fase final de montagem na unidade de Gavião Peixoto, cidade localizada nas proximidades de Araraquara.

Será lá a solenidade da apresentação do avião.

O KC-390 não vai voar neste dia. Deve apenas deslizar pela pista e mostrar a sua imponência.
O voo do primeiro protótipo vai ocorrer até o final do ano. O Vale apurou que o KC-390 deve ganhar os ares em dezembro, ainda sem data definida.
Até lá, o jato será submetido a testes em terra, procedimento previsto no projeto.

Montagem

D e acordo com a Embraer Defesa & Segurança, responsável pelo desenvolvimento da aeronave, recentemente ocorreu a junção da asa com a fuselagem do primeiro protótipo que, no momento, está na fase de instalação de sistemas internos.

Tudo isso na unidade de Gavião Peixoto, onde será a produção seriada do jato.

Para acomodar toda a linha de produção, a Embraer construiu mais de 30 mil metros quadrados de hangares.

Missão

O KC-390 pode desenvolver diversas missões. Servirá para transporte de tropas, materiais e também como avião reabastecedor em v oo.

Haverá também uma versão civil, para emprego médico e auxílio a operações referentes a desastres naturais e transporte de carga postal.

Um dos fundadores da Embraer, o engenheiro Ozires Silva afirmou que o jato cargueiro é uma aeronave “maravilhosa, de última geração”.

“Um avião extremamente moderno tecnologicamente, um orgulho para a Embraer e para o Brasil. A materialização de um sonho”, disse.

Diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), em São José dos Campos, Almir Fernandes destacou a importância do projeto para as empresas fornecedoras da Embraer na região.

“Além da geração de empregos, o programa é um desafio tecnológico para os fornecedores, será um marco”, disse.

KC-390 vai disputar um mercado potencial de mais de 720 unidades

A Embraer Defesa & Segurança estima que o mercado potencial de aeronaves no qual o cargueiro militar brasileiro a KC-390 irá competir é de pelo menos 728 unidades.

Em maio, durante a inauguração das instalações em Gavião Peixoto para a produção do jato, o presidente da Embraer Defesa & e Segurança, Jackson Schneider, relatou que a meta da Embraer é abocanhar uma fatia de 15% a 20% desse mercado.

A empresa já conta com 32 cartas de intenção de compra do avião, entre os interessados estão Argentina, Portugal, República Tcheca e Colômbia.

Compra

Em maio deste ano, a FAB (Força Aérea Brasileira) anunciou a compra de 28 unidades do jato, em contrato no valor de R$ 7,2 bilhões.

O contrato prevê a aquisição das aeronaves em um período de 12 anos, com a entrega do primeiro jato militar para o final de 2016.

O acordo contempla também o fornecimento de um pacote de suporte logístico, que inclui peças sobressalentes e manutenção.

À ocasião, o ministro da Defesa, Celso Amorim, frisou que o contrato é uma sinalização importante e demonstra a confiança da FAB no produto e que ajudará nas vendas da aeronave para outros países.

Na FAB, o KC-390 irá substituir a frota de turboélices Hércules C-130, fabricado nos Estados Unidos desde a década de 1950.

Parceria

No ano passado, a Embraer firmou parceria com a norte-americana Boeing para promoção e venda do cargueiro militar.

Pelo acordo, a Boeing irá liderar as campanhas de vendas do KC-390, oferecendo também suporte e treinamento, nos EUA, no Reino Unido e em mercados selecionados do Oriente Médio.

Potencial

Para Expedito Bastos, especialista em assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), o jato da Embraer tem grande potencial de mercado.

“Sem dúvida, a parceria estabelecida pela empresa com países europeus pode abrir um enorme mercado para o KC-390”, declarou.

O especialista analisa que o novo jato representa um salto da Embraer no segmento de Defesa, que é muito disputado em todo o mundo.

“É um produto para um nicho do segmento de Defesa que a Embraer planeja competir”, destacou Expedito.

Fonte: O Vale

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Transferência de tecnologia atrai latino-americanos

Armamento: transferência de tecnologia atrai latino-americanos
O Peru poderá oferecer serviços de reparação independentemente e realizar manutenção dos helicópteros Mi-17/171 usados ​​por outros países da região Foto: PressPhoto
29/09/2014 Tatiâna Rusakova, Gazeta Russa
Os países da América Latina se recusam a ser simples compradores de armamento russo. Essa região quer receber não apenas os equipamentos militares, mas também tecnologias russas para a produção de armamentos. Isso leva as relações a um nível completamente diferente e obriga a Rússia a assinar cada vez mais os acordos offset que preveem investimento de parte do dinheiro do contrato na economia do país importador.

No início de setembro, a Rússia e o Peru ratificaram um acordo para a construção de um centro conjunto de produção e reparação de helicópteros em La Joya (província de Arequipa, Peru). A construção desse centro de reparação, cuja abertura está prevista para 2016, é o resultado de um acordo offset de US$ 180 milhões, que faz parte do contrato assinado em 2013 para a venda de 24 helicópteros Mi-171SH a Lima. Se trata do maior contrato de tecnologia militar ente a Rússia e o Peru até hoje, cujo valor ultrapassa US$ 406 milhões.

Segundo esse acordo offset, o Peru poderá oferecer serviços de reparação independentemente e realizar manutenção dos helicópteros Mi-17/171 usados ​​por outros países da região. De acordo com as informações da corporação Rostec (empresa de desenvolvimento, fabricação e exportação de produtos industriais), o centro pertencerá ao Ministério da Defesa do Peru e “permitirá manter o parque de helicópteros e garantir sua eficiência nas operações de guerra contra o narcotráfico e o terrorismo”.

A partir de 2016, o centro de helicópteros começará a produção de componentes e blocos independentes para esses helicópteros russos. Provavelmente, as Forças Aéreas do Peru realizarão a montagem final dos 11 helicópteros russos.

O Peru está usando os Mi-171 que foram importados em 2011. Atualmente, Venezuela, Argentina, Brasil, Colômbia e México utilizam cerca de 400 helicópteros deste modelo de várias modificações. Assim, o centro no Peru deverá se tornar a principal empresa de manutenção e reparação de helicópteros russos e atrair outros países da América Latina que utilizam esses equipamentos.

Vantagens

O Mi-171Sh venceu a licitação das Forças Armadas do Peru em 2013. O helicóptero russo foi escolhido pelos peruanos não só devido às características técnicas, mas também por causa do programa offset oferecido pela parte russa.

Os acordos offset entre a Rússia e os países da América Latina se tornam cada vez mais comuns. Os países da região querem não só adquirir armas russas, mas também receber o direito de reparar, montar e produzir equipamento no seu território.

“Hoje, os países querem não só comprar os equipamentos, mas também localizar a produção de armamentos e equipamentos militares”, disse o vice-ministro da Defesa da Rússia, Anatóli Antonov, à agência de notícia Itar-Tass.

Em junho de 2014, a Venezuela também assinou um acordo bilateral com a Rússia sobre a criação de um centro de helicópteros. Caracas utiliza não só os helicópteros de múltiplas funções Mi-17, mas também os de transporte pesados Mi-26 e de ataque Mi-35.

De acordo com o representante da Rosoboronexport (empresa estatal russa responsável pelas vendas de equipamento militar ao exterior) Vladislav Kuzmitchov, todos os acordos de fornecimento de helicópteros para a Venezuela foram cumpridos. Agora, no entanto, o país precisa reparar as aeronaves.

“Os nossos colegas venezuelanos precisam de peças e da ajuda na reparação e manutenção dos helicópteros”, diz Kuzmitchov.

Acordos offset com o Brasil

As empresas estatais russas então estudando as possibilidades de começar a produção conjunta com as empresas brasileiras. De acordo com o representante da Rostec, Serguêi Goreslávski, o objetivo da cooperação entre a Rússia e o Brasil é a criação de uma parceria tecnológica.

“Essa parceria deve envolver o intercâmbio de tecnologias e a criação de uma fábrica de montagem no Brasil que facilitará a penetração dos produtos na economia local”, disse Goreslávski.

Especificamente, o contrato sobre o fornecimento de sistemas de mísseis antiaéreos “Pantsir”, que deverá ser assinado no futuro próximo, também oferece um acordo offset: as empresas brasileiras serão responsáveis pela manutenção dos equipamentos russos. Além disso, os brasileiros produzirão munição para essas armas sob licença russa.

Segundo o especialista militar independente Vladímir Kliúchnikov, os acordos offset são muito populares em todo o mundo.

“Esse tipo de acordo permite ​expandir o mercado e aumentar a lealdade dos compradores”, diz Kliúchnikov.

“Agora, todos os países tentam receber acesso direto à documentação técnica. A Rússia prefere criar joint ventures com as empresas que representam outros países. As capacidades de produção na Rússia são sobrecarregadas e a criação de uma joint permite baixar a carga e enviar especialistas russos para trabalhar no exterior”, completou.

Fonte: Gazeta Russa

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Sistemas de Armas Tecnologia

Vídeo: ATK & KADDB – AC-235 Light Gunship

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E.M.Pinto

A ATK apresenta a sua oferta especial de sistemas de missão que integram sensores para inteligência, vigilância e reconhecimento, equipamentos de controle de fogo e um canhão de 30 milímetros, fornecendo  reconhecimento dia-e-noite e capacidades de controle de fogo.
O Sistema permite  adquirir, monitorar e controlar os itens de interesse.

O AC-235 Light Gunship oferece aos clientes, uma maior capacidade disponível para realizar a defesa ágil de contra-insurgência, vigilância de fronteiras e missões de segurança.

capacidades

• Solução robusta ISR dia / noite agora disponível com capacidades de suporte de ataque de precisão/ close-ar suport
•Segmentação e emprego de armas fornecidas através de sistemas de focalização e controle de fogo integrados
•Links de dados full-motion e vídeo para estações em terra ou de outras aeronaves
•Sistemas de contramedidas defensivas e padrão de proteção balística
• Compatibilidade Night Vision Goggle (NVG)
• Adaptável a várias plataformas

 

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Conflitos Geopolítica Inteligência

EUA querem engajamento do Brasil contra EI

Responsável por Américas no Departamento de Estado dos EUA disse que Brasil contribuiria no combate ao grupo radical EI.

Mike Segar/Reuters

 Dilma: presidente criticou ataques dos EUA ao EI

Nova York – Dois dias depois de a presidente Dilma Rousseff criticar os bombardeios dos EUA contra o Estado Islâmico (EI), a responsável por Américas no Departamento de Estado americano, Roberta Jacobson, disse ter “esperança” de que o Brasil contribua de alguma maneira no combate ao grupo radical. Segundo ela, um país “grande e importante” como o Brasil teria um papel a desempenhar nos esforços liderados por Washington.

Depois de discursar na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, na quarta-feira, Dilma deu entrevista na qual sustentou que o ataque ao Estado Islâmico não era o caminho mais eficaz para derrotar a organização. “Vocês acham que bombardear o Isis (como era conhecido o grupo radical, em sua sigla em inglês) resolve o problema? Porque, se resolvesse, acho que estaria resolvido no Iraque. E o que se tem visto no Iraque é a paralisia”, afirmou, defendendo o uso da “diplomacia” para solucionar o conflito.

Roberta disse ontem (26), em entrevista coletiva, que não tinha informações sobre a apresentação de pedido específico para o Brasil colaborar no combate ao EI. Segundo ela, representantes dos EUA tiveram inúmeros encontros com autoridades de outros países nos últimos três dias em Nova York, durante a Assembleia-Geral da ONU. Mas ressaltou: “Certamente, nós temos esperança de que cada país possa contribuir”.

Dilma criticou o ataque ao EI depois de o presidente Barack Obama ter usado seu discurso na ONU para pedir o engajamento de todos os países da organização na luta contra o grupo terrorista.

Ontem (26), Roberta afirmou que o Brasil poderia “ser útil e dar apoio” em atividades como assistência humanitária, combatentes estrangeiros e área financeira. “Ainda temos esperança em relação a isso.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Acidentes e Catástrofes Inteligência

Homem anuncia ataque terrorista em hotel de Brasília

Foto-Gabriel-Mayer-600x450NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti:  A Comissão Nacional da Verdade (CNV), que vive da cultura da vitimização, se propõe a indenizar chineses presos durante o Regime Militar (http://globotv.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/t/todos-os-videos/v/comissao-nacional-da-verdade-analisa-caso-de-chineses-torturados-na-ditadura/3656953/), mas com toda a certeza, não tem olhos para enxergar atos de terrorismo explícito que ocorre no dia-a-dia do Brasil, como o sequestro de vítima  com o uso de colete com dinamite em hotel de Brasília (vide matéria abaixo).

Também não têm capacidade de processar e avaliar o descontrole na Segurança Pública no Estado de São Paulo, onde o ex-Secretário de Segurança, chamou o atual, ex-Procurador Geral de Justiça do Estado de São Paulo, de lixo (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/09/1523988-ex-secretario-da-seguranca-publica-chama-sucessor-de-lixo.shtml).

Este é o Brasil do dia-a-dia onde as autoridades da Ilha da Fantasia e seus apaniguados só se veem envolvidos em escândalos de corrupção. Foram desviados 10 bi de dólares da Petrobras e ninguém sabe, ninguém viu (http://mirsonmurad.blogspot.com.br/2014/03/desviadps-10-bilhoes-de-dolares-boa.html).

Mas para o Fórum de São Paulo, desde que Cuba vá bem e que a Presidência da República seja comandada pelo Embaixador de Cuba e a Vice Presidência pelo Embaixador da Venezuela, isso é o que importa, já quanto ao resto, resto é resto!

Ou o próximo Presidente da República recoloca o Brasil nos trilhos, ou a Nação irá penhasco abaixo.

Será que um novo 1964 está se avizinhando???

1964 foi consequência de desgoverno presidencial. Ontem Jango, hoje Dilma???

 bandeira-brasil-comunista

Homem anuncia ataque terrorista em hotel de Brasília

Ele teria colocado um colete com dinamite em mensageiro do hotel. Cerca de 300 hóspedes do hotel foram obrigados a deixar os quartos.

Um hotel no centro de Brasília foi esvaziado no início da manhã desta segunda-feira (29/09/2014) depois que um homem algemou um funcionário e o vestiu supostamente com um colete com dinamites. De acordo com testemunhas, ele fez o check-in por volta das 7h30. Às 8h, subiu para o 13º andar e bateu de quarto em quarto mandando os hóspedes descerem e informando que se tratava de uma ação terrorista.

Agentes do Corpo de Bombeiros e das polícias Civil e Militar isolaram a área e terminaram de retirar os cerca de 300 hóspedes. Até as 10h40, o sequestrador havia levado o refém cinco vezes até a sacada do hotel. O refém estava algemado, e o sequestrador armado com uma pistola.

Um publicitário de Ribeirão Preto (SP) que está no DF a trabalho conta que foi abordado pelo homem às 8h40. “Ele bateu na porta do meu quarto e mandou juntar todas as coisas e descer. Estava armado e com o mensageiro já algemado, cheio de bombas no corpo”, diz.

Segundo o publicitário, que não quis se identificar, o homem passou em todos os quartos mandandos os hóspedes descerem. O publicitário desconfiou que fosse um assalto. “Depois, enquanto eu terminava de juntar as coisas, ele voltou no meu quarto e disse que não era roubo nem nada, era terrorismo. Que ele não estava brincando.”

A polícia não confirma que o mensageiro esteja com um colete com dinamites, mas não descarta a possibilidade. Nas imagens do refém junto ao sequestrador é possível ver que o colete tem uma fileira de objetos claros e cilindrícos nas laterais.
O delegado Marcelo Fernandes disse que o sequestrador já foi identificado, mas não revelou o nome dele. De acordo com Fernandes, o homem já teve um cargo eletivo no Tocantins, mas ele também não revelou quando nem qual era o cargo.

Apesar de manter o mensageiro do hotel refém, o sequestrador não tem uma “postura agressiva”, afirmou o delegado. Fernandes disse ainda que todas as falas do homem têm relação com política. Ele pede, entre outras coisas, “a queda da Dilma”, declarou. A interlocução com o sequestrador é feita por três negociadores da polícia.

Curiosos se aglomeravam debaixo do bloco do prédio dos Correios, em frente ao hotel. Eles reclamavam da falta de informações. Hóspedes também diziam que não sabiam quando poderiam buscar as malas.

Foto: Gabriel Mayer

Fonte: Correio Braziliense e G1 via Defesa Aérea & Naval (DAN)  

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Tecnologia

Inteligência artificial dos drones pode ajudar cada vez mais em diferentes áreas

Avanços em pesquisas com drones e robôs terrestres permitem que eles identifiquem uns aos outros, interpretem ações e possam ser usados em resgate de pessoas, sistemas de comunicação aérea e vigilância de fronteiras

Sugestão: César Pereira
Silas Scalioni – Estado de Minas
Publicação: 23/09/2014 09:02 Atualização: 23/09/2014 10:35
Protótipos criados na FEI: equipamentos dotados de esperteza  (Ilton Barbosa/divulgação )
Protótipos criados na FEI: equipamentos dotados de esperteza

 

Vants – veículos aéreos não tripulados –, também conhecidos como drones, são aeronaves pilotadas remotamente de estações terrestres ou (cada vez mais) autonomamente, seguindo uma rota pré-programada ou se locomovendo para um destino fixo guiado automaticamente por GPS. Além de não carregar vidas humanas, um drone pode ser pequeno, bem leve e ter espaço suficiente para transportar cargas úteis e sistemas. Em um drone autônomo, tudo que se fizer vai depender do sistema computacional embarcado, como sensores, controles e programas, que poderão ser dotados de inteligência artificial e outros recursos das áreas da ciência da computação, eletrônica, mecânica, telecomunicações etc.Também chamados de robôs voadores não tripulados, os drones a cada dia são utilizados para novas finalidades, desde uso militar e combate ao terrorismo a coisas mais simples, como tirar fotos aéreas de eventos. Empresas de tecnologia têm investido nesses equipamentos ainda para transporte de documentos, delivery de alimentação, monitoramento, entre outras atividades. Mas, apesar de bastante promissora, a tecnologia ainda apresenta limitações e exige maior desenvolvimento de robótica inteligente.Um dos trabalhos de pesquisa no Brasil mais interessantes relacionados ao assunto vem sendo realizado em São Bernardo do Campo (SP) pelo Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI), instituto educacional sem fins lucrativos referência na área de robótica. As pesquisas, que visam desenvolver robôs que atuem de forma mais autônoma para facilitar a vida das pessoas, têm como destaque o projeto Raciocínio Espacial para Múltiplos Robôs, iniciado em 2012. O estudo já deu origem a sistemas inéditos, que permitem aos robôs identificar uns aos outros, transmitir informações de reconhecimento e localização de um objeto e interpretar ações.

No caso de um resgate, por exemplo, o robô que identificar o objeto (ou pessoa) a ser resgatado transmite ao agente (humano ou robô) mais próximo informações sobre ele e o local onde se encontra. O conhecimento decorrente da pesquisa poderá ser aplicado em diversas funções, como trabalho em linhas de montagem, sistemas de comunicação aérea, busca de pessoas, vigilância de fronteiras e monitoramento de grandes eventos. O grupo de estudos da FEI incluiu no sistema dois drones e um robô terrestre, além de um operador.

Agentes humanos

O coordenador do projeto, professor Paulo Eduardo Santos, mestre em ciência da computação, em lógica e inteligência artificial, explica que o projeto está em sua segunda fase, com toda infraestrutura montada e todos os softwares necessários ao trabalho já desenvolvidos na própria instituição. “Tudo vem sendo feito com a participação de alunos de graduação, mestrado e doutorado em inteligência artificial”, diz.Santos revela que, a partir do projeto, foram criados dois sistemas: um algébrico, que permite aos robôs ter visão a partir de múltiplos pontos de vista (recebendo a informação captada por outro robô do mesmo sistema); e um lógico-probabilístico, que possibilita aos robôs localizar e identificar uns aos outros, além de interpretar todas as ações. “Nosso próximo passo é inserir agentes humanos no sistema, com comunicação por meio de mensagens curtas escritas em inglês. O objetivo é fazer com que os dois se comuniquem de forma natural, sem a necessidade de treinamento dos humanos para conseguir essa interação”, explica.Comunicação natural

O professor, que já atuou como pesquisador associado do Departamento de Computação da Universidade de Leeds (Inglaterra) para o desenvolvimento de sistemas de visão cognitiva, tendo recebido o prêmio British Computer Science Machine Intelligence, em 2004, informa que essa comunicação mais natural também será possível com a inclusão de representação do ambiente em que o robô está operando. “Em vez de transmitir uma informação numérica de distância, a partir de três pontos, a comunicação passa a ser mais intuitiva e simples, por exemplo, ‘abaixo, à minha esquerda’. Dessa forma, todos os integrantes do grupo – robôs e humanos – serão capazes de compartilhar informações e realizar as tarefas necessárias com mais agilidade, pois o reconhecimento e localização dos objetos serão feitos de forma mais rápida.”A utilização de robôs para múltiplos terrenos, de acordo com o professor, propicia uma visão bem mais ampla de tudo, pois cada um percebe a situação de um jeito. “Do alto, o drone tem uma visão global da cena, enquanto do chão, apesar de uma visão parcial, o robô conta com sensores a laser que ampliam o alcance das informações”, revela Santos, ressaltando que a comunicação entre os robôs é feita por wi-fi. O projeto, segundo ele, tem objetivo puramente científico e de formação de pessoal. “Não estamos pensando em termos comerciais, embora imagine que ele poderá despertar muito interesse empresarial”, complementa.
Made in UFMG
Professor da UFMG, Luiz Filipe Vieira diz que drones podem oferecer melhor informação tridimensional para mostrar fatos ou fenômenos  (Erik de Brito/divulgação )

Professor da UFMG, Luiz Filipe Vieira diz que drones podem oferecer melhor informação tridimensional para mostrar fatos ou fenômenos

 

Projeto semelhante ao da FEI vem sendo desenvolvido na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pelo professor de ciências da computação Luiz Filipe Vieira, que pretende criar “um verdadeiro enxame de drones se comunicando entre eles”, para monitorar e executar variadas tarefas. “Devido a numerosos avanços tecnológicos, os drones estão sendo usados hoje em diferentes aplicações. E tornam-se mais populares graças às melhorias no armazenamento de energia, com suas baterias de lítio, e de novos microprocessadores mais poderosos. Esses e outros fatores contribuíram para uma significativa redução de custos das aeronaves, ampliando ainda mais a adoção dessa tecnologia”, informa.Segundo Vieira, os drones podem trabalhar em ações conjuntas, mas para isso ocorrer é preciso haver uma comunicação entre eles e com uma base de controle. O conjunto desses veículos, trocando informações entre si, forma uma rede aérea em que cada veículo pode funcionar como um sensor móvel. “Nosso projeto possibilita melhorias a várias aplicações de interesse da comunidade científica, já que as redes aéreas são capazes de prover uma melhor informação tridimensional para a amostragem de fatos ou fenômenos que não poderia ser realizada de outra maneira”, explica, acrescentando que a monitoração da qualidade do ar por meio do estudo de gases presentes em uma região, e obtida por sensores instalados em um drone, é uma das funcionalidades que vêm sendo testadas pelo projeto.Operação policial

A troca de informações, de acordo com ele, pode ser realizada por meio de redes wi-fi, seja a conexão feita por um ponto de acesso ou via rede ad hoc, que não requer ponto de acesso. “O projeto pretende adotar drones quadrirrotores operando no modo autônomo, de forma que ele mesmo decida sua trajetória usando GPS embutido, sensores de altitude e de obstáculos”, diz. Como exemplo, ele cita o uso dos drones em uma ação policial. “Um dos veículos, ao identificar um marginal, pode monitorá-lo com câmeras especiais e enviar as informações para outras unidades da rede, que também passam a acompanhá-lo, a trocar informações e repassar os dados à polícia”, explica.

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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia

Minas prepara novo modelo de blindado para o Exército

GuaraniBlindado de reconhecimento será desenvolvido e fabricado no estado a partir do ano que vem. Exército recebe o 100º Guarani
Pedro Rocha Franco
Publicação: 26/09/2014 06:00 Atualização: 26/09/2014 07:47
 Sugestão: César Pereira
O projeto de uma nova viatura blindada de reconhecimento (VBR) para o Exército vai ser desenvolvido a partir do ano que vem em Minas Gerais. O novo veículo de combate começa a ser elaborado em 2015 e em cinco anos devem ser entregues as primeiras viaturas. A previsão é que seja usada a mesma linha onde hoje são fabricados as viaturas blindadas de transporte de pessoal média de rodas (VBPT-MR) Guarani, em Sete Lagoas. O centésimo Guarani produzido em Minas será entregue ao Exército hoje. Apesar de aproveitar a mesma plataforma, o veículo será mais veloz, terá blindagem reforçada e artilharia mais pesada, possibilitando assim que seja usado em missões de reconhecimento. Ele será o substituto do Cascavel, fabricado pela Engesa a partir da década de 1970 e usado na Guerra do Golfo.

A viatura irá aproveitar boa parte das peças e sistemas usados no primeiro modelo. Entre as adaptações para atender à nova função, está a inclusão de um canhão de 105 milímetros, enquanto no VBTP-MR o poder de fogo da artilharia era de 30 milímetros ou usadas metralhadoras ponto 50 e 762. O VBR terá capacidade para três ou quatro militares, sendo o motorista o único ocupante da parte interna e o restante na torre – o comandante, o atirador e, caso seja manual, um auxiliar. Junto da tripulação haverá um cesto que comporte toda a munição. O VBTP-MR tem lugar para 11 pessoas.

“Esse modelo (VBR) tem por característica ter poder de fogo igual ou superior aos do oponente. A função dele é visualizar (o campo de combate) e retornar”, afirma o chefe da equipe de Absorção de Conhecimento e Transferência de Tecnologia do projeto Guarani, capitão Euter Martins Mozer. Outra diferença além da potência balística é que o veículo terá uma blindagem antimina mais potente e será mais pesado. Em contrapartida, a velocidade será maior, o que obriga-o a ter um motor ainda mais potente. O atual Guarani faz 100 km/h. O chassi 8×8 facilita a velocidade elevada em terrenos adversos. A capacidade anfíbia é um requisito desejável, segundo o Exército.

Segundo o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Divisão de Veículos de Defesa da Iveco na América Latina, Giovanni D’Ambrosio, o pedido está sendo finalizado. O contrato faz parte da parceria do Exército com a empresa, que produz o Guarani, para fabricar 2.044 viaturas até 2029, ao custo de R$ 6 bilhões. “A plataforma veicular permite que sejam feitas modificações de acordo com o requisito do Exército”, afirma D’Ambrosio. Entre outros, podem ser montadas versões de socorro, ambulância e porta-morteiro.

O contrato para construção do Guarani foi assinado em 2009. O projeto previa que 60% do veículo fosse produzido no Brasil, considerando o valor da viatura. O nível já foi atingido. A previsão é que em mais três anos atinja-se 70%, com alguns componentes produzidos na planta italiana sendo transferidos para a unidade de Sete Lagoas, como a montagem da suspensão. Atualmente, bancos, motor, suporte interno, chassi, sistema de freio, entre outros, são itens nacionais.

Aço mineiro

Outra novidade é que em parceria com a Usiminas está em desenvolvimento um aço balístico para ser usado no VBR. Atualmente, o produto é importado do grupo alemão ThyssenKrupp. Mas o projeto nacional já está em teste na Itália para certificação internacional. Depois disso, ainda é preciso que sejam feitos testes estruturais para avaliar a qualidade do produto. Segundo D’Ambrosio, a montadora demora oito, nove meses para receber o produto, além de ser alto o custo logístico para importação do aço balístico.

Além de poder ser usado nas unidades produzidas em Minas, o aço pode ser comercializado com outras empresas e até mesmo exportado. “É uma questão militar importante, de soberania militar”, afirma o capitão, que lembra ser diretriz do comando do Exército o fomento à indústria de defesa. Em março, a fábrica de Sete Lagoas entregou as primeiras unidades do Guarani. Os veículos foram usados na patrulha fronteiriça nos estados do Sul e ficaram de stand by durante a Copa do Mundo para o caso de um ataque terrorista ou ação de descontrole.

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Conflitos Geopolítica

Por que o Estado Islâmico quer que o Ocidente envie tropas para Iraque e Síria

net-o-principal-porta-voz-do-ei-o-sirio-que-adotou-o-nome-de-shaykh-abu-muhammad-al-adnani-ridicularizou-os-recentes-ataques-aereos-1411851491548_300x300“Os ocidentais vão pagar o preço quando enviarem seus filhos para lutar contra nós e eles retornarem amputados, ou em caixões, ou com problemas mentais”. Shaykh Abu Muhammad al-Adnani, principal Porta-Voz do Estado Islâmico (EI)

Frank Gardner
Correspondente de Segurança da BBC, 27/09/2014

O grupo autodenominado Estado Islâmico expressou com todas as letras que não apenas não teme um enfrentamento em terra contra tropas americanas no Iraque e na Síria, como na verdade se alegraria nessa situação.

Em uma mensagem de 32 minutos publicada na internet, o principal porta-voz do EI, o sírio que adotou o nome de Shaykh Abu Muhammad al-Adnani, ridicularizou os recentes ataques aéreos americanos e os esforços do presidente Barack Obama para costurar uma coalizão internacional contra a milícia extremista islâmica.

“É só isso que podem fazer?”, alfinetou, dirigindo-se ao presidente Obama. “Os Estados Unidos e seus aliados são incapazes de nos enfrentar aqui em terra?”

Os ataques aéreos americanos e de aliados estão causando sérios danos ao EI, que não pode oferecer resposta militar efetiva contra eles. Portanto, faz sentido que a organização prefira que os EUA se comprometam com tropas no campo de batalha.“Eles estão desejando um conflito com o Ocidente”, diz o diretor do Centro Internacional para o Estudo da Radicalização, em Londres, Peter Neuman.

“Os vídeos de execuções [de reféns ocidentais] eram isca para provocar uma reação excessiva. No momento em que botas ocidentais pisam o terreno, tudo se transforma na velha narrativa do Ocidente contra o Islã, e eles podem alegar que estão lutando contra a ocupação”, argumenta o especialista.

Alá nos deu suas armas

Após um rápido avanço pelo norte e oeste do Iraque em junho, em que conquistou cidade após cidade, o EI capturou Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, com sua estratégica represa, e ameaçou tomar a capital curda de Irbil.

Mas, desde então, os ataques aéreos americanos em apoio a forças terrestres curdas contiveram o avanço do grupo.

Na semana passada, a Força Aérea Francesa passou a engrossar os ataques lançados a partir da base aérea dos Emirados Árabes Unidos.

A Austrália anunciou que vai enviar um esquadrão de caças Super Hornet, enquanto o Reino Unido aprovou na sexta-feira o envolvimento de suas forças armadas nos ataques no Iraque com seis aviões Tornado.

Além disso, um grupo de países tem fornecido armas e munições para as forças que enfrentam o EI.

Mas o porta-voz do EI menosprezou esses fatos, lembrando aos EUA que, durante sua campanha no Iraque, o grupo havia tomado uma grande quantidade de armamentos modernos americanos fornecidos ao Exército iraquiano –que fugiu para evitar os enfrentamentos.

“Enviem armas e equipamentos para seus agentes e cães; enviem-nas em grande quantidade, pois vão acabar como espólios de guerra em nossas mãos”, disse o líder extremista.

“Vejam os seus veículos blindados, máquinas, armas e equipamentos: estão em nossas mãos. Alá nós concedeu e vamos enfrentá-los com eles.”

Enfrentamento inevitável?

Os analistas acreditam que o enfraquecido e desmoralizado Exército iraquiano seja incapaz de enfrentar o EI por conta própria.

Por isso, tem-se especulado que tropas de combate americanas tenham de retornar para o país do qual se retirou em 2011, o que seria um pesadelo político para o presidente Barack Obama.

Obama, David Cameron (premiê do Reino Unido) e outros líderes ocidentais têm dito publicamente que não haverá “botas no chão”, apesar de quase mil soldados americanos permanecerem no Iraque.

Mas vários analistas políticos e militares, incluindo o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, que levou o país à guerra contra Saddam Hussein em 2003, ao lado do americano George W. Bush, opinam ser impossível erradicar o EI sem uma ofensiva terrestre.

Para o porta-voz do EI, “eles [os ocidentais] vão pagar o preço quando enviarem seus filhos para lutar contra nós e eles retornarem amputados, ou em caixões, ou com problemas mentais”.

Para o grupo extremista, os benefícios potenciais de enfrentar tropas ocidentais no chão são óbvios.

Pelo menos teriam a oportunidade de confrontar soldados cara a cara, contando com o impacto da propaganda negativa que a guerra teria sobre os cidadãos ocidentais.

Acima de tudo, um conflito regional que hoje é predominantemente de muçulmanos entre si, se tornaria uma espécie de jihad global contra o Ocidente, o que possivelmente atrairia simpatizantes para o grupo e elevaria a sua capacidade de recrutar guerrilheiros.

Foto: Porta-voz do Estado Islâmico, o sírio Shaykh Abu Muhammad al-Adnani divulgou mensagem em vídeo na internet provocando os EUA e sua coalizão de aliados

Fonte: BBC Brasil via UOL

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26 de Setembro de 2014: A-29 Super Tucano chega a Moody Air Force Base na Geórgia – EUA

Chris Carlson (esq), piloto senior da Sierra Nevada Corporation, comprimenta o tenente-coronel U.S. Air Force Jeffrey Hogan, comandante da Afghan A-29 Light Air Support training unit, após o pouso do primeiro A-29 Super Tucano a chegar, no dia 26 de setembro de 2014, a Moody Air Force Base, Geórgia. Moody AFB foi selecionada pelo A-29 LAS para proporcionar treinamento para 30 pilotos afegãos e 90  mecânicos e pessoal de apoio, pelos próximos quatro anos. (U.S. Air Force photo by Airman 1st Class Dillian Bamman/Released)

Roberto Valadares Caiafa

O primeiro de 20 turboélices A-29 Super Tucano chegou ao último dia 26 de setembro a Moody Air Force Base, grande base de treinamento da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), e será empregado na missão de treinamento de mecânicos e pilotos afegãos.

O A-29, comprovada aeronave de treinamento avançado e ataque leve, treinará 30 pilotos e 90 militares do pessoal técnico de apoio em solo, como parte do requerimento colocado pela International Security Assistance Force (ISAF) para conduzir treinamentos fora do Afeganistão.

O A-29 é aguardado com certa urgência para assumir a missão LAS na Força Aérea Afegã, já que os cansados helicópteros de ataque MI-35, atualmente cumprindo essas tarefas, deverão dar baixa do serviço ativo a partir de janeiro de 2016.

Segundo declarações de oficiais norte-americanos envolvidos no programa, o A-29 substitui o MI-35 com vantagens, cumprindo todas as missões previstas para esses vetores e expandindo o leque de possibilidades com novas missões que o MI-35 não pode executar, seja de dia ou a noite, em quaisquer condições climáticas.

Na cerimônia de entrega, o major-general USAF John McMullen (9th Air and Space Expeditionary Task Force- Afghanistan commander Air, U.S. Forces-Afghanistan deputy commander), explicou por que os afegãos precisam tanto dessa aeronave “Claramente, a maior deficiência atual da Força Aérea Afegã é a sua incapacidade em atingir alvos e tropas no solo, a partir do ar, e o A-29 é perfeito para cumprir essas missões utilizando, dentre outras, armas guiadas de precisão.

O Super Tucano oferece agilidade, velocidade adequada e grande alcance, sendo capaz de alcançar qualquer ponto do território afegão e lutar de forma eficiente por um longo período de tempo. Considero o A-29 Super Tucano perfeito para executar essas tarefas, o avião é exatamente o que a Força Aérea Afegã precisa”.

Os Estados Unidos recebem constantemente, para treinamento em aeronaves militares, dezenas de estudantes de países tão díspares como Noruega, Polônia, Singapura, Holanda e Iraque, para citar alunos aprendendo a domar o F-16 Viper.

A Força Aérea dos Estados Unidos também disponibilizou voos de treinamento para alunos afegãos em outros programas baseados no Texas, Mississipi, Arkansas e Oklahoma. Oito dos 10 estudantes afegãos da primeira turma enviada para treinar em Moody já tinham recebido anteriormente suas asas, ao passarem por outras escolas de treinamento da USAF.

Com a sequência do treinamento, todas as 20 aeronaves, após serem entregues ao Afeganistão, serão capazes de prover a Força Aérea Afegã capacidades de combate ar-solo e reconhecimento, apoiando as operações de contra-insurgência e a defesa pelo ar dos seus cidadãos e governo.

“Como bem disse o major-general McMullen, precisamos muito desses A-29“ declarou o major-general Abdul Wahab Wardak, comandante da Força Aérea Afegã, durante a cerimônia de apresentação do A-29 realizada recentemente em Jacksonville, na Flórida “Na atualidade não temos nenhuma aeronave que possa proteger as tropas e lhes prestar eficnte apoio de fogo ar-solo.  Só podemos agradecer a todos os envolvidos nesse programa, e dizer-lhes que vamos crescer e nos fortalecermos, e o A-29 Super Tucano será fundamental nesse processo”.

Fonte: Tecnologia & Defesa

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Taiwan revela o seu mais novo navio de combate litorâneo furtivo classe Hsun Hai

Saiba tudo sobre o navio de combate litrâneo Taiwanês clicando em:

Conheça a resposta Taiwanesa, A embarcação rápida lança mísseis supersônicos.

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Cameron recomenda que britânicos votem a favor da saída da UE

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, acredita que o Reino Unido deve sair da União Europeia, relata o jornal The Guardian. Após o país abandonar a UE, segundo o premiê, ele será capaz de ter “uma aliança mais estreita” com a Europa.

Se o partido conservador ganhar as eleições parlamentares de 2015, disse Cameron, ele fará tudo para convocar um referendo sobre a filiação do Reino Unido na UE e irá recomendar aos cidadãos do Reino Unido que votem a favor da saída do país da União Europeia.

O chefe de governo britânico tinha observado anteriormente que, se o Reino Unido saísse da União Europeia, ele seria capaz de concordar com os chefes da UE em cooperar estreitamente e de maneira mais benéfica possível para todas as partes em quatro grandes áreas: capital, bens, serviços e mão de obra.

O primeiro-ministro do Reino Unido insiste também em reformar a UE, reforçando, em particular, as regras de imigração dentro da União Europeia.

O Reino Unido é um membro da União Europeia, mas não faz parte da zona do euro e do espaço Schengen.

 

Fonte: Voz da Rússia

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China responde à ameaça de aviões furtivos

Arranjo da antena do DLW002

O jornal chinês Global Times (Huanqiu Shibao) publicou um artigo sobre os êxitos da indústria rádio-eletrônica da China no qual chamou a atenção para o radar passivo DWL-002. Assim, um sistema cuja existência já era conhecida entre especialistas, foi “notada” pela imprensa oficial. Na prática chinesa, isso pode ser uma indicação do início de sua ampla implantação no exército.

A China e a Rússia combatem a ameaça de aeronaves furtivas em duas direções principais. Em primeiro lugar, as tecnologias furtivas funcionam mal contra radares ativos convencionais da faixa VHF. Segundo alguns especialistas, radares de baixa frequência VHF produzidos quase que durante a Segunda Guerra Mundial são capazes de detetar aeronaves furtivas. Países ocidentais em geral abandonaram o desenvolvimento desses radares devido a seu grande tamanho e baixa precisão.

Na Rússia e na China esses trabalhos nunca pararam. A ameaça de aviões furtivos deu um novo impulso a desenvolvimentos no campo de radares de baixa frequência. Nas últimas duas décadas surgiram novos modelos. Além disso, o progresso no campo da eletrônica e tecnologia de informação permite superar muitas da deficiências de tais radares que anteriormente eram consideradas impossíveis de resolver.

Radares modernos da faixa VHF usam algoritmos avançados de processamento de sinais. Eles também têm uma grande mobilidade, embora ainda sejam sistemas bastante caros e complexos. Estes incluem, em particular, o radar JY-27A de faixa VHF, também referido no artigo do jornal Huanqiu Shibao. A existência deste radar era conhecida há pelo menos alguns meses.

A segunda direção de combate contra aeronaves furtivas são radares passivos que processam não seu próprio sinal de rádio refletido do alvo, mas os sinais de rádio emitidos pelo próprio alvo. Aviões de combate modernos estão integrados em sistemas complexos de gestão e troca de informações, têm um radar potente e, portanto, geralmente são uma fonte de radiação.

A União Soviética e alguns países do Pacto de Varsóvia, especialmente a RDA e a Tchecoslováquia, trabalharam ativamente em tais sistemas na década de 1980. Na altura, assumia-se que em caso de guerra na Europa os Estados Unidos iriam recorrer ativamente à criação de interferências para radares e a ataques contra eles com mísseis antiradar. Radares passivos estão protegidos contra tais ameaças.

No início de 2000, a China tentou comprar um lote de radares passivos VERA na República Tcheca, mas, em 2004, o acordo foi impedido pelos Estados Unidos. No entanto, a China provavelmente conseguiu obter algum acesso à documentação desse sistema no processo de preparação do negócio. Um grande sucesso esperava os chineses na Ucrânia, onde eles conseguiram adquirir modelos do radar passivo Kolchuga e, provavelmente, também alguma documentação de projeto. Assim, os trabalhos chineses nessa área receberam um forte impulso e levaram ao surgimento de estações passivas YLC-20, cuja continuação são os radares DWL-002.

Podemos então dizer que radares passivos e radares VHF eliminam a ameaça por parte de aviões furtivos? Dificilmente se pode livrara desta ameaça completamente. Radares especializados permitem lidar com aviões furtivos, transferindo-os da categoria de “armas milagrosas” para a categoria de ameaças convencionais. A sua ampla implantação irá enfraquecer seriamente o potencial de ataque de países do Ocidente. No entanto, com planejamento e gerenciamento minucioso, aviões de ataque e drones furtivos ainda podem ser usados com alta eficácia.

 

Fonte: Voz da Rússia