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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia

VANT MQ-1C Warrior entra em operação

http://www.defenseindustrydaily.com/images/AIR_UAV_MQ-1C_Sky_Warrior_lg.jpg

Sugestão e colaboração: Konner

Exército dos Estados Unidos (US Army) colocou em operação o seu novo VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) MQ-1C Warrior, desenvolvido e produzido pela General Atomics.

Derivado do conhecido MQ-1 Predator (inicialmente designado RQ-1) o Warrior será empregado a nível de Divisão de Exército, e ao contrário do Predator, sua estação de controle GCS (Ground Control Station) estará posicionada próxima às áreas de atuação dessas aeronaves.

Impulsionado por um motor convencional de 135 hp, o MQ-1C Sky Warrior é dotado de um sistema MTS (Multi-spectral Targeting System) AN/AAS-52, cujo principal elemento é o CSP (Common Sensor Payload), plataforma de forma semi-esférica composta por câmeras de TV infra-vermelhas e para baixa luminosidade, designador laser, telêmetro laser e laser spot tracker (sistema que detecta radiação laser emitidas de outras fontes). O Sky Warrior possui também um sistema de navegação GPS/INS melhorado com relação aos seus antecessores. A aeronave possui capacidade de transportar uma carga útil de 360 kg, além de poder levar mísseis ar-terra AGM-114 Hellfire e bombas guiadas a laser GBU-44/B Viper Strike auxiliadas por GPS.

A primeira unidade a operá-lo é a 1ª Brigada de Cavalaria Aérea pertencente à 1ª Divisão de Cavalaria do US Army, unidade que encontra-se atualmente operacional em Bagdá, no Iraque .

Fonte:  Tecnologia&Defesa

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Acidentes e Catástrofes Vídeo

Acidente

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Terrível acidente de um Mil mi 14

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Defesa Humor Vídeo

Humor:Sub Eagle

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O vídeo já é bem velhinho e creio que muitos já o conheçam, mas vale a pena ver novamente.

Sugestão Helder Pinto

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Geopolítica

Lula e Obama desfazem mal-entendido entre militares brasileiros e norte-americanos no Haiti

http://2.bp.blogspot.com/_fOJD67rCP10/Sb1JtLUm69I/AAAAAAAAVak/Fd03kiPX9HU/s400/lula+obama+4.jpgAgência Brasil  —  O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para desfazer o mal-estar envolvendo militares norte-americanos e brasileiros no Haiti, devastado por um terremoto no último dia 12. Durante o telefonema, Obama afirmou que “tudo não passou de um mal-entendido” e que se houvesse algum problema era para Lula se comunicar com ele.

Os norte-americanos reforçaram a presença na região central de Porto Príncipe, capital do país, e no aeroporto, dificultando a ação dos brasileiros.

A informação sobre o telefonema de Obama para Lula foi dada à Agência Brasil pelo assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia. Segundo ele, a conversa telefônica foi tranquila e o impasse está solucionado.

De acordo com Garcia, Obama assegurou a Lula que os militares norte-americanos cuidarão exclusivamente da ajuda humanitária e deixarão a parte de segurança com os brasileiros, que comandam a Força de Paz da Organização das Nações Unidas no Haiti desde 2004.

Não há mais problema algum. O que ocorreu foi uma ação isolada, provavelmente de algum oficial mais arrogante”, disse Garcia. Nos bastidores, militares brasileiros teriam se queixado de uma suposta estratégia dos militares dos Estados Unidos de divulgar que houve aumento de violência no Haiti para desmoralizar o trabalho das Forças Armados do Brasil.

O assessor especial da Presidência disse também que o governo brasileiro estuda a possibilidade de enviar nos próximos dias mais militares para o Haiti. Isso será definido durante reunião de Lula com os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e da Defesa, Nelson Jobim.

A ação dos militares brasileiros no Haiti, destacou Garcia, foi reconhecida internacionalmente. Isso, acrescentou, indica que as Forças Armadas do Brasil devem ser mantidas em Porto Príncipe e outras cidades. “Houve inúmeros elogios e reconhecimentos. Os militares brasileiros são respeitados e estimados. Isso é muito importante.”

As Forças de Paz das Nações Unidas no Haiti reúnem 7 mil homens, de 16 países. O Brasil mantém 1.266 militares em Porto Príncipe e outras regiões do país.
Sugestão e colaboração: Konner


Fonte:  Correio Braziliense

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Conflitos Defesa Geopolítica História Segurança Pública

EUA e UE manterão pressão sobre Irã em questão nuclear

http://s.wsj.net/public/resources/images/NA-BB863_IRAN1_G_20091109182053.jpg

EFE  —  A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e a chefe de diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, comprometeram-se a seguir pressionando o Irã diante da falta de transparência de seu programa nuclear.

Em entrevista conjunta com sua colega da UE, Hillary lamentou que o Irã não tenha respondido ao convite de diálogo da comunidade internacional, apesar da “crescente preocupação” relativa às intenções do programa nuclear iraniano.

“O Irã tem uma escolha muito clara: continua isolado ou respeita suas obrigações internacionais”, afirmou a secretária de Estado americana.

Hillary disse que a comunidade internacional “não se dará por vencida” e também não cederá na tentativa de evitar que o Irã desenvolva armas nucleares.

Ela adiantou que o grupo formado pelos cinco membros do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, China, França e Grã-Bretanha) e a Alemanha segue “unido” em sua determinação de pressionar o Irã.

“Acho que é importante enviar à liderança iraniana a mensagem de que o mundo atuará de forma conjunta”, advertiu Hillary.

Ashton, por sua parte, ressaltou que o Irã é “de grande importância” para o Velho Continente e reiterou a vontade europeia de continuar o diálogo com Teerã.

EUA e UE lideram os esforços para tentar convencer o Irã a abandonar seu projeto de enriquecimento de urânio em troca de incentivos.

O regime de Teerã insiste num programa nuclear civil com fins pacíficos, mas tanto Washington como Bruxelas temem que a afirmação seja uma fachada para desenvolver armas atômicas.


Sugestão e Colaboração: Konner

Fonte:  Terra

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Conflitos Defesa Geopolítica História Sistemas de Armas

Rússia pede explicações sobre mísseis perto de sua fronteira

http://www.discoverynews.org/medvedev.jpg

EFE  —  O governo russo espera que Polônia e Estados Unidos deem explicações sobre por que decidiram montar plataformas de lançamento de mísseis Patriot em território polonês perto da fronteira com a Rússia, declarou nesta sexta o ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov.

“Surge a pergunta de por que agem desta maneira, criando a impressão de que a Polônia se fortalece contra a Rússia. Esperamos receber explicações e depois analisaremos toda esta situação”, afirmou o ministro em entrevista coletiva.

Lavrov admitiu que este é “um assunto bilateral” que Polônia e EUA negociavam há muito tempo, mas questionou por quais motivos decidiram levar estes mísseis para o nordeste polonês, perto da fronteira russa, e não para as proximidades de Varsóvia, como estava previsto inicialmente.

“Ainda não tenho a informação completa, mas caso se confirme (a mudança de local), perguntas surgem”, ressaltou.

Após o governo dos EUA abandonar seus planos de implantar na Polônia e na República Tcheca elementos de seu polêmico escudo antimísseis, que a Rússia considerava uma ameaça para sua segurança, Moscou também renunciou ao objetivo de instalar em resposta mísseis Iskander em seu enclave de Kaliningrado, no Mar Báltico.

Lavrov afirmou que a Rússia deseja manter com a Polônia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) “relações de confiança, baseadas no respeito mútuo de interesses”, mas reclamou de que a entidade não deixa seus planos de ampliação para o leste, que Moscou rejeita.

Em particular, Lavrov se mostrou incomodado com a possibilidade de que a Sérvia peça sua entrada na Otan, além da UE, mas admitiu que a decisão corresponde a seu povo e insistiu em que “a Rússia continua contrária à ampliação da Otan”.

O ministro se queixou de que os países aliados ignoram a proposta de Moscou de assinar um novo tratado de segurança europeia para referendar tudo o que foi estipulado entre Otan e Rússia em 1997, quando assinaram sua Ata Fundamental para suas novas relações, e que, na opinião de Moscou, a Otan descumpre.

Segundo Lavrov, a Otan não respeita o princípio do “caráter indivisível da segurança”, ou seja, que nenhum país deve fortalecer sua segurança às custas da dos demais.

“Se consideram que este critério só deve ser extensivo aos membros da Otan, então não são sinceros em suas afirmações de que na Europa não há, nem haverá linhas divisórias”, manifestou o ministro.

Portanto, a proposta russa de assinar um novo tratado de segurança procura “referendar em um sólido marco jurídico internacional tudo o que foi declarado pelos países ocidentais na década de 1990”, explicou Lavrov.


Sugestão e colaboração: Konner

Fonte:  Terra

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

EUA estudam fornecer aviões não tripulados ao Paquistão

http://www.aeronauticpictures.com/stock-photo/digital-photography/military-stock-photography/rq-1_mq-1_predator_uav_uas_stock-photography/n_stock-photo_rq-1_mq-1_predator_uav_drone_00001.JPG

EFE  —

O governo dos Estados Unidos estuda a possibilidade de munir o exército do Paquistão com aviões não tripulados sem poder de ataque para auxiliar no combate à insurgência.

“Estamos considerando (entregar ao Paquistão) alguns aviões não tripulados táticos”, disse o secretário de Defesa americano, Robert Gates, em entrevista divulgada hoje pelo canal Express TV.

Gates encerra hoje uma visita de dois dias ao Paquistão, onde teve reuniões com as principais autoridades militares e políticas.

Segundo a imprensa paquistanesa, Washington poderia fornecer cerca de dez aviões do modelo Shadow, muito menos sofisticado que os Reaper e Predator comumente utilizados pelos EUA na fronteira entre Paquistão e Afeganistão.

Quase 100 ataques de aviões espiões americanos foram registrados em território paquistanês desde 2008.

A frequência das ações aumentou desde que o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou uma nova estratégia para o Afeganistão e a região.


Sugestão e  colaboração: Konne

Fonte:  Terra

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Conflitos Geopolítica História

Guerra do Iraque foi ilegal

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b2/Iraq_war_protest_jan27c.jpg

Timothy BANCROFT-HINCHEY

PRAVDA  —  Um inquérito exaustivo realizado por um organismo independente na Holanda, determinou que não havia qualquer fundamento no direito internacional para a guerra no Iraque, o que significa que aqueles que a executaram, que estavam por trás da destruição arbitrária do Estado do Iraque e inúmeros massacres e violações dos direitos humanos levadas a cabo durante a campanha desde 2003, são criminosos de guerra.

O Relatório de Davids, um documento de 551 páginas divulgado ontem, é uma exaustiva investigação independente realizada na Holanda para examinar a participação do Governo Holandês na guerra no Iraque. Sua conclusão é tão cristalina quanto é simples de entender: não havia base no direito internacional para esta guerra.

Conclui que as resoluções da ONU passadas na década de 1990 não fornecem uma base jurídica para a guerra e que “a ação militar não tinha mandato seguro no direito internacional”. Mais afirmou que o Governo holandês foi bastante influenciado por “provas” produzidas pelos Governos britânico e dos E.U.A. na altura, embora os E.U.A. abandonou a tentativa de obter uma resolução das Nações Unidas em separado fornecendo um mandato para a guerra, quando se tornou aparente que o Conselho de Segurança da ONU não iria concedê-la . De facto, em 2004, o ex-secretário-geral Kofi Annan declarou que a guerra era ilegal.

As questões jurídicas
Artigo 2 º, parágrafo 4 º da Carta das Nações Unidas: “Todos os membros devem abster-se nas suas relações internacionais da ameaça ou uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outro modo incompatível com os Propósitos das Unidas Nações “.

Sobre as disposições que permitem que uma nação vá para a guerra, o artigo 51: “Nada na presente Carta prejudicará o direito inerente de legítima defesa individual ou coletiva, se ocorrer um ataque armado contra um membro das Nações Unidas, até que o Conselho de Segurança tome medidas necessárias para manter a paz e a segurança internacionais. Medidas tomadas pelos Membros no exercício desse direito de legítima defesa serão comunicadas imediatamente ao Conselho de Segurança e não devem afetar de modo algum a autoridade e a responsabilidade do Conselho de Segurança no âmbito da presente Carta de tomar a qualquer momento, as medidas que considere necessárias a fim de manter ou restabelecer a paz e a segurança internacionais “.

A questão da a uto-defesa não estava em causa, porque O Iraque nem cometeu nenhum acto de guerra contra os E.U.A./Reino Unido e os países sicofantas que apoiaram este ultraje, nem a segurança internacional foi posta em risco, porque as alegações de que o Iraque tinha armas de destruição maciça eram mentira.

As tentativas de usar as resoluções da ONU 678 e 687 (1991) como base para a guerra foram igualmente infundadas, já que em qualquer caso em que a guerra é travada, uma resolução separada do Conselho de Segurança é necessária. Por quê é que o Reino Unido insistiu que os E.U.A. procurasse tal resolução, e por quê Washington tentou obtê-la?

No que se refere a Resolução 1441, Artigo n º 3 instrui o Iraque para “proporcionar à UNMOVIC, a AIEA e o Conselho … em um momento exato, o relatório completo e integral de todos os aspectos dos seus programas para desenvolver armas químicas, biológicas e nucleares, mísseis balísticos e outros sistemas de distribuição.” O Iraque imediatamente produziu tal relatório, de 12.000 páginas.

Nos termos do Artigo n. º 4, “violação de facto será relatada ao Conselho para avaliação em conformidade com os parágrafos 11 e 12 abaixo”. Violação de facto não foi relatada ao Conselho, ao contrário, as equipas de inspecção tinha afirmado que o Iraque estava cooperando e que precisavam de mais tempo para desempenhar as suas funções determinadas pela Resolução 1441.

O “acesso imediato e sem restrições, incondicional e irrestrito” garantido nos termos do § 5 º 1441 tinham sido cumpridas pelo Iraque. N º 10 “Solicita a todos os Estados-Membros a dar total apoio a UNMOVIC e à AIEA no exercício dos seus mandatos, inclusive, fornecendo as informações relacionadas com os programas proibidos ou outros aspectos dos seus mandatos”.

Os Estados Unidos da América não apresentadou qualquer material desta natureza para além do absurdo conjunto de mentiras e fabricações apresentado ao Conselho de Segurança da ONU por Colin Powell, que se referiu a “excelentes relatórios de inteligência estrangeira”, que acabou por ser não mais do que uma tese de 1991 copiado e colado da internet pel os serviços secretos britânicos e vagas e absurdas referências sobre as ligações entre o regime Ba’ath de Saddam Hussein e Al-Qaeda. Será que alguém se lembra do pequeno detalhe de que Saddam Hussein e Osama bin Laden estava em extremos opostos do espectro e se odiavam?

Além disso, nos termos do § 12 da Resolução 1441, caso o disposto no n. º 4 (não cumprimento em cooperar plenamente com esta resolução irá constituir violação material, que não era o caso) ou N º 11 (interferência com o processo de inspeção ou inobservância do processo de desarmamento, também não é o caso), não serem cumpridas, o Conselho de Segurança “decide convocar imediatamente … para considerar a situação e a necessidade de cumprimento integral de todas as resoluções pertinentes do Conselho a fim de garantir a paz e a segurança internacionais”.

Nenhuma das disposições acima foram cumpridas e não houve, portanto, um único artigo, parágrafo ou alínea no respectivo direito internacional relativos à questão que previa um pingo de prova que justificasse qualquer acção militar. George W. Bush e seu regime, Anthony Blair e o seu Governo e os lacaios nojentos que se arrastaram em torno das suas botas, são criminosos de guerra e devem ser julgados em um tribunal de justiça pelos seus crimes.

Sugestão: Konner

Fonte:  Pravda

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Geopolítica História

Estudo aponta o Brasil como a 5ª economia em 2030

http://bligoo.com/media/users/4/217332/images/public/22222/CristoRedentor.jpg

O Brasil será a quinta maior economia do mundo em 2030, pelos cálculos da PricewaterhouseCoopers, divulgados na última quinta-feira (21), em Londres. Até lá, o país terá ultrapassado gigantes como Alemanha, Reino Unido e França. Os prognósticos econômicos indicam ainda que até 2020 o PIB (Produto Interno Bruto) do grupo de sete maiores emergentes – chamado E-7 e formado por China, Índia, Brasil, Rússia, México, Indonésia e Turquia – será maior do que o do G-7. Cinco das 10 maiores economias, até 2030, serão países hoje tidos como emergentes.

O relatório leva em consideração o ritmo de crescimento e a valorização média das moedas de cada país para traçar perspectivas de médio e longo prazos. Para a PricewaterhouseCoopers, E-7 e G-7 terão pesos equivalentes por volta de 2019. A diferença de riquezas vem caindo – em 2000, o PIB dos sete países mais ricos do mundo era o dobro dos países hoje considerados emergentes pela consultoria – e, este ano, deve sofrer sua maior redução: 35%. Após a ultrapassagem, a distância seguirá aumentando: em 2030, o E-7 será 30% mais rico que Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália (G-7).

O relatório, assinado pelo diretor de Macroeconomia da PwC, John Hawksworth mostra que entre os reposicionamentos, três chamam mais atenção: a China, que ultrapassa os EUA, a Índia, superando o Japão, e o Brasil deixando para trás todos os gigantes europeus.

– Em 2030, nossas projeções sugerem que o top 10 global do ranking de PIB terá a liderança da China, seguida dos Estados Unidos, Índia, Japão, Brasil, Rússia, Alemanha, México, França e Reino Unido.

Outra constatação do estudo é que a economia indiana crescerá mais rápido que a chinesa na década de 20.

Ian Powell, economista da PwC diz que essa mudança já é certa.

– A influência do E-7 já é enorme e esta análise mostra que a questão não é se o E-7 ultrapassará o G-7, mas quando.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Sugestão e colaboração: Lucas Urbansky e Konner


Fonte:R7

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Conflitos Geopolítica História Segurança Pública

AS GUERRAS DO FUTURO

http://coloradoright.files.wordpress.com/2008/03/nuclear-terrorism.jpg

Gustavo Alberto Trompowsky Heck

A conquista e a posse soberana de territórios foram determinantes nas guerras do passado. Na atualidade, esse tipo de conflito é menos frequente, devido em parte ao desenvolvimento do direito internacional e à criação de instâncias jurídicas que passaram a regular os contenciosos territoriais.

Nos tempos modernos, as novas formas de colonização, baseadas no domínio financeiro e de capitais, na expansão das empresas transnacionais e do mundo virtual, o domínio territorial, em sua forma clássica, parece ter cedido sua importância.

Alvin e Heidi Toffler falam que as disputas dos próximos anos se darão em função de questões ligadas ao meio ambiente; à emigração; ao narcotráfico; à violação dos direitos humanos; à propriedade intelectual; à venda de armas e, o terrorismo.

A origem desses novos conflitos – pós-guerra fria – não estará associada a questões de ordem ideológica, mas sim à incessante busca por recursos naturais; por movimentos separatistas e nacionalistas (grupos étnicos desejosos em obter o seu próprio espaço); guerras revolucionárias (imposição de uma ideologia política); lutas pela democracia; anticolonialismo e outros.

O que parece real e concreto, como mostrou Michael Klare, é que as contendas do futuro estarão associados à posse e controle de recursos econômicos vitais para a indústria e o bem estar da sociedade. Por isso mesmo Pascal Boniface, ao concordar com Klare, enfatiza que os enfrentamentos do futuro serão: a guerra pela água, a guerra pelo meio ambiente e a guerra pela fome.

Para muitos estrategistas, nos próximos 25 anos, a principal causa de conflitos entre vários países será pela água. Segundo estudo da ONU, até 2030 países que compartilham as mesmas bacias hidrográficas e rios entrarão em guerra, principalmente na África. Cerca de 3,9 bilhões de pessoas no mundo poderão sofrer com a falta de água até 2030, 1,7 bilhão a mais do que hoje. Isso representa 47% da população mundial estimada para 2030. E, embora as projeções sejam mais dramáticas para nações pobres, 2,2 bilhões dessas pessoas estarão distribuídas no chamado BRIC (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China).

Assim, e levando em conta as observações e projeções anteriores, o chamado TO (Teatro de Operações) das “guerras do futuro” deverá localizar-se em regiões como: norte da América do Sul (petróleo, água e madeira); África Central (petróleo e madeira); Golfo Pérsico (petróleo), sul e sudeste da Ásia, Indonésia e ilhas do pacífico.

Nesse sentido, o Brasil, em razão da sua posição geoestratégica, de seus incontáveis recursos – maior reserva de água doce do planeta, fontes alternativas de energia e sua extraordinária capacidade de produzir alimentos – será um ator importante em qualquer dos cenários exploratórios que se venha a construir sobre os possíveis conflitos do século XXI.

Nosso país, mais do que nunca, precisa estar preparado para defender sua soberania de forma responsável, tendo em conta a tendência, ora observada, da internacionalização de certos temas – como é o caso da questão ambiental – o que poderá justificar, mais adiante, o chamado “dever de ingerência” por parte de algumas nações ou blocos.

“O Brasil precisa de uma estrutura de defesa compatível com seu novo papel de destaque no cenário internacional”, como coloca Nelson Jobim. O que se espera, com absoluta certeza, é que a nova Estratégia Nacional de Defesa se torne uma realidade concreta.

Gustavo Alberto Trompowsky Heck é membro do Corpo Permanente da Escola Superior de Guerra (ESG) e Assessor do Colégio Interamericano de Defesa (CID)

Sugestão e colaboração: Konner

Fonte:  Reservaer

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Acidentes e Catástrofes Defesa

Marinha do Brasil enviará quatro helicópteros ao Haiti

http://www.airfln.com.br/admin/upload/N-7074_22NOV07_LOGO.jpgSugestão e colaboração: konner

A notícia foi publicada nesta madrugada na ALIDE:

ALIDE apurou hoje que a Marinha do Brasil enviará um de seus navios para se juntar à frota de navios internacionais que apóia os esforços de assistência ao país caribenho vitimado por terremoto. O NDCC Almirante Saboia (G-25) deixará a Base Naval do Rio de Janeiro “o quanto antes”, levando além de equipamentos pesados para a tarefa de reconstrução do Haiti, dois helicópteros nos seus dois convôos. Irão neste navio um Esquilo (do Esquadrão HU-1) e um Super Puma (do HU-2), além de mais de 30 militares dos dois esquadrões para compor o seu Destacamento Aéreo Embarcado (DAE). O navio deixa o Brasil sem ter uma data certa para seu retorno, mas os esquadrões envolvidos estão levando suprimentos, peças de reposição e pessoal especializado para permitir pelo menos 60 dias de operações longe da Base Aeronaval de São Pedro d`Aldeia. Se a duração desta missão se alongar para além deste prazo, mais material de reposição e pessoal terá que ser enviado para o Caribe. Entre o pessoal de manutenção que irá no navio, estarão técnicos treinados na realização de inspeções regulares mais profundas que, normalmente, só são realizadas em terra e que ocorrerão embarcadas pela primeira vez.

http://www.airfln.com.br/admin/upload/MA7082_27MAY06_1024_LOGO.jpg

Em paralelo, outro par de Esquilo e Super Puma será embarcado no porta aviões italiano Cavour que passará por Fortaleza entre os dias 27 e 28 próximos. O Cavour embarcará também um time de médicos e enfermeiros da Marinha para realizar cirurgias e atendimentos médicos mais complexos nos haitianos vitimados pela tragédia. Os helicópteros brasileiros só devem chegar a bordo quando o navio italiano já estiver saindo, a umas 10/15 milhas náuticas do porto cearense.

Fonte: Voo Tático

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Acidentes e Catástrofes Defesa

Haiti: Notícias de hoje

http://www.ijdh.org/images/headline6-5-07.jpgExército prepara retomada de favela

Inteligência já tem informações sobre criminosos que fugiram da prisão

Gilberto Scofield

PORTO PRÍNCIPE. O serviço de inteligência das Forças Militares do Brasil no Haiti já começou o trabalho de localização dos cerca de três mil criminosos que fugiram da Penitenciária Nacional de Porto Príncipe depois do terremoto e se refugiaram, em sua maioria, na favela de Cité Soleil (300 mil habitantes) e no bairro bastante destruído de Bel Air, no centro da capital. Segundo um comandante do Exército, a coleta de informações para a localização dos criminosos está sendo feita com discrição entre os moradores, e uma gigantesca operação de retomada da favela e de Bel Air acontecerá “tão logo a situação mais emergencial esteja superada”.

As Forças Armadas brasileiras têm pressa. Afinal, não apenas o comando militar – como também a população dos dois bairros – teme que estes criminosos se reagrupem e voltem a aterrorizar as duas regiões.

– A operação deve ter a magnitude que a situação exige – afirmou o comandante. – Estamos planejando a ação, que deverá ser do porte da retomada de Cité Soleil, iniciada em 2006. Os moradores estão tão temerosos de que volte o terror imposto pelos bandidos que estão nos ajudando com a localização dos criminosos e das armas roubadas dos guardas e escondidas após os tremores.

Cité Soleil foi organizada para servir de moradia para os trabalhadores de uma Zona de Processamento de Exportações (ZPE) e logo virou uma gigantesca favela com a chegada em massa de camponeses. A situação degenerou com a formação de gangues que aterrorizavam a população com brigas constantes.

Em 1991, com o golpe que derrubou o presidente Jean-Bertrand Aristide, a ZPE foi fechada e a pobreza no lugar aumentou. Ali, Aristide tinha sua maior base de apoio. A escalada da violência afugentou a polícia e os serviços públicos da favela, que virou território dos bandidos. Em 2004, a ONU enviou uma missão de paz para estabilizar o país e, em 2006, as forças estrangeiras e a polícia haitiana invadiram a favela, mataram ou prenderam os principais bandidos e permitiram que alguns serviços do governo de René Préval fossem prestados.

– Não podemos deixar que volte ao que era. Os moradores não querem – diz Michel Maria Marcelie, da ONG Movimento de Organização de Cité Soleil e moradora da favela.

A operação de pacificação de Cité Soleil é considerada uma das mais importantes vitórias do comando brasileiro no Haiti e do governo Préval. A inteligência brasileira tem informações de que sete dos mais famosos bandidos que voltaram para a favela foram mortos pelos moradores, alguns com a mesma crueldade que costumavam usar para torturar a população.

– Temos informações de bandidos degolados e queimados vivos por moradores. Alguns policiais à paisana mataram outros a tiros, mas as informações ainda precisam ser checadas – disse o comandante. – O nível de indignação dos moradores é alto e há consenso de que a situação caótica de antes não pode voltar.

Fonte: CCOMSEX

http://www.correiobraziliense.com.br/files/portlets/318/haiti600.jpg

Brasil “marca posição” em território dos EUA

País organiza megaoperação de entrega de alimentos em frente a palácio presidencial, que virou base de atuação americana; “É muito importante que haja a percepção do trabalho do Brasil”, diz comandante da Minustah, que chefiou pessoalmente a distribuição

FÁBIO ZANINI
ENVIADO ESPECIAL A PORTO PRÍNCIPE

Numa tentativa de responder à crescente visibilidade das tropas americanas no Haiti, o Brasil, que comanda militarmente a Minustah (missão de paz da ONU no país), montou ontem uma grande operação de distribuição de cestas básicas às vítimas do terremoto com objetivos assumidamente propagandísticos.

Pela manhã, 30 carros do contingente brasileiro da Minustah tomaram a avenida em frente ao principal símbolo da ruína do Estado haitiano, o palácio presidencial, em destroços desde o tremor.
É nos arredores do prédio que se reúne parte dos americanos. Helicópteros da Marinha dos EUA pousam e decolam do gramado do palácio a todo momento, recolhendo feridos e os encaminhando a um navio-hospital ancorado na costa de Porto Príncipe.

O Brasil planejava o evento havia alguns dias. Ontem, não economizou em estrutura. Ao amanhecer, nove blindados (sete Urutus, do Exército, e dois Piranhas, da Marinha) foram enfileirados ao longo de uma quadra, como se estivessem numa feira militar. Cerca de 220 militares brasileiros fortemente armados ajudavam na organização da interminável fila de haitianos que rapidamente se formou.
De dentro de caminhões, sacolas contendo leite em pó, açúcar, sardinha, presunto e biscoitos (doação do governo brasileiro) eram descarregadas pelos soldados e repassadas às mãos dos haitianos.
No total, dez toneladas de comida e 22 mil litros de água foram distribuídos durante cerca de duas horas.

http://www.correiobraziliense.com.br/files/app/noticia182/2010/01/23/168538/20100123090544631424u.jpgUma grande bandeira brasileira foi pendurada na caçamba do caminhão que distribuía as sacolas. Alguns metros adiante, um arame foi fixado num Urutu numa ponta e num caminhão na outra, formando uma espécie de varal. Ali foram estendidas, lado a lado, uma bandeira do Brasil e outra do Haiti.

Chefiando pessoalmente a operação, o comandante-geral da Minustah, o general brasileiro Floriano Peixoto, pedia a jornalistas para ser fotografado passando garrafas de água para as mãos de vítimas do terremoto. “Lamentavelmente, a imprensa tem dado pouco destaque à participação brasileira na ajuda humanitária”, declarou. Segundo ele, o palácio foi escolhido por seu poder simbólico. “É uma forma de marcar posição. É muito importante que haja a percepção do trabalho do Brasil”, afirmou.

Enquanto o general dava entrevista, um helicóptero americano lentamente se aproximou, vindo da região do porto, e deu um rasante sobre o gramado do palácio, levantando poeira. Depois, levantou voo de novo pouco antes de tocar o chão. Peixoto minimizou o gesto. “Não é nada, devem estar recolhendo algum ferido”, disse.

Segundo ele, não há competição por espaço. Como exemplo, citou o fato de uma operação de distribuição de alimentos conjunta com os EUA estar marcada para hoje -mais tarde, no entanto, o evento acabaria sendo cancelado.

Se há alguns dias o tom dos brasileiros era diplomático, hoje há sinais crescentes de irritação com os EUA. “É preciso que vocês [jornalistas] coloquem no jornal que o comando da Minustah está sendo feito por um general brasileiro, que sou eu, general Floriano Peixoto. Mais do que isso, estou também fazendo um trabalho político”, afirmou. A justificativa para a grande presença de equipamentos pesados, segundo ele, era a necessidade de organizar a distribuição.

Desde o terremoto, a praça em frente ao palácio presidencial virou um campo de refugiados improvisado. Centenas de tendas se armaram com vítimas em busca de ajuda ou pessoas que temem dormir debaixo de um teto -os tremores, a maioria de pequena intensidade, têm ocorrido todos os dias.

Pelo menos entre esse público, ontem enfrentando filas de mais de uma hora, o esforço do Brasil de mostrar quem é que manda surtiu efeito.

“Os americanos só querem achar mortos. Os brasileiros estão cuidando dos vivos”, disse Rick Rabel, 17. Para Jacob Fleulanvil, os americanos não fazem nada pelos haitianos. “Estão primeiro ajudando quem tem passaporte americano.”

Fonte: Notimp

http://english.people.com.cn/mediafile/201001/16/P201001161015162370116591.jpg

Buscas se encerram no Haiti, diz ONU; morte chegam a 111.499

BBC Brasil  —  O governo do Haiti declarou encerrada a fase de buscas e resgate de vítimas do terremoto que devastou o país na semana passada, segundo comunicado divulgado neste sábado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A decisão foi tomada mesmo após o resgate com vida, na sexta-feira, de duas novas vítimas, após passarem dez dias sob os escombros.

Uma das vítimas era uma mulher de 84 anos, retirada em estado grave das ruínas de sua casa na capital haitiana, Porto Príncipe, com uma severa desidratação e ferimentos profundos.

Segundo os membros da equipe que a resgataram, ela mal se mexia, tinha ferimentos por todo o corpo e vermes, que se alimentam de carne em decomposição. Ela foi levada ao hospital principal de Porto Príncipe.

Uma equipe de resgate israelense também retirou mais tarde um homem de 22 anos dos escombros de sua casa. Ele saiu debilitado, mas em condição estável, e contou ter sobrevivido bebendo a própria urina.

Ele ficou preso em um bolsão de ar criado pelos móveis de sua casa que caíram sobre ele quando o imóvel desabou.

111.499 mortes confirmadas
O Ministério do Interior haitiano divulgou nesta sexta-feira o número oficial de 111.499 mortes confirmadas no terremoto de magnitude 7 que atingiu a região da capital do país no dia 12 de janeiro.

Estima-se, porém, que o número final de mortos possa chegar a 200 mil.

Segundo o comunicado do Ministério do Interior, ao menos 193.891 pessoas ficaram feridas com o tremor, que afetou ao menos 3 milhões de pessoas, de acordo com estimativas da ONU.

Cerca de 610 mil pessoas estão desabrigadas e vivendo em campos improvisados na capital, segundo o governo. Na quinta-feira, o governo haitiano havia anunciado a transferência de 400 mil pessoas para campos de desabrigados em outras cidades do país menos afetadas.

Segundo a estimativa da ONU, mais de 130 mil pessoas desabrigadas já deixaram a capital, aproveitando as ofertas do governo de transporte gratuito para cidades no norte e no sudoeste do país.

Ajuda humanitária
O comunicado das Nações Unidas deste sábado afirma ainda que os esforços de ajuda humanitária deverão ser intensificados nas cidades afetadas pelo tremor.

Muitas vítimas do terremoto reclamam que a ajuda não tem chegado até elas. Em muitos campos de desabrigados, falta água potável, e a distribuição de alimentos é difícil.

Apesar disso, a vida em Porto Príncipe começa a voltar à rotina, com lojas abrindo e ônibus voltando a circular.

Mas as preocupações com segurança permanecem. Na sexta-feira, o chefe da polícia na região da favela Cité Soleil, Aristide Rosemont, apelou por ajuda para combater a violência na região, após relatos de saques e roubos.

Cerca de 5 mil prisioneiros conseguiram fugir da principal cadeia de Porto Príncipe durante o terremoto. Muitos deles seriam membros de gangues criminosas de Cité Soleil e teriam retornado à favela.

Sugestão colaboração: Konner

Fonte:  Terra

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Comunidade internacional desqualifica capacidade dos haitianos, diz antropólogo brasileiro

Haroldo Ceravolo Sereza
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O antropólogo Omar Thomaz avalia que a comunidade internacional está repetindo, neste momento de emergência no Haiti, erros que já ocorriam desde o início da ação da Minustah (Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti) – o principal deles é desconsiderar as instituições e organizações haitianas. Thomaz é professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e integrava um grupo de pesquisadores brasileiros que acompanhou de perto os primeiros momentos após o terremoto que destruiu Porto Príncipe, capital do Haiti, e provocou milhares de mortes.

“A comunidade internacional é autocentrada. Os personagens no terreno têm dificuldade em se relacionar com os políticos locais. Após o terremoto, ficou evidente que a Minustah não tem canal com a comunidade haitiana”, disse ele.

Um dos exemplos mais radicais dessa separação é o fato de os médicos haitianos não estarem integrados nas ações da ajuda internacional. “Por que as entidades internacionais não entram em contato com os médicos haitianos?”, pergunta.

Para Omar Thomaz, há uma espécie de “presunção” da comunidade internacional de que não há profissionais capazes no Haiti de atuarem como parceiros. “Isso está errado. Há comércio no Haiti, e foram os comerciantes locais que forneceram primeiramente os alimentos para a população. Aquilo que aparece na TV como caos é a comunidade haitiana tentando se organizar”, afirma.

Thomaz cita como exemplos de organização a Fokal, instituição mantida pela ex-primeira-ministra haitiana Michelle Pierre-Louis, que manteve a única biblioteca pública funcionando em Porto Príncipe após o terremoto, as cooperativas de camponeses nos arredores da capital, que mantiveram o fornecimento de hortaliças, e a Fokaze, uma organização de microcrédito, a Zanmi Lasante, organização que reúne médicos haitianos, e a Crose, uma coordenação regional de organizações do Sudeste do páis.

Para Thomaz, há “personagens intelectuais” haitianos agindo, e esses nomes têm de ser contatos e incorporados pela ajuda internacional. Para ele, também, a comunidade internacional não pode transformar o presidente René Préval num “banana”. “Isso não ajuda. Ele não é visto assim pelos haitianos”, diz. “Ele está ‘perdido’ porque perdeu quase todo o ministério no terremoto. Mas ele tem de fazer parte das decisões.”

O antropólogo reconhece que a margem de manobra das instituições haitianas é limitada. Mas afirma que a ajuda internacional só pode funcionar se elas forem incorporadas. “A ajuda chega ao aeroporto, mas não há quem a distribua. As organizações internacionais não conhecem o Haiti, mas os haitianos conhecem. É preciso deixar de ver os haitianos como vítimas passivas, eles são vítimas ativas. Não se pode fingir que não existem elites, que não existe universidade no Haiti. Isso é mentira.

Eleições
Thomaz acha que dificilmente ocorrerão as eleições legislativas que estavam previstas para o fim do mês de fevereiro.

Mas, segundo ele, a política haitiana vai ter de ser reorganizada. Boa parte dos senadores morreu na tragédia, bem como muitos ministros. Ou seja, Legislativo e Executivo foram duramente atingidos pelo terremoto.

“Para os haitianos, há uma percepção de que o cargo relevante mesmo é a Presidência da República”, afirma.

Na sua opinião, o ex-presidente Jean-Bertrand Aristide, não deve retornar ao país neste momento. Aristide chegou a declarar que gostaria de retornar ao Haiti para ajudar na reconstrução. “Aristide sabe que poderia provocar uma convulsão nesse momento. O país esta em carne viva. E ele sabe disso”, diz Thomaz.
Sugestão e colaboração: Konner

Fonte:  UOL