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Conflitos Geopolítica História

Blair, Brown e o Iraque

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Demorou bastante, sete anos para ser preciso. Mas agora, após o fim da operação militar britânica no Iraque, apesar de bombas continuam matando inocentes no país, começam a ser revelados os bastidores do processo que colocou a Grã-Bretanha na guerra. Desde o fim do ano passado, uma investigação liderada por John Chilcot promete trazer as respostas definitivas sobre as razões que levaram o governo britânico a participar da invasão do Iraque com os Estados Unidos, em 2003, para derrubar o governo de Saddam Hussein, mesmo sem uma autorização explícita do Conselho de Segurança da ONU. Algumas dessas respostas começam a aparecer, e muito mais ainda está por vir.

Nesta terça-feira, o principal conselheiro jurídico do Ministério do Exterior britânico na época da guerra, Michael Wood, afirmou em seu depoimento ao inquérito que o então chefe da pasta, Jack Straw, rejeitou sua avaliação de que uma invasão do Iraque seria ilegal. “Eu considerei que o uso de força contra o Iraque em março de 2003 iria contra a legislação internacional”, afirmou Wood. O conselheiro não pediu demissão na época, mas sua subordinada, Elizabeth Wilmshurst, o fez. Ela também prestou depoimento nesta terça e reafirmou que a guerra, na sua avaliação, era ilegal. Especialistas ouvidos pela BBC já disseram que um ministro de Estado rejeitar a orientação jurídica de seu principal conselheiro, num assunto de tamanha importância, é algo sem precedentes. O próprio Michael Wood afirmou que sua avaliação nunca havia sido rejeitada por nenhum outro ministro do Exterior.

O inquérito Chilcot, como é chamado, começou de forma relativamente chata. Analistas diziam que os investigadores estavam sendo bonzinhos demais com as testemunhas, especialmente com Alastair Campbell, ex-diretor de Comunicação do então primeiro-ministro, Tony Blair. Os depoimentos são transmitidos ao vivo pela TV e pela internet, mas não chegam aos pés das CPIs brasileiras em termos de emoção, bate-boca, caos e divertimento. Todos falam baixo, ninguém fala em cima do outro, perguntas e respostas tendem a ser objetivas e pronunciadas de maneira bastante calma. Tipicamente britânico. No entanto, o clima promete esquentar nas próximas semanas, quando o inquérito ouvirá as duas mais importantes e interessantes testemunhas desse processo: o atual e o anterior primeiro-ministros, Gordon Brown e Tony Blair, respectivamente.

Blair será ouvido primeiro, já nesta sexta-feira, e a expectativa é enorme, como não poderia deixar de ser. Especialmente depois de o ex-premiê ter dito, em entrevista à BBC no final do ano passado, que teria invadido o Iraque mesmo se já soubesse que não havia armas de destruição em massa no país. Seu depoimento será uma oportunidade única de ver Tony Blair na TV, quase ao vivo (há uma demora de um minuto na transmissão para evitar que informações confidenciais sejam divulgadas), respondendo a perguntas sobre o episódio mais desastroso de seus dez anos no governo. Mas isso não será o fim dessa emocionante fase do inquérito: o premiê Gordon Brown, que falaria apenas depois das eleições gerais (esperadas para maio e que podem deixá-lo sem emprego), aceitou dar seu testemunho antes do pleito, o que pode inclusive ter influência no próprio resultado eleitoral.

Aos poucos, os bastidores da guerra no Iraque, pelo menos aqui na Grã-Bretanha, começam a aparecer. Se a conclusão do inquérito for de que a guerra foi ilegal, haverá uma enorme pressão para que os responsáveis por ela respondam à Justiça, criminalmente. Neste momento, tal possibildade ainda parece remota, mas já não pode ser descartada.

Fonte: BBC Brasil

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Acidentes e Catástrofes

Navio da Marinha do Brasil parte para o Haiti no dia 1º de fevereiro

NDCC “Almirante Saboia”

O Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) “Almirante Sabóia”, recentemente incorporado à Armada brasileira, estará seguindo nos próximos dias para o Haiti.

A Marinha do Brasil disponibilizara o navio desde o início do esforço brasileiro de ajuda àquele país e aguardava decisão quanto à carga e momento de transportá-la. Concluída a fase do transporte prioritário das equipes e do material emergencial, cuja necessidade de rapidez e a sua natureza menos volumosa e mais leve indicavam o transporte aéreo como o mais apropriado, é chegado o momento do transporte de material mais volumoso e pesado. Assim, foi decidido o emprego do navio pela coordenação interministerial da ajuda ao Haiti, permanecendo, naturalmente, o necessário esforço aéreo atual.

O carregamento do navio está previsto para o período de 27 a 31 de janeiro, no Rio de Janeiro, e suspenderá em 1° de fevereiro, próxima segunda-feira, com uma carga de aproximadamente 700 toneladas de material para as tropas da Marinha (Fuzileiros Navais) e do Exército Brasileiro e de ajuda humanitária ao povo haitiano. O NDCC “Almirante Saboia” chegará ao Haiti em 17 de fevereiro e permanecerá em operação na área por aproximadamente 30 dias em apoio às ações humanitárias e às tropas da MINUSTAH.

Outro navio da Marinha do Brasil, o NDCC “Mattoso Maia”, está disponível para o transporte de até 1.500 toneladas de carga e deverá suspender ainda em fevereiro, após receber sua carga.

NDCC “Mattoso Maia”
Fonte: Marinha do Brasil

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Acidentes e Catástrofes

Operação conjunta entre as Marinhas do Brasil e da Itália no Haiti

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A Marinha do Brasil e a Marinha Militar da Itália acordaram em realizar uma operação conjunta em caráter de Ajuda Humanitária ao Haiti. Para essa operação será empregado o porta-aviões ou Navio-Aeródromo (NAe) italiano “Cavour”, que está em trânsito da Itália para o Haiti. Atendendo a oferecimento do Ministério da Defesa italiano, a Marinha do Brasil embarcará médicos e helicópteros naquele navio.

O navio italiano, que foi projetado também para emprego em missões humanitárias em calamidades, conta com um hospital emergencial, aeronaves orgânicas, equipe médica e uma tropa de engenharia, com capacidade para remoção de escombros e reparos leves em vias, embarcada especialmente para esta missão.

A Marinha embarcará no “Cavour” dois helicópteros – um UH-14 Super Puma e um UH-12 Esquilo – e duas equipes de Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) da Força Aeronaval, além de uma equipe médica, da Esquadra Brasileira, especializada em Evacuação Aeromédica (EVAM). Esses destacamentos somam um total de 15 oficiais e 44 praças, além de uma carga de cerca de 2,2 ton.

As aeronaves da Marinha do Brasil operarão em conjunto com as italianas em missões, principalmente, de evacuação aeromédica de feridos, além de outras possíveis, como transporte de pessoal e material, busca e resgate, apoio às tropas em terra, sejam as brasileiras da MINUSTAH como a tropa de engenharia italiana.

A equipe médica brasileira será composta por seis médicos e oito enfermeiros da Marinha, além de cinco médicos e seis enfermeiros civis, designados pelo Ministério da Saúde, em um total de 26 pessoas da área médica, todos voluntários. A equipe atuará em conjunto com os médicos italianos, a princípio, a bordo do navio, em procedimentos de socorro médico às vítimas resgatadas por helicópteros de terra.

A presente missão terá, para as equipes brasileiras, a duração de aproximadamente 30 dias, com o navio operando ao largo da costa do Haiti. Após este período, a depender da evolução e das necessidades vigentes então identificadas de apoio humanitário, será avaliada a manutenção da missão com a rendição das equipes.

O NAe “Cavour” atracará em Fortaleza (CE) na manhã de 28 de janeiro, próxima quinta-feira, e após o embarque dos helicópteros e das equipes brasileiras, reabastecimento de gêneros secos e frigorificados e água, suspenderá com destino ao Haiti, onde deverá chegar, a depender das condições de tempo e mar, em 1° ou 2 de fevereiro. Entretanto, ainda no primeiro dia de navegação, após o suspender de Fortaleza, aquele porta-aviões será reabastecido, no mar, de combustível e querosene de aviação pelo Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta”, da Esquadra Brasileira. Vale lembrar que esse é o mesmo navio que reabasteceu no mar os navios brasileiros e franceses, na operação de busca e resgate decorrente do acidente com a aeronave do vôo 447 da Air France.

O Capitão-de-Fragata Flávio Eduardo de Souza Cardoso será o chefe do contingente brasileiro que embarcará no NAe “Cavour”; a equipe médica brasileira será chefiada pelo Capitão-de-Fragata (Médico) Alvaro Figueiredo Bisneto; e a Ala Aeronaval pelo Capitão-de-Corveta Carlos Renato Benzi Zamprogno.

Fonte: Marinha do Brasil

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Líbia pode fechar um pacote bilionário em aquisição de armas Russas

http://www.ausairpower.net/Su-35S-KnAAPO-2P-4S.jpg

Segundo a A agência de notícias Interfax, a Líbia pretende comprar mais de US $ 2 bilhões em sistemas de defesa russas, incluindo 20 aviões de caça.

A Líbia pretende comprar  pelo menos 20 aviões de combate e duas divisões de sistemas de defesa aérea S-300PMU2  e várias dezenas de  carros de combate T-90S, o programa prevê também a modernização de mais de 70 tanques e outras armas.

http://www.armyrecognition.com/images/stories/east_europe/russia/missile_vehicle/s-300_pmu/5p85te_s-300_pmu_air_defense_system_surface_to_air_missile_Russia_Russian_army_600.jpgA fonte afirmou à Interfax que o  negócio de mais de US $ 1 bilhão envolve a aquisição de aviões de combate como o SU-35, SU-30 e Yak-130. Porém o negócio seria mais abrangente e envolveria um acordo de cerca de  US $ 2 bilhões.
http://www.radioscanner.ru/uploader/2009/yak130maks.jpgAnteriormente um alto funcionário russo confirmou que Moscou estava contando com a assinatura de negócios de armas com a Líbia, especialmente durante a visita à Moscow do ministro da Defesa da Líbia o  general Abu-Bakr Yunis Jaber realizada nesta terça-feira.

http://www.armyrecognition.com/News/2006/March/T-90_russia_armyrecognition_Copyright_066.jpg
Moscow e Trípoli intensificaram seus contatos nos últimos anos. Em 2008, o líder líbio Kadafi visitou a capital russa em sua primeira visita a Moscow desde os anos 1980.

Texto Plano Brasil

Fonte: Defensenews

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Defesa

Venezuela unifica Escolas Aéreas

http://www.aviacion.mil.ve/modules/xcgal/albums/userpics/10001/normal_aniversarioJ.JPGPor Juan Carlos Cicalesi – Santiago Rivas

Através de uma resolução ministerial, publicada na Gazeta Oficial, foi criada e atribuída ao Ministério do Poder Popular para a Defesa, a Escola de Aviadores Militares da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) da Venezuela.

Destaca-se na resolução que “o Estado venezuelano tem como diretriz dentro de seu Plano Estratégico a unificação dos estudos para a formação do pessoal da FANB, com o objetivo de adaptá-los à nova concepção de Defesa Integral da Nação”. Considerando a “necessidade de unificação” da FANB, “a ação centralizada e o novo Pensamento Militar Venezuelano proporcionam a fusão dos Centros de Formação de Pilotos e dos componentes militares, além de contribuir com a economia, uma vez que existe a presença de pilotos, técnicos e instrutores na mesma escola”. Com base nesse argumento, decidiu-se criar a Escola de Aviadores Militares da FANB. Como complemento, decidiu-se desativar, fundir e atribuir à nova Escola os seguintes centros de formação: Escola de Aviação do Exército “General de Brigada Juan Gómez”, Centro de Formação Aeronáutico da Marinha “Teniente de Navío Edwin Cardozo Odoe”, Grupo de Treinamento Aéreo No. 14 da Força Aérea Venezuelana e o Centro de Adestramento Aéreo da Guarda Nacional. Sendo assim, os bens, pessoal e equipamentos dos referidos centros serão transferidos para a nova escola. Sua sede principal e o Centro de Formação de Asa Fixa funcionarão nas antigas instalações do Grupo de Treinamento No. 14, na base aérea de Mariscal Sucre, localizada no estado de Aragua.

O Centro de Formação de Asa Rotatória, por sua vez, terá como sede a antiga Escola de Aviação do Exército, em San Felipe, estado de Yaracuy. Há um ano, os antigos centros de formação de sub-oficiais profissionais de carreira (atuais oficiais técnicos) de cada um dos componentes, foram transferidos para a Escola Técnica Militar da FANB. Esse modelo educativo é similar ao de Cuba, cuja doutrina militar, “Guerra de todo un Pueblo”, está inspirada na nova doutrina militar venezuelana, a “Defensa Integral de La Nación”.

Fonte: Tecnologia&Defesa

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Segurança Pública

Navio de Assistência Hospitalar da Marinha realiza atendimento médico em Mato Grosso

A Marinha do Brasil iniciou, no dia 15 de janeiro, a quinta viagem do Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) “Tenente Maximiano” – a 1ª do ano. A viagem se encerrará no próximo dia 29 de janeiro e teve como principal objetivo a realização de atendimentos médico-odontológicos às populações ribeirinhas que vivem em comunidades isoladas. A Ação Cívico-Social (ACISO) iniciou os trabalhos pela região de Paraguai Mirim no dia 16 de janeiro. Em Cáceres, os atendimentos foram realizados de 21 a 25 de janeiro e em Barra de São Lourenço serão realizados no dia 28 de janeiro, das 9h às 14h.

O NAsH realiza aulas de primeiros socorros e higiene, além diversos procedimentos ambulatoriais e emergenciais, tais como: curativos; aplicação de vacinas; consultas médicas; tratamentos dentários; extrações e aplicação de flúor; distribuição de medicamentos essenciais ao tratamento de diversas doenças.

Militares da Marinha do Brasil realizam atendimentos médicos à população
ribeirinha durante atividades de assistência hospitalar

Histórico
As viagens que os NAsH da Marinha do Brasil atendendo à população carente são chamadas de Operações de Assistência Hospitalar à População Ribeirinha, ou simplesmente ASSHOP.

Em cada ASSHOP um navio atende a uma determinada região escolhida antecipadamente, de acordo com uma programação. A antecedência é necessária para se prever todos os recursos logísticos necessários em uma empreitada dessa envergadura, em que as experiências obtidas nas passagens anteriores dos navios também são utilizadas no planejamento.

As regiões a serem visitadas são denominadas de Pólos de Saúde. As ASSHOP são realizadas nas localidades ribeirinhas mais carentes de atendimento de Saúde dos Pólos visitados. Essa carência é resultante da distância dos centros urbanos da região; da inexistência de serviços de saúde, públicos ou privados; da falta de cultura de higiene nas populações; da falta de atividades econômicas estáveis e lucrativas; e da falta de infra-estrutura de saneamento básico (água potável e esgoto tratado).

Os NasH são mais conhecidos pelas populações ribeirinhas como os “Navios da Esperança”.

Fonte: Marinha do Brasil

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Conflitos Defesa Sistemas de Armas

MC-12W chegam ao afeganistão para reforçar o Reconhecimento

http://www.balad.afcent.af.mil/shared/media/photodb/photos/090810-F-3623T-023.jpgJá chegou e está operando no Afeganistão o primeiro bimotor MC-12W, equipado para a coleta de dados e informações em apoio às forças terrestres norte-americanas que operam na região.

A aeronave, um bimotor “King Air” totalmente equipado para a missão, foi enviado ao Afeganistão dentro da missão “Project Liberty” e é o primeiro do recém criado 4º Esquadrão Expedicionário de Reconhecimento (Roberto Pereira).

Saiba mais sobre o MC 12W clicando aqui

Fonte: Aerobusiness

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Conflitos Geopolítica História

Iêmen rejeita operações estrangeiras em seu território

http://1.bp.blogspot.com/_iktv_pIt_AM/Sy_xQQImzBI/AAAAAAAADvE/y4j9p59MMgY/s640/afp_yemen_saudi_troops_10Dec09.jpg

LONDRES — Reuters  – O Iêmen precisa de apoio logístico para combater a Al Qaeda, mas não permitirá operações estrangeiras clandestinas contra o grupo militante em seu território, disse o chanceler Abubakr al Qirbi à BBC.

O governo iemenita declarou guerra total à Al Qaeda neste mês, ampliando os bombardeios aéreos e as ações policiais depois que o braço local do grupo de Osama bin Laden reivindicou a autoria do frustrado atentado aéreo do dia de Natal em um voo Amsterdã-Detroit.

Na entrevista à BBC, transmitida na terça-feira, Qirbi descartou a hipótese de autorizar os EUA a instalarem uma base militar no Iêmen, ou de que governos estrangeiros realizem operações secretas no país.

“Vamos assumir isso para nós. Por que precisamos de soldados estrangeiros para lutar, quando podemos lutar por nós mesmos?”, disse.

Ele disse que o governo errou ao autorizar uma intervenção estrangeira em 2002, quando um bombardeio norte-americano com mísseis matou um dirigente da Al Qaeda que era suspeito de planejar o atentado suicida do ano 2000 contra o navio militar dos EUA USS Cole.

“Provou-se um terrível engano, e por isso não queremos que se repita. Temos de fazer isso nós mesmos, e quem estiver interessado terá de nos apoiar”, declarou Qirbi.

Autoridades dos EUA dizem que Washington vem discretamente fornecendo equipamentos militares, informações e treinamento para que o Iêmen destrua esconderijos da Al Qaeda.

O chanceler rejeitou a tese de que o governo teria permitido que a Al Qaeda crescesse no país por no passado se recusar a confrontar os militantes.

“O Iêmen sempre enfrentou a Al Qaeda. Mas não significa que, por ter havido um período sem confronto, não estivesse combatendo a Al Qaeda, porque estava combatendo-a por meio do diálogo e por diferentes (outros) meios.”

Qirbi elogiou um programa saudita que oferece orientação e reintegração aos militantes para que voltem à sociedade – uma ideia da qual o Iêmen foi pioneiro, mas que diz agora não ter mais recursos para manter.

O governo do Iêmen, país mais pobre da Península Arábica, já havia cogitado um diálogo com os militantes, com a condição de que eles antes depusessem suas armas.

Reportagem de Thomas Atkins em Riad


Sugestão Konner

Fonte:  Yahoo

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Conflitos Geopolítica História

Irã iniciará novos projetos com mísseis a partir de fevereiro

http://niacblog.files.wordpress.com/2009/09/iran-missile.jpg

EFE  —  Teerã –  O regime iraniano iniciará uma série de programas de mísseis balísticos e de modernização de seu armamento durante a festa dos “dez dias da luz”, realizada a partir de 1º de fevereiro e que lembra a vitória da Revolução Islâmica que, em 1979, derrubou a monarquia.

Esse anúncio foi feito hoje, em entrevista coletiva, pelo general Massoud Jazayeri, comandante da Guarda Revolucionária, corpo de elite das forças de segurança iranianas.

“O Ministério da Defesa inaugurará vários projetos de mísseis e armas durante os “dez dias da luz”, que marca a vitória da República Islâmica”, revelou o oficial, sem oferecer mais detalhes.

O general Jazayeri se limitou a acrescentar que, durante o citado aniversário, serão colocados em órbita novos satélites e serão divulgados novos projetos aeroespaciais.

O Irã está submetido desde os anos 80 a um embargo armamentístico internacional, que, no entanto, não lhe impediu de desenvolver seu potencial bélico.

Desde 1992, mantém em funcionamento um programa militar próprio que lhe permitiu adquirir mísseis de curto e médio alcance, capazes de atingir Israel, a cerca de 2 mil quilômetros de distância.

Sugestão: Konner


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Gérsio Mutti

Dados de inteligência de Teerã elevam preocupações sobre programa nuclear do Irã

Fonte:  Yahoo

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Segurança Pública

Jobim defende mudanças na lei para prevenir terrorismo no Brasil

http://oglobo.globo.com/fotos/2006/09/28/28_MHG_rio_treina3.jpg

Ministro diz que ações de prevenção serão estratégicas na Copa e na Olimpíada

MARCELO NINIO
ENVIADO ESPECIAL A TEL AVIV

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem que é preciso formular alterações na legislação brasileira que permitam ações de prevenção ao terrorismo antes e durante a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.

O comentário foi feito durante um seminário sobre segurança pública em Tel Aviv, oferecido por Israel a autoridades de oito Estados brasileiros. Jobim visita o país, a convite do governo, até quinta-feira.

Jobim disse que ações preventivas contra o terror, como as realizadas pelo Exército israelense, serão um elemento importante da estratégia de segurança dos eventos que o país irá sediar, mas ressaltou que a legislação impõe limitações.

“Temos que verificar se são necessárias alterações para fazer com que o sistema penal nosso tenha instrumentos para lidar com o terrorismo”, disse.

Polêmica

Em outros países, medidas legais destinadas a aperfeiçoar a prevenção ao terror geraram polêmica por resvalarem para violações de direitos individuais. A maior delas envolveu a chamada “lei patriótica”, assinada pelo então presidente dos EUA George W. Bush após o 11 de Setembro, que ampliou o poder do governo de espionar quem fosse considerado suspeito de terrorismo.

Para autoridades de segurança brasileiras que participam do seminário, o conceito de ação preventiva com o uso de informantes e tecnologia de interceptação foi um dos que mais causaram sensação.

O general da reserva Doron Almog, um veterano de operações antiterror, contou como Israel construiu um “guarda-chuva” cibernético sobre a faixa de Gaza, com o poder de interceptar todas as ligações telefônicas e conexões à web.

O secretário de Segurança do Estado do Rio, José Beltrame, elogiou o conceito de “cidade segura”, inspirado no modelo israelense de vigilância. Ele comentou que o sistema começará a ser implantado no Rio até o fim do ano, com a instalação de mil sensores que facilitarão a identificação de suspeitos.

Beltrame concorda que as ameaças internacionais que inevitavelmente rondam os grandes eventos, como a Copa e a Olimpíada, exigirão que o Brasil altere sua legislação para permitir ações preventivas.

“Apesar de não termos tradição no que diz respeito a terrorismo, vamos receber 180 países e alguns deles podem motivar esse tipo de ação”, afirmou o secretário. “Hoje o Brasil não tem arcabouço jurídico para adotar muitos dos métodos usados pelos israelenses.”

Beltrame acrescentou que, ao retornarem ao Brasil, os oitos secretários de segurança presentes ao seminário em Israel, todos de Estados que sediarão jogos da Copa de 2014, encaminharão ao Ministério da Justiça e ao Congresso propostas de alterações na legislação para facilitar ações antiterror.

Sugestão Lucas Urbanski

Fonte: NOTIMP

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Conflitos História

Ali Químico é enforcado no Iraque

http://www.correiobraziliense.com.br/files/app/noticia182/2010/01/25/168894/20100125135733330598u.jpgSugestão: Lucas Urbanski

Ali Hassan al-Majid, mais conhecido como Ali Químico, condenado a morte quatro vezes, uma delas pelo massacre de 5 mil curdos em 1988, foi executado nesta segunda-feira (25/01), anunciou o porta-voz do governo iraquiano, Ali Dabbagh.

“O réu Ali Hassan al-Majid foi executado por enforcamento hoje, conforme a lei e a Constituição, devido aos assassinatos e crimes contra a humanidade cometidos”, anunciou o porta-voz em comunicado.

Dabbagh afirmou que a execução do primo de Saddam Hussein transcorreu “sem nenhum tumulto, nem gritos de alegria nem insultos”.

No dia 17 de janeiro, Ali Químico foi, pela quarta vez, condenado à morte, pelo massacre de 5 mil curdos em 1988, uma decisão saudada como uma “vitória” e recebida com uma explosão de alegria no Curdistão.

Primo de Saddam Hussein, ele foi o temido braço direito do ex-ditador durante 35 anos, disposto a tudo para esmagar qualquer tentativa de rebelião no país.

Agente de ligação militar até o golpe de Estado que levou o partido Baath ao poder em 1968, Majid recebeu o apelido de Ali o Químico por ter ordenado em 1988 o bombardeio com gás da cidade curda de Halabja, matando milhares de homens, mulheres e crianças.

Ali Químico foi o secretário-geral do Baath no norte do país entre 1987 e 1989, coordenando o Exército, a direção da Segurança Geral e a Inteligência militar envolvidos na feroz repressão contra os curdos.

“Eu dei a ordem de destruir aldeias e realocar os moradores. Não me arrependo. Não peço desculpas. Não cometi nenhum erro”, havia declarado Majid, referindo-se à repressão da insurgência curda, a campanha Anfal, que deixou quase 180 mil mortos em 1987 e 1988.

Assim como Saddam Hussein, Ali Químico foi criado na região de Tikrit (norte), onde nasceu em 1941 segundo o tribunal penal, em 1944 segundo o que disse a este mesmo tribunal.

Também apelidado “o açougueiro do Curdistão”, ele conduziu em maio de 1987 uma política implacável de terra queimada naquela região, através de uma ampla operação de evacuação da população e do gado, levados à força perto das fronteiras com a Arábia Saudita e a Jordânia, longe das áreas tradicionais de implantação curdas.

Ali Químico ainda supervisiou a ocupação do Kuwait, considerada na época pelas autoridades como a “19ª província do Iraque”. Entre agosto e novembro de 1990, ele foi o governador sanguinário deste país invadido pelo exército iraquiano antes de recuperar, em fevereiro de 1991, o cargo de ministro dos Assuntos Locais.

Em fevereiro de 1996, ele mandou executar seus próprios sobrinhos, Hussein Kamel e Saddam Kamel, culpados de denunciar as atrocidades do regime iraquiano.

Membro do Conselho do Comando da Revolução (CCR, mais alta instância dirigente do regime de Saddam Hussein), Ali Químico foi escolhido para comandar a região militar do sul, com a missão de defendê-la contra a ofensiva norte-americana de março de 2003. A região sul foi a única que resistiu às forças da coalizão.

Ele foi capturado pelas forças americanas no dia 21 de agosto de 2003, após passar vários meses foragido.

Fonte: Correio Braziliense

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Conflitos Geopolítica História

Vizinhos do Afeganistão apoiam postura de diálogo com Taleban

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ISTAMBUL – A Turquia e outros países vizinhos do Afeganistão apoiaram nesta terça-feira, 26, o “processo de reconciliação com o Taleban” proposto pelo presidente afegão, Hamid Karzai, por meio de uma declaração na cúpula regional de Istambul, segundo a agência AFP.

Na segunda-feira passada, Karzai havia anunciado que pediria à ONU que retirasse as sanções contra os guerreiros taleban que não têm vínculos com a rede terrorista Al-Qaeda, uma tentativa de reconciliação con os insurgentes do Afeganistão.

A reunião desta terça na Turquia visa a discussão de fórmulas sobre como ajudar as autoridades de Cabul a conseguir uma maior estabilidade e segurança.

O presidente turco, Abdullah Gul, é anfitrião do encontro do qual participam Karzai, o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, e o vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Rahimi. Também participam os ministros de Assuntos Exteriores do Reino Unido, China, Tadjiquistão e Quirguistão, assim como o vice-ministro de Exteriores russo.

Na segunda-feira, foi celebrado em Istambul um encontro entre Afeganistão, Paquistão e Turquia, no qual os três países decidiram aumentar sua cooperação na luta contra os grupos radicais e renovaram sua vontade de combater todo tipo de terrorismo.

Karzai assegurou à imprensa que conta com o apoio internacional, sobretudo dos EUA e Europa, em seus esforços de dialogar com o Taleban para conseguir que deixem as armas.

O encontro desta terça precede a conferência da próxima quinta-feira em Londres, quando o Afeganistão buscará apoio diplomático, fundos para seu plano de reconciliação e ajuda para a reintegração dos taleban presentes no território afegão.

Com informações da agência Efe


Sugestão: Konner

Fonte:  Estadão