Categories
Defesa Humor

Humor: no comments

http://www.corpsman.com/wp-content/uploads/2008/04/youredoingitwrong.jpg

http://www.theodoresworld.net/pics/0608/armyImage7.jpg

http://www.jeffpidgeon.com/uploaded_images/0711_prince_charles_wenn-705391-786805.jpg

http://funzro.files.wordpress.com/2009/05/stormtrooper-in-the-army.jpg

http://ladyofo.files.wordpress.com/2009/02/military_humor_9.jpg

Categories
Acidentes e Catástrofes Defesa

Comandante do Cavour disse estar orgulhoso por poder participar da missão ítalo-brasileira

http://digilander.libero.it/en_mezzi_militari/html/cavour/cavour-rm07a.jpg

LA SPEZIA, 19 JAN (ANSA) – O comandante do porta-aviões Cavour, Gianluigi Reversi, disse hoje estar orgulhoso por poder participar da missão ítalo-brasileira que viajará nesta noite ao Haiti com ajuda humanitária.

Antes, o Cavour fará escala no Brasil, onde embarcarão helicópteros da Forças Armadas e uma equipe de profissionais da área da saúde. O local de ancoragem em território brasileiro ainda não foi definido.

Caminhando pelos corredores do navio e ficando em silêncio, tive a oportunidade de ouvir os sentimentos dos militares que estão para partir ao Haiti. Estão conscientes de que se trata de uma operação importante e daquilo que os espera“, assegurou o comandante.

Reversi, que está à frente da embarcação há cinco anos, explica que as principais funções do navio no Haiti serão, além de servir como base aérea, socorrer os feridos em seu centro médico e ajudar em operações logísticas.

Estou orgulhoso de partir para essa missão. Até a minha esposa, mesmo triste pela separação deste período, que pode durar dois ou três meses, disse: ‘estou contente por você, vai fazer uma coisa boa‘”, comentou o comandante.

A embarcação partirá para o Haiti com mantimentos enviados pelo Programa Alimentar Mundial (PAM). Este é o primeiro porta-aviões da Marinha italiana e se destaca por possuir o sistema de propulsão não nuclear mais potente do mundo.

Com 220 metros de comprimento, ele pode abrigar até 20 aeronaves, entre helicópteros e aviões. A embarcação possui ainda 1.360 quilômetros de cabos, o equivalente à extensão da Itália. Cerca de 10% de sua tripulação é composta de mulheres.

Fonte: Agência ANSA UOL Notícias Via Alide


Categories
Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Seguem os trabalhos no 3º BPC da classe Mistral

http://corlobe.tk/IMG/jpg/Mise_sur_Cale_BPC_DIXMUDE_20_01_2010_DSC_0031.jpg

http://corlobe.tk/IMG/jpg/Mise_sur_Cale_BPC_DIXMUDE_20_01_2010_DSC_0108.jpg

Prossegem os trabalhos de corte e soldagem de módulos e a construção do 3º navio de projeção BPC da classe Mistral.

O navio está sendo construído no canteiro de obras do estaleitro STX em  Saint-Nazaire, França, e vem para reforçar a capacidade de projeção de poder da Força Naval daquele país.

Clique nas imagens ver em detalhes o BPC  Mistral e suas especificações.

http://www.defenseindustrydaily.com/images/SHIP_Mistral_Class_Cutaway_Francais_lg.gifBCP classe mistral, clique na imagem para vê-los,  créditos Turbo Squid

bpc1 bpc2 bpc 3
bpc4 bpc5 bpc6
bpc7
bpc 8

Fonte: Le Portail des Sous-Marins

Categories
Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Turquia negocia a aquisição de 124 CH47F Chinook

http://www.defpro.com/data/gfx/news/d345dfd1e2665c46babddf2bb21bb143395ba488_big.jpg

O Governo turco está em negociações com o Exército dos Estados Unidos para a compra de 124 helicópteros pesados CH-47F “Chinook”, numa negociação que chegaria aos US$ 12 bilhões, envolvendo as aeronaves, peças de reposição e apoio técnico de operação (Roberto Pereira).

Fonte: Aerobusiness

Categories
Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Marinha Italiana encomenda 46 NH 90

http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/01/nh-90-nfh-3.jpg

A Marinha de guerra Italiana firmou junto a industria aeroespacial Agusta-Westland um contrato de encomenda que contempla a aquisição de 46 novos helicópteros embarcados NH90.

O contrato estipula que a entrega das primeiras aeronaves se dê já a partir de 2011, os Helicópteros serão utilizados nas funções de guerra anti-submarino, ASW) e guerra de superfície (ASuW).

http://lh3.ggpht.com/_gxyO6PvCSas/SlNzRae6pTI/AAAAAAAAB2E/vzJJGFg8yHc/s1280/NH90.jpg

Serão equipados com motores General Electric/Avio T700/T61E1  e terão  inúmeros sistemas nacionalizados, entre eles o sistema de aramas anti-navio que padronizado para os mísseis anti-navio Marte Mk.2S.

http://www.aiad.it/upload/aziende/azienda_/MBDA_MarteMK2S.jpg

Texto Plano Brasil

E.M.Pinto

Categories
Negócios e serviços Tecnologia

GE LANÇA NOVO MOTOR

http://images.businessweek.com/story/08/popup/0714_turbo_prop.jpg

Um ano depois de completar a compra da firma Walter Engines, da República Checa, a norte-americana GE está avançando o desenvolvimento do motor M601, um grupo turboélice de 800 sHp com o qual pretende penetrar no mercado da Europa Oriental.

Componentes do novo motor estação já em testes nas oficinas da Walter, em Praga. O primeiro cliente para a nova turbina pode ser uma firma suíça, que pretende modificar com ele os pulverizadores agrícolas Thrush 510 Aerial Applicator para uso em plantações no Casaquistão (Roberto Pereira).

Physical Information

Max Diameter (Inches): 23

Length (Inches): 65

Dry Weight (Lb.): 340-350

Application Examples:

  • AgCat
  • Air Tractor
  • Ayres Thrush
  • Beechcraft KingAir
  • Cessna 207
  • DHC 3 Otter
  • Dornier Do 28
  • GM 17 Viper
  • L-410 and 420
  • Lancair Sentry and IVP Turbine
  • Legend
  • M101Sokol
  • PAC FU 24 Fletcher
  • Piper Malibu Maxima and Navaho
  • PZL 130 T Orlik and BT-106 Kruk
  • SM92 Finist
  • Sukchoy Su26
  • Vulcanair VF600W
  • Zlin Z-137T Bumble Bee

Power Specifications

Specific Fuel Consumption at Maximum power: 0.585 (est. on M601H-80) – 0.65

Max. Power at Sea Level (Lb.): 724 – 800

Fonte: Aerobusiness

Categories
História Negócios e serviços

Airbus comemora 6 mil aeronaves entregues

http://aviaorevue.terra.com.br/img/Fotos/2008/640x408/emirates5_640x408.jpg

Modelo A380 da Emirates Airline marca parceria de longa data entre as empresas

Em cerimônia realizada em Hamburgo, na Alemanha, a Airbus celebrou a entrega de sua aeronave de número 6 mil. Trata-se de um A380 destinado à Emirates Airline, que já conta com outros oito jatos do modelo em operação.

O A380 representa o futuro do transporte aéreo e também nossa força e determinação para seguir adiante, ao lado da Airbus, para atingir nossos ambiciosos planos de expansão e a demanda de tráfego”, afirma Adel Al Redha, vice-presidente executivo de engenharia e operações da Emirates.

Tom Enders, CEO da Airbus comemorou a marca. “Ontem entregamos nosso 25º modelo A380 e, mais importante, a aeronave Airbus número 6 mil produzida em nossos 40 anos de história. É particularmente significativo o fato de essa aeronave ser uma A380 e ter sido entregue para a Emirates, já que eles estiveram envolvidos no desenvolvimento desde o início. Estamos orgulhosos em poder colocar as palavras ‘avião numero 6 000 da Airbus’ ao lado do distintivo da Emirates”, comemorou.

Fernando Fischer

Fonte: Avião Revue

Categories
Acidentes e Catástrofes Defesa História

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de honras fúnebres aos militares mortos no cumprimento do dever na Missão de Paz no Haiti

Há momentos em que as palavras se tornam frágeis diante da brutalidade dos fatos.

A tragédia que se abateu sobre o Haiti, no dia 12 de janeiro de 2010, foi um desses episódios em que o destino cego e implacável parece ter assumido as rédeas da condição humana.

Nosso coração, que já estava partido pelo sofrimento desse povo-irmão, de raízes africanas como as nossas, recobriu-se duplamente de luto e dor nos dias que se seguiram.

Vinte brasileiros que se dedicavam à difícil tarefa da reconstrução haitiana perderam a vida em Porto Príncipe, no derradeiro testemunho do seu compromisso com a redenção do país.

Entre eles, estavam dois civis: nossa querida Zilda Arns, médica, pediatra, criadora da Pastoral da Criança, símbolo da fé brasileira na cooperação para a justiça social; e o diplomata Luiz Carlos da Costa, vice-chefe da Missão de Paz da ONU no Haiti, que já emprestara sua experiência de 40 anos em situações de conflito no Kosovo e na Libéria.

Estavam lá, também, os 18 bravos soldados do Exército Brasileiro que tombaram cumprindo a mais nobre missão humanitária já efetivada pelas nossas Forças Armadas.

Estou falando de destemidos compatriotas que chegaram ao Haiti levando a seguinte mensagem àquela gente sofrida: “Vocês não estão sozinhos. Viemos aqui em nome do Brasil. Trazemos segurança para suas famílias, trazemos paz. Trazemos remédios, solidariedade e, acima de tudo, o respeito do povo brasileiro ao povo haitiano”.

Cada um desses homens reafirmou, durante sua vida, a vocação pacífica e solidária da nação brasileira. Sem nunca perder a firmeza e a coragem necessárias para combater a violência e a criminalidade que tanto assolavam o Haiti, nossos militares sempre souberam conviver harmoniosamente com a população local, e ganhar a sua estima.

O soldado brasileiro nunca foi confundido com invasores estrangeiros. Muito pelo contrário: foi a sua mão amiga que criou a confiança mútua entre a Força de Paz das Nações Unidas e os justos anseios da sociedade haitiana.
Por terem nos representado assim, com o sacrifício da própria vida, quero dizer, em nome do Brasil e dos brasileiros:

Obrigado, General-de-Brigada João Eliseu Souza Zanin.
Obrigado, General-de-Brigada Emílio Carlos Torres dos Santos.
Obrigado, Coronel Marcus Vinicius Macedo Cysneiros.
Obrigado, Tenente-Coronel Francisco Adolfo Vianna Martins Filho.
Obrigado, Tenente-Coronel Márcio Guimarães Martins.
Obrigado, Capitão Bruno Ribeiro Mário.
Obrigado, Segundo-Tenente Raniel Batista de Camargos.
Obrigado, Primeiro-Sargento Davi Ramos de Lima.
Obrigado, Primeiro-Sargento Leonardo de Castro Carvalho.
Obrigado, Segundo-Sargento Rodrigo de Souza Lima.
Obrigado, Terceiro-Sargento Douglas Pedrotti Neckel.
Obrigado, Terceiro-Sargento Washington de Souza Seraphin.
Obrigado, Terceiro-Sargento Arí Dirceu Fernandes Júnior.
Obrigado, Terceiro-Sargento Kleber da Silva Santos.
Obrigado, Terceiro-Sargento Tiago Anaya Detimermani.
Obrigado, Terceiro-Sargento Antônio José Anacleto.
Obrigado, Terceiro-Sargento Felipe Gonçalves Júlio.
Obrigado, Terceiro-Sargento Rodrigo Augusto da Silva.

Minhas senhoras e meus senhores,

Peço a Deus que permita mantermos sempre na memória a lembrança e o exemplo de nossos bravos compatriotas. E que Ele amenize este doloroso momento pelo qual passam todos os seus familiares.

Muito obrigado.

Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República

http://www.defesanet.com.br/yy/haiti/earth/bsb21jan10_1.jpg

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=fwKcd-S1-B4]

Fonte: Defesa@Net

Categories
Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Lockheed Martin recebe contrato para produção da AGM-158

http://www.knowfar.org.cn/html/news/uploadfiles/2009-05/200905261500324687.jpgA Lockheed Martin Missiles and Fire Control recebeu um contrato de US$245 milhões para a produção de um lote de 160 mísseis AGM-158 JASSM (Joint Air-to-Surface Standoff Missiles). O AGM-158  é um míssil de cruzeiro de características furtivas e de baixo custo, lançado a partir de aeronaves contra alvos na superfície.

http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2009/03/agm-154-jsow.jpg

Fonte: Segurança&Defesa

Categories
Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia

TVDL para helicópteros AH-1W do USMC

http://www.segurancaedefesa.com/TVDL.jpg

A Elbit Systems America of America, LLC recebeu um contrato para o fornecimento do TVDL (Tactical Video Data Link, Enlace de Dados Tático de Vídeo) para helicópteros AH-1W do U. S. Marine Corps.

O contrato cobre o desenvolvimento, produção e instalação de “kits” de “retrofit” para incorporar o TVDL ao AH-1W. O valor do programa é estimado em US$15,6 milhões ao longo de 2010. O objetivo é ampliar a consciência situacional das equipagens dos AH-1W, e o sistema (Foto: Elbit) deverá estar operacional nos AH-1W do USMC ao final de 2010.

Fonte: Segurança&Defesa

Categories
Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia

Lockheed Martin pode oferecer o F-35 para a Marinha Indiana

http://www.navytimes.com/xml/news/2009/05/navy_jsf_050509w/050509_jsf_800.JPGNa luta por conquistar este emergente e poderoso aliado, Washington estaria jogando todas as sua s cartas para conquistar as “mentes e os corações” de New Delhi.

A aposta de washington e da Lockheed Martin,  concentra-se em oferecer o seu mais moderno caça o F 35 ligtining II supostamente para a Marinha Indiana, que no futuro próximo terá em operação 3 Porta Aviões de fabricação própria.

A aposta de Washington, não se resume tão somente a oferta do caça para um potencial aliado, ela visa também “axificiar” a Indústria aeroespacial Russa, a qual  tem se recuperado à um rítimo acelerado por conta de acordos e contratos de exportação para diversos países no globo, especialmente para a Índia, seu mais proeminete parceiro.

Sendo a Índia o seu maior parceiro no campo extratégico militar,  e esta optando por modelos e sistemas ocidentais, o desfalque nos cofres de Moscow seriam uam perda considerável. A Rússia perdira assim um importante parceiro e assim, a sua indústria local teria dificuldades de se sustentar.

Portanto, pode -se dizer que o Jogo de Washington não se resume apenas à uma disputa econômica por venda de armamentos e parecria estratégica,  mais sim de uma cartada geopolítica, pois poderia tirar de cena o seu mais poderoso rival no campo científico, comercial e  militar.

Resta saber como ficaria a situação da Índia e do futuro das relações Washington-New Delhi e New Delhi-Moscow pois esta é parceira dos Russos no desenvolvimento do caça de 5ª Geração PAK FA ou FGFA (acrônimo Indiano) e sendo este o principal rival dos norte americanos  F22 Raptor e F 35 ligtining II, fica difícil imaginar como se dariam as transferências de tecnologia e segredos militares para aquele país.

Texto Plano Brasil

E.M.Pinto



Categories
Defesa Geopolítica Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia

Guerra nos Céus, episódio de hoje:Dassault rebate ataques de concorrentes

http://www.ar.admin.ch/internet/armasuisse/en/home/aktuell/evaluation_tte/rafale/fotos/test_rafale.parsys.16357.downloadList.36668.DownloadFile.tmp/rafale0809.jpg

Empresa francesa nega ter oferecido Rafale por metade do preço à Índia

Denise Chrispim Marin

Favorita do governo brasileiro no processo de compra de 36 novos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), a francesa Dassault reagiu ontem aos recentes ataques das concorrentes ? a norte-americana Boeing e a sueca Saab ? ao preço dos jatos Rafale.

Amarrada pelo sigilo sobre sua oferta, a companhia não dá indicações sobre o valor que propôs ao Brasil. Mas diante dos ataques quebrou o silêncio e agora assegura que dados divulgados e as comparações feitas pelas suas adversárias não fariam sentido.

As desvantagens do preço e do custo da hora de voo do Rafale teriam sido apontados no relatório da FAB de setembro de 2009. O mesmo relatório colocou o caça francês no terceiro e último lugar da concorrência e deu munição à Boeing, fabricante do F-18, e à Saab, do Gripen. A assessoria de imprensa da Dassault reiterou o compromisso do presidente francês, Nicolas Sarkozy, de que o preço de venda do caça Rafale ao Brasil será compatível ao de entrega à Força Aérea da França.

No último dia 7, um novo relatório foi entregue pelo Comando da Aeronáutica ao ministro da Defesa, Nelson Jobim. Seu conteúdo é mantido sob sigilo. Concentrado na tragédia do Haiti, Jobim ainda não apresentou sua conclusão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tomará a decisão final sobre a compra dos caças. Entretanto, colaboradores do presidente asseguram que a escolha já foi tomada: será o Rafale, por se encaixar em um projeto maior de defesa do governo, que envolve uma parceria estratégica com a França.

ÍNDIA

Ontem, a Dassault contestou as versões de que estaria fora da concorrência aberta pela Força Aérea Indiana (IAF) e de que sua oferta de preço para a Índia seria quase a metade da apresentada ao Brasil. A empresa alegou que não há definição oficial do valor total da concorrência ? extraoficialmente, avalia-se que chegará a US$ 10 bilhões. O Ministério da Defesa confirmou ontem que o valor dependerá da escolha a ser tomada e que não foi definido um teto.

Depois, a Dassault reconheceu que, em abril de 2009, foi excluída da concorrência da IAF. Mas, em maio, pôde voltar à disputa, que ainda está em fase de avaliação técnica. O governo indiano observa o processo de decisão brasileiro.

Por fim, a Dassault explicou que, em cada contrato de venda, a dimensão do estoque de peças de reposição e o período do apoio logístico variam, conforme os requisitos do comprador, e alteram o cálculo do preço final. De acordo com essa argumentação, comparações ligeiras não seriam confiáveis.

Fonte: CCOMSEX

Nota do Blog: Uma das matérias que trata do suposto preço estipulado para o caça Francês é o texto que disponibilizamos a seguir.


MERVAL PEREIRA – Parcerias estratégicas

http://lh6.ggpht.com/_gxyO6PvCSas/SsYaMmVNljI/AAAAAAAAFKg/GHGe6rfFjos/s1280/303%20Rafale.jpg

O GLOBO

A disparidade de preços do Rafale francês em licitações em andamento em países como a Índia e os Emirados Árabes está introduzindo uma nova variável na concorrência brasileira para a compra dos caças da FAB, que já estava na berlinda diante da informação de que a Aeronáutica prefere o avião sueco Gripen, por ser o mais barato de todos.

A explicação oficial de que a compra brasileira seria decidida não por critérios de preço, mas sim por adequação a uma estratégia de política externa brasileira, fica abalada pela diferença de preços oferecido pela França ao Brasil e aos outros países.
A Índia está comprando nada menos que 126 aviões pelos mesmos US$ 10 bilhões que o Brasil está pagando por 36, sendo que desses 108 serão produzidos na Hindustan Aeronautics no próprio país, com programa de transferência de tecnologia até onde se sabe igual ao prometido ao Brasil.

Os Emirados Árabes, por sua vez, estão comprando 60 jatos Rafale, num negócio estimado entre US$ 8 a US$ 11 bilhões.

A prevalecer essa diferença de preços, estaríamos diante de um “parceiro estratégico” que se aproveita de nosso interesse para cobrar mais caro pela parceria.

O governo brasileiro, que já deixou claro, através do próprio presidente Lula, sua inclinação para comprar os jatos da empresa Dassault, resolveu fazer uma consulta formal à França para saber quais são as diferenças entre o pacote brasileiro e os outros que justificariam preços tão desiguais.

A única explicação seria o pacote tecnológico, mas as primeiras informações são de que a Índia também terá um programa de transferência de tecnologia.

Para complicar o jogo, que já parecia definido, a Boeing está oferecendo para a Embraer a participação no programa de desenvolvimento do avião, chamado de Global Super Hornet, o que significa uma mudança de atitude inédita no governo americano em matéria de transferência de tecnologia.

Também o Congresso americano, que tem que aprovar os programas de transferência de tecnologia, deu a autorização prévia em setembro.

No final de dezembro passado o Ministro da Defesa Nelson Jobim recebeu por escrito uma proposta da Boeing, assinada pelo presidente e CEO Dennis Muilenberg, detalhando a oferta, que já havia sido chancelada pela Secretária de Estado Hillary Clinton em carta ao ministro das Relações Exteriores Celso Amorim.

A proposta da Boeing é transformar a indústria brasileira “no único fornecedor de peças críticas da célula para a linha de produção do Super Hornet para o Brasil e todas as aeronaves da Marinha dos Estados Unidos”.

A empresa se compromete também a entregar “os primeiros pacotes de dados de engenharia” junto com a assinatura do contrato.

Será criada uma estrutura de gerenciamento para a transferência de tecnologia da Boeing para o Brasil, e para demonstrar confiança de que o contrato será cumprido, a empresa americana aceita pagar uma penalidade financeira de 5% “com base em qualquer obrigação não concretizada”.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já falou três vezes com o Presidente Lula para dar o apoio ao projeto, e a Secretária de Estado Hillary Clinton garantiu, na carta a Amorim, “o apoio total do Departamento de Estado dos Estados Unidos à oferta da Marinha americana, com a Boeing, do F/A – 18/F Super Hornet à Força Aérea Brasileira como parte da concorrência brasileira”.

Para dissipar dúvidas sobre a transferência de tecnologia, que é o calcanhar de Aquiles da proposta americana, a secretária Hillary Clinton escreveu que “este é um importante momento para uma aliança estratégica Estados Unidos-Brasil e estamos interessados em expandir a cooperação bilateral não apenas através de venda de armamentos, mas também através de uma crescente cooperação na indústria de defesa, inclusive na área de transferência de tecnologia”.

A Boeing se compromete também a financiar cerca de 100 mil homens/hora para a Embraer participar do programa internacional de desenvolvimento do Global Super Hornet, o que tornaria o caça “financeiramente acessível, viável e capaz para além de 2020”.

A desconfiança de setores do governo brasileiro em relação à nova postura dos Estados Unidos sobre transferência de tecnologia, porém, continua.

Há um trecho na carta da secretária Hillary Clinton em que ela garante que o Departamento de Estado apoia integralmente “a transferência de toda informação relevante e a tecnologia necessária”, o que é interpretado como uma limitação a essa transferência.

Os Estados Unidos definiriam, de acordo com seus interesses particulares, o que seria tecnologia “relevante” e “necessária”.

Até mesmo a multa de 5% em caso de não cumprimento do acordo é visto por esses setores não como uma demonstração de boa-fé, mas de dúvidas da própria Boeing sobre o cumprimento dos compromissos assumidos.

Se não antes, na próxima visita da Secretária de Estado Hillary Clinton ao Brasil, em março, o governo brasileiro poderá esclarecer essas dúvidas.

Isso se não anunciar sua decisão antes. Há especulações de que faria isso nos próximos dias, embora agora a questão do preço esteja em destaque e precise de uma explicação pública.

Se o governo brasileiro não anunciar sua decisão oficial antes do Carnaval, no entanto, certamente quando o Congresso voltar a funcionar o tema provocará um amplo debate, a começar pelas razões por que o governo brasileiro insiste em fazer uma parceria estratégica com a França mesmo a custa de pagar mais que o triplo do preço pago pela Índia, ou quase o dobro dos Emirados Árabes.

E por que a parceria estratégica proposta pelos Estados Unidos não é tão interessante para o Brasil quanto a da França. As vantagens e desvantagens de cada uma terão que ser dissecadas em público.

Sugestão: Gérsio Mutti

Fonte: ArquivoETC