Categories
Conflitos Geopolítica

Obama diz que EUA vão “destruir” o Estado Islâmico

Balazs Koranyi e David Mardiste
Em Tallinn

Os Estados Unidos planejam combater o Estado Islâmico até o grupo não ser mais uma força no Oriente Médio, e vão buscar justiça pelo assassinato do jornalista norte-americano Steven Sotloff, afirmou o presidente dos EUA, Barack Obama, nesta quarta-feira (3).

Obama acrescentou que destruir o grupo militante levará tempo por causa do vácuo de poder na Síria, do grande número de combatentes da Al Qaeda que ganharam experiência durante a guerra no Iraque e da necessidade de formar coalizões, inclusive as comunidades sunitas locais.

O Estado Islâmico divulgou um vídeo na terça-feira mostrando a decapitação de Sotloff, o segundo refém norte-americano morto nas últimas semanas, em retaliação aos ataques aéreos dos EUA no Iraque.

“A questão é esta: nosso objetivo é claro, degradar e destruir (o Estado Islâmico) para que não seja mais uma ameaça não só ao Iraque, mas à região e aos Estados Unidos”, afirmou Obama em uma entrevista coletiva.

“Seja lá o que for que estes assassinos pensam que irão conquistar matando norte-americanos inocentes como Steven, já fracassaram”, disse Obama. “Fracassaram porque, como muitos ao redor do mundo, os norte-americanos estão enojados com sua barbárie. Não seremos intimidados”.

Autoridades dos EUA e da Grã-Bretanha examinaram o vídeo, que exibe o mesmo carrasco com sotaque britânico da filmagem de 19 de agosto do assassinato do também jornalista norte-americano James Foley, e concluíram ser autêntico.

Ampliar

Avanço de jihadistas leva Iraque a nova onda de violência174 fotos

174 / 174

3.set.2014 – Homens carregam caixão de um dos voluntários xiitas da Brigada de Paz durante funeral em Najaf, ao sul de Bagdá. Os voluntários foram mortos quando um dispositivo explodiu perto da cidade de Amerli Alaa al Marjani/Reuters

Os Estados Unidos retomaram os ataques aéreos no Iraque em agosto pela primeira vez desde a retirada de suas tropas do país em 2011, e Obama declarou que estas ações já têm se mostrado eficazes.

Autoridades de alto escalão do governo Obama sublinharam os alertas do presidente contra o Estado Islâmico.

“Eles deveriam saber que vamos segui-los até os portões do inferno, até serem levados à justiça. Porque o inferno é onde irão morar”, afirmou o vice-presidente, Joe Biden, em New Hampshire.

Em Washington, o secretário de Estado, John Kerry, classificou a execução de Sotloff de “soco no estômago” e disse que os EUA usaram todas as ferramentas militares, diplomáticas e de inteligência que possuem para libertar os reféns na Síria.

Obama está enviando Kerry, o secretário de Defesa, Chuck Hagel, e a conselheira de contra-terrorismo, Lisa Monaco, ao Oriente Médio para elaborar maneiras de combater o Estado Islâmico com parceiros regionais.

“Isto não vai levar uma semana ou um mês por causa do vácuo na Síria. Vai levar tempo para fazermos com que recuem”, disse Obama. (Reportagem adicional de Lesley Wroughton e Doina Chiacu, em Washington)

Ampliar

Conheça grupos guerrilheiros antigos e novos ao redor do mundo12 fotos

1 / 12

EXÉRCITO REPUBLICANO IRLANDÊS (IRLANDA DO NORTE) – O Exército Republicano Irlandês (IRA, na sigla em inglês) foi um grupo paramilitar católico separatista fundado em 1919 na Irlanda do Norte. Seu objetivo era separar o país do Reino Unido e reanexá-lo à República da Irlanda. Em seu período de maior atuação, recorreu a métodos terroristas, com ataques à bomba e emboscadas contra alvos protestantes. Mais de 3.500 pessoas morreram ao longo de mais de duas décadas de guerrilha. Em 28 de Julho de 2005, o IRA anuncia o fim da luta armada e a entrega de armas. No entanto, alguns grupos dissidentes do IRA, contrários à política de desarmamento, continuam tentando realizar atentados. Na imagem, integrante do IRA posa com arma em localidade desconhecida da Irlanda em 2003 AFP

Entenda a violência no Iraque
  • O que está acontecendo?

    Desde que as tropas americanas saíram do Iraque, em 2011, o grupo islâmico EI vem rapidamente ocupando cidades do país. Desde junho, já tomou Mosul, segunda maior cidade e bastião da resistência à ocupação dos EUA e aliados, e partes de Tikrit, cidade de Saddam Hussein próxima da capital Bagdá

  • Quem está atacando?

    O EI (Estado Islâmico), um grupo islamita sunita que surgiu da união de diversos grupos que lutaram contra a ocupação do Iraque pelos EUA e que recentemente criou um califado nas áreas sob o seu controle no Iraque e no Levante (parte de Síria e Líbano). Seu principal líder foi Al-Zarqawi, morto em 2006. Hoje a liderança tem vários nomes, mas o principal é Al-Baghdadi

  • O que é um califado?

    É uma forma de governo centrada na figura do califa, que seria um sucessor da autoridade política do profeta Maomé, com atribuições de chefe de Estado e líder político do mundo islâmico. O Estado, que seguiria rigorosamente a lei do Islã, compreenderia a região entre o mar Mediterrâneo e o rio Tigre

  • Qual a força do EI?

    O grupo, que recebe grandes doações ocultas de dinheiro, tem milhares de militantes, inclusive “jihadistas” americanos e europeus, e se aproveita da disputa entre o governo de Maliki, apoiado pelos xiitas, e a minoria sunita para conquistar espaço. Acredita-se que seja patrocinado por governos da região. Embora seja considerado um braço da Al-Qaeda, se rebelou e foi expulso pelo líder Al-Zawahiri

  • Qual o papel dos EUA?

    Alegando risco de genocídio, o presidente dos EUA, Barack Obama, determinou o bombardeio de áreas controladas pelos militantes do EI no norte do país. Os EUA também estão fornecendo armas e munição aos curdos para que combatam o movimento

  • Quem está na mira do EI?

    Cerca de 50 mil membros da minoria yazidi, que estão isolados em montanhas no noroeste do Iraque, sem comida nem água, depois de terem fugido de suas casas, e cristãos, que chegaram a ser crucificados. Mulheres tem sido forçadas a se submeter à mutilação genital e usar véus cobrindo o corpo inteiro

  • O Iraque pode se dividir?

    Apesar de o governo central de Bagdá ainda controlar oficialmente as províncias do país, é possível que haja a fragmentação em ao menos três territórios. Isso porque a divisão do Iraque entre árabes sunitas, xiitas e curdos já está bem avançada.

Categories
Conflitos Geopolítica

Estado Islâmico tem planos de conquistar a Península Ibérica

Iraquianos seguram bandeira do Estado Islâmico depois de confrontos em Amerli – YOUSSEF BOUDLAL / REUTERS

Publicidade

 

MADRI — Mais de 500 anos depois da Reconquista Espanhola das mãos dos muçulmanos, o Estado Islâmico (EI) lançou um vídeo no qual ameaça avançar sobre a Península Ibérica, segundo o jornal espanhol “El Mundo”. Os jihadistas afirmam na gravação que o foco especial do grupo extremista é a região de “al-Andalus”, dominada pelos muçulmanos entre 711 e 1492.

— A Espanha é a terra dos nossos avós e vamos até ela, se Deus quiser, com o poder de Alá — afirmou o jihadista na gravação, identificado como o marroquino Nouredin Majdoubi.

O outro rebelde que aparece no vídeo é Mohamed Hamduch, já conhecido por ter publicado nas redes sociais uma foto dele segurando cabeças decapitadas de cinco soldados sírios mortos. A gravação é narrada em espanhol e foi divulgada no site do grupo extremista.

Mais de 1.200 marroquinos já se juntaram aos extremistas do EI. Além deles, cerca de 50 espanhóis e outros residentes no país viajaram a partes da Síria e do Iraque para aderirem à luta jihadista.

Segundo o jornal “El Mundo”, outra forma de reivindicar o território espanhol usada pelo EI é postar no Twitter montagens de fotos de monumentos históricos construídos na Espanha durante o domínio muçulmano — como o palácio de Aljafería, en Zaragoza ou o de Alhambra, em Granada. Diante dos prédios, os extremistas colocam uma bandeira do EI com a frase: “Somos todos o Estado Islâmico”.

— A Espanha faz parte dos objetivos estratégicos da jihad global — reconheceu em março o ministro do Interior espanhol, Jorge Fernández Díaz, depois da prisão de uma célula terrorista.

Com um discurso mais contundente, o rei da Arábia Saudita, Abdullah, advertiu na semana passado que os jihadistas poderiam avançar pela Europa em apenas um mês.

 Fonte: o Globo

Categories
Conflitos Geopolítica

EUA perseguirão o EI ‘até os portões do inferno’, diz Biden

OCUkw.AuSt.91

O Estado de S. Paulo

03 Setembro 2014 | 15h 06

Vice-presidente repetiu a fala do presindente Obama sobre o país não esquecer quando americanos são prejudicados

Após as declarações do presidente Barack Obama sobre as ameaças do Estado Islâmico aos EUA no vídeo da decapitação do jornalista americano Steven Sotloff, foi a vez do vice Joe Biden exprimir o descontentamento com as brutalidades do grupo extremista.

Nesta quarta-feira, 3, os EUA confirmaram a autenticidade do vídeo divulgado terça pelo EI com a decapitação de Sotloff. Duas semanas antes haviam sido divulgadas imagens da decapitação de outro jornalista americano, James Foley.

Em um discurso em New Hampshire, segundo o jornal The Washington Post, Biden repetiu a fala de Obama de que os americanos não esquecem. “Quando alguém fere os americanos, não nos intimidamos, não esquecemos.”

“Nós vamos segui-los até os portões do inferno, até que eles sejam levados à Justiça – porque o inferno é onde eles vão morar. Inferno será a casa deles”, acrescentou o vice-presidente americano.

Fonte: Estadão

Categories
Mostra BID 2014

Presença das Forças Armadas na III Mostra BID Brasil

FAB

Luiz Medeiros

Força Aérea Brasileira, Marinha do Brasil e Exército Brasileiro estão presentes na III Mostra BID Brasil, com seus equipamentos já em uso e até mesmo aqueles em desenvolvimento para fazerem parte do arsenal em um futuro próximo.

MB

Os espaços das três forças no evento, em posição de destaque, trazem uma visão bastante didática sobre alguns dos programas em desenvolvimento e já se preparando para a abertura do evento ao público geral no dia 06/09.

EB

Em breve maiores novidades no Plano Brazil.

Categories
Segurança Pública

ESTUDO DE HARVARD, COMPROVA QUE A LEGALIZAÇÃO DAS ARMAS, DIMINUI O NUMERO DE HOMICÍDIOS.

Colorado-court-permits-students-to-carry-guns-on-campus

Um estudo de Harvard, publicado na revista de leis e políticas públicas da faculdade, concluiu que tirar as armas da população não diminui os homicídios. O estudo analisou vários países, e mostra que Luxemburgo, que tem leis rígidas contra armas, tem um índice de homicídios 9 vezes maior que o da Alemanha, que tem 30 mil armas pra cada 100 mil habitantes. Eles também citam um estudo da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, que analisa 253 artigos de jornais, 99 livros e 43 publicações governamentais, e que conclui que nenhuma medida de controle bélico na história reduziu o número de homicídios (em muitos casos o contrário aconteceu).

O estudo conclui que nos lugares em que a população pode ter armas, as taxas de violência e homicídios são muito menores. Também desmistifica-se a história de que nos EUA é mais fácil de conseguir armas do que na Europa. O estudo conclui que na Europa as pessoas têm mais acesso à armas do que nos EUA.

A Austria tem a menor taxa de homicídios dos países industrializados (0,8 pessoas assassinadas a cada 100.000 habitantes) e existem 17 mil armas pra cada 100 mil pessoas lá. A Noruega está em segundo, com 0,81 assassinados a cada 100 mil habitantes, e e tem 36 mil armas a cada 100 mil pessoas. A Alemanha tem um índice de 0.93 homicídios a cada 100 mil habitantes, com 36 mil armas a cada 100 mil também.

O estudo diz: “O mesmo padrão se encontra no mundo inteiro: Quanto menos armas a população tem, maior o índice de homicídios”

 

Um outro mito é de que o índice de homicídios da Europa diminuiu depois que leis que visam o controle do governo sobre as armas foram sancionadas. Os índices na verdade aumentaram, segundo os estudos. A Rússia baniu todas as armas, e eles têm um índice de homicídios de 30,6%, enquanto nos EUA (onde a maioria dos EUA permite o porte de armas) esse índice é de 7,8%. Durante os anos 90, houve um grande aumento no porte de armas da população, enquanto no mesmo período a taxa de criminalidade caiu 30%. Na Inglaterra, após o banimento das armas, os índices de criminalidade aumentaram consideravelmente.

O estudo afirmou que esse não era o resultado que eles esperavam encontrar. Será que devemos parar de discutir a moral desse tipo de leis e ver o que acontece quando elas são aplicadas?

 

Fonte: REARME

harvard-logo

Categories
Mostra BID 2014

Curiosidade da Secretária de Segurança Pública do DF

hammerhead_ex_01
Luiz Medeiros

 

O estande da Secretária de Segurança Pública do DF, com representação do BOPE-DF, está expondo na III Mostra BID Brasil, diversos equipamentos daquele Batalhão.

Dentre instrumentos da equipe anti-bomba à armamentos não-letais, o que chamou nossa curiosidade foi o equipamento de mergulho Hammerhead Extreme, onde já foi testado pelo BOPE-DF em mergulho superando 140 metros em segurança.

O sistema conta com dois computadores fazendo o controle de gases para o mergulhador, possuindo dois reservatórios sendo um com Oxigênio e o segundo com outro gás ou mistura gasosa para evitar o envenenamento do mergulhador por oxigênio.

hammerhead_ex_02

Nota do Autor: Agradecemos o atendimento e os esclarecimentos do Capitão Marlon do BOPE-DF

Categories
Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia Vídeo

Vídeo: A Industria de Defesa da Sérvia

Lazar II MRAV – Yugoimport

República da Sérvia é um país europeu, capital é Belgrado, localizada no sudeste da Europa, nos balcãs.

[embedplusvideo height=”395″ width=”650″ editlink=”http://bit.ly/Z8ljU1″ standard=”http://www.youtube.com/v/8yxw5Q0wNEA?fs=1″ vars=”ytid=8yxw5Q0wNEA&width=650&height=395&start=&stop=&rs=w&hd=0&autoplay=0&react=1&chapters=&notes=” id=”ep1440″ /]

Categories
Mostra BID 2014

Palestra: “Como vender para a ONU”

palestra_onu
Luiz Medeiros

Na III Mostra BID Brasil ocorreu a palestra “Doing Business with the United Nations” com a presença de Dmitri Dovgopoly, Diretor da Divisão de Compras da ONU.

Esta palestra foi mais um exemplo da preocupação da Base Industrial de Defesa Brasileira em atentar com o mercado externo e suas mais diversas possibilidades de negócio.

Categories
Conflitos Geopolítica

Putin prevê acordo de paz na Ucrânia até sexta e pede apoio de rebeldes

Voluntários treinam com forças ucranianas (foto: Reuters)

Proposta de cessar-fogo de Putin deve ser discutida por ucranianos e rebeldes

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira esperar que um cessar-fogo seja estabelecido entre forças do governo ucraniano e rebeldes pró-Rússia até a sexta-feira.

Em declarações durante uma visita à Mongólia, Putin pediu que os rebeldes colaborem e suspendam seu avanço militar no leste ucraniano. Por outro lado, ele também pediu que forças do governo de Kiev se retirem da área.

O líder russo propôs um plano com sete pontos (veja tabela abaixo) para chegar ao cessar-fogo que teria sido apoiado pelo presidente ucraniano Petro Poroshenko. Os dois conversaram por telefone.

“Nossas visões sobre como resolver o conflito, assim me parece, são muito próximas”, disse Putin.

A proposta deverá ser discutida na sexta-feira em uma reunião em Minsk, capital de Belarus, entre representantes da Rússia, dos rebeldes e da Ucrânia.

Pressão

A divulgação da proposta ocorre em um momento em que a Rússia é pressionada pela União Europeia, que discute a adoção de novas sanções contra o país, e após a decisão da França de suspender da venda de um navio de guerra a Moscou.

Segundo o correspondente da BBC em Moscou Oleg Boldyrev, se aprovado, o plano de Putin deve ser desfavorável à Ucrânia na medida em que consolidará as posições de separatistas pró-Rússia nas regiões de Donetsk e Luhansk.

Há algumas semanas as discussões sobre um possível cessar-fogo tinham como ponto principal a saída dos rebeldes dessas regiões.

Cerca de 2,6 mil pessoas foram mortas e mais de 1 milhão foram deslocadas de suas regiões desde que o conflito começou, em abril.

O plano de Putin para chegar a um cessar-fogo na Ucrânia

  • Forças do governo e rebeldes devem interromper “operações de ação ofensiva”;
  • Militares ucranianos devem se retirar para áreas a partir de onde não possam bombardear áreas com população;
  • Monitoramento internacional do cessar-fogo;
  • Suspender o uso de aviação militar contra civis;
  • Troca incondicional de prisioneiros;
  • Estabelecimento de um corredor humanitário para a retirada de refugiados e entrega de ajuda;
  • Reconstrução de infraestrutura destruída.

Logo após a divulgação do plano de Putin, autoridades russas afirmaram que ele não abre caminho para um cessar-fogo entre a Ucrânia e a Rússia.

“Putin e Poroshenko realmente discutiram os passos que podem contribuir para um cessar-fogo entre a milícia e as forças ucranianas. A Rússia não pode fisicamente concordar com um cessar-fogo porque não faz parte do conflito”, teria dito o secretário de imprensa de Putin, Dmitry Peskov, à agência de notícias RIA Novosti.

Apesar de Putin ter afirmado que o presidente ucraniano tem uma visão muito próxima à sua sobre um cessar-fogo, o premiê da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, rejeitou o plano e disse que ele é uma tentativa russa de iludir o Ocidente.

O premiê afirmou que, com essa ação Moscou, tenta confundir a comunidade internacional às vésperas da reunião de cúpula da Otan – que ocorrerá na quinta-feira no País de Gales – e no momento em que a União Europeia prepara uma nova onda de sanções.

“O melhor plano para acabar com a guerra da Rússia contra a Ucrânia deve ter apenas um elemento: que a Rússia retire suas tropas, seus mercenários e seus terroristas do território ucraniano”, afirmou Yatsenyuk.

Já os rebeldes pró-Rússia afirmaram que apoiam as propostas de Putin, mas não acreditam que o presidente da Ucrânia cumprirá o cessar-fogo.

Obama

Presidente russo Vladimir Putin (Foto: AP)

Plano de cessar-fogo é apresentado por Putin na véspera de cúpula da Otan

A caminho do País de Gales para a cúpula do Otan, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reiterou que há indícios “comprovados” de que tropas russas estão lutando em território ucraniano.

A afirmação foi feita durante um discurso em Tallinn, capital da Estónia, no qual Obama assegurou que a Otan protegerá todos os seus Estados-membros em caso de conflito.

O presidente americano disse que defender as capitais das repúblicas bálticas seria tão importante quanto proteger Paris, Berlim e Londres.

Ele afirmou que o cenário de uma Europa unida e pacífica está sendo ameaçado por uma tentativa de Moscou de alterar as fronteiras na região por meio das armas. Ele também incentivou os membros da aliança militar a sinalizar também seu apoio ao governo ucraniano.

A reunião de cúpula da Otan deve discutir na quinta-feira a criação de uma força militar de resposta rápida para proteger os países-membros contra uma eventual agressão russa.

Segundo o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, essa força teria tropas enviadas pelos Estados-membros em um sistema rotativo e poderia entrar em ação em 48 horas.

Para que ela possa entrar em funcionamento, a Otan deve armazenar armas e suprimentos em locais estratégicos nos territórios dos Estados-membros. A ideia é que esses recursos permitam que as tropas possam viajar rapidamente e atacar com força total se necessário.

Segundo a Otan, dessa forma seria possível proteger seus membros do leste europeu sem violar tratados que impedem o estabelecimento de bases permanentes tanto russas como da Otan na região.

Também nesta quinta-feira a Polônia revelou detalhes de exercícios militares liderados pelos Estados Unidos que envolverão tropas da Otan na região.

O Ministério da Defesa polonês afirmou que o exercício anual da Otan chamado “Rapid Trident 14” será realizado na Ucrânia – que não é membro da aliança.

A manobra envolverá centenas de militares de países como Estados Unidos, Grã-Bretanha, Polônia, Alemanha e Lituânia.

A Rússia, por sua vez, também anunciou a realização de exercícios militares.

Fonte: BBC Brasil

Categories
Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Turbulências entre a Índia e a Rússia no projeto do PAK-FA

fmga_1024Nova Deli está cada vez mais preocupada com o lento progresso do projeto do avião de caça de quinta geração, um esforço conjunto entre a Índia e Rússia

India Today via Defesa Aérea & Naval (DAN), 02/09/2014

A preocupação da Índia se dá ao fato de que os russos não explicam os motivos pelos quais o protótipo da aeronave pegou fogo durante uma demonstração de tecnologia no início deste ano, e de não responderem a outras dúvidas técnicas levantadas. Na verdade, o Ministério da Defesa é bastante cético sobre relatos da Rússia do contrato do projeto final para a próxima geração de caças de combate.

Nova Deli está particularmente irritada com o fato de que a apesar de ser um parceiro com igual participação no projeto FGFA (Fifth Generation Fighter Aircraft) em termos de contribuição financeira, Moscou não compartilha os detalhes técnicos sobre o caça stealth PAK-FA, na qual a versão indiana está baseada.

A versão indiana, chamada de Prospective Multi-Role Fighter (PMF), é quase idêntica ao PAK-FA, mas com algumas variações. Na verdade, o dinheiro indiano é fundamental para manter vivo o programa russo PAK-FA, do qual a Rússia construiu seis protótipos e, depois de repetidos pedidos da Índia, concordaram em realizar um voo de demonstração no início deste ano para avaliação técnica. O voo terminou em um incêndio que envergonhou os russos.

Mas, para a surpresa da equipe indiana que estava presente no local, eles não foram autorizados a chegar perto da aeronave. A Índia quer saber as razões do incidente, mas os detalhes nunca foram compartilhados, disseram fontes. A Índia pagou US$ 29,5 milhões para o projeto preliminar, que foi finalizado no ano passado, e é lógico que as autoridades indianas estão preocupadas com o status do programa PAK-FA.

O lado indiano não está nada satisfeito com o projeto preliminar e levantou questões sobre problemas de manutenção, de motor, das características furtivas, do sistema de transporte de armas, de segurança e de confiabilidade.

Fontes disseram que não poderia haver qualquer progresso até que esses problemas fossem resolvidos.

Porém, as perguntas continuam sem resposta, mesmo depois de uma rodada de discussões entre os dois lados, ocorridas no mês passado. Resposta comum do lado russo às preocupações de Nova Deli tem sido: “Não sejam emotivos”.

Qualquer novo impulso a estas questões resulta em falar de reajuste de preços, disseram as fontes. Por exemplo, a Força Aérea da Índia (IAF) havia deixado claro no ano passado que não estava satisfeita com o motor do novo caça, que foi baseado na planta propulsora do Sukhoi-30. A mudança foi prometida pelos russos, mediante um custo adicional.

Nenhum especialista ou piloto indiano, pôde olhar o PAK-FA até o momento. Os russos não estão permitindo que os pilotos voem a aeronave, alegando que pilotos estrangeiros estão impedidos de voar no seu espaço aéreo.

Mas a Índia argumenta que tais restrições não foram impostas quando os pilotos indianos voaram exautivamente os caças MiG e Sukhois. Agora, a Índia foi rebaixada de colaboradora para uma parceira de financiamento no projeto FGFA.

A participação do trabalho indiano é de apenas 13%, mas está pagando 50% do custo previsto de 10,5 bilhões, acordado em 2011. Em termos de trabalho, a estatal Hindustan Aeronautics Limited, contribuirá apenas com os pneus, instrumentos básicos de navegação VOR-DME, líquido de arrefecimento para o radar, pod de designação laser e com o HUD (Heads-Up Display).

Mesmo dentro deste 13%, os itens realmente indianos são da casa de um dígito, o resto vai ser adquirido no estrangeiro. O programa tem sido atormentado por dificuldades desde o início.

A Índia queria inicialmente em torno de 30 ou 40 aeronaves biplaces, para serem usados em instrução de voo. Mas desde que PAK-FA foi lançado monoplace, os russos informaram um adicional de 8 bilhões para desenvolver a versão de instrução. Face ao custo, a Índia resolveu realizar a instrução em simuladores. Após a assinatura do contrato do projeto final, ainda vai demorar 94 meses para o completo desenvolvimento do programa.

Com o atraso na resolução dos problemas técnicos, a IAF não terá caças de quinta geração até a próxima década.

Fonte: India Today via Defesa Aérea & Naval (DAN) ()

Categories
Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia

Marinha do Brasil (MB): “Emgepron é contratada para dar prosseguimento à nova classe de Corvetas”

CV03-02-580x320Abaixo, Extrato de Dispensa de Licitação publicado no Diário Oficial da União (DOU), Seção 3, Nº 168, Página 19, Terça-Feira, 02/09/2014 contrata a Emgepron para serviços no projeto de obtenção da nova classe de corvetas da Marinha.

EXTRATO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO

TJDL N.º 04/2014; Objeto: Contratação de serviços técnicos especializados de assessoramento, vinculados ao projeto de obtenção de uma nova Classe de Corveta para a Marinha do Brasil (MB).

Empresa: EMPRESA GERENCIAL DE PROJETOS NAVAIS, CNPJ: 27.816.487/0001-31.

Valor: R$ 1.854.331,60 (um milhão, oitocentos e cinquenta e quatro mil, trezentos e trinta e um reais e sessenta centavos);

Enquadramento: Art. 24, VIII da Lei nº 8.666/1993. Processo nº 63007.002184/2014-14;

Aprovado por DAS-102-2 HERALDO MESSEDER DE SOUZA, Ordenador de Despesa;

Ratificado por: V.Alte (EN) FRANCISCO ROBERTO PORTELLA DEIANA em 27/08/2014, nos termos do art. 26 da Lei nº 8.666/1993

Fonte: Diário Oficial da União (DOU), Seção 3, Nº 168, Página 19, Terça-Feira, 02/09/2014

Categories
Brasil Economia Geopolítica Negócios e serviços Opinião

BRICS lidera democratização das relações internacionais

Segundo chanceler russo Serguêi Lavrov, países em desenvolvimento apostam na posição do grupo para conduzir reformas econômicas.

Os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) desempenham um papel fundamental na luta pela democratização das relações financeiras e econômicas internacionais, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguêi Lavrov.

“Outra dimensão importante na atividade do Brics é o fato de ser um dos dois principais players no G20”, disse Lavrov. “O G20 está trabalhando em princípios comuns para o funcionamento da economia mundial, incluindo as atividades do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.”

Segundo o chanceler russo, outros países como Indonésia, México e Argentina apostam na posição do Brics para a realização de reformas do sistema financeiro internacional que culminariam em um verdadeiro equilíbrio de forças.

“O Ocidente se opõe a isso e busca dominar a distribuição de cotas e o poder de voto no Banco Mundial, embora os Estados Unidos e a União Europeia gozem de direitos de votos desproporcionais às suas autoridades econômicas”, finalizou Lavrov.

 Publicado originalmente pela agência Itar-Tass

 

Fonte: Gazeta Russa