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SISCOMIS no Haiti

http://www.gaz.com.br/tratadas/noticia/71158/foto/gaz/grande/71158_palacio.jpg
Segundo notícias vindas de agências internacionais, a terrível tragédia que atinge o Haiti desde a tarde de terça-feira passada (12) destruiu grande parte do sistema de comunicações do país, um dos mais pobres do mundo. Ontem, circularam informações de que os contatos iniciais do governo do Brasil com a missão de paz brasileira no Haiti, a serviço da Organização das Nações Unidas (ONU), eram feitos por meio de “instrumentos de comunicação militar.” Trata-se do Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), operado pelo Ministério da Defesa e que possibilita transmissão de voz e dados numa área que se estende da Antártida até o Caribe.

Já há algum tempo, um terminal do SISCOMIS é operado do Haiti, permitindo o tráfego de informações entre o comando no país caribenho e o governo brasileiro. É possível que a disponibilidade do sistema do Ministério da Defesa tenha permitido a adoção de medidas rápidas por parte de Brasília (DF).

Apoio internacional
Algumas grandes operadoras de comunicações via satélite e organizações internacionais, como a Télécoms Sans Frontières (TSF) estão dando apoio material e técnico na tragédia. A TSF, por exemplo, enviou equipes com sistemas móveis de comunicações (terminais BGAN, da Inmarsat) e pequenos terminais terrestres para estabelecer redes de contato entre equipes de busca, resgate e apoio coordenadas pela ONU.
Fonte: Panorama Espacial

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Acidentes e Catástrofes Defesa

EUA enviarão milhares de soldados para ajudar o Haiti

http://www.britishskytours.com/images/USS%20BATAAN.jpg
USS Bataan será destacado juntamente com o USS Carl Vinson e se deslocará para as proximidades de Porto Príncipe

O presidente americano, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira que os Estados Unidos vão enviar até 5,7 mil soldados ao Haiti e criar um fundo de apoio de US$ 100 milhões para o país.

Segundo Obama, os militares dos Estados Unidos vão fazer uma “parceria” com os militares brasileiros no Haiti, que receberam elogios do presidente americano.

O tremor de 7 graus na escala Richter, ocorrido na terça-feira, devastou o país e teria deixado até 50 mil mortos, segundo a Cruz Vermelha haitiana.

Obama afirmou que será preciso tempo para que toda a ajuda chegue ao país, mas ela “está a caminho”, e acrescentou que está é uma das maiores operações de ajuda da história recente dos Estados Unidos.

O governo dos Estados Unidos informou que vai enviar até 3,5 mil soldados e 2,2 mil fuzileiros navais para ajudar as equipes de resgate no Haiti.

O primeiro grupo de cem militares americanos deve chegar nesta quinta-feira e outras centenas de militares devem começar a chegar na sexta-feira.

Vamos fazer uma parceria com as Nações Unidas e seus dedicados funcionários e soldados das tropas de paz, especialmente aqueles do Brasil, que já estão no país, devido aos seus esforços de pacificação excepcionais“, afirmou Obama.

Porta-aviões

Também nesta quinta-feira deve chegar à costa do país o porta-aviões USS Carl Vinson. Já o USS Bataan, que leva uma unidade expedicionária marinha, também está caminho do Haiti.

Clique Leia também na BBC Brasil: Ajuda humanitária começa a chegar ao Haiti

A secretária de Estado americana Hillary Clinton cancelou uma viagem que faria à Ásia por causa do terremoto.

Ela afirmou que dezenas de milhares de pessoas foram atingidas pelo terremoto no Haiti e dezenas de milhares de prédios desabaram.

“Será um esforço de longo prazo”, disse.

O ex-presidente americano Bill Clinton, enviado especial da ONU para o Haiti, disse ao jornal Washington Post que o terremoto foi “uma das grandes emergências humanas da história das Américas”.

Clique Veja na BBC Brasil: Fotos revelam choque após o tremor

Clinton e seu sucessor na Casa Branca, George W. Bush, vão liderar os esforços americanos de ajuda no Haiti, de acordo com informações da Casa Branca em Washington.

Corrida contra o tempo

Grupos de ajuda afirmam que está ocorrendo uma corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes nos escombros dos prédios que desabaram no Haiti.

As equipes de resgate e voluntários trabalhando no país precisam de equipamentos para levantar escombros mais pesados e cães farejadores para encontrar e retirar vítimas. Também são necessários medicamentos, alimentos e água.

“A prioridade é encontrar sobreviventes. Estamos correndo contra relógio”, disse Elisabeth Byrs, do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU.

Alguns aviões com ajuda dos Estados Unidos e uma equipe de resgate com 50 integrantes da China, junto com cães farejadores, conseguiram pousar em um aeroporto que está servindo a capital haitiana, Porto Príncipe.

Outros aviões com equipes de resgate e suprimentos, do Brasil, Canadá e Rússia, estão a caminho.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/ce/USS_Carl_Vinson_on_patrol_in_the_Pacific_2003-06-10.jpg

Fonte: BBC Brasil

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Acidentes e Catástrofes

Brasil deflagra plano emergencial de socorro ao Haiti

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Brasil define estratégia de ajuda ao Haiti

Porto Príncipe (Haiti), 14/01/2010 – O governo brasileiro inicia nesta quinta-feira (14/01) um plano emergencial para enfrentar os cinco problemas mais graves detectados pelas autoridades brasileiras que atuam no Haiti, atingido por forte terremoto na última terça-feira: sepultamento dos mortos; socorro médico aos feridos; remoção de destroços; reforço da segurança nas operações; e distribuição de suprimentos, principalmente água e comida.

O Plano foi traçado em reuniões do ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, e representantes de órgãos do governo brasileiro que integram sua comitiva em viagem ao Haiti, com o general brasileiro Floriano Peixoto, que comanda a Força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), a Minustah, formada por aproximadamente 7 mil homens de diversos países. Deste total, 1.266 formam o Batalhão Brasileiro (Brabatt), comandado pelo Coronel João Batista Carvalho Bernardes.

O Plano foi elaborado também com a participação do embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, da embaixatriz Roseana Kipman, do ministro-interino da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Rogério Sotili, e do representante do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Neto, entre outros.


O ministro Jobim, após receber uma avaliação da situação em Porto Príncipe das autoridades brasileiras, explicou que tinha sido enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para avaliar a situação e estabelecer uma estratégia de auxílio, após as ações de emergência adotadas nos primeiros momentos da tragédia. Jobim observou que a população associa a missão de paz ao Brasil, mais que aos organismos internacionais.

Portanto, caberia ao Brasil empreender suas próprias iniciativas, possíveis de serem realizadas com seus próprios meios, e paralelamente buscar reforço dos demais países e organismos internacionais. A avaliação é que, como o terremoto matou integrantes da ONU e de outros setores que atuam no Haiti, pode haver alguma demora na resposta desses organismos. “Não podemos esperar; se há problemas, temos de passar por cima dos problemas”, disse Jobim. Nesta quinta-feira o ministro discutirá o plano com o presidente do Haiti , René Préval, e com líderes religiosos.

O ministro Jobim e os comandantes do Exército, General Enzo Peri, e da Marinha, Almirante Moura Neto, também visitaram as tropas atingidas pelos desabamentos. Muitos estavam feridos e outros deprimidos pela perda de companheiros. “Sabemos do trabalho que vocês realizam aqui, a embaixatriz nos contou do empenho com o qual vocês ajudam nas atividades sociais. Viemos trazer os nossos parabéns e os nossos agradecimentos, e esperamos a pronta recuperação de vocês”.

Nesta manhã, Jobim fez relato das medidas ao presidente Lula e recebeu deste a informação de que serão enviados 50 bombeiros e cães farejadores.

Essas são os principais ações:

1) Escombros – O Batalhão de Engenharia do Exército deverá receber reforço de 15 engenheiros e equipamentos pesados da construtora OAS, que realiza obras no Haiti e se ofereceu a ajudar nas ações emergenciais. As equipes trabalharam na remoção de escombros de prédios destruídos, para liberar o trânsito, e para resgatar corpos e feridos ainda vivos. A obstrução das ruas no primeiro dia impediu o deslocamento de máquinas para os pontos de maior gravidade, onde o socorro só podia ser feito por civis e militares que chegavam a pé. Também serão enviados 50 bombeiros brasileiros, com caes farejadores;

2) Atendimento médico – Há um colapso nos serviços de saúde, já que os hospitais também desmoronaram. Em frente do batalhão brasileiro há um acampamento de pessoas que buscam socorro. Diante das limitações de meios, os militares brasileiros socorreram as que apresentam maior gravidade e montaram um hospital de emergência sob a cobertura de uma garagem. Nesse cenário de guerra, iluminado por holofotes de emergência, cerca de 70 pessoas são atendidas dia e noite por médicos militares. Algumas estão mutiladas.

De imediato, foi determinado à Aeronáutica o envio de um Hospital de Campanha, operado por 40 profissionais de saúde e com mil metros quadrados. A expectativa é de que seja embarcado nesta quinta-feira, do Rio de Janeiro. Também deverá ser enviado hospital de campanha da Marinha. O Ministério da Saúde também já embalou kits de medicamentos para atendimento básico de 10 mil pessoas e, a partir das avaliações da comitiva, complementará com outros produtos. Foi solicitada também às autoridades americanas ajuda imediata com medicamentos e também o envio de médicos e hospitais de campanha.

3) Corpos – Há grande preocupação com a existência de cadáveres abandonados nas ruas, o que pode provocar epidemias. Algumas pessoas estão sepultando seus mortos em encostas, com risco de exposição dos cadáveres nas chuvas. As autoridades brasileiras irão propor ao governo haitiano que indique uma área para instalação de um cemitério, para que os engenheiros brasileiros ajudem nos sepultamentos.
Um cuidado especial será tomado com os praticantes do Vodu, religião com forte presença no Haiti. Os parentes não aceitam que toquem em seus mortos enquanto não forem concluídos seus rituais. Nesse caso, a saída será os engenheiros abrirem as covas no novo cemitério e oferer aos familiares para que eles próprios procedam os rituais e o sepultamento naquele local, em condições sanitárias adequadas.

Os brasileiros mortos estão em câmara frigorífica do Brabatt. A ONU cuida dos procedimentos burocráticos necessários ao traslado para o Brasil. O procedimento é necessário para evitar que haja atrasos na tramitação dos processos de indenização às famílias.

4) Suprimentos – Há falta de água e comida para a população. O Brasil começa hoje a enviar ajuda ao Haiti e outros países prometem o mesmo. Mas é necessário montar uma estrutura de armazenamento e distribuição dos alimentos. Ainda hoje o Brabatt deverá concluir levantamento de áreas para armazenamento e de pontos de distribuição nas comunidades.

5) Segurança – Será necessário reforçar a segurança dos comboios de ajuda humanitária e de distribuição de alimentos e de ajuda médica. A avaliação é que, com o agravamento da situação, a população desesperada possa saquear os comboios e invadir os hospitais de campanha, o que paralisaria o trabalho de socorro. Mesmo antes do terremoto, já fazia parte da rotina dos militares fortalecer a segurança das equipes que distribuiam comida e brinquedos nos eventos em Porto Príncipe.

Texto: José Ramos
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa

Fonte: Ministério da Defesa

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Especial: Haiti atualizações e pedidos de ajuda

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Como ajudar com doações?

Os brasileiros que quiserem ajudar as vítimas do terremoto, por enquanto, só podem fazer doações em dinheiro. De acordo com o Ministério de Relações Exteriores, ainda não existem informações suficientes sobre a situação do Haiti de forma a permitir a doação de alimentos. Por isso, as ONGs e instituições que tomaram a iniciativa de ajudar o país só estão recebendo contribuições em dinheiro.

A ONG Viva Rio, que possui cerca de 400 funcionários em Porto Príncipe, sendo nove brasileiros, abriu ontem uma conta no Banco do Brasil para receber doações em dinheiro, que serão usado para ajudar as vítimas do terremoto. Os depósitos podem ser feitos na conta número 5113-6, da agência 1769-8.

A Cáritas, instituição ligada à Arquidiocese do Rio, também iniciou campanha arrecadação de fundos. Quem quiser participar pode fazer depósito na conta número 48500-4, da agência 0814-1, do Banco Bradesco.

Já o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) está recebendo doações na conta de número 14526-84, da agência 1276 do HSBC.


http://www.inforel.org/fotoNoticia/Haiti%204%20026.JPG

Terremoto no Haiti – Complemento

Atualizando as informações transmitidas no dia 13 de janeiro, a propósito da tragédia ocorrida no Haiti, o Comando do Exército informa que o número de vítimas entre os militares brasileiros é o seguinte:

Foram confirmados os óbitos de 13 (treze) militares do BRABATT:

– 1º Tenente BRUNO RIBEIRO MÁRIO;

– 2º Sargento DAVI RAMOS DE LIMA;

– 2º Sargento LEONARDO DE CASTRO CARVALHO;

– 3º Sargento RODRIGO DE SOUZA LIMA;

– Cabo DOUGLAS PEDROTTI NECKEL;

– Cabo WASHINGTON LUIS DE SOUZA SERAPHIN

– Soldado TIAGO ANAYA DETIMERMANI;

– Soldado ANTONIO JOSÉ ANACLETO;

– Soldado FELIPE GONÇALVES JULIO; e

– Soldado RODRIGO AUGUSTO DA SILVA, todos do 5º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena-SP.

– Cabo ARÍ DIRCEU FERNANDES JÚNIOR e

– Soldado KLEBER DA SILVA SANTOS; ambos do 2º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em São Vicente-SP.

–       – Subtenente RANIEL BATISTA DE CAMARGOS, do 37º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lins-SP.

Um militar da MINUSTAH:

– Coronel EMILIO CARLOS TORRES DOS SANTOS, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília-DF.

http://www.sangueverdeoliva.com.br/onu/images/Brabatt/16/07.jpg

Brasileiro em alto posto da ONU está desaparecido

Cristina Azevedo

Entre os desaparecidos no trágico terremoto está o representante especial da ONU para a Missão de Estabilização do Haiti (Minustah), Luiz Carlos da Costa,(ao centro da foto) que, segundo o chanceler Celso Amorim, era o brasileiro que ocupava posto mais alto nas Nações Unidas em todo o mundo. Mês passado, ao saber de sua indicação para o Prêmio Faz Diferença, do GLOBO, como um dos três brasileiros que se destacaram no exterior no ano passado, ele reagiu entusiasmado. E relembrou os primeiros dias na ONU, a delicada experiência na Libéria até chegar ao trabalho no Haiti, lidando com assuntos tão diversos quanto a organização das eleições e a desmobilização dos rebeldes. Foi esse interesse que ao longo dos anos transformou o jovem mensageiro Luiz Carlos da Costa num brilhante funcionário da ONU.

Por telefone, Luiz Carlos lembrou bem-humorado os dias em que entregava documentos nos escritórios do edifício da ONU, em Nova York, e como o que era um trabalho temporário deu origem a uma carreira. E entre os principais momentos dela está a missão na Libéria, que comandava interinamente quando a Nigéria decidiu extraditar o ex-presidente liberiano Charles Taylor, acusado de crimes contra a Humanidade, e que deveria ser enviado a um tribunal especial da ONU em Sierra Leoa.

A habilidade política demonstrada na operação o credenciou para um país em convulsão: o Haiti, onde se tornou o representante especial adjunto da ONU na Missão de Estabilização. A experiência na África foi fundamental para ajudar na coordenação das operações envolvendo militares e civis, contou ele ao GLOBO em dezembro.

Além disso, encontram-se desaparecidos 04 (quatro) militares que estavam no Quartel da MINUSTAH (Hotel CRISTOPHER);

– Cel JOÃO ELISEU SOUZA ZANIN, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília-DF;

– Ten Cel MARCUS VINICIUS MACEDO CYSNEIROS, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília-DF;

– Maj FRANCISCO ADOLFO VIANNA MARTINS FILHO, do Departamento-Geral do Pessoal, sediado em Brasília-DF; e

– Maj MÁRCIO GUIMARÃES MARTINS, do Comando da Brigada de Infantaria Paraquedista, sediada no Rio de Janeiro-RJ.

Há 12 (doze) feridos que serão repatriados para o Brasil e 02 (dois) outros militares foram evacuados para a República Dominicana.

Lula e Obama articulam ajuda ao país via ONU

Presidentes conversam por telefone e decidem convocar reunião para arrecadar recursos. Jobim viaja para o Haiti

Chico de Gois, Catarina Alencastro, Luiza Damé e Demétrio Weber

BRASÍLIA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou ontem, por telefone, com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e sugeriu que os dois, junto com a ONU, convoquem uma reunião dos países doadores para arrecadar recursos necessários à reconstrução do Haiti. Segundo Lula, Obama concordou com a proposta e deverá se reunir hoje com o ex-presidente Bill Clinton, enviado especial da ONU para o Haiti, a fim de tratar do assunto.

– Nós concordamos que precisamos trabalhar de forma conjunta para que a gente possa agilizar todo o trabalho que for possível fazermos para minimizar o sofrimento do povo do Haiti. Todos temos que priorizar, neste momento, a ajuda ao Haiti – disse Lula.

Na sequência, segundo Lula, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, deverá conversar com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, para acertar a atuação dos dois países.

Imagesn do momento em que o terremoto se abateu sobre o Haiti

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http://2.bp.blogspot.com/_BBsGuUa7Ydc/SiXA2odcaTI/AAAAAAAAAM4/CQapSVTORaY/s400/luto.jpgLula decreta luto oficial de três dias

O governo brasileiro vai enviar 28 toneladas de alimentos e mantimentos para ajudar as vítimas do terremoto no Haiti. Ontem, o primeiro avião deveria decolar do Rio com 13 toneladas. Além disso, de acordo com Amorim, o Brasil irá colaborar com US$15 milhões.

A ideia é somar esforços e mobilizar a comunidade internacional. Em discurso no Itamaraty, na solenidade de assinatura dos compromissos para a Copa de 2014, Lula pediu aos governadores que também se mobilizem. Ele afirmou que o governador do Rio, Sérgio Cabral, ofereceu um hospital de campanha.

– Hoje poderia ser uma dia de muita alegria, mas é um dia de tristeza. Tivemos um começo de ano um pouco triste com os deslizamentos em Angra dos Reis, com mortes no Rio, em São Paulo e outras cidades por causa das chuvas. E ontem fomos pegos por outra notícia que nos deixa inconformados – disse Lula, referindo-se ao terremoto no Haiti. – O Haiti é o país mais pobre (das Américas). Tem uma série de problemas não resolvidos. E aquele povo não merecia mais essa desgraça.

Lula pediu um minuto de silêncio em homenagem aos mortos e decretou luto oficial de três dias.

Além do avião que transportou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a Força Aérea Brasileira (FAB) destinou oito aeronaves para enviar ajuda humanitária às vítimas. Além disso, serão enviados material de saúde e barracas para abrigar quem perdeu suas casas. O Ministério do Desenvolvimento Social acredita que o país tem condições de enviar 600 toneladas de leite em pó.

O Ministério da Defesa divulgou que a FAB está preparada para fazer uma ponte aérea Brasil-Haiti. Jobim disse que a principal dificuldade da ajuda humanitária a ser prestada era a distribuição interna dos mantimentos, já que a cidade estava coberta por escombros e a locomoção só estava sendo possível a pé.

Amorim, que permaneceu no Itamaraty até a madrugada de ontem, reuniu-se com Lula pela manhã. Ele admitiu que as dificuldades de comunicação com o Haiti impediam um relato mais apurado da situação.

A reunião com Lula contou com a presença dos ministros Jorge Félix (Segurança Institucional), Nelson Jobim (Defesa), Dilma Rousseff (Casa Civil), Franklin Martins (Comunicação Social), e do secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, João Reis Santana Filho.

Depois da reunião, Jobim, os comandantes do Exército, general Enzo Martins Peres, e da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, o secretário-executivo da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Rogério Sotilli, e um representante do Ministério da Saúde embarcaram rumo a Boa Vista (RR) e, de lá, seguiriam para o Haiti. O embaixador brasileiro no Haiti, Igor Kippman, que passava férias no Brasil, acompanhou o grupo.

Amorim disse que o Itamaraty decidiu reforçar a embaixada na República Dominicana, que faz fronteira por terra com o Haiti, enviando mais funcionários, uma vez que a sede brasileira na capital haitiana sofreu rachaduras e precisou ser esvaziada.

‘Rezem pelo Haiti e por todos aqui’

O prédio da embaixada (brasileira) está interditado, com grande risco de desabar. Era em pleno horário de serviço e quase todos estávamos dentro quando tudo começou a ruir. Todos sobrevivemos, mas a situação do país é uma catástrofe indescritível. As fotos falam por si. Há destroços e cadáveres pelas ruas. Estamos com graves dificuldades de comunicação. Estamos de plantão no Centro Cultural em Petionville tentando contato com os brasileiros civis residentes do Haiti. Rezem pelo Haiti e por todos aqui. É só o que posso informar por enquanto.

RAFAEL BELEBONI, funcionário da Embaixada do Brasil em Porto Príncipe

http://images.usatoday.com/news/_photos/2007/02/28/haiti-large.jpg

Ordem e segurança preocupam Amorim

Denise Chrispim Marin

BRASÍLIA

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, assinalou ontem sua preocupação com a ordem e a segurança no Haiti e fez um apelo indireto para que a comunidade internacional reforce seu apoio ao governo e às instituições do país. Em entrevista à imprensa, Amorim ressaltou ainda que a presença da Missão das Nações Unidas de Estabilização do Haiti (Minustah), cujas tropas são comandadas pelo Brasil, tornou-se crucial neste momento.

“Não creio que o Haiti vá voltar à situação anterior”, afirmou, referindo-se ao caos político e institucional vivido no início dos anos 90. “Claro que essa tragédia tem de ser vista com preocupação e requer uma atenção especial sobre a ordem e a segurança. Até porque prisões foram destruídas.”

O chanceler lamentou a tragédia e as incertezas que gerou sobre os esforços para a consolidação das instituições do país. Segundo ele, o apoio internacional ao governo de René Préval e aos projetos de reconstrução se faz agora mais necessário. Ele disse que a iniciativa do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de embarcar ontem para Porto Príncipe envolveu o interesse de Brasília de reorganizar a força brasileira e contribuir para a preservação da ordem.

Welcome to USAID Haiti Website

Link para o site http://www.usaid.gov/ht/

Obama envia militares e ajuda ao Haiti

SÉRGIO DÁVILA

DE WASHINGTON

Com uma agilidade que faltou no episódio da tentativa de ataque terrorista do Natal, o governo Barack Obama montou uma força-tarefa em poucas horas para lidar com a situação no Haiti e o próprio presidente veio a público, na manhã de ontem, para anunciar as medidas.

“Instruí meu governo a responder com um esforço rápido, coordenado e agressivo para salvar vidas”, disse o presidente, tendo ao lado o vice, Joe Biden, na manhã de ontem, em Washington. Obama disse que uma das prioridades era localizar os americanos que vivem no país -entre 40 mil e 45 mil, segundo o Departamento de Estado.

O esforço inclui o envio de ajuda humanitária, liderada pela Usaid, a agência de auxílio internacional dos EUA, mas também de times de militares, para restabelecimento de comunicações e infraestrutura e, se preciso, para garantir a segurança.

De acordo com a Usaid, foram deslocados times de resgate de três pontos dos EUA, compostos por 72 pessoas, seis equipes de cães farejadores e de resgate e 48 toneladas de equipamento. Segundo o Comando Sul do Pentágono, aviões da Marinha fizeram voos de reconhecimento de dano pela manhã e um time de 30 soldados saiu de Miami para ajudar no restabelecimento dos voos no Haiti.

Além disso, um porta-aviões, destróieres, helicópteros e pequenas embarcações já foram desviados para o Haiti. Em entrevista em Washington, o chefe do Comando Sul, general Douglas Fraser, disse que uma unidade expedicionária de fuzileiros navais composta de 2,2 mil homens deve chegar a Porto Príncipe em até quatro dias, e outra de 3,5 mil está de prontidão.

http://www.fab.mil.br/portal/cabine/acontecefab/arquivos/image/250708_hcamp_aerea.jpg

Jobim promete hospitais de campanha

Ministro da Defesa viaja ao Haiti e ouve dramático relato sobre terremoto de comandantes militares brasileiros no país

Dezenas de haitianos rumam a base brasileira em Porto Príncipe em busca de ajuda, mas só casos mais graves podem ser atendidos

FABIANO MAISONNAVE

ENVIADO ESPECIAL A PORTO PRÍNCIPE (HAITI)

Os comandantes militares brasileiros no Haiti fizeram um drámatico relato ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, que se comprometeu incialmente a instalar hospitais de campanha militares. Jobim chegou ontem às 17h50 locais ao país, acompanhado do alto comando do Exército e da Aeronautica.

“As prioridades são médico, água e material de engenharia”, afirmou o comandante militar da Minustah (missão de paz da ONU), o general brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto, em reunião na principal base brasileira no país. “Temos duas grandes frentes, a segurança, para evitar saques e invasões, e a ajuda humanitária, a parte logística.” Segundo ele, foi o pior desastre no país em 200 anos.

http://f.i.bol.com.br/imagensdodia/fotos/20081201_f_013.jpg

O general estava em Miami (EUA) anteontem e foi trazido ao país com a ajuda do Comando Sul americano. O hotel onde morava, o Montana, o mais luxuoso do país, foi um dos prédios mais atingidos -ainda estão desaparecidos nos escombros seu assistente, seu ajudante de ordens e a secretária.

Na base, estão os corpos de 14 militares brasileiros e de Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Igreja Católica.

O local sofreu danos principalmente nas estruturas de alvenaria, danificando o melhor alojamento. Também foram afetados um galpão usado para recreação, a academia de ginástica e caixas d’água.

Floriano Peixoto afirma que uma das principais dificuldades tem sido o acesso aos locais de desmoronamento, já que quase todas as ruas estavam obstruídas pelos destroços.

Jobim e a comitiva foram direto do aeroporto até a base Charles, onde está a maior parte do contingente brasileiro. A reportagem da Folha, que havia chegado cerca de meia hora antes por meio de um voo fretado desde a República Dominicana, acompanhou o trajeto.

Destruição

Pelo caminho, apesar da escuridão, era possível ver a destruição dos prédios, principalmente os que tinham mais de um piso. Também havia alguns corpos cobertos no caminho.

No aeroporto, os voos comerciais deram lugar a aviões de ajuda humanitária de Estados Unidos, França, Canadá e Islândia. Algumas famílias haitianas embarcavam tanto em aeronaves de ajuda com pequenas avionetas, aparentemente fretadas.

Na entrada da base brasileira, dezenas de haitianos feridos se concentravam na entrada na esperança de ter ajuda, mas apenas os casos mais graves foram atendidos -há cerca de 70 feridos com gravidade.

A falta de capacidade hospitalar foi várias vezes apontada como o principal problema neste momento. Os três principais hospitais da cidade desabaram, soterrando médicos, enfermeiros e pacientes.

A Minustah conta com um hospital militar argentino perto do aeroporto, que já está sobrecarregado apenas com o atendimento do pessoal da ONU -a segurança da entrada chegou a ser reforçada por causa das ameaças de invasão.

Os militares brasileiros também estão preocupados com a própria segurança, já que a população sente cada vez mais a necessidade de água e atendimento médico.

“Vamos recolher os feridos e levar para onde? Para o hospital que já está lotado?”, afirmou o coronel Bernardes, comandante do contingente brasileiro, que falou depois do general Floriano Peixoto.

Fonte: CCOMSEX

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

FX capítulo de hoje: Lula sinaliza que decisão sobre caças pode sair neste ano

http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2010/01/xfiles0231.jpg?w=600&h=450BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou nesta quarta-feira que a decisão sobre a compra de caças do programa F-X2 pode sair neste ano, reiterando que a decisão do governo levará em conta a soberania do país e o preço.

Não é um acordo econômico… estamos discutindo a soberania do nosso país, inclusive a soberania tecnológica“, disse Lula a jornalistas, reconhecendo que a questão do preço também está em jogo.

A polêmica em torno dos caças vem se arrastando há meses. No ano passado, Lula já havia dito que sua decisão seria política e estratégica. O presidente chegou a assinar carta de intenção de compra dos caças franceses Rafale, da fabricante Dassault, durante visita do presidente Nicolas Sarkozy ao país em setembro de 2009.

A preferência da Força Aérea Brasileira (FAB), no entanto, seria pelos caças suecos Gripen NG, fabricados pela Saab. A norte-americana Boeing, fabricante do F-18 Super Hornet, também está entre as finalistas da FAB, mas o governo Lula sequer considera sua compra, segundo uma fonte.

A mesma fonte informou à Reuters na semana passada que a decisão do governo brasileiro é pela aquisição dos caças Rafale, mas que o país iria pressionar a França para baixar os custos da operação.

Pode ser este ano, o governo passado já deixou para mim“, afirmou o presidente, referindo-se ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e indicando também que não deseja deixar essa questão sem solução para o próximo governo.

(No início do governo em 2003) eu tinha que escolher entre combater a fome ou comprar aviões“, afirmou Lula.

A negociação envolve 36 caças –no valor estimado de 10 bilhões de reais– dentro de um pacote que pode prever a aquisição de até 120 aeronaves.

(Reportagem de Natuza Nery e Isabel Versiani)

Fonte: Yahoo

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Conflitos Defesa História

Lula ironiza repercussão de divergências entre ministros

http://portal.rpc.com.br/midia_tmp/370--lulapop.jpgDepois de quase 20 dias de crise envolvendo as Forças Armadas e os Direitos Humanos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou na quarta-feira a repercussão na imprensa das divergências entre ministros e comandantes militares.

Eu estava de férias na Bahia, carregando caixa de isopor na praia“, disse Lula, em entrevista à noite no Itamaraty.

Lula disse que a sociedade é “plural” e seria “autoritarismo” tomar decisões sem conversar com diversos setores da sociedade e do governo. Ele não comentou o motivo que o levou a assinar, pela manhã, um decreto esvaziando o Programa Nacional de Direitos Humanos, como queria o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os militares.

Questionado se a decisão teria irritado o ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, o presidente apenas disse que a mudança partiu dos dois ministros. “Sou um filho da democracia que utiliza a democracia para resolver divergências“, afirmou.

Nota do Blog:

Senhor presidente nada contra os seus dias de descanso, porém esta polêmica antecede-os, além do fato de nvolver pessoas do seu círculo próximo. Por obrigação, como chefe da nação e como lider,  deveria ser de seu conhecimento as consequencias desta polêmica bem como a sua geração aind ano seu preíodo embrionário,  até porque os ministros e executivos de alto escalão do governo  envolvidos nela foram indigitados por vossa excelência.

Fico contente pelo presidente da República assumir a posição de “mediador” do conflito e devo destacar que fico ainda mais contente por saber que sua excelência como filho da democracia, (após a queima da palha) ouvirá  “todos” os envolvidos,  os ceifeiros e os incendiários, de forma a resolver a divergência.

Como sugetsão pessoal à vossa excelência eu sugiro humildemente que o presidente apartir de agora tome mais atenção e consulte os seus acessores sobre as conseqências e impacto de suas decisões, o bate boca  público de ministros da nação embora seja um direito da democracia, por vezes soa-nos como ameaças ao retorno de métodos e práticas de outros tempos,  em que a democracia fora usurpada por soldados alguns fardados outros não…

E.M.Pinto


Fonte: Último Segundo

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia

Elbit Systems of America contratada para desenvolver “kit” para retrofitar os AH-1Ws do USMC com HDTS

O United States Marine Corps assinou um contrato de US$8,2 milhões com a Elbit Systems of America para o desenvolvimento de “kits” para retrofitar helicópteros AH-1W do USMC com o Helmet Display and Tracker System (Sistema de Display e Rastreamento para Capacete, visto na ilustração fornecida pela empresa).


O trabalho será realizado ao longo de 2010, esperando-se para setembro a assinatura do contrato para a produção dos “kits” e sua instalação. O HSTS possibilita significativo aumento de segurança e de consciência situacional, permitindo aos tripulantes manterem “os olhos fora do cockpit”, tanto de dia como de noite.

Fonte: Segurança&Defesa

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Acidentes e Catástrofes Defesa

Brasil vai mandar ao Haiti navio com hospital de campanha

Foto: Eduardo Munoz/Reuters
Imagem mostra sede de missão da ONU destruída por tremor no Haiti

Sugestão e colaboração Lucas Urbanski

O Ministério das Relações Exteriores informou nesta quarta-feira que o governo brasileiro vai enviar um navio de transporte da Marinha ao Haiti, equipado com um hospital de campanha e equipamentos para tratamento de água. Nesta noite, uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) partirá para o país caribenho, atingido por um terremoto de 7 graus na escala Richter, com 13 t de suprimentos, água e alimentos.

 

A data do envio do navio ainda não foi confirmada. A ajuda foi definida em reunião do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Amanhã, outro avião da FAB irá para o Haiti levando a bordo profissionais da Defesa Civil do Rio de Janeiro e cães farejadores, além de equipamentos e suprimentos (alimentos, remédios e água).

 

A tragédia do Haiti deixou 11 militares brasileiros mortos, além da fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns.

 

O ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou que o país enviará até US$ 15 milhões para ajudar a reconstruir o Haiti após o terremoto que devastou o país nesta terça-feira. Além dos recursos financeiros, o Brasil doará 28 t de alimentos e água para a população do país. A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou oito aeronaves de transporte para ajudar as vítimas.

 

O Brasil no Haiti
O Brasil chefia a missão de paz da ONU no país (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, ou Minustah, na sigla em francês), que conta com cerca de 7 mil integrantes. Segundo o Ministério da Defesa, 1.266 militares brasileiros servem na força. Ao todo, são 1.310 brasileiros no Haiti.

 

A missão de paz foi criada em 2004, depois que o então presidente Jean-Bertrand Aristide foi deposto durante uma rebelião. Além do prédio da ONU, o prédio da Embaixada Brasileira em Porto Príncipe também ficou danificado, mas segundo o governo, não há vítimas entre os funcionários brasileiros.

 Fonte: Terra