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Sugestão: Blog Defesas Aéreas

Sugerimos aos nossos leitores dois artigos de autoria de Welington Mendes, que descreve com detalhes dois dos principais concorrentes do Programa FX-2, o SAAB Gripen NG e o Dassault Rafale.

Também recomendamos aos leitores a visita periódica ao Blog Defesas Aéreas.

Para acessar as matérias basta clicar nos títulos sobre as fotos e Boa leitura…

E.M.Pinto

SAAB Gripen NG o temível Grifo Sueco

[img_77_21015_4[1].jpg]Dassault Rafale a poderosa rajada de vento Francesa

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Conflitos Geopolítica História Opinião

Haiti, uma história de paradoxos e excessos

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O verdadeiro terremoto do Haiti foi a sua própria história, agora, evidenciada mundialmente pelo sinistro geológico. Porto Príncipe, a capital do Haiti situa-se no departamento de Quest, um dos dez do país, que tem cerca de nove milhões de habitantes e faz fronteira, na ilha Hispaniola, com a República Dominicana.


Cedido pela Espanha à França em 1697, quando se chamava Saint-Domingue, suas terras – há muito inférteis –  tornaram-no uma das mais ricas colônias das Américas. Produzia um dos melhores acúcares do mundo, batendo, no século XVIII, o Brasil em exportações nesse campo.

Hoje, sua renda per capita é bastante menor do que a do bairro de Higienópolis, em São Paulo: em média, um haitiano vive com dois reais ao dia. Como lembra Juan Jesús Aznárez o Haiti é exemplo vivo da Lei do engenheiro aeroespacial americano (Edward) Murphy: qualquer situação, por pior que seja, está sujeita a agravamentos.

O que transformou o Haiti no país mais pobre das Américas? O processo ininterrupto de “colonização” (usurpação), que não se findou, paradoxalmente, com sua independência, inovadora e sui generis,  em 1804, a segunda do continente (a primeira foi a dos Estados Unidos, em 1776) e a primeira liderada exclusivamente por negros, que conquistaram sua liberdade, em 1794 – ao contrário dos negros brasileiros, que foram “alforriados” quase cem anos depois.

O Haiti, disputado pela Espanha e França, antes de sua independência, não teve ao menos os benefícios secundários de uma colonização como a brasileira. Na verdade, sua independência política consistiu num abandono de território. As plantações de cana de açúcar francesas, que fizeram a riqueza de Paris, haviam esgotado o solo, quando Napoleão entregou a ilha à sua própria sorte.

A República negra sofreu boicotes desde seu início e tornou-se um “encrave negro”. O sismo do dia 12 de janeiro, 35 vezes mais forte do que a bomba atômica lançada sobre Hioshima no final da Segunda Guerra, deu-se, na verdade, quando Colombo chegou na ilha em 1492.

À deriva desde sua independência

As terras haitianas já eram parcialmente inférteis no começo do século 19. A jovem Revolução Industrial, àquela altura, substituía, passo a passo, o trabalho humano pela máquina, a agricultura e o artesanato pelo manufatura. Sem terras férteis, sem possibilidade para cultivar suas possíveis matérias primas, a república negra seguiu à deriva, de crise política em crise política.

O jovem capitalismo industrial, baseado igualmente na exploração dos escravos, radicalizou as relações de produções, adicionando a elas, então, o racismo e os conflitos raciais, um instrumento econômico, que perpetuou os negros como seres inferiores – mesmo depois de suas alforrias.

Os conflitos raciais entre brancos e mulatos e os negros (a maioria do país) inviabilizaram o Haiti. O país fechou-se em si mesmo, cumprindo sua vocação de ilha. Fechou-se nos conflitos raciais legados pelos colonizadores franceses e espanhóis, fechou-se no passado, em sua impotância, em sua psique tribal reprimida.

Sua localização geográfica não o ajuda: situa-se entre a Venezuela e os Estados Unidos, ao lado de Cuba. É um lugar de passagem. E, com a doutrina Monroe (de James Monroe, lançada em 1823, “A América é dos americanos”), tornou-se “propriedade” implícita dos Estados Unidos.

Uma viagem de avião de Porto Princípe a Miami não chega a três horas. Da segunda metade do século 19 ao começo do século 20, vinte governantes alternaram-se no poder e, dentre eles, 16 foram depostos e/ou assassinados.

No século 20, o Haiti experimentou uma sequência ainda mais alucinada de crises políticas, a confirmar que o colonizador não lhe deixou – como herança – os princípios iluministas da Revolução Francesa e tampouco um Estado de Direito, com Executivo, Judiciário e Legislativo, mesmo que incipientes, legando-o apenas a deterioção do passado tribal africano, que talvez lhe desse alguma unidade.

Em 1902, houve um guerra civil. De 1902 a 1908, a ditadura de Nord Alexis. De 1915 a 1934 foi ocupado pelos Estados Unidos (a mando inicial de seu presidente Woodrow Wilson), sob o pretexto de que seu governo não havia pago uma dívida contraída junto ao City Bank e ainda que as corporações estadunidenses, lá instaladas, estavam sob risco, impondo-se a pacificação das cidades e, sobretudo, para revogar o artigo da Constituição que proibía a venda de cana de açúcar aos estrangeiros. A riqueza do Haiti (o acúçar) foi o germe de sua destruição, à mingua de uma sociedade civil minimamente organizada.

http://i1.ytimg.com/vi/hkX5sO67vi4/hqdefault.jpgTortura e vodu

Os civis ocupam o poder de 1934 a 1957, como sempre,  de crise em crise. Em 1957, François Duvalier – o Papa Doc – elegeu-se presidente e, com o apoio dos americanos, sob o signo da Guerra Fria e da Revolução cubana de 1958, declarou-se presidente vitalício em 1964.

Papa Doc implantou uma ditadura feroz, baseada no terror dos “tontons macoutes” (bichos-papões) e – ressignificando a origem africana – no vodu. Sua principal obra foi exterminar o pouco de sociedade civil que ainda havia no país e também a Igreja Católica que, àquela altura, ensaiva os primeiros passos da teologia da libertação na América Latina.

Papa Doc, um Napoleão de hospício e presídio, desflorestou o país na fronteira com a República Dominicana para ter os inimigos sob sua mira. Haitianos e dominicanos se odeiam, na ilha ou em Miami ou Nova Iorque, para onde inúmeros imigraram. O terremoto é fruto também de política predatória – crônica – em relação ao meio ambiente. O país perdeu 98% de suas florestas. Nada se pode cobrar, entretanto: o país nunca existiu de fato.

François Duvalier foi sucedido pelo seu filho Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc, em 1971. Baby Doc permaneceu no poder até 1986, três anos antes da Queda do Muro de Berlim. A França lhe deu asilo político.

A ditadura dos Doc fez o país regredir 200 anos, deixando-o em estado colonial, agora, em plena terceira Revolução Industrial, e sem o acúçar, seu ouro branco. Leslie Manigat governou o Haiti de fevereiro a junho de 1988, depois de ele ser controlado pelo general Henri Namphy, de veia doquiana, por ano e meio como sucessor de Jean-Claude.

Seguiram-se golpes de Estado, liderados pelos doquistas até que o padre, de esquerda, Jean-Bertrand Aristide elegeu-se em 1990, renovando o sonho de 1804, o sonho da República negra dos ex-escravos Toussaint Louverture e Jacques Dessalines – país da independência.

As forças doquianas ou as forças que Doc encarnou – autoritárias – permaneciam vivas e Aristide foi deposto, em 1991, pelo general Raul Cedras – a ONU e a OEA, como sempre, impuseram “sanções econômicas” ao país. No fundo, os Estados Unidos e a Europa foram, ao longo do século 20, esvaziando qualquer possibilidade de nação para o Haiti e as sanções econômicas são prova disso.

A imigração tornou-se uma rotina, acentuada pela crise de Aritide/Cedras. O Conselho de Segurança da ONU decretou, em 1994, bloqueio total ao país. Uma Junta Militar empossou Émile Jonassaint, o que bastou para os americanos intesificarem as sanções. Em 1994, Aristide foi reempossado por uma força militar norte-americana. Em 2004, foi deposto.

Para controlar a situação tensa, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou o envio de uma força de mantenedores de paz, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah). Liderada pelo Brasil, a força tem atualmente 7 mil homens, entre eles 1.266 brasileiros. Além desses neo-piratas abrigados em ONGs.

Sob o governo do Minustah, deu-se o terremoto físico, há tanto experimentado continuamente na vida social. Como observa Aznárez, com pertinência, a história do Haiti é excessiva, desde o chicote colonial francês até os dias de hoje.

Esse país, entretanto, legou à humanidade um pintor do nível de Hector Hyppolite (1894-1948), descoberto pelo poeta francês André Breton (1896-1966), líder do movimento surrealista, que morou na ilha em 1944, e poetas de primeira plana como Rene Depestre (n. 1926).

Depestre afirma, com pertinência, que os processos coloniais estão mais do que vivos. Ele acrescenta que houve uma espécie de descolonização “institucional” e uma das relações internacionais, em nível protocolar, sem descolonização das mentes e corações.

O Haiti é o produto mais cruel desses processos coloniais europeus (e americanos), sob a etiqueta “globalização”: ela não incluiu, como aduz Depestre, a totalidade dos valores das diversas civilizações e culturas, mas, ao contrário, impôs um padrão único, causando o yhadismo, o terorismo, a pobreza etc.

O Haiti é a vítima da hora. Ele, apesar da comoção mundial que provoca, será ainda palco de disputa geopolítica  áspera, onde o que menos importa é sua população, confirmando a Lei de Murphy.

Fonte: Régis BonVicino

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Conflitos Defesa Sistemas de Armas Tecnologia

95% de disponibilidade dos Tigres no Afeganistão

http://www.defense.gouv.fr/var/dicodrefonte/storage/images/media/images/ema/afghanistan__2/27_07_09_afghanistan_arrivee_des_3_helicopteres_tigre_a_kaboul/les_tigre_en_afghanistan/1356288-1-fre-FR/les_tigre_en_afghanistan.jpg

Claro que temos que dar um desconto pois as aeronaves são novinhas e estão apenas no início das operações.

A notícia foi publicada originalmente pelo Grupo Safran e traduzida pelo blogue Cavok:

Desde o dia 10 de agosto de 2009, três helicópteros de combate Tiger, do Exército da França, destacados em Kabul, no Afeganistão, tem participado em missões operacionais de combate com um nível de 95% de disponibilidade.http://2.bp.blogspot.com/_htvjsmtPrmc/SgKA9adIoKI/AAAAAAAAByg/IjldWTXfz5k/s400/yourfile.gif

Após chegarem ao Afeganistão em julho de 2009, os três helicópteros do 5º Regimento de Helicópteros de Combate, de Pau, foram todos submetidos a testes de certificação de disparo real com os canhões. Esses testes foram completados com sucesso, e os helicópteros Tiger e suas tripulações receberam a “capacidade operacional plena”, autorizando eles para servirem como parte da ISAF (International Security Assistance Force), a força de apoio a segurança internacional.

Atualmente eles fazem parte da “Musketeer Task Force” a qual compreende 11 helicópteros da França deslocados no aeroporto de Kabul (três EC725 Caracals, dois AS 532 Cougars, três SA 342 Gazelles e três EC 665 Tigers).

Os helicópteros Tiger voam cerca de 30 horas por mês apoiando as forças francesas e a ISAF. As aeronaves e suas tripulações também permanecem em alerta dia e noite, prontos para entrarem em ação num curto período de tempo, atendendo todos tipos de missões: reconhecimento, escolta armada, apoio aéreo, etc. Os primeiros cinco meses de operação demonstraram que os helicópteros são altamente confiáveis, que seus motores são capazes de operar nas condições de voo mais extremas e que seus sistemas de armas estão bem adequados para os requerimentos operacionais.

http://3.bp.blogspot.com/_En-sxfOkXP8/SkS4uY_76VI/AAAAAAAACTM/5LZgerEqQAw/s400/Tiger_Aus_FI.jpgDependendo da situação, os helicópteros Tiger podem voar em altas altitudes ou num perfil de voo de combate tático, com o intuito de evitar pequenas armas de fogo enquanto se beneficia de uma visão precisa do ambiente de combate, graças ao poder dos visores Strix desenvolvidos pela Sagem (grupo Safran). As tripulações também estão impressionadas pelos vários canais complementares de imagens térmicas , de TV e ópticas.

Os motores – duas turbinas MTR 390 (MTU / Rolls-Royce / Turbomeca – Grupo Safran) – estão aptas para operar na árida região de combate. Apesar da alta altitude do aeroporto de Kabul (1.800 m) e das altas temperaturas que excedem os 35°C no verão, os helicópteros Tiger podem operar sempre com seu peso máximo de decolagem de 6,4 toneladas para missões de até três horas de duração.

Desde que chegaram no teatro de operações do Afeganistão os helicópteros Tiger tem mantido um nível de disponibilidade de cerca de 95%: uma estatística notável para uma aeronave relativamente nova.

Marcus Piffer

Fonte: Voo Tático

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Marinha da Rússia receberá novos caças embarcados MiG-29K em 2010

http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/01/mig-29k-11.jpg

A Marinha da Rússia receberá os primeiros caças embarcados MiG-29K (Fulcrum-D) no final de 2010, informou um oficial da Marinha na sexta-feira.

mig-29k-simulator1“Nesse ano nós estamos planejando comprar o primeiro lote de várias unidades,” ele disse.

Ele não informou um número exato de aeronaves, as quais deverão ser destacadas para operar no porta aviões Admiral Kuznetsov.

Anteriormente, a Marinha da Rússia havia dito que tinha adquirido um total de 24 caças embarcados MiG-29K para recebê-los nos próximos três ou quatro anos.

O oficial militar disse que a Marinha está atualmente usando caças embarcados MiG-29K e os mais avançados caças Su-33 (Flanker-D), os quais irão na sequência substituir os MiG-29K.

“Os caças Sukhoi Su-33 devem chegar no fim da vida operacional em 2015, mas pretendemos aumentar este fim para 2025,” ele diz.

O analista militar Konstantin Makiyenko sugere que aprodução das novas aeronaves de caça Su-33 é possível mas sem custo benefício, devido a pequena quantidade de unidades aser fabricada, considerando que a Índia jã assinou um contrato de compra para 16 caças MiG-29K e pode colocar mais um pedido para 28 outras aeronaves do mesmo tipo, tornando essa aeronave mais financeiramente viável.


http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/su-33.jpg

As 24 aeronaves adquiridas pela Marinha da Rússia estã avaliadas em US$ 1 bilhão.

Fonte: RIA Novosti – Tradução: Cavok

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Acidentes e Catástrofes Defesa Segurança Pública

Parceria para ajudar

http://paei.state.gov/img/09/31945/2009_04_16_clinton_haiti_peixoto_600_1.jpgMilitares do Brasil e dos Estados Unidos firmam acordo para distribuição de comida e água. Ministro Nelson Jobim declara que forças de paz devem permanecer no país por mais 5 anos.

Porto Príncipe – Brasil e EUA fecharam uma parceria para a distribuição de alimentos em Porto Príncipe. O Brasil será responsável pela segurança da operação, e os EUA vão distribuir comida pronta e água. A primeira operação estava marcada para a tarde de ontem em frente ao Palácio Nacional, um dos principais pontos atingidos pelo terremoto. A parceria começa um dia depois de os EUA terem anunciado o envio de até 10 mil soldados ao Haiti, o que permitiria na prática o controle das operações de resgate, auxílio e segurança no país. O controle por direito é das forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), comandadas militarmente pelo Brasil. O aumento da presença militar americana causa desconforto, mas as informações sobre o que cada um vai fazer mudam de acordo com o lado ouvido.

Segundo o coronel João Batista Bernardes, comandante do batalhão de infantaria da força militar brasileira, 130 militares vão trabalhar na operação. “Os americanos têm material disponível, mas não conhecem bem a área. Nós temos know-how da distribuição de comida”, disse. A parceria foi resultado de um pedido do representante militar dos EUA no país, Eric Stuart. Apesar de as tropas estarem assumindo todos os serviços de apoio à população após o terremoto, o coronel diz que há uma tentativa de fazer o governo haitiano assumir suas funções.

http://i.telegraph.co.uk/telegraph/multimedia/archive/01425/airFrance_investig_1425212c.jpgEm Brasília, o subsecretário-geral da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, Antonio Simões, disse que a prioridade é ajudar o povo haitiano. O chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Félix, ressaltou que as forças de paz do Brasil continuarão prioritariamente com a atribuição de manter a ordem no país. Ele ressaltou, porém, que nesse momento pode ser necessário que os soldados auxiliem na prestação de ajuda humanitária no Haiti.

Félix afirmou ainda que é importante conversar com o governo haitiano para definir quais são as prioridades do país em termos de ajuda humanitária, para que não aconteça como no tsunami de 2004 – quando um navio brasileiro com suprimentos enviado à Indonésia teve de voltar porque não havia necessidade da carga no momento. Para Félix, não interessa de onde a ajuda está vindo e sim que chegue a quem precisa.

O ministro da Defesa Nelson Jobim disse que a destruição no Haiti deve manter por no mínimo mais cinco anos a presença de tropas brasileiras no país. Para ele, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) precisa ter seu orçamento e foco de ação ampliados para manter a paz no local. Ele considera “impossível” a saída antes desse prazo, mas o atual mandato acaba em 2011 e precisa ser renovado.

As tropas brasileiras mantêm busca por quatro militares desaparecidos após o desabamento da sede administrativa da Minustah no país, liderada pelo Brasil, no Hotel Christopher, na capital Porto Príncipe. Na sexta-feira, o ministro Nelson Jobim disse ser “eufemismo” considerar os quatro militares desaparecidos e já os aponta entre os mortos. O Comando do Exército, contudo, mantém lista anterior de 14 militares mortos.

O comando militar afirma ainda que as equipes de resgate dos Corpos de Bombeiros do Rio e do Distrito Federal enviadas ao Haiti já resgataram “diversos sobreviventes” na região de Bel Air. Outra medida tomada pelos militares brasileiros no Haiti foi intensificar patrulhas, “no intuito de evitar o aumento dos índices de violência na cidade de Porto Príncipe, que permanece estável no que tange à segurança”.

Leia também

Ajuda começa a ser entregue à população do Haiti

Fonte: Estado de Minas Via NOTIMP

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Defesa Negócios e serviços Segurança Pública Sistemas de Armas Tecnologia

Maior precisão para pousos e decolagens

http://cdn-www.airliners.net/aviation-photos/photos/2/9/6/1606692.jpg

Projeto da Aeronáutica prevê instalar em 2012 sistema por satélite para segurança de procedimentos no aeroporto de Confins, na Grande BH. No terminal, apenas um equipamento orienta pilotos em dias de mau tempo

Amanda Almeida e Flávia Ayer

Em dois anos, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Grande Belo Horizonte, e outros aeroportos brasileiros, vão começar a ser equipados com um novo modelo de precisão de pouso e decolagem por satélite. O projeto está nas mãos do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), do Comando da Aeronáutica, que não antecipa detalhes do plano, assim como a Infraero, que administra os terminais aeroportuários brasileiros. Segundo o diretor-técnico do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), Ronaldo Jenkins, a maior precisão no controle do tráfego aéreo é de fundamental importância para a segurança dos pousos e decolagens das milhares de centenas de voos em todo o país, principalmente em dias de más condições meteorológicas. “O Decea já tem projeto e orçamento para adoção desse procedimento de subida e descida. Entre 2012 e 2018, vai instalar em todos os aeroportos do país uma rede de satélite”, diz.

O anúncio de um projeto como este não poderia vir em melhor hora. A falta de instrumento de precisão para pousos em uma das cabeceiras do aeroporto em Confins tem comprometido a operação do terminal. Como os pilotos não conseguem enxergar a pista em dias de muita chuva, são obrigados a arremeter e seguir para outra cidade. Os transtornos para os passageiros e os prejuízos para as companhias aéreas têm se tornado cada vez mais comuns desde a transferência de voos do aeroporto da Pampulha para Confins, em 2003, e a ocorrência frequente de transtornos climáticos, como temporais, principalmente nesta época do ano, ajuda a piorar a situação.

De acordo com especialistas em aviação ouvidos pelo Estado de Minas, entre 10% e 15% dos aviões que chegam a Confins não conseguem descer. “Isso gera um transtorno para os passageiros, prejuízo para o governo, que deixa de arrecadar, e para as companhias aéreas. O que é usado hoje, na maioria dos aeroportos, é um equipamento – o Instrument Landing System (ILS) – que permite que o piloto faça a aproximação e o pouso da aeronave em maior segurança em condições meteorológicas desfavoráveis. Em Confins, há apenas um desses, em uma das cabeceiras. Se o aparelho fosse instalado na outra cabeceira, muitos voos nãoseriam alternados”, avalia o comandante Rodrigo Ribeiro, representante do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) em Belo Horizonte.

A maior preocupação é que a situação do terminal aéreo da Grande BH piore com o crescente movimento. Em 2003, primeiro ano de transferência dos voos da capital para o município vizinho, passaram por Confins 364 mil pessoas. Ano passado, o número de embarque e desembarque bateu mais de 5 milhões de passageiros. Às vésperas da Copa do Mundo 2014, em 2013, o fluxo deve chegar a 9 milhões de viajantes, segundo estudo encomendado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) de Minas à Changi Airports Internacional, empresa de consultoria indonésia.

TECNOLOGIA CARA Atualmente, só uma das duas cabeceiras de Confins, denominada 16, conta com o ILS. Mesmo com o céu carregado de nuvens, esse aparelho é capaz de dar as coordenadas ao piloto para que ele possa chegar a 200 pés (60 metros) da pista e consiga avistar a área de pouso. De acordo com Ronaldo Jenkins, o ILS não é implantado pelo alto custo do aparelho. “É uma tecnologia cara: são US$ 2 milhões (R$ 3,5 milhões). Por esse motivo, Confins não é o único aeroporto sem o ILS nas duas cabeceiras”, justifica. Apesar de caro, o aparelho, segundo pilotos, seria um importante aliado na operação da cabeceira 34, que conta com instrumentos de pouso, mas não tão precisos. Afinal, embora a cabeceira 16 seja usada em 80% dos casos, quando o vento muda de direção, as movimentações aéreas passam a ser feitas na pista alternativa. Isso ocorre, geralmente, quando há mau tempo.

“O aparelho da 34 só leva o avião até 400 pés (120 metros). Se você não vê a pista, tem que voltar. Se o tempo piora um pouco, ninguém pousa. Com o ILS, provavelmente isso não ocorreria. Grandes aeroportos, como Guarulhos e Galeão já têm essa tecnologia nas duas cabeceiras”, diz o comandante Ribeiro, que é categórico quanto ao futuro de Confins. “Depende do aumento da pista e da colocação do ILS. Pousar com segurança de voo não tem preço. Se você fala que vão pousar 20 jatos por hora com 150 pessoas, eu falo que um só bastaria para justificar a compra do ILS.”

Para o piloto de linha aérea de avião e helicóptero Deusdedith Carlos Reis, professor de segurança de voo do curso de ciências Aeronáuticas da Universidade Fumec, a falta do ILS na cabeceira 34 de Confins é um desconforto. “Do ponto de vista econômico, para as empresas também seria ótimo. Se não tiver condições para pousar em Confins, o avião tem que ir para o Rio ou para São Paulo. Não tem jeito nem de ir para a Pampulha, pois não há balcão de atendimento das companhias”, explica. Sem poder descer, a alternativa do piloto é arremeter. “Os aviões têm que estar preparados para isso, é uma regra de voo. O comandante arremeter não é perigoso, é ato de segurança.” Segundo Ronaldo Jenkins, a possibilidade de trocar o investimento que deveria ser feito no ILS pelo projeto do satélite é grande. “O satélite é uma tecnologia que sai mais barato e é tão eficiente quanto o ILS”, explica.

Fonte: O Estado de Minas via NOTIMP

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Acidentes e Catástrofes Defesa Segurança Pública

Nelson Jobim defende prorrogação de missão de paz no Haiti

http://www.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2007/09/03/2131mc007.jpg/image_media_horizontalO ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu neste sábado, no Rio, a prorrogação por cinco anos da Missão de Paz Brasileira no Haiti (Minustah) e a criação de um fundo das Organizações das Nações Unidas (ONU) para gerenciar as doações internacionais ao país caribenho.

“Deixar o Haiti antes de cinco anos nem pensar. É tempo de repensar a Missão de Paz e focar na reconstrução do país”, declarou Jobim, antes de se reunir com militares no Centro de Instrução para Operações de Paz, na Vila Militar em Deodoro, zona oeste do Rio.

Jobim voltou a defender que a partir de agora os recursos previstos no orçamento da Minustah, que até agora se destinavam exclusivamente à área de segurança, passem a ser utilizados na reconstrução do Haiti, atingido pelo terremoto.

Um dos pontos vitais no entendimento do ministro é a construção de uma usina hidrelétrica “que atrairia indústrias e geraria empregos”.

O ministro ressaltou que as prioridades das autoridades no Haiti são a remoção de corpos e destroços na capital, Porto Príncipe. Ele solicitou ao presidente do Haiti, René Préval, a nomeação de um representante junto à Organização das Nações Unidas (ONU) para gerenciar as doações que estão sendo feitas.

“As doações muitas vezes não chegam por falta de alguém para administrar os recursos”, explicou o ministro.

Fonte: Último Segundo

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Conheça o novo navio de pesquisas da Marinha do Brasil

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Marinha prestes a receber um novo navio de pesquisas

O CT Cláudio Luis Estrella Pereira e sua tripulação de onze militares embarca neste domingo para a Noruega. Lá eles inspecionarão e assumirão o novo Aviso de Pesquisa “Aspirante Moura”. A data da sua incorporação ainda não está definida, mas, o esperado é que o novo navio chegue ao Brasil em maio deste ano.

http://www.alide.com.br/joomla/images/phocagallery/noticias/asp-moura/asp-moura_5.jpgEste navio complementará, e provavelmente substituirá no futuro, o NPq/AvPq Diadorim (IEAPM 02) no Instituto Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira localizado em Arraial do Cabo, na costa fluminense. Além dos doze tripulantes Aspirante Moura poderá embarcar até 25 pesquisadores com conforto.

http://www.alide.com.br/joomla/images/phocagallery/noticias/asp-moura/asp-moura_2.jpg

O navio, atualmente fundeado no porto de Sandefjord [ 59.12671˚ / 10.22877˚], no sudeste da Noruega, é uma compra de oportunidade e anteriormente era conhecido como R/V (Research Vessel) Finder e pertencia à empresa FAR – Find and Recover Ltd .

http://www.alide.com.br/joomla/images/phocagallery/noticias/asp-moura/asp-moura_1.jpg

O navio foi construído no estaleiro  Astillleros Brodogradiliste em 1987 e teve seu último up-grade em 2008.

Seu Call Sign: 9HW18 –  IMO: 8870322

Dimensões e características principais:

  • LOA :36,06 m
  • LWL : 33,20 m
  • Beam : 9,00 m
  • Draft : 3,03 m
  • GT. : 380.62
  • NT. : 114.19
  • DW (Cargo) : 63 ton

Equipamentos de Navegação:

  • Compass Magnetic :
  • Compass Flux Gate :
  • Auto Pilot : Simrad AP-50
  • Gyro : Anschtz STD-22
  • DGPS : Simrad CR 50
  • Furuno radar : Type 1510
  • Electronic chart : Telchart V + Zone 1
  • Simrad Radar : CR 50

Sistemas de Comunicação:

  • VHF DSC, Sailor mod. RT 4822
  • VHF GMDSS Jotron (3 units)
  • VHF Shipmate, mod. 8400
  • Navtex, mod ICS Nav- 5
  • Inmarsat Mini-M, mod. NERA worldphone, data,fax.
  • Intercom and PA system
  • Video surveillance, all open deck and engine rooms

Propulsão:

  • Main Engine : MAN / 9L 20/27. 892 kW (1213 BHP) 1000 rpm
  • 2 x Aquamaster : Rolls Royce/Ulstein. 360º, US 401/2000, mech. power transfer
  • Bow Thruster: Brunvoll 150 Hk (Tunnel)
  • Auxiliary engines : 3 x Scania 14/14 M. 223k W /1500rpm
  • Alternator: 3 x 210 kV A 150 Hz/380V 3phase
  • Service Speed : 9 knots
  • Fuel : 2.8m³ per day
  • Lube Consumption: 20Ltr per day
  • Endurance : 10 days
  • Range : 2.160 n/miles @ service speed

Fonte: ALIDE



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Acidentes e Catástrofes Defesa Segurança Pública

Haiti: Problemas e dificuldades, A maior trajédia de sua história segundo ONU

http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2010/01/13/article-1242929-07D9251D000005DC-556_964x640.jpg

ONU considera terremoto no Haiti o maior desastre que já enfrentou

GENEBRA (AFP) – O terremoto de terça-feira no Haiti é o maior desastre que a ONU já enfrentou, maior ainda que a tsunami na Ásia no fim de 2004, pois destruiu as estruturas locais de apoio à ajuda internacional, afirmou neste sábado a porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários.

“É um desastre histórico”, explicou a porta-voz Elisabeth Byrs em Genebra. “Nunca antes na história das Nações Unidas enfrentamos um desastre deste tamanho. Não é comparável a nenhum outro. O país foi decapitado”, completou.

Ela explicou que, ao contrário da tsunami de 2004 na Indonésia, no Haiti restaram poucas estruturas locais para canalizar a ajuda estrangeira.

A ONU, que é responsável por coordenar a ajuda humanitária no local após o terremoto de 7 graus que devastou a capital Porto Príncipe na terça-feira, afirma enfrentar “um desafio logístico maior”.

Ela lembrou que a capital, Porto Príncipe (3 milhões de habitantes), fica a apenas 17 km do epicentro do terremoto.

Ao contrário da situação após a tsunami, que matou mais de 220.000 pessoas na Ásia, restaram poucas estruturas locais no Haiti para servir de apoio à ajuda estrangeira.

“Até mesmo em Banda Aceh (a província indonésia mais afetada pela tsunami provocada por um terremoto de 9,3 graus), havia bases locais para coordenar a ajuda”, disse Byrs.

Em Porto Príncipe água, energia elétrica e as linhas telefônicas foram totalmente cortadas, enquanto as estradas, portos e muitos edifícios oficiais foram gravemente danificados.

O governo, que viu até o palácio presidencial desabar, está muito fragilizado. A sede foi transferida temporariamente para uma delegacia próxima do aeroporto.

A capital não é exceção. Em Leogane, ao oeste de Porto Príncipe, não há nenhuma infraestrutura local, segundo Byrs. No total, 90% dos imóveis desta localidade de 134.000 habitantes foram afetados, com um balanço de 5.000 a 10.000 muertos.

Na cidade de Gressier (25.000 habitantes) a destruição ficou entre 40 e 50%, assim como em alguns bairros do gigantesco subúrbio de Carrefour (334.000 habitantes).

A ONU está sozinha no comando de uma ajuda internacional gigantesca, que requer desafios logísticos maiores. O que explica a lentidão na aplicação da assistência aos desabrigados e feridos, traumatizados e famintos, que estão entre a fúria e a desesperança.

“A distribuição melhora, mas continua sendo muito complicada e muito lenta”, reconheceu Byrs.

O balanço provisório da tragédia é de pelo menos 50.000 mortos, 250.000 feridos e 1,5 milhão de desabrigados.

A ONU, que prioriza a busca por sobreviventes, afirmou que a meta de suas agências envolvidas é atender 60.000 pessoas por dia.

Fonte:Yahoo

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Após solicitação do Brasil, EUA normaliza Pouso de aviões humanitários no Haiti

Pouso de aviões humanitários no Haiti já foi normalizado

O Brasil está mantendo uma espécie de ponte aérea entre a base da Aeronáutica no Galeão (Rio de Janeiro) e o aeroporto de Porto Príncipe, capital do Haiti. A informação é do gabinete de crise do governo federal que coordena as ações de ajuda brasileira ao país caribenho.

Desde o terremoto ocorrido no Haiti no dia 12 (terça-feira), o Brasil já mandou nove aviões com equipes médicas, paramédicas e de técnicos, além de água, alimentos e remédios para atender as vítimas da tragédia que matou cerca de 40 mil pessoas.

A normalidade dos voos é resultado de um memorando de entendimento acordado ontem à noite entre o governo haitiano, o governo americano e a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), informa o Almirante Paulo Zúccaro, subchefe de Comando e Controle do Estado Maior do Ministério da Defesa.

http://www.fab.gov.br/sis/enoticias/imagens/pub/1630/i0891517142258778.jpgPelo acordo, as forças norte-americanas fazem o controle interno do aeroporto de Porto Príncipe e da operação do radar que os Estados Unidos enviaram. O tráfego aéreo fica sob o controle do governo do Haiti, e a segurança externa do aeroporto é responsabilidade da Força de Paz.

O entendimento viabiliza o pouso de aeronaves que estão chegando ao Haiti com ajuda humanitária e doações. Ontem, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) levando um hospital de campanha para atendimento de 400 pessoas por dia teve dificuldades em descer no Haiti. Além do problema de comando, havia um grande volume de voos chegando ao país e estavam sendo desviados para a República Dominicana.

Hoje (16), dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) decolaram do Rio de Janeiro levando equipes de 11 técnicos de telefonia para estabelecer um sistema de comunicação por telefone via satélite. O gabinete de crise não informou o volume de água, alimentos e remédios e nem o número de pessoas para ajuda humanitária já embarcados para o Haiti.

Fonte: Terra via Blog do Vinna

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EUA rebatem críticas do Brasil sobre controle aéreo

Casa Branca nega “”unilateralismo”” no auxílio; Obama vê na tragédia do Haiti chance de reaproximar País

Patrícia Campos Mello

Segurança Nacional dos EUA, Denis McDonough, esclareceu ontem ao Estado que Washington assumiu o controle do aeroporto de Porto Príncipe a pedido do governo haitiano e não pôde permitir o pouso de todos os aviões apenas por “motivos de segurança”.

“O governo haitiano que nos pediu para tornar o aeroporto operacional, estamos seguindo o acordo com os haitianos de trabalhar com os controladores de voo”, disse McDonough. “Há aviões demais e nós quisemos apenas evitar acidentes”, afirmou, negando que haja “ação unilateral” por parte dos EUA, como havia acusado o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim.

Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, queixou-se com a secretária de Estado, Hillary Clinton, do fato de os americanos controlarem o aeroporto e terem impedido o pouso de aviões brasileiros.

Não foi só o Brasil que reclamou. Dois aviões do Programa de Alimentação Mundial da ONU tentaram pousar no aeroporto e foram desviados. Os EUA estão priorizando o pouso de seus aviões com tropas e equipamentos e de aeronaves para retirar americanos e outros estrangeiros do país.

“Há 200 voos entrando e saindo todos os dias, o que é um número enorme para um país como o Haiti”, disse Jarry Emmanuel, diretor de logística aérea para a missão do programa da ONU no Haiti. “Mas a maioria desse voos é para as forças armadas americanas”, disse ao New York Times. “A prioridade deles é garantir a segurança. A nossa é alimentar as pessoas.”

NOVA IMAGEM

Dentro do governo Barack Obama, a operação de socorro ao Haiti é vista como uma oportunidade de ouro de mostrar que os EUA ainda são uma grande potência mundial, que assumem responsabilidade pelos “irmãos mais fracos” do hemisfério, mas não seguem mais a cartilha intervencionista do passado. Obama queria provar , na primeira tragédia internacional de seu governo, que não repetiria o fracasso retumbante de seu antecessor, George W. Bush, no socorro às vítimas do furacão Katrina.

Dentro do departamento de Estado, havia a esperança de que a missão de resgate no Haiti pudesse reaproximar o Brasil e os EUA, depois que uma série de divergências no ano passado – como as eleições em Honduras e a visita do iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil – esfriaram o relacionamento. Como os dois países são os mais influentes no Haiti, os EUA como maior doador e lar de 500 mil haitianos, e o Brasil como líder das tropas da missão de paz da ONU, seria uma boa oportunidade para juntar esforços.

“Obama teve uma ótima conversa com o presidente Luís Inácio Lula da Silva e ressaltou o desejo dos EUA trabalhar com o Brasil no Haiti”, disse McDonough ao Estado. “Obama elogiou a liderança do Brasil no Haiti na última década.”

Mesmo assim, ao longo da conferência de imprensa McDonough não havia mencionado o Brasil. Referiu-se duas vezes ao purificador de água dos argentinos, à atuação da República Dominicana e à ajuda dos franceses e chineses. Mas só falou sobre o Brasil depois de ser questionado.

O funcionário do Comando Sul dos EUA responsável pela relação com o Brasil, coronel Willie Berges, garantiu que Washington não deseja se sobrepor ao Brasil no Haiti. “Para nós a prioridade, é óbvio, é a ajuda e não duplicar esforços com a Minustah.”

“Hillary falou ontem com Amorim e, certamente, vai novamente expressar sua satisfação com a colaboração brasileira hoje (ontem)”, disse McDonough. Ele afirmou que é o governo do Haiti que está liderando o esforço e estabelecendo as prioridades.

Na sexta-feira, o secretário de Defesa, Robert Gates, também havia tentado rebater as críticas de unilateralismo americano no pacote de resgate. Gates afirmou não estar preocupado com a possibilidade de a ajuda americana ser vista como uma intervenção no país ou uma ameaça.

“Dado o papel que nós teremos na entrega de alimentos, água e assistência médica, acho que a reação será de alívio ao ver os americanos trazendo ajuda”, disse Gates. “E ainda há muitas outras pessoas em terra – os brasileiros têm uma presença significativa e estão fazendo muita coisa.

Fonte: O Dia via NOTIMP

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Brasil cobra posição da ONU sobre sua força militar no Haiti

O governo brasileiro vai cobrar uma posição das Organizações das Nações Unidas (ONU) sobre o papel claro da força militar do Brasil no Haiti depois que o terremoto destruiu o país. Uma das possibilidades em análise é a redação de uma nova resolução para o mandato do Brasil na Missão para a Estabilização da ONU no Haiti (Minustah), incluindo o controle e organização das ações humanitárias entre as suas atribuições. O Brasil também estuda o envio de tropas militares ao Haiti, que já estão de prontidão.

O Brasil tem o comando da Minustah, mas se viu numa saia justa internacional depois que os Estados Unidos anunciaram o envio de 10 mil militares e assumiram o controle do aeroporto de Porto Príncipe, dificultando o embarque de aeronaves da Força Aérea Brasileira, que levavam alimentos, água, medicamentos e profissionais da área de saúde.

“Nós entendemos que o auxílio humanitário está sob égide de outras considerações jurídicas. Mas pretendemos clarear essa situação junto à ONU. É possível que uma nova resolução dê um novo mandato para a missão ou que toda a questão humanitária seja tratada a parte do mandato da Minustah”, antecipou hoje o contra-almirante Paulo Zuccaro, sub-chefe de Comando e Controle do Estado Maior de Defesa. Segundo ele, o Brasil está se preparando para as duas possibilidades.

Depois do mal estar diplomático, o Brasil, a ONU e o governo haitiano fecharam, na sexta-feira à noite, um acordo com os Estados Unidos sobre o controle e segurança do aeroporto. Um memorando de entendimento foi assinando, dividindo a segurança do local. A segurança da área interna do aeroporto será feita pelos norte-americanos e a externa pela Minustah. Segundo Zuccaro, o controle de voo foi restabelecido pela aviação civil haitiana. Mas, como a torre de controle do aeroporto foi destruída, a operação de radar, instalado no local, é feita pelos americanos.

Com o acordo, os voos do Brasil para o Haiti começaram a ser restabelecidos. “Já tivemos três pousos. Mais dois outros estão previstos para muito me breve. Ontem (sexta-feira), houve de fato um tremendo engarrafamento”, admitiu Zuccaro. Apesar do desconforto do Brasil, que levou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a telefonar na sexta para a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hilarry Clinton, os representantes do governo que fizeram hoje um balanço sobre a ação do Brasil no Haiti após uma reunião do comitê de crise em Brasília, evitaram a polêmica com os americanos.

“A nossa atitude no momento é de cooperação e de integração. De forma alguma é confrontação. O importante é salvar vidas”, disse o ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general José Armando Félix. “Uma coisa são as operações da força de paz. Outra é o auxílio humanitário. São separados. A missão da força de paz continua em vigor”, argumentou.

O representante do Itamaraty no comitê, embaixador Antônio Simões, disse que os problemas com as aeronaves foram “extremamente desagradáveis”, mas a segurança dos voos foi mantida e não houve colisões. “Não podemos esperar as pessoas morrerem para que se possa prestar socorro. Temos que fazer a ajuda chegar lá e garantir a defesa de uma ponte aérea. Essa ponte aérea está estabelecida”, ponderou Simões. Segundo ele, a estrutura jurídica de coordenação será montada depois dessa ajuda humanitária inicial.

“Mais adiante vamos verificar se há necessidade ou não de adequar o mandato. Não podemos parar a ajuda humanitária para discutir questões burocráticas. Mas há, claro, diversas questões que vamos examinar”, disse Simões.

O contra-almirante Paulo Zuccaro ressaltou que é natural que a prestação da ajuda humanitária sem um mínimo de segurança e respaldo militar é temerária. “É natural que os países que pretendem ter uma participação mais vultosa nessa ajuda humanitária também estejam mobilizando mais militares para respaldar com segurança a prestação desse apoio”, ponderou.

O secretário-geral do Itamaraty, embaixador Antônio Patriota, foi hoje enviado ao Haiti. O Itamaraty também já enviou uma pessoa especializada em assistência humanitária para ajudar nos trabalhos com os brasileiros que estão no país.

Fonte: Blog do Vinna

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Situação ‘fora de controle’, diz comandante argentino

O comandante da força de paz argentina no Haiti, Gabriel Fucks, afirmou neste sábado que a situação no Haiti “está fora de controle”.

As declarações do chefe dos Cascos Blancos (capacetes brancos, o braço de ajuda humanitária do governo argentino), segundo a agência de notícias estatal argentina, Télam, foi dada após a chegada da ajuda humanitária.

Fucks disse que a situação piorou e que o estado é de “anarquia” no aeroporto de Porto Príncipe.

O argentino se encontra em um aeroporto a 120 quilômetros de Santo Domingo, a capital República Dominicana. Ele aguarda com uma equipe de médicos e toneladas de remédios e alimentos a autorização para se deslocar para Porto Príncipe, capital do Haiti.

‘Caótico’

O controle do aeroporto da capital haitiana foi assumido por militares americanos, que admitem que a situação continua “caótica”.

“É ótimo ver tantos países e agências unindo esforços num momento como este. Obviamente, é caótico, mas quando as pessoas unem esforço por um bem comum, é possível transformar o caos em uma coisa boa. E acho que é isso que está acontecendo agora.”

Na sexta-feira, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, fez um apelo internacional para arrecadar US$ 500 milhões em ajuda para o Haiti.

“A maior parte deste dinheiro seria para necessidades urgentes – o estoque de água e comida é crítico”, disse Ban em entrevista coletiva na sede da Organização em Nova York.

O secretário-geral afirmou ainda que o Programa Mundial de Alimentação da ONU já começou a alimentar cerca de 8 mil pessoas diversas vezes por dia.

A ONU estima que cerca de 300 mil pessoas tenham ficado desabrigadas devido ao terremoto.

A organização afirma que uma em cada dez casas da capital, Porto Príncipe, foi destruída pelo terremoto de magnitude 7.

Apesar dos esforços da comunidade internacional, autoridades haitianas e agentes humanitários alertaram nesta sexta-feira para a necessidade de aumentar a segurança de equipes de ajuda por medo de saques e ataques, à medida que aumenta a tensão e a raiva entre sobreviventes do terremoto no Haiti.

Fonte: BBC Brasil

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Ajuda portuguesa para o Haiti, volta para trás

C-130 sofre pane em motor e volta para Lisboa

Uma aeronave C-130 (H30) da Força Aérea Portuguesa, que se dirigia ao Haiti com ajuda humanitária e pessoal de emergência médica, foi obrigado a voltar para trás após ter detectado uma avaria a bordo.

A aeronave saiu de Lisboa na tarde de Sexta-feira com destino ao aeroporto do Sal em Cabo Verde, aeroporto onde deveria reabastecer com destino às Antilhas. O avião deveria ainda fazer escala em Barbados antes de rumar ao Haiti.

A avaria em um dos motores foi detectada ainda na primeira fase da viagem, com um comportamento anómalo detectado num dos quatro motores Allison T-56A. Foi dada dada ordem à aeronave para voltar ao aeroporto de Lisboa.
O C-130 chegou a Lisboa pouco depois das 23:00, hora local, devendo voltar a descolar com rumo a Cabo Verde logo que a avaria esteja solucionada. A partida está agendada para as 12:00 TMG de Sábado.

A aeronave enviada pela força aérea é um dos três C-130 «esticados» de uma frota de seis aeronaves que Portugal possui e que são especialmente indicados para transportar cargas mais leves mas volumosas.

A frota de C-130 está envelhecida e está em estudo a sua modernização. O país chegou a demonstrar interesse no Airbus A-400, mas abandonou o projecto em 2003 por causa dos atrasos e dos custos astronómicos da aeronave europeia. Em termos de transporte a Força Aérea concentrou-se na necessária substituição dos obsoletos Aviocar, pelos C-295 da EADS-CASA.

Fonte:Área Militar