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Espaço Tecnologia

O primeiro satélite Eurostar da Astrium bate recorde de longevidade em órbita

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  • O satélite Inmarsat-2 F1 foi aposentado após mais de 22 anos e meio em operação bem sucedida, em órbita geoestacionária, sobrevivendo por muito mais tempo que a vida útil projetada que era de 10 anos
  • O primeiro dos satélites Eurostar da Astrium –  54 foram lançados em órbita e 12 estão em construção
  • Os satélites Eurostar da Astrium acumulam mais de 470 anos de operação bem sucedida em órbita

 30 de abril de 2013 – O primeiro satélite Eurostar, o Inmarsat-2 F1, projetado e construído pela Astrium, empresa líder em tecnologia espacial da Europa, foi aposentado do serviço operacional nesta semana e descontinuado com segurança depois de ter completado uma longa e impecável missão em órbita geoestacionária. Ele permaneceu em operação por 22 anos e meio – sobrevivendo por muito mais tempo que a vida útil projetada que era de 10 anos.

 Lançado em outubro de 1990, o Inmarsat 2 F1 foi o primeiro satélite Eurostar da Astrium, e o primeiro satélite comercial do mundo a contar inteiramente com um sistema digital que poderia ser reprogramado em órbita. Os operadores foram beneficiados com um novo conceito de facilidade de operações de satélites, com a navegação solar e autonomia, proporcionando um risco muito menor de erros operacionais, resultando em um excelente histórico de disponibilidade para esta classe de satélite.

 O Inmarsat-2 F1 foi o primeiro de uma série de quatro satélites Eurostar E1000 construídos para a Inmarsat. Todas as quatro espaçonaves superaram em muito os seus requisitos de projeto, ultrapassando largamente suas vidas úteis projetadas para 10 anos em órbita: os Inmarsat 2 F3 e F4 foram descontinuados com segurança após mais de 15 e 20 anos em operação, respectivamente, e o F2 ainda está em operação há mais de 22 anos depois de seu lançamento, em março de 1991.

 Eric Béranger, CEO da Astrium Satellites, comentou: “A longevidade de 22 anos e meio do Inmarsat-2 F1, inicialmente projetado para uma vida útil de 10 anos, é uma grande conquista que demonstra a expertise das operações da Inmarsat e das equipes de engenharia e apoio da Astrium. A plataforma Eurostar tem evoluído ao longo dos anos, sua performance e sua capacidade foram consideravelmente aprimoradas, mais de 15 anos de vida agora, mas, mais do que nunca, o nosso produto estrela conta com uma forte habilidade de projeto, processos de qualidade e organização, que são fundamentais para garantir a confiabilidade dos nossos produtos.”

 O Eurostar é o principal produto carro-chefe da Astrium para satélites geoestacionários de comunicações, no qual muitos satélites bem sucedidos foram construídos, incluindo a altamente sofisticada constelação Inmarsat-4, que oferece serviços de banda larga em uma escala global, de transmissão em alta capacidade e os satélites de banda larga para operadoras líderes em todo o mundo, bem como os satélites de comunicações militares seguras Skynet 5.

 Um total de 54 satélites Eurostar foram lançados com sucesso, até hoje, e provam uma alta confiabilidade em órbita. Nenhum jamais foi perdido em órbita. Treze foram aposentados do serviço operacional após ter concluído com sucesso sua missão, excedendo vida útil projetada em média 79%. Quarenta e um deles ainda estão em serviço, incluindo 10 em operação em média 27% além de sua vida útil projetada. Ao todo, os satélites Eurostar da Astrium acumulam mais de 470 anos de operações bem sucedidas em órbita, incluindo 125 anos para o mais avançado modelo Eurostar E3000, colocado em órbita em 2004, e, agora, um best-seller em sua classe. A Astrium entregou e lançou uma média de mais de quatro satélites Eurostar E3000 por ano, durante os últimos cinco anos, e é o que espera fazer nos próximos anos: 12 satélites Eurostar E3000 estão atualmente em vários estágios de produção em instalações da Astrium.

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História

Sem a devida complacência com as mazelas dos brasileiros

elizabeth-bishopElizabeth Bishop e o Brasil: “Sem a devida complacência com as mazelas dos brasileiros”

Elizabeth Bishop  (Worcester, 8 de fevereiro de 19116 de outubro de 1979) foi uma autora americana, considerada uma das mais importantes poetisas do século XX a escrever na língua inglesa.

Sua percepção das contradições brasileiras é, no entanto, sutil e perspicaz em poemas sobre a paisagem de Santarém (Pará), por exemplo, na evocação das chuvas tropicais, na sátira social explícita (poema Pink Dog, por exemplo) no retrato dos pobres urbanos.

“A autocomplacência seria a principal característica brasileira”, de acordo com Elizabeth Bishop, que viveu anos entre nós, gostava da poesia e da paisagem, mas não era admiradora do caráter nacional. A palavra “autocomplacência” pode ser traduzida como “indulgência com os próprios defeitos” ou “tendência de tomar os vícios como qualidades” Rubens Ricúpero 

Em tempo: Senador chama colegas de ladrões e provoca revolta  – Jornal O Globo, País, Página 6, 4ª feira, 31 10 2012

Para acessar o Poema Pink Dog (Cadela Rosada) de Elizabeth Bishop, com tradução e análise em português, é só clicar em:

Uma cadela no Carnaval  

A Sindrome da Cadela Rosada 

Pink Dog

Elizabeth Bishop

The sun is blazing and the sky is blue.
Umbrellas clothe the beach in every hue.
Naked, you trot across the avenue.

Oh, never have I seen a dog so bare!
Naked and pink, without a single hair…
Startled, the passersby draw back and stare.

Of course they’re mortally afraid of rabies.
You are not mad; you have a case of scabies
but look intelligent. Where are your babies?

(A nursing mother, by those hanging teats.)
In what slum have you hidden them, poor bitch,
while you go begging, living by your wits?

Didn’t you know? It’s been in all the papers,
to solve this problem, how they deal with beggars?
They take and throw them in the tidal rivers.

Yes, idiots, paralytics, parasites
go bobbing int the ebbing sewage, nights
out in the suburbs, where there are no lights.

If they do this to anyone who begs,
drugged, drunk, or sober, with or without legs,
what would they do to sick, four-legged dogs?

In the cafés and on the sidewalk corners
the joke is going round that all the beggars
who can afford them now wear life preservers.

In your condition you would not be able
even to float, much less to dog-paddle.
Now look, the practical, the sensible

solution is to wear a fantasía.
Tonight you simply can’t afford to be a-
n eyesore… But no one will ever see a

dog in máscara this time of year.
Ash Wednesday’ll come but Carnival is here.
What sambas can you dance? What will you wear?

They say that Carnival’s degenerating
— radios, Americans, or something,
have ruined it completely. They’re just talking.

Carnival is always wonderful!
A depilated dog would not look well.
Dress up! Dress up and dance at Carnival!

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Conflitos Geopolítica

Controle cambial leva argentinos a sacar dólares no Uruguai

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Márcia Carmo

De Colonia do Saramento, para a BBC Brasil

Atualizado em  30 de abril, 2013 – 05:31 (Brasília) 08:31 GMT
Troca de pesos e dólares (Reuters)Brecha entre câmbio oficial e paralelo faz com que argentinos busquem a moeda no Uruguai

Os argentinos encontraram um jeitinho para tentar driblar a inflação e equilibrar as contas em tempos de controle cambial no próprio país. Eles estão viajando ao Uruguai, onde é possível sacar dólares nos caixas eletrônicos.

Os argentinos sacam a moeda americana usando seus cartões de crédito ou débito das contas que possuem no país vizinho. Nos dois casos, o objetivo é quase sempre o mesmo: voltar para casa e vender o dólar no câmbio paralelo na Argentina.

A brecha entre o câmbio oficial e o paralelo supera os 60%. Nesta segunda-feira, a moeda americana chegou a ser cotada a 9,30 pesos, no paralelo, segundo o site do jornal de economia El Cronista. No câmbio oficial, a cotação foi de 5,18 pesos, de acordo com o mesmo portal.

Na hora da cobrança dos dólares no cartão de crédito, os bancos na Argentina estipulam o pagamento a partir da cotação oficial ou um pouco acima deste preço.

Os argentinos que viajam às cidades uruguaias estão colocando na ponta do lápis a compra de passagens de barco, estadias em hotéis e alimentação e, ainda assim, entendem que “compensa sacar os dólares” no pais vizinho, como alguns deles contaram à BBC Brasil no Uruguai, sob a condição do anonimato.

Fazer contas e poupar em dólares, além de comprar apartamentos com a moeda americana (em dinheiro vivo), é comum na Argentina pelo menos desde as hiperinflações registradas no país na década de 1980.

‘Dólar Colônia’

No fim de semana, na pequena cidade histórica de Colônia do Sacramento, a uma hora de barca da capital argentina, havia longas e demoradas filas nos cinco ou seis caixas eletrônicos locais. O hábito já levou os argentinos a batizar o novo recurso de ‘dólar Colônia’.

Na sexta, sábado e domingo últimos, cada pessoa demorava pelo menos 20 minutos sacando dinheiro. Na fila, os que esperavam comentavam que cada um viaja com cartões de familiares e de amigos para sacar dólares para todos.

“Eu vim com meus dois cartões de crédito, o cartão do meu pai e o do meu irmão”, disse uma argentina, no sábado à tarde, na fila do Banred, no centro de Colônia. Nas filas, enquanto esperavam a sua vez, eles conversavam sobre os motivos para terem atravessado o rio da Prata, que separa Colônia e Buenos Aires, para buscar dólares.

Casa de câmbio em Buenos AiresPara analista, questão cambial reflete ‘desequilíbrios macroeconômicos’

“Estou prestes a comprar meu apartamento e guardei dólares durante muito tempo. Mas agora faltam alguns dólares e as imobiliárias só aceitam o pagamento com essa moeda (americana). Com o controle de câmbio na Argentina, optei por vir aqui”, contou um argentino de 35 anos, que disse ser bancário em Buenos Aires.

Mas no sábado à tarde já não saíam mais dólares dos caixas eletrônicos. “As filas de manhã eram tão grandes que resolvi voltar agora a tarde, mas não foi uma boa ideia”, disse uma senhora.

Alguns sacavam, então, o limite permitido, por cada operação, para a moeda local, de 5 mil pesos uruguaios, para trocá-los por dólares nas casas de câmbio. “Na semana que vem eu volto e tento sacar (dólares) de novo”, disse outra argentina.

Os motivos da viagem e as contas que fizeram eram os únicos temas nas filas. “O governo argentino vai acabar aplicando alguma nova medida para tentar impedir que a gente venha aqui”, disse um senhor. “Qual medida? Mais do que já fizeram? Só se fecharem as fronteiras”, disse o bancário.

‘Desequilíbrios’

As primeiras notícias sobre a alternativa encontrada pelos argentinos surgiram durante o verão, quando muitos viajaram de férias para balneários uruguaios e voltaram com dólares, segundo a imprensa argentina.

No último fim de semana, o jornal Clarín noticiou que as longas filas de argentinos nos caixas eletrônicos uruguaios repetiam o movimento que já havia sido observado no feriado da Semana Santa, quando “muitos argentinos, na tentativa de driblar o controle cambial, viajaram a diferentes cidades do Uruguai, como Punta del Este, Colônia e Montevidéu, para conseguir dólares”.

Ainda de acordo com o jornal, a “modalidade que começou no verão passou a ser uma cena comum, com os argentinos usando cartões de credito para sacar dólares, vendê-los no câmbio paralelo e pagá-lo no câmbio oficial”.

Nos últimos tempos, a Administração Federal de Ingressos Públicos (AFIP, a Receita Federal argentina) passou a aplicar imposto de 20% sobre o uso dos cartões de crédito no exterior.

Com isso, segundo a imprensa local, a cotação oficial de 5,18 pesos aumentaria para 6,20 pesos, de acordo com os números desta segunda-feira – ainda assim, longe dos 9,30 pesos da cotação no paralelo.

O governo da presidente Cristina Kirchner implementou o controle cambial no fim de 2011. Neste ano, segundo economistas, foi intensificada a brecha entre o oficial e o paralelo.

“O preço do dólar ‘blue’ (paralelo) reflete os desequilíbrios macroeconômicos que a Argentina vive hoje”, disse o ex-presidente do Banco Central Aldo Pignanelli. Quando lançou a medida, a presidente disse que os “argentinos deveriam passar a pensar na moeda local”, e não mais na moeda americana.

Por isso, disse, ela mesma estava passando suas contas em dólares para pesos argentinos.

Fonte: BBC Brasil

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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia

Conheça a nova aeronave de reabastecimento da Força Aérea dos EUA

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O KC-46A substituirá o KC-135 Stratotanker, modelo utilizado pelo exército norte-americano durante mais de 60 anos.

Após utilizar o modelo KC-135 Stratotanker como sua única aeronave de reabastecimento aéreo por mais de 60 anos, a USAF (United States Air Force, ou Força Aérea dos Estados Unidos) finalmente receberá uma atualização em sua frota de suporte com a chegada do Boeing KC-46A.

Sendo derivado do avião comercial Boeing 767-200, o KC-46A foi o projeto vencedor de um programa militar batizado como KC-X, organizado exclusivamente para encontrar um novo modelo de aeronave que se tornará o petroleiro aéreo padrão das forças armadas norte-americanas.

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Além de ser o empreendimento com melhor custo-benefício para o governo dos Estados Unidos, a proposta da Boeing também impressionou pela capacidade de se manter no ar por muito mais tempo do que a de outros participantes do programa.

Equipado com um par de motores Pratt & Whitney 4062 e com capacidade para reabastecer duas aeronaves simultaneamente, o KC-46A suporta 58 passageiros em operações normais e até 114 em operações de contingência (sendo que são necessários três pilotos para o manejamento básico).

Com um investimento inicial de US$ 3,5 bilhões, a estimativa é que 18 aviões já estejam em condições de voo até agosto de 2018, com os 161 restantes sendo entregues até 2028.

Fonte: U.S. Air Force Official Website, Gizmodo

Fonte: Tecmundo

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Defesa Negócios e serviços Tecnologia

Brasil irá adquirir novos drones israelenses

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A Marinha brasileira iniciou a avaliação de dois aviões não tripulados israelenses quanto à possibilidade de seu uso na vigilância marítima.

Os militares estão realizando testes de veículos Hermes 450, produzido pela empresa Elbit Systems, e Heron 1 da Israel Aerospace Industries.

Os dispositivos deste tipo já estão em serviço no Brasil, no entanto, são utilizados pelas Forças Terrestres, Forças Aéreas e pela polícia, bem como pelas várias equipas de resgate.

A Elbit Systems e a IAI equiparam as versões navais de seus VANTs com novos sistemas de controle e de inteligência. Além disso, os dispositivos sofreram algumas alterações que os permitirão se manter no ar durante mais tempo.

Fonte: Voz da Rússia

 

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Conflitos Geopolítica História

Eu já sabia: Comissão vai sugerir revisão da Lei de Anistia

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Por Vandson Lima

O relatório a ser apresentado em 2014 pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), órgão criado para apurar violações de direitos humanos ocorridas no Brasil, dará suporte à futura investigação judicial e responsabilização criminal de agentes do regime militar. Deve também trazer recomendações para que o Brasil revise sua Lei de Anistia e promova uma grande atualização no modelo de formação de sua polícia, cujas raízes ainda remetem às escolas militares do regime. Foi anunciado ainda que o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Gilson Dipp, deixará a CNV por motivos de saúde.

“É claríssima na jurisprudência do direito internacional que as autoanistias não são aceitáveis”, afirmou Paulo Sérgio Pinheiro, coordenador da CNV, que participou ontem em São Paulo de um encontro com representantes de comitês de memória e justiça de 20 Estados.

“Em todas as comissões da verdade, as investigações servem para a responsabilização dos perpetradores de graves violações de direitos humanos. Nosso trabalho deve ser consistente, denso e cuidadoso para o que produzirmos servir à responsabilização desses criminosos”, continuou Pinheiro.

Em 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve entendimento de que a anistia abrange crimes praticados por agentes públicos contra opositores durante o regime militar, contrariando a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que condenou o Brasil a investigar e punir os responsáveis por esses crimes.

Presentes ao evento, as comissionárias Rosa Cardoso e Maria Rita Kehl corroboraram a avaliação de Pinheiro. “A comissão não pretende substituir a sociedade civil, que é quem deve fazer essa reivindicação. Mas vai chegar um momento em que faremos nossas recomendações. Terá de constar que se faça justiça. No Brasil, isso passa por desacreditar essa anistia que existe”, disse Rosa. Para Maria Rita Kehl, a imprensa tem papel importante na promoção de um ambiente que torne possível a discussão franca sobre a anistia. “É inadmissível que a imprensa retrate a ideia de que fazer justiça é revanchismo. É uma tese usada pelos militares”, observou. A decisão do STF não é, avalia Rosa, um entrave: “Tanto revisões dos ministros como a entrada de novos ministros podem levar a decisões diferentes. A jurisprudência muda, evolui”.

A principal reivindicação levada pelos comitês aos integrantes da CNV foi para que o esclarecimento de mortes e desaparecimentos ocorridos durante a ditadura seja a prioridade dos trabalhos, o que foi acolhido pelo colegiado.

Em seu discurso de abertura, ao qual o Valor teve acesso, Paulo Sérgio Pinheiro disse: “O relatório irá expor a existência de uma responsabilidade compartilhada entre perpetradores de graves violações e outros grupos sociais. Enfatizará a cumplicidade do poder judicial no encobrimento de crimes e desaparecimento. Reconstituirá a colaboração de empresas e empresários para a manutenção do sistema paralelo de repressão articulado com as Forças Armadas”.

O modo de atuação da polícia hoje, para os integrantes da CNV, está diretamente relacionado à herança da ditadura. “Continuamos vivendo com a mesma organização e aparato de segurança da ditadura. A Comissão será sensível a isso em suas recomendações”, afirmou Pinheiro. Para Rosa Cardoso, “certas formas de violência do passado continuam a ser exercidas em nossa sociedade, como as pessoas são presas, as execuções sumárias. Os jovens veem isso, têm capacidade de articular com o passado e achar que essa tortura de hoje tem a ver com a impunidade dos que torturaram antes”.

Afastado do cargo há sete meses por motivo de saúde, Gilson Dipp não terá condições de retomar o trabalho. Ele enviará carta pedindo sua exoneração à presidente Dilma Rousseff, a quem cabe nova nomeação. Dipp, de 68 anos, foi internado em setembro por uma crise de asma, que se agravou e evoluiu para uma pneumonia. Posteriormente, ele precisou passar por uma cirurgia no abdômen.

Ontem, o Ministério Público Federal em São Paulo denunciou, pelo crime de ocultação de cadáver do estudante Hirohaki Torigoe, morto em 1972, o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandante do Destacamento de Operações Internas de São Paulo (DOI-Codi-SP) no período de 1970 à 1974.

Fonte: Valor via NOTIMP

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Conflitos Geopolítica

Obama: “não sou mais o socialista de antes”

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Presidente norte-americano zombou de si mesmo e de seus opositores durante evento em Washington

“O comediante de destaque da noite foi Conan O’Brien, que zombou de políticos americanos e dos meios de comunicação, mas também teve algumas palavras sobre o líder norte-coreano Kim Jong-Un.

“No passado, tivemos inimigos realmente assustadores, como Saddam Hussein e Hitler”, disse O’Brien. “Agora, o nosso inimigo é um adolescente rabugento que se veste como Rosie O’Donnell nos Emmys”, brincou.

Kim “não entende que não temos medo dele. O que esse cara não percebe é que já temos uma península instável que acabará por derrubar a América. Chama-se Flórida”, disse, referindo-se às dores de cabeça eleitorais provenientes deste estado do sul do país.”

 Da AFP

 Barack Obama zombou de si mesmo, de seus oponentes políticos e dos meios de comunicação no jantar anual de correspondentes da Casa Branca, um evento que os presidentes dos Estados Unidos costumam utilizar para lançar duros golpes em seus adversários.

Brincando com sua reeleição, Obama afirmou que ela lhe deu a chance de levar adiante uma agenda mais radical, embora ele tenha envelhecido no trabalho.

“Nestes dias me olho no espelho e preciso admitir que já não sou o socialista, muçulmano, jovem e musculoso que costumava ser”, disse em referência a alguns dos atributos que a faixa conservadora mais radical costumava usar contra ele.

Depois mostrou uma montagem de imagens que o mostravam com um corte de cabelo com franja, como o utilizado por sua esposa Michelle no dia do início de seu segundo mandato.

Outros alvos das brincadeiras de Obama foram o multimilionário Sheldon Adelson, que gastou uma fortuna para apoiar Mitt Romney e outros candidatos republicanos na corrida pela presidência no ano passado; as três principais cadeias de notícias a cabo e vários congressistas republicanos.

Mas Obama terminou sua intervenção em um tom mais sério, elogiando o papel dos meios de comunicação, assim como dos serviços de socorro, durante o recente atentado na maratona de Boston, e a cobertura da explosão de uma fábrica de fertilizantes no Texas.

Jantar

 O jantar anual dos jornalistas, que reúne cerca de 3.000 pessoas em um salão de um hotel de Washington, se tornou um evento de relevância máxima na capital americana.

Nos últimos anos, o que costumava ser um evento no qual jornalistas, editores e diretores corporativos podiam se encontrar com funcionários de alto escalão do governo se transformou em um espetáculo cheio de celebridades.

O comediante de destaque da noite foi Conan O’Brien, que zombou de políticos americanos e dos meios de comunicação, mas também teve algumas palavras sobre o líder norte-coreano Kim Jong-Un.

“No passado, tivemos inimigos realmente assustadores, como Saddam Hussein e Hitler”, disse O’Brien. “Agora, o nosso inimigo é um adolescente rabugento que se veste como Rosie O’Donnell nos Emmys”, brincou.

Kim “não entende que não temos medo dele. O que esse cara não percebe é que já temos uma península instável que acabará por derrubar a América. Chama-se Flórida”, disse, referindo-se às dores de cabeça eleitorais provenientes deste estado do sul do país.

Famosos

Entre as estrelas presentes neste ano estavam o rapper sul-coreano Psy; a cantora Barbra Streisand; os atores Bradley Cooper, Michael J. Fox, Kevin Spacey e Michael Douglas, além dos diretores de cinema Steven Spielberg e George Lucas.

A rede de notícias de espetáculo E! transmitiu pela primeira vez a entrada dos convidados pelo tapete vermelho.

Foto: O presidente dos EUA ri durante o jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca em Washington – Foto: Brendan Smialowski/AFP

Fonte: BAND via UOL  

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Geopolítica Humor

HUMOR: Primeiro artigo de Lula, o mais novo colunista do THE NEW YORK TIMES: “I DON´T KNOW “DE” NOTHING”

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Negócios e serviços Segurança Pública

Venda de armas para EUA sobe 187,5% na gestão Lula

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RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA

taurus-410Os Estados Unidos, que discutem restrições ao comércio de armamentos, adquiriram 7,9 milhões de armas de fogo do Brasil nos últimos 40 anos, e 59% desse total foi exportado durante o governo Lula (2003-2010).

Análise: Opinião pública deve decidir se lucros valem a pena 

É o que indica um levantamento inédito do Comando do Exército obtido pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação, com o registro detalhado de vendedores e compradores de 9,9 milhões de revólveres, pistolas, carabinas e espingardas, entre outras armas, enviadas para fora do Brasil de 1971 a 2011.

A exportação dos armamentos brasileiros para os EUA aumentou 187,5% nos oito anos do governo Lula em comparação com o mesmo período do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). De 2003 a 2010, as indústrias brasileiras destinaram ao território norte-americano um total de 4,6 milhões de armas, o suficiente para armar a população inteira de países como Noruega e Croácia.

Em 2011, o Brasil foi o líder das exportações para os EUA, com 846 mil armas de fogo, à frente da Áustria (a segunda colocada com 522 mil) e da Alemanha (a terceira, com 313 mil).

O raio x das exportações revela que três empresas criadas nos EUA pelas fabricantes brasileiras Forjas Taurus e Amadeo Rossi adquiriram a maior parte das armas que entraram naquele mercado.

As fabricantes não informam ao governo brasileiro o destino final dessas armas, o que afastaria a hipótese de que estejam sendo redirecionadas a outras países.

Alegando sigilo comercial, a Taurus se recusou a informar à Folha quem são os clientes das suas subsidiárias norte-americanas.

Para especialistas no tema, a reexportação é um fenômeno bastante conhecido. De acordo com eles, centenas de armas fabricadas pela Taurus foram achadas num depósito em Trípoli após a queda do ditador Muammar Gaddafi.

Contudo, no levantamento obtido pela Folha há o registro da venda de apenas duas armas para a Líbia.

Maria Laura Canineu, diretora da ONG Human Rights Watch para o Brasil, afirmou que o país chegou a defender, nas discussões do novo tratado global para comércio de armas, aprovado neste ano na ONU (Organização das Nações Unidas), a exigência de que o exportador emita um certificado de “utilizador final” da arma, mas a versão final do tratado acabou ficando “frágil nesse sentido”, sem “uma exigência clara”.

Segundo Maria Laura, a nova Lei de Acesso representa um avanço, mas o Brasil “tem enfrentado severas críticas pela falta de transparência na exportação de armas”.

obama-casa-brancaA quarta maior compradora nos EUA dos produtos brasileiros foi a Springfield Incorporation, uma conhecida apoiadora da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês). Há duas semanas, uma proposta de regulação do presidente Barack Obama foi recusada pelo Congresso.

O poder de fogo político das fabricantes brasileiras também se revela em tempos de eleição. Duas empresas e uma associação do setor doaram R$ 3 milhões a candidatos diversos na disputa eleitoral de 2010, incluindo R$ 500 mil para a direção nacional do PT e R$ 200 mil para a campanha que elegeu Dilma Rousseff.

Abaixo dos EUA, os principais destinos das exportações brasileiras foram, em números aproximados, a Argentina (215 mil armas), Paraguai (154 mil), Iêmen (112 mil) e Alemanha (109 mil).

Com uma receita de R$ 701 milhões e lucro líquido de R$ 42 milhões em 2012, a Taurus, sediada no Rio Grande do Sul, foi responsável por mais de 50% das exportações brasileiras nos últimos 40 anos. No relatório de administração do ano passado, a empresa informou que 60% de sua produção foi para o exterior. Desse volume, 88% teve como destino os EUA, o que correspondeu a cerca da metade de sua receita no período.

Colaborou MÁRCIO NEVES, de Brasília

Fonte: Folha 

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Conflitos História

MONARQUIA HOLANDESA: “Nova rainha é filha de ministro do regime militar da Argentina”

Máxima Zorreguieta

Pouco depois de ganhar um papa, a Argentina agora terá uma rainha na Europa. Bonita, simpática e independente, a economista Máxima Zorreguieta , 41, chegou ao topo da monarquia holandesa.

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Segundo pesquisas, ela é mais popular que o marido e até que a sogra, que voltará a adotar o título de princesa. Antes do casamento, em 2001, Máxima morou em Nova York e Bruxelas como executiva de grandes bancos. No início, os holandeses torciam o nariz porque o pai dela, Jorge Zorreguieta, foi ministro da Agricultura na ditadura do general Jorge Videla (1976-1981).

O governo holandês fez uma investigação e concluiu que ele sabia das atrocidades do regime, embora não fosse apontado como responsável por mortes ou torturas.

De qualquer forma, Zorreguieta não foi convidado para o casamento da filha e não participará das solenidades de hoje em Amsterdã.

A argentina aprendeu holandês em velocidade recorde e usou o carisma para conquistar os futuros súditos.

Ela também ajudou a erguer a popularidade do marido, que era descrito em pesquisas como pouco confiável para assumir o trono.

Na juventude, ele chegou a ter o apelido de príncipe Pils, numa referência autoexplicativa à cerveja tipo Pilsen.

Máxima hoje é colaboradora da ONU em projetos de desenvolvimento para países pobres. (BMF)

Fonte: Folha 

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Conflitos Geopolítica Sugestão de Leitura

Sugestão de Leitura: “O Povo Eterno não tem Medo”, por Shani Boianjiu

O Povo Eterno não tem Medo
Sinopse: Três meninas crescem juntas em um vilarejo israelense na Galileia, perto da fronteira do Líbano, enfrentando o tédio e as crises do cotidiano. Yael, Avishag e Lea convivem com a tensão da guerra contra o país vizinho, com as precariedades da vida no deserto e os eternos problemas da juventude. No entanto, quando são recrutadas pelo Exército, passam a encarar a crueza do estado de guerra latente.

Em seu romance de estreia, Shani Boianjiu, 25 anos, intercala as vozes das três jovens durante períodos cruciais de suas vidas. Com base em suas próprias experiências nos dois anos em que serviu para as Forças de Defesa de Israel, Shani cria não só um retrato vibrante da vida de adolescentes no Exército, como relata os anseios de toda uma geração de jovens e o conturbado futuro que se avizinha.

Shani BoianjiuYael, Avishag e Lea sabiam apenas que teriam que amadurecer dentro do serviço militar, assim como milhares de outros rapazes e garotas – todos obrigados ao alistamento militar em Israel. Yael torna-se instrutora de tiro e flerta com rapazes. Avishag passa horas sentada em frente a monitores de vigilância, onde assiste, impotente, à morte de refugiados sudaneses. Lea, em um posto de controle, imagina as histórias por trás dos rostos de palestinos que passam por ela todos os dias.

Quando estão juntas, conversam sobre seus flertes, burlam as regras e fazem o possível para escapar do que consideram uma rotina entediante, sempre sob a pressão de seus superiores e vigiadas para que não descumpram as regras militares. Frequentemente se veem diante de imigrantes desesperados e crianças que roubam objetos da base militar. Despreparadas para a crise iminente, as jovens mal têm consciência de que se equilibram em uma posição frágil, que a qualquer momento irá degenerar para a violência.

header461946210431sdhxkmwyzbApesar de o enredo abordar constantemente a tensão de Israel com as nações vizinhas, o romance não assume convicções políticas – contrárias ou a favor das ações do país. Em entrevista ao New York Times, Shani afirma ter sido criticada simplesmente por tratar do tema: “Fui acusada tanto de ser porta-voz das Forças de Defesa quanto de ser antissionista”, diz. Ela rechaça a ideia de que o livro faz uma análise detalhada sobre o conflito, afirmando ainda que seu esforço se concentra na prosa ficcional.

A obra, aguardada por meses antes de seu lançamento original, vinha ganhando destaque através de textos escritos em formato de contos, publicados em revistas de prestígio como a The New Yorker e a Zoetrope: All-Story, de Francis Ford Coppola. Escrito originalmente em inglês, o romance foi indicado em março deste ano ao prestigiado Women’s Prize for Fiction – antigo Orange Prize -, que premia as melhores ficcionistas de língua inglesa.

Com humor cáustico e inteligência feroz, a autora recria uma realidade que remete às mais importantes crônicas de guerra, ao mesmo tempo em que captura o momento único que pode mudar a vida de uma jovem mulher. Construído através do olhar apurado de uma israelense que estudou em Harvard após conseguir baixa do serviço militar no país natal, O povo eterno não tem medo teve destaque em veículos como os jornais Wall Street Journal, Guardian e Telegraph, além das revistas Economist, Vogue e Marie Claire, entre outros.

Livro: O Povo Eterno não tem Medo
1a. edição, 2013
Shani Boianjiu
Alfaguara

Fonte: Livraria Folha 

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Geopolítica Inteligência

CIA entregou milhões de dólares a gabinete presidencial afegão, diz NYT

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Dezenas de milhões de dólares foram entregues em dinheiro vivo pela CIA em maletas, mochilas e sacos plásticos ao gabinete do presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, por mais de uma década, disse nesta segunda-feira, 29, o jornal The New York Times.

Karzai disse que dinheiro tinha 'vários propósitos' - Ahmad Masood/Reuters
Ahmad Masood/Reuters
Karzai disse que dinheiro tinha ‘vários propósitos’

O chamado “dinheiro fantasma” serviria para comprar influência para a Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA, na sigla em inglês), mas acabou alimentando a corrupção e fortalecendo líderes guerrilheiros, o que abalou a estratégia americana para deixar o Afeganistão, segundo fontes americanas ouvidas pelo jornal. “A maior fonte de corrupção no Afeganistão foram os Estados Unidos”, disse um funcionário do governo americano.

A CIA não quis comentar a reportagem, e o Departamento de Estado dos EUA não se pronunciou de imediato. “Chamamos isso de ‘dinheiro fantasma'”, disse  Khalil Roman, que foi chefe de gabinete de Karzai entre 2002 e 2005. “Ele chegava em segredo e saía em segredo.”

Não há indícios de que Karzai tenha recebido o dinheiro diretamente, segundo relato de funcionários afegãos ao jornal. A verba era administrada pelo seu Conselho de Segurança Nacional, acrescentou o NYT.

Em resposta à reportagem, Karzai disse a jornalistas em Helsinque, depois de uma reunião com líderes finlandeses, que o Conselho de Segurança Nacional do Afeganistão há dez anos recebe ajuda financeira dos EUA. As quantias, segundo ele, “não eram grandes”, e eram usadas para vários propósitos, como auxílio a feridos.

“É uma assistência com vários propósito”, afirmou ele, sem comentar as alegações de que o dinheiro teria alimentado a corrupção ou fortalecido guerrilhas.

Em Cabul, Janan Mosazai, porta-voz da chancelaria, disse a jornalistas que não há provas ou indícios sobre as alegações. Durante mais de uma década, o dinheiro era deixado mais ou menos todos os meses no gabinete presidencial afegão, segundo o Times. A distribuição de verbas é um procedimento padrão da CIA no Afeganistão desde o início da guerra.

Os pagamentos aparentemente não estavam sujeitos à supervisão e às restrições impostas à ajuda oficial dos EUA ou aos programas formais de assistência da CIA, como o financiamento de agências afegãs de inteligência. No entanto, essa operação aparentemente não violava leis norte-americanas, segundo o jornal.

Fontes oficiais norte-americanas e afegãs familiarizadas com os pagamentos disseram que o principal objetivo da verba era manter acesso a Karzai e ao seu círculo íntimo, e garantir a influência da CIA no palácio presidencial, que tem enorme poder no centralizado sistema de governo do Afeganistão. / REUTERS

Fonte: Estadão