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Acidente com avião do Exército do Equador mata seis militares

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AFP  —  Seis militares equatorianos morreram nesta quarta-feira (6) na queda de um avião do exército do país na Amazônia, informou à agência France Press um porta-voz da instituição.

O acidente aconteceu quando o avião, um Cessna 206, voava entre os povoados de Taisha e Shell, em uma missão de abastecimento.

A queda, que ocorreu às 17h locais (20h Brasília), matou dois suboficiais, entre os quais o piloto, e quatro soldados que prestavam o serviço militar obrigatório.

Este foi o terceiro acidente aéreo envolvendo as Forças Armadas do Equador nos últimos três meses.

Em 27 de outubro, um helicóptero Dhruv caiu durante uma cerimônia militar em Quito, capital do país. Também em outubro, um helicóptero Bell 230 caiu no mar sem deixar vítimas.

Fonte:  R7

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Conflitos Geopolítica História

ONU pede que Iraque e EUA não abandonem caso da Blackwater

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GENEBRA – Reuters  –  Especialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram na quinta-feira ao Iraque e aos Estados Unidos que garantam que a matança de ao menos 14 civis iraquianos em 2007, pela qual foram acusados seguranças da empresa Blackwater, chegue até a Justiça.

O Iraque disse na segunda-feira que apresentaria uma ação judicial contra a empresa de segurança norte-americana pelas mortes em Bagdá, rechaçando a decisão de um juiz dos EUA que na semana passada rejeitou as acusações.

A ONU disse em comunicado que o caso ressaltava a necessidade de uma “supervisão credível” das empresas de segurança que trabalham para os Estados Unidos e outros governos em zonas de guerra.

Bagdá e Washington devem cooperar para resolver a matança, cometida em uma rotatória de Bagdá em setembro de 2007, “e os envolvidos devem ser responsabilizados por completo”, indicou.

O incidente da Blackwater destacou o crescente uso por parte do Pentágono de seguranças privados em zonas de guerra, e para os iraquianos simbolizou o desprezo a suas vidas por parte das forças estrangeiras no país.

Os guardas de segurança privada que protegiam o pessoal norte-americano receberam imunidade perante o processo nas Coster iraquianas após a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003.

“Respeitamos a independência da Justiça dos Estados Unidos e os requerimentos para um devido processo, mas nos preocupa que a recente decisão de rejeitar o caso contra os guardas da Blackwater leve a uma situação na qual ninguém seja responsabilizado pelas graves violações dos direitos humanos”, disse a presidente do grupo de especialistas independentes da ONU, Shaista Shameen.

(Reportagem de Stephanie Nebehay)

Fonte:  Yahoo

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Conflitos Defesa Geopolítica

Iraque e Irã decidem normalizar relações após crise

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EFE  —  O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Hoshiyar Zebari, e o do Irã, Manouchehr Mottaki, decidiram nesta quinta-feira (7) normalizar as relações e a situação na fronteira comum após a recente crise gerada pela incursão militar iraniana pelo Iraque.

Em entrevista coletiva conjunta realizada em Bagdá, os chefes da diplomacia fizeram o anúncio ao final de uma reunião, colocando um fim às atuais tensões bilaterais. Zebari afirmou:

– Acordamos a formação de comitês técnicos conjuntos para que a situação ao longo da fronteira volte à normalidade.

O ministro iraquiano afirmou que uma solução para a situação será abordada e que não é necessário recorrer à ONU para decidir sobre a questão.

Além disso, Zebari detalhou que os comitês se reunirão alternadamente com ambos os países com o objetivo de encontrar soluções para os atuais problemas fronteiriços.

Por sua vez, Mottaki, que chegou hoje ao Iraque e onde ficará por dois dias, ressaltou que sua visita atendia ao desejo iraniano de reforçar as relações bilaterais.

A recente crise explodiu em 17 de dezembro, quando um grupo de soldados iranianos invadiu o território iraquiano e içou uma bandeira de seu país no poço número quatro do campo petrolífero de Faka, na Província de Maysan.

Depois de vários dias, os militares retornaram ao Irã e a crise se extinguiu. Os problemas na fronteira entre as nações remontam aos anos 70, quando o então vice-presidente do Iraque, Saddam Hussein, e o xá do Irã, Mohammed Reza Pahlevi, assinaram em 1975 um acordo para delimitar as fronteiras, após mediação argelina.

A situação levou a uma mudança brusca com a invasão iraquiana do Irã um ano depois do triunfo da Revolução Islâmica do Irã de 1979 e a posterior guerra entre os países se prolongou até 1988.

Desde então, a delimitação das fronteiras comuns se transformou em uma questão espinhosa. Os Estados, porém, compartilham mais de 1.200 km de fronteira, na qual o subsolo em alguns pontos esconde importantes reservas petrolíferas, especialmente na Província de Maysan.

Fonte:  R7

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Conflitos Geopolítica História Segurança Pública

Ex-funcionários da Blackwater acusados nos EUA de assassinatos no Afeganistão

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AFP  —  Washington (EUA)  –  Dois ex-funcionários da empresa de segurança privada Blackwater foram formalmente acusados pelo assassinato de dois afegãos em Cabul, no ano passado, e podem ser condenados à pena de morte, indicou nesta quinta-feira o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Justin Cannon, de 27 anos, nascido em Corpus Christi, no Texas, e Christopher Drotleff, 29, de Virginia Beach, na Virgínia, receberam 13 acusações, incluindo homicídio em segundo grau, relacionadas à morte de dois cidadãos afegãos.

Eles também responderão por tentativa de assassinato, já que uma terceira pessoa foi ferida no incidente em Cabul, no dia 5 de maio de 2009, quando Cannon e Drotleff trabalhavam para o Departmento de Defesa americano como terceirizados no Afeganistão.

Os dois acusados, que treinaram tropas afegãs no uso e manutenção de sistemas bélicos, foram detidos nesta quinta-feira por ordem da justiça.


Fonte:  UOL

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Conflitos Defesa Geopolítica História

Em Israel, casas terão de ter filtros contra ataques químicos

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BBC  –  Brasil  —  O governo de Israel anunciou, nesta quinta-feira, a obrigatoriedade da instalação de filtros contra eventuais ataques químicos em todas as novas construções do país.

A decisão do governo se baseia no pressuposto de que, em uma próxima guerra, todo o território do país poderá estar ameaçado por mísseis químicos.

Os filtros deverão ser instalados nos chamados “quartos seguros” das casas. A construção de um espaço seguro em cada apartamento, com paredes reforçadas e portas e janelas de ferro, se tornou obrigatória em Israel desde a primeira Guerra do Golfo, em 1991.

A instalação de filtros nos apartamentos custará no mínimo 7 mil shekels (a moeda local), o equivalente a cerca de R$3,5 mil reais. Mas os mais sofisticados poderão ser ainda mais caros e chegar custar a dezenas de milhares de shekels.
A obrigatoriedade da instalação dos filtros deverá gerar um aumento no preço de novos imóveis.

Preocupação nos últimos dias, o governo de Israel tomou algumas decisões que indicam uma preocupação sobre possíveis ataques com armamentos não-convencionais contra o país De acordo com o vice-ministro da Defesa, Matan Vilnai, “identificamos a ameaça de armas químicas principalmente da direção da Síria”.

“Não podemos assumir o risco, pois os danos podem ser grandes e nos preparamos para todos os cenários possíveis”, afirmou Vilnai.

Na semana passada, o governo também decidiu distribuir máscaras de gás a todos os habitantes do país. A distribuição será feita por intermédio das agências dos correios. As autoridades determinaram ainda a aceleração da fabricação das máscaras e verbas adicionais foram direcionadas para a intensificação da produção. A operação de distribuição das máscaras deverá começar em fevereiro.

Segundo o jornal Haaretz, a decisão se baseia em uma preocupação com uma “possível escalada nas diversas frentes” – Síria, Hezbollah, Hamas e Irã – que poderá envolver o lançamento de mísseis contra Israel.

Precaução essa não é a primeira vez que o governo israelense decide distribuir máscaras de gás para a população.
Essa medida já foi tomada em duas ocasiões anteriores.

A primeira ocorreu no final de 1990, antes da primeira Guerra do Golfo, quando havia um risco iminente de ataques iraquianos contra Israel. Durante aquela guerra, o Iraque lançou cerca de 45 mísseis contra Israel, a maioria deles atingiu a região de Tel Aviv. Embora nenhum míssil químico tenha atingido o país durante o conflito, a população usou as máscaras durante um mês e meio.

A segunda distribuição ocorreu antes da invasão do Iraque pelas tropas americanas, em 2003, mesmo sem ataques contra Israel.

Além do risco de ataques químicos, o governo israelense tambem se prepara para possíveis ataques com armas biológicas. Na próxima semana será realizada a maior simulação de um ataque biológico da história do país.

O exercício será realizado nas grandes cidades do centro de Israel – Tel Aviv, Ramat Gan e Holon – e testará a atuação do sistema de saúde, do Comando da Retaguarda e das forças de salvamento no caso de um desastre biológico.
Durante a atividade, as equipes deverão simular o atendimento a uma grande quantidade de pessoas supostamente expostas às armas biológicas.
Os hospitais públicos e as clínicas dos diversos serviços de saúde do país deverão participar das simulações.


Fonte:  UOL

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Conflitos Defesa Geopolítica História Negócios e serviços Sistemas de Armas

EUA decidem vender armas a Taiwan, apesar de oposição chinesa

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EFE  —

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos aprovou a venda a Taiwan de equipamentos militares, incluindo antimísseis Patriot, apesar da forte oposição da China, revelou hoje a representação de Washington na ilha.

O pacote bélico não inclui os aviões F-16, que Taiwan espera conseguir dos Estados Unidos, disse em entrevista coletiva um porta-voz do Instituto Americano em Taiwan, que representa os interesses de Washington.

O anúncio ocorre após o conflito comercial surgido entre a ilha e os Estados Unidos devido à recusa do Parlamento taiuanês em aceitar um acordo governamental liberalizando a importação de carne bovina americana.

A China expressou esta semana sua firme oposição à venda de armas à ilha, que considera parte de seu território.

O Pentágono informou ao Congresso americano, em outubro do ano passado, sobre o plano de vender um pacote bélico a Taiwan avaliado em US$ 6,5 bilhões.


Fonte:  Terra

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Conflitos Geopolítica História Segurança Pública

Iêmen rejeita intervenção dos EUA contra Al-Qaeda

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Reuters  —

O Iêmen considera que cabe às suas forças enfrentar os militantes da Al-Qaeda no país, e rejeita uma intervenção direta dos EUA, segundo seu chanceler.

O país mais pobre da Península Arábica passou à linha de frente da guerra contra a militância islâmica, depois que a Al-Qaeda local reivindicou a autoria de um frustrado atentado contra um voo Amsterdã-Detroit no dia de Natal.

Questionado pela CNN sobre se o Iêmen aceitaria uma intervenção direta dos EUA, o chanceler Abubakr Al Qirbi disse: “Não, não acho que iremos aceitar isso. Acho que os EUA, também, aprenderam com o Afeganistão, o Iraque e outros lugares que a intervenção direta pode levar à derrota. Achamos que isso (combate à Al-Qaeda) é prioridade e responsabilidade das nossas forças de segurança e do exército.”

O Iêmen lançou nesta semana uma operação que matou dois militantes da Al-Qaeda, o que tranquilizou os EUA e levou à reabertura da fortificada embaixada norte-americana em Sanaa.

“O que precisamos dos Estados Unidos e de outros parceiros é construir nossa capacidade para nos fornecer conhecimento técnico, com equipamento, com a informação de inteligência, com poder de fogo”, disse Qirbi.

Nos últimos quatro dias, o Iêmen mobilizou forças contra a Al-Qaeda em três províncias. Uma fonte de segurança disse que postos de controle adicionais foram instalados nas principais rodovias.

Os soldados cercaram um suposto líder regional da Al-Qaeda perto da capital na quarta-feira, e capturaram oito militantes de baixo escalão nos últimos dias, inclusive três que ficaram feridos na ação de segunda-feira, segundo fontes de segurança.

Estrategicamente localizado no extremo sul da Península Arábica, o Iêmen tem de enfrentar o recrudescimento da Al-Qaeda enquanto se depara também com uma rebelião xiita no norte e com um renitente sentimento separatista no sul.

“Acho que nosso pensamento foi de que talvez devêssemos poupar a Al-Qaeda no último ano por causa do confronto no sul e com os Houthis (rebeldes). Mas a Al-Qaeda tirou proveito disso”, disse Qirbi, acrescentando que a rede militante tentou fazer avanços junto aos rebeldes do norte e os separatistas do sul.

“Aí foram mais longe para arrumar alguns ataques suicidas em Sanaa. E por isso foi importante que nossas forças de segurança agissem contra eles”, acrescentou.

O Ocidente e a Arábia Saudita temem que a Al-Qaeda se aproveite da instabilidade no Iêmen para ampliar suas operações para o reino vizinho, que é o maior exportador mundial de petróleo, e para outros lugares do mundo.

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EUA afirmam respeitar soberania do Iêmen

Fonte:  Terra

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Defesa Geopolítica

Sarkozy quer assento para o Brasil Conselho de Segurança da ONU

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Sugestão e colaboração: Konner

EFE  —  O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta quinta-feira (7) que é preciso tomar uma decisão sobre a reforma do Conselho de Segurança (CS) da ONU ainda em 2010.

Segundo o líder francês, o CS não pode continuar sem representação de algum país da América Latina e da África, ou mesmo da Índia:

– Quem pode pensar que é possível resolver os problemas do mundo sem Brasil, Índia ou África?

O Brasil ocupa atualmente um dos assentos rotativos no CS, com mandato até o final de 2011.

Discursando durante uma conferência em Paris, capital da França, o Nicolas Sarkozy insistiu em que “é preciso uma reforma provisória” do Conselho de Segurança, que atualmente tem cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) e que isso prevê “ampliar os membros”:

– A França quer que os grandes países emergentes se associem à gestão mundial.

Sarkozy lembrou que nenhum país africano ou latino-americano está representado de forma permanente no Conselho de Segurança.

Para resolver isso, o presidente da França defendeu que cada um desses blocos escolha o Estado que os representaria, algo que poderia ser feito por diferentes mecanismos, de forma rotativa, por exemplo.

Sarkozy disse que “o mundo não pode ser governado apenas com as leis comerciais”, em quase velada referência à primazia das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Sobre isso, o líder francês disse que, enquanto a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) “diz que é preciso defender a agricultura, a OMC diz que é preciso destruir uma parte da agricultura”.

Nicolas Sarkozy defendeu que os direitos sanitário, trabalhista e social estejam “no mesmo nível que o direito comercial” em escala internacional.

Precisamente, propôs, como já havia feito meses atrás, que o cumprimento das grandes normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), como a proibição do trabalho infantil, sejam uma condição para que um país possa ter acesso ao financiamento do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Sarkozy antecipou que lutará “para que sejam cumpridos os compromissos” contraídos nos organismos internacionais e também enfatizou o papel precursor de seu país, que “marca a ação e não se limita a seguir o movimento”.

Por fim, o presidente francês confrontou esse suposto ativismo da França com o comportamento dentro da União Europeia (UE) e criticou parte dos países da entidade, sem citar nomes:

– O problema da Europa é que alguns esperam que os outros atuem para só então atuar.

 

Fonte:  R7

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia

Por pressão do Planalto, relatório da FAB não terá ranking de caças

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Vera Rosa e Eugênia Lopes

BRASÍLIA
O relatório técnico que o Comando da Aeronáutica apresentará ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, com a avaliação dos modelos de caças para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB), não vai conter uma “hierarquização” das propostas internacionais. A FAB iria recomendar o Gripen NG, da empresa sueca Saab, mas foi pressionada pelo governo e não entrará no mérito de qual a melhor opção para o projeto FX-2, que prevê a compra de 36 caças.

A versão final do relatório já havia sido “reexaminada”, para cortar do texto o ranking das propostas, quando o documento foi publicado pelo jornal Folha de S. Paulo. O novo texto deverá ser apresentado a Jobim na próxima semana. O vazamento foi interpretado pelo Palácio do Planalto como uma derradeira tentativa da Aeronáutica de constranger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a optar pelo caça sueco, o mais barato entre os três concorrentes.

ÚLTIMO LUGAR

Seria, na prática, a última cartada para desbancar a França. Motivo: Lula já manifestou diversas vezes sua preferência pelo caça francês Rafale, da empresa Dassault. Na versão preliminar do documento produzido pelo Comando da Aeronáutica, porém, o Rafale ficou em terceiro e último lugar, por ser considerado mais caro e com custo de operação mais alto. O modelo F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, ocupava a segunda posição.

“Depois que foi apresentado esse primeiro balanço, foi tudo revisado”, disse ao Estado um importante auxiliar de Lula. Ele negou, porém, que o presidente ou mesmo Jobim tenham obrigado a FAB a mudar de posição. “A situação é muito complexa e os relatórios são técnicos. Não dá para comparar equipamentos diferentes assim, até porque um dos modelos ainda é um projeto”, completou o assessor do Planalto, numa referência ao Gripen.

Jobim está de férias e não quis comentar o assunto. Tanto ele como Lula, no entanto, ficaram extremamente contrariados com a divulgação das conclusões do documento da Aeronáutica.

DECISÃO POLÍTICA

Para o governo, essa polêmica já estava superada porque existe uma decisão política pró-Rafale. Esse compromisso foi explicitado durante visita ao Brasil do presidente da França, Nicolas Sarkozy, em setembro. Naquela ocasião, foi divulgado um comunicado conjunto no qual o Brasil sinalizava a intenção de comprar o avião francês. Em carta de próprio punho, Sarkozy se comprometeu a reduzir o preço do Rafale e a fazer uma “transferência irrestrita” de tecnologia na fabricação do caça.

Menos de um mês depois, porém, brigadeiros da Aeronáutica procuraram integrantes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara. Disseram que o sueco Gripen seria o mais adequado para a renovação da frota da FAB pela relação custo-benefício. Não foi só: expuseram com todas as letras os pontos fracos da proposta francesa.

Pelos números apresentados à época, o custo de operação do Gripen seria de US$ 4,5 mil por hora/voo; o do F-18, de US$ 10 mil; e o do Rafale, US$ 16 mil.

“SAIA JUSTA”

“A decisão sobre a compra dos caças vai muito além dos preços”, afirmou o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP). “O que está em jogo é se vale a pena ou não fortalecer a parceria com a França, que é estratégica para o Brasil. Eu avalio que sim.”

Para o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), Lula ficaria numa “saia justa” se fosse mantido o relatório do Comando da Aeronáutica listando o Gripen como o melhor caça. “A hierarquização estreita muito a margem de manobra do presidente”, disse Jungmann, que comanda a Frente Parlamentar da Defesa Nacional. “Há espaço para a decisão política se aliar à solução técnica, sem criar problemas para o presidente.”

Sugestão e colaboração: Konner

Fonte: Estadão

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‘O barato às vezes sai caro’, diz Amorim sobre caças

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O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reafirmou nesta quinta-feira, em Paris, que a decisão sobre a aeronave vencedora da concorrência FX-2 será política, ainda que leve em consideração o parecer técnico elaborado pela Força Aérea Brasileira (FAB). Em referência indireta ao Gripen NG – ainda que sem citar nomes da empresas -, o chanceler afirmou: “O barato às vezes sai caro”.

Durante sua agenda na capital francesa, o ministro tratou do tema com o conselheiro diplomático do Palácio do Eliseu, Jean-David Levitte.

Amorim esteve em Paris para participar do seminário Novo Mundo, Novo Capitalismo, promovido pelo governo da França e realizado na Escola Militar. Antes de se apresentar, o chanceler ouviu múltiplos afagos do presidente francês, Nicolas Sarkozy, ao Brasil. Ao se pronunciar, fez uma análise da crise econômica e da reforma do sistema financeiro, tema do colóquio.

Na sua saída, entretanto, o ministro falou à imprensa sobre a polêmica envolvendo a licitação FX-2 e, em especial, sobre os aviões Rafale, fabricados pela francesa Dassault e classificados por um relatório da Força Aérea Brasileira (FAB) como terceira e última opção, na concorrência com o sueco Saab Gripen NG e com o norte-americano Boeing F/A-18 Super Hornet.

Amorim reforçou a autonomia de que dispõe o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para decidir o vencedor, mesmo que leve em consideração o relatório da FAB. “Caberá ao presidente, que lidera o País politicamente, tomar a decisão, levando em conta todos os dados, técnicos e outros”. A seguir, sem citar nomes de companhias ou de aeronaves, o chanceler ponderou: “As vezes os técnicos dão uma impressão que vai num sentido e muitas vezes o barato sai caro”.

O argumento foi um contraponto indireto à opinião da Aeronáutica, cujo relatório avaliou que um dos fatores que deveriam levar o Gripen NG à vitória na concorrência seria o preço. A Saab promete fornecer dois jatos pelo preço de um Rafale. “É claro que os dados técnicos também são importantes, mas outras considerações também são importantes”, ressaltou. “Não estou diminuindo o valor do trabalho feito (pela FAB), nem estou dizendo que ele é o único fator.”

Fonte: Último Segundo

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Guerra nos Céus: A saga continua…e ” a verdade está lá fora”

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Autor: Luiz Medeiros para o Plano Brasil


Seriado Americano, Drama Francês ou Batalha Escandinava?


É público e notório o “dilema” que o país vive para a escolha do caça que irá ser a “linha de frente” da defesa área pelos próximos anos, e infelizmente é público e notório.

Gostaria de começar o comentário sobre esse assunto com um comentário talvez deselegante, mas enfim, o fato é que a opnião pública brasileira tem consciência mínima para a questão da escolha do governo e a imprensa brasileira é uma “Fantástica Fábrica de Notícias”, onde notícias que deveriam ser abordadas com muito cuidado e perícia, são abordadas da pior forma possível por pessoas com nenhum ou poquíssimo conhecimento técnico.


Qualquer apaixonado por aviação militar que acompanhe o meio de forma leiga assim como eu, seria capaz de prover notícias minimamente 10 vezes mais competentes que a imprensa nacional sobre o assunto, ao menos é o que penso, mas passemos da imprensa e vamos ao que interessa.

Recentemente, o próprio blog do Plano Brasil, teve a oportunidade de colocar a informação sobre os exercícios “Air Tactical Leadership Course” ocorrido nos Emirados Árabes Unidos onde o comentário é que o próprio F-22 A Raptor passou por apuros diante do delta francês, fora o fato de que o Eurofighter Typhoon (com todo seu peso e fama) perdeu em embate direto com o “pequeno” francês. Além disso podemos citar exercícios realizados entre a US Navy e Marine Nationale, onde o Rafale enfrentou o Hornet diretamente e o resultado foi favorável ao jato francês.

Mesmo que se diga que a notícia sobre os exercícios nos Emirados Arábes tenha partido de fonte francesa um forte ponto é que ninguém na Inglaterra ou EUA contestou.

Então vamos ao duro fator de decisão, o combate direto demonstra muito, mesmo que com o tempo os aviões sejam melhorados e que o nível de pilotos possa ser diferente, o combate direto diz muita coisa.

Minimamente nós temos no programa F-X2 três aeronaves com capacidades técnicas para atender as necessidades da FAB e factualmente qualquer uma delas representará um salto nas operações da Força, mas o que vale só isso (mesmo que isso já seja muito)?

Acredito que não podemos comprar o barato que poderá sair caro no futuro e acredito também que não podemos ficar com um aparelho que venha a depender de forma crucial de outros fornecedores fora do país fabricante, e sim, não quero falar de nada além dos EUA, tecnicamente são nossos aliados, mas sabemos bem que o Tio Sam dança a música que lhe agrada, se a música muda e ele não gosta ele simplesmente muda novamente a música ou acaba com a festa.

Acho que vídeo deve ser famoso mas segue um trecho de uma palestra do Brigadeiro Venâncio Alvarenga, que fala de compras de tecnologia com os EUA:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=GURWeWJsyR8]

Enfim, acho que isso mostra muito do que podemos ver com o Super Hornet, ou até mesmo com o (motor) Gripen. Claro que o tempo passa e relações comerciais bem amarradas podem ser feitas, e viver de desconfiança não leva a nada, claro também que os franceses podem não transferir nada de tecnologia direito e possam estar nos vendendo gato por lebre.

Hoje porém, mesmo com históricos ruins para aquisição de materiais franceses em outras situações, eu vejo que os nossos novos “amis” franceses ainda merecem muito mais crédito do que qualquer proposta norte-americana.

Ps..:: não sou anti-americano, adoro coca-cola e McDonald’s, mas o Tio Sam para esse tipo de negócio não é a melhor opção, não para o Brasil.

Atenciosamente,

Luiz Medeiros

Blog: http://flankeador-fidelis.blogspot.com/

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Defesa em Arte

Defesa em arte: Fotos, Zangões invocados ronpendo a barreira do som