Categories
BID Brasil 2014 Defesa EVENTOS Mostra BID 2014

Terminou no último sábado (06) a III Mostra BID Brasil

Terminou no último sábado (06) a III Mostra BID Brasil, encontro que reuniu aproximadamente 3,5 mil pessoas e que se mostrou como um excelente espaço de divulgação dos produtos da indústria nacional de Defesa.

Durante os cinco dias do evento – realizado entre 02 e 06 de setembro – os representantes de quase 100 empresas nacionais tiveram oportunidade de expor seus equipamentos e de conhecer novas oportunidades de negócios, já que o encontro reuniu delegações de países como França, Colômbia, Angola, Tanzânia e África do Sul, além de adidos militares de diversos países.

Com a programação paralela da feira, os empresários também puderam participar de palestras, workshops e seminários, nos quais eles receberam orientações de como valorizar seus produtos e também conheceram outros nichos de mercado a serem explorados.

O principal destaque dessa programação foi a palestra com representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre suas missões de paz. De acordo com o com chefe do Departamento de Catalogação da Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod) do Ministério da Defesa, almirante Wagner Zamith, foi grande o interesse dos participantes em conhecer os detalhes do processo licitatório da ONU para aquisição de equipamentos a serem usados numa missão de paz.

“A participação da ONU abriu um novo campo de oportunidades para que as nossas empresas possam se cadastrar e vender produtos para tropas em operações de manutenção de paz”, disse Zamith. “Essas operações envolvem necessidades de toda ordem que poderão ser atendidas com a capacidade da nossa indústria de defesa”, explicou o almirante.

Segundo Zamith, nessas operações existe demanda por diversos tipos de produtos, como uniformes, alimentação para tropa, armamentos, veículos, blindados, entre outros. “Um grupo bem expressivo da nossa indústria passou a conhecer melhor as possibilidades de nós entrarmos nesse segmento”, afirmou o almirante.

Além das oportunidades de ampliar o mercado de exportações, também foram apresentados os projetos estratégicos das Forças Armadas com informações importantes para a indústria de Defesa.

“A inovação e o investimento em tecnologia estão no DNA das empresas do setor de defesa. A Mostra BID Brasil foi uma oportunidade ímpar para mostrarmos ao mundo o nosso nível de desenvolvimento tecnológico. E, também, para realização de negócios para o setor”, afirmou o diretor de Negócios da Apex-Brasil, Ricardo Santana.

Lançamentos e novos negócios

A Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) lançou durante o evento o transceptor portátil TPP-1400, um equipamento desenvolvido para atender as necessidades de comunicações seguras de pequenas equipes em operações militares, policiais, de bombeiros, da Defesa Civil e de segurança patrimonial privada.

O equipamento inova ao transmitir ruídos por meio da condução óssea (dos ossos do crâneo), de modo que o ouvido e a boca ficam livres, tornando o equipamento compatível com equipamentos como máscaras contra gases, balaclavas, capacetes, entre outros.

“Nesta edição da Mostra, recebemos mais visitantes do que no ano passado, principalmente estrangeiros. Foi uma oportunidade de conquistarmos novos clientes e, também, de termos contato com possíveis parceiros fornecedores”, comentou Celestino Kenyu Kanegusuku, chefe do Departamento Comercial da Imbel.

Também a IACIT, empresa que trabalha com soluções tecnológicas para automação e controle, gestão de tráfego aéreo e meteorologia, reportou excelentes perspectivas em função da participação no evento. “Recebemos visitantes da Índia, da Turquia, da França, da Tunísia e da Colômbia, interessados em comprar nossos produtos ou desenvolver parcerias”, afirmou João Paulo Maia Ishida, gerente de novos negócios da empresa.

A Avionics, fabricante de aviônicos e simuladores de voo, conquistou bons contatos durante o evento, principalmente com compradores da África e da América do Sul. “A exportação hoje já representa 70% do nosso faturamento e tem garantido nosso crescimento. Estamos no projeto da Apex-Brasil/Abimde há cinco anos, com ótimos resultados”, comentou João Batista Vernini, diretor da empresa.

Já a Novaer, empresa de São José dos Campos (SP), apresentou o protótipo de um novo avião que tem uso civil e militar e agrega tecnologia de ponta, desenvolvida nacionalmente, em todos os seus componentes.

A aeronave será fabricada em dois modelos, uma versão para treinamento militar, com dois lugares, e uma para transporte de passageiros e pequenas cargas, com quatro lugares. O objetivo da empresa é atuar nos mercados civis e militares do Brasil e dos Estados Unidos, país que tem uma grande malha aérea.

O evento foi realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e pela ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), com apoio do Ministério da Defesa.

Fotos: Jorge Cardoso e PH Freitas

Assessoria de Comunicação

Ministério da Defesa

61 3312-4071

Fonte: Ministério da Defesa

Categories
Conflitos Economia Geopolítica

A Europa é a principal ameaça para a economia mundial?

Euro | Crédito: AFP

Desemprego na Zona do euro atinge níveis recorde

A zona do euro dá sinais de desalento. O pacote de austeridade implementado após a crise não funcionou, o desemprego segue em níveis recorde, dois de seus principais países, França e Itália, estão em recessão, o fantasma da deflação avança e o conflito na Ucrânia parece não ter fim.

Nem sequer o motor da economia alemã foi suficiente para estancar a queda de crescimento nos 18 países que usam o euro como moeda.

De abril a julho, a economia alemã contraiu 0,2%. A Zona do euro, por sua vez, teve crescimento nulo (0%).

A última tentativa de reverter tal cenário foi tomada na quinta-feira, 4, quando o Banco Central Europeu (BCE) anunciou um pacote para estimular os empréstimos no bloco e evitar a recessão. Cerca de 1 trilhão de euros (R$ 3 trilhões) podem ser injetados na economia. Além disso, os juros caíram mais uma vez, passando de 0,15% ao ano para 0,05% ao ano. Os detalhes da operação, contudo, só serão conhecidos no mês que vem.

Segundo Simon Tilford, vice-diretor do Centro para a Reforma Europeia, entidade sediada em Londres, o euro tornou-se “o elo mais fraco” da economia global.

“O único atenuante é que o mundo acabou se adaptando a uma crise de anos. Mas a Zona do euro é o maior parceiro comercial dos Estados Unidos e tem um impacto direto sobre outras regiões”, disse ele à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Austeros x Keynesianos

A nível global, a zona do euro é a região que registrou o pior crescimento em 2013 e que também deve crescer menos neste ano e no próximo, bem abaixo dos Estados Unidos, dos emergentes asiáticos ou da África Subsaariana.

A região também vive um dilema do ponto de qual modelo econômico seguir. Os europeus estão polarizados entre a austeridade imposta pela Alemanha (com o apoio da Holanda, Áustria, Finlândia e até Espanha) e o aumento do gasto público defendido por França e Itália (apoiados por Portugal e Grécia) para combater os efeitos da crise.

A recente turbulência no gabinete do presidente francês, François Hollande, é o melhor exemplo de como essa dicotomia austero-keynesiana se reflete em cada país.

No caso da França, o “socialismo liberal” do novo ministro da Economia, Emmanuel Macron, acabou se sobrepujando ao modelo keynesiano-intervencionista encarnado pelo ministro de Renovação Industrial, Arnaud Montebourg.

Trabalhadores espanhóis | Crédito: AFP

Desemprego na Zona do euro atinge níveis recorde

“A mudança que François Hollande defendia em conjunto com a Itália e a Espanha para combater a austeridade defendida pela Alemanha não aconteceu. O resultado é que a austeridade de Angela Merkel segue fortalecida. O problema é que essa austeridade também não tem dado muito resultado”, diz Tilford.

Cúpulas

A vitória frágil da austeridade aconteceu na última cúpula dos 28 países da União Europeia (18 da Zona do euro mais dez que mantiveram suas moedas), no final de agosto.

Diante dos dados econômicos negativos e o risco de agravamento da crise, os líderes europeus defenderam, no início do encontro, a necessidade de medidas urgentes.

Mas em que consistiram as medidas aprovadas?

No próximo dia 7 de outubro, vai ser realizada uma nova cúpula, a terceira em menos de um ano sem resultados expressivos.

Os encontros cada vez mais constantes se devem em grande parte à necessidade de os líderes europeus responderem ao público interno ante as suas promessas, por necessidade ou convicção, sob as bandeiras da austeridade ou do keynesianismo.

O problema é que o tempo está se esgotando, pelo menos economicamente.

A crise europeia, que começou nos setores bancário e financeiro (2008) e se tornou soberana, é hoje, também, uma crise de crescimento.

Alemanha, França e Itália, que juntas respondem por dois terços do PIB na área do euro, estão ou à beira de uma recessão (Alemanha), ou estagnada (França) e com quase nenhum crescimento desde o lançamento do euro há 15 anos (Itália).

O restante não pode compensar a queda dos três gigantes e nenhuma estratégia alternativa se vislumbra no horizonte.

“Não há investimento estatal porque a austeridade fiscal reina. Não há investimento privado porque o setor só quer se endividar novamente quando tiver certeza que a crise já passou. Já os consumidores não estão gastando por causa das dívidas acumuladas e pela cautela frente à atual conjuntura econômica. O resultado é que não há como retomar o crescimento”, diz Tilford.

Para piorar a situação, o think-tank DER estima que a crise na Ucrânia poderia custar para a Europa cerca de 400 bilhões (R$ 1,1 trilhão) devido às perdas resultantes das exportações, do financiamento do Estado ucraniano e dos negócios no setor de energia. O país mais atingido seria a Alemanha.

BMW | Crédito: Reuters

Economia alemã dá sinais de desaceleração

Super Mario?

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, reconheceu que a política atual não estava dando o resultado esperado em uma conferência da autoridade monetária no último dia 22 de agosto.

Draghi disse que faria “tudo o que fosse necessário” para evitar uma queda maior da inflação (também chamada de “deflação”).

A declaração lembrou outra intervenção bem sucedida do italiano em 2012, quando discorreu sobre como as taxas de juros da Itália e da Espanha poderiam colocar em risco a sobrevivência da Zona euro.

A declaração valeu-lhe o apelido “Super Mario”. O dilema agora é se Draghi conseguirá reproduzir os feitos do personagem que lhe inspirou na economia real.

Em junho, o BCE cortou novamente as taxas de juros, que estão em seu nível mais baixo desde que a criação do euro, e prometeu empréstimos mais baratos a bancos para aumentar o volume de crédito à produção e o consumo.

Mas a luta que Draghi trava com a Alemanha no BCE diz respeito ao afrouxamento monetário, conhecido em inglês como “quantitative easing”.

Protestos na Espanha | Crédito: AFP

Protestos eclodiram nas principais cidades europeis contra as medidas de austeridade

Por esse sistema, o banco central europeu compra títulos de governos na mão de bancos privados para aumentar a liquidez dessas instituições e permitir-lhes ter dinheiro para emprestar, o que, em última análise, ajuda a movimentar a economia.

A política vem sendo aplicada nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Japão, com resultados distintos.

Parte desse capital adicional impulsionou o crédito, mas também levou à especulação financeira, especialmente nos chamados países emergentes, incluindo o Brasil e Chile, causando instabilidade nos mercados.

Sobrevivência do euro

Diante desse cenário, o fantasma de uma eventual dissolução da zona do euro – prenunciada com a crise da dívida soberana em 2010 – volta a rondar a região.

Entre as razões pelas quais isso ainda não aconteceu estão o custo multimilionário e a extrema instabilidade que seria trazida com a re-adoção das moedas nacionais (fraco, peseta, lira, marco alemão, etc).

No entanto, em sua edição de agosto, para marcar os dez anos de criação da moeda comum europeia, a revista britânica The Economist afirmou que o perigo ainda está no ar.

“Se o euro continuar a trazer estagnação, desemprego e deflação, as pessoas vão acabar por abandoná-lo. O risco que um ou mais países optem por esse caminho cresce a cada dia”, assinalou a revista.

Mario Draghi | Crédito: Getty

Presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi ganhou o apelido de ‘Super Mario’

Essa crise política se manifestou nas eleições para o Parlamento Europeu em maio deste ano com o crescimento de partidos extremistas e xenófobos, de um lado, e com apostas sobre uma Europa sem o euro, de outro.

Tilford, do Centro para a Reforma Europeia, diz acreditar que o euro só sobreviveu até agora porque não houve “crises políticas graves”.

“Houve protestos, novos movimentos e partidos, mas nada que não seja administrável”, diz.

“É uma faca de dois gumes, pois criou uma complacência na classe política que parece esperar que, de uma forma ou de outra, que essa situação se resolverá sozinha. O resto do mundo terá que conviver por mais tempo com crise na Zona do euro”.a

Fonte: BBC Brasil

Categories
Acidentes e Catástrofes Conflitos Geopolítica

Avião na Ucrânia caiu depois de ser ‘perfurado por vários objetos’

Voo MH17

Relatório não indica quem foi responsável por derrubar avião

Especialistas holandeses disseram nesta segunda-feira que o voo da Malaysia Airlines MH17 – que caiu no dia 17 de julho na Ucrânia – foi atingido por “diversos objetos” que “perfuraram o avião em alta velocidade” em pleno voo.

Um relatório feito por especialistas foi divulgado pelo Escritório de Segurança da Holanda (OVV, na sigla em holandês), entidade que investiga acidentes. Todas as 298 pessoas a bordo morreram.

Segundo um analista da BBC, a conclusão do relatório é compatível com a teoria de que o avião foi atingido por estilhaços de um míssil.

Inicialmente, muitos acreditavam que o avião teria sido derrubado por um míssil disparado por engano por rebeldes pró-Rússia.

No entanto, o relatório holandês não atribui culpa a ninguém.

O documento foi elaborado a partir da análise de dados da caixa preta, de dados de torres de controle aéreo, imagens de satélite e fotos da cena da queda.

O relatório afirma que o avião “se despedaçou no ar provavelmente como resultado de danos estruturais causados por uma grande quantidade de objetos em alta velocidade que penetraram na aeronave pelo lado de fora”.

Uma gravação feita na cabine de comando revelou que não havia indícios de falhas técnicas ou qualquer outro tipo de emergência.

O avião era um Boeing 777 da Malaysia Airlines e viajava de Amsterdã a Kuala Lumpur, na Malásia, quando caiu, entre as regiões de Luhansk e Donetsk, no leste da Ucrânia, onde havia combates entre rebeldes pró-Rússia e tropas oficiais da Ucrânia.

Um outro relatório definitivo sobre o assunto será publicado até o fim do ano.

Fonte: BBC brasil