Defesa & Geopolítica

Espionagem à Petrobras é motivada por interesses econômicos – Presidente Dilma Rousseff

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Dilma falou sobre espionagem à Petrobras durante anúncio de destinação dos royalties do pré-sal a saúde e educação Foto: Roberto Stuckert Filho / PR / Divulgação

Diogo Alcântara

“Se confirmados os fatos veiculados pela imprensa, fica evidenciado que o motivo de violação e de espionagem não é a segurança ou ocombate ao terrorismo, mas interesses econômicos e estratégicos”

A presidente Dilma Rousseff reagiu à denúncia de que os Estados Unidos, por meio da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), teriam espionado a Petrobras. Para ela, se confirmar a informação, cai por terra o argumento americano de que a estratégia dos EUA de inteligência tem como objetivo a manutenção da segurança.

“Se confirmados os fatos veiculados pela imprensa, fica evidenciado que o motivo de violação e de espionagem não é a segurança ou ocombate ao terrorismo, mas interesses econômicos e estratégicos”, afirmou a presidente, por meio de nota oficial.

“Sem dúvida, a Petrobras não representa ameaça à segurança de qualquer país. Representa, sim, um dos maiores ativos de petróleo do mundo e um patrimônio do povo brasileiro”, disse em outro momento.

Segundo Dilma, “o governo brasileiro está empenhado em obter esclarecimentos do governo norte-americano sobre todas as violações eventualmente praticadas, bem como em exigir medidas concretas que afastem em definitivo a possibilidade de espionagem ofensiva aos direitos humanos, a nossa soberania e aos nossos interesses econômicos”.

“Tais tentativas de violação e espionagem de dados e informações são incompatíveis com a convivência democrática entre países amigos, sendo manifestamente ilegítimas. De nossa parte, tomaremos todas as medidas para proteger o país, o governo e suas empresas”, finaliza a presidente.

A nova denúncia, feita pelo Fantástico, da TV Globo, apresenta pela primeira vez a espionagem do governo americano a uma empresa brasileira. Já pela manhã, Dilma conversou com a presidente da Petrobras, Graça Foster, e a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard.

 

Fonte: Terra

Figueiredo se reúne com conselheira de Segurança dos EUA

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, conversa entre quarta e quinta-feira com a conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice, em Washington. Amanhã, ele, que está em Genebra (Suíça), desembarcará nos EUA. O objetivo é cobrar pessoalmente as explicações prometidas pelo presidente americano, Barack Obama, sobre as denúncias de espionagem à presidente Dilma Rousseff, a assessores e cidadãos brasileiros.

A data exata e o horário da reunião ainda estão sendo definidos. Reportagem veiculada ontem pelo programa Fantástico, da TV Globo, diz que a Petrobras também foi alvo de espionagem por agências americanas.

Na semana passada, em São Petersburgo (Rússia), Dilma e Obama conversaram sobre o mal-estar causado pelas denúncias de espionagem. Segundo ela, Obama prometeu responder às perguntas encaminhadas pelo governo do Brasil. De acordo com a presidente, se for necessário, ela voltará a conversar com o americano.

“O presidente Obama declarou para mim que assumia a responsabilidade direta e pessoal pelo integral esclarecimento dos fatos, e que proporia para exame do Brasil medidas para sanar o problema”, disse a presidente, em entrevista coletiva. “O que eu pedi é o seguinte: ‘eu acho muito complicado eu ficar sabendo dessas coisas pelo jornal. Eu quero saber: tem ou não tem? Além do que foi publicado pela imprensa, eu quero saber tudo o que há em relação ao Brasil. Tudo, tudinho, em inglês, everything'”, acrescentou a presidente.

Nas últimas duas semanas, houve uma série de pedidos por informações aos EUA, reforçados pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e por Figueiredo. Em meio à expectativa pelas informações, a presidente deixou em aberto a possibilidade de viajar, em 23 de outubro, para Washington, com honras de chefes de Estado.

“Se não houver condições políticas, obviamente, não se vai. Eu não pretendo transformar quinta-feira no Dia D. Eu pretendo transformar quinta-feira em um dia de avaliação”‘, disse Dilma.

Agência Brasil

 

Fonte: Terra

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