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França declara sua recusa em fornecer o primeiro BPC Vladivostok à Marinha Russa

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Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Em declaração à agencia francesa d enotícia France-Presse, presidente Francês, François Hollande, afirmou que a França está decidida a não entregar à Marinha Russa o o BPC Vladivostok, o primeiro navio da Classe Mistral a ser construído para aquela Marinha.

Hollande alega que no momento, o agravamento da situação na Ucrânia e o plano de sanções impostas a Rússia “não cria as condições necessárias.”

Especialistas no entanto avaliam que a recusa de cumprir com os acordos estão diretamente ligados à situação no leste da Ucrânia. Como observado por Hollande, mensagens de entendimento para um cessar-fogo na zona de conflito entre as forças de segurança e milícias de Donbass, ainda tem que ser “confirmadas e postas em prática.” Portanto, neste momento, a França considerou que não era possível a entrega do primeiro navio de guerra, disse o comunicado do Palácio do Eliseu.

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Conflitos Humor

Humor: Enquanto isso na “Ucrânia”…

Kobalski

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Tchecos, Eslovacos e Suecos assinam acordo de intenções que abre caminhos para o Gripen na Força Aérea Eslovaca

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Autoridades da República Tcheca, Eslováquia e Suécia assinaram uma carta de intenção para um amplo programa de cooperação no âmbito dos caças SAAB Gripen  que projeta as possibilidades do caça Sueco vir a ser adotado pela Força Aérea Eslovaca. O programa é importante pois as duas nações da Europa Central, são parceiros centenários cujas colaborações econômicas, culturais e históricas remontam desde os tempos que antecedem a criação e dissolução da Tchecoslováquia.

A inter operacionalidade enter as nações é algo visto como muito vantajoso, além da Rep. Tcheca o Caça Sueco também é operado pela Hungria, igualmente um importante parceiro da república Eslovaca.

Em maio deste ano foi anunciado que o contrato de leasing dos caças Gripen celebrado entre os governos da Suécia e da República Tcheca, fora prorrogado por mais 12 anos, os Gripen CD Tchecos deverão operar naquela força aérea até meados de 2027.

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Vídeo: Exército Brasileiro recebe unidades Astros 2020

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Defesa Destaques Geopolítica

Obama anuncia instalação de Força Aérea dos EUA na Estônia

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou o reforço da presença militar nos países Bálticos, nomeadamente a instalação de unidades da Força Aérea numa base naval na Estônia, declarou ele numa conferência de imprensa em Tallinn.

“Hoje, posso anunciar que esta iniciativa (de reforço da presença militar dos EUA nos países Bálticos) inclui a instalação de mais unidades da FA, aviões para a realização de manobras. Consideramos que o melhor lugar para a sua instalação será a base naval aqui, na Estônia”, declarou Obama.

Fonte:Voz da Rússia

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Brasil Defesa Defesa Anti Aérea Geopolítica Negócios e serviços Patrulheiros Sistemas de Armas Tecnologia

Índia desenvolveu o seu próprio sistema aéreo AEW&C – Embraer EMB-145i

A Índia desenvolveu o seu próprio sistema aéreo de alerta antecipado e controle (Airborne Early Warning & Control – AEW&C na sigla inglesa). Como plataforma voadora para o radar de produção indiana foi usado um avião brasileiro Embraer EMB-145I modificado. Até o final deste ano, a Força Aérea da Índia vai receber o primeiro desses aviões AEW&C. Dois “radares voadores” agora estão terminando testes de voo.

Os novos aviões serão uma boa adição aos existentes aviões de alerta e controle AWACS (Airborne Warning and Control System) da Força Aérea indiana baseados no avião russo Il-76, diz o colunista da Revista Militar Independente, Vladimir Scherbakov:

“De nome eles são iguais. Mas, em termos relativos, o Il-76 serve para reconhecimento de longo alcance, estratégico. E o modelo baseado no avião brasileiro atende melhor aos objetivos de inteligência tática. O pesado Il-76 tem sérias limitações de baseamento: por exemplo, ele precisa de uma pista de decolagem longa. Mas o avião brasileiro é mais pequeno e seus requisitos de comprimento de pista são mais modestos”.

Uma característica importante dos novos aviões AEW&C é que eles são m projeto conjunto indo-brasileiro. Os aviões AWACS em serviço da Força Aérea indiana são Il-76 russos equipados com radares israelenses EL/M-2075 Phalcon. Enquanto que na plataforma voadora Embraer está montada uma antena indiana de varredura eletrônica ativa (Active Electronic Scanning Antenna – AESA) e outras componentes importantes do sistema de detecção antecipada e controle.

Este equipamento foi desenvolvido por cientistas do Centro de Sistemas de Aviação (Centre for Airborne Systems – CABS) da Organização indiana de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (Defence Research and Development Organisation).

“O governo indiano dá grande atenção ao programa”, diz Vladimir Scherbakov. “Aqui, grande parte do trabalho em sistemas de rádio, que são justamente o próprio radar, bem como em outros sistemas, são efetuados por empresas indianas”. Isso permite dar trabalho à indústria nacional e aumentar o seu nível tecnológico.

Na opinião de peritos, os aviões AEW&C de produção conjunta da Índia e do Brasil têm boas perspectivas. Segundo o jornal indiano New Indian Express, os produtores dos dois países já estão negociando a possibilidade de exportar suas máquinas para a América Latina.

 

Fonte: Voz da Rússia

 

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Conflitos Geopolítica

Obama aprova envio de mais soldados para proteger embaixada em Bagdá

Mais 350 militares garantirão segurança de instalações e pessoal na capital do Iraque. Medida vem após “Estado Islâmico” divulgar vídeo mostrando decapitação de mais um jornalista. Autenticidade é confirmada pelos EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aprovou nesta terça-feira (02/09) o envio de mais 350 soldados a Bagdá para proteger a embaixada do país e seus funcionários. Além disso, os EUA enviarão oficiais de alto escalão ao Oriente Médio para “estabelecer uma forte parceria regional” contra os militantes do chamado “Estado Islâmico” (EI), segundo a Casa Branca.

As ações refletem a preocupação crescente dos EUA com relação à ameaça representada pelos extremistas sunitas do EI, que tomaram partes do Iraque e da Síria e divulgaram, nesta terça-feira, um vídeo que mostra a decapitação de um segundo jornalista americano, Steven Sotloff. O governo americano confirmou a autenticidade do vídeo.

A Casa Branca afirmou que as tropas adicionais enviadas à capital do Iraque não são destinadas para combate. Segundo o Pentágono, o número de soldados para garantir a segurança diplomática no país chegará, assim, a cerca de 820. Mais 300 conselheiros militares estão no país para auxiliar as forças de segurança iraquianas.

Os EUA “continuarão a apoiar os esforços do governo iraquiano para deter o EI, que ameaça não somente o Iraque, mas também todo o Oriente Médio e os funcionários e o interesse dos EUA na região”, disse o comunicado divulgado pelo governo.

Segundo o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, o envio de mais tropas “permitirá que militares enviados anteriormente possam deixar o Iraque, ao mesmo tempo em que proverá uma segurança mais robusta e sustentável para os funcionários e instalações dos EUA em Bagdá”.

Nesta quarta-feira, Obama visita a Estônia, antes de rumar para a reunião de cúpula da Otan no País de Gales. Segundo a Casa Branca, o presidente realizará consultas com os aliados da organização sobre medidas adicionais a serem tomadas contra o EI e para “desenvolver uma ampla coalizão internacional com o objetivo de implementar uma estratégia compreensiva para proteger nossos parceiros ” contra o grupo extremista.

Desde o início de agosto, os EUA realizaram 124 ataques aéreos contra o EI no Iraque – o último deles nesta segunda-feira, próximo à barragem de Mossul. Em ambos os vídeos divulgados pelo grupo – nesta terça-feira e em meados de agosto, mostrando as decapitações de Sotloff e do também jornalista americano James Foley – os militantes sunitas alegam tratar-se de uma retaliação pelos ataques aéreos dos Estados Unidos contra seus combatentes no norte do Iraque.

Obama tem enfrentado críticas desde que disse, na última semana, que os EUA “ainda não têm uma estratégia” para combater as operações do grupo na Síria.

LPF/rtr/afp/ap

Fonte: DW.DE

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Conflitos Geopolítica Ucrânia

Ucrânia anuncia cessar-fogo, Rússia nega

Petro Poroshenko presidente da Ucrânia

Conforme comunicado do governo ucraniano, Poroshenko e Putin conversaram ao telefone e concordaram com um “regime de cessar-fogo” para o leste ucraniano. Kremlin diz que não faz parte do conflito e nega acordo.

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, anunciou nesta quarta-feira (03/09) ter chegado a um acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre um “regime de cessar-fogo” no leste do país, segundo um comunicado divulgado pela presidência ucraniana.

Inicialmente, o comunicado falava em “cessar-fogo permanente”, mas a expressão foi pouco depois substituída por “regime de cessar-fogo”.

“Entendimento mútuo foi atingido com relação aos passos que permitirão o estabelecimento da paz”, diz o primeiro comunicado, divulgado após Poroshenko e Putin terem conversado pelo telefone. A declaração foi mantida na segunda versão. O breve comunicado não revelou mais detalhes.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que os dois líderes discutiram um cessar-fogo entre os rebeldes e as tropas da Ucrânia. “Mas, em princípio, a Rússia não pode concordar com um cessar-fogo por não fazer parte do conflito”, acrescentou.

Desde abril, as forças de Kiev vêm combatendo os rebeldes pró-Rússia na região de Donbas, onde a maioria da população tem o russo como língua materna. Trata-se de uma área industrial, responsável por cerca de 18% do Produto Interno Bruto (PIB) da Ucrânia.

O porta-voz de Putin havia dito mais cedo que o presidente e Poroshenko haviam constatado numa discussão recente que ambos “compartilham visões” sobre soluções para a crise atual.

Kiev e o Ocidente afirmam que a Rússia enviou tropas ao leste da Ucrânia para apoiar os separatistas, mas Moscou nega as acusações.

LPF/rtr/dpa/ap

FonteDW.DE

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Mostra BID 2014

Começou hoje em Brasília a 3ª Mostra BID Brasil

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Luiz Medeiros

Sendo realizada pela terceira vez, a Mostra BID Brasil foi iniciada hoje em Brasília no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Neste ano o evento conta com mais de 70 expositores, ocupando uma área ainda maior que a ocupada no ano passado, a mudança de local (da Base Aérea de Brasília para o Centro de Convenções) colocou o evento em um local com novos ares, mudando a roupagem e o tornando bem mais corporativo.

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Na cerimônia oficial de abertura o Ministro da Defesa Celso Amorim informou da importância da indústria de defesa para o país em amplo aspecto e o ministro reforçou ainda a importância dos grupos estrangeiros junto às empresas brasileiras para a execução dos grandes programas nacionais. Um ponto de destaque foi o momento o qual o Ministro informou que a indústria nacional de defesa exportou US$ 2,4 bilhões em 2013, um resultado expressivo e cuja tendência de crescimento se mantida, projeta um volume de US$ 2,8 bilhões  em exportações para 2014.

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Além do Ministro Celso Amorim, outras autoridades estiveram presentes, tal como o Presidente da Abimde, Sami Hassuani e o Diretor de Negócios da APEX, José Ricardo Santana. Ambas as exposições enfatizaram o esforço para tornar a Mostra BID num evento cada vez maior e assim conseguir cada vez mais visibilidade para nossa indústria de defesa.

A mesa de abertura contou ainda com os Comandantes das três Forças Armadas – Almirante de Esquadra Júlio Soares de Moura Neto, Tenente Brigadeiro do Ar Juiniti Saito, General de Exército Enzo Peri, o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República – José Elito Carvalho Siqueira, o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas – General De Exército José Carlos De Nardi, o Secretário de Produtos de Defesa – Murilo Barbosa e o Secretário de segurança Pública do DF – Paulo Roberto Batista de Oliveira.

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A cerimônia realizada em um dos auditórios do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, teve expressiva presença dos convidados estrangeiros (majoritariamente adidos militares), policiais militares do DF, parlamentares, empresários e outros convidados, praticamente lotando o auditório.

Após a abertura da feira, o Ministro Celso Amorim participou da entrega do primeiro lote do rádio pessoal TPP1400, um produto da Imbel, e na sequência o Ministro fez um breve tour passando por alguns estandes do evento e fazendo contato com expositores.

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Conflitos Geopolítica Ucrânia

Ucrânia recua e adota estratégia de defesa

Rebeldes pro-Rússia próximo a Krasnodon, Ucrânia

A Ucrânia está mudando o foco de sua operação militar de eliminar os rebeldes pró-Rússia no leste para se defender de uma maior incursão de Moscou, depois de uma série de grandes reveses para as forças de Kiev nos últimos dias, disse ontem uma alta autoridade.

O anúncio feito pelo ministro da Defesa, Valery Heletey, que a Ucrânia está mudando drasticamente sua estratégia veio depois de outra rodada de negociações em Minsk, na Bielorrússia, entre Kiev, Moscou e os separatistas ter terminado sem resultados aparentes, além do compromisso de um novo encontro nesta sexta-feira.

Moscou nega que esteja colocando tropas na Ucrânia, com o ministro do Exterior, Sergei Lavrov, dizendo novamente ontem que a Rússia está descartando uma intervenção militar e que procura uma solução política.

Mas o governo de Kiev, apoiado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte e pelo Ocidente, acusa a Rússia de ter enviado mais de 1.000 soldados para lutar com os separatistas, virando a maré contra as forças ucranianas que há poucas semanas pareciam perto de retomar os redutos separatistas de Luhasnk e Donetsk.

A Ucrânia está tendo que enfrentar cada vez mais um exército bem armado e equipado com tanques e artilharia, não um bando de rebeldes e mercenários com armas, tornando a mudança de estratégia necessária, afirma o governo.

“A operação para libertar o leste da Ucrânia dos terroristas acabou”, disse Heletey em uma mensagem no Facebook ontem, usando a designação comum de Kiev para os separatistas. “Devemos urgentemente construir nossas defesas contra a Rússia, que está tentando não apenas reforçar as regiões ocupadas antes por terroristas, mas também atacar outras regiões da Ucrânia.”

As autoridades não especificaram como serão as mudanças no campo de batalha.

No mais recente revés enfrentado por Kiev, um porta-voz militar da Ucrânia disse que as tropas receberam ordens de se retirar do aeroporto em Luhansk. A capital regional do leste é um dos redutos dos separatistas pró-Rússia, mas os militares de Kiev tinham conseguido manter o controle da localidade estratégica durante cinco meses de luta.

O coronel Andriy Lysenko disse também que as tropas russas estavam assumindo o controle de cidades e vilas na região, substituindo as forças separatistas. As tropas ucranianas estão se posicionando para evitar que as forças russas se dirijam ao porto da cidade de Mariupol e dali para outras regiões da costa sul da Ucrânia, disse. Em outros lugares, as tropas de Kiev também tomaram posições defensivas para proteger o recuo das unidades atacadas por rebeldes e pelas forças russas na cidade de Illovaisk, perto de Donetsk.

O coronel Lysenko disse que a Rússia tem pelo menos quatro batalhões de 400 soldados cada em território ucraniano.

O presidente ucraniano Petro Poroshenko acusou a Rússia de empreender uma clara agressão que “fundamentalmente alterou a situação na zona de ação militar”. No fim do dia de ontem, Poroshenko contou ao encontrar o senador americano Robert Menendez que Kiev está procurando uma aliança especial com Washington e pedirá aos EUA para classificar os separatistas como um grupo terrorista, segundo declaração no site presidencial.

Não está claro o tipo de apoio que essas propostas encontrarão nos EUA, que têm resistido aos apelos de Kiev para oferecer ajuda militar letal.

Os líderes europeus intensificaram os pedidos para que a Rússia retirasse suas forças ontem, depois que em um encontro, no sábado, foram cogitadas novas sanções econômicas contra Moscou se o país não contribuir de forma mais efetiva para reduzir as tensões.

A chanceler alemã Angela Merkel ressaltou a necessidade de se preparar mais sanções, dizendo que o risco criado pelo comportamento “inaceitável” da Rússia na Ucrânia supera os riscos econômicos.

“Eu salientei o que essas [sanções] podem significar para as empresas alemãs. Mas eu também tenho que dizer o que pode significar ter permissão para alterar fronteiras na Europa e atacar outros países com suas tropas sem enfrentar nenhuma consequência”, disse. “Na minha opinião, esse é um risco muito maior que aceitar certas desvantagens para as empresas durante um período limitado de tempo.”

A Rússia parece determinada. Ela sinalizou que seria dura nas negociações em Minsk, pedindo para Kiev aceitar um cessar-fogo imediato e incondicional, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusando os líderes ucranianos pela escalada da violência ao se recusarem a negociar de boa fé.

Em uma declaração enviada às agências de notícias estatais da Rússia assim que as negociações começaram, o lado separatista afirmou que buscaria um “status especial” para as regiões que controla, com autoridades eleitas localmente, garantia do papel da língua russa e o direito dos militantes de permanecer como órgãos policiais, assim como anistia para todos os separatistas e a retirada das forças de Kiev. Em troca, os rebeldes concordariam em permanecer como parte da Ucrânia.

Kiev não tornou pública suas propostas antes da reunião, mas se opôs a ceder o controle das regiões separatistas aos rebeldes. Após os sérios reveses no campo de batalha nos últimos dias, porém, a posição de Kiev para negociar parece enfraquecida.

Andrei Purgin, um dos líderes separatistas que participaram das negociações, disse que Kiev fez “grandes” propostas, mas não as detalhou. Nenhum outro participante falou logo depois da reunião, que foi mediada pela Organização pela Segurança e Cooperação na Europa.

Putin defendeu os esforços de guerra dos separatistas, que descreveu como uma tentativa de proteger os civis de ataques das forças de Kiev. A Ucrânia nega ataques a civis.

Falando a repórteres durante visita à Sibéria, ele disse que a razão principal para o conflito é que “as autoridades hoje em Kiev não querem realizar um diálogo político significativo com o leste de seu país”.

Em comentários distintos, Lavrov defendeu o cessar-fogo e disse que as forças ucranianas devem “deixar as posições em que podem ferir a população civil” — uma demanda que provavelmente exigiria uma retirada total da região.

Putin parecia ontem ignorar a ameaças de mais sanções. “Espero que o senso comum prevaleça e agiremos de forma moderna e normal e nem nós nem nossos parceiros irão sofrer perdas com esses ataques mútuos”, disse ele em uma reunião de governo na Sibéria, segundo a Interfax.

Andrea Thomas e Marcin Sobczyk

Fonte: The Wall Street Journal

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Geopolítica

Índia e Japão se aliam diante do crescente poderio da China

Premiê japonês Shinzo Abe e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi

A visita ao Japão do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, resultou em algo raro na política internacional: deixou todos satisfeitos. Modi obteve 35 bilhões de dólares (79 bilhões de reais) em investimentos japoneses para o seu país e o reforço de uma “aliança global e estratégica”. O premiê japonês, Shinzo Abe, estreitou os laços econômicos e estratégicos com um país que considera crucial frente ao poderio crescente da China. E Pequim optou por não vestir a carapuça após os comentários do chefe de Governo indiano contra a mentalidade “expansionista” dos chineses.

Abe e Modi, dois líderes de ideias abertamente nacionalistas, mantêm uma magnífica relação pessoal. Isso ficou claro durante a visita de cinco dias, que começou em Kyoto, antiga capital imperial do Japão, com um forte abraço entre ambos, algo insólito na formal cultura nipônica.

A cúpula bilateral em Tóquio, na segunda-feira, refletiu essa sintonia. Ambos os líderes concordaram em intensificar sua cooperação na área de segurança, incluindo o desenvolvimento de manobras conjuntas, e promover reuniões periódicas de seus ministros de Relações Exteriores e Defesa.

Em matéria econômica, o Japão se comprometeu a duplicar seu investimento direto na Índia nos próximos cinco anos, onde nesse prazo destinará 35 bilhões de dólares ao investimento nos setores públicos e privado. Os dois países aumentarão também sua cooperação na exploração dos minerais conhecidos como terras raras – o que permitirá a Tóquio reduzir sua dependência em relação à China – e no desenvolvimento de um trem de alta velocidade para a Índia. “Nossas relações bilaterais são as que têm maior potencial do mundo”, declarou Abe.

Nenhum dos dois mencionou especificamente a China, país com o qual ambos mantêm disputas territoriais e que se mostra cada vez mais firme em suas reivindicações de soberania no mar do Sul da China. Mas, em um encontro com empresários japoneses, Modi lançou o que alguns interpretaram como uma advertência indireta a Pequim e suas reclamações territoriais.

“Em todas as partes ao nosso redor vemos uma mentalidade expansionista do século XVIII: encurralando outro país, avançando nas águas de outros, invadindo outros países e capturando territórios”, afirmou o premiê indiano.

Em fevereiro, Modi já tinha acusado a China de expansionismo: “A China deveria abandonar sua política expansionista e forjar laços bilaterais com a Índia em favor da paz, do progresso e da prosperidade dos dois países”, disse ele na ocasião.

A China, que desde a eleição do Modi deu fortes sinais de procurar uma intensificação dos laços com o país vizinho, também membro dos BRICS, optou por minimizar as novas declarações dele. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Qin Gang, afirmou que “são comentários feitos por ele nos quais não sei a que está se referindo”.

A analista Gauri Khandekar, do think tank europeu FRIDE, em Bruxelas, descarta que Modi dê uma guinada significativa na política externa do seu país. A seu ver, Modi, muito interessado em desenvolver a economia da Índia e em fomentar o investimento estrangeiro, não vai se alinhar decididamente com Tóquio em detrimento de Pequim – nem o contrário. A China e a Índia aspiram a elevar seu intercâmbio bilateral em 50% até 2015, chegando à casa dos 100 bilhões de dólares.

A estratégia de Modi, considera Khandehar, representa “uma extensão da sua política como não alinhado, mas também representa uma política externa pragmática. Modi simplesmente fará o que considera que vai beneficiar mais a Índia. Isso passa por uma melhora dos laços com o Japão, mas também com a China”. Para ela, a cúpula dos BRICS de julho no Brasil, em que Modi e o presidente chinês, Xi Jinping, tiveram ocasião de dialogar, representou “uma indicação muito clara” da política externa do Governo indiano: “Não se alinhar a ninguém”, mas “dialogar quando surgir a oportunidade”.

Fonte: El País

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Brasil Defesa Destaques Espaço Mísseis Sistemas de Armas Tecnologia

Brasil lança com sucesso primeiro foguete nacional com combustível líquido

Movido a etanol, VS-30 coloca o país no grupo que domina tecnologia própria para veículos espaciais

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, realizou com sucesso o lançamento do foguete VS-30 V13. O voo do veículo que teve como carga útil ativa um motor L5 movido a combustível líquido ocorreu às 23 horas e 02 minutos desta segunda-feira (1/9).

Este foi o 13º voo do VS-30 e durou 3 minutos e 34 segundos, até que o veículo alcançasse a área de segurança prevista.

Na operação foi verificado o desempenho do veículo que teve o módulo de experimentos (carga útil) impulsionado pelo motor L5, durante 90 segundos, movido a oxigênio líquido e etanol. “Neste primeiro voo do Estágio Propulsivo Líquido verificou-se o bom funcionamento do motor L5 durante os 90 segundos previstos”, afirma o Coronel-Aviador Avandelino Santana Júnior, Coordenador Geral da Operação Raposa.

Durante o voo também foram feitas a coleta de dados para estudos de um GPS de aplicação espacial desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e de um dispositivo de segurança para veículos espaciais, concebido no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

De acordo com coordenador, o lançamento previsto para ocorrer na última sexta-feira (29) foi adiado para que as equipes verificassem um problema de pressurização no sistema de abastecimento do veículo. “Após os ensaios realizados no final de semana, decidimos transferir as atividades para o período da tarde desta segunda, culminando com o lançamento noturno a fim de solucionar dificuldades de abastecimento do Estágio Propulsivo Líquido (EPL) com oxigênio líquido. Não tenho dúvidas de que tiramos lições importantes com esta operação e que colocamos o Brasil num rol de países que detém tecnologia própria para operar veículos espaciais movidos a propelente líquido”, explica o Coronel Santana Júnior.

Para o Diretor do CLA, Coronel Engenheiro Cesar Demétrio Santos o lançamento desta segunda-feira representou um salto evolutivo na missão da organização. “Com a Operação Raposa, o CLA alcança um patamar de importância estratégica ainda maior no conjunto do Programa Nacional de Atividades Espaciais. Demos um passo essencial visando a operação de veículos espaciais movidos a combustível líquido, que permitem uma maior capacidade de carga e precisão de inserção em órbita, essenciais para atividades envolvendo o Veículo Lançador de Satélite (VLS) e sucessores”, afirma o diretor.

Operação Raposa – A Operação Raposa, iniciada no último dia 12 de agosto, é financiada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e contou com o apoio de esquadrões de transporte de carga e pessoal, helicópteros e patrulha marítima da Força Aérea Brasileira (FAB).

O IAE é o responsável pelo fornecimento, integração e treinamento das equipes no que se refere ao veículo, incluindo a carga-útil EPL L5 e o sistema de transmissão de dados. A Orbital Engenharia é responsável pelo Sistema de Alimentação Motor Foguete (SAMF) e pela integração das redes elétricas, juntamente com a equipe do IAE. A coordenação geral da operação é de responsabilidade do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) participou da operação com trabalhos de coleta de dados em voo por meio de uma estação móvel de telemetria. O CLA se responsabiliza pelo lançamento, rastreio, coleta de dados, segurança de superfície e voo. Outra participação importante é do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) que responde pela verificação da calibração dos instrumentos.

A Marinha do Brasil (MB) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) realizaram a interdição do tráfego marítimo e aéreo na região, respectivamente, condição importante para o sucesso da operação.

Fonte: FAB