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Haiti: Últimas notícias

No Rio, Amorim nega disputa com EUA

http://www.newscomex.com.br/adm/fotos/noticia_18847.jpgMinistro reforça importância do envio de mais tropas

Thiago Feres

Durante uma rápida visita ontem ao Rio de Janeiro, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, aproveitou para rechaçar qualquer crise ou problema envolvendo o Brasil e governo americano no comando da Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (Minustah).

– Ouvi algumas declarações mesquinhas dando conta de que o Brasil estaria disputando lideranças com outros países.

Quero dizer que isso não existe – garantiu o chanceler. – Recebo informações diárias de militares que estão no Haiti e nunca fiquei sabendo de problemas entre as tropas. Estamos todos empenhados em ajudar o povo haitiano.

Amorim esteve no Rio para acompanhar o velório de Luiz Carlos da Costa, vice-representante especial da Organização das Nações Unidas que morreu vítima do terremoto.

O ministro lamentou muito a morte do amigo.

O chanceler também informou que vai embarcar hoje em direção ao Haiti para realizar uma avaliação mais detalhada das necessidades das equipes de resgate e ter uma dimensão das tragédias provocadas pelo terremoto do último dia 12. O embarque ocorre dez dias após o desastre que matou aproximadamente 200 mil pessoas. Para a viagem, Amorim já programou alguns encontros e visitas.

Mesmo sem informar quanto tempo pretende permanecer no país, acredita-se que Amorim deve seguir direto para Montreal, no Canadá, onde no dia 25 ocorrerá um encontro entre os chanceleres dos países doadores para discussão da situação atual no Haiti.

Ainda no Rio, Amorim reforçou que espera uma resposta rápida da Comissão Representativa do Congresso Nacional para poder liberar mais 1.300 militares que seriam encaminhados ao Haiti. A previsão é de que os parlamentares votem o pedido na próxima segunda-feira. Segundo ele, os brasileiros serão muito importantes pelo prévio conhecimento que possuem do terreno.

– Nossos militares já conhecem o Haiti. Fiz um pedido ao Congresso Nacional de um teto de 1.300 militares, o que não significa que todos eles seguiriam de uma única vez. O trabalho precisa continuar. Não podemos deixar que vidas de brasileiros e haitianos tenham sido perdidas em vão – ponderou Amorim.

O ministro destacou ainda que está havendo uma nítida melhoria no procedimento de entrega de alimentos, água e medicamentos, mas admitiu que ocorreram problemas nos primeiros dias de trabalho das tropas no país.

Para liderar, Brasil terá de abrir os cofres’, diz americano

Patrícia Campos Mello, correspondente em Washington

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Arturo Valenzuela, secretário adjunto de Estado para o Hemisfério Ocidental, afirmou ontem que a liderança do Brasil na reconstrução do Haiti é bem-vinda, desde que o País esteja disposto a contribuir com “muito mais recursos”.

Questionado se não seria mais apropriado o Brasil assumir a liderança dos esforços no Haiti, uma vez que os EUA já estão lidando com duas guerras, Afeganistão e Iraque, Valenzuela afirmou: “Se o Brasil está disposto a por muito mais recursos no Haiti, ele é mais do que bem-vindo”, disse.

Valenzuela, principal diplomata americano para a região, destacou que o Brasil já faz uma grande contribuição na região, onde há seis anos comanda a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).

O secretário americano manteve o discurso do governo Obama, que vem reiterando a função do Brasil e da Minustah na segurança do país, após desentendimentos com o governo brasileiro sobre uma suposta “ocupação americana” do país.

“O Brasil e a Minustah têm responsabilidade sobre a segurança pública no Haiti, os EUA dão apenas apoio humanitário”, afirmou Valenzuela, em entrevista após encontro com embaixadores americanos da região. “Os capacetes azuis no Haiti têm a responsabilidade da segurança. Os EUA vão fornecer o maior apoio possível, mas não vão tirar da ONU este papel”, garantiu.

No entanto, ele disse que os desafios humanitários ainda são enormes no Haiti e lembrou que muitas das cirurgias estão sendo realizadas no navio-hospital americano USS Comfort. “Se outros países pudessem também enviar navios-hospitais, seria bastante útil.”

Fonte: CCOMSEX


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Conflitos Geopolítica História Segurança Pública

Hamas admite Estado palestino temporário com fronteira de 1967

http://msnbcmedia3.msn.com/j/msnbc/Components/Photo_StoryLevel/071215/071215-hamas-hmed-3p.hmedium.jpgEFE  —  O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) poderia aceitar de forma temporária a criação de um Estado palestino nos territórios ocupados por Israel em 1967, manifestou nesta quinta um alto dirigente do grupo na Cisjordânia.

Mahmoud al-Ramahi afirmou à rádio Al Quds, com sede em Gaza e partidária da facção Jihad Islâmica, que o movimento Hamas estaria disposto a aceitar temporariamente esse Estado nas fronteiras anteriores à guerra de 1967 em troca de uma trégua a longo prazo com Israel, embora sem reconhecer o Estado judeu.

Israel ocupou em junho de 1967, na Guerra dos Seis Dias, os territórios palestinos da Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental, além da Península do Sinai e das Colinas de Golã.

Para o Hamas, esta solução seria provisória. Aceitamos temporariamente o Estado palestino nas fronteiras de 1967 sem reconhecer Israel e sem renunciar ao nosso direito legítimo aos territórios de 1948 (Israel)“, declarou al-Ramahi à emissora.

O periódico israelense editado em inglês The Jerusalem Post informou hoje que o alto dirigente do Hamas na Cisjordânia e presidente eleito do Parlamento palestino, Aziz Dweik, disse que o movimento islamita teria aceitado mudar sua carta de fundação, que apóia à destruição de Israel.

Tanto o próprio Dweik como al-Ramahi afirmaram que foram mal-interpretadas as declarações feitas pelo mais alto dirigente do Hamas na Cisjordânia, e esclareceram que seu movimento não tem intenções de modificar seu documento constitutivo.

O Hamas aceita uma solução temporária só em troca de uma trégua a longo prazo com Israel, mas não aceitamos o direito de Israel à existência em nossas terras palestinas“, disse al-Ramahi.

Se o mundo reconhece o Estado palestino nas fronteiras de 1967, isso não significa que o Hamas reconheça o Estado de Israel e que nosso povo renuncie a seus direitos sobre os territórios da Palestina histórica“, recalcou.

O Hamas, que figura na lista de organizações terroristas dos Estados Unidos e da União Europeia, apóia em seus estatutos a destruição de Israel e não reconhece o Estado judeu, assim como os acordos assinados pelo grupo com organizações palestinas.

O Hamas está submetido a pressões americanas e europeias para que mude seus estatutos, mas não cederemos a estas pressões, ao contrário da Organização para Libertação da Palestina (OLP), que aceitou mudar sua carta de fundação em 1993“, concluiu al-Ramahi.

Sugestão e colaboração: Konner

Fonte:  Terra

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Geopolítica História Negócios e serviços

China anuncia acordos de cooperação com Argentina

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EFE  —  China e Argentina assinarão diversos acordos de cooperação durante a próxima visita de Estado da presidente Cristina Kirchner, entre 25 e 28 de janeiro, informou nesta terça o Ministério de Assuntos Exteriores chinês.

Trata-se da primeira visita de Estado à China da presidente argentina“, afirmou hoje o porta-voz chinês Ma Zhaoxu à imprensa estrangeira.

Segundo Ma, a China confere grande importância a uma visita que segue à do presidente chinês, Hu Jintao, a Buenos Aires, em novembro de 2004, na qual o então presidente argentino Néstor Kirchner propôs uma relação estratégica bilateral.

O porta-voz chinês não deu detalhes dos documentos que serão assinados e se Pequim concederá a Kirchner ajuda financeira para projetos de infraestrutura, embora a imprensa argentina assegurou que buscará um investimento chinês de US$ 3 bilhões para o setor ferroviário.

Segundo a imprensa argentina, a oferta de acordos incluiria soja, gado bovino, controles alfandegários, mineração, cooperação científica e energia (prospecção petrolífera no litoral argentino).

Segundo fontes do setor petrolífero em Pequim, as negociações sino-argentinas incluiriam o eventual interesse da China pela petrolífera argentina YPF, sob controle da espanhola Repsol.

No ano passado, diversos meios de comunicação espanhóis e argentinos publicaram informações, nunca confirmadas pela Repsol, segundo as quais a petrolífera estatal China National Petroleum Corporation (CNPC) corteja a YPF, mas o suposto interesse não se concretizou.

Além de participar de um seminário sobre mineração e de uma reunião com empresários de ambos os países, Kirchner se reunirá também com o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, e com o líder da Assembleia Nacional Popular (Legislativo chinês).

Ma assinalou que é desejo de seu Governo que a visita “reforce as saudáveis relações bilaterais” e seja “um êxito“.

A China é o segundo comprador de produtos argentinos e com quem o país sul-americano mantém um comércio de US$ 13 bilhões.

Sugestão e colaboração: Konner

Fonte:  Terra

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Conflitos Defesa Geopolítica História Sistemas de Armas

EUA e Rússia retomam negociações para novo acordo nuclear

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EFE  —  Após uma breve pausa para as festas de fim de ano, Estados Unidos e Rússia retomarão nesta quinta-feira em Moscou as negociações para um novo tratado de desarmamento nuclear.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, o general James Jones, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, o almirante Mike Mullen, chegam hoje à capital russa para estabelecer as linhas ainda a serem delimitadas do acordo de desarmamento estratégico.

Em Moscou, os representantes dos EUA devem se reunir com Serguei Prikhodko, assessor do Kremlin, e com o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas, Nikolai Makarov.

Caso as consultas sejam realmente frutíferas, os encontros entre os negociadores dos dois países poderão ser retomados em breve em Genebra.

O embaixador dos EUA em Moscou, John Beyrle, afirmou ontem a uma emissora de rádio de Moscou que “as negociações estão em fase final” e “terminarão muito em breve“.

Beyrle sugeriu a possibilidade de que a assinatura do novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start) aconteça já durante o encontro entre os presidentes americano, Barack Obama, e russo, Dmitri Medvedev, previsto para abril, nos EUA.

Segundo a imprensa russa, Moscou e Washington ainda não conseguiram limar as diferenças em relação à obrigatoriedade das inspeções de arsenais.

O presidente russo advertiu recentemente que o novo tratado de desarmamento estratégico deverá ser ratificado de maneira simultânea pelos Parlamentos dos dois países.

Medvedev qualificou ainda de “inadmissível” a situação de tempos soviéticos, quando os acordos de desarmamento eram ratificados pela URSS, mas não pelos EUA.

Obama e Medvedev acordaram em 4 de dezembro passado prorrogar a vigência do Start, que expirava no dia seguinte, e deixaram claro o compromisso de assinar rapidamente um pacto que o substitua.
Sugestão e colaboração: Konner

Fonte: Terra

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Conflitos Defesa Geopolítica História Sistemas de Armas

Rússia responde a planos dos EUA para mísseis na Polônia

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Reuters  —  A Rússia irá reforçar sua frota naval no Báltico em resposta à intenção dos Estados Unidos de instalar mísseis Patriot na Polônia, disse a agência estatal de notícias russa RIA nesta quinta-feira, citando uma fonte não identificada da Marinha local.

Os elementos de superfície, subaquáticos e de aviação da frota do Báltico serão reforçados“, disse a fonte.

Os EUA estão enviando os mísseis à Polônia, país que pertence à Otan, depois de abandonarem um plano anterior de instalar interceptadores como parte de um sistema antimísseis na Europa.
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Com relação aos planos de instalar os Patriots no território polonês nos próximos cinco a sete anos, pode haver mudanças significativas na abordagem para definir as tarefas e o potencial militar da frota do Báltico,” acrescentou o entrevistado da RIA.

Um porta-voz da Marinha russa não quis comentar a notícia.

Varsóvia disse na semana passada que uma bateria de mísseis Patriot seria instalada em Morag, cidade do norte do país, próxima à fronteira com o enclave russo de Kaliningrado, banhado pelo Báltico.

Uma alta fonte da chancelaria polonesa afirmou que a Polônia não está muito preocupada com a reação russa. “Vamos manter a calma. Tal reforço, se for verdade, não é uma ameaça direta à Polônia“, afirmou a fonte.

Os russos já sabiam dos Patriots há pelo menos dois anos, então não há razão para reagir a comentários não-oficiais.

Sediada em Kaliningrado, território mais ocidental da Rússia, e em Kronstadt, perto de São Petersburgo, a frota báltica da Rússia inclui navios de superfície, submarinos a diesel, uma esquadra aérea e embarcações de busca e resgate, sob o comando do destróier Nastoychivy, em operação desde 1993.
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O acordo para a instalação dos mísseis Patriot foi assinado em novembro último.

Varsóvia, preocupada com a manobra de política externa russa, se queixa de não ter tropas ou equipamentos militares importantes dos EUA em seu território, apesar de contribuir militarmente com missões do aliado no Iraque e Afeganistão.

Muitos poloneses ainda veem a Rússia, dominadora do país na era comunista, como uma potencial ameaça, especialmente depois da guerra de 2008 de Moscou contra a Geórgia.

A Rússia, por sua vez, não esconde a preocupação com os avanços militares dos EUA na sua tradicional zona de influência, e ameaça reagir a qualquer mudança no atual equilíbrio de forças na sua fronteira ocidental com nações da Otan.


Sugestão e colaboração: Konner

Fonte:  Terra

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Conflitos Geopolítica História

Jack Straw — Foi dificíl apoiar invasão ao Iraque

http://frankowenspaintbrush.files.wordpress.com/2009/05/jack-straw1.jpgEFE  —  O ministro de Assuntos Exteriores do Reino Unido durante a guerra do Iraque, Jack Straw, disse nesta quinta que a decisão de atacar a nação árabe foi “a mais difícil” de sua vida e admitiu que, se ele tivesse se oposto, certamente seu país não poderia participar da ofensiva.

Atualmente titular da pasta de Justiça, Straw presta depoimento hoje na comissão independente que investiga as circunstâncias da guerra contra o Iraque declarada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido em março de 2003, quando Tony Blair liderava o Governo britânico.

Em declaração escrita prévia ao depoimento, o ministro disse que o conflito no Iraque o envolveu em um “profundo dilema moral e político“, mas optou por apoiar a invasão e que não se arrepende disso.

Em seu comunicado, o ministro admitiu que a ausência de armas de destruição em massa no Iraque, cuja suposta existência foi usada para justificar a invasão, havia “abalado a confiança“, mas insistiu em que a decisão de atacar foi tomada com base nas “melhores provas ao dispor no momento“.

Fiz minha escolha. Nunca me arrependi dela, e não penso em fazê-lo, e aceito totalmente as responsabilidades resultantes disso“, afirmou.

Durante sua declaração aos investigadores, Straw também deu a entender que houve bastante debate muito antes de apoiar o ataque.

No entanto, uma testemunha anterior, lorde Turnbull, à época secretário de gabinete, assegurou que, se Straw teve dúvidas, não as expressou publicamente.

O que o gabinete viu no ministro de Assuntos Exteriores foi alguém que se esforçou muito, com um material muito pobre, para apresentar o caso nas Nações Unidas“, disse.

Não parecia um homem que estivesse pensando em particular: ”Tudo isto está errado. Aqui há algo que não encaixa””, afirmou Turnbull.

Durante seu depoimento, Straw explicou que o Governo do Reino Unido partiu do pressuposto de que o Iraque possuía armas nucleares, uma suspeita que existia há anos.

À margem do que poderia ser fornecido pelos serviços secretos, isso é o que esteve no centro da estratégia governamental para invadir o país árabe.

Straw também ressaltou a importância dada nesse momento ao fato de “permanecer próximo” aos EUA e ganhar a confiança da Administração de George W. Bush, que poderia desconfiar de Blair por ser do Partido Trabalhista – teoricamente mais à esquerda – e de sua boa relação com seu antecessor na Presidência americana, o democrata Bill Clinton.

Compartilhei com o primeiro-ministro o ponto de vista de que o melhor enfoque para o Reino Unido era permanecer perto da Administração americana e tentar persuadi-la de que qualquer ação contra o Iraque deveria passar pelas Nações Unidas“, disse.

Straw, que continua a depor ainda hoje, assegurou por outro lado que seu Governo nunca teve como política estimular a guerra para conseguir “uma mudança de regime” no país árabe, o que o ministro sempre considerou como ilegal.


Sugestão e colaboração: Konner

Fonte:  Terra