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Vídeo: Nostalgia, o retorno do Zepelin…

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Relatório não foi alterado, diz Aeronáutica

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Desmentindo a avalanche de notícias perniciosas de que a FAB estaria em desacordo e que faria “birrinha” mediante ao relatório a ser entregue ao presidente, e até mesmo, as desrespeitosas declarações de que o Comandante da Aeronáutica o  Brig Juniti Saito, teria Afinado e de qua assim a FAB teria sido obrigada a alterar o relatório de forma a facilitar e influenciar na decisão do presidente pelo caça Francês, foram agora desmentidas pela Folha de São Paulo.

Em nota o próprio jornal, em poucas linhas, bem menos dos que as utilizadas para noticiar o tal furo de reportagem, vazamento de informações e toda a intriga político-técnica, divulga a declaração da Força Aérea de que de fato nunca houve um segundo relatório conforme justificava a mídia em geral.

Sendo assim, a FAB nunca foi pressionada a apresentar um relatório que agradece ao presidente e lhe facilitasse a “sai justa” na decisão, o que só comprova o que viemos afirmando aqui desde o inicio da polêmica.

Nada de surpreendente num país acostumado a este tipo tratamento dos meios de informações especialmente em anos eleitorais, e em defesa de seus próprios interesse, como tal.

Fica o nosso registro de que ao contrário do que pensam estes pessoas, há no Brasil alguns brasileiros que por hábito costumam variar as suas fontes de informação, e por esta razão detectam as distorções e manipulações das mesmas.

Estamos atentos e ao lado da FAB e do Brasil, acreditamos que as empresas envolvidas e seus profissionais fizeram o seu melhor e agiram profissionalmente.

Estamos cientes de que a FAB fez o seu trabalho, nem preciso palavras para reafirmar isto, basta ler o que a SAAB disse sobre o programa.

“Esta é a concorrência para venda de aviões mais profissional e neutra da qual já participamos.”

O relatório, “único relatório” emitido pela FAB, será encaminhado para o presidente e este reunirá o conselho de defesa para assim dai tomar a decisão, boa sorte os 3 participantes e esperemos de todos, o cumprimento daquilo preestabelecido em suas propostas.

Dito isto, todos fizeram o que lhes era esperado, menos setores da  imprensa, que deixaram muito a desejar mais uma vez, mostrando infelizmente que a informação não é o seu objetivo primordial….

E.M.Pinto

Plano Brasil


Relatório não foi alterado, diz Aeronáutica

A Aeronáutica confirmou ontem que o seu comandante, Juniti Saito, formalizou na última quarta o envio do relatório do programa F-X2 para o ministro Nelson Jobim (Defesa), única autoridade civil a receber o material.

Segundo a Força, só existe uma versão do relatório, que foi elaborado pela Copac (Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate) e aprovado pelo Alto Comando da Força Aérea no dia 18 de dezembro.

Não houve recuo ou mudanças no texto, diz a FAB, que nega pressões políticas nesse sentido..

Fonte Folha de São Paulo Via NOTIMP

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Entenda o que está em jogo na compra dos novos caças

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O processo de seleção para a compra de 36 novos caças destinados à Força Aérea Brasileira (FAB) vem gerando uma série de polêmicas em torno de um negócio que pode custar até R$ 10 bilhões aos cofres públicos.

Estão na competição o modelo Rafale, fabricado pela francesa Dassault; o Gripen NG, da sueca Saab e o FA-18 Hornet, da americana Boeing.

O Ministério da Defesa informou que já recebeu o relatório técnico feito pelo Comando da Aeronáutica, mas nenhum dos dois órgãos comenta o conteúdo do documento.

De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada na terça-feira, o Gripen teria recebido a melhor pontuação no relatório, considerando preço e transferência de tecnologia.

Já a aeronave francesa, preferida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estaria na terceira posição.

Além da escolha entre as três empresas, o presidente tem ainda uma outra opção: não decidir sobre um vencedor, o que pode resultar no engavetamento do processo de seleção ou na transferência da decisão para o próximo governante.

Entenda o que está em jogo na compra dos caças.

Para que os caças serão usados?

A aquisição dos novos caças tem duas finalidades práticas: intensificar a patrulha da Amazônia e da faixa de mar do pré-sal. Os equipamentos estarão aptos a fazer interceptações aéreas e ataques em solo.

Além dos 36 caças previstos no processo de seleção atual (batizado de FX-2), a FAB pretende ainda fazer novas aquisições nos próximos 15 anos, chegando à marca de 120 aeronaves.

A ampliação do poderio militar brasileiro também está relacionada às intenções do país em reforçar sua influência política no cenário internacional.

O argumento é de que, com um aparato militar mais significativo, o país estaria melhor preparado para disputar uma vaga permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas – uma das principais bandeiras da política externa brasileira.

Quais são as principais diferenças entre as três propostas?

As propostas não são idênticas, pois cada empresa teve liberdade para fazer sua própria oferta de preços, prazos e condições para transferência de tecnologia.

No caso da Saab, estima-se que o pacote tenha saído a um custo de R$ 5 bilhões, com o preço unitário da aeronave em torno de R$ 120 milhões, o mais baixo entre os três concorrentes.

O motivo seria o fato de a aeronave ser monomotor, mas segundo o fabricante, a questão não interfere na segurança ou no desempenho do equipamento, que pode atingir a velocidade de 2,4 mil quilômetros por hora.

Em declarações à imprensa no ano passado, porta-vozes da Saab disseram que a empresa está disposta a transferir tecnologia ao Brasil “sem restrições” e que o fato de seu caça ainda estar em processo de desenvolvimento abre espaço para parcerias com a indústria brasileira.

Quanto ao FA-18 Hornet, a estimativa é de que cada caça saia por cerca de R$ 170 milhões e o pacote completo por R$ 8 bilhões. Com duas turbinas, o caça pode atingir 2,1 mil quilômetros por hora.

Em nota divulgada no ano passado, a Boeing se comprometeu a adotar um modelo “inédito” de transferência de tecnologia ao Brasil, inclusive desenvolvendo as aeronaves em território brasileiro.

A Boeing vem tentando melhorar sua imagem junto à indústria militar brasileira. Há cinco anos, a empresa vetou a venda de aeronaves da Embraer à Venezuela, já que os equipamentos tinham componentes americanos.

O compromisso da Boeing no programa FX-2 foi também reforçado pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton, em uma carta enviada ao Itamaraty, em agosto do ano passado.

O caça Dassault, por sua vez, chega a ser cotado por até R$ 240 milhões, o que pode levar seu pacote completo à cifra de R$ 10 bilhões.

Questionado sobre a diferença de preços, o ministro da Defesa da França, Hervé Morin, disse que o Rafale tem um desempenho melhor e comparou o caça francês uma Ferrari. A velocidade máxima da aeronave é de 2,4 mil quilômetros por hora.

A Dassault falou em transferir “100%” da tecnologia de seus caças para o Brasil, mas como seu produto já está totalmente desenvolvido, há duvidas quanto ao ganho que o acordo com a empresa francesa possa trazer ao país.

Outro fator que deverá pesar na escolha do governo brasileiro é o custo da hora/voo de cada aeronave, referente, por exemplo, a despesas com combustíveis, lubrificantes e consertos de sistemas desgastados ao longo dos anos.

De acordo com a experiência dos três concorrentes, estima-se um custo US$ 4 mil a hora/voo no caso do Gripen, de US$ 10 mil a US$ 14 mil para o Hornet e de US$ 14 mil no caso do Rafale.

Qual é o procedimento para a escolha da aeronave?

A aquisição dos caças não segue o procedimento de uma licitação tradicional, em que a empresa ganhadora é apontada por uma comissão, considerando preço e critérios técnicos.

No programa FX-2, por se tratar de um assunto de segurança nacional, a palavra final sobre o vencedor é do presidente da República.

Definida a empresa ganhadora, caberá ao Senado discutir os aspectos financeiros do negócio, aprovando ou não o financiamento, por exemplo.

O presidente da Frente da Parlamentar da Defesa Nacional, Raul Jungmann, diz que a Constituição brasileira confere ao Poder Executivo a prerrogativa de definir, sozinho, a empresa vencedora. Mas, segundo ele, “não é correto o presidente atropelar o processo”.

Jungmann se refere ao fato de o presidente Lula ter anunciado, em setembro passado, que o governo brasileiro já estava “em negociação” com a Dassault – antes mesmo de a Aeronáutica ter concluído o relatório técnico.

Por que o presidente Lula e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, preferem o caça francês?

Entre os principais argumentos do governo a favor do Rafale está a “parceria estratégica” com a França – um compromisso assinado no ano passado, entre os dois países, com o objetivo de “aprofundar” projetos conjuntos na área de segurança.

Em setembro passado, o Brasil anunciou a compra de 50 helicópteros e quatro submarinos de tecnologia francesa, no valor total de R$ 22 bilhões.

O governo francês, por sua vez, se comprometeu a adquirir dez aeronaves de transporte militar fabricadas pela brasileira Embraer.

Além disso, a França é um dos poucos países, entre as grandes potências, que defende uma vaga permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU.

De acordo com o Palácio do Planalto, a expectativa agora é de que o presidente Lula, junto com ministros e assessores da área, avaliem o relatório técnico da Aeronáutica juntamente com “outras questões, mais políticas”, como a relação do Brasil com França, Estados Unidos e Suécia.

O presidente tem um prazo para tomar sua decisão?

Não. O presidente pode adiar o quanto quiser sua decisão – ou ainda, não decidir nada. Se isso acontecer, o processo de seleção pode ir para a gaveta ou ficar a cargo do próximo presidente.

Esse seria o pior cenário na visão dos militares, interessados na modernização de sua área. Na avaliação de uma fonte da Aeronáutica, uma indefinição pode “desmoralizar” o processo de seleção brasileiro, prejudicando negociações no futuro.

A expectativa entre os assessores do presidente é de que uma decisão, se realmente tomada, seja anunciada no início do ano, evitando um possível desgaste ao governo na fase de campanha eleitoral.

Fonte: BBC Brasil

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China critica venda de mísseis Patriot

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Em declarações à imprensa reproduzidas pela agência noticiosa chinesa, o ministerio chinês das relações exteriores afirmou nesta Sexta-feira através de um porta-voz que os Estados Unidos devem respeitar os interesses fulcrais da China.

As declarações relacionam-se com a total objeção chinesa à possibilidade de fornecimento por parte dos Estados Unidos de mísseis do sistema Patriot à ilha de Taiwan, que a República Popular considera ser seu território.

O congresso norte-americano, após um demorado processo deu finalmente a sua autorização à venda de material militar à ilha, num programa que atinge o valor total de 6.500 milhões de dólares americanos.
De entre os sistemas cuja venda foi autorizada destacam-se os mísseis Patriot PAC-3, que têm capacidade anti-míssil e podem ajudar a ilha a defender-se de um possível ataque por parte do regime comunista de Pequim. O pedido de Taiwan, inclui 330 exemplares desse míssil, representando cerca de metade do programa de fornecimento.

Com uma quantidade relativamente elevada de mísseis Patriot PAC-3, Taiwan pode reduzir consideravelmente as possibilidades de um ataque chinês com sucesso, que será sempre antecedido de ataques com mísseis a pontos estratégicos como centrais de energia e bases aéreas.

Taiwan também tem em desenvolvimento programas próprios de mísseis solo-solo capazes de responder, atacando algumas das principais cidades da China.

A República Popular da China continua a considerar Taiwan como seu território, embora a China não tenha controlado aquela ilha senão depois do século XVI, já os portugueses ali tinham chegado.
A população autóctone de Taiwan não é aparentada com a da maioria dos chineses dado ser de origem Melanésia. No entanto, uma parte muito considerável da população é descendente dos muitos refugiados que fugiram para Taiwan para escapar do regime comunista no final dos anos 40.

Fonte: Área Militar

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JÁ VOA O EXPERIMENTAL CEA-309

http://www.ufmg.br/online/arquivos/anexos/DSC_1376.JPGJá está voando para ensaios o protótipo do novo monomotor da Classe Ilimitada, para competições, projetado e construído pelo Centro de Estudos Aeronáuticos (CEA) da Universidade Federal de Minas Gerais. Seu desenvolvimento foi coordenado pelo professor Paulo Iscold e o CEA-309 vem demonstrando desempenho de acordo com os planos dos projetistas. Seu desenvolvimento foi iniciado há seis anos (Roberto Pereira).

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Fonte: Aerobusiness

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AERNNOVA em projeto com AVIBRAS

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A empresa Aernnova, de São José dos Campos, assinou contrato para trabalhar junto com a Avibras no desenvolvimento de uma aeronave sem piloto,cujos testes devem começar em 2011. Cabe à Aernnova o projeto der engenharia da estrutura da aeronave. Atuando desde 2004 a Aernnova opera hoje em programas como os aviões das séries 170/190 da Embraer (Roberto Pereira).

Acesse ao site da  Aernova clicando aqui

Fonte: Aerobusiness

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Geopolítica História

Novo embaixador chega a Brasília

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Depois de sete meses, escolhido de Obama retorna ao país que deu rumo a sua carreira

Isabel Fleck

Quando chegou ao Brasil pela primeira vez, o diplomata americano Thomas A. Shannon tinha 30 anos e trazia na bagagem a experiência de pouco mais de quatro anos em postos não tão expressivos no exterior: Guatemala, Camarões, Gabão e São Tomé e Príncipe. Em sua passagem por Brasília, no entanto, Shannon travou contato com o país que marcaria de vez sua trajetória voltada para a América Latina. “O impacto que este país vibrante e ambicioso causou em mim nunca desvaneceu”, afirmou o diplomata, diante de senadores americanos, em 8 de julho de 2009, após ser indicado por Barack Obama para ser o embaixador americano no Brasil.

Aos 51 anos, Shannon retorna a Brasília, após ter representado seu país na Organização dos Estados Americanos (OEA) e exercido o cargo mais importante da diplomacia americana para o continente — o de subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental. Ele desembarcou na manhã de ontem na capital, para apresentar as credenciais ao Ministério das Relações Exteriores. Na chegada, prometeu que começaria a trabalhar imediatamente para construir uma “parceria do século 21”. “É um grande prazer para mim estar de volta aqui ao Brasil. É um país muito importante para nós”, disse, ainda no aeroporto, em bom português — herança dos quatro anos de serviço em Brasília.

Entretanto, ele terá de aguardar a convocação do Planalto para apresentar oficialmente as credenciais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é de que isso ocorra apenas em fevereiro, estendendo um pouco mais a demora (que já passa de sete meses) desde a nomeação de Shannon, em maio passado. Recebido de última hora pelo ministro Celso Amorim, o diplomata americano ressaltou que a secretária de Estado, Hillary Clinton, aguarda a posse do novo embaixador para marcar sua vinda ao Brasil — possivelmente, em março. Já que não pode assumir as funções antes de ser recebido por Lula, Shannon retorna neste fim de semana aos EUA, aonde chega na segunda-feira o novo representante brasileiro(1).

Potência-chave

Mesmo antes de ter o nome anunciado por Obama, em maio de 2009, Shannon não conseguia esconder o entusiasmo com o possível retorno. Em fevereiro, ele afirmou ao Correio, em Washington, que seria uma “grande honra” representar novamente os EUA no país, desta vez na posição de embaixador. No dia de sua sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, o diplomata também não poupou elogios ao Brasil, que classificou como uma “potência regional chave” e um “ator internacional cada vez mais relevante”. “Eu já percebi, no seu compromisso (do Brasil) com o multilateralismo e as organizações internacionais, a vocação para a liderança mundial que poderia torná-lo um parceiro dos EUA”, disse, fazendo referência ao período em que trabalhou aqui, entre 1989 e 1992.

Hoje, Shannon vê o Brasil como um país com o qual os EUA têm uma “ampla e sofisticada gama de interesses em comum”. “Esses interesses vão além das nossas fronteiras, incluindo o desenvolvimento social e econômico e a estabilidade democrática em todo o Hemisfério Ocidental”, declarou o diplomata no Senado americano. A cooperação energética, um dos principais temas — principalmente do lado americano —, é vista com “enorme potencial” por Shannon. “Em 2007, o Brasil anunciou descobertas de petróleo na costa sudeste, o que pode transformá-lo em grande exportador. (…) Isso é importante para os mercados mundiais, pois poderia criar estabilidade, diversidade e uma importante fonte de energia fora do Oriente Médio e de zonas de conflito.

À parte as convergências de interesses e a empatia entre Obama e Lula, Shannon terá a difícil tarefa de aproximar o diálogo em questões nas quais os dois países divergem, como Honduras e as bases cedidas aos EUA na Colômbia. A seu favor, contarão o conhecimento da região, a alta performance como diplomata e a já tão declarada paixão pelo Brasil.

1 – Vieira em Washington

Se Thomas Shannon terá de esperar o encontro com Lula para entregar oficialmente as credenciais e iniciar as atividades em Brasília, o novo embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Mauro Vieira, assume o posto já na próxima segunda-feira, assim que chegar a Washington. Ele ocupará o cargo deixado por Antonio Patriota em outubro, quando foi nomeado secretário-geral do Itamaraty. Vieira saiu ontem da embaixada em Buenos Aires, onde o novo representante brasileiro, Enio Cordeiro, deve assumir também na segunda-feira. Na Embaixada dos EUA em Brasília, o posto está vago desde o fim de agosto, quando saiu Clifford Sobel.

Fonte: CCOMSEX

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Guerra nos Céus: Fabricantes veem ameaça à venda de caças

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Franceses, americanos e suecos temem que disputa política entre Aeronáutica e governo na escolha do avião adie decisão

Concorrentes avaliam que é grande a chance de o Gripen, modelo preferido pela FAB, ser suplantado em relatório que Jobim entregará a Lula


IGOR GIELOW

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Os três concorrentes para o fornecimento de 36 caças supersônicos à FAB (Força Aérea Brasileira) temem que a disputa política entre militares e o governo inviabilize a realização do negócio de até R$ 10 bilhões neste ano.

Segundo a Folha apurou, franceses, americanos e suecos têm essa mesma avaliação, ainda que haja diferença de interpretação no caso dos últimos -apontados pela Aeronáutica como donos da melhor oferta para suas necessidades, em relatório técnico que está nas mãos do ministro Nelson Jobim (Defesa).

Como é notório, Jobim e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm predileção pelo francês Rafale F3, por conta da aliança estratégica firmada com Paris. O avião, contudo, sai quase pelo dobro do Gripen NG no pacote proposto, e é mais caro que o americano Boeing F/A-18 Super Hornet.

A opção da FAB decorreu de dois fatores: o custo de aquisição e operação ao longo dos 30 anos de vida útil do avião, e a proposta mais aberta de desenvolvimento conjunto oferecida pelos suecos. Para americanos e franceses, o fato de o Gripen NG ser um modelo ainda em fase de testes o torna uma incógnita em termos de custo.

Em comum, todos acreditam que é grande a chance de a preferência da FAB ser suplantada por Jobim. O ministro já disse que vai reavaliar os pesos dados pelos militares a diversos itens analisados, o que pode mudar a classificação das aeronaves. Pela lógica, para favorecer o Rafale, ainda que a decisão final seja exclusiva de Lula.

O relatório foi aprovado na FAB no dia 18 de dezembro, e Jobim foi avisado pelo comandante da Força, Juniti Saito, de seu conteúdo.

Políticos do entorno do Planalto ventilaram a versão de que o texto seria preliminar e que foi alterado pela FAB ao gosto do Planalto, o que não é verdade. O que haverá é um relato de Jobim para Lula, após nova conversa com Saito.

Se uma mudança pró-Rafale ocorrer, especulam os concorrentes, o clima azedo entre governo e militares devido à ideia proposta de revisão da Lei da Anistia pode desandar. Lula poderia esfriar o debate jogando o tema para o Congresso.

Não que deputados e senadores tenham voz ativa na decisão, mas ao acatar um eventual “pedido de vistas” na reunião do Conselho de Defesa Nacional em que apresentará sua decisão, Lula poderá ganhar tempo.

O problema, para os concorrentes, é esse, embora não haja uma obrigação de data para a decisão. A campanha eleitoral se avizinha e o argumento de falta de legitimidade de uma gestão de saída pode servir de justificativa do adiamento.

Fonte: CCOMSEX