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Raytheon testou com sucesso ogiva avançada para o míssil balístico de nova geração

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

A fabricante americana de armas Raytheon anunciou que testou com sucesso uma ogiva avançada para o novo míssil balístico da nova geração, anunciando que a arma executa o  seu primeiro teste de voo para o final deste ano.

O novo míssil chamado DeepStrike, é a oferta da Raytheon para o programa Precision Strike Missile, ou PrSM, do Exército dos EUA. O PrSM substituirá o Sistema de Mísseis Táticos do Exército, projetado na década de 1970 e que está se aproximando rapidamente do fim de sua vida útil. 

Durante o teste de campo, os especialistas da instalação de testes do National Technical Systems detonaram a ogiva dentro de um ambiente controlado e determinaram que ela excede os requisitos de desempenho do Exército com base na massa e na distribuição dos fragmentos.

“Este teste, foi feito logo após a nossa bem-sucedida revisão preliminar do projeto DeepStrike e mostra a rapidez com que estamos nos movendo para entregar essa capacidade tão necessária ao exército”, disse o Dr. Thomas Bussing , vice-presidente da Raytheon Advanced Missile Systems. 

“Com nossa tecnologia avançada e experiência em design e desenvolvimento de mísseis, a Raytheon está posicionada de forma única para fornecer ao Exército o melhor míssil de superfície a superfície de longo alcance possível.” completou.

Apresentando um inovador design de dois compartimentos e outros avanços, o novo míssil de ataque de precisão de longo alcance da Raytheon voará mais longe, mais rápido, cobrindo mais alcance e dobrando o poder de fogo, tudo isto, pela metade do custo.

A nova arma também é mais manobrável e possui uma arquitetura modular e aberta que simplifica as atualizações do sistema.

O míssil DeepStrike da Raytheon é projetado para engajar alvos terrestres fixos entre 60-499 km de distância e melhorará a capacidade de resposta em comparação com os sistemas atuais, restaurando a capacidade do Exército de superar um adversário no campo de batalha.

O Exército identificou PrSM como uma prioridade e acelerou o cronograma de aquisição do míssil para fornecer uma capacidade inicial no ano fiscal de 2023.

No entanto, o míssil será utilizável apenas do lançador M142. Um oficial do programa afirmou que os sistemas dos lançadores M270 precisam ser atualizados antes que o software do PrSM possa ser integrado.

De acordo com o escritório do programa, o cronograma atual reflete a aceleração do cronograma aprovado, de acordo com o desejo do comando do Exército de implantar esta capacidade no ano fiscal de 2023, quando devem ser iniciados os testes completos e no fiscal de 2024 deve se iniciar a produção em massa da nova arma.

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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia Traduções-Plano Brasil

VKS receberá 100 novos helicópteros Milmi 28 NM até 2027

A produção de 100 helicópteros Mi-28NM já foi iniciada em Rostov-on-Don e até 2027, os “Night Hunters” melhorados serão entregues às Forças Aéreas e Espaciais da Federação Russa.

“O Comandante Supremo decidiu ordenara  produção de 100 aeronaves para a VKS até 2027, os primeiros helicópteros já estão em produção “ , disse o vice-ministro Alexei Krivoruchko ao Zvezda .

Além disso, a frota existente de helicópteros de aviação do exército será equipada com sistemas de defesa aerotransportados modernos, armas e sistemas de detecção de alcance aumentados, além de sistemas mais precisos.
Um novo míssil guiado anti-carro denominado “Chrysanthemum-M” o qual possui um sistema de orientação de canal duplo aumentará o alcance de destruição de alvos blindados para 10 km. Este alcance é bem maior comparado à versão atual de 6km. Note que estes mísseis estão instalados na versão de exportação do Night Hunter, mostrado no fórum internacional Army-2018.

No entanto, a principal diferença entre o Mi-28NM e a versão anterior, que além do radar perimetral da visão circular, destaca-se também o sistema de controle duplicado,  se necessário, o artilheiro também pode pilotar o helicóptero. Além disso, o helicóptero pode agora comandar drones em vôo e controlar remotamente os drones.

A atualização também afetou a potência do motor e as pás, devido ao desempenho de vôo melhorado em climas de alta altitudes e quentes. A velocidade de cruzeiro do helicóptero aumentou e as possibilidades de realizar manobras acrobáticas complexas em voo aumentaram.
Em março, houve relatos de que os últimos Mi-28NM foram testados no céu da Síria e agora a VKS aumenta a carteira de pedidos para estas aeronaves.
Fonte: RG

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Aviação Destaques Traduções-Plano Brasil

Como pode o SU-57 custar menos que um SU-35?

 

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

A mensagem de que o VKS Receberá 76 caças Su-57 até 2028 chamou a atenção de especialistas militares estrangeiros. Eles ficaram surpresos com o custo relativamente baixo da aeronave de quinta geração uma vez que o contrato é estimado em US$ 2,6 bilhões.

O Su-57 de última geração revelou-se muito mais barato não apenas para as aeronaves americanas da quinta geração como o F-22 e F-35, mas também para o caça russo Su-35 da geração 4 ++. Como exemplo, dados sobre o custo do Su-35 entregue à China em 2015 estimam que cada Su-35 custasse cerca de US$ 83,3 milhões.

 “A primeira explicação para o custo mais baixo do Su-57 é que ele provavelmente só diz respeito ao custo da produção dos aviões, sem levar em conta os custos da pesquisa e desenvolvimento a qual já foi adjucada  no programa de desenvolvimento e não aumentará se mais caças forem encomendados. “- disse a publicação Military Watch.

Em outras palavras, os custos de desenvolvimento não serão transferidos ao cliente, além disso, o contrato para o fornecimento de Su-35 para a China previa o fornecimento de equipamentos terrestres, motores sobressalentes e munição.

O segundo fator que contribui para reduzir os preços do Su-57 é que os aviões são projetados para as Forças Aeroespaciais Russas e a aeronave é exportada a preços mais altos.

Bem, outra circunstância que afeta a eficiência econômica do setor de defesa russo é que os custos de produção são medidos em dólares americanos. Com uma taxa de câmbio baixa do rublo em relação ao dólar, você pode comprar muito mais bens e serviços do que na Europa ou nos Estados Unidos. Esta circunstância leva a uma redução significativa nos custos de produção.

“Esse é um dos principais fatores que permitem à tecnologia russa competir com sucesso com a tecnologia ocidental em termos de preços”, disse a publicação.

Pelos valores cada SU-57 estaria custando apenas US$35 milhões, o que é um valor muito abaixo do esperado.

Fonte: Military Watch

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Aviação Defesa Sistemas Navais Traduções-Plano Brasil

Marines encomendam 12 CH-53K num contrato avaliado em US $ 1,3 bilhão

 

O Comando de Sistemas Aéreo Navais dos EUA concedeu à Sikorsky um contrato de US $ 1,3 bilhão para a construção e entrega de 12 helicópteros CH-53K King Stallion para o US Marine Corps.

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

O helicóptero mais potente do Departamento de Defesa, o CH-53K King Stallion, é um helicóptero de projeto e construção totalmente nova que expandirá a capacidade da frota de movimentar mais material e com mais rapidez .

O CH-53K fornecerá ao Corpo de Fuzileiros Navais a capacidade de transporte pesado necessária para atender aos requisitos operacionais futuros das missões de helitransporte pesado.

“O Corpo de Fuzileiros Navais está muito agradecido pelos esforços da Marinha e de nossos parceiros industriais para poderem conceder o contrato LRIP 2/3.Esta é uma vitória para o Corpo de Fuzileiros Navais que garantirá a capacidade de transporte pesado que precisamos para atender aos requisitos operacionais futuros e apoiar a Estratégia Nacional de Defesa”. Declarou o tenente-general Steven Rudder, vice-comandante da Aviação dos Marines.

Com uma capacidade de deslocamento e içamento projetada e demonstrada de quase 14 toneladas em um raio de missão de 203 km, em ambientes elevados e  quentes o CH-53K triplica a capacidade de transporte e  elevação comparado ao CH-53E .

O CH-53K provou a capacidade de levantar até 16329 kg através do gancho de carga externo. De acordo com a Marinha, o CH-53K terá uma capacidade logística equivalente com menores custos operacionais por aeronave e menos horas de manutenção direta por hora de vôo.

“Este  contrato reflete uma estreita cooperação e compartilhamento de riscos entre o governo e as equipes da indústria para fornecer recursos essenciais para o Corpo de Fuzileiros Navais”. Trabalhando com nossos parceiros do setor, a equipe garantiu que as soluções para desafios técnicos fossem incorporadas a essas aeronaves de produção. Isso reflete a urgência de garantir que fornecemos os recursos necessários para apoiar o Corpo de Fuzileiros Navais e a missão do Departamento de Marinha, ao mesmo tempo em que continuamos a impulsionar acessibilidade e responsabilidade no programa ”. Relatou James Geurts, Secretário Assistente da Marinha para Pesquisa, Desenvolvimento e Aquisição.

Até o momento, o helicóptero demonstrou voos em elevadas altitudes, temperatura quente e ambientes com capacidades visuais degradadas, carga máxima de um ponto de gancho de carga 16.329 kg a velocidade de vôo para a frente de mais de 200 nós, com Ângulo de 60 graus de curvas; altitude de 18.500 pés; Desembarques e decolagens em declive de 12 graus; ejeção de carga externa  e testes de fogo.

 

Fonte: Naval Today

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Ministro da Defesa Fernando Azevedo: ‘Orçamento das Forças Armadas não condiz com o País’

Ministro afirma que os gastos do Brasil com a Defesa deveriam subir para 2% do PIB – hoje são de 1,4%; ‘Não é suficiente’

BRASÍLIA – O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, afirmou, em entrevista ao Estado, que o orçamento das Forças Armadas “não é condizente com a estatura política-estratégica que o Brasil tem”. Para ele, ter apenas 1,4% do Produto Interno Bruto para a Defesa “não é suficiente”, o que nos coloca em sétimo lugar nesse tipo de investimento na América do Sul. O ideal, observou, seria ter 2% do PIB.

Em relação ao contingenciamento de 44% para as Forças Armadas anunciado pelo governo, o ministro afirmou que “isso não é corte” e disse acreditar que a arrecadação irá melhorar, com a aprovação da reforma da Previdência, pelo Congresso.

Questionado sobre a afirmação do presidente Jair Bolsonaro de que “nós não podemos fazer frente a ninguém”, o ministro respondeu que “nós não estamos com as Forças Armadas desejáveis, mas com as Forças possíveis” e que não acredita que possam ser impostas derrotas ao País – embora afirme que há “problemas de renovação e de modernização” das frotas. Para o general, “nós estamos em condições” de enfrentar qualquer vizinho. A seguir, os principais pontos da entrevista.

Esse contingenciamento é um golpe nas Forças Armadas?

É uma medida fiscal preventiva. Estamos com praticamente R$ 2 bilhões a menos que no ano anterior, quando o orçamento já era pequeno. Mas eu tenho esperança de que o Congresso aprove a reforma da Previdência, que vai ser um bem econômico para o País e trazer mais receitas, permitindo o descontingenciamento.

E se a verba não voltar?

Estou vendo uma disposição clara para a aprovação da reforma. Temos de esperar as coisas acontecerem.

Há descompasso em relação a que o Brasil precisa?

Existe uma revista especializada em Defesa, do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri), que aponta que os gastos do Brasil com Defesa, em relação ao Produto Interno Bruto, em 2017, foram de 1,4%. Isso nos colocou em sétimo lugar na América do Sul. Então, eu acho que está abaixo da estatura geopolítica que o Brasil tem, pelo seu tamanho, pela sua faixa de fronteira, pelo mar territorial que tem, pelos 22 mil km² de espaço aéreo que precisam ser vigiados 24 horas. Nós temos de ter o mínimo de poder dissuasório e de presença no País para manter a paz e as necessidades de que o Brasil precisa. Ele realmente não é um orçamento condizente com a estatura político-estratégica que o Brasil tem.

Há uma situação de penúria nas Forças Armadas?

Quando o recurso é insuficiente, só temos duas saídas em relação a programas e projetos: mudar o escopo ou prolongar o prazo. Normalmente nós fazemos as duas coisas. Isso não é bom. A gente vai ficando defasado no tempo e acaba saindo um projeto mais caro do que o inicial. Mas não tem mágica a ser feita.

Este contingenciamento afeta a operacionalidade das Forças?

A curto prazo, neste primeiro semestre, não. Mas, se prolongar, nós vamos ter de fazer um novo planejamento em relação aos compromissos assumidos, em relação ao custeio.

Já houve anos em que se precisou cortar expediente pela metade e dar baixa antecipada. Isso pode se repetir?

Isso já foi há muito tempo, em 2002. Eu não acredito, tenho muita esperança e quase a certeza de que não vai acontecer isso. As Forças já estão acostumadas a esse cenário de contingenciamento e planejamento e sabemos que a equipe econômica (do governo) joga junto com a gente.

O treinamento da tropa vai ser prejudicado?

Agora não, mas vamos ver até que ponto vai isso aí (contingenciamento). Nós temos muita esperança de que a economia volte a arrecadar, após a aprovação da reforma da Previdência, que é fundamental. Estamos confiantes no Congresso.

Mas o Brasil hoje não tem caça para proteger o espaço aéreo. Estamos vulneráveis? 

A primeira unidade do Gripen a chegar está prevista para 2021. O Brasil está um pouco atrasado nos projetos estratégicos. Mas, vulnerável, não, porque temos os antigos ainda em operação, como os F-5, o AMX, os Supertucanos. Eles estão precisando ser renovados.

Mas a frota hoje não está com idade muito avançada?

O transporte de tropa e de caça são duas coisas estratégicas. Contamos ainda com os Hércules, que há 40 anos estão prestando bons serviços. Estamos com problemas de renovação e de modernização.

O presidente descartou uma intervenção militar na Venezuela com a justificativa de que “não podemos fazer frente a ninguém”. É isso mesmo?

Nenhum país da expressão do Brasil está, de imediato, preparado para uma guerra. Nós estamos aí, normal, igual aos outros países.

Se o País for combater hoje contra qualquer vizinho, qual é a situação?

Nós estamos em condições.

Mas não foi isso que o presidente falou. Ele disse que estamos aquém…

Nós não estamos com as Forças Armadas desejáveis. Mas estamos com as Forças possíveis.

Isso poderia impor uma derrota ao País?

Acredito que não. Mas não tenho uma bola de cristal. Temos as nossas Forças Armadas dentro do que é possível, na parte de dissuasão.

Hoje a composição do orçamento da Defesa é de quase 80% para pessoal. Resta pouco para investimentos?

Não é que seja muito pouco. Mas não é suficiente. O ideal é 2% (do PIB), que é o índice Otan.

 

Fonte: Estadão

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Traduções-Plano Brasil

Turquia participará da produção de S-500 em cooperação com a Rússia

Tradução e adaptação-E.M.Pinto
 
TASS, 19 de maio – O presidente turco, Tayyip Erdogan,  informou a Reuters que a Turquia produzirá sistemas de mísseis antiaéreos S-500 em cooperação com a Rússia.

Segundo a agência, Erdogan também confirmou que a compra dos sistemas S-400 é um “negócio fechado”.

Segundo o jornal turco Haberturk, Erdogan relatou que a Turquia enviou 100 engenheiros à Rússia coo parte do programa de colaboração para fabricação das armas.

Ele notou que a Turquia pretende receber a aeronave de caça de quinta geração F-35 dos EUA. 

“Mas cedo ou mais tarde, receberemos os F-35”, disse Erdogan.

No início de maio, o CEO da Rostec, Sergey Chemezov, afirmou que a Rússia valoriza o desenvolvimento da parceria tecnológica com a Turquia na defesa aérea.
“Vamos dar as boas-vindas ao desejo do lado turco de se tornar um parceiro no projeto S-500”, observou Chemezov.

Fonte: Tass

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Braço Forte Brasil Defesa

Brasil e OTAN: uma análise da possível parceria

 

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foi criada em 1949, agrupando 12 países em torno de um projeto de “segurança coletiva” em face do inimigo comum.  A Europa estava dividida ideologicamente: a leste, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) ameaçava expandir militarmente seu território e, a oeste, os Estados Unidos da América (EUA) tentavam impedir.

            Desde sua criação, a organização sediada em Bruxelas incorporou novos atores e, atualmente, é composta por 29 países.  A despeito da incontestável liderança americana, as decisões são tomadas em unanimidade, não havendo o poder de veto como ocorre, por exemplo, no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

            Com o fim da URSS, a organização teve sua finalidade questionada sob o pretexto de que a ameaça militar direta teria se extinguido. No entanto, a instabilidade de caráter étnico dos Balcãs e o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 reforçaram a ideia de que a OTAN iria ainda desempenhar um papel importante.  O pensamento de extinção cedeu lugar ao processo de transformação pelo qual a organização ampliou sua área geográfica de atuação para além de seus próprios limites.

            Nesse contexto de transformação, a ideia de se estabelecer parcerias estratégicas para a paz foi colocada em prática. Baseada em um senso mais complexo de defesa coletiva, a OTAN passou a privilegiar relações bilaterais com países não europeus capazes de contribuir de alguma forma para a consecução de seus objetivos. São exemplos claros de tais parcerias as relações entre a OTAN e o Iraque, o Afeganistão, a Austrália e, na América do Sul, mais recentemente, a Colômbia.   

            Em novembro de 2018, em uma entrevista à BBC, o ex-embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, defendeu que o Brasil estabelecesse também uma parceria para a paz com a OTAN, pois “isso traria ao Brasil uma oportunidade para se envolver e trabalhar diretamente não apenas em questões militares e das forças armadas, mas em tudo que for ligado à segurança nacional e segurança global”. 

Para o Brasil, maior país da América do Sul, a aproximação direta com a OTAN sempre gerou questionamentos sobre o que essa parceira representaria para o país. Essa é uma reflexão importante, especialmente no momento atual, em que a política externa brasileira está se aproximando dos EUA.

            No campo geopolítico, não há dúvidas de que se o Brasil deseja realmente alcançar uma posição de maior protagonismo internacional, uma possível parceria com a OTAN contribuiria para este objetivo. Ressalta-se que isso não representa um rompimento com a tradição brasileira de não intervenção e de solução pacífica de controvérsias.

            Por outro lado, o estabelecimento dessa parceria reafirmaria o posicionamento contrário do Brasil ao expansionismo e ao terrorismo, repudiados historicamente pela diplomacia brasileira. Ou seja, a ação de se aproximar não seria novidade nenhuma para aqueles que acompanham os passos do Brasil.

            Militarmente, as oportunidades são mais claras e fáceis de visualizar. O sistema doutrinário da aliança é fruto das lições aprendidas em suas missões e constitui-se em um conhecimento de ponta para nações pacíficas como o Brasil. A ideia-força seria  “aprender com os erros e acertos dos outros”. A OTAN cumpre missões, atualmente, no Afeganistão e em Kosovo, patrulha o mar Mediterrâneo, apoia a União Africana na Somália e policia o espaço aéreo nas regiões fronteiriças com a Rússia. Todas essas atividades podem subsidiar a nossa própria doutrina.

            A Diretriz para Atividades do Exército Brasileiro na Área Internacional (DAEBAI) assinala a região formada pela América do Norte e Europa como sendo o “Arco do Conhecimento” para aquisição de inovações doutrinárias e tecnológicas. Para cumprir esse objetivo, militares brasileiros são enviados para frequentarem cursos de aperfeiçoamento e altos estudos que os tornam conhecedores da doutrina militar das Nações Amigas (NA). Paralelamente, uma rede de oficiais de ligação foi estabelecida com o intuito de se ter acesso aos centros de doutrina desses países. Estamos, de uma maneira indireta, recebendo os ensinamentos da OTAN.

            Não obstante, há que se ressaltar que uma parceria com a aliança permitiria o acesso direto ao sistema de ensino da Organização. A Colômbia, por exemplo, envia militares para a Escola da OTAN na Alemanha (Oberammergau) e para o Colégio de Defesa da OTAN na Itália (Roma) desde 2013. Ademais, O Exército Brasileiro poderia ter acesso facilitado a outras formações como, por exemplo, na Escola de Defesa Cibernética em Portugal, considerada referência no setor.

            Nessa mesma direção, acrescenta-se a possibilidade de promoção dos Produtos de Defesa do Brasil em mercados tradicionalmente fechados. Quanto mais aprofundarmos a participação em exercícios utilizando material nacional, maiores são as chances de adoção desses equipamentos na Europa e nos demais parceiros da OTAN. Os programas ASTROS e GUARANI encaixam-se perfeitamente nesse ponto.

            Finalmente, cabe ressaltar que estabelecer uma pareceria para a paz com a OTAN não representa, em absoluto, alinhar-se automaticamente com qualquer ator internacional. Ao contrário, assinala um passo pragmático para o fortalecimento das capacidades militares dissuasórias do País. Sem dúvidas, será um passo possível e importante.

Fonte: EBlog

 

Sobre o Autor

O Tenente-Coronel Mauricio Aparecido França é oficial de infantaria do Exército Brasileiro. Após concluir o curso da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, no Rio de Janeiro, frequentou a École de Guerre, em Paris em 2017-2018. Nesse ano escolar, cursou o programa de mestrado da École Pratique Hautes Etudes (EPHE) desenvolvendo pesquisa sobre a evolução do pensamento geopolítico brasileiro”.

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Conexão Geo com Cmte. Leonardo Mattos

Pautas de Hoje:
1) O encontro de Lavrov com Pompeo.
2) A tensão no Golfo Pérsico.
3) China e EUA, o verdadeiro confronto.
4) Notícias Militares
5) O que vem por aí

 

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Defesa Traduções-Plano Brasil

Defesa aérea russa depende de sistema mais eficiente que Pantsir-S1, Pantsir-M

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

As forças Armadas russos querem um sistema de defesa aérea menos problemático, mais avançado e econômico para substituir o Pantsir (SA-22 Greyhound na designação da OTAN).

De acordo com fontes anônimas e, portanto, não confirmadas no Ministério da Defesa da Rússia, o Exército e a Marinha estão insatisfeitos com o sistema de defesa aérea Pantsir e, consequentemente, estão à procura de novos sistemas.

Para o exército, o sistema de defesa aérea Pantsir-S1 mostrou-se pesado demais, complexo e ineficiente para proteger contra a maioria das ameaças potenciais.

 A campanha síria revelou uma série de falhas técnicas do Pantsir-S1, que até mesmo teve um sistema Sírio abatido durante um ataque aéreo impuni de Israel.

Segundo os relatos, o radar do Pantsir não consegue acompanhar a aquisição e o rastreamento de alvos de pequeno porte, como drones e munições de precisão. Atualmente, estão sendo feitas tentativas para desenvolver uma nova versão avançada para a Força Aérea, chamada Pantsir-SM, que se beneficia de eletrônicos e radares atualizados e novos mísseis.

Diz-se que seu financiamento vem da venda da versão existente de sistemas de defesa aérea “problemáticos” no exterior a um preço baixo.

Para proteger os navios na zona costeira e nos portos, o novo Pantsir-M, recentemente revelado, é considerado muito caro e pouco eficaz contra algumas ameaças.

Fonte: ArmyRecognition

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Aviação Defesa Sistemas Navais Traduções-Plano Brasil

Tempestade do oceano

 
Foto: Artem Tkachenko / Wikipedia.org
Tradução e adaptação-E.M.Pinto
 
O desenvolvimento do primeiro porta-aviões nuclear russo deve começar já em 2023. O navio será projetado para operar com modernos  meios de defesa e ataque, o que fará do navio uma formidável força na vastidão do oceano.
As especificidades do navio não foram divulgadas,porém apenas se afirmou que ele seria movido por um reator nuclear e que teria um deslocamento de cerca de 70 mil toneladas.

O Vice-primeiro-ministro Yuri Borisov, confirmou que o trabalho de criação de um porta-aviões “Já existe há muito tempo “. No entanto, ele não especificou as datas exatas de seu lançamento.Sabe-se que o projeto de um porta-aviões, classificado como Project 23000 Storm, foi proposto pelo Centro de Pesquisa Krylov.

O especialista militar, Alexei Leonkov, disse à RG, que havia vários projetos do navio, e que estes sofreram constantes alterações.
Lenokov acredita que a construção de um porta-aviões para a Marinha é realmente necessária, uma vez que as tarefas para a frota mudaram muito nos últimos anos.
O especialista sugeriu que o porta-aviões possa ser equipado com reatores RITM-200, que estão sendo instalados nos quebra-gelos nucleares russos, ou ainda, que ele seja equipado por um reator com refrigeração à metal líquido, criado para ele.
“Atualmente, a criação de tais motores é trazida à nossa mente, eu não excluo que o trabalho já esteja em andamento “, observou Leonkov.

Segundo ele, como meio de defesa aérea, o navio utilizara uma versão naval do mais novo sistema de defesa  S-500 e o desenvolvimento da versão naval do Su-57 e ou até mesmo a revitalização do projeto para criar uma aeronave de decolagem e pouso verticais, em particular a “ressuscitação” do Yak-141, mas tendo em conta as tecnologias modernas.

Fonte: RG

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Putin afirma que 76 jatos Su-57 serão comprados antes de 2028

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

SOCHI, 15 de maio / TASS /. Setenta e seis caças Su-57 de quinta geração serão comprados para as Forças Aeroespaciais Russas antes de 2028, mum contrato cujo pacote será assinado em breve, disse o presidente russo, Vladimir Putin, em seu pronunciamento na abertura de uma reunião regular de defesa nesta manhã.

“O programa de armas de 2028 estipulou anteriormente a compra de 16 desses jatos, lembrou Putin.

Segundo ele, depois de avaliar a situação, o ministro da Defesa, Sergey Shoigu, informou que os fabricantes reduziram os preços das aeronaves e dos equipamentos em 20%, o que proporcionou a oportunidade de comprar mais aeronaves.

“Nós concordamos em comprar 76 desses caças sem o aumento dos preços ao longo do período “, disse Putin.

O líder russo sublinhou que a indústria de defesa russa não fez nada parecido em termos de escala de produção e mesmo sobre uma plataforma tão complexa como esta nos últimos 40 anos. Ele expressou a esperança de que os planos atualizados sejam cumpridos.

“Num futuro próximo, assinaremos um contrato para o fornecimento de 76 jatos equipados com modernas armas de destruição e com a infra-estrutura terrestre necessária”, destacou Putin.

O presidente Russo Vladmir Putin lembrou que a indústria está se concentrando no desenvolvimento de equipamentos modernos de aviação, os quais serão determinantes para as capacidades de combate das forças aeroespaciais russas para a próxima década.

“Caças multifuncionais Su-35S e Su-57 estão nos estágios finais de testes”, anunciou o líder russo, enfatizando que suas características de combate são as melhores do mundo.

Ele disse que até 2028 é vital rearmar três regimentos de aviação das Forças Aéreas com os caças de quinta geração.

Putin também ressaltou que o bombardeiro Tu-160M ​​modernizado realizou seu primeiro voo em fevereiro de 2018. Putin também pediu o desenvolvimento das capacidades de combate dos aviões e helicópteros militares existentes por meio das oportunidades existentes e da modernização.
Segundo ele, a força da aeronave interceptora MiG-31 aumentou significativamente e também foi usado como base para criar o  sistema de armas hipersônicas Kinzhal .

O Presidente também acredita que os transportadores de mísseis estratégicos Tu-95 e Tu-160 e o bombardeiro de longo alcance Tu-22M devem ser atualizados gradualmente. 

“Todos eles devem ter a capacidade de não apenas carregar os mais novos mísseis de cruzeiro, mas também outros meios “, concluiu Putin.

Fonte: TASS

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Geopolítica

Plano Brasil/Relações Brasil X EUA/Análise: “Presidente dos EUA, Donald Trump,notifica Congresso Americano sobre intenção de indicar Brasil como “Aliado Preferencial extra-Otan”, e garante que apoiará a entrada do País na OCDE”

 

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/Relações Brasil X EUA/Análise: “Presidente dos EUA, Donald Trump, notifica Congresso Americano sobre intenção de indicar Brasil como “Aliado Preferencial extra-Otan”, e garante que apoiará a entrada do País na OCDE”.

 

História Contemporânea

 

Ao término da Segunda Guerra Mundial (II GM), estava no projeto de pós-guerra do Presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt (https://pt.wikipedia.org/wiki/Franklin_Delano_Roosevelt ), do Brasil, já naquela ocasião, vir a fazer parte do Conselho de Segurança da ONU.

 

Com a morte de Roosevelt, antes do término da II GM, o Brasil perdeu o seu maior mentor e apoio incondicional, e assim mesmo recebeu como prêmio de consolação poder abrir todas as Conferências da ONU no decorrer de todos os anos.

 

“No livro “O sexto membro permanente: o Brasil e a criação da ONU”, o diplomata Eugênio Vargas Garcia relata que o governo de Franklin Roosevelt, que liderou os Estados Unidos na Segunda Guerra, havia prometido ao Brasil uma cadeira permanente no Conselho de Segurança na nova organização.

 

Com a morte de Roosevelt em abril de 1945, um mês antes do fim do conflito, e sua substituição pelo vice, Harry Truman, a promessa foi deixada de lado.

 

A contenção dos soviéticos na Europa e no extremo oriente se tornariam as prioridades americanas no início da Guerra Fria.

 

Não há até hoje um sexto membro permanente, privilégio de que usufruem cinco países: EUA, Rússia (no lugar da antiga URSS), França, Reino Unido e China, todos com armamento nuclear.” O Globo, 25/Setembro/2018 ( https://oglobo.globo.com/mundo/entenda-por-que-brasil-o-primeiro-discursar-na-assembleia-geral-da-onu-23098892 )

 

EUA reforçam compromissos feitos a Bolsonaro

Trump notifica Congresso americano sobre intenção de indicar Brasil como aliado preferencial fora da Otan, e garante que apoiará entrada do país na OCDE, após Washington deixar de se posicionar favoravelmente em reunião em Genebra

Segundo fontes, haveria um impasse na OCDE em relação ao número de vagas

O Globo, Mundo, Página 23, Quinta-Feira, 09/Maio/2019

Foto: Acordos. Os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump apertam as mãos durante encontro na Casa Branca – GETTY IMAGES

O governo americano indicou ontem que cumprirá os compromissos acordados com o presidente Jair Bolsonaro em março, durante sua visita ao Washington. Em comunicado, o presidente Donald Trump anunciou que notificou o Congresso de sua intenção de que o Brasil seja um aliado preferencial do governo americano fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O governo Trump ainda garantiu que cumprirá a promessa de apoiar a candidatura brasileira a país integrante da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O apoio foi confirmado após vir a público que os Estados Unidos mantiveram sua posição contrária à adesão de novos membros à organização em reunião realizada na terça-feira, em Genebra, Suíça, segundo informou o Valor Econômico. Ontem, Kimberly Breier, secretária-adjunta de Estado para o Hemisfério Ocidental, garantiu, em mensagem em rede social, que o governo de Donald Trump “apoia o Brasil, que está iniciando o processo de adesão para se tornar um membro pleno da OCDE”.

“De acordo com a declaração conjunta de Donald Trump e Jair Bolsonaro, damos as boas-vindas às reformas econômicas, melhores práticas e uma estrutura regulatória do Brasil, de acordo com os padrões da OCDE”, escreveu Breier no Twitter.

Uma fonte do governo brasileiro explicou que a dificuldade continua sendo a expansão da OCDE em sentido mais abrangente: os EUA querem um número menor de vagas, mas que necessariamente contemplem o Brasil e a Argentina. A questão é encontrar um equilíbrio na proporção de países europeus e de outras regiões com as quais os 35 integrantes possam concordar. Além de Brasil e Argentina, disputam uma vaga Croácia, Bulgária, Romênia e Peru.

BARGANHA ENVOLVE OMC

Na visita de março a Washington, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, anunciou que o Brasil abriria mão do status de país em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC), numa contrapartida para que o governo americano apoiasse a candidatura do Brasil a integrar a OCDE. Na mesma visita, Trump informou ao presidente brasileiro que tinha intenção de indicar o Brasil como um aliado preferencial extra-Otan.

Na noite de terça-feira, o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Filipe Martins, usou uma rede social para rechaçar qualquer possibilidade de recuo dos EUA. Segundo ele, há um impasse sobre o número de vagas a serem abertas no OCDE. Enquanto os europeus desejam abrir seis vagas, outros países querem apenas quatro.

“A posição do governo americano em relação ao ingresso do Brasil na OCDE é exatamente a mesma que foi adotada pelo presidente Donald Trump no dia 19 de março: a de apoio claro e inequívoco do processo de ingresso do nosso país na organização”, escreveu Martins no Twitter.

O primeiro passo para o ingresso é o Conselho da OCDE convidar o Brasil para iniciar o processo de entrada, o que ainda não aconteceu. A partir do convite, o processo pode levar, no mínimo, dois anos. O país deve passar pela avaliação de 20 comitês de várias áreas. O país já trabalha com vários destes comitês, o que deve facilitar algumas etapas.

No caso da Otan, o próprio Trump disse ontem, em comunicado, que honrará o compromisso. “Estou notificando minha intenção de designar o Brasil como aliado preferencial fora da Otan. Estou tomando essa medida para reconhecer o recente compromisso do Brasil em aumentar a cooperação militar com os Estados Unidos, e em reconhecimento do nosso próprio interesse nacional em intensificar nossa coordenação militar com o Brasil”, afirmou.

Nesse caso, a declaração é unilateral, já que os Estados Unidos não precisam de aprovação de nenhum outro país para colocar o Brasil na lista. Também não há nenhum vínculo com a Otan: é uma posição independente do bloco. Ao todo, 17 países receberam essa classificação do governo americano — a Colômbia é, desde o ano passado, o único parceiro global na América Latina. A Otan tem 29 países-membros, nenhum dele é da América Latina ou do Atlântico Sul.

APROXIMAÇÃO MILITAR

Na prática, ser um aliado prioritário extra- Otan aproxima militarmente o Brasil dos Estados Unidos, já que, ao entrar nessa classificação, o Brasil consegue tornar-se comprador preferencial de equipamentos e tecnologia militares dos EUA; participa de leilões organizados pelo Pentágono para vender produtos militares; e ganha prioridade para promover treinamentos militares com as Forças Armadas americanas.

(Colaborou Eliane Oliveira)

Fonte: O Globo, Mundo, Página 23, Quinta-Feira, 09/Maio/2019 via clipping.abinee.org