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História

Plano Brasil/Sugestão de Filmes Clássicos: “A Primeira Guerra no Cinema (DVD)”

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Seis Clássicos sobre o Conflito

Diretor: Jean Renoir

Sinopse:

DISCO 1

A GRANDE ILUSÃO (“La Grande Illusion”, 1937, 113 min.). De Jean Renoir. Com Jean Gabin, Pierre Fresnay e Erich von Stroheim.

Em 1916, dois aviadores franceses são capturados pelos alemães e levados a um campo de prisioneiros. No momento em que fugiriam do local, são transferidos para uma fortaleza comandada por um aristocrata alemão. Um dos maiores filmes do cinema.

ADEUS ÀS ARMAS (“A Farewell to Arms”, 1932). De Frank Borzage. Com Gary Cooper, Adolphe Menjou, Helen Hayes.

No inverno de 1917, no front italiano, um tenente americano é ferido em ação. Ele recebe os cuidados de uma enfermeira inglesa, por quem se apaixona. Melodrama brilhante do mestre Frank Borzage (“Três Camaradas”) baseado na obra de Ernest Hemingway.

DISCO 2

O GRANDE DESFILE (“The Big Parade”, 1925, 151 min.). De King Vidor. Com John Gilbert e Renée Adorée.

O filho de um rico empresário americano se alista na Primeira Guerra e é enviado para a França, onde se apaixona e passa a fazer amizade com soldados da classe operária. Um dos maiores épicos de Hollwyood em inédita versão restaurada.

O REI E O CIDADÃO (“King and Country”, 1964, 86 min.). De Joseph Losey. Com Dirk Bogarde e Tom Courtenay.

Um soldado inglês é acusado de deserção. O oficial designado para defendê-lo descobre que o caso não é tão simples quanto parece. Vencedor do Prêmio de Melhor Ator em Veneza, este clássico pacifista de Losey (“O Mensageiro”) não perdeu seu impacto.

DISCO 3

CRUZES DE MADEIRA (“Les croix de bois”, 1933, 113 min.). De Raymond Bernard. Com Pierre Blanchar e Charles Vanel.

Em 1914, um estudante idealista se alista no exército francês para defender seu país, mas logo vivencia o horror da guerra das trincheiras. Aliando técnicas inovadoras a um realismo brutal, Raymond Bernard (“Os Miseráveis”) realizou um filme inesquecível.

GUERRA, FLAGELO DE DEUS (“Westfront 1918: Vier von der Infanterie”, 1930, 88 min.). De Georg W. Pabst. Com Fritz Kampers e Gustav Diessl.

Pabst (“A Caixa de Pandora”) denuncia a loucura da guerra e seus efeitos devastadores através das experiências pessoais de quatro soldados alemães no final do conflito. Um filme-denúncia tão contundente quanto “Nada de Novo no Front”.

Fonte: Livraria da Folha de São Paulo  

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Brasil Defesa Destaques Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia

Exército Brasileiro aprova helicóptero versão AS.365K2 Super Pantera

Segundo comunicado da Helibras, o Exército Brasileiro aprovou na última semana de agosto a continuidade do programa de modernização, pela empresa, dos 34 helicópteros modelo AS.365K Pantera, operados pela Aviação do Exército.

Os resultados da avaliação técnico-operacional feita por esta do primeiro exemplar modernizado foram determinantes para a sequência do projeto, em cumprimento ao exigido em contrato.

Os aparelhos após a modernização, serão redesignados pela AvEx como AS.365K2 Super Pantera.

Exibindo 98% de disponibilidade, o exemplar inicial modernizado voou 220 horas na fase de avaliação, em 12 cidades brasileiras, para a realização de cerca de 150 missões diferentes, inclusive cumprindo missão real.

“Nessas atividades o Exército pôde comprovar os ganhos operacionais do AS.365K2 em relação à versão anterior, como menor carga de trabalho, diminuição do tempo de translado, maior autonomia e aumento da segurança para as tripulações”, afirmou Marco Wagner, gerente do programa de modernização dos Pantera na Helibras.

Ainda na aprovação, o Exército ressaltou a necessidade de contar com as aeronaves modernizadas em menor prazo e, por isso, a Helibras vai antecipar as próximas entregas e o prazo final do programa.

Na previsão inicial, o término das modernizações aconteceria em 2021, sendo duas unidades entregues neste ano, quatro em 2015 e mais seis por ano até completar as 34.

O novo AS.365K2, que incorpora todas as evoluções, é o primeiro helicóptero totalmente certificado no Brasil pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e representa um marco para a Helibras, pois a versão foi desenvolvida integralmente  no país.

O processo de modernização envolveu o aperfeiçoamento do design preliminar e detalhado da aeronave, executado pelos engenheiros brasileiros agregando ainda o domínio de importantes tecnologias e possibilidades para o desenvolvimento de novos projetos, através do Centro de Engenharia da Helibras.

Além disso, cumprindo exigência contratual, a maior parte dos novos equipamentos e sistemas instalados no helicóptero modernizado possui suporte de empresas no território nacional.

Assinado em 2009, o contrato de modernização de 34 helicópteros AS.365K Pantera da AvEx, no valor de R$ 347 milhões, incluía a instalação de novos motores, com maior potência, novos aviônicos, sistemas de radiocomunicação e a habilitação para voo com Óculos de Visão Noturna (OVN), sendo que os Pantera eram os últimos helicópteros da AvEx que ainda não contavam com essa capacidade.

Após este processo, as aeronaves transformaram-se em equipamentos de última geração, com pelo menos mais 25 anos de vida útil.

Fonte: C&R

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Conflitos Destaques Geopolítica

Ali Khamenei autoriza a coordenação de operações militares com americanos, iraquianos e curdos

O líder supremo do Irã aprovou uma cooperação com os Estados Unidos para combater o grupo extremista autodenominado Estado Islâmico (EI), fontes em Teerã confirmaram ao serviço iraniano da BBC.

O aiatolá Ali Khamenei teria autorizado seu mais alto oficial, o general Qasem Soleimani, a coordenar operações militares com as forças americanas, iraquianas e curdas.

Desde a Revolução Islâmica no Irã em 1979, Washington e Teerã mantêm um relacionamento tenso. Washington cortou relações com Teerã no ano seguinte à revolução, quando estudantes iranianos ocuparam a embaixada americana na capital e fizeram 52 americanos reféns.

O Irã também tradicionalmente se opôs ao envolvimento americano no Iraque, atualmente um aliado do governo iraniano. No entanto, o país de maioria xiita acredita que o EI – um grupo de extremistas sunitas que considera os xiitas hereges – é uma séria ameaça.

Ataques aéreos

No mês passado, bombardeios americanos ajudaram milícias xiitas apoiadas pelo Irã e forças curdas a romper um cerco de dois meses do Estado Islâmico na cidade de Amerli, no norte iraquiano.

O EI tomou partes do norte e do oeste do Iraque e do leste da Síria nos últimos meses.

Forças americanas começaram a realizar ataques aéreos em posições do EI em agosto, depois que o grupo ocupou diversas cidades no norte do país.

O general Soleimani já tem trabalhado nos últimos meses fortalecendo as defesas de Bagdá com a ajuda das milícias xiitas.

Em uma foto divulgada na internet, ele aparecia no norte do Iraque na época do rompimento do cerco de Amerli – uma indicação de que a cooperação entre EUA e Irã já pode ter começado.

‘Sem soldados em terra’

Reunidos em uma cúpula no País de Gales, líderes da Otan dizem querer formar uma coalizão militar contra o EI.

“Precisamos atacá-los de forma a impedir que eles dominem mais território, a reforçar as forças de segurança do Iraque e de outros (países) na região que estejam preparados para enfrentá-los, sem comprometermos nossos soldados”, disse o secretário de Estado americano, John Kerry, segundo a agência de notícias Reuters.

“Eu acho que este é o limite até onde vamos ir: sem soldados em terra”, afirmou.

A brutalidade do EI – incluindo assassinatos em massa e o sequestro de membros de minorias étnicas e religiosas, além da decapitação de jornalistas – causou indignação em todo o mundo.

No mês passado, forças iraquianas e curdas conseguiram retirar o EI de partes do norte do Iraque, mas o grupo ainda controla o que declarou ser um califado entre Síria e Iraque.

BBC Brasil

Fonte: Terra

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Conflitos Destaques Geopolítica Ucrânia

Governo ucraniano e separatistas acertam cessar-fogo

Rebeldes insistem que trégua não significa que eles desistirão da luta pela separação do leste da Ucrânia. OTAN diz esperar que o cessar-fogo seja respeitado.

O governo da Ucrânia e os rebeldes pró-russos concordaram quanto a um cessar-fogo para o leste do país, a entrar em vigor na noite desta sexta-feira (05/09). A trégua, a primeira entre as duas as partes do conflito que já dura mais de cinco meses, foi mediada pela Rússia e pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Em seu site oficial, o presidente ucraniano, Petro Poroschenko, declarou ter ordenado às tropas do governo que suspendam o fogo no horário estipulado (22 horas em Brasília). Ele também confirmou que seu enviado para as negociações na capital de Belarus, Minsk, assinou um acordo “preliminar” com os representantes dos separatistas.

Rebeldes da autoproclamada República Popular de Donetsk (DNR) confirmaram a assinatura do acordo. “Representantes da Ucrânia, da DNR e da LNR [a autoproclamada República de Lugansk] assinaram um protocolo de acordo em Minsk sobre um cessar-fogo a partir das 18h de sexta-feira”, declararam, sem fornecer mais detalhes.

O lídere rebelde Igor Plonitsky disse mais tarde que os separatistas vão continuar lutando pela independência da Ucrânia. “Acreditamos que um cessar-fogo imediato cria as bases para desenvolver um diálogo político e econômico”, afirmou, segundo a agência de notícias russa Interfax.

Conforme a Interfax, o acordo de 14 tópicos regula a supervisão da trégua e as trocas de prisioneiros. Pouco antes da divulgação do acordo, o primeiro-ministro da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, havia apelado à União Europeia e aos Estados Unidos para que atuassem como avalistas de uma trégua.

“Não daremos conta da Rússia sozinhos […], precisamos de garantias”, declarou durante um encontro de gabinete. O conflito entre as tropas governamentais e milicianos separatistas pró-Moscou já dura cinco meses e custou quase 2.600 vidas.

Em Newport, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse esperar que o cessar-fogo seja respeitado e marque o início de um processo político construtivo. “Uma coisa é declarar um cessar-fogo, mas a próxima etapa crucial é a sua aplicação de boa-fé”, disse, ao final da cúpula da Otan.

TV mostra participação russa nos combates

Enquanto isso prosseguem violentos os combates na estrategicamente importante Mariupol, no Mar de Azov. Os rebeldes alegam ter avançado mais sobre cidade portuária, apesar de afirmativas em contrário por parte dos militares em Kiev.

Registraram-se explosões nos limites da cidade, mas não há combatentes armados em seu centro, segundo a Interfax. Kiev teme que, caso tomem Mariupol, os rebeldes criem um corredor terrestre entre a Rússia e a península da Crimeia, anexada por Moscou em março. Os choques armados prosseguem também na província de Donetsk, importante reduto dos separatistas.

Após repetidos desmentidos do Kremlin, a televisão russa noticiou pela primeira vez sobre o envolvimento de soldados da Rússia nos combates na Ucrânia. Quase simultaneamente, diversas emissoras irradiaram reportagens a respeito dos “voluntários” que perderam a vida como “heróis” contra o Exército ucraniano.

As reportagens são interpretadas como uma reação a crescentes questionamentos da opinião pública russa e a revelações pelos meios de comunicação críticos a Moscou, que têm documentado funerais secretos de soldados.

AV/afp/rtr/dpa/lusa

Fonte: DW.DE

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Conflitos Geopolítica Ucrânia

OTAN aprova presença militar contínua no Leste Europeu

Diante da atual ameaça representada pela Rússia, líderes acertam criação de nova força de reação rápida e manutenção de tropas nos países orientais da aliança.

Os líderes da Otan aprovaram nesta sexta-feira (05/09), durante cúpula no País de Gales, a criação de chamada força de reação rápida e a manutenção de uma presença contínua no Leste Europeu, onde alguns países-membros estão preocupados com os movimentos russos na Ucrânia. A nova “ponta de lança”, como também é chamada a força de reação rápida, deverá ser formada por milhares de soldados, prontos para entrar em ação em poucos dias.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, afirmou que a nova unidade enviará uma mensagem clara para potenciais agressores, como a Rússia. “Se você pensar em atacar um aliado, estará de frente com toda a aliança”, declarou ele durante o encerrameno do encontro de dois dias.

Rasmussen disse que a força de reação rápida dará à Otan uma presença contínua nos territórios mais a leste da aliança, com os países membros contribuindo com tropas em base rotativa. Não houve definição de onde as forças vão ficar baseadas, mas Rasmussen disse que Polônia, Romênia e países bálticos manifestaram interesse em sediar as instalações.

Reino Unido quer contribuir com 3.500 soldados

O premiê britânico, David Cameron, disse que seu país está disposto a contribuir com 3.500 soldados para a força de resposta rápida. Ele afirmou que a sede pode ser na Polônia, com unidades avançadas nos países-membros mais orientais e equipamentos estocados lá com antecedência.

Os 28 líderes da Otan adotaram um Plano de Ação de Prontidão para reforçar a defesa coletiva. “Esta é uma demonstração da nossa solidariedade e nossa determinação”, disse Rasmussen.

A Otan já tem tropas rotativas nos Estados-membros mais recentes, como a Polônia e os países bálticos, os quais estiveram sob a esfera de influência de Moscou e que agora pediram ajuda diante do comportamento da Rússia em relação à Ucrânia.

Rasmussen: “Se pensar em atacar um aliado, estará de frente com toda a aliança”

As relações da Otan com a Rússia são baseadas no chamado Ato Fundador entre a Otan e a Rússia de 1997, que fixa as fronteiras pós-Guerra Fria na Europa Oriental e proíbe ambas as partes de estacionar suas tropas lá permanentemente. O texto também determina que essas fronteiras não podem ser mudadas pela força.

A Otan e Rasmussen acusaram repetidamente a intervenção da Rússia na Ucrânia de representar uma violação desse tratado que a aliança, por seu lado, afirma continuar a respeitar. Houve especulações de que a Otan revogaria o Ato Fundador. Mas países como a Alemanha são contra por considerarem que as consequências podem ser graves e piorar a incerteza na região.

A Otan já tem uma força de reação rápida, mas esta nunca foi ativada e precisa atualmente de semanas para entrar em operação, segundo analistas.

“OTAN está pronta para ajudar o Iraque”

Rasmussen também garantiu que a Otan está pronta para ajudar o Iraque a lutar contra os jihadistas do “Estado Islâmico” (EI), mas observou que o governo iraquiano não fez qualquer pedido nesse sentido. O secretário-geral afirmou também ser improvável que a Otan participe de ações militares contra os extremistas, mas disse ser possível que a aliança se engaje numa “missão de capacitação defensiva”.

O presidente dos EUA, Barack Obama, e o premiê britânico, David Cameron, têm pressionado os seus homólogos da Otan para participar de uma coalizão de nações para combater o EI. À margem da cúpula, eles se reuniram com os demais líderes para tentar obter apoio para o combate ao grupo radical através de poderio militar, esforços diplomáticos e sanções econômicas. Ambos os líderes agendaram, ainda, reuniões nesta sexta-feira com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, um parceiro regional importante, cujo apoio pode ser fundamental.

MD/afp/ap

Fonte: DW.DE

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Conflitos Geopolítica

Zona de “Operação Anti – Terrorista”: Kiev perdeu a chance de uma Solução Militar do problema Novarrússia.

Vladislav Shurgin.

Fonte: Voice Of Sebastopol

Tradução e adaptação: César Antônio Ferreira – “Ilya Ehrenburg”.

Os sucessos militares recentes, da parte da milícia do Donbass, acabaram por gerar um clima otimista entre os apoiadores da Novarrússia, naquilo que se refere às futuras perspectivas de combate. Muito além dos comandantes, o que se ouve, são planos anunciados para uma segunda fase de ataque, cujo escopo assombra ainda mais as chamadas metas de longo alcance. Portanto, o quanto é realista os planos ofensivos dos participantes das milicias federalistas, e se é possível contar com a continuação das atuais tendências positivas, no tocante ao equilíbrio de forças no front?

Estas questões foram abordadas para o especialista militar russo Vladislav Shurgin:

– É óbvio que neste momento ocorre uma grave mudança psicológica no estado das forças combatentes no Donbass. A “Junta de Kiev” quase esgotou todos os seus recursos, jogados no Donbass, com o objetivo de suprimir de imediato a insurreição. Esta ação de Kiev, de início, foi uma aventura, pois desde o começo do Nazi-Golpe, o Exército da Ucrânia demonstrava total incapacidade para o combate. A “Guarda Nacional”, formada às pressas, nunca exibiu capacidade combativa, tratava-se, pois, de uma primitiva força de coação policial, adequada a represálias contra a população civil, mas não para o combate regular. Na região do Donbass a “Guarda Nacional” enfrentou a milícia, que se tornava a cada dia mais bem armada, organizada e moralmente elevada. Como resultado, as tropas de “Kiev” começaram a sofrer perdas terríveis, para execução das suas missões nas áreas destinadas, com movimentos caóticos, bem como de deserções em massa.

As arremetidas resultaram na formação de uma série interminável de bolsões (cercos) no interior dos quais a maior parte do exército foi destruído, ou completamente desmoralizado. Assim, neste momento, a operação de Kiev no Donbass falhou completamente.

Nos próximos dias e semanas, a tarefa da Junta de Kiev será a de resgatar a situação na frente de combate para evitar a deserção em massa no seio do exército, porque parar será impossível. Não é uma coincidência que por estes dias o Ministério da Defesa Ucraniano anunciou a criação de um tipo análogo à SMERCH soviética – uma estrutura militar projetada especificamente para restaurar a ordem na retaguarda operacional. Além disso, a junta tenta fechar apressadamente as lacunas com recrutas xucros, recém convocados, quase sem formação e desmotivados. O quão ruim está a situação da mobilização dos recursos, é demonstrado no mais novo decreto de Poroshenko, que institui o recrutamento de estudantes de tempo integral, desprovidos de qualquer experiência militar. Desta maneira a situação operacional favorece a Novarrússia, que é literalmente abastecida “on the job”, por dezenas de equipamentos militares capturados, e centenas de novos voluntários, incluindo ex-soldados do exército ucraniano.

No médio prazo as posições militares da Novarrússia, também, estão favorecidas. A fim de poder restaurar o ímpeto ofensivo no leste da Ucrânia, a “Junta de Kiev” vai precisar de pelo menos três meses, ou o que é mais provável, todo o inverno, o que será uma carga difícil para a Ucrânia em termos econômicos e sociais. Mas, a Novarrússia não vai sentar-se no chão. Os seus recursos permitem trazer o tamanho do exército para perto de quarenta mil soldados e oficiais. Isto garante antecipadamente a falha de qualquer possível ofensiva de Kiev no futuro. Em primeiro lugar, pelo fato da junta poder usar o seu potencial de mobilização só em quantidades muito limitadas. De acordo com algumas estimativas, o potencial de mobilização da junta é de até um milhão e meio de pessoas. No melhor dos casos, mesmo com toda ajuda proporcionada pelo Ocidente, será um exército de até 120.000 soldados e oficiais. Mas, está será uma força nominal, pois na verdade será o resultado de uma terceira, quarta, e por assim adiante “ondas de mobilização”, cuja composição qualitativa será inexistente, ineficaz, pois devemos entender que cada uma dessas “ondas” de nova mobilização encherá o exército com material humano cada vez menos apropriado para o combate. Isso, podemos vê-lo, hoje. Vamos lembrar que o primeiro “Caldeirão Sul” (cerco) levou mais de um mês para chegar ao seu término, enquanto os cercos atuais veem o pedido de misericórdia ser solicitado após uma semana. Então, é seguro dizer o seguinte: hoje a “Junta de Kiev” já não tem a solução militar do problema da Novarrússia. E amanhã, não terá outras.

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Defesa Sistemas Navais

Quais são as verdadeiras razões, por trás do interesse do Brasil, em um submarino movido à energia nuclear?

SSN Br (2)NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Senhores Comentaristas do Blog Plano Brasil, o texto abaixo a seguir, postado em 28/11/2011, foi extraído do Blog Naval Open Source INTelligence.

Onde se lê “nação pária (rogue nation), atenham-se, que o autor esta se referindo aos pontos de vistas de Hollywood e das Nações Unidas acerca do Brasil, o que não deixa de ser verdade.

No parágrafo seguinte o autor da matéria aventa qual seria a verdadeira razão do interesse do Brasil em um submarino movido a energia nuclear, ou seja, fins comerciais!

A possibilidade, num futuro próximo é bastante concreta, por sinal, do Brasil vir a entrar no seleto grupo de países exportadores de tecnologia controlada, no caso, a concepção, projeto e construções de futuros submarinos nucleares para a exportação.

Notícias como esta revelam que o Brasil está no caminho certo em busca do desenvolvimento tecnológico da Nação Brasileira.

Quais são as verdadeiras razões por trás do interesse do Brasil em um submarino movido a energia nuclear?

Naval Open Source INTelligence, 28/11,2011

 A ideia de uma nação pária estar usando a tecnologia nuclear pacífica para armamentos tem sido explorada extensivamente por  Hollywood e as Nações Unidas.

Mas a ideia de adquirir poder nuclear sob o pretexto de uso militar, com a intenção real de desenvolvimento comercial parece ser uma ideia original do governo do Brasil.

Um acordo foi firmado há dois anos com os franceses para  construir cinco submarinos para o Brasil, um deles movido por um reator nuclear, e todos estacionados na Base de Submarinos de Sepetiba, no Rio de Janeiro.

Tradução e Adaptação de texto, por Gérsio Mutti

Foto: SNBr Álvaro Alberto SN-10 – Vista em corte longitudinal

Fonte: Blog  Naval Open Source INTelligence 

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Defesa Sistemas Navais

Programa Nuclear da Marinha do Brasil (MB) e o novo Submarino Nuclear Brasileiro Álvaro Alberto SN-10

SSN BRPalestra realizada em 2013  no Circulo Militar de Campinas (CMC) sobre o novo Submarino Nuclear Brasileiro (SNBr) Álvaro Alberto SN-10

O submarino nuclear é uma embarcação movida pela energia produzida por um reator nuclear capaz de submergir e emergir quando desejado. O uso da energia nuclear traz grandes vantagens nestes tipos de embarcação pois possibilita que o submarino permaneça por longos períodos de tempo totalmente submerso, o que não é possível, quando é movido a motores diesel pela necessidade de ar, ou movido a energia elétrica pois as baterias não possuem longa duração.

O submarino de propulsão nuclear brasileiro é um submarino nuclear onde a fonte de energia é um reator nuclear e cujo calor gerado vaporiza água, possibilitando o emprego desse vapor em turbinas. Está sendo construído com a parceria da França e tem previsão para operação em 2020.

O minério de urânio é toda concentração natural de mineral ou minerais na qual o urânio ocorre em proporções e condições tais que permitam sua exploração econômica: mineração e beneficiamento.

O elemento químico Urânio é um metal branco-níquel, pouco menos duro que o aço e encontra-se, em estado natural, nas rochas da crosta terrestre. Sua principal aplicação comercial é na geração de energia elétrica, na qualidade de combustível para reatores nucleares de potência. É também utilizado na produção de material radioativo para uso na medicina e na agricultura.

A prospecção e pesquisa de minerais de urânio tem por finalidade básica localizar, avaliar e medir reservas de urânio. Tais trabalhos começam pela seleção de áreas promissoras, indicadas por exame de fotografias aéreas, imagens de radar e de satélites.

A seguir é feita a verificação de campo, destinada a identificar as estruturas ou condições geológicas favoráveis a tal ocorrência e, se positivos os resultados, são implementados os trabalhos de prospecção e pesquisa.

Na unidade de beneficiamento o urânio é extraído do minério, purificado e concentrado sob a forma de um sal de cor amarela, conhecido como “yellowcake”.

O minério de urânio é retirado da mina e após processo de extração é enviado para usina de beneficiamento e obtenção do concentrado de urânio, cuja composição química é o diuranato de amônia, conhecido como yellowcake ou concentrado de U3O8.

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Defesa

Marinha do Brasil realiza lançamento de torpedo MK46 durante Operação “ADEREX-I/2014”

Radmaker MK46 (2)

Marinha do Brasil (MB), 04/09/2014

No dia 26 de agosto, a Marinha do Brasil, sob a coordenação do Comando da 2ª Divisão da Esquadra, realizou ataques coordenados com as fragatas Rademaker e Niterói contra um alvo submarino. Durante o exercício, que faz parte da comissão “ADEREX-I/2014”, a fragata Rademaker lançou um Torpedo MK 46. O lançamento desse tipo de arma permite aprimorar o adestramento dos militares em ataques antissubmarino.

Além das fragatas, estavam envolvidos os seguintes meios operativos: uma aeronave P-3AM, da Força Aérea Brasileira; um helicóptero “Bell Jet Ranger III” e o aviso de apoio costeiro Almirante Hess.

A Comissão que tem como propósito incrementar o nível de adestramento dos militares da Esquadra e realizar ação de presença na “Amazônia Azul”, aconteceu no período de 25 a 29 de agosto, na área marítima compreendida entre o Rio de Janeiro e Santos.Radmaker MK46 (1)

Foto: Fragata “Rademaker” F-49  lançando o torpedo MK46

Fonte: Marinha do Brasil (MB)

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Conflitos Destaques Geopolítica Ucrânia

Moscou quer Ucrânia unificada

O Kremlin defende a ampla autonomia da região de Donbass, mas obrigatoriamente na qualidade de parte integrante da Ucrânia.

Moscou está interessada em manter uma Ucrânia unificada, na qual as autoridades devem levar em consideração a opinião das regiões do sudeste com tendências pró-Rússia. O principal objetivo disso é impedir a entrada da Ucrânia na Otan e manter o seu status de país não alinhado ao Ocidente.

O governo russo sugeriu oficialmente que Kiev deve ouvir as opiniões da Novorossia (Nova Rússia), isto é, das regiões do sudeste do país cuja população fala predominantemente russo e tradicionalmente pende em direção a Rússia, e está buscando o início das negociações diretas entre a Ucrânia e as autoridades das repúblicas autoproclamadas do sudeste, por meio das quais deverão ser acordados os princípios da futura estrutura do Estado.

“É preciso dar início imediatamente a negociações substanciais e significativas, não aquelas que se referem a questões técnicas e sim às relacionadas com as questões de organização política da sociedade e do Estado no sudeste da Ucrânia, com o objetivo de garantir incondicionalmente os legítimos interesses das pessoas que vivem lá”, declarou o presidente russo, Vladímir Pútin.

Como resultado dessas negociações, a Ucrânia poderá se transformar em uma confederação. Foi precisamente sobre isso que os representantes da região de Donbass falaram nas reuniões que se realizaram no dia 1 de setembro em Minsk. Eles propõem que um status especial seja fornecido às repúblicas autoproclamadas, o qual prevê a existência de forças armadas e sistema judiciário próprios, bem como um regime especial de condução das atividades econômicas externas, incluindo o direito de ingressar na União Aduaneira (neste caso serão criadas alfândegas internas entre as partes da Ucrânia, o que não é algo fora do comum no âmbito do sistema de confederação). Por sua vez, as autoridades da Novorossia prometem “empregar todos os esforços na manutenção da paz e na preservação de um espaço econômico, cultural e político unificado na Ucrânia”.

Moscou se opõe categoricamente à desagregação da Ucrânia, como mostra o pedido de Vladímir Pútin, endereçado à liderança da Novorossia, de manter a integridade territorial do país.

De acordo com Serguêi Marquedonov, livre-docente da Universidade Estatal de Humanidades da Rússia, não faz diferença para a Rússia a maneira como será formalizado o acordo de paz entre Kiev e a Novorossia. “A questão do status é secundária, não importa para nós se esse processo será chamado de Federalização ou de Confederalização. O processo é apenas um caminho para alcançar o objetivo, que consiste em manter a Ucrânia como um Estado-tampão, evitando que ela se torne uma ferramenta para conter a Rússia ou influenciá-la”, disse Markedonov.

Mas, segundo ele, isso somente será possível com a permanência das regiões de língua russa (que irão contrabalançar as elites da porção ocidental do país, contrárias à Rússia) como partes integrantes da Ucrânia e com o fornecimento a elas de ferramentas para controlar a política do Estado no campo das relações exteriores, da economia e até da educação.

Neste ponto, um observador estrangeiro pode se perguntar como conciliar as declarações do presidente russo com o apoio prestado aos separatistas das repúblicas populares de Donetsk e de Lugansk? Os cientistas políticos respondem que o Kremlin simplesmente não permitirá a derrota militar da Novorossia, pois a rendição de Donetsk e Lugansk levará à transformação de toda a Ucrânia em um posto avançado do Ocidente contra a Rússia.

Em princípio, a Ucrânia não é importante por si só e sim à luz das relações da Rússia com o Ocidente. O seu status de neutralidade é de suma importância para o Kremlin. “Se as autoridades ucranianas se recusarem a manter a neutralidade, isso terá consequências de muito longo alcance. No contexto dos planos da Otan de aproximar a sua infraestrutura das fronteiras da Federação Russa, os apelos para a revogação do status de país não alinhado da Ucrânia suscitam em Moscou uma preocupação especial”, declarou ao jornal “Kommersant” uma fonte diplomática russa. Portanto, as tentativas das autoridades de Kiev de abandonar o status de país não alinhado podem pôr um fim à tentativa de resolução do conflito. 

Possibilidade de uma nova crise

Alguns cientistas políticos russos advertem que o atraso nas negociações pode levar ao colapso do Estado ucraniano e depois disso Moscou não terá outra escolha além de apoiar as exigências de independência da Novorossia. “Já numa perspectiva de um a dois meses é possível que haja uma transferência das ações de combate para além dos territórios das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk e um colapso da economia e da esfera social e habitacional, o que pode levar a uma nova crise política. Nessa situação, a Rússia não terá mais que se preocupar em firmar um compromisso e sim com a criação de um tampão entre o seu próprio território e uma Ucrânia totalmente impregnada de sentimento antirrusso, semidestruída e que perdeu a guerra. De Odessa a Kharkov, o território inteiro da Novorossia que irá se tornar um novo Estado parcialmente reconhecido sob o protetorado da Rússia, nos moldes da Transnítria, poderá se transformar nesse tampão”, disse o cientista político russo, Andrêi Epifantsev.

No entanto, ao contrário da opinião disseminada no Ocidente, a Rússia gostaria de evitar um cenário como esse. Em primeiro lugar, porque é justamente pela Ucrânia Ocidental que passa o gasoduto da Rússia para a Europa, cuja segurança nesse cenário estaria comprometida. Em segundo lugar, é evidente que Moscou teria que sustentar e recuperar esses territórios com a circunstância agravante de que o status deles não seria reconhecido internacionalmente.

Fonte: Gazeta Russa

Ministro de Defesa da Ucrânia anunciou a retirada de Donbass

O Ministro da Defesa da Ucrânia, Ivan Rusnak, declarou na quinta-feira, 4, durante uma reunião fechada com o parlamento do país, que as forças ucranianas começaram a recuar dos assentamentos até então ocupados por eles no leste da Ucrânia. A informação foi divulgada pela imprensa ucraniana com fonte nas declarações de deputados que participaram da sessão parlamentar.

Durante a reunião alguns deputados perguntaram se a retirada incluía Slavyansk e, caso positivo, como ficaria a situação dos habitantes pró-Kiev da cidade. O ministro, entretanto, teve dificuldades em dar maiores explicações sobre a operação, deixando sem resposta praticamente todas as perguntas dos parlamentares.

Na quinta-feira o Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, declarou durante a cúpula da OTAN, no País de Gales, que decretará um cessar-fogo no leste ucraniano a partir das 15 horas de sexta-feira, 5, pelo horário de Moscou (8h no horário de Brasília).

Fonte: Diário da Rússia

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Rússia e China avançam nas negociações sobre Sukhoi-35S

A Rússia e a China estão avançando com as negociações sobre o fornecimento de aviões de combate Sukhoi-35 e submarinos diesel-elétricos do projeto Amur-1650. A informação é do diretor-geral da corporação Rostec, Sergei Chemezov, que está em visita oficial ao território chinês. Ele anunciou também que “o processo de negociação está em andamento, mas o contrato ainda não foi assinado”.

De acordo com o Centro Russo de Análise do Comércio de Armas Internacional, a exportação de equipamento militar da Rússia foi estimada em US$ 1,2 bilhão e, em 2013, esse parâmetro chegou a, aproximadamente, US$ 1,3 bilhão. Moscou e Pequim fecharam um contrato em 2012 sobre o fornecimento de 52 helicópteros russo Mi-171 para a China. Em novembro de 2013, foram entregues 32 aeronaves.

No momento, os dois países estão conduzindo conversações técnicas a cerca do fornecimento de caças Sukhoi-35.

Fonte: Diário da Rússia

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OTAN discute medidas para deter os jihadistas no Iraque e na Síria

O regime de terror imposto pelos islamitas radicais no Oriente Médio alarma a OTAN tanto ou mais que a Rússia, ainda que a estratégia para detê-los ainda seja difusa. O avanço do chamado Estado Islâmico, que instalou um califado repressor em zonas do Iraque e da Síria, comandou boa parte das reuniões bilaterais que mantiveram os líderes da organização atlântica na quinta-feira, assim como o jantar oficial que promoveram perto de Cardiff (País de Gales). A pressão cresce para que os países aliados intervenham na região, uma ideia que a Aliança Atlântica rejeita como organização. Os mandatários de Estados Unidos, Barack Obama, e do Reino Unido, David Cameron, instaram a Aliança a abandonar impulsos “isolacionistas”.

A OTAN mantém uma postura ambígua ante o avanço jihadista no Oriente Médio. Seu secretário-geral, Anders Fogh Rasmussen, aplaude as iniciativas individuais para neutralizar esse regime, mas evita se comprometer com uma ação conjunta. “Comemoro que os Estados tenham dado passos individuais para ajudar o Iraque. Comemoro a ação militar norte-americana para deter o avanço do Estado Islâmico. Celebro que outros países tenham contribuído de diversas formas. Creio que a comunidade internacional em seu conjunto tem a obrigação de impedir que o Estado Islâmico avance mais, mas no que diz respeito à OTAN, não recebemos nenhum pedido para um compromisso”, justificou Rasmussen na abertura da cúpula.

Esse pedido chegou pelos meios de comunicação —e também estava prevista para o jantar dos chefes de Estado e de Governo— personificado em Obama e Cameron. Ambos os líderes publicaram um artigo no diário britânico The Times no qual chamavam à colaboração aliada. A única coisa que a OTAN ofereceu até agora é cooperar com o Iraque sem intervir no conflito. Rasmussen lembrou que a OTAN já manteve uma missão de treinamento de forças iraquianas até 2011, que poderia ser retomada. “Se o Governo iraquiano solicitar, os aliados considerariam isso seriamente”, afirmou para a imprensa.

Essa ajuda agora é escassa e quase inviável com as estruturas do Estado iraquiano claramente ultrapassadas pelo desafio sunita do Estado Islâmico. Obama pretende muito mais quando pede apoio aos bombardeios que está fazendo na região. “Sabemos que se a comunidade internacional se unir poderemos seguir reduzindo a esfera de influência do EI até que se converta em um problema manejável. Trata-se de estarmos certos de que temos a estratégia correta, mas também de que temos a vontade internacional de fazê-lo”, afirmou o presidente norte-americano antes da cúpula.

Ao chegar à reunião, Cameron disse estar avaliando juntar-se à rodada de ataques aéreos dos Estados Unidos na região. “Deveríamos fazer o possível para ajudar quem quer construir um Iraque para todos os iraquianos”. O líder britânico é o único que até o momento considerou publicamente essa opção e preparou sua opinião pública com uma série de entrevistas aos principais meios de comunicação britânicos. O Reino Unido e os Estados Unidos são os países mais diretamente expostos ao horror islamita depois que a organização decapitou dois jornalistas norte-americanos sequestrados na Síria e ameaça fazer o mesmo com outro repórter britânico que está em cativeiro na região.

De maneira menos incisiva, a França também abriu a porta a uma maior intervenção no conflito porque os radicais sunitas representam “uma ameaça para toda a região e além dela”, segundo o presidente François Hollande.

Fonte: El País

Avião Cargueiro Antonov com 70 toneladas em equipamentos militares para os curdos chega ao Iraque

Avião durante carregamento na Alemanha aeroporto Leipzig-Halle – Carga inclui 9.500 ítens

Um avião cargueiro com equipamento militar alemão destinado aos curdos iraquianos pousou na manhã desta sexta-feira (05/09) em Erbil, no norte do Iraque, disse um porta-voz das Forças Armadas alemãs (Bundeswehr). A transferência da carga às forças curdas foi agendada para o mesmo dia.

O avião teve de fazer escala em Bagdá, onde foi inspecionado pelas autoridades iraquianas, antes de seguir a seu destino final. “Este é um procedimento normal, o governo iraquiano quer verificar se a carga que o governo alemão discriminou em seu relatório realmente corresponde ao material enviado”, destaca o tenente-coronel alemão Christoph von Löwenstern, em entrevista à DW.

A aeronave, do tipo Antonov, partiu do aeroporto Leipzig-Halle com cerca de 9.500 ítens militares, incluindo 4 mil coletes à prova de balas, 4 mil capacetes, 700 radiotransmissores e 680 binóculos equipados com visão infravermelha, além de detectores de minas e munição. A carga pesa, ao todo, 70 toneladas.

Treinamento

O apoio na distribuição do material aos combatentes curdos será fornecido por seis oficiais alemães. Eles não apenas repassarão os equipamentos às mãos das tropas curdas, como também ministrarão um treinamento prévio para que os soldados aprendam a manusear os equipamentos.

“É crucial que ocorra uma transferência com instrução qualificada, para que os soldados também saibam lidar com segurança com o equipamento”, disse Löwenstein.

Além dos seis militares alemães presentes em Erbil, poderá ser definido também o envio de outros soldados alemães para treinamento dos curdos. Ainda não está definido quando as primeiras armas serão enviadas pela Alemanha. Löwenstein disse que isso não ocorrerá antes do final de setembro.

O jornalista curdo Zinar Shino, que acompanhou a chegada do avião, mostrou-se aliviado com o envio de ajuda. Ele espera, no entanto, que em breve armas também sejam enviadas para seu país. “Com a ajuda dos países europeus, o Estado Islâmico certamente será detido e rechaçado. Nossos colegas que trabalham lá enviaram imagens terríveis. As tropas curdas e também muitos soldados iraquianos precisam de uma grande quantidade de armas para lutar eficazmente contra o Estado Islâmico.”

Fonte: DW.DE