Categories
Negócios e serviços

Pré-sal impulsiona estaleiros e BNDES já contabiliza 24 projetos

http://4.bp.blogspot.com/_F9BcSrypDys/Sr5HqWaqTtI/AAAAAAAABT4/6rj08LqSIt0/s1600/SUAPE.jpg

A indústria naval começa a se agitar para as encomendas do pré-sal. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já contabiliza 24 anúncios de estaleiros no País. Seis empresas bateram às portas do banco de fomento com pedido de financiamento – e já entregaram as cartas-consulta, primeiro passo para obtenção dos recursos da instituição. Dez projetos, que reúnem cerca de R$ 4,6 bilhões em investimentos, têm aval do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para sair do papel.

Os maiores projetos que contam com o FMM serão erguidos no Nordeste. O projeto do estaleiro Paraguaçu, da construtora Odebrecht, prevê investimentos de R$ 1,6 bilhão, de acordo com informações publicadas no Diário Oficial da União. De acordo com a publicação do dia 22 de janeiro, os aportes do Eisa Alagoas, no Pontal do Coruípe, devem somar R$ 1,2 bilhão. Já o Estaleiro da Bahia (Ebasa), receberá R$ 905,7 milhões. De acordo com o BNDES, tratam-se de instalações preparadas para a produção de navios de grande porte ou plataformas de petróleo.

Outros dois estaleiros devem ser construídos no Nordeste: Corema Indústria e Comércio, no município de Simões Filho, na Bahia, e Estaleiro Promar, no Ceará, que, segundo o BNDES, será voltado para a produção de barcos de apoio.

Por todo o País

A publicação no DOU lista também projetos localizados no Rio Grande do Sul, São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro. A WTorre Engenharia estaria preparando a construção da segunda unidade do estaleiro Rio Grande.  A Wilson Sons Estaleiros, tem, segundo o DOU, projeto de instalação da sua terceira unidade no mesmo município.  A mesma empresa também planeja, de acordo com o DOU, construir a segunda unidade do estaleiro no Guarujá, em SP. No Rio de Janeiro, o estaleiro de pequeno porte São Miguel também tem apoio do FMM segundo a resolução do órgão, assim como o Hermasa Navegação, em Itacoatiara, Amazonas, voltado para pequenos reparos.

Os novos investimentos devem espalhar a produção naval pelo País, hoje concentrada no Sudeste. Até meados do ano passado, metade da mão-de-obra atuante na indústria naval estava localizada no estado do Rio. “Os investimentos anunciados para os próximos anos apontam para uma maior desconcentração geográfica da produção, o que certamente trará impactos positivos para o País, mas incertos do ponto de vista microeconômico”, assinala o estudo Perspectivas do Investimento em Mecânica, elaborado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com a Unicamp e o BNDES. O levantamento faz parte do projeto-PIB, mapeamento completo sobre a indústria brasileira.

Fonte: Último Segundo

Categories
Defesa

Base de submarino nuclear começará a ser construída em fevereiro

http://2.bp.blogspot.com/_tCJtB4FW8HA/Som7zhAM8fI/AAAAAAAAALs/qMvrSHiXw9w/s400/SNB_7.jpgA base que abrigará o primeiro submarino nuclear brasileiro e a frota convencional com tecnologia francesa começará a ser construída em fevereiro, de acordo com o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto. Ele pretende lançar nas próximas semanas a pedra fundamental da nova base e do estaleiro, que ficarão no município de Itaguaí, na Baía de Sepetiba, ao sul da capital fluminense.

“É coisa para agora. Lançamos a pedra fundamental e começamos as obras. A duração está em torno de três anos para a construção da base e do estaleiro”, estimou o comandante, durante lançamento do evento Grandes Veleiros Rio 2010, uma regata internacional envolvendo embarcações de maior porte, que ficarão ancoradas e abertas ao público no Píer Mauá, a partir de amanhã (31).

Segundo o almirante, serão construídos quatro submarinos convencionais até 2016, com a conclusão do submarino nuclear prevista para 2020. O orçamento total da Marinha para este ano é de R$ 4,3 bilhões, sendo R$ 2,3 bilhões para os submarinos e R$ 2 bilhões para investimentos e manutenção da força.

Otimista, o comandante disse não acreditar em contingenciamento de verbas. “O governo acabou de liberar a primeira parcela dos recursos para isso. Vamos conseguir conduzir bem nosso programa dos submarinos. É um programa de Estado e uma parceria estratégica assinada entre dois países”, declarou.

Sugestão Lucas Urbanski

FONTE: Agência Brasil Via Poder Naval



Categories
História

Solenidade no RJ marca centenário de nascimento do Brigadeiro Nero Moura

http://www.livrepensamento.com/wp-content/uploads/2009/04/neromoura1.jpg

Passado, presente e futuro estiveram juntos na manhã do dia 30 de janeiro na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, durante a solenidade que marcou o centenário de nascimento do Brigadeiro Nero Moura, patrono da Aviação de Caça no Brasil. Sob rasantes das aeronaves F-5 e A-1, diversas gerações de caçadores da Força Aérea brasileira se reuniram para homenagear o líder da vitoriosa campanha da Itália durante a II Guerra Mundial, nascido em 30 de janeiro de 1910.

O Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, Comandante da Aeronáutica e piloto de caça, presidiu a cerimônia e conclamou a todos os militares da FAB que se espelhem nas lições da vida do Brigadeiro Nero Moura em benefício da Força Aérea e do país. “O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem”, ressaltou em discurso.http://www.fab.mil.br/sis/enoticias/imagens/pub/5393/i1013017561655280.jpg

Após a benção do Capelão da Base Aérea de Santa Cruz, Eleonora Maria Moura, filha de Nero Moura, acompanhada pelo Comandante da Aeronáutica e do Major-Brigadeiro Meira, veterano do 1° Grupo de Aviação de Caça na Itália, colocou uma coroa de flores sobre o túmulo do seu pai, localizado próximo à pista de pouso.

Emocionada, ela lembrou do homem que se dedicava com afinco ao cumprimento de cada missão, seja na guerra ou na paz. “A vida dele era a Força Aérea, os aviões e os comandados”, disse.

E muitos sucessores de Nero Moura foram à cerimônia. Estiveram presentes o Alto Comando da Aeronáutica, os comandantes de todas as unidades de caça da FAB e veteranos da campanha na Itália. Todos, em uma só voz, cantaram “Carnaval em Veneza”, canção que marcou os desafios e superações dos brasileiros que foram ao combate com muita coragem e confiança nos memoráveis P-47, “o trator voador” que até hoje permanece na Base Aérea de Santa Cruz como uma lembrança vitória.
A solenidade marcou ainda o lançamento de um selo comemorativo e da Medalha Mérito Operacional Nero Moura, a ser concedida aos comandantes de unidades aéreas que se destacarem em suas funções. A condecoração lembra que Nero Moura, apesar de ser mais lembrado pelas 72 missões de combate, também se destacou por saber liderar e promover a Força Aérea em todas as suas áreas, do bom funcionamento das aeronaves à moral dos pilotos.

Também foi aberta na Base Aérea de Santa Cruz uma exposição histórica sobre a vida do Brigadeiro Nero Moura, organizada pelo Centro de Documentação e Histórico da Aeronáutica (CENDOC). Textos, documentos e fotos históricas mostram a vida do homem que foi um dos incentivadores da criação do Ministério da Aeronáutica, em 1941, fundador do Grupo de Transporte Especial e Ministro da Aeronáutica entre 1951 e 1954. Das muitas realizações de Nero Moura, somente como Ministro, destacam-se a chegada dos primeiros caças a jato do Brasil, os Gloster Meteor, e a construção dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e Salgado Filho, em Porto Alegre.

Conheça mais sobre o Brigadeiro Nero Moura na NOTAER especial. Para acessar, clique aqui.

Nota do Blog

Bela homenagem a este herói de nossa história e porque não dizer do mundo uam vez que  juntamente com os seus compatriotas e aliados lutou nos céus italianos na terrível segunda guerra mundial e deixou-nos um histórico de heroísmo, dedicação e profissionalismo, muito bem exaltados pelo comandante da Força Aérea brasileira, o Brig. Juniti Saito, que conclama os seus subordinados e colegas de farda para seguirem o exemplo deste herói e reeditar a história e o futuro.

Como homenagem do Plano Brasil,  fica aqui a reprodução da da nota do serviço de comunicação social da Força Aérea à este ícne da história do Brasil

E.M.Pinto

Plano Brasil

Fonte: Força Aérea Brasileira

Categories
Defesa Geopolítica História Sistemas de Armas Tecnologia

Impressões e análise sobre o PAK FA/FGFA

[filepy.jpg]Diante de muitas questões levantadas pelos leitores do blog e por muitos outros que queriam saber  acerca do programa PAK FA resolvi escrever este artigo, de forma a  apresentar primeiro informações obtidas recentemente e depois, as minhas considerações pessoais  sobre o programa e seu impacto na geopolítica internacional.

Alerto que as considerações pessoais são minhas e representam a  minha visão sobre o tema e portanto, não representam as opiniões dos demais colaboradores do Blog ,e que tal como todas as informações aqui divulgadas são passíveis de contestação.

Informações Recentes

Segundo as informações da imprensa local (Russa),  o T-50 ou PAK FA teria um alcance estimado em cerca de 5000km. Como  esta é uma  estimativa do próprio fabricante, muitos críticos  e  até  mesmo leigos discrentes da indústria militar russa afirmam ser exagerado.

Porém, quem conhece o meio aeronáutico e sabe do que fala, já está acostumado a saber que os parâmetros previstos pelos fabricantes em sua maioria são superados pelos seus produtos.

Isto faz parte do Marketing e é uma ferramenta muito eficaz, os parâmetros são sempre considerados como o mínimo necessário e portanto são por vezes superados. E isto  nos leva a crer que muito provavelmente o PAK FA  terá as especificações nominais apresentadas pela mídia, especificações estas as quais superam seus  adversários em suas  versões atuais.

Com isto,  não ficaria impressionado com o seu gigantesco alcance de  5000 km, e a  sua carga bélica estimada em mais de 10 toneladas, estas especificações também foram lançadas pela Sukhoi em outros programas como o SU-34 e posteriormente confirmadas, o que reafirma o que disse.

Residem ainda alguns problemas a serem sanados e a propulsão do caça é um deles, o motor NPO Saturn AL-41F que equipará o T-50 é um dos mais poderosos  já projetados, ficando atrás em potência somente da turbina F-135 que equipará o caça  norte americano F-35  .

http://img232.imageshack.us/img232/6663/saturnlyulkaal41fturbof.jpg

Sistemas de Armas.
O armamento do T-50 deverá ser transportado tanto em um compartimento interno, como externamente, assim como no caça F-22 Raptor. Entretanto o PAK FA terá uma vantagem significante em relação ao seu adversário,  transportará internamente mais que o dobro das armas do F 22.

Críticos do programa F 22 alegam que a pouca capacidade de transporte interno de armas do Raptor é um fator limitante, pois para missões de longa duração ou mesmo em operações de combate saturados de inimigos, o Raptor teria que transportar sua carga”extra” externamente o que quebraria a sua “discrição” e assim o seu maior trunfo, pois aumentaria o seu fator RCS.



Embora dimensionalmente maior que o Raptor (o que nos leva a crer que o seu RCS seja maior,) o PAK FA  poderá transportar em suas baias internas cerca de 10 16 mísseis contara 6 -8 do Raptor, permitindo-lhe a performance  supercruise (sem limitações) e ainda, podendo se manter oculto por  distâncias maiores que seu adversário sem ser detectado, pois embora tenha um RCS maior, é suposto afirmar que este não teria a assinatura dos armamentos transportados externamente.

De quebra, o PAK FA carregará em suas baias um arsenal de 3 -4 mísseis de extreme large range sem precedentes no mundo todo, cujo alcance é estimado em 350-400km, 3 a 4 vezes o alcance dos BVR atuais, este míssil será primeiramente incorporado aos interceptadores MIG-31 que equipama a Força aérea Russa e posteriormente introduzidos nos PAK-FA.

http://2.bp.blogspot.com/_mDvQ8xYRdSI/SuFwhRXNaGI/AAAAAAAAAj4/yVu7xyzjs2I/s1600/pak-fa%2B28.08.2009.jpg
Um novo míssil de curto alcance encontra-se em desenvolvimento e recebe até então o indicativo de  Izdeliye 300 (K-MD) cujo desempenho de manobra e do seu sensor IR terá um ângulo de detecção de 80º para ambos os lados,  o míssil poderá efetuar a busca pelo alvo independente e/ou  receber atualizações de curso por meio de um sistema de datalink. Terá capacidade de engajamento para todo e qualquer alvo, estático ou em movimento, para alvos aéreos , navais ou em superfícies como carros de combate entre outros.

Com relação a capacidade de ataque a alvos de superfície, além dos armamentos disponíveis hoje é bastante provável que o PAK FA seja armado com uma nova geração de bombas guiadas pelo sistema GLONASS, KAB-500S, o sistema de posicionamento global russo, equivalente ao GPS norte americano já operacional.

Um ponto interessante é o fato de diversas fontes alegarem que o PAK FA será armado com um par de canhões de 30 mm, contrariando a tendência mundial de se só utilizar uma arma destas.

Impacto do voo do PAK FA na geopolítica internacional- uma visão Pessoal


Sobre o Programa
http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2010/01/cara.jpgPAK FA e o voo que ao meu ver  mudou a geopolítica aérea as conseqüências certamente serão muitas e que não podemos responder por agora, mas como farei neste texto tentarei mostrar as minha opiniões pessoais


O presidente Russo Wladmir Puttin afirmou nesta sexta que o PAK FA entrará em operação já a partir de 2013 o que é contestado por inúmeros especialistas que dão como mais provável a data de entrada por volta de 2016, entretanto o que é fato é que ninguém sabe qual é verdadeiramente o estágio atual do programa, há 5 protótipos em avaliação e ademais o programa está sendo desenvolvido em paralelo utilizando-se como plataforma o Su-35, o que nos leva a crer que pode sim ser verdadeiras as informações do presidente Russo, ainda mais agora que o voo do PAK silenciou a mídia mundial descrente de sua capacidade, dando prova do que vinham afirmando até então,  alguém se habilita a duvidar?

Eu arrisco a minha opinião pessoal, uma vez que como disse nada se sabe sobre o atual estágio do programa e tendo em base que o Su-35 está servindo de plataforma de testes, os sistemas desenvolvidos para o PAK-FA poderão estar prontos antes mesmo do que se espera.

Na minha opinião as coisas poderão estar acontecendo da seguinte maneira:

  • Caças 50% PAK FA propriamente ditos.

Entre 2013 -2014- incorporação das primeiras versões Block I,  cujos sistemas de Armas e eletrônica embarcada serão idênticas ao SU-35, o Radar será o mesmo modelo desenvolvido para o SU-35 e provavelmente os motores estarão prontos por volta de 2014 sendo introduzidos nos caças posteriormente através de conversões.

  • Caças 75% PAK FA propriamente ditos.

Entre 2015 -2017 incorporação das versões Block II,   cujos sistemas de Armas e eletrônica motores já serão diferenciadas incorporando inúmeros sistemas novos como o Radar e sistemas opto-eletrônicos  desenvolvidos para o PAK FA,  novas armas e melhorias aerodinâmicas bem como diminuição do RCS através da adoção de novos materiais e de mudanças estruturais

  • Caças 100% PAK FA propriamente ditos.
Entre 2018 -2020 incorporação das versões Block III ou PAK FA propriamente ditas,   O caça realmente 5G com sistemas avançados e inteiramente PAK FA.

Consequências do Voo do PAK FA


Na minha humilde opinião engana-se quem pensa que os EUA foram os mais afetados por este evento, os EUA já tem seus caças 5G e só precisariam desenvolver versões de novos sistemas secundários para atualizá-los para fazer frente o PAK FA.
Para mim é mais que latente que o voo do PAK -FA despertou mais terror na China,  Europa e Brasil do que nos EUA.
Mas vamos por partes em nossa análise:

Rússia
http://2.bp.blogspot.com/_YniKlbPh29k/SjhVcrbxBwI/AAAAAAAAEmY/n98xq6cPi9Q/s400/pak-fa-indo-russia-fighter-aircraft.jpg
Na seqüencia do voo do PAK e a validação do programa, o mundo poderá estar preparado para o anúncio de um novo projeto de um caça 5g de menores dimensões que viria a substituir os caças LO de Índia e Rússia, isto porque as capacidades técnicas estariam desenvolvidas e considerando-se  o crescimento econômico pujante de ambos os países previsto para a próxima década, as barreiras estariam quebradas.

Uma vez que o protótipo voo e que supostamente as tecnologias serão avaliadas, não estranharia o nascimento de um novo programa já em 2012 para um caça “LO” que teria seu desenvolvimento partilhado novamente com os indianos e que seria avaliado ai pelos idos de 2012 altura em que muitos parâmetros do PAK FA estariam já maduros o suficiente para se partir para um novo programa.
Eu aposto no desenvolvimento deste novo caça que entraria por volta de 2018-2020 e que seria um adversário da categoria do F 35, mas é minha opinião…
O fato é que os russos lavaram a égua por assim dizer e o mundo que fique de boca aberta pois o velho urso contrariou todas as expectativas, o caça logo logo vai estar ai…


EUA
http://www.instantbreakingnews.com/fck_uploadedfiles/F22.jpgO F22 é o único caça da categoria do PAK FA e que teria reais capacidades de enfrentá-lo e mesmo que os EUA o liberassem para seus aliados estes não teriam condições financeiras de opera-los em números suficientes para validarem o seu uso.

Com certeza a Boeing/ Lockheed Martin devem ter aberto inúmeras garrafas de Vodka para comemorar, uma vez que assim o pentágono pressionará o governo para reabrir a linha do F 22 e ou mesmo autorizar o desenvolvimento de uma versão mais avançada, uma vez que as alegações do encerramento (além do alto custo) baseavam-se no fato de não haver ameaças para o predador americano. O F35 está uma categoria abaixo do PAK FA e F 22 e por isso não seria o seu adversário elegível, de tal forma que os EUA terão que desenvolver ou novas versões do F 22 ou um caça inteiramente novo o que acho improvável.

A conseqüência, é que a notícia caiu como uma bomba para o programa JSF, que pode tanto ganhar quanto perder muito, explico.
Inegavelmente haverá uma demanda mundial pela busca do 5G e muitas nações perderão o poder de barganha que vinham tendo até agora, especialmente os europeus pois não terão uma aeronave pronta em tempo hábil, tendo assim que recorrer as compras de prateleira nos USA, o que por si só, pode engrandecer a lista de encomenda do JSF, F 35,  comenta-se até que o próprio Chile esteja interessado no F-35 para ser o seu futuro caça em substituição os F 16 e F5, por enquanto especulações.

Por outro lado o tiro pode ser no pé do F 35, vítima do fogo azul vindo do seu próprio ninho, pois no momento econômico em que cortes de cerca de 20-30% do orçamento militar afetam as forças armadas dos EUA, a retomada do programa F22 (ou sua variante), acarretaria na diminuição da encomenda do F 35, uma vez que os recursos  seriam em “tese” direcionados a este ” Super Raptor”.
Se tomada esta decisão ela certamente repercutirá na quantidade de F 35 a ser adquirido pela USAF.
http://indopakdef.files.wordpress.com/2009/07/f35-lightning_ii1.jpg
Em minha análise pessoal, o futuro do F35 poderá ser tanto promissor quanto desastroso, muitas nações correrão ávidas para a sua incorporação, porém em casa, nos EUA, vejo uma redução do número de caças na USAF, para a Marinha e fuzileiros segue a normalidade


A USAF seria a maior operadora deste avião e muito provavelmente os extrangeiros não o adquirirão em número equivalente, as exportações poderão não contrabalançar a diminuição da demanda interna, e assim o F 35 sai perdendo.

Quem a partida pode sair ganhando é Israel e Japão, as duas únicas nações da atualidade capazes de suportar os elevados custos do F22 Raptor numa eventual quebra de embargo por parte dos EUA, a primeira por ter apoio financeiro e técnico dos EUA, a segunda por ter uma economia sustentável ao programa, fora estes apenas 2 ou 3 nações européias e alguns países Árabes os quais senão a Arábia Saudita, outros 2 ou 3.

China
http://www.centurychina.com/plaboard/uploads/1_j14.jpg
A china fica assim forçada a respondera a ameaça geopolítica local e o programa  J-XX deve passar a ganhar o status de prioridades

O recado foi claro, Índia e Rússia detém a superioridade naquela área, e uma vez que os Chineses até então especialistas em clonar e produzir genéricos dos caças Russos e provocar a ira de Moscou  vendendo e trocando segredos repassados com o ocidente em busca de novos segredos militares, foi deixada de fora deste programa, os Chineses junto com os europeus  saem ai como maiores perdedores, pelo menos por hora.

O efeito do voo do PAK FA pode ser uma faca de dois gumes na China, que ficando de fora do Programa PAK FA terá que andar com suas próprias pernas e custear o desenvolvimento de seu programa.

http://img291.imageshack.us/img291/8762/shenyangxxjj14fa02oo4.jpg
O programa JXX chinês será provavelmente o próximo caça de 5ª geração a voar nesta década uma vez que nem outro país terá condições de levar adiante sozinho um programa desta magnitude, até pelo  fato de que neste horizonte de tempo não seria possível desenvolver um caça partindo do zero.

Porém o efeito pode ter sido um fator catalizador para o programa que deve ganhar statuts de emergência e  ser acelerado pois a resposta terá que ser imediata. Não há dúvidas de que  a china possa um dia desenvolver sue próprio 5G entretanto sem a ajuda técnica Russa este programa poderá ser  encarecido e até mesmo atrasado por conta das necessidades tecnológicas críticas.

O meu palpite é de que os Chineses colocarão todos os seus esforços neste programa para lançá-lo em no máximo em 3 anos, período em que deve-se ver o seu protótipo em voo.

Europa

A inexistência de um caça 5G europeu não é só um fator de problemas tecnológicos, demonstra também o atual estado de dependência do continente europeu aos EUA e levando-se em conta a perda de poder de barganha dos países europeus aos EUA as coisas só se agravam.

Não havendo um programa de um caça 5G factível em menos de 10 anos os europeus terão que contar com boa vontade dos EUA e ainda que estes liberem o F22 (coisa improvável) o estado econômico atual europeu não daria chances para entrada deste caça senão em dois ou 3 países, o Reino Unido tradicional parceiro dos EUA por exemplo terá dificuldades de operar o F35 devido aos seus elevados custos o que dizer de um F22 3 a 4 vezes mais caro?… por ai fica nítido o problema.

O F 35 pode ganhar muitos clientes porém como alertei, a dependência européia se agravará, e os exemplos dos programas como o Eurofighter demonstram que os Europeus estão longe de conseguirem desenvolver um caça autóctone com este Status em tempo hábil…
http://www.thelivingmoon.com/41pegasus/04images/Airplanes/Neuron_01.jpg
Para os Europeus resta apostar que o VANT-C derivado do programa VANT-C Neuron tenha êxito em fazer frente a ameaça dos 5G, de outra forma a presumível liberação do F 35 não seria suficiente para frear a ameaça dos 5G Russo/Indianos.

Resta uma esperança, o desenvolvimento do caça francês de “6ª geração”, um VANT-C que tem no Neuron a plataforma de desenvolvimento, porém é prematuro dizer que os VANT-C teriam capacidade de fazer já nesta década frente aos 5G alguns especialistas vislumbram isto para depois de 2025 pelo menos, não podemos esquecer que tanto os EUA quanto Rússia tem programas destes tipo em andamento…

Brasil

Sem negativismos, minha opinião pessoal é a de que perdemos uma grande oportunidade, e embarcando numa alternativa européia e excluindo-se as possibilidades do desenvolvimento de um VANT-C conjuntamente com os europeus, não vejo outra forma de chegar lá.

A desova dos 5G pelo mundo afora não tarda chegará à América do sul e o Brasil se verá equipado com vetores  e sistemas desatualizados e necessitará  se reequipar antes mesmo do fim desta década e a realidade é que, ous o 4.5G que teremos serão dotados de sistemas avançados dos quais dominaremos e serão suficientes para fazer frente aos 5G vigentes , ou estaremos numa tremenda enrascada.

Tenho certeza de que as autoridades da FAB tinham isto em consideração quando optaram pela exclusão do SU-35 e da oferta Russa para o PAK FA e portanto espero que a escolha do FX-2 leve-nos à um estágio equivalente no futuro.

Porém, em se confirmando o cenário mais nebuloso anteriormente descrito, eu proporia a inclusão no programa PAK FA o qual fora no passado oferecido ao Brasil e negamos…

O programa PAK FA teria sido a oportunidade ideal para realmente ingressarmos num programa genuinamente novo e promissor, não sou defensor do cancelamento do programa FX em curso, aliás creio que ele caminhe para a sua definição, porém, na eventualidade de sua suspensão do mesmo seja por qual razão especialmente para uma nova ronda de atualizações devido a letargia na decisão e conseqüente desatualização nos sistemas oferecidos,  passarei a ser  defensor da entrada do Brasil no programa PAK FA.

Porém, uma vez que não aprenderíamos nada em se tratando de estrutura e projeto da aeronave, deveríamos focar nos seus subsistemas, como radares, sistemas opto-eletrônicos, armas e demais sistemas, e quem sabe, lançar um programa nacional para o desenvolvimento de um motor para  o  futuro caça 6ª ou sei lá o que…


Considerações finais


Nos artigos e matérias da mídia em geral é possível encontrar pérolas dignas de nota no livro das 1001 noites de piadas do Costinha, tais como as de que o PAK FA nada mais é do que uma versão Stealth do SU-35, tais alegações mostram um total desconhecimento de quem as escreve, as impressões são nítidas e um observador atento verá que não são só as dimensões e a geometria dos caças  que diferem-se entre si, não é só estética e perfumaria, os caças são conceitualmente diferentes.
Além do mais  baseando-se  nos argumentos destes doutos senhores o F 22 Raptor nada mais seria que uma versão stealth do F 15 Eagle,  sem comentários…

Também há quem afirme que o PAK é um caça defasado pois tem pelo menos 20 anos de desenvolvimento, o que de fato não é verdade, pois o programa para o caça 5G Russo teve dois períodos de desenvolvimento um deles quando a Sukhoi avaliou o seu demonstrador de tecnologias o S-47 Berkut  que junto com o seu compatriota MIG-144 culminaram num programa mais tarde cancelado.
http://www.acecombat.jp/ace6/arms/su-47/001.jpg
O demonstrador de tecnologias o S-47 Berkut nunca foi considerado o projeto do caça de 5ª geração Russo e sim a plataforma de testes de tecnologias

http://www.fas.org/man/dod-101/sys/ac/row/i42-001.jpg
Após uma avaliação detalhada das necessidades de um programa de caças de 5ª geração o Mig 144 mostrou-se aquém das necessidades e também sendo um demonstrador de tecnologias não poderia ser considerado projeto do caça, portanto e correto dizer que o programa do caça de 5ª Geração Russo tem mais de 20 anos e não que o programa PAK FA tenha mais de 20 anos…

As autoridades aeronáuticas Russas chegaram a conclusão de que ambos os projetos estavam desatualizados da realidade que se seguiu após a guerra fria, fazendo nascer um novo programa que começou a  ser costurado as fins dos anos 90 e que ganhou impulso no final em 2008 com a entrada da Índia no programa, perfazendo assim a segunda fase do programa, porém, um programa radical e totalmente novo, como mostram as diferenças entre conceitos do SU-47, Mig 144 e atual PAK FA.

Ou seja o PAK FA é certamente o mais moderno dos programas aeronáuticos do mundo, mais até do que o seu único rival o F 22 Raptor cuja concepção remonta aos anos 80, mas que ainda sim é hoje o mais moderno caça em operação e o será pelo menos por meia década ou mais, se por acaso suas versões forem desenvolvidas para contrapor a ameaça do PAK-FA.

De mesma forma é suposto dizer que novas versões dos caças F22 ou mesmo J-XX (chinês) sejam mais modernas que o PAK-FA uma vez que serão desenvolvidos para contrapor este vetor, é no mínimo insano ou puro exercício de auto-cegueira e desconectação total da realidade pensar que uma aeronave  desenvolvida recentemente seria inferior aos seus adversários décadas mais velho, ou ainda o classificar no mesmo patamar do seu antecessor o Su-35, avião que na atualidade faz frente e ameaça de caças como Dassault Rafale,  Erufighter Typhoon e F 15 Strike Eagle, os melhores caças de suas categorias.

O PAK FA tem a mais que o SU-35, e por ser mais moderno e construído em cima das falhas dos seus adversários será sim superior a estes, até que estes tenham suas novas versões desenvolvidas…

Por último deixo aqui a minha impressão final sobre este programa, para quem esperava ver um fracasso e ou um avivão de papel existente apenas em conceitos e devaneios,  ele surpreendeu.
O mundo  apostava numa Rússia falida e desmoralizada, mas o voo do PAK foi uma resposta a altura, só não vê quem não quer, a geopolítica aérea voltou as discussões e muita gente está correndo para lá e para cá se perguntando, e agora José?
Quem apostou no fracasso do programa apostou errado, é certo que falta muito para o PAK FA/ FGFA voar com as cores da Rússia e da Índia, mas alguém se habilita a duvidar que isto irá acontecer em breve? baseado em que? os Russos e Indianos estariam por acas a mentir novamente?
O que eu acho? seja bem vindo PAK FA/ FGFA a geopolítica dos céus mudou  no dia 29 de janeiro de 2010, dia emque novos players se estabeleceram, velhos players voltaram a ativa, por outro lado, outros foram para o beléléu…

Texto
E.M.Pinto

Plano Brasil





Categories
Geopolítica

Conexão estrangeira na selva

http://www.alerta.inf.br/thumbnail.php?file=ecodolar_513765639.jpg&size=article_mediumONGs parceira da Funai tem financiamento internacional

Vasconcelo Quadros

BRASÍLIA – Relatório produzido no ano passado pelo Centro de Trabalho Indigenista (CTI) sobre os recursos que entraram na entidade em 2008 revela que essa organização não governamental concentra sua estratégia de captação de recursos em parcerias com entidades e órgãos governamentais no exterior. De um total de R$ 2.666.955,68 que entraram nos cofres da entidade naquele período, 76,4%, ou precisamente R$ 2.037.304,10, chegaram do exterior, 18,73% (R$ 499.663,58) de empresas privadas nacionais e a menor parcela, 4,87% (R$ 129.988,00) do governo brasileiro, através de convênio com o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA).

Autorizado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) a desenvolver vários tipos de programas em áreas indígenas – o mais polêmico é o que trata do contato e proteção com índigenas isolados – o CTI tem em sua lista de doadores, tratados como “instituições de apoio”, pelo menos 11 entidades internacionais públicas e privadas: embaixada da Noruega no Brasil, Agência Norueguesa para Cooperação Internacional (Norad), Fundação Rainforest da Noruega (RFN), Horizonte 3000 (Áustria), Ação Três Reis Magos da Juventude Católica Austríaca, União Européia, Fundação Moore (Estados Unidos), Fundação Avina (Suíça) Agência Estadunidense para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Pão para o Mundo (PPM, da Alemanha) e Terre des Hommes (Holanda).

No relatório interno sobre as atividades, ao qual o Jornal do Brasil teve acesso, a ONG não discrimina os valores por doador. Ela apenas indica, num gráfico, que os maiores doadores em 2008 foram a Embaixada da Noruega e RFN, do mesmo país, cada um deles com mais de R$ 500 mil.

Recursos do governo brasileiro só entrariam nos cofres do CTI em agosto do ano passado e, assim mesmo, em porcentagem pequena se comparada com as doações internacionais: R$ 85.824,40, parte de um convênio total de R$ 176.189,00 com o Ministério da Justiça, ao qual a Funai, parceira do CTI, é vinculada. Os recursos seriam destinados à consolidação de “práticas agroextrativistas entre os povos Timbira e levar às aldeias e aos jovens discussões necessárias sobre seu futuro, principalmente no que se refere à pressão exercida sobre seus territórios”.

Na semana passada, em meio à crise gerada pelo decreto de reestruturação da Funai, o CTI foi criticado por sertanistas e líderes indígenas por exercer trabalhos que competem ao governo brasileiro. Os convênios com a Funai, especialmente o que dá à ONG liberdade para trabalhar com índios isolados, funcionam como vitrine para captar recursos internacionais.

– É um apelo perigoso. Contato e proteção com índios isolados não se repassa. É papel do Estado – critica o sertanista Sidney Possuelo, ex-presidente da Funai.

Uma das coordenadoras do CTI, a antropóloga Maria Elisa Ladeira, afirma que o ideal seria que as entidades não precisassem buscar cooperação internacional, mas afirma que essas parcerias fazem parte de uma prática comum da política indigenista. Segundo ela, com 30 anos de atuação, o CTI tem ajudado o governo brasileiro a resolver demandas em áreas indígenas, suprindo deficiências da Funai, que ainda sofre os efeitos do sucateamento.

– Não estamos ocupando uma função do Estado e sim colaborando para que o Estado cumpra suas funções – argumenta a antropóloga. Maria Elisa explica que os recursos internacionais de entidades privadas chegam às ONGs porque não podem ser repassadas a órgãos governamentais como a Funai, mas que são direcionados em apoio às atividades da autarquia em projetos pontuais em áreas indígenas. A antropóloga afirma que o CTI seguiu os trâmites normais para atuar junto aos índios isolados e refutou as críticas sobre a parceria com a Funai. – Vivemos num país democrático.

Fonte: Jornal do Brasil via CCOMSEX

Categories
Geopolítica Negócios e serviços Tecnologia

Nuclear renovado

http://amanatureza.com/projeto/wp-content/uploads/2007/06/usina-nuclear-emitindo-vapor-nao-toxico.jpg

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) contabiliza atualmente 53 usinas nucleares em construção no mundo. E este cálculo não inclui, por exemplo, a brasileira Angra 3, cujas obras aguardam as últimas licenças para serem retomadas dentro de poucas semanas.

Pelo levantamento da AIEA, as novas usinas terão potência instalada de 47,2 mil megawatts (quase o consumo do Brasil) e deverão entrar em funcionamento até 2017.

A energia nuclear foi satanizada por diversos grupos políticos, o que levou a maioria dos países a interromper a construção de usinas.

A necessidade de se utilizar fontes de geração de energia mais limpas revitalizou o setor nuclear.

A estagnação do parque gerador não impediu que avanços tecnológicos importantes ocorressem nessa área, de modo que será possível, daqui para a frente, construir usinas seguras a custos mais baixos.

Angra 3 ainda pertence a um estágio tecnológico no qual a questão da segurança — prioritária, tratando-se de um setor em que não se pode correr risco de acidentes graves — custava bem caro. O país precisou pagar esse preço para dominar tal tecnologia.

Com os investimentos já realizados, a conclusão das obras de Angra 3 será economicamente compensadora, considerando-se qualquer outras usina térmica de potência igual a 1.350 megawatts (ou mesmo hidrelétricas equivalentes, mas fisicamente muito distantes dos centros de consumo). Partindo-se do zero talvez a opção fosse agora por usinas nucleares menos potentes e que já incorporam processos mais baratos.

Angra 3, mesmo com suas obras interrompidas, contribuiu para que o Brasil não perdesse o conhecimento adquirido em projetos, construção e montagem de usinas nucleares.

Com isso, o país hoje pode planejar uma expansão do setor em futuro próximo. A Eletronuclear — operadora das atuais usinas — foi encarregada pelo governo de estudar locais no Nordeste para abrigar novas geradoras, e os trabalhos estão em fase de conclusão.

Será mais uma opção energética para o Brasil.

Fonte: O Globo via CCOMSEX

Categories
Defesa Geopolítica Negócios e serviços Sistemas de Armas

Os mísseis em viagem

http://4.bp.blogspot.com/_Nvx2LDv44Uc/SwsNWRoNv2I/AAAAAAAAABs/jIddq5aXPFw/s1600/Ahmadinejad+Lula.jpg

Tecnologia de mísseis e enriquecimento de urânio trouxeram Ahmadinejad ao Brasil e devem levar Lula ao Irã

Janio de Freitas

AINDA que não se discuta se o Brasil deve se tornar um arsenal, como fruto das ideias estratégicas do governo Lula, ao menos as iniciativas para tentá-lo mereceriam alguma consideração. Acima dos interesses políticos e da preguiça mental que se associam contra contra todo tema sério.

Os sombrios negócios concluídos, uns, e pretendidos outros com a França, já se mostraram discutíveis nos pretensos fundamentos militares e, de outra parte, conduzidos muito mais à maneira de regimes autoritários que de democracias.

Nesse túnel de obscuridades o governo põe mais uma presença, sempre com os indícios de uma ótica estreita e alcance curto.

Lula programou para março uma viagem ao Irã. Não uma viagem de cortesias mútuas, mas também de discussão em torno de altas transações. As relações fraternais que o governo brasileiro desenvolve com o governo de Ahmadinejad -exemplo de arbitrariedade inadmissível, cuja oposição é respondida por bala ou pela forca- só se destina a contestar os Estados Unidos como efeito indireto. Os motivos imediatos estão nas tais concepções estratégicas do governo Lula.

Desde que os Estados Unidos fizeram do Irã uma potência militar, ao tempo do Xá e da Guerra Fria, os iranianos dedicam grande parte de sua fortuna petrolífera a se desenvolverem militarmente. Antes, em aquisições e em quantidade; nos tempos mais recentes, em tecnologia. Um dos frutos dessa persistência, acelerada pela política de Israel, foi exibido no final de 2009 como resultado de um projeto aprimorado no decorrer do ano: o Irã está na arena, cujos confrontos nada têm do tão falado clube, dos detentores de mísseis de grande alcance. O Sajjil-2 já chega a alvos a 2.000 km. E, se pode alcançar desde partes da Europa até o ocidente da China, tudo indica que o progresso tecnológico do Irã não tardará a levá-lo ainda mais longe.

Mísseis foram os grandes figurantes militares da Guerra Fria em seu lado de confrontação entre Estados Unidos e União Soviética; no presente são uma preciosidade também de avanços científicos e tecnoeconômicos; e são parte essencial do futuro. Vaga embora, uma noção do que está no interior disso tudo o Brasil tem, mesmo que sua tal estratégia não chegue a mais do que intenções militares. E o Brasil está mal, muito mal, em relação a mísseis.

Além do acidente que incinerou o foguetinho brasileiro e várias das personagens mais importantes do setor, nas vésperas do lançamento em Alcântara, nenhum dos compromissos de empenho então assumidos por Lula se cumpriu. Na era dos mísseis, o Brasil está enrolado em discussão para concluir se a área de uma base está afeta à aeronáutica ou pertence a quilombolas (claro que é deles).

A Folha de sexta-feira trouxe uma notícia exclusiva de Clóvis Rossi sobre uma conversa entre os ministros do Exterior de Brasil e Irã, em Davos. Nela, disse Celso Amorim, seu colega apresentou o que denominou “novas ideias” para o enriquecimento de urânio iraniano no exterior, no grau necessário aos fins pacíficos que o governo do Irã atribui ao seu projeto nuclear. O Brasil poderia fazer esse enriquecimento, que o governo Ahmadinejad considerou inconfiável se feito na França ou na Rússia, como lhe foi proposto. Por isso mesmo as ideias podem ser novas quanto a modalidades, mas não quanto negociados enlaçamentos de Brasil e Irã.

Tecnologia de mísseis e enriquecimento de urânio trouxeram Ahmadinejad ao Brasil e devem levar Lula ao Irã. A permuta de viagens quer antecipar outras permutas. A custo internacional, para o Brasil, e institucional para a sonhada democracia brasileira, que não se pode prever em sua possível dimensão. Só em sua certa ocorrência.

Fonte: Folha de São Paulo via NOTIMP

Categories
Conflitos Defesa História Negócios e serviços Sistemas de Armas

Em dia com a política

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/foto/0,,21047644-EX,00.jpg

Baptista Chagas de Almeida

Temas explosivos

O ministro da Defesa, Nelson jobim (foto), será convidado a falar na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, na volta aos trabalhos, esta semana. Ele próprio já se comprometeu a comparecer. jobim vai tratar de três temas explosivos: da participação brasileira na ajuda às vítimas do terremoto no Haiti, da compra de caças pela Força Aérea Brasileira (FAB) e, o mais polêmico, novo Plano Nacional de Direitos Humanos, que tanto irritou os militares.

Fonte: NOTIMP

Categories
Conflitos

Militares russos atiram contra pesqueiros japoneses

File:Russian coast guard vessel 183.jpg

Moscou, 30 jan (EFE).- Guardas de fronteira russos informaram hoje que abriram fogo contra dois pesqueiros japoneses que trabalhavam em águas territoriais da Rússia no Pacífico e que não obedeceram às ordens para parar.

“Os navios ‘Taka Maru-58’ e ‘Kiemi Maru-63’ estavam em águas territoriais da Rússia, a 1,5 milha marítima da ilha russa de Kunashir, o que infringe as normas de pesca referendadas no acordo intergovernamental de 1998”, explicou um porta-voz.

Os pesqueiros desobedeceram às ordens para parar e os primeiros disparos de advertência foram efetuados do helicóptero russo que os detectou em alto-mar. As embarcações só desligaram os motores quando os agentes dispararam diretamente nos navios, sem causar vítimas, acrescentou o funcionário.

No entanto, como os navios da Guarda Costeira russa demoraram a chegar à região, os pesqueiros aproveitaram para deixar as águas russas e se refugiar no porto de Raus, na ilha japonesa de Hokkaido.

Os guardas de fronteira disseram que gravaram em vídeo a infração e agora exigem que as autoridades japonesas os ajudem a investigar o incidente e proíbam terminantemente suas embarcações de trabalhar em águas territoriais da Rússia.

“A parte russa seguirá defendendo com todos os métodos legais os interesses do país”, assegurou à agência “Interfax” o porta-voz da Guarda de Fronteiras da ilha russa de Sakhalin.

Por sua vez, o Ministério de Assuntos Exteriores do Japão disse que os militares russos abriram fogo contra os dois navios embora estivessem em um setor aberto para a pesca, de acordo com o acordo intergovernamental. EFE

Sugestão e colaboração: Gérsio Mutti

Fonte:Último Segundo

Categories
Conflitos Geopolítica História

EUA lamentam congelamento do intercâmbio militar com Pequim

http://4.bp.blogspot.com/_VbvLcD8wq0E/SY2q_dtH-TI/AAAAAAAAAas/CqlosM6zqpw/s320/aguia2.jpgO Pentágono lamentou neste sábado a suspensão do intercâmbio militar com a China, consecutivo à decisão dos Estados Unidos de vender armas a Taiwan, considerada uma província rebelde por Pequim.

Segundo o porta-voz do Ministério da Defesa americano, Geoff Morrell, “lamentamos, também, as medidas tomadas pela China contra empresas americanas que transferem equipamentos a Taiwan”, acrescentou.

A China protestou contra a decisão dos Estados Unidos de vender armas a Taiwan no valor de 6,4 bilhões de dólares e alertou que isso pode causar um sério dano em suas relações com Washington.

Os Estados Unidos anunciaram a venda de 114 mísseis Patriot, além de navios detectores de minas submarinas e 60 helicópteros Black Hawk.

A remessa inclui equipamento de comunicações para os F-16 de Taiwan mas não novos aviões de caça, como queria Taiwan, segundo o Pentágono.

A China já havia advertido os Estados Unidos sobre a venda de armamentos à ilha.

Sugestão: Gérsio Mutti

Fonte: Último Segundo

Categories
Conflitos Geopolítica História

Estados Unidos reforçam arsenal antimíssil ante o Irã

http://2.bp.blogspot.com/_4Ulhsnr0_Co/SUzkfE7n5pI/AAAAAAAAAfE/c_k9n2PwbI4/s400/launcl01.jpg

Sugestão e colaboração: Gérsio Mutti

Os Estados Unidos estão acelerando a mobilização de sistemas antimísseis no Golfo para evitar um eventual ataque iraniano, relata a edição deste sábado do New York Times (NYT).

O jornal cita militares e a administração Obama, precisando que Washington movimenta navios especializados ao largo do litoral iraniano, assim como interceptadores de mísseis em quatro países: Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait.

Omã também está na lista, mas nenhum sistema antimíssil foi instalado no país, segundo o jornal.

O NYT diz que os países árabes estão mais e mais inclinados a acolher equipamentos de defesa americanos por temerem as ambições e a capacidade militar do Irã.

Esses preparativos militares visam a prevenir eventuais represálias iranianas que seguiriam a um reforço das sanções internacionais contra Teerã. Poderiam, também, dissuadir Israel de atacar militarmente as instalações nucleares iranianas.

O Senado americano aprovou nesta quinta-feira um projeto de lei permitindo ao presidente Barack Obama sancionar as importações de gasolina iraniana, para forçar Teerã a se conformar a suas obrigações internacionais relativas ao programa nuclear.

O Irã recusa há meses uma oferta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de fazer enriquecer seu urânio no exterior. A comunidade internacional suspeita que Teerã desenvolva sua capacidade militar a pretexto de um programa nuclear civil.

Washington e cinco outros países (Alemanha, China, França, Reino Unido, Rússia) tentam um acordo sobre a aplicação de mais sanções contra o Irã, mas a China afirma querer prosseguir negociações com Teerã.

Leia Também

China estará ‘sob pressão’ para que aceite sanções contra o Irã

Fonte:Último segundo

Categories
Uncategorized

O Voo da Década…PAK FA Vídeo mais completo

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=S67zfmEqGxQ&feature=player_embedded]

Sugestão: Luiz Medeiros